Hbdia
  • Feed do Hbdia
  • Twitter
  • Youtube

[ Resenha de livro ] Série Cristã “Deixados Para Trás”, sobre o fim do mundo

Postado em 18 August 2011 Escrito por Izzy Nobre 40 Comentários

Desde pivete eu gosto muito de ler. Meus pais, ainda bem, sempre motivaram muito esse hábito. Cresci rodeado de livros e pode ter certeza que o HBD não existiria se meus pais tivessem invés disso me incentivado a praticar esportes ou algo assim.

E havia muitos livros religiosos lá em casa. Como mencionei algumas vezes, meu pai foi pastor evangélico em Fortaleza (da denominação Assembléia de Deus Betesda, liderada pelo Pastor Gondim que é meio que uma celebridade nesse meio — e que, cá entre nós, já publicou tantas opiniões contrárias ao status quo cristão que tou vendo a hora o maluco revelar que virou agnóstico).

Na pequena biblioteca lá de casa meu pai tinha os livros de estudo religioso dele, livros “pop” de autores como Max Lucado, Rebecca Brown e Frank Peretti, e livros infantis ilustrados com as historinhas de Davi e Golias e coisas do tipo. Aliás, quando conclui a alfabetização, ganhei isso aqui de presente:

Eu adorava essa revistinha, aliás.

Então. Lá pelos meus 15 ou 16 anos, quando comecei a dar sinais de que estava me afastando da fé da família, minha mãe — meu pai a essa altura já tinha se decepcionado o bastante com a religião organizada pra não dar a mínima pro “desvio espiritual” do filho — começou a me dar livros cristãos, na esperança de me resgatar das garras do Maligno.

Um desses livros foi o Filho do Fogo, sobre o qual comentei aqui. O outro foi a coleção Deixados Para Trás, ou “Left Behind” no original.

Procurei desesperadamente no meu HD uma foto antiguíssima que mostrava meu quarto no Brasil com a coleção enfileirada no meu armário, mas tragicamente não encontro a foto. Computador bagunçado tem dessas coisas.

Então, Deixados Para Trás é uma ficção que se passa durante o período que alguns segmentos cristãos reconhecem como “a grande tribulação”, ou seja, o período de 7 anos após o arrebatamento descrito no Apocalipse. Isso é, se você interpreta o Apocalipse literalmente e tal.

Os personagens centrais da série são Rayford Steele (um piloto de aviões), sua filha Chloe Steele, e o jornalista Cameron Williams. Vários outros personagens vão pintando e morrendo ao longo da série (são TREZE livros, meus amigos), mas esses três são os principais.

O livro começa momentos antes do arrebatamento, como Rayford pilotando um avião dos EUA pra Londres se não me engano. Ele é casado com uma crente dessas fanáticas que vive falando sobre o Arrebatamento, mas ele evidentemente não acredita na parada. Quando dúzias de pessoas desaparecem subitamente do seu 747 no meio da noite, ele pensa “caralho não é que a mulher estava certa?“.

O jornalista Cameron “Buck” Williams tava também nesse avião (assim como a aeromoça Hattie Durham, que aliás também acaba tendo um papel importante na história — Rayford estava prestes a mandar seu casamento para as cucuias comendo a aeromoça), e assim eventualmente os três personagens principais se conhecem e passam a ter loucas aventuras despistando o Anticristo, tentando sobreviver os desastres previstos pela bíblia – Terceira Guerra Mundial, pestes, terremotos, monstros (sério) e tal.

E tudo narrado de forma relativamente interessante.

Essa tal Hattie meio que se torna uma quarta personagem principal lá bem mais tarde na série; ela meio que some no terceiro ou quarto livro — ela vira namorada do Anticristo, haha.

Considero os livros bacaninhas mesmo pra quem não é religioso (como é meu caso) porque eu acho as mitologias bíblicas interessantes e o livro contextualiza as “profecias” apocalípticas de uma forma contemporânea e bem verossímil até, com exceção notável de alguns pontos em que os autores mostram que realmente deveriam ter pesquisado um pouco mais.

Observe por exemplo este trecho de Apollyon, o quinto livro da série:

Xeu explicar pros burros: esse capítulo explica como uma profecia apocalíptica se realizou bem diante dos olhos dos personagens. No caso, a profecia está em Apocalipse 8:10, e fala sobre a queda de uma estrela no nosso planeta (o que, se fosse interpretado ao pé da letra significaria a obliteração completa da raça humana no ato, mas não é o que acontece).

Como a bíblia foi escrita num tempo em que essencialmente a população inteira acreditava em Papai Noel e todo o conhecimento científico acumulado da humanidade se limitava a saber contar e usar paus e pedras, achava-se que as estrelas cadentes eram estrelas mesmo.

Entretanto, hoje sabemos que o que chamamos de “estrelas cadentes” na verdade são meteoros que incandescem durante a entrada na atmosfera terrestre. Veja aqui esta página da NASA (hilariamente resgatada dos anos 90) que explica o fenômeno. Eu poderia ter procurado um link melhorzinho mas quando vi o fabuloso design desse site falei “vai esse aqui mesmo”.

Pois bem, ninguém deve ter explicado isso pros autores do livro, porque aí nessa página eles dizem que astrônomos explicaram que as estrelas cadentes na verdade estão a anos-luz de distância da terra e só estamos vendo a luz que eles emitiram mil anos atrás e blá blá blá.

Essa explicação é um inusitado e inacreditável misto de domínio do conhecimento científico (o conceito de que a luz emitida por uma estrela demora muito tempo pra nos alcançar) com total ignorância (estrela cadente não é uma estrela); é que nem o maluco na escola que aplica a fórmula certa a um problema mas caga numa multiplicação e por isso acaba esmerdalhando a resposta.

Outra coisa legal dessa série: quando eu era moleque, todos os outros livros que eu lia da coleção dos meus pais eram bem mais antigos, da década de 80 e tal, então haviam muitas referências anacrônicas (gente usando máquinas de escrever, indo à biblioteca pesquisar algo ou em apuros por não conseguir entrar em contato com alguém que não está em casa, por exemplo).

Já Deixados Para Trás se passa no final dos anos 90, então tem computadores, tem internet, tem celular. Lembro que na época os livros me causaram uma impressão muito diferente por causa disso, eram bem mais contemporâneos.

Ironicamente, relendo a série hoje o fenômeno é inverso. Os computadore, internet e celulares descritos no livro soam, em pleno 2011, extremamente obsoletos. Num dos livros os personagens conseguem super celulares caríssimos e avançadíssimos que os permitem acessar a internet e usar sistemas de GPS e tal. Na época soava futurista (no livro eles fazem o aparelho parecer um gadget do James Bond), hoje é apenas padrão.

Quando li a série pela primeira vez, parei lá pelo sexto livro. Quando vim ao Canadá não tinha como trazer isso tudo, então deixei com a minha avó. Deve estar lá até hoje…

Então, a série é bacaninha, há alguns deslizes técnicos mas dá pra relevar. A narrativa é interessante e tem o Anticristo em pessoa aprontando mil e uma confusões na pele de Nicolae Carpathia, um político carismático da Romênia que acaba se tornando o grande líder mundial.

Recomendo na boa. O que me fode é que eu comentei no tuiter que estava relendo a série e nego soltou spoiler geral de tudo que acontece com todos os personagens. Quase desisti de continuar a série mas como já estou no sexto livro, seria um desperdício de tempo não ler até o fim.

Fazer o que né, filhos da puta gonna filhos da putear.

LOLAhhh, quase esqueci: houve filmes da série também, estrelando Kirk Cameron como o jornalista Cameron Williams. Este nosso amigo Kirk Cameron era um ator infantil que se tornou famoso graças à série americana Growing Pains; o cara se converteu ao cristianismo e pagou alguns papelões por causa disso — entre os mais notáveis está o papel de ator coadjuvante target=”_blank”>deste vídeo hilário que você já deve conhecer.

target=”_blank”>Ah, teve esse aqui, também. Detesto a adaptação cinematográfica da série porque, enquanto o Cameron Williams do livro é um cara bacana, o filme nos obriga a ve-lo como o babacão que é este Kirk Cameron.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe sua opinião aí. Você não tá fazendo nada mesmo!

comments

Categorias: Livros

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

40 Comentários \o/

  1. Guilherme says:

    Hj nao vai ter first !¡!

  2. @Jo_netto says:

    Já li o primeiro e achei realmente interessante, vamos ver se eu crio a coragem de ler os outros .
    E você soltou spoiler tbm Izzy rs inda bem que eu gosto.

  3. Edu says:

    Os filmes são uma porcaria, porque obviamente não seguem o mesmo nível dos livros. Explicando: enquanto os livros têm cenas ultra-mirabolantes, o orçamento dos filmes deve ter sido superbaixo, e as cenas são até risíveis em alguns pontos. De qualquer modo, os livros são bem bacanas. Além dos 13, ainda tem 3 prequels que você não citou, mas que são bem fracas e não afetam a história principal em nada.

  4. luiz filipi baraun says:

    caraaa, eu vi esse filme quando pequeno.
    achei bizarro e acho que por ser de família judia nunca tive medo dos acontecimentos do filme, mas lembro que os meus amiguinhos colégio se cagavam de medo desse filme. hahaha

  5. Heron says:

    Quide, seria interessante você fazer um post sobre o passado do seu pai como pastor e como ele está hoje, religiosamente falando (se continua pastor, se virou herege como você, etc.).

    Sei que você não curte expor sua família (e faz certo), mas eu acho que seria uma postagem bem interessante…

  6. Lucas says:

    A série parece ser muito boa, pena que treze livros dá uma preguiça gigante até de começar.

    BTW, já leu “A Cabana” [The Shack por aí]? É literatura cristã também.

  7. Sly says:

    Não curto muito essa coisa de literatura crisã, mas essa serie parece interessante. Agora pqp, recomendar “a cabana” é DIFUDÊ. Livrinho de auto-ajuda mal escrito com uma premissa ridícula.

  8. Junior says:

    LOL eu TENHO esse Novo Testamento Ilustrado! Das eras isso…e já li a série toda também, vale muito a pena!

  9. Diego says:

    Quando eu era criança, fui “traumatizado” pela ex-esposa do meu pai com esse lance do Apocalipse, arrebatamento e tal (sério, foram anos sem conseguir dormir direito pensando nisso. E não to exagerando)…
    Então nem me interessei quando, ha 4 anos +/-, minha mãe comprou a coleção toda.. Ela -- que não é religiosa -- praticamente devorou os 13 livros em menos de dois meses.

    Vamos ver se eu tomo coragem e começo a ler ainda esta semana.

    “Desde pivete eu gosto muito de ler. Meus pais, ainda bem, sempre motivaram muito esse hábito. Cresci rodeado de livros […]”

    Idem aqui! E sempre agradeci meus pais por isso!

  10. V. says:

    A série toda tá R$ 49,00 no Submarino hoje (18/08/11). Ou seja, são 13 pelo preço de 1.

  11. David says:

    Tenho uma historia de vida um pouco parecida com a sua, Kid. Frequentei a igreja durante a maior parte da infancia e adolescencia. Essa série criou o maior frisson uma época na minha igreja, em meados dos anos 90. Surgiram de algum lugar uns VHS dos filmes e eles começaram a circular entre os membros. Como era garoto, meus pais me proibiram de ver esses filmes. Alem de outros filmes com o capiroto. Como eu tinha muito cagaço do arrebatamento (era o meu maior medo nessa época) acabei não fazendo nenhuma questão de ver mesmo. Só depois fui assistir os tais filmes e descobri que eram de uma qualidade narrativa similar aos filmes que são vendidos na loja na qual vossa senhoria trabalha.

    Esse post reavivou minhas memorias cristãs infantis. Por acaso você lembra dessa perola de alta literatura quadrinistica que era a revista “Nosso Amiguinho”???

    http://www.bigorna.net/index.php?secao=arquivosincriveis&id=1298901612

    Era muito ruim, mas as vezes era a unica coisa que havia para ler em casas de maior fervor religioso.

  12. Rotflolastc says:

    Ja vi 2 filmes durante minha pequena vida de Cristão na igreja. A locadoura não tinha o resto. Hauhau.

  13. André says:

    Eu comecei a ver o primeiro filme disso, mas era tosco demais. Desisti.

  14. Gabriel P. says:

    Uma dica pra quem quer a série:

    De vez em quando ela abaixa de 130 reais para apenas 50, na submarino (o que dá menos de 4 reais por livro).

    Recomendadíssimo… To no livro 3 (li o 1 e o 2 em uma semana) e mal posso esperar pra acabar a série…

  15. Miguel says:

    Rebecca Brown é a mãe da Rebecca Black?

  16. Wellington says:

    Eu assisti o filme no tempo em que ainda ia pra igreja. Eu lembro que no filme, Israel é protegida através de um milagre (os aviões que iriam bombardear Israel são impedidos por uma barreira invisível ou algo assim). Depois disso eu morria de medo quando ouvia o música do “Plantão da Globo” achando que eles falariam que uma força misteriosa havia protegido Israel de algum desastre, pois isso significaria que o fim estava próximo e eu tinha medo de ser deixado para trás e ir para o inferno. Lol, patética e hilariante fase da minha vida.

  17. Murdock says:

    Não li “A Cabana” mas sobre ele, li que o autor o escreveu apenas para os amigos, não tinha a menor intenção de publicá-lo.

    Lembrei de “A Batalha do Apocalipse” que terminei esses dias. Interessante apesar de ser uma misturada só.

  18. evandro says:

    cara, nao sei se voce chegou a pegar a epoca.. tinha uma serie de livros goosebumps.. chegou a ler eles? estou procurando eles em pdf..(pq em livros, nunca mais achei..)

    abracos. parabens pelo seu site.

  19. Caio Freitas says:

    Qual era a treta com o mau saldanha? Nem sabia que eram brigados antes de se beijarem

  20. Diogo says:

    Filhos da puta gonna filhos da putear é boa. AHuhauhauh

  21. Estudei em um colégio Adventista em Brasília.
    Lembro que aasssti um filme dessa série, lá pelos meus 12 anos (2005). O clima é bem legal, achei. O Apocalipse e toda a história de Anticristo sempre me deram um frio na barriga.
    Hoje sou ateu, também. Em parte, pela influência de um texto teu, inclusive, quando comecei a me questionar mais. Afinal, tomei esta posição.
    Também tive uma série de livros e desenhos de histórias bíblicas cujo nome é esse titulo do video (que é a intro de cada episódio animado): rel="nofollow">.
    Definiu meu interesse religioso pro resto da vida.

  22. Tati says:

    Vc conhece o fabio zaffani e o wagner junior? eram da betesda tambem de fortaleza e estudavam na escolinha lá

    • Kid says:

      Fábio nao lembro, mas Wagner Junior sim! Quem é você?

      • Tati says:

        Ah, eu sou irmã do Fábio, eu contei pra minha mãe q vc era da Betesda tb -- vira e mexe comento coisas daki com ela. Ela disse que o Fabio andava com o Wagner Junior, e um outro menino que talvez fosse Israel Nobre o nome, que ele era filho único, vc é filho único, lol? Ela perguntou se ce lembra do Pastor Alison também?

        Eu nao lembro de nada de Fortaleza quando a gente foi embora eu tinha 4 anos e o Fabio 8..

  23. Kursch says:

    Comprei essa série de livro no Submarino, foi uns R$80,00. A sinopse tinha até potencial, mas não consegui passar do segundo livro. É muita pregação! E todo aquele relacionamento entre o jornalista e a filha do piloto… os escritores achavam o AUGE do erotismo quando eles pegavam na mão um do outro. Não dava pra engolir.

    As partes com Carpathia eram ótimas, mas não me instigou pra ler o resto.

  24. Cronos says:

    Kid, eu conheci o Hbdia, faz mais ou menos 3 anos, na verdade eu só lia os textos do tipo “O dia em que caguei no tapete do banheiro”, do rato na locadora, suas peripécias no canadá, etc… mas depois de ler a sua resenha sobre o “filho do fogo”, essa resenha sobre “deixados para trás”, e assistir a alguns vídeos seus, eu comecei a me identificar com muita coisa que eu vi aqui.
    Eu Também fui criado em um lar cristão (Meus pais são de uma igreja que uma vez já foi na garagem de uma casa, hoje tem vários templos espalhados pelo sul do país) e eu fui criado com base em livrinhos de histórias bíblicas, inclusive essa bíblia-hq que você mostrou aqui.
    Eu também li filho do fogo, com mais ou menos a mesma idade que você tinha quando leu HAHA
    e (sem mentira!) minha reação foi a mesma!
    Minha mãe uma vez me recomendou a leitura de “deixados para trás” confesso que eu tive preguiça de ler, eu vi o filme, mas achei muito tosco na época, acho que hoje seria mais tosco ainda.
    Depois de uma certa idade eu não conseguia parar de questionar a bíblia, mais ainda o tipo doutrina que é ensinado ns igrejas evangélicas, e a partir daí meu ceticismo só foi aumentando…
    na verdade comecei a ver que eu não era um caso isolado e que muita gente que cresceu no mesmo meio (assim como você e eu) achava aquilo um absurdo tanto quanto eu.
    mas é isso aí, essa “origem em comum” só me faz dar mais credibilidade pro que você escreve aqui.

    • Cronos says:

      Ah, já ia me esquecendo, vc provavelmente deve ter ouvido falar (ou até mesmo lido, quando era mais novo) o livro “a divina revelação do inferno” de Mary Baxter outro livro tosco pra encher os fiéis de medo de “queimar eternamente”

  25. […] tinha todo tipo de livro — um novo testamento ilustrado que eu adorava (e que mencionei aqui), livros com desenhos bem cartunescos, livros com ilustrações mais foto-realistas… toda a […]

  26. Marcelo says:

    Grande Izzy, faz tempo que te acompanho, mas só agora resolví me manifestar. Recomendo a você ler a trilogia “O clone de Cristo”, é fantastica pela forma que o autor escreve. Ele foi consultor politico da NSA e diferente de deixados para tras, ele mostra o lado político da chegada do anticristo. São só três livros e muito bons de ler.

    Pelo fato do autor não “puxar sardinha” para o lado religioso e sim para o científico e politico é leitura obrigatória para quem gosta do tema.

    Da uma olhada nesta resenha.
    http://cafecomwhisky.com.br/trilogia-o-clone-de-cristo-james-beauseigneur/

  27. Ítalo says:

    assembleia de deus betesda? vcs jogavam skyrim na igreja?

  28. […] deste meu post sobre a série Deixados Para Trás? Pra quem não sabe, Deixados Para Trás é uma série de […]