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Futebol Kombat

Postado em 17 April 2006 Escrito por Izzy Nobre 31 Comentários

Aposto que vocês querem saber mais sobre traquinagens infantis enolvendo agressão física desnecessária, impune e covarde. Confessem aí, vocês entraram no blog hoje só pra isso (se eu estiver errado, não respondam).

Uma outra brincadeira que mandava muitos moleques chorando pra diretoria era uma cujo nome não lembro, mas alguns moleques chamavam casualmente de “Futebol Kombat”, uma referência a um vídeo-jogo quase tão violento quanto a brincadeira. O envio à diretoria não era (apenas) graças aos machucados relacionados ao jogo, e sim pelo fato de que ele se tornou altamente ilegal nas dependências do colégio, e qualquer um flagrado no meio da brincadeira era enviado pra casa mais cedo. O que era bom, se você parar pra pensar; ninguém está disposto a assistir mais duas aulas de matemática com uma vertebra deslocada, especialmente se você não estava com muita paciência pra aprender logaritmos naquele dia em particular.

Futebol Kombat, assim como os outros jogos infantis que têm como único objetivo descer o sarrafo nos amigos sem se preocupar com as ramificações do ato, não tinha regras distintas. Por algum motivo, Futebol Kombat não era um esporte olímpico, então não havia um comitê pra decidir aspectos importantes com gameplay, como “chute no pescoço é falta”, ou “berrar o nome da mãe de um oponente não é o método oficial de pedir tempo”. Devido à falta de um comitê oficial com sigla importante pra nos dizer exatamente o que podíamos fazer durante uma partida de Futebol Kombat, a tarefa recaia sobre o moleque mais forte que estivesse na quadra naquele momento e/ou seus amigos – e se você discordar de alguma decisão do sujeito, seus dentes poderão formalizar uma reclamação oficial contra o punho dele. O fato de que o brutamontes ocupava a função de juíz não-oficial não significava, obviamente, que ele não quebraria as próprias regras que alterava ou inventava, especialmente (e principalmente) quando isso pudesse o beneficiar. E em Futebol Kombat, o “benefício” de alguém significa que alguma outra pessoa voltará pra casa com algumas unhas a menos.

E o que diabos era Futebol Kombat, porra? VOcê está falando e falando e tentando enfiar piadinhas no texto e ainda não explicou nada sobre o maravilhoso esporte e desse jeito eu não vou clicar no seu banner ok tchau.“, você pensou com seus botões ou zíperes ou presilhas de velcro ou aqueles ganchinhos que prendem sutiãs no lugar. Não lembro todos os detalhes e minúcias a respeito daquele esporte, mas eu duvido que qualquer pessoa que jogou mais de quinze minutos daquilo lembre de muita coisa – há um limite de porradas que o cérebro humano pode levar até que algumas de suas funções como memória (ou controle intestinal) comece a falhar. Em minha experiência, eu diria que depois da terceira porrada você não sabe mais nem onde está. Na quinta, suas cuecas mudavam de cor e a viagem de volta pra casa seria bem desagradável pra todos que pegassem o mesmo ônibus que você.

Futebol Kombat é um esporte sem limite de participantes, embora um número alto seja mais aconselhável. Qualquer quantia inferior a vinte moleques não seria considerada uma partida séria; se muito, uma peladinha de várzea com travinha de tijolo. Pivetes de séries inferiores à quinta, pra todos os efeitos, não eram contados no número final de participantes. Não era apenas preconceito contra os guris menores (que realmente tínhamos), havia uma série de motivos pra explicar isso.

O primeiro é que tais crianças raramente possuem o porte pra defender seus pontos vitais das porradas que sem dúvida levariam exaustivamente, então a gente tinha que evitar esmurrar seus estômagos/chutar suas bocas com muita força. Por conta disso, não os considerávamos oponentes válidos. A menos que você saiba levar uma mísera joelhada na orelha e não sair correndo chorando, não nos faça perder nosso tempo considerando você um jogador.

O segundo motivo é que era muito comum um jogador subitamente arrancar um moleque menor do meio dos transeuntes e arremessá-lo contra os inimigos, ou ainda usá-lo como escudo humano. Por causa disso era extremamente difícil contabilizar com precisão o número de crianças menores que participavam (ainda que involuntariamente) da brincadeira, uma vez que o número era flutuante. Vale lembrar que, em Futebol Kombat, é incrivelmente complicado diferenciar participantes voluntários dos involuntários. Por via de regra, qualquer jogador que estivesse sendo vítima de porradas podia ser considerado um participante “involuntário”, ao menos naquele exato momento. Ninguém gostava de levar porradas por vontade própria.

Tudo que você precisa pra jogar Futebol Kombat é uma bola – embora uma mochila tivesse sido usada uma vez, com resultados catastróficos. Se você guarda seus óculos numa mochila, você tem a obrigação de me avisar antes do recreio – e um bando de garotos com pouco medo de quebrar ossos ou reputações impecáveis como estudantes comportados.

O setup do jogo era muitíssimo simples. A pivetada adentra a quadra. Definem-se os “locais salvos”, geralmente as traves ou “a bunda da tua mãe”, quando algum palhacinho estava jogando. Feito isso, a bola e/ou mochila era lançada no meio da quadra, e a partir daí o pandemônio se instalava no local. Poucas regras valiam, ninguém era de ninguém e no caso de esfaqueamento todo mundo sabia que “ninguém viu nada”.

O jogo resume-se em dominar a bola, enfiar-lhe um poderoso chute que a jogue em direção de um outro jogador, e rezar pra que ele seja atingindo pela bola sem controlá-la com pés ágeis (o que poderia resultar em um vingativo contra-ataque).

No momento que a bola entrava em contato com seu nariz, testículo esquerdo ou qualquer outro ponto cuidadosamente premeditado pelo oponente pra causar mais dor, você se tornava automaticamente o alvo dos outros quarenta moleques que povoavam a quadra; chamemos o jogador atingido de “Infeliz”. Nesse momento, a menos que o Infeliz tocasse os “pontos salvos” ou acertasse outro jogador com a bola, qualquer pessoa num raio de dois quilômetros tinha o direito quase bíblico de descer a porrada nele.

Os momentos imeditamente seguintes ao contato Bola-Infeliz eram os mais difíceis de se estabelecer o número exato de jogadores. Qualquer transeunte que por um motivo ou outro não fosse muito com a cara do Infeliz do momento sentia a obrigação moral de largar o que estivesse fazendo e participar do jogo imediatamente, mesmo que só por essa rodada. Não era raro encontrar no meio do público espectadores que assistiam ao jogo com a única finalidade de invadir a quadra quando um inimigo de longa data fosse transformado em Infeliz. Era o momento mágico em que você poderia se impulsionar da parede, arremessar-se em direção à turba ensandecida e, praticamente anônimo, introduzir uma potente voadora no meio do joelho do sujeito sem que ele tivesse muita chance de revidar. Com outros oitenta pés voando em direção ao seu rosto, é impressionante como você perde a capacidade de se defender.

Futebol Kombat dava uma chance única às castas reprimidas da escola, que no jogo podiam canalizar suas frustrações e os anos de abandono social escolar em um salto mortal com perna estendida em direção às órbitas oculares de alguém que fosse levemente (ou não) relacionado aos seus desgostos juvenis.

Ao contrário do que possa parecer, o Infeliz não era totalmente indefeso. Bom, ele estava invariavelmente fodido, isso é fato – mas havia algumas regras que davam uma efêmera sensação de segurança. Se não fosse por elas, a prática do Futebol Kombat dificilmente teria se estendido a uma segunda partida.

O Infeliz tinha basicamente duas escolha. A primeira era correr desabaladamente em direção aos supracitados “pontos salvos”, ou seja, verdadeiros totens de segurança mágica. Com um toque, todos os outros jogadores abandonam a perseguição e voltam sua atenção à bola, exceto aqueles que não queriam dar a corrida como perdida e metiam-lhe uma voadora nas costas anyway, alegando que “porra, não vi tu pegando na trave, ein! Mas tudo bem, isso são águas passadas. Sem ressentimentos, né? Cadê a bola?

A segunda opção do Infeliz era defender-se como podia dos avanços bárbaros daqueles que há dois minutos eram bons amigos seus e até pegavam carona com você nos dias em que os pais deles voltavam bêbados pra casa, espancavam a mulher, chutavam o cachorro e dormiam sentados na privada, esquecendo de pegá-los no colégio. É desnecessário dizer que essa opção funcionava por menos de 10 segundos, até que você percebia que sair correndo em direção à trave talvez resultassem em menos hematomas.

Havia algumas táticas alternativas, também. O momento em que a bola te acertava no meio das costas (ou seja, sua “coroação” em Infeliz) era o exato instante em que muitas crianças ingênuas o bastante para assistir o jogo de perto eram arrancadas do meio da multidão e eram literalmente arremessadas em direção aos atacantes. Valia agarrar o que o braço encontrasse; vi moleques sendo puxados pela cueca, rodopiados e jogados no meio da galera como um pedaço de filé jogado num aquário de piranhas. Mas era um tipo especial de aquário que, invés de água, estava preenchido com uma mistura de ácido sulfúrico, urina e explosivo plástico em chamas.

Diz-se que a necessidade é a mãe da invenção. Seja lá quem falou isso devia jogar ou ao menos assistir Futebol Kombat – nos momentos de desespero, os Infelizes transformavam qualquer coisa em seu alcance em rudimentares armas brancas de curto e longo alcance, com considerável sucesso. No melhor estilo MacGyver de ser, camisas viravam chicotes e sapatos viravam luvas de boxe. Vi até um garoto arriscar uma tentativa de fabricar uma espécie de funda bíblica (como aquela usada por Davi contra Golias), que funcionaria propulsionando o sapato a velocidades indecentes girando a camisa acima da cabeça e liberando o sapato em seguida. É uma pena que alguém acertou-lhe um chute na virilha antes que sua invenção pudesse nos maravilhar com seu funcionamento.

Como é perceptível, a despeito do esforço e criatividade dos jogadores, lutar contra a maré em Futebol Kombat acabava sendo infrutífero em 127% dos casos. Ou você corria desesperadamente como o Thiago Fialho corre atrás de exposição internética, ou aceitava as porradas de peito (e braços, e cotovelos, e canelas, e pescoço) aberto como o Thiago Fialho aceita as pequenas menções de seu site como medalhas de honra ao mérito. Resistir, como diriam os guardas Vogons, era inútil.

Aquele que nunca jogou Futebol Kombat não sabe a definição correta de “adrenalina”, a menos que você tenha um dicionário ou uma conexão à internet e o link de um dicionário online, senão nesse caso você sabe a definição de adrenalina. Em um segundo de jogo, dúzias de emoções diferentes atravessavam sua mente – o puro terror de ver a bola avançando velozmente contra você; a conclusão quase imediata de saber que não poderá sair da rota de colisão com ela; o choque e a constatação de que ela havia de fato entrado em contato claro com seu joelho, e finalmente o momento em que os outros jogadores também percebiam isso… ahhh, era bom demais.

Arrume uns amigos, convença-os a aceitar porradas com esportividade ainda que estas signifiquem gastos desnecessários com meses de fisioterapia e vá jogar um Futebol Kombat hoje mesmo! Na pior das hipóteses, você tira umas fotos dos resultados da partida e ganha uma graninha vendendo as imagens pro Ogrish.com.

O Ogrish paga por essas coisas, né?

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comments

Categorias: Minha infância

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

31 Comentários \o/

  1. TioSolid says:

    Porra.. se eu te falar que ja joguei isso ae na época de colégio.. O divertido era que para a pessoa ser “contemplada” com o título de alvo, a gente tinha que passar a bola por baixo das pernas do infeliz, ao invés de apenas encostar com a bola nele. Isso abria para o jogo uma nova gama de possibilidades, como pessoas que vinham felizes e serelepes com a bola para passar por sua perna e você em um movimento rápido e certeiro fazia com que a bola fosse passada pela propria perna de quem estava com ela.
    Pure fun 🙂

  2. Abra Fanta says:

    Já joguei isso, mas no meu colégio chamavam de FutPorrada, olha que nome adorável.

  3. Carol says:

    Futebol Kombat?
    Quando joguei isso tinha outro nome.
    Eu tava na 4ª ou 5ª série, por aí…
    E juntavam uns 20 guris no pátio correndo atrás de uma latinha de refrigerante. Na escola ADVENTISTA…

  4. fred says:

    aqui em Brasília, na minha epóca o nome era “porradobol”

    hehehe

  5. Abra Fanta says:

    Caramba, olha quantos nomes pra uma mesma brincadeira, é o FutPorrada correndo o mundo.

    Dizem que Isaac Newton começou suas teorias quando uma maçã foi chutada nele e dezenas de moleques o cercaram.

  6. Wolf says:

    No meu colégio tinha isso, se chamava FutPorrada 😀
    Como disse o Fanta, o nome é adorável, porém era só entre os muleques da minha sala, uns 12~13 anos todo mundo.

  7. M says:

    Lá na rua e na escola o nome era Porrão.

    Juro que quase chorei lembrando dos bons tempos de escola… bater nos moleques maiores sem que os mesmo pudessem revidar era simplesmente fantástico…

  8. Sisi says:

    No colégio tinha isso ateh a setima série eu acho, soh q de vez ser um campo era no encontro de dois corredores, e uma cambada d meninos da 5 a 7 , s matando feito loko,
    (agora imagina o caos do corredor, q nun dia normal jah era um empurra-empurra só

    E depois me pergunte pq eu lanchava embaixo da escada x.x

    Ah e de vez d bola d futebol era bola de meia, ou bolinha de papel amassado, q os meninso passavam tres horas fazendo e arrecadando papel da turma inteira x.x

  9. Ruskiii says:

    aki em sampa se chama rolinho-porrada, e ao invez da bola resvalar no infeliz, tinha-se que tanger a bola entre as pernas dele.

    Deveras legal hehehe

  10. PF says:

    La em Belo Horizonte, onde fui um pimpolho feliz, o nome do jogo era RANCA.

    Nao sei porque, mas sempre que a bola batia no felizardo, todo mundo gritava “RAAAANCAAAA” e partia pra porrada. Provavelmente a palavra de origem eh “Arranca”, no sentido de arrancar os dentes do animal com seu cotovelo.

  11. Eric says:

    Na minha cidade, Ouro Branco, no interior de minas a delicios brincadeira se chamava TORADA!
    sim, com letras maiúsculas!
    pois ninguem fala simplesmente tourada.
    sempre tinha o genteboa que chegava na quadra no meio de uma peladinha saudável e berrava: TORAAAAAAAAAAAAADAAAAAAAAAAAAAAA!!!! e proferia um grotesco golpe com o pé na bola em direção ao transeunte mais desavisado; dando inicio à putaria.
    lembro que já voltei pra casa com o nariz sangrando, olho roxo e braço torcido.
    mas sempre com um sorriso no rosto!
    hahaha

  12. Zios says:

    wow…ainda bem que eu não vivo no brazil aqui em portugal era a ‘mema’ merda so que a gente chutava qualquer coisa, ate nos mesmos.

  13. Nick-kun342e says:

    Jogava essa porra com latinha e se alguém dexasse a latinha passar entre as pernas o infeliz tinha q correr até o outro lado da quadra tomando murros e mais murros nas costas e todo mundo gritando: ovinho!

  14. kkkkkkkkkkkk.. Ow putaria!!! Aqui no meu bairro, em Fortaleza-CE, havia uma leve variação nas regras do jogo… Tratava se do “FutCarrim”: Dividíamos os moleques em 2 times (geralmente de 8 a 10 integrantes cada) e o objetivo era a quase impossível missão chegar com o domínio da bola ao outro lado da quadra respirando, com todos os dentes na boca, sem nenhum vazamento no olho e, o mais importante, sem aquela cara de tabaco que os pivetes -numa tentativa inútil de mostrar que já são “grandes” de cheios de força- fazem ao levar um chute quase tão potente quanto um “Rund House Kick” do Chuq Norris e dizem que “nem doeu”…
    Bons tempos aqueles!!!

    Fica a Dica!
    Vlw!

  15. Thiago says:

    AHAHAHAHA! Mais uma obra de arte feita pelo nosso saudoso tio Quide! maravilhoso texto kid. To percebendo que vc era mais engracado, o que foi ta ficadando vey/ kkkk brincadeira kid. flws abraco (provavelmente vc nem vai ler isso msm kkk)

  16. Eduardo says:

    Nos jogávamos algo parecido, no 1º ano do ensino médio. Mas não era bem isso. Na verdade nós jogávamos futebol mesmo, só que com uns 30 dentro da quadra.
    A diferença do futebol normal é que esse não tinha regras. O Negócio era todo mundo correr atrás da bola e chegar no jogo de corpo ou empurrando mesmo. A ideia era fazer gol, mas normalmente o alvo não era o gol, e sim os menores.
    Era bárbaro, mas não tanto quanto o de vocês kkkk

  17. The Rev says:

    chorei aqui até doer a cabeça heaueahuaehea, aqui em teresina o nome é QUIBA! E também brincávamos com latinhas de fanta-uva amassada, o que era pior que já não bastava o muleque furar a canela com uma latinha, ainda recebia centenas de vuadoras no caminho pra trave. kkkkkkkk ri demais.

  18. Mark says:

    Aqui no RJ se chamava Porradobol cara…
    E valia de tudo mesmo, a diferença que nao tinha essa zona de proteção. O lance era o seguinte. Se você fosse acertado, você tinha que ir e dominar a bola, no meio da porradaria mesmo. Se você dominasse a bola ou entrasse em contato com ela, de forma que as pessoas batendo se vissem desprotegidas de uma nova bolada, vc estava salvo. Bons tempos cara…

  19. Rodrigo says:

    Aqui no Paraná esse jogo se chama SARRAFA, eu jogava muito na infância… Com a difereça que se o ser que chutou a bola por acaso acertasse a trave (o tal “ponto santo” sempre era a trave da quadra), acontecia o famoso “corredor polonês”. A gente se juntava em duas filas e o pobre coitado tinha que passar correndo no meio, tomando tudo quanto é tipo de porrada.

    PS: Como vi falarem em outro comentário, eu também joguei muuuito isso na Escola Adventista 😛

  20. Ian Daroz says:

    Aqui no interior de SP, o seu Futebol Kombat é conhecido como “Relou, Levou”, e a vertente citada pelo TioSolid é o “Passou, Levou”. Quem nunca jogou, não sabe o que é adrenalina, como você sabiamente afirmou.

  21. Raphael says:

    Como o colega Ian Daroz falou, pelo menos na minha cidade que é interior de SP, o nome era Vãozinho Pé na Bunda.

  22. Caique says:

    Aqui em Salvador chamamos de: Baba-pau.

  23. Gary says:

    “vi moleques sendo puxados pela cueca, rodopiados e jogados no meio da galera como um pedaço de filé jogado num aquário de piranhas.”

    to tentando imaginar a tal cena aqui, mas quanto mais eu imagino, mais eu rio… kkkkkkk, chorei.

  24. jefferson carlos says:

    aqui em Fortaleza no bairro monte castelo era chamado de “O Quebra”

    Bons tempos…

  25. Rafael says:

    Eu jogava um parecido, só que era rolinho porrada, era a mesma coisa, só que você se tornava o infeliz quando tomava um rolinho, caneta…

  26. Jão says:

    Mano, aqui no interior do Rio era Racha! E era de fato MUITO divertido bater/apanhar esportivamente, e tudo mais. Hahahaha

  27. Angelo Moreira says:

    Na minha quarta serie o pátio na hora do recreio tornava-se zona de guerra, onde muitas crianças declaravam mutualmente. Não existia regras, não existia lugares salvos. Era só procurar o seu alvo ou ser alvo de alguém.,você só podia correr para se livrar ou enfrentar aceitando os resultados. Isso tudo acabou com o cancelamento do recreio para nos, que ficamos presos na sala da secretaria e diretoria como criminoso de guerra.