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[ Resenha de livro ] 1984, de George Orwell

Postado em 25 April 2012 Escrito por Izzy Nobre 52 Comentários

Nesta semana li 1984.

 

Sim, eu sei que é meio vergonhoso admitir que só vim a ler este absoluto clássico da literatura a esta altura do campeonato. Mas é melhor que nada.

Minha história com 1984 começou quando eu era moleque. Sendo este meu ano de nascimento, rolava aquela estranha sensação de propriedade sobre o livro, tipo quando há um personagem na novela com seu nome. Essa sensação aliás me foi negada a vida inteira, cortesia de um nome incomum, até que surgiu no Malhação um professor de natação de nome “Israel”.

Mas enfim, 1984. Vou dar um resuminho rápido pros completos ignorantes que, em pleno ano 2012, não conhecem nada da história do livro. Digo “completos ignorantes” porque eu creio que 1984 foi tão influente que,  por mais que você nunca tenha lido-o, todo mundo tem uma boa idéia do que se trata o enredo (especialmente num país em que Big Brother é um fenômeno cultural, né).

Eu por exemplo tentei ler o livro umas 4 vezes e sempre desistia logo no comecinho, mas conhecia a história inteira.

Então. o protagonista de 1984 é Winston Smith, um servidor público na fictícia nação de Oceania. A nação é controlada pelo Partido, uma organização fascista e autoritária que opera de acordo com alguns preceitos socialistas. O líder supremo de Oceania é o “Grande Irmão”, uma figura messiânica que ninguém sabe ao certo se existe realmente ou não (mas obviamente ninguém jamais admitrá a dúvida em voz alta).

Winston trabalha no “Ministério da Verdade”, um órgão governamental que controla artes, notícias, livros, filmes e essencialmente qualquer forma de comunicação gravada. A tarefa do protagonista é revisionismo histórico, ou seja, editar jornais, fotografias e qualquer tipo de registro que não concorde com a posição atual do Partido. Um exemplo disso no livro é quando a notícia de que as rações alimentícias seriam reduzidas em 30% é editada para dizer que houve na realidade um aumento de 30%.

Oceania vive numa guerra perene com duas outras nações — Eurasia e Eastasia são os nomes na versão original, não sei se houve tradução na versão em português. A posição diplomática de Oceania em relação a essas duas nações muda constantemente; no entanto, graças ao revisionismo histórico e à “Though Police” — ou seja, agentes policiais que coibem qualquer tipo de dissenção de opiniões — na prática é como se o atual inimigo da Oceania sempre tivesse sido o mesmo.

Ou seja: se hoje eles estão em guerra com a Eurasia, é como se eles sempre estiveram em guerra com a Eusaria. Se amanhã o vilão é a Eastasia, a nação inimiga  então sempre foi Eastasia. O registro histórico, sendo constantemente revisado para apagar fatos ou até mesmo pessoas indesejadas (que é um fenômeno que já aconteceu no mundo real, aliás), sempre concordará com a posição atual do Partido.

Outro conceito orwelliano sinistro (além da própria criação do termo “orwelliano”, a propósito) é o newspeak. O Partido está constantemente editando a língua inglesa, pra forçar a conformidade num nível cognitivo. Se você remove algumas palavras indesejadas (em efeito, destruindo a língua e emburrecendo a população) ninguém consegue articular descontentamento com o regime.

Quando um dos personagens explica o princípio do newspeak pro Winston — ou seja, ele explica pra você por tabela –, ele comenta que em poucas gerações não haverá ninguém vivo que poderá sequer ter aquela conversa, porque newspeak será tudo que eles conhecerão.

E tem o doublethink, também. O princípio por trás do termo é a capacidade de acreditar, simultaneamente, em duas idéias contraditórias — uma habilidade exigida de todos os habitantes do regime, pra aceitar (por exemplo) que o Big Brother seja um líder supremo e perfeito e que mesmo assim a sociedade deles seja tão fodida. Isso também acontece no mundo real, aliás: se você acredita que Deus é infinitamente bondoso porém permite que todas as calamidades globais aconteçam, você está experimentando o fenômeno de doublethink.

Já sei o que você vai dalar: “Ahhh mas com Deus é diferente, isso acontece porque X, Y e Z“. Acontece que você está apenas repetindo a doutrina doublethink que te passaram. Repare que você jamais chegou à conclusão que você acaba de me dar por si próprio; essa interpretação foi passada pelos seus pais, ou pelo pastor, ou por um site cristão. Curioso, né?

E há também a figura de Emmanuel Goldstein, um suposto ex-líder do Partido que virou casaca e agora prega contra o sistema político do Big Brother. Perpetuamente escondido, ninguém nem sabe ao certo se o sujeito sequer existe de verdade, mas ele serve como uma justificativa para a vigilância e a falta de liberdades pessoais, e é usado como um Judas pra angariar o ódio e a cooperação da população de Oceania.

Lembro que no auge da “Guerra ao Terror” dos anos 2000, os paralelos entre Emmanuel Goldstein e Osama Bin Laden eram sinistros. Poisé, como falei, apesar de nunca ter lido o livro todo, eu já sabia a história praticamente inteira.

Outro paralelo de arrepiar entre 1984 e a Guerra ao Terror (além de legislações como o Patriot Act, que removia muitas liberdades civis dos americanos) é o caso das “Freedom Fries“. Foi o seguinte.

Em 2003 a França se opôs à invasão americana ao Iraque; nos EUA, batatas fritas chamam-se “French fries”, ou “fritas francesas”. Num exercício ambivalente de vilificação dos franceses e de newspeak, propôs-se rebatizar qualquer comida com “French” no nome pra “Freedom”. Nisso, French fries viraram Freedom fries — sendo “Freedom”, ou “liberdade”, a suposta idéia defendida pela invasão americana.

Em 1984, acontece algo parecido, só que com “Victory”. Muitos produtos do universo do livro chamam-se Victory Alguma Coisa (Cigarros Victory, Cachaça Victory*, etc), pra enfiar mais ainda na cabeça do povo que Oceania é a nação vitoriosa — apesar de parecer um ex-estado soviético falido. Doublethink de novo aí.

No caso dos EUA, renoemar tudo que tivesse “francês” na nomenclatura por “liberdade” era uma forma de insistir que a invasão ao Iraque não tinha nada a ver com petróleo, tamos lutando pela liberdade, obviamente! E se os franceses estão contra a gente, é porque eles odeiam liberdade. Aliás, o subtexto desse discurso de “se você não está conosco, você odeia liberdade” era tão frequente na discussão política americana da época que foi impiedosamente parodiado por comediantes e virou uma expressão popular.

Pois bem. Winston, um intelectual, começa lentamente a rejeitar a doutrina do Partido. Ele encontra um cantinho na sua casa (que é totalmente fodida, como todo o resto da sociedade de Oceania — seria uma crítica à esqualidez característica das subnações socialistas do bloco soviético…?) que acredita ser perfeitamente escondido das telescreens, televisores equipados com câmeras e microfones que vigiam todos os habitantes. Neste cantinho ele começa a escrever um diário em que expressa ódio contra o Big Brother e a esperança de uma revolução.

E é isso aí. O livro é realmente perturbador; as motivações do Partido e seus objetivos finais (e pior, como eles espelham o que acontece atualmente) é de arrepiar. Tive sonhos repetidos com o tema do livro por quase uma semana.

1984 é considerado um dos mais importantes livros da língua inglesa, e é tão absurdamente influente que você vai passar a considerar muitas obras posteriores como dolorosamente derivativas. Praticamente qualquer filme ou livro que ilustre uma sociedade controlada é derivativo de 1984, alguns vão mais longe que os outros.

Mas que MERDA ein Batman?

Então, vá logo ler este livro. É um dos melhores que você lerá na vida, eu prometo. A atmosfera é absurdamente envolvente; é raro eu me envolver tanto emocionalmente como me envolvi com 1984. Tô falando, tive pesadelos com essa merda.

*Sim caralho, eu sei que gin não é cachaça. Permita-me parafrasear em paz.

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comments

Categorias: Livros

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

52 Comentários \o/

  1. Luis says:

    Interessante, me motivou a terminar de ler o livro.

  2. Arthur B. says:

    Esse livro é muito bom, depois que vc lê pela primeira vez sua visão de mundo muda completamente. É um livro obrigatório pra pessoas que curtem sociologia e filosofia.

  3. Então, você discorreu bastante sobre o tema do livro — que é a parte que eu acho que “todos” conhecem — e quase nada do enredo em si. O que não é um grande problema, mas vale comentar, até porque o clímax da história é sensacional.

    Outra coisa que vale comentar: 1984, assim como Animal Farm(do mesmo autor, aliás) tem um forte tom de crítica ao socialismo soviético, daí que o sistema de governo é o IngSoc(Socialismo Inglês), a referência ao revisionismo histórico que você linkou, o Grande Irmão é praticamente a imagem de Stalin e Goldstein, por sua vez, é baseado em Trotski. Acho que Animal Farm é mais direto nesse sentido, e já que você está na onda de Orwell, recomendo(se você já não tiver lido, né?)

    Acho que é só por ora. Excelente, mais uma resenha que não vou escrever… :P

    • Izzy says:

      Não falei do clímax pra não spoilear a história, né :D

      • Lógico que não é pra spoilear a galera contando o final :P , mas a impressão que eu tinha de 1984 antes de ler é que o livro não tinha exatamente uma história, que era mais descritivo, e no geral foi uma surpresa agradável — diferente de Admirável Mundo Novo, cuja história achei um bocado sem graça. =/

    • Patriota says:

      Animals farm não é uma critica ao socialismo soviético, e sim às rédeas que a revolução russa tomou, no que se refere à dispersão dos valores originais, estabelecidos por Lenin, e sua suposta continuidade por Trotsky e completo desvio por parte de Stalin. Btw, 1984 sim apresenta uma crítica ferrenha ao socialismo soviético, apesar de que a crítica é muito mais direcionada aos controles estabelecidos na esfera cultural advinda da esfera produtiva. Vale salientar que no ano de publicação, 1948, fazia apenas 3 anos que a segunda guerra mundial havia terminado, não faltando exemplos frescos de exercício constante da violência simbólica, Itália, Portugal, Alemanha, são exemplos além da União Soviética

    • Yan Vianna says:

      Em muitas resenhas o Orwell aparece como um americano liberal contrário ao Comunismo. Enquanto na verdade, sua crítica se dirigi ao modelo de Socialismo Soviético, Orwell em seu tempo era considerado um extremista de esquerda, suas ideias são muito alinhadas com Trotski e seu conceito de revolução permanente, mas isso fica mais claro no outro livro a revolução dos bixos.

      Outro fato o filme de seus dois livros, por ser um interpretação americana e não levar em conta a vida do autor tem finais totalmente diferentes de uma interpretação mais críteriosa da ideia que Orwell quis passar.

      Uma coisa boa para você entrar no clima 1984 é o cd The Wall do Pink Floyd.

  4. O vestibular é daqui a 40 dias e eu estou profundamente inclinado a ler este livro (rs). Bem, vou comprar ele e leio nas férias. Já tinha ouvido falar, mas não conhecia a história, como bom brasileiro que sou.

  5. Edu says:

    Muita gente toma o livro como uma crítica ao socialismo, mas na verdade o livro critica todos os totalitarismos. Basta observar a biografia do Orwell para ver isso. Essa percepção é reforçada com a leitura de “A Revolução dos bichos”, esta sim uma verdadeira paródia da URSS e do stalinismo (tem até um Trotski rss). Evidentemente também o livro pega pesado na questão do culto à personalidade. A questão da fome e da escassez pra mim são bem menos importantes que o do eterno inimigo externo, e da guerra perpétua. Estes dois fatores servem como desculpa para a escassez e da falta de direitos e liberdade da classe média. Nem preciso sugerir as óbvias similaridades com vários lugares do passado recente e da atualidade.

  6. É um livro fantástico e, entre tudo o mais que eu li na minha vida, é o mais citado ou referenciado.

    Algumas traduções na versão que li:
    Eastasia: Lestásia
    newspeak: novilíngua
    doublethink: duplipensar
    telescreen: teletela

    • Fellipe says:

      Dependendo da versão é novafala e não novilíngua. Só um detalhe bobo, a ideia por trás não muda.

      Também tive pesadelos com esse livro depois de ler. Alias, o último paragrafo do livro me provocou um calafrio ao ler. Muito tenso.

  7. Marcos says:

    Cara, eu lembro do Equilibrium por causa do Gun Kata (que é SENSACIONAL) e só.

    Mas fiquei feliz de ver que você gostou deste livro, que se tornou o meu favorito.

  8. Igor Freire says:

    Acho que você fez (e faz, frequentemente) um baita serviço à sociedade, hahaha. Muita gente pode criar gosto pela boa literatura graças a dicas e opiniões de gente influente como vc!

  9. Helder says:

    Esse é um daqueles livros q tem a capacidade de mudar a visão de uma pessoa sobre todo o mundo. Provavelmente meu livro preferido.

  10. Hércules says:

    Na versão traduzida tem a Eurásia e a Lestásia. O doublethink é duplipensamento e o newspeak é novafala. E que fiscaliza e prende e tudo mais é a Polícia do Pensamento. E realmente, o livro é sensacional. Comecei a ler a série The Hunger Games e a associação foi imediata.

  11. Pedro Ivo says:

    Nem li o texto. Tô com tanto livro encostado na estante pra ler! Não quero mais um, ao menos por ora xD

  12. KidScarecrow says:

    Sua biba, 1984 não dá medo a ponto de você ter pesadelos. Mas que é um livro totalmente fodástico ele é.

  13. Maxwell F. says:

    1984 é um dos meus livros favoritos. Tem um clima tenso, gosto bastante disso. Senti algo bem parecido lendo Ensaio sobre a Cegueira do José Saramago, outro livro que adoro. As atmosferas criada nesses livros são empolgantes e perturbadoras: personagens em confronto com grupos totalitários e pessoas cegas, figurativamente ou literalmente.

  14. Bruno Alvares says:

    1984 é realmente um puta livro! A parte final dele me deixou uma impressão realmente forte. A imagem que o O’Brien fez do futuro da humanidade foi FODA!

    Agora só por um leviano exercício de futurologia, Orwell (assim como quase todos os autores distópicos) erraram em “prever” a sociedade no futuro. Não que eles estivessem preocupados em prever de fato tal sociedade. Mas nesse ponto, o Aldous Huxley mandou melhor com o seu Brave New World.

    http://abetterkuwait.files.wordpress.com/2011/08/orwell-huxley.jpg

    • Cara, sensacional essa tirinha comparativa. Nunca li Brve New World, mas li 1984 e tá bem descrito aí. Vou ter que ler o outro agora pra comparar…

      • J.P. says:

        Depois de ler Admirável Mundo Novo, também vale a pena ler A Ilha, também do Huxley. Se em Admirável Mundo Novo ele constrói uma distopia, A Ilha é a utopia huxleyana.

  15. José Roela says:

    Li esse livro três vezes.

    Nas leituras posteriores notei novos ‘detalhes’, que passaram despercebidos nas leituras anteriores, e que reforçam o quanto o livro é bom.

    Além disso, a leitura é extremamente agradável, já que críticas profundas e os paralelos (assustadores) com nossa realidade são amenizados pelo romance através do qual a narração é conduzida. A propósito, o clímax, como mencionado nos comentários acima, é sensacional, melhor do que muita obra de literatura “pura” rs.

    Realmente, é um livro foda, mais foda até que cagar de bruços. Recomendo a leitura (e a releitura, passados alguns meses -- ou anos).

  16. Thiago says:

    Esse livro é excelente! É o melhor livro que li até o momento.
    Pior que desses livros de distopias, esse foi o primeiro que li. Depois li Farenheit, Admirável Mundo Novo e agora to lendo Laranja Mecânica. Pelo jeito nenhum deles vai ser tão bom quanto 1984.
    Ainda quero ler os do Arthur C. Clarke que vc resenhou há um bom tempo.

  17. Giou says:

    Izzy, assista ao filme homônimo lançado em 1984. Eu curti muito o John Hurt como Winston, e a atmosfera conseguiu mostrar toda decadência que o romance passa. Outro livro básico é o Brave New World, do Aldous Huxley, que é indispensável complemento-contraponto do 1984. Nele vejo muito da sociedade de hoje.

  18. Paulo H says:

    Equilibrium eh a cara cuspida e lavada de 1984, com a diferença que existe um Neo lutando contra a sociedade no universo… aheuaehuae… mas eh um bom filme

  19. @oir4d says:

    A história do escritor, george orwell, é foda pra caralho!

  20. Otavio says:

    1984 entra na minha lista de 10 mais! Quem já gostou da ambientação (que é o ponto forte do livro) vai gostar muito também da história em si… e do desfecho!

    Aproveitando que já citaram Huxley aqui, dá uma olhada neste link onde eles comparam quem dos dois estaria “mais certo” sobre o futuro…

    http://www.acceleratingfuture.com/michael/blog/2010/07/amusing-ourselves-to-death/

    Sinistro!

  21. Thiago Pereira says:

    Os termos no português: Novalíngua, duplipensar e tatetéla (newspeak, doublethink e telescreen, respectivamente).

  22. Eric says:

    Cara, to na mesma situação que estavas há 10 dias: sei bastante coisa sobre o livro, até tenho o livro em casa (promoção na Saraiva hahaha), mas ainda não o li.
    Só queria comentar que, como a bosta Equilibrium foi citada na resenha, vi mais semelhanças do filme com Fahrenheit 451 do que com 1984 (claro, isso levando em conta que Fahrenheit eu li, e 1984, não), e gostaria de recomendar a leitura também deste outro livro.
    (Aliás, só como desabafo, odeio recomendar Fahrenheit 451 e a reação da pessoa ser “A, TO LIGADO, AQUELE FILME DO ~MICHAEL MOORE~)

  23. Ana says:

    Compartilho com o sentimento do @izzinobre sobre ter um livro chamado 1984 e ter nascido em 1984. Ainda não li justamente por causa disso kkkk, mas agora vc abriu meus olhos e vou tirá-lo da prateleira (mais vergonhoso porque eu tenho o livro em casa). Mas enfim, vou baixar pra ler no Ipad que é mais negócio!!!!

  24. Também lembrei de 1984 ao assistir Equilibrium. Claro que não se compara à genialidade do livro. Sou fã de George Orwell e recomendo também A Revolução dos Bichos e seus ensaios compilados nos livros “Como morrem os pobres” e “Dentro da Baleia”.

  25. Guilherme says:

    E o French Kiss mudou para que? Freedom Kiss? Ou será que foi proibido….

  26. Paulo says:

    Half-Life, principalmente do 2 para frente.

  27. @engdavirocha says:

    Também compartilho seu sentimento de posse por ter nascido no mesmo ano :)

  28. Já li A revolução dos bichos, é um livro muito bom.
    1984 tá na minha readlist.

  29. Gui says:

    Sabe quando vc tinha que ler um livro super porre pra escola? Tipo memórias póstumas de brás cubas? Ai vc obviamente nao lia e procurava por resumos do livro?! Igualzinho!

    Ótimo resumo por sinal!!

  30. Fivio says:

    Esse Equilibrium sofreu com restrições orçamentárias tão violentas que os “troopers” inimigos usam capacetes pretos de motociclistas haha. Mas o filme é bom. Vale a pena assistir.

  31. Murdock says:

    Bobear hoje muita gente vai achar que escreveram um livro sobre o programa de TV.
    Eu lembro do caso das french fries, foi ridículo demais. Na época até observaram o fato curioso de que, pela primeira vez, a Alemanha estava do lado certo ao se colocar contra a guerra.
    Minhas ideias sobre Deus não vem de religião nenhuma já que nunca frequentei igrejas nem ouvi pregadores com seriedade. Também não vieram da família ou de ninguém, talvez seja um apanhado de tudo que já li e ouvi falar a respeito. Mesmo assim entendo a existência de um Deus “bom” e de um mundo mau.

  32. Leandro says:

    Eu não encontro esse livro traduzido em nenhuma loja aqui no Brasil. Ler qualquer coisa em um idioma que não se domina é martirizante. Acho que vou recorrer ao bom e velho “.pdf” pois esse está na minha lista do ano.

  33. Matheus J. says:

    Me inspirou a começar a ler :D
    E resumos de livro só te contam o final. Já as resenhas te atraem ao livro!

  34. Bruno says:

    Pô Izzy, só faltou a resenha. Tá mais pra resumo do livro.

  35. Larissa says:

    Outro livro que é genial é do Aldous Huxley: ‘Admirável Mundo Novo’. Fico em sérias dúvidas sobre qual é melhor.

  36. Anderson says:

    Tanto 1984 quando A revolução dos Bichos fazem alusão ao regime soviético Stalinista.

    O porco Napoleão e o Grande Irmão lembram muito Stalin.

    O porco Bola de Neve e o Emmanuel Goldstein lembram Leon Trótski.

    Engraçado ele nunca retratar Lênin.

    Tanto a Revolução quanto 1984 estão no meu top 10 de livros.

  37. jordanna says:

    Obrigada, me ajudou muito para minha prova de amanhã kk.