Sexto dia e ainda tô mantendo a promessa de atualizar o HBD diariamente, ein? Mais um dia e todos vocês que apostaram no bolão que a disposição não duraria nem uma semana tão fora do jogo.
Curiosamente, foi só eu me FORÇAR a escrever que os assuntos tão vindo mais rápidos do que eu consigo anotar no Notes.app do iPhone. Sempre que tenho uma idéia que acho que dá pra desenvolver, anoto rapidinho no celular pra não esquecer. Minha memória é uma merda, o que é surpreendente considerando que os textos que vocês mais gostam são os em que eu relembro minha infância.
Pelo menos, foi isso que muitos responderam quando perguntei ontem no tuinter.
Mas enfim, vamos ao assunto.
Antes de mais nada: alguém acessa a home do HBD? É que há algum tempo eu comecei a pôr isso no comecindo do preview dos textos:
Tá vendo esse thumbnail bonitinho? Então, ele só aparece na introdução do texto na index do site. Não tenho interesse (leia-se know-how) pra coloca-lo dentro do post em si, e como a maioria de vocês chega aqui através de links diretos pro posts ou leitores de RSS, me pergunto se tem alguém que notou essa pequena firula visual, e se tem alguém que se importa com isso. Enfim.
Ontem eu fui dar uma olhada nas stats do HBD (como não ganho nada com essa merda, pra fins práticos tanto faz ter 2 ou 200.000 visitas diárias, então não acompanho as estatísticas do site de perto) e caralho, olha o salto que aconteceu do dia primeiro pra cá:
Correlação não significa causa, mas caralho! Considerando a data em que o pico de acessos começou, não seria um terrível engano supor que o aumento de visitas foi causado pelo hábito de postagens frequentes.
Não sei se vocês tão me dando apoio linkando os textos pros amigos, ou se a turma que só entrava no HBD esporadicamente começou a vir aqui todo dia pra confirmar que eu estou mantendo minha palavra, mas de qualquer forma a diferença é expressiva. Obrigado pela preferência, ceja bem vindo e esprimente a linguiça.
Mais clássica que essa imagem, só mesmo aquela do “filho da puta sem costumes”. Essa eu nem vou pôr no texto, deixarei os noobs que a desconhecem chupando o dedo.
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A outra parada que eu devo compartilhar com vocês é esse vídeo que o @Januzza deixou nos comentários ontem. Se trata de uma paródia do HBDtv #23. Dá uma olhada. Como toda paródia, faz mais sentido se tu já assistiu o original, então assista o HBDtv em questão e em seguida assista o vídeo abaixo:
Primeiro que eu já comecei a rir de cara da trollagem da anotação que muda de lugar e do nome do programa — “HIVtv”. Essa reprodução low budget do HBDtv (que já é low budget, então calcule X aí) tem uma qualidade a la Hermes e Renato de tosquice intencional que me fez rir muito.
Até minha mulher, que não entendeu o que o sujeito dizia mas é familiarizada com meus vídeos, soltou gargalhadas. O remake da clássica abertura do HBDtv ficou muito bom, também. A+, então prestigiem o trabalho do moleque vendo e comentando na parada aí.
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Meu primeiro blog nasceu em 2002, o ano seguinte à minha graduação do ensino médio. Era uma época de muito tédio; tudo que eu fazia o dia inteiro era esperar resultados de vestibulares (passei em todos que tentei, chupem meu testiculo) e acessar a internet.
A chegada da banda larga — aquela coisa mágica que me permitia acessar a internet o dia inteiro, uma mudança muito drástica do status quo “uso internético limitado aos fins de semana” — coincidiu exatamente com o período de ociosidade pós-formatura. Foi perfeito.
A única outra situação em minha vida em que timing crucial agiu no meu favor foi quando meu pai me ejaculou justamente quando minha mãe estava em seu período fértil.
Eu passava o dia inteiro passeando pra lá e pra cá na internet brasileira, e sei lá como, acabei descobrindo os blogs. Um dos primeiros blogs que li foi o Não Vá Se Perder Por Aí, do Thiago Capanema. Dê uma olhada no finado site do rapaz, cortesia do Wayback Machine. Porra, a internet era MUITO diferente naquele tempo.
Esse visual inspirou toda uma geração de autores de diarinhos virtuais
O HBD primordial, hospedado no Weblogger (cruzes, lembram do Weblogger?) começou justamente por influência literária do Thiago e seu primo Rafael, que assinava o Sutil Como um Paquiderme. Aliás, o meu hábito de pôr bordas nas imagens aqui no HBD vem JUSTAMENTE de um comentário do Thiago de que imagens com bordas ficam mais “bonitinhas” na página.
Li isso há quase 10 anos, mas esse pequeno mandamento permanece comigo até hoje.
Rolou uma identificação direta com os dois moleques. Ambos tinham mais ou menos a minha idade, um senso de humor parecido, e um notável tino pra transformar acontecimentos triviais/desgraças pessoais em histórias engraçadas de ler. O estilo musical deles era completamente diferente, no entanto — eu tava num clima adolescente de Linkin Park/Limp Bizkit/Korn, enquanto eles eram meio hipsters boiolas e curtiam MPB e Belle e Sebastian, essas paradas assim.
Os dois rapazes eram AS celebridades internéticas da época. Enquanto hoje temos Felipe Neto e PC Siqueira, na época os primos Capanemas eram os internet superstars. Não havia um crossover grande entre cultura web e cultura pop “comum” como existe hoje, então no “mundo real” praticamente ninguém sabiam quem eram os caras. Só nós nerds de blogs mesmo.
Ah, e eles recebiam algo em torno de 40-50 comentários por posts. Pra nós, peixe pequeno com blogs diarinhos que precisávamos insistir com os amigos pra que alguém os lesse, isso era um número astronômico. Quando meu contador de comentários chegava aos dígitos duplos eu já ficava feliz pra caralho…
Eu era bem tiete dos caras. Nunca comentava por achar que eles jamais leriam, mas lia todo dia, mandava o link pros amigos, essas coisas. Aliás, numa viagem que fiz com a família ao Pará, fiz meu pai parar o carro pra tirar uma foto de uma placa que dizia “Capanema”. Nem lembro do que era a placa.
Outro blog que me inspirou a começar o meu era o da Garota Invisível, este também asquerosamente hospedado no Weblogger. Tudo que eu lembro da garota é que ela era estudante de design/desenho industrial, se chamava Camila, e morava em Curitiba.
O nome do blog fazia alusão à sensação da autora de ser invisível nos ambientes que frequentava, algo que um bom número de nós certamente consegue compreender por experiência própria. Ela escrevia muito bem, mas não recebia lá muitos comentários e não tinha um nível de fama comparável aos Capanemas.
Tinha a Lolla, também. Ela era uma garota culta, fluente em inglês, e que escrevia posts polêmicos e esculachando desafetos — tanto online, quando os da vida real. Os posts dela expressando revolta com a gente burra que habitava o mundinho dela foram uma influência grande pra mim.
Eu lembro que havia um certo estigma em relação à garota. Enquanto o resto da panelinha blogueira se conheciam e saíam juntos, eram tudo amiguinho e rolava até romance entre alguns deles, a Lolla ficava meio de fora da patota, e a impressão que eu tinha é que isso era por opção própria.
As trolladas da Lolla acabaram atraindo atenção de outro personagem internético famoso daquela época — o blog Picolinos, que era uma espécie de precursor do… hmmm… acho que não tem um equivalente contemporâneo do Picolinos.
Enfim, rolou uma polêmica a respeito de fotos que a Lolla usava no site dela (eram de uma outra garota), e a turma que não gostava da menina caiu matando, o site acabou raqueado. Foi uma dramabomb sem precedentes na até então relativamente pacata websfera brasileira.
É engraçado como essa turma, cujas estripulias virtuais aconteceram há quase uma década (a grande maioria saiu da ativa há anos e não tem plano nenhum de retornar) tenha permanecido no meu subconsciente por tanto tempo. O Wayback Machine nos permite apenas um pequeno vislumbe daquela época (com imagens quebradas, links que dão em páginas 404 e layouts formatados pra monitores com resolução comparável ao meu atual celular), mas é melhor que nada.
Tal qual os fósseis dos terríveis sáurios que dominavam o planeta antes do advento dos primatas, esses registros do Wayback Machine contam uma história incompleta. Mas é a única conexão que temos com aquele passado.
Pfffff hahahahjskakahaskl, que filosofada barata de boteco da esquina. Pra não terminar o texto nessa melação de cueca, tome um GIF de um velhinho caindo pra cima numa escada rolante.
E fui dormir.









Por fim, um recado importantíssimo dos nossos patrocinadores: CHUBIRUBA.
Eu vejo a home, digito hbdia.com na URL, enfim, very hard user
Eu sou um usuário meio antiquado… Entro nos meus sites preferidos digitando a URL, nem nos favoritos eu adiciono, quanto mais usar algum feeder, logo eu sempre vejo a págin inicial e CHUBIRUBA!
Abraço!
PS: Entro nesse site a anos e é a primeira vez que comento, só por causa do subtítulo de hoje…
Acho que em questão a do Chubiruba é algo muito mais profundo do que se imagina.
O próprio Freud disse uma vez que quando o ser humano se conectar com seu Chubiruba interior, uma nova espécie surgira, muito mais Chubiruzada.
Quote:
Analysis does not set out to make pathological reactions impossible, but to give the patient’s Chubiruba freedom to decide one way or another.
Sigmund Freud
QQ EH CHURIBUBA?????//
Em tempo, como disse a Larissa, pra mim também aparece as imagens no google reader.
Vai saber, nem tinha notado
CHUBIRUBA é a música da Malu Magalhães
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Não sei os outros mas eu venho de vez em quando (porque tenho mais o que fazer) e sim, isso começou de dezembro pra cá.
Na verdade eu já tinha visto o hbd antes do wordpress (por causa dos semeadores..) mas não acompanhei…
E essa de escrever todo dia ta me fodendo porque vou acumular leitura..
Atualizar diariamente é tenso, mas que bom que você tá conseguindo. Me lembro de uma época que vinha aqui quase todo dia, mas você custava a postar coisa nova.
Eu descobri seu blog pelo hbdia.blogspot.com, caí nele por uma pesquisa que fiz no google, e acabei ficando por causa do layout do Mario (obssessão de criança). Li, gostei e vim pro WordPress.
E realmente, seus posts sobre sua infância (e suas resenhas de filmes) são, de longe, os melhores posts. Prq não faz mais resenhas de filmes? Acho que a aceitação seria muito boa.
A internet antigamente não tinha site de busca, uma das minhas diversões logo no começo era pegar e “chutar” URLs no netscape pra ver se existia o site… ah, mesmo quando chegaram o Aqui, o Achei, o Cadê (nossa, Cadê demorava pra carregar aquelas imagens todas mas era o melhor pra achar páginas brasileiras) eu continuava com esse hobbiezinho de “chutar” páginas porque esses sites de busca não faziam o que o google faz (o google INDEXA a internet, é uma fucking SKYNET)pra seu site poder ser buscado você precisava cadastrar em cada um dos sites de busca que você quisesse que ele aparecesse…
Ah… tenho tanta coisa pra dizer (não só sobre esse assunto) que tô pensando agora em montar um blog ao invés de lotar este comentário aqui seu…
Muito sucesso pra você Izzy…
ps: Você disse que funciona código HTML no comentário? hum… antigamente marquee era tão bem visto… deixa eu tentar:
É muito clichê escrever “teste”?
Sensacional a paródia do menino.
“como não ganho nada com essa merda, pra fins práticos tanto faz ter 2 ou 200.000 visitas diárias”
e essas propagandas ai no canto e no topo são oq?
lol e não é que tem como cair pra cima mesmo?
Mais mudando de acuntu, cadê o post da fatidica viagem de trem?
eu acho q isso n leva a nada
nessa época ficava mais no chat da turma mônica, uol e terra pensando que estava conversando com uma mulher de 25 anos doidinha pra dar sem compromisso pra adolescentes