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Este sujeito destruiu completamente a série “Deixados Para Trás” de forma maestral

Postado em 19 September 2016 Escrito por Izzy Nobre 13 Comentários

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Lembram deste meu post sobre a série Deixados Para Trás? Pra quem não sabe, Deixados Para Trás é uma série de thrillers (não há uma boa tradução pra isso no contexto literário, né?) baseados numa interpretação literal do livro de Apocalipse (e algumas profecias sortidas do velho testamento também, pra incrementar). Dados a mim por minha mãe lá por 2001 ou 2002, durante meus finais momentos de fé evangélica, a série é um sucesso absoluto na ficção cristã.

É basicamente o Harry Potter crente, pra você ter uma noção de impacto. Os Tim LaHaye e Jerry Jenkins venderam algo em torno de 40 milhões de cópias.

Aliás, apenas um dos dois é o que consideraríamos o “real” autor, tendo de fato posto caneta ao papel. O outro, não lembro qual deles, participou com contribuições belpescicas; algum tipo de “consultoria” paralela ao desenvolvimento da história ou algo assim. Suponho que uma revisão das passagens bíblicas pra garantir verossimilhança doutrinística ou algo assim, uma tarefa na qual a dupla de autores falhou miseravelmente de acordo com muitos evangélicos críticos de suas heresias.

Mas então, é uma série imensa — talvez a mais longa que já aguentei ler na vida. Parte do motivo é o fato de que os livros são provavelmente mais inflados com fillers do que a pior temporada de Naruto que você possa imaginar. Com uma história que caberia tranquilamente em 4 ou no máximo 5 livros, os 13 volumes da série são quase literalmente intermináveis. Ao chegar no último livro, eu li meio que pulando páginas, tamanha era minha impaciência com a enrolação.

Então, relendo a resenha que linkei no começo do artigo, vejo que fui muuuuuuuito mais generoso com os autores do que o merecido. Dei bem poucas críticas, focando basicamente nos momentos em que eles desastrosamente se meteram a enfiar ciência na história. Talvez porque quando moleque eu gostei bem mais dos livros; uma leitura adulta mais recente deixou claro que é uma literatura bem anêmica, mas lembrança de infância/adolescência, já viu, né.

Já o @SlacktivistFred, um brilhante blogueiro cristão americano, não tem as mesmas memórias nostálgicas da série que eu. Numa longuíssima série de posts escritos mais de 10 anos atrás e que posteriormente viraram dois ebooks, o cara destroçou a série praticamente parágrafo por parágrafo. Eu nunca vi uma desconstrução tão completa e impiedosa de uma obra de ficção. As já icônicas resenhas do Red Letter Media sobre a nova trilogia de Star Wars, que são mais longas que os próprios filmes, parecem um mero “ah nem gostei, fim” comparadas à maestria e profundidade com as quais o Fred destrinchou todos os átomos literários de Deixados Para Trás.

O cara ataca a parca interpretação bíblia dos autores, a prosa que nunca de fato MOSTRA, apenas CONTA os fatos acontecidos (pra entender a diferença, imagine um simplório “um carro capotou”, contrastado com uma explicação de quem o dirigia, o que acontecia no momento, como ele capotou, o que aconteceu com o motorista, etc etc etc)… tudo, desde a motivação dos personagens até o uso de certas expressões incabíveis ao contexto de uma cena é analisado.

O Fred claramente entende pra caralho tanto de doutrina bíblica, quanto de literatura e a língua inglesa em si, o que torna a brutal desconstrução um exercício fascinante e extremamente aproveitável de análise de escrita. Pra completar, ele ainda é um talentoso humorista; algumas piadinhas e sátiras que ele coloca no meio da resenha são realmente bem construídas. Eu sinto que minha própria escrita melhorou só de ler essa épica resenha dele.

Estou completamente fisgado na leitura, e lamento que os livros só podem ser lidos em plataformas da Amazon. Ler num computador não é tão confortável, tendo que continuamente ir e voltar entre o índice e as postagens; adoraria dar uns trocos pro cara pra motiva-lo a continuar destruindo os livros (ele parou no terceiro, até o momento).

Extremamente recomendado. Espero que o Fred continue resenhando os livros, porque eu rio só de pensar a indignação dele ao constatar que mais tarde na série, uns 3 livros INTEIROS tratam apenas da logística de um personagem indo de um lugar pro outro, com quase NADA acontecendo entre essas viagens. E eu demorando pra terminar meu novo livro…

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Categorias: Livros

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", e moro no Canadá há 13 anos. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

13 Comentários \o/

  1. Cilon says:

    Poxa Izzy, como que tu faz um post sobre destruir paragrafo por paragrafo e não menciona Ledo Engano -- aka a pior fanfic do mundo que tem a melhor analise do mundo?

  2. Vitor Sousa says:

    Li o primeiro livro, apenas. Achei um porre e não li mais nenhum outro.

  3. Rui Carodi says:

    Sei que para aproveitar integralmente a crítica do Fred eu teria que ler os livros da série até o terceiro, mas se eu quiser ler apenas a critíca é possível aproveitar bem, ou ao menos me divertir?

  4. José Milton Sampaio says:

    Gostava muito da série, mas no 10 realmente já tava arrastado demais.
    De vez em quando dou uma olhada pra eles na estante, penso em finalizar, mas deixa quieto!

  5. Maurício aguiar says:

    Engraçado que até o momento nenhum comentário é vindo de alguém que leu o livro ou sabe do que ele se trata.
    O que você falou e é certo é que o final do livro é muito arrastado, dando vontade de pular várias páginas. Mas vc achar que o livro é um super Filler é ULTRA exagerado, pq o livro querendo ou não é um conto narrativo, de pessoas que supostamente estariam sofrendo com o fim dos tempos, e a maior parte é isso, a outra parte é a parte bíblica. Então a história dos personagens ou a parte bíblica é filler? Pq pra mim, os dois são os básicos e são bem básicos mesmo, sendo que você até se contradiz no seu texto nessa parte, dizendo que a história é enrolada parecendo filler, mas logo em seguida aponta que “nunca de fato MOSTRA, apenas CONTA” se o escritor Mostrasse, aí sim seria uma linguiça, já que cada livro ficaria muitíssimo maior. Se vc já está achando o livro grande com um texto curto de “capotou o carro” como ele ficaria melhor se houvesse um escritor do tipo Tom Clancy que faria 5 páginas para descrever esse carro capotando? “Destruir o livro” é algo bem pejorativo, já que a série é uma interpretação bíblica com uma história no fundo, se vc dar esse livro pro Silas Malafaia ele tbm “destruirá” tudo, se der pro Yossef ele tbm “destruirá” tudo, pq cada um interpreta a bíblia como ele quer, a questão é ser o mais convincente pra poder fazer os outros acreditarem no que ele está falando (neste caso, o que o Fred escreveu, foi o suficiente pra TE convencer).
    Mas é estranho se um cara ter lido os 13 livros e dizer que não gostou nada da série, isso até me lembra um cena de novela da Globo, onde uma mulher rica vai na favela, come 8 pratos de feijoada e logo em seguida diz “nossa, tava horrível essa comida, ein?”

    • Izzy Nobre says:

      É filler PRA CARALHO mano. E filler mal escrito, ainda por cima. Não dá nem pra contabilizar quanto da história é simplesmente discussão de como os personagens vão sair do ponto A e chegar no ponto B. Mais de um terço do primeiro livro é isso. E o pior, não é nem uma explicação consistente — o Buck por exemplo precisa pagar um piloto particular pra ir de Chicago a New York porque o aeroporto fechou; aí alguns capítulos mais tarde a filha do Rayford chega de avião no mesmo aeroporto que deveria estar fechado. Tipo, lolwut?

      O primeiro livro particularmente lida com o arrebatamento e a tragédia resultante e os autores passam mais tempo explicando o itinerário do Buck do que pintando a figura de como é esse novo mundo em que bilhões sumiram do nada e milhões morreram em consequência. É bizarro quão pouco é narrado sobre esse mundo de uma tragédia sem igual (daria MUITO espaço aí pra contar, a la World War Z, histórias resumidas de sobreviventes pra que a gente entenda melhor o novo mundo resultante do Arrebatamento, e assim nos sintamos mais próximos dos personagens, entendamos o drama que eles estão passando, consigamos nos identificar). Em vez disso temos uma descrição de várias páginas pra entender como é que o Buck vai de metrô pro trabalho. Sério.

      Ou cenas dele num banheiro lembrando de uma reunião com um amigo/informante semanas antes sobre… o novo presidente da România. Por que DIABOS, no dia do Arrebatamento, isso seria importante pro cara? Em que universo bilhões de pessoas desapareceram subitamente e a preocupação do jornalista mais fodão do mundo é investigar o presidente de um país fodido qualquer do leste europeu?!?!?! Isso é filler tentando estabelecer um plot point vindouro, mas num contexto onde simplesmente não faz o menor sentido, onde não tem importância.

      Pra você ter uma noção de como é mal escrito, em um dos livros (o 7 ou 8, não lembro agora), é SUBITAMENTE estabelecido que a Chloe é a CEO de um tipo de coorporativa clandestina que provém alimentos pros cristãos perseguidos pela Global Community ou sei lá qual era o nome das novas Nações Unidas. Só que os livros anteriores nunca explicam como isso aconteceu. É como se de repente, entre um livro e outro (que o Tim LaHaye admitiu em entrevistas que demora menos de um mês pra escrever, hausihauisaia), os autores repararam que a Chloe não estava fazendo nada de importante na história, aí DO NADA, literalmente DO NADA, ela é mencionada como líder dessa empresa secreta que envia comida pra quem não aceita a marca da besta. Literalmente nada é explicado sobre essa cooperativa além do fato de que 1) ela existe e 2) é liderada pela Chloe.

      E daí pra frente, mais descrições de viagens da Chloe pra coordenar a porra da cooperativa. E novamente com parágrafos que se resumem a “aí Chloe foi pra sei lá onde e falou com um funcionário da cooperativa aí ela foi pra outro lugar”.

      (Isso o Fred nem comentou porque ele parou no terceiro livro; é algo que até quando eu curtia os livros me incomodava.)

      Eu gostei da série quando mais novo. Relendo mais velho, há uns 4 anos mais ou menos, notei um monte de falhas literárias mas a nostalgia falou mais alto e ainda consegui apreciar de certa forma porque eu acho o setup de “o que acontecerá depois do arrebatamento?” bastante intrigante.

      Relendo o livro agora através da profunda análise do Fred fica muito claro que são livros bostíssimos, por motivos que ele explicou melhor do que eu. Narrativamente são horríveis, cheios de fillers, como eu falei — simplesmente não tem história ali pra 13 livros, cara. Lá do 6 pra frente a trama vira, pura e simplesmente, “Rayford descobre os planos do Anticristo através de uma escuta no avião dele, repassa pra resistência, e respondem de acordo”.
      São TRÊS livros recheados com o mesmo plot device. Se isso não é filler…

      >Se vc já está achando o livro grande com um texto curto de “capotou o carro” como ele ficaria melhor se houvesse um escritor do tipo Tom Clancy que faria 5 páginas para descrever esse carro capotando?

      Eu acho que temos expectativas bem diferentes de uma narrativa. A questão não é prolixidade, não é apenas se aprofundar na física de um carro capotando, de forma seca e impessoal. Em Soma de Todos os Medos, por exemplo, o Tom Clancy passa tipo as 10 primeiras páginas explicando os eventos que levaram à Força Aérea Israelense a perder uma bomba nuclear que seria décadas depois usada por um terrorista. Não é encheção de linguiça porque essas páginas estabelecem o mundo em que a história se passa, de forma crível. Fala-se até do piloto do avião abatido, da família dele, você entende bem quem são os personagens, suas motivações, os erros que levaram A a virar B e finalmente virar C. Você entende os mecanismos da história, e eles te convencem. Você vê quase um filme daquilo na sua mente, tão importante são os detalhes. Os autores do Left Behind diriam apenas “um avião da Força Aérea Israelense caiu com uma bomba nuclear e um terrorista achou anos depois”.

      Isso não é contar uma história; isso é reduzir uma cena aos seus componentes mais básicos — e o pior é que eles fazem isso em favor de fillers de itinerários de viagens. Os personagens passam a série IN TEI RA viajando de um lado pro outro, essas viagens sendo explicadas detalhadamente de forma desnecessária e que não adiciona nada ao ângulo de drama pessoal da história. Na real, uma cena assim poderia ser perfeitamente estabelecida da forma como os filmes do Indiana Jones fazem — a montagem de um mapa e um avião indo de um lugar pro outro.

      Pronto. Não importa ao fã do Indiana Jones que ele pegou um ônibus de New York pra Chicago, aí esperou no aeroporto 5 horas, fez o check-in, entrou no avião, leu uma revista no avião, aterrissou em Marrocos, aí pegou outro vôo menor pra uma cidade próxima, aí pegou um barco…

      Esse é um dos motivos pelos quais a série é uma bosta. Clancy, King ou Crichton dão detalhes que preenchem as lacunas do mundo onde os personagens existem, explicam suas motivações, seus medos, a forma como eles mudam ao passar da história, esse tipo de coisa.

      Enquanto isso em Left Behind tá lá o autor explicando os vôos que o Buck vai pegar de um lugar pro outro e os telefonemas que ele vai fazer. No primeiro livro a lista de afazeres dele logo após o Arrebatamento é literalmente ligar pra 5 pessoas. É uma prosa muito preguiçosa e vazia de detalhes que te façam entender o mundo da história.

      Eu entendo você defender os livros porque você provavelmente leu quando mais novo e por isso se sente na obrigação de defende-los. São livros horríveis, no entanto. Leia qualquer resenha dos livros que não seja de um cristão entusiasta. Aliás por mais que o Fred detone os livros, você nota que não é simplesmente implicância ou birra. Tá tudo muito bem argumentado.

      >querendo ou não é um conto narrativo, de pessoas que supostamente estariam sofrendo com o fim dos tempos

      Aí que tá (parte d)o problema. Nós não vemos isso em momento ALGUM. Para e pensa: TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO DESAPARECERAM. Todos os pais do mundo deveriam estar à beira de um completo piripaque mental; a cena global seria de completa insanidade. No entanto nesse mesmo dia temos a cena do Rayford chegando no escritório da Pan Con e todo mundo celebrando que ele tá vivo.

      Mano, todas as pessoas do mundo estariam experimentando simultaneamente a maior catástrofe humana que jamais aconteceu. Por que DIABOS estariam celebrando um colega de trabalho ainda estar vivo? E o pior, o mesmo acontece com o Buck. Entra no escritório do Global Weekly e todo mundo bate palma e celebra.

      Não teria na realidade NINGUÉM nesse escritório num dia como aquele. Simplesmente ninguém. E mais importante, NINGUÉM se importaria com um repórter que não morreu. Coloque-se na posição deles: pessoas da sua família foram arrebatadas ou morreram, todas as crianças que você conhece (irmãos mais novos, primos, filhos de amigos da sua família) sumiram, toda a ordem mundial está em colapso tamanho o número de pessoas necessárias pra manutenção da infraestrutura global… e no dia seguinte você tá celebrando porque um colega seu não morreu?!?!

      Estaria todo mundo em um estado de colapso total de nervos, todo mundo enfrentando seu próprio inferno existencial, e o fato de que os autores perderam essa oportunidade de nos mostrar esse mundo (pra narrar os arranjos de viagem dos protagonistas) diz muito sobre sua capacidade de empatia.

  6. Douglas says:

    Izzy, aqui mais um dos malucos que voce aborda no hbd e pode render um post:

    http://anthonycolpo.com/the-ugly-truth-about-harley-durianrider-johnstone/

  7. Cris says:

    Meu pai me deu o primeiro livro da série Deixados Para Trás quando eu era adolescente, já que sempre gostei muito de ler, e eu não consegui passar das duas ou três primeiras páginas. A mesma coisa aconteceu com outro livro de ficção crente que ele me deu. Outro, só de ler o sumário já sabia que não me interessava nada, nem abri. Literatura crente é um porre. O único livro escrito por um crente de que eu gostei era a coisa mais banal e tediosa que já li, e hoje eu sei que só gostei daquele livro porque ainda era uma criança miolo-mole que provavelmente teria gostado de Crepúsculo se essa bosta já existisse naquela época.

    E olha que eu nunca tive preguiça pra ler. Desde antes de aprender a ler eu gostava de ouvir histórias, quando aprendi não tirava o nariz dos gibis, os paradidáticos escolares eu lia em casa pra me divertir, nos recreios ia pra biblioteca da escola, com 15 anos eu já tava lendo José de Alencar e Machado de Assis. Imagina você lendo um livro sobre prostituição, abuso de menores e preconceito na época do Brasil império, aí vem um crente e te dá um livro cujo maior conflito é como uma menina rica de família estruturada vai terminar com o namorado porque se apaixonou por outro? Broxante. E pelas críticas do site, fiz bem em não me esforçar pra ler o resto da série…

  8. Bia says:

    Izzy, quando vc vai publicar o artigo da que fala sobre a lemam (caso Bel Pesce)

  9. André says:

    “a prosa que nunca de fato MOSTRA, apenas CONTA os fatos acontecidos”

    É por isso que eu não aguento ler livro.

    Ao inves de simplesmente escrever “o carro batou”, a merda dos autores fazem: “e o veículo azul como o oceano lá da Bahia, mais rápido que o vento, encontrou seu destino final quando suas moléculas se encontram com as moléculas de um paredão sujo no meio de uma estrada escura onde as únicas luzes visíveis eram a lua e as estrelas, etc, etc, etc”.

    Vai tomar no cu.

    Eu tô interessado em ver uma historia interessante e não numa competiçao de que autor tem o maior pau literário.

    Por isso que eu gostei do The Martian. O cara que escreveu, por ser um engenheiro ao inves de um escritor filho da puta, simplesmente contou a historia que ele queria contar.

    Infelizmente no mundo da literatura tem essas regrinhas retardadas de “show, don’t tell”.

    • Izzy Nobre says:

      Caralho, contar uma história de forma envolvente, com detalhes que enriqueçam o universo da história, é “competição de quem tem maior pau literário”?

      Nem precisava você ter falado que “não aguenta ler”, eu já teria suposto isso.