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Acho que descobri acidentalmente o melhor livro do mundo

Postado em 14 January 2013 Escrito por Izzy Nobre 103 Comentários

Então. Essa semana conheci, através de uma amiga do trabalho, um rapaz chamado (nome removido pra galera não inventar de ir atazanar o cara). O cara é um escritor amador daqui de Calgary, publicou um livrinho aí em tiragem bem pequena (120 cópias só) pra realizar um sonho de infância mesmo. Sim, é o livro que você vê acima.

Evidentemente me identifiquei pra caralho com o rapaz — sempre sonhei em publicar um livro também, desde moleque –; minha amiga contou pra ele que eu tinha interesse em ler seu livro e conhecer sua “jornada de escritor”, digamos assim, e ele trouxe uma cópia de presente pra mim.

Bati um papo de umas duas horas com o rapaz e, embora não seja um psicanalista com as certificações necessárias para diagnosticar alguém, posso dizer com grande margem de certeza que este amável rapaz é completamente pirado da cabeça.

Veja só: o cara tem umas teorias malucas sobre sonhos. Eu acho sonhos fascinantes, e foi um interesse em comum que alimentou uma conversa de quase duas horas com o indivíduo. Acontece que os papos dele são… bem. Permitam-me que eu explique usando exatamente, sem qualquer exagero, as próprias palavras dele.

Resumidamente, o cara acredita (firmemente) que sonhos são um portal de acesso a uma realidade intangível. Nada novo até aí; acontece que ele acredita que essa realidade intangível contém todo o conhecimento da raça humana. Isso acontece porque, ao dormir, fazemos upload de todas as nossas experiências e conhecimentos coletivos pra essa nuvem onírica. Onírico é o adjetivo referente a sonhos, seu inculto do demônio.

Interessante conceito para uma história de ficção, né? Poisé, só que o cara acredita que isso realmente acontece. Tipo, acredita ao ponto de tentar convencer os outros.

E aí vem a cereja no topo — ele acredita que, através desses portais de sonhos, ele pode executar SONHOS MULTIPLAYER como os que eu mencionei aqui. Tipo, pode entrar em sonhos alheios, revirar o subconsciente do pobre coitado, aprender seus segredos, plantar idéias, se aproveitar do conhecimento do sujeito, etc. Eu sei o que você está pensando, e é provavelmente a mesma coisa que eu pensei: “tá bom maluco, eu também assisti Inception“.

Então, o cara acredita em tudo isso. Ele afirma conseguir ativar sonhos lúcidos a qualquer momento (sonhos em que você sabe que é um sonho pode controlar a realidade a bel prazer). E escreveu o tal Dare to Dream como uma narrativa de ficção para apresentar as “teorias” dele. Ele se inseriu no livro como simultaneamente o protagonista (que é essencialmente ele com outro nome; vários detalhes da vida dele são compartilhados pelo personagem principal) e o professor cientista fodão que criou as teorias dos sonhos multiplayer.

Até aí não há nada tão terrível. Todo mundo tem direito de acreditar na maluquice que quiser; antes esse tipo de maluquice inocente e inofensiva que o tipo de maluquice em que você me mata e arranca meu couro pra fazer um vestido. E se ele conseguiu canalizar essas crenças numa história bacana, pra que nós possamos experimentar um pouco da sua maluquice, melhor ainda!

Aí que está. Eu li uns três capítulos de Dare to Dream e meu irmão… este é facilmente o livro mais acidentalmente engraçado que eu já li na VIDA. Eis a minha forma preferida de ler o livro:

Poisé, com um marca-texto. O livro é tão repleto de todo tipo de erro que você possa imaginar — de roteiro, de desenvolvimento de personagem, de diálogo expositório, de gramática, de lógica, de grafia, de consistência narrativa, de tudo — que caça-los (embora relativamente fácil devido quão comuns eles são) torna o exercício de ler o livro dez vezes mais divertido. Pra um cara mó chato com essas coisas como eu, é um inenarrável prazer.

Aliás, deixa eu esclarecer algo: gosto do maluco que escreveu o livro; ele foi super gente boa em vir até onde eu trabalho me dar uma cópia e bater um papo comigo. Apesar de maluco e meio egocêntrico, ele é um cara gente boa. E eu respeito o trampo de escrever E PUBLICAR um livro, tudo por conta própria.

Mas os intermináveis vacilos contidos pelo livro são sensacionais demais para deixar passar assim em branco, mano! Então, juro que abstraio o cara da obra dele. Não faço por maldade, não. O cara é gente boa, é inteligente, é claramente esforçado. Mas sua obra é uma galhofa literalmente do começo ao fim.

E, preciso enfatizar isso, o cara acha que tem habilidades paranormais. Ele realmente acredita, ou tentou me convencer de que acredita, que é capaz de invadir os sonhos alheios e o caralho.

Mas voltemos ao livro.

A premissa é a seguinte: o protagonista, um rapaz chamado Daemon Killiarc (que serve como um dos author avatars do livro), estudava Inglês na faculdade, e mudou pra Psicologia (?). Ao se formar, ele decide se matricular para o curso de mestrado de um enigmático professor Tristan Starling.

Ah, é, tem isso: todos os nomes dos personagens foram garimpados das minhas fichas de AD&D quando eu tinha 14 anos, aparentemente. O livro é contemporâneo (se passa no futuro próximo, 2018) e urbano; entretanto, o autor achou justo dar nomes de fantasia medieval a todos, literalmente todos os personagens, sem a menor justificativa pra isso. A namorada do personagem principal atende pelo quase impronunciável SERENITY DURGNARIST, o que é realmente incompreensível.

E, por que o autor provavelmente acha a coisa mais cool do mundo, o personagem principal e sua namorada se chamam pelas iniciais — que é algo que, sinceramente, nenhuma pessoa normal faz mas tudo bem. Ou seja, a Serenity chama o DaemonTools.exe de “D”, e este a chama de “S”. Lembrando que a pronúncia da letra em inglês é literalmente a mesma de “ASS”, ou BUNDA.

Logo no começo, o autor deixa claro que não entende lhufas de como o processo acadêmico ou o método científico funciona; o tal professor Starling essencialmente inventou uma teoria que literalmente ninguém no mundo entende, exceto ele mesmo. No entanto, tal “teoria” é aceita como uma ciência e vale como curso de mestrado.

Não sou um grande conhecedor do mundo acadêmico mas creio que o processo de estabelecer uma disciplina de mestrado e a certificação válida para ensina-la é algo mais complexo que “inventei isso aqui, nenhum de vocês jamais entenderá a parada, me dê um escritório com meu nome na porta e uma sala de aula”

Se ninguém entende a teoria dele, quem o certificou como analista de sonhos?” é uma das perguntas que o livro até agora não respondeu — ou se preocupou em responder em momento algum. É como dizer que eu escrevi um livro numa língua que apenas eu entendo, e mesmo assim o livro foi bem recebido, reconhecido pela crítica e ganhou o Prêmio Pulitzer. Tipo, o maluco é especialista em algo que ele mesmo criou e ninguém entende mais, mas que diabos é isso?

E se fosse qualquer faculdadezinha particular vagabunda, vá lá, mas não: é uma prestigiosa faculdade no Canadá.

Pois bem. O livro tenta pintar o tal Tristan Starling (pera, essa não é a cidade de Diablo, não…?) como um super badass mas só consegue fazer isso escrevendo cenas de massaveísmo — como sinalizar que encerrou uma conversa levantando a mão, de forma pomposa e evidentemente merecedora de um soco na cara. O autor imaginou que isso era uma coisa super cool, mas como é um gesto que ninguém no mundo real realmente faz, parece um exagero cartunesco.

O curso de Estudo de Sonhos é descrito pelo autor no começo do livro como um mestrado; entretanto, lá na frente o livro diz que o curso dura apenas um semestre.

Repetindo: ele vai explicar a teoria que literalmente ninguém no mundo entende além dele pra uma cambada de moleques de 20 e tantos anos em seis meses. A propósito, essa não é a primeira vez que ele ensina o curso. Ou seja, conclui-se então que a sala inteira reprova a matéria, sempre…?

Só que aí ele fala que ao terminar o curso DE SEIS MESES, você  deveria estar apto até para ensina-lo. Esta é a tal teoria incompreensível do personagem.

O livro é repleto dessas inconsistências.

A propósito, não sou lá o maior entendedor de processos acadêmicos, e de repente eu esteja até errado, mas eu tenho a impressão de que um mestrado deveria durar mais que uma temporada de The Big Bang Theory.

O livro é realmente um festival de maluquices. Temos inúmeras redundâncias: a expressão “merely just” é usada com frequência, e é equivalente a dizer “só apenas”. “Ele suspirou com seu fôlego” aparece algumas vezes, deixando claro que ele não suspirou com o cabelo ou o sapato. Uma personagem que foi descrita numa situação estressante recebe mais clarificações redundantes na forma de “ela se tremia toda, provavelmente por causa dos nervos”. O pacing do livro, ou seja, o ritmo em que a trama se desenrola, é completamente retardado — o protagonista aprende a ter sonhos lúcidos literalmente nas primeiras 20 páginas e o processo de aprendizado se resume, sem putaria, a recitar uma única frase antes de dormir:

“Seres humanos têm controle sobre tantos aspectos da sua vida, por que sonhos deveriam ser diferentes?”

(Antes que você me pergunte: sim, esse é o método que o autor prega ser usado para atingir lucidez em sonhos. Ele se orgulha bastante daquilo, contando pros outros com aquele ar de satisfação ímpar)

O livro é repleto de expressões idiomáticas inexistentes que soam ridículas; não sei se o cara está tentando forçar as próprias expressões no vernáculo popular, ou se ele apena as acha legal — o que acentuaria mais ainda o aspecto massa-véio da obra. E pra piorar tudo, o livro é completamente abarrotado das chamadas “run-on sentences“, frases sem pé nem cabeça, sem pontuação, que se arrastam por um parágrafo inteiro e são uma tortura pra ler. Há parágrafos, aliás, de uma página inteira — o que contribui ainda mais pra ritmo cagado do livro.

Dare to Dream é tão ridículo, tão inepto, e um wish fulfillment tão transparente do autor que chega a ser deprimente. Já estou sonhando (sem trocadilhos, vai) em assistir uma adaptação cinematográfica ipsis litteris da obra, porque eu penso que visualizar algumas dessas cenas seria a coisa mais absurdamente hilária do mundo.

Eu mal comecei a ler o livro e já tou achando-o o melhor livro do ano; infelizmente, por motivos contrários ao que o autor almejava. Recomendo a todos, se não houvesse apenas 120 cópias no mundo inteiro.

Ah, é: apesar de ter uma educação de nível superior, o autor não sabe o que “teoria” significa.

A propósito, o cara é formado em Inglês, como o protagonista (que surpresa). Isso que torna o livro ainda mais sensacional; é como ir na casa do seu amigo que é chef de cozinha do mais respeitado restaurante da cidade, e ele te servir miojo queimado com suco morno sem açucar e um livro ruim pra acompanhar a janta.

E ocultei o nome do cara porque eu conheço vocês, e sinceramente não quero vocês indo atazanar o coitado. O cara é gente boa, e tá pelo menos focando sua energia em criar algo. Não quero que alguém criativo e entusiasmado seja alvo da negatividade de estranhos. Tou resenhando a parada aqui puramente pelo aspecto técnico, não quero haterizar o indivíduo.

Mas uma coisa é inegável: ler o livro já é uma galhofa sem fim, ler o livro CONHECENDO O AUTOR é mais engraçado ainda — porque o protagonista é claramente a pessoa que o autor queria muito ser, ou acha que é.

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comments

Categorias: Livros

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

103 Comentários \o/

  1. Ítalo says:

    Que louco ! haahahah

  2. Como o ser humano não se contenta com algumas coisas… a gente sonha e pronto! Sobre o livro: eu também faço isso de procurar erros num jornal local (sim, é ridiculamente fácil encontrar erros naquela joça). Quando leio o tal jornal, penso “dane-se notícias, quero ver as peripécias linguísticas”.

  3. Guii Vaz says:

    Izzy, Tristan StErling (com E) é o nome de um ator de pornô gay.
    Só achei que você devia saber disso heheh

  4. Pelo que você disse, o livro realmente parece ser muito bom. Eu compraria ele (se tivesse uma tradução e uma cópia no Brasil).

    P.S.: Se eu fosse você, diria pro autor reescrever o livro corrigindo os erros e publicá-lo, literalmente!

  5. Gabriel says:

    Cara, eu realmente fiquei interessado pela história do livro (mesmo que seja uma maluquice onírica)

  6. Murilo says:

    Não rola pedir para o cara distribuir o livro como E-Book?

    tipo digitaliza-lo e vender por uns 5 Dólares

    • Izzy, você tem OBRIGAÇÃO MORAL de sugerir pra o cara colocar o livro dele em formato digital pra vender. A Amazon tá aí, assim como a iTunes Store.
      Assim, além da galhofa, nós poderemos contribuir pra que o cara se estimule a escrever mais.

      (Por falar nisso, pense seriamente em publicar o teu próximo livro na Amazon, Eduardo Spohr, Rafael Dracon, Fabio Yabu já tão colocando as coisas deles por lá. E, assim como eu manjo de converter pra ePub, eu manjo de converter pra o formato da Amazon também)

  7. Ilton Alberto Junior says:

    Faria QUALQUER COISA pra possuir uma das 120 cópias. Anima o guri, Kid, faz ele publicar uma versão em ebook pra internet!

  8. Tatazete says:

    Ialá! O cara doido estudou na UVic! hauhauhaua

  9. grind_ says:

    Ok, Izzy agora descola mais um e sorteia pra nos !

    Eu pago o envio se ganhar !

    SIM !

    Fiquei curioso pra ler essa “perola” também !

  10. @GM_Bermeo says:

    QUE FILHO DA PUTA. Até certo ponto eu realmente estava acreditando que o livro era foda.
    Porra Izzy, parabéns, essa foi sensacional xD

    Um desafio: escanear essa porra toda e jogar um pdf nas internets.

  11. Newton says:

    DaemonTools.exe haha

  12. Mariana says:

    Quide, esse negócio de se chamar pelas iniciais parece saído de Gossip Girl. As iniciais do casal principal também eram S & D (Serena e Dan, até onde li). Logo, não parece coincidência que a namorada do protagonista se chame justamente…

    …Serenity.

  13. Vinicius Brenny says:

    Já escrevi 3 inícios para 2 histórias que venho desenvolvendo ao longo dos últimos 5 anos.
    Inevitalmente, tive um reality snap lá pela página 30 e vi alquimia acontecendo diante de meus olhos: o que parecia genial há 5 segundos se transformou numa merda.

    Será que não foi este snap que faltou pro cara?

  14. Murdock says:

    Estou pra ler um livro que um colega me enviou, de um cara do trabalho dele, chamado “Teoria Gênesis” e na capa traz o seguinte:
    “Novas idéias para o mundo
    Revolucionando o Big Bang
    As leis da criação do Universo
    Unificação das forças segundo a Gênesis
    O fator universal para todas as forças da natureza
    Novas tecnologias -- A caixa
    Uma nova visão da teoria da relatividade
    Experiência para medir ondas gravitacionais
    Viajando a velocidades superiores a da luz no vácuo”

    O livro é cheio de fórmulas e ilustrações e tem a seguinte frase final:
    “Meias usadas
    Um dia teremos que comprar pares de meias novas porque as meias usadas não servirão mais para nada. Pensem nisso.”

  15. Bruh says:

    Por favor, Izzy! Sorteie cópias para os leitores do Hbdia!

  16. Cara, morri de rir com esse post. O cheat code pra ter sonhos lúcidos foi o melhor de tudo. sauhsauhsahusauhsauhaush.
    Mas o que ninguém percebeu é o conceito sofista implicito na obra, no qual ele divide o universo entre o mundo inteligível (sonhos) e o mundo sensível (físico). O cara é viciado em filosofia e um verdadeiro gênio.

    .
    .
    .

    Ok, parei de brincar. kkk. Mas esse lance inteligivel e sensível é rola mesmo na filosofia. Só não lembro se foi Sócrates ou Platão quem falou…

  17. Catu says:

    Para uns o Kid deve ser o pior tipo de leitor. Crítico ferrenho, não deixa passar NADA.
     
    Pra mim é justamente o melhor estilo de leitor! Eu se fosse o autor, faria como o camarada @Lucas Zanella disse: usaria as anotações do Izzy para melhorar o texto, pois a premissa não é de toda ruim e tem potencial.
     
    É por isso que eu convidei o Kid a dar uma olhada no primeiro capítulo do livro que estou escrevendo. Sei que ele vai achar muita merda, apontar muitos erros e inconsistências, mas para um escritor iniciante isso é sensacional!

    Pra quem até uns meses atrás tinha a síndrome de George McFly (escreve mas não mostra pra ninguém) até que eu estou dando um passo bem arriscado… hehehehe
     
    Resta saber se o camarada dele aceitaria na boa as críticas, pois tem muita gente egocêntrica (e infelizmente parece ser o caso do cara) e acha que seu trabalho é uma obra de arte irretocável.

  18. MH says:

    Eu ri
    Essa “teoria” dele aí nem é nova também.

  19. Israéu NOBLE, você deveria falar com o sujeito lá pra ele liberar um pdf ou epub do livro, manter essa peróla (tm MRG) longe dos nossos olhos é inaceitável

  20. PhOeNiX_H says:

    É uma escrotice do caralho o Izzy pegar esse livro e escanear sem a autorização do autor, mas como já disseram acima, convença o cara a lançar em formato digital! Pior que eu não duvidaria nada que fizesse um sucesso grandioso, mesmo com todos erros e falhas de roteiro.

  21. Fernando says:

    Caro Izzy, encontre novamente este seu amigo, apresente a ele um lugar onde tudo o que ele parece dizer no livro realmente “existe”. SIM! Ele não está sozinho, existe uma comunidade gigantesca que acredita nas mesmas coisas que ele, aqui no Brasil, especificamente em Foz do Iguaçu (já não bastasse a muambagem e os outros probleminhas da cidade).
    Conheça o mundialmente famoso Centro de Estudos da Alta Conscienciologia http://www.iipc.org.br/index.php/as-ciencias/conscienciologia .

    Se você não começar a chorar sangue nos primeiros três minutos lendo qualquer coisa neste site eu te pago 5 kg de jujubas roxas.

    Os caras REALMENTE acreditam que as coisas que pregam nesta… instituição?… realmente pode acontecer cara, os caras se enxergam com uma ciência, uma nova ciência revolucionária e… bom, se tiver coragem leia.

    Abraços e boa sorte.
    @FerCorreia

  22. Caio says:

    Pelo amor de Deus eu preciso ler esse livro, escaneia ai!! hahaha

  23. Gabriel says:

    Izzy, convença o rapaz a publicá-lo como ebook, mesmo que seja em inglês.
    Eu adoraria ler isso, e aposto que muitas outras pessoas tambem.

  24. Izzy, apesar desse cara ser um maluco, é relativamente fácil entrar em sonhos lúcidos!
    O verdadeiro cheat code está no relógio. SEMPRE que puder, olhe para o relógio. Durma pensando que se você sonhar, você TEM que ver as horas em algum relógio. Quando você fizer isso vai bugar tudo (vai provavelmente ver algum horário embaralhado ou algo engraçado assim) e você estará em um sonho lúcido. Boa sorte.

    Se funcionar, conta como foi lol

    • Chan says:

      Poisé, já li sobre fazer “reality checks” quando acordado, o que levaria você a fazer a mesma coisa sonhando, “ativando” o sonho lúcido.
      Outro que eu vi foi olhar a própria mão, pois no sonho ela estaria toda esquisita.

      • WillJonh says:

        O problema é que a partir do momento que você descobre que está sonhando, você acorda.
        Já aconteceu várias vezes comigo. :/

  25. Henrique Erzinger says:

    Cara, se tu curte fazer esse tipo de caça aos absurdos em livros, leia Dragões do Éter. O nível da parada é equivalente às redações escolares do primário, só que tem 3 volumes inteiros disso. Pior: é considerada uma das principais séries de ficção brasileiras.

    Juro que a proposta inicial, quando lida em resenhas, parecia interessante, mas a parada é tão mau escrita que eu cheguei a cogitar reescrever tudo. Isso antes de avançar o bastante na história pra perceber que ela não vai a lugar nenhum.

    Sobre o protagonista do livro que tu resenhou, tem uma parada chamada “Mary Sue”, não sei se tu manja o termo. Saca: http://en.wikipedia.org/wiki/Mary_Sue

  26. Juro que achei a premissa muito legal. Hahaha.

    Escaneia esse negócio e bota pra download, POR FAVOR. Ou pede para ele te mandar um PDF, Word, qualquer coisa.

    Eu preciso ler essa parada.

  27. Alencar says:

    Eu rio hoje, mas já passei por essa fase de crer nessas baboseiras por influência de namoradas. Porque mulheres acreditam nessa porra?

  28. Danilo L. says:

    Oh God, Why? parem com isso….! eu tive no colegial um professor que lançou um livro “revogando a lei da gravidade” …. ele alegava que a gravidade não é a causa dos corpos serem atraídos para o chão (ou que grandes massas atraem matéria). A alegação é que ondas vindo do infinito “empurravam” as coisas para baixo…. visto que as ondas que empurram de baixo para cima estavam enfraquecidas por atravessar a matéria(chão) do planeta.

    Tá bom ‘procês’ isso? Pior é que a teoria é furada a ponto dos alunos mesmo questionarem uns muitos pontos… mas o livro foi lançado.

  29. John says:

    Se não me engano, Jung fala sobre inconsciente coletivo, onde tudo que está no inconsciente na verdade está no grande banco de dados universal, e sim, é possível acessa-los pelo sonho, mas né, quem diz isso é Jung. Eu sempre quis saber como por exemplo eu consigo sentir a sensação de voar, sem nunca ter voado, do tipo, essa sensação que sinto no sonho, nunca senti na vida real, e por incrível que pareça eu a conheço. deve ter uma explicação bem lógica para isso, como mistura de sensações do tipo pular, correr, cair, e transforma-las em uma simulação. sei lá.

    • ferxnomath says:

      Jung fala sim do inconsciente coletivo, mas não é bem um banco de dados estilo p2p.
      O inconsciente coletivo abriga todas as memórias arquetípicas da humanidade; o indivíduo não possui a memória em si, mas sim a possibilidade de manifestá-las, por exemplo, todo homem tem a ideia de Mãe em sua mente, o ser gerador de vida, mas cada indivíduo manifesta as ideias de Mãe de maneiras distintas, como a cuidado, a punitiva, ou a mediadora, entre outras manifestações deste arquétipo.
      Nesse seu exemplo, de voar, todos nós temos nesse inconsciente uma racionalização de como seria voar. Seria igual o mito da cobra em algumas religiões, tanto na católica como em certas tribos norte-americanas e africanas,a cobra parece como aquela que desvirtua o homem do caminho de deus, Jung afirma que isso se deve ao fato da humanidade ter em seu inconsciente essa associação com a cobra (que também viria do medo de primata da cobra, mas para mim isso é o inconsciente coletivo, um fenômeno psíquico reflexo do nosso biológico)

  30. Márcio says:

    O cara requentou os registros akáshicos. Nem original ele é:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Akashic_records

  31. Régis Dias says:

    DaemonTools.exe e ASS foi pra acabar!

  32. Silmar says:

    Izzy,

    se você adora achar erros e esculhambou com o livro, imagino o que você acharia dos meus contos. Sim, isso é uma isca 😉

    Silmar

  33. Diones Reis says:

    Mas este paradigma dos SONHOS MULTIPLAYER o Bob Esponja já fazia faz tempo. 😀

    http://spongebob.wikia.com/wiki/Sleepy_Time

  34. Willian says:

    Eu gostei de saber que o cara escreveu um livro que mais ou menos terá a ver com o conteúdo que quero escrever.

    Pretendo tomr cuidado com estes erros de lógica para evitar esses furos que ele cometeu.

    Ao mesmo tempo tenho medo das críticas. =/

  35. Mia says:

    Traduz a parada com notas de tradução e vende a versão online! Você pode virar agente do cara. Vai saber…

    • Sal says:

      Izzy, endosso a proposta da Mia. Acho q traduçao ia te dar um puta trabalho q não compensaria financeiramente nem em termos de tempo dispendido.
      No entanto, vc tem uma experiência com publicação online e poderia incentivar o cara.
      Não precisa contar q fez uma crítica negativa do livro, mas pode dizer q uns vários brotheres brasileiros ficaram curiosos e querem ler.
      Acho q ele vai querer saber o q mais gente achou.
      E, de certo modo, seus leitores são “peneirados” pela extensão dos textos e temática do blog. Então serão opiniões com algum conteúdo e coerência.

      Bj!

  36. Helder de Oliveira says:

    Era tudo aceitável até você dizer que o cara é formado em Inglês e mesmo assim comete esses erros no livro….

  37. Ronaldo says:

    Eu acho realmente que você deveria encontrar uma maneira de ajudar o cara. A ideia não é ruim, a forma de descreve-la é que foi um desastre.

  38. Thiago Alves says:

    Cara, você ta ligado que essa teoria do conhecimento humano ser compartilhado é coisa antiga e de um cara bem famoso, Mr. Alan Moore! Vou tentar achar o vídeo do maluco falando sobre isso…

  39. André says:

    Um dos melhores posts dos ultimos meses meses, porém, eu vou defender um pouco o cara… Ser formado em ingles não necessariamente transforma o cara num escritor.

    Eu sou formado em Letras, todos os meus professores eram doutores no assunto e nenhum deles tinha a minima competencia pra escrever um conto ou um romance.

    Um dos professores chega disse uma vez que não tinha competencia nem pra escrever algo nivel “batatinha quando nasce”. Por isso que ele virou critico literario. Sabe analisar o assunto, mas na hora de fazer o seu proprio, não sai nada que preste.

    POR OUTRO LADO, sendo formado em inglês, o seu amigo deveria ter percebido que o livro era uma completa bosta… Talvez ele tenha percebido e resolveu publicar mesmo assim. Paulo Coelho fez isso e olha no que deu.

  40. Tá, agora fiquei com vontade de ler o livro. Pede pro cara colocar à venda no kindle ou no kobobooks. VAleu a resenha, foi entre engraçada “nomes tirados das minhas planilhas de AD&D”, eu sei “Tristan” veio do Diablo! heheheh, e entre o curioso.

  41. Diego Matias says:

    Cara, achei de mau gosto escrever todo esse post só pra falar mal do livro do cara.

    Você teria contribuído mais se tivesse conversado com o autor sobre esses defeitos ao invés de compartilhar com a internet.

    Só por que dava pra fazer, não significa que você precisava fazer este post.

    De qualquer maneira sou fã de vocês todos lá no 99vidas.

    Abraço!

    • Izzy Nobre says:

      Não sou pai do cara pra dar tapinha nas costas. Estou julgando o livro pelos seus méritos ué.

    • Carlos Mancha says:

      Não deixa de ser curioso como livro…no começo também achei meio de mal gosto, você fala com o cara por duas horas demonstrando interesse e logo depois, a primeira coisa que faz é postar no blog tirando sarro.
      Mas pensando bem, Izzy ta fazendo a maior propaganda pra ele, vai ter uma galera querendo esse livro agora. “Falem mal mas falem de mim”.

      Quem sabe o cara mesmo entrou nos sonhos do Izzy pra implantar a idéia sobre esse post…

  42. Diego says:

    Se você não é o pai do cara para dar tapinha nas costas, quem é você, tecnicamente, para julgar e expor dessa maneira o livro do cara? Hipocrisia, a gente vê por aqui.

    • Izzy Nobre says:

      …alguém que lê um livro e dá sua opinião…? Não entendi qual a “hipocrisia”.

      E acho que você não entende o que “expor” significa. Você não viu o tanto de gente que quer COMPRAR o livro por causa da minha resenha? Mais pessoas leram minha resenha de DARE TO DREAM (56 mil até agora) do que leram o próprio livro (120 no máximo, que é a tiragem dele). Minha resenha foi o maior favor que alguém já fez pro cidadão.

      Não entendo você ficar com peninha de alguém que tem seu trabalho avaliado objetivamente. Ou por que você espera que eu proteja o cara de uma análise sincera.

      Até porque ATÉ PARECE que o cara ia aceitar um MONTE de critica do livro dele de alguém que ele acabou de conhecer.

    • Danilo L. says:

      Você também está expondo o Izzy publicamente ao dar a “sua critica” pelo post dele….

      Quase a mesma atitude na minha visão… visto que tanto o post como o livro estão “ao alcance” de quem quiser (e achar).

      Sobretudo, não identifiquei ofensas pessoais no texto… nenhuma grave pelo menos.

      Mas concordo que o autor poderia ser “avisado” de pelo menos alguns problemas do livro. Feedback é sempre bom (ou pleo menos produtivo).

      • Izzy Nobre says:

        Estou “expondo” um livro disponível publicamente porque o resenhei?

        Ate parece que um cara meio arrogante como ele aceitaria um estranho que ele mal conhece apontar 30 erros que o livro tem nas primeiras 30 paginas. Seria um exercício extremamente construtivo, sem duvida.

        • Danilo Lion says:

          …bom, se o caso é a arrogância, então já era… pessoas com temperamentos menos boçais poderiam aproveitar algo,mas então… o foda-se dado a ele está “justo”.

  43. Jairo C. says:

    Tristan é nome de algum cruzado morto entre constantinopla e as “holy lands”, pq o nome da cidade do Diablo, é “Tristram”.

    Mas assim Quidê, dá uma força pro cara, ele já se livrou da síndrome do George McFly, como já disseram.

    Virava você dar uns conselhos marotos pro rapaz, e tentar dissuadí-lo a não publicar coisas sem uma correção em toda a estrutura de texto do livro.

    Eu gostaria de ter a coragem deste jovem, tenho 4 “manuscritos” aqui em casa, mas não tenho coragem de mostrar nem pro meu cachorro (caso o mesmo soubesse ler, ou ao menos soubesse o que significa leitura).

    Abraços

  44. Jonathan says:

    lol,fui procurar o livro pelo nome no google,só pra ver se descobria alguma coisa,e o primeiro resultado foi um livro meio que biografia do one direction --‘ EU MEREÇO MESMO!

  45. Leonardo Cezar says:

    Puta merda!Eu quero uma cópia desse livro…hahaha

  46. amendongaba says:

    Ele venderia esse livro por quanto bitcoins hheheh

  47. Daniel says:

    Izzy, essas teorias dos sonhos parecem um misto de Inception com os contos do “Dream Cycle” de Lovecraft. Recomendo fortemente esses contos, principalmente “The Dream-Quest of Unknown Kadath”

  48. porkispin says:

    Cara, vi no teu tumblr a foto do road rash! Faz tempo que procuro esse jogo e só baixei versão com problema. Tem alguns no the pirate bay, mas acho que são os mesmos que baixei a algum tempo atrás.
    Pode me dizer, por favor, onde foi que você baixou esse?
    Vlw

  49. Ricardo says:

    Concordo um pouco com o que o Diego falou. Mas acho que não é hipocrisia e sim a falta de humildade. O rapaz é tão iniciante quanto você Izzy, você pode não cometer os mesmos erros “graves”, mas irá cometer de alguma forma. Acho que é por isso mesmo que publicou em tão pouca tiragem, não?

    Eu também não ficaria muito feliz em ir até o seu trabalho, lhe entregar uma cópia, trocar ideia por 2hs, e depois ser ridicularizado num blog. Sei que você vai dizer que não foi isso que fez aqui, mas eu acredito que falte o “E se fosse comigo? Vou me colocar no lugar dele”.

    O cara não é um coitado, e não deve receber tal tratamento. Mas ele é tão noob como escritor quanto você é ou já foi. Penso que o ideal dele foi expor as suas ideias e não ganhar prêmios de melhor escritor.

    Quanto às críticas, o cara poderia não receber muito bem de alguém que acabou de conhecer, etc etc. Mas talvez um e-mail anônimo por exemplo, seria algo construtivo. Eu pelo menos gostaria de receber feedbacks.

    Enfim Izzy, acompanho você a muito tempo, gosto do seu blog e bla bla bla. Mas nesse post eu dou um unlike 😀

  50. Gustav says:

    Vendo apenas uma página já estou vendo um erro.

  51. caio says:

    Eu acho que ele andou lendo muito Sandman…

  52. Juninho says:

    Eu preciso desse ebook.

  53. porkispin says:

    O livro é declaradamente uma bosta, mas ainda assim o pessoal insiste dizer que “PRECISA DESSE EBOOK”! ai ai

  54. Izzy, talves esse trabalho precise passar por um processo de edição, o que a grosso modo vc está fazendo.
    Tem gente q tem a criatividade para a história, mas precisa da disciplina de um editor para polir a escrita e limar o egocentrismo, se ater à história a ser contada, e não deixar o livro ser sobre o(s) author avatar(s).

    Quem sabe se vc trabalhasse com ele pra reescrever o livro não virava algo interessante e viável?
    O problema maior (pra mim seria), como fazer essa proposta pra ele sem q ele se ofenda?

  55. Charlie says:

    Achei o site do seu amigo e aparentemente ele já tem mais de um livro.
    Gostaria de ler sua opinião sobre os demais livros. hehe