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A morte de um videogame

Postado em 19 March 2008 Escrito por Izzy Nobre 81 Comentários

Alguém mais aí tem saudade do tempo em que consoles não se auto-destruiam?

Eu tenho.

Meu primeiro console foi um SNES usado que meu pai comprou de um amigo de trabalho. Posso honestamente dizer que aquele foi o melhor presente que eu ganhei na vida inteira. Primeiro porque foi totalmente inesperado – foi a única ocasião na minha vida em que meu pai se motivou a me dar um presente fora da época de fim de ano, quando eu tipicamente ganho presentes (aniversário em novembro, Natal em dezembro). Ele foi visitar o tal amigo em Brasília, e voltou com o console debaixo do braço.

E o segundo motivo é porque era, afinal de contas, um SNES. Eu ganhei a parada em 1998 se não me engano (ou seja, muito após o auge do console), mas àquela altura eu já havia passado literalmente anos jogando os clássicos do SNES. Eu morava bem na frente de uma locadora, e todos os amiguinhos da época compartilhavam meu interesse em joguinhos. Após a escola, toda a molecada do bairro convergia pra locadora. Mesmo que não tivessem dinheiro, iam pra assistir os amigos jogando, conversar sobre os lançamentos, fantasiar sobre jogos que claramente nunca iam existir (“imaginaí um Super Mario World, mas com o Sub Zero!”) ou – mais frequentemente – insistir pro amigo pagante pedir outro controle pra jogar como segundo player em International Superstar Soccer.  Minha existência orbitava ao redor de um console que eu nem tinha. Imaginem ai ganhar um inesperadamente.

O console era de terceira mão e tinha sinais claros de muito uso. A carcaça tinha aquele característico tom amarelado, tal qual aqueles monitores de tubo antigo que você vê em lan houses de baixa categoria. Algumas beiradas do console estavam amassadas, indício claro de quedas e maus tratos. Mas os danos eram apenas estéticos – o meu SNES funcionava perfeitamente e durou firme e forte, até o trágico dia em que eu o derrubei no chão.

Tenho certeza que se eu disser pra vocês que o dia em que eu quebrei meu SNES foi o dia mais triste da minha vida, vocês não vão pensar que é exagero. Então aí vai: o dia em que eu quebrei meu SNES foi o dia mais triste da minha vida.

Eu e meu irmão estávamos jogando Donkey Kong Country 2. Como vocês nerds devem saber (e aí vai uma pequena explicação pros que não sabem), a série DKC era fortemente inspirada mas mecânicas de Super Mario World, e o sistema multiplayer dele não era tão diferente. Assim como em Super Mario, o multiplayer de Donkey Kong não era simultâneo – o seu amiguinho ou irmão menor ficavam com o controle inerte na mão até que você morresse, então aí era a vez deles. A diferença estava no fato de que, mesmo inativo, o seu bonequinho seguia o bonequinho do colega pela fase inteira, pra tomar a vez dele quando este decidisse não desviar de um inimigo e morresse graças à própria burrice.

Esse sisteminha era diferente de Super Mario, em que o Luigi esperava “fora da fase”, digamos assim, até que o Mario batesse as suas botinhas italianas. A diferença tornava o jogo mais dinâmico e imprevisível, uma vez que o jogador inativo poderia a qualquer momento ser jogado no meio do jogo. Não era necessário nem morrer, aliás – o botão Select, se não me falha a memória, dava a vez pro jogador inerte trazendo o bonequinho dele pra ação.

Então. Entenderam?

Pois bem. Estávamos eu e meu irmão (meu irmão e eu?) jogando esse clássico da infância dos anos 90 quando eu me atrapalhei com os controles e mandei meu macaquinho de cara com um inimigo espinhudo qualquer. Morri, e meu irmão finalmente ganhou uma vez pra jogar. Como bom nerd viciado nas diversões eletrônicas, eu tinha uma habilidade sobrehumana nos controles do jogo, e por causa disso não era raro meu irmão passar a tarde inteira apenas me assistindo jogar o negócio. Quando ele finalmente ganhava a oportunidade de brilhar na tela, o moleque ficava todo contente, se aprumava na cadeira, e se concentrava todo no jogo.

Eu, é claro, precisava de uma forma de sacaneá-lo gratuitamente pela pequena vitória adquirida como uma forma de menosprezar seu esforço e minar sua auto-confiança. Afinal, é pra isso que irmãos mais velhos servem. E eu descobri a forma perfeita de me vingar – ir ao banheiro/quarto/qualquer outro cômodo da casa, mas passando NA FRENTE do moleque, obstruindo a TV. Obviamente, timing era essencial – a idéia era executar a manobra em momentos cruciais da fase, como aquela parte em que aparecem mil inimigos na tela e você precisa de cada grama de destreza manual e coordenação motora pra escapar ileso. Esperei o momento certo e me levantei da cadeira, pronto pra passar na frente da TV e sacanear o coitado sem nenhum motivo em especial.

Mas algo deu terrivelmente errado.

É engraçado que em momentos desse calibre, apesar de estar lá no meio da ação, você não consegue lembrar exatamente do que aconteceu. É como se sua mente estivesse se recusando a processar a informação que te dá conhecimento do evento. Eu não me lembro EXATAMENTE de todos os detalhes do acidente. O que eu me lembro é que eu estava indo pro meu quarto, pensando em procurar minhas figurinhas metálicas que brilhavam no escuro (um brinde que vinha dentro de pacotes de Cheetos na época) pra observar a arte e organiza-las enquanto meu irmão não morria no jogo. Eu havia colado algumas ao interior do meu armário, mas aí decidi que preferia colecioná-las e parei de fazer aquilo. Ia organiza-las alfabeticamente, pra impressionar meus amiguinhos. Eles diriam “eu estou colecionando aquelas figurinhas que brilham no escuro!” e eu diria “pfff, se vocês fossem ao menos sofisticados estariam organizando-as em ordem alfabética” e aí pescaria a minha a coleção do bolso da calça.

Algo deu errado. Tremendamente errado.

Senti algo macio embaixo do meu pé. Meu passo empurrou o tal “algo macio” ao chão, mas não sem oferecer alguma resistência. E aí senti que aquela tensão que o “algo macio” oferecia inicialmente ao meu peso, provocada por algum peso atado à outra ponta, subitamente cedeu. Como se de repente  não houvesse mais nada pesado na outra ponta. Ouvi um barulho de coisa caindo no chão, e de plásticos se quebrando.

Foi como se de repente eu estivesse vivendo meu pior pesadelo. Me virei pra entender o que diabos tinha sido aquilo, mas na minha mente eu sabia exatamente o que havia acontecido. Eu havia pisado no fio do controle do meu irmão, e com isso trouxe o videogame ao chão.

A tela da TV parou imediatamente de exibir as cenas do jogo, e agora mostrava apenas estática. No chão estava meu SNES, luzinha apagada, aparentemente sem vida. A fita havia sido cuspida pra fora por causa do impacto e jazia perto da porta da cozinha.

Meu irmão segurava o controle com a mão mole, vacilante, alternando o olhar entre o videogame e eu. Eu imagino que pra um moleque mais novo, seu irmão maior é aquele “pai em miniatura”, a figura autoritativa a quem se procura quando precisa de ajuda ou consolação ou garantia de segurança. Meu irmão não falou nada, mas seus olhos diziam “pelo amor me Deus, me diga que ele não está quebrado“. Coincidentemente, isso era o que eu estava dizendo a mim mesmo.

Esqueci absolutamente as figurinhas. Como um salva vidas que se atira pra salvar um folião bebâdo que se afoga na orla marítima de Fortaleza durante as celebrações do ano novo, voei em direção ao SNES. Inspecionei-os por vários ângulos, tentando compreender a extensão do dano. Minhas mãos tremiam. Apanhei o cartucho, coloquei-o de volta no console (não sem antes dar aquela sopradinha de boa sorte) e, com muito medo do possível resultado, liguei-o à TV de novo.

Horrorizado, percebi que a TV continua a emitir apenas estática. Desliguei e religuei o console diversas vezes, tentei dar tapinhas, tentei essencialmente tudo que estava ao meu alcance. A TV insistia em exibir apenas estática.

Quando finalmente ficou estabelecido acima de qualquer dúvida que nosso SNES havia morrido, um silêncio sepulcral abateu a sala. Foi como se nossos pais tivessem morrido.

“O que a gente vai fazer agora, Israel?” – perguntou o moleque, com cara de choro, acalentando o controle do videogame, agora inútil, na mão.

“Não sei, Daniel. Não sei.”

O moleque continuava segurando o controle, olhando pra TV e lentamente apertando alguns botões, com semblante de total desalento.

Minha mente viajava a mil quilômetros por hora no momento. Sabe o Deep Blue, aquele computador colossal que a IBM fez especificamente no intuito de jogar dinheiro fora derrotando campeões de xadrez? Li numa Superinteressante que aquela máquina “pensa” na ordem de tipo, setenta bilhões de cálculos por segundo, pra analisar todas os lances possíveis num tabuleiro de xadrez. Então, naquele momento eu me tornei um Deep Blue, computando simultaneamente mil e uma formas de explicar o acontecido pros nossos pais E convence-los a comprar um novo videogame.

Infelizmente, a situação que tínhamos em mãos produzia resultados mutualmente exclusivos, auto-derrotantes: se eu explicasse que havíamos quebrado o console, podia esquecer a esperança de ganhar um novo. Se falasse a verdade, ia ficar sem videogame. Se mentisse… provavelmente ia ficar sem videogame também.

Resolvi contar a verdade. Como você pode imaginar, não ganhamos outro SNES. Meu próximo console foi um Playstation 2, em 2006, muito anos depois do evento trágico que me excluiu das rodinhas de debate e apreciação de videogames na escola.

Hoje, uma década após da tragédia que levou meu maior hobby embora, meu irmão e eu discutimos o que aconteceu. Chegamos a um consenso de que, se tivesse sido ELE  o causador da morte prematura do nosso console, eu jamais teria deixado ninguém esquecer da história e o culparia pra sempre. Por ser o irmão mais velho, na época ele nem se atrevia a ficar com raiva de mim. Irmão mais velho nos olhos de um pivete de 10 anos é tipo uma poderosa figura intangível, um vice-pai, uma força da natureza quase. Não adianta ficar com raiva.

***

Há uma década, consoles já velhos pra época aguentavam toda sorte de porradas e maus tratos e só cediam quando a cacetada era tamanha que até o cartucho do jogo levantava vôo. E com todos os avanços tecnológicos que conquistamos nesses anos, onde chegamos?

Consoles cuja CPU e GPU foram retardadamente colocadas muito próximas uma da outra e acabam se torrando. Ou, pior ainda, a funcionalidade online mal acabada faz hardware se destruir.

Meu Xbox 360 já precisou de reparos duas vezes. O meu Wii morreu essa semana. Na mesma nota, meu Windows Vista precisou de formatação já que o Explorer tava totalmente fodido (abrir pastas e renomear arquivos causava total congelamento do sistema), e de tanto instalar bobagem no meu iPod touch, esse precisou de uma formatação também. Ah, e eu perdi a câmera digital que ganhei de Natal da namorada. Nada a ver com os consoles, mas isso talvez prova que eu realmente preciso ir a um pai de santo como o leitor de nome impublicável sugeriu.

A questão é que antigamente era preciso um irmão sacana pra acabar com a vida de um console. Hoje em dia eles fazem isso por si só.

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Categorias: Minha infância

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

81 Comentários \o/

  1. Kenshin Br says:

    Seu Wii morrei pq é azarado mesmo. Nintendo não faz produto de baixa qualidade não (quem faz isso é a MS).

    Meu GC tá aqui desde 2001 funfando como nuevo.

  2. Loobs says:

    “imaginaí um Super Mario World, mas com o Sub Zero!”

    Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero , é uma merda o jogo.

  3. Kid says:

    Mythologies não é exatamente um Super Mario World né? A gente imaginava um sidescrolling platformer 2D mesmo, cmo power ups e o caralho, com cenários em pixel art igualzim SMW.

  4. bertim says:

    Nessas horas a tina viria a calhar com aquelas mesadinhas e talz = ~~

  5. marcus says:

    Tu ganhou e destruiu o SNES em menos de um ano? Que azar.

  6. Astrix says:

    Bah, puxar o fio acontece direto, já me aconteceu várias vezes. A pior foi quando eu tava acabando de matar o ultimo chefe do CD3 do Legend of Dragoon, quando meu primo puto puxou a porra toda. Já tinha se passado uns 30 minutos de luta, e eu nunca mais me animei a jogar LoD denovo. Até hoje, se eu pegar meu memory card, vo ta antes do chefe do CD3. E isso faz uns 5 anos.

  7. Kremer says:

    Felizmente meu console (PS3) não se auto-destrói. Sony como sempre sinônimo de qualidade.

    Mas de qualquer maneira, isso é assim mesmo, quanto mais merda socarem nos consoles mais chances de estragar eles terão.

  8. Seattle says:

    “Felizmente meu console (PS3) não se auto-destrói. Sony como sempre sinônimo de qualidade.

    Mas de qualquer maneira, isso é assim mesmo, quanto mais merda socarem nos consoles mais chances de estragar eles terão.”

    Claro que se auto-destroi, nunca viu os usuarios tacando na cabeça dos seus PROPIOS FILHOS?

  9. Kremer says:

    Caro amigo Seattle. Os unicos que matam crianças com consoles são os donos de X360.

    Pra você ficar por dentro:
    http://www.fhbd.org/forum/index.php?topic=20931.0

    fikdik

  10. Paulo says:

    Só se fode esse gordo. Eu por exemplo tenho 3 ps3 e 3 wii só por garantia.

  11. ianwlad says:

    q azar do caralho mesmo hein Kid… deu até dó, ficar sem jogar donkey kong na época era triste

  12. Lans says:

    Cara, sei exatamente o que tu sentiu na época com um agravante: quem fudeu meu console foi um colega do meu cunhado.

    Antes, um pequeno relato sobre meus bens videogamelísticos: 1º, um Top Game, da CCE, que apresentou alguns problemas, principalmente calo na ponta do meu polegar esquerdo (lembro como se fosse hoje, jogando Tiger Heli com bolha no dedão) e com a obsolência, troquei por uma bicicleta aro 24 desmontada e desconexa, pois nada se encaixava. Me arrependo da troca, visto que aquela foi a melhor época da minha vida em relação a videogames como propósito de vida. Megaman, Mario, Castlevania 3, Battletoads, Yo!Noid… foi uma época e tanto…

    Depois passei para um Mega Drive. Depois de muito jogar Sonic, Street of Rage, um basquete de dupla com enterradas animalescas e passar noites e noites jogando por mais ou menos 2 anos, vendi por uma merreca, pois estava duro e já não recebia mesadas ou ficava com trocos de compras que fazia na rua para minha mãe.

    A fase seguinte, foi de escassez total, pois dependia da boa vontade de um amigo para me emprestar seu Super Nintendo (detalhe: ele pouco jogava!) para alugar Knights of the Round e economizar, sei lá, centenas ou dezenas de cruzados, cruzeiros, cruzeiros novos… não lembro a moeda vigente da época.

    O amigo se mudou e eu me fudi.

    Perdi TODO o tempo de vida do Playstation I também. Um (grande) amigo tinha, mas como eu hoje em dia, era viciadíssimo e praticamente jogava todos os dias. Logo, emprestar para alguém estava tão fora de cogitação quanto Cristo fazer um personagem de AD&D para jogar com meu antigo grupo de fumantes e bebedores-de-café compulsivos. Participava, como ouvinte, de rodas, onde esse meu amigo (que infelizmente, veio a falecer -- não por causa do vício em games!) contava histórias fabulosas de suas batalhas em FF, Resident Evil 2, Castlevania SotN entre outros clássicos do console. Cheguei a vê-lo jogar (e levar porradas homéricas em “jogos de contra”), mas posso me enquadrar entre os que passaram batido na fase de ouro do PSOne.

    Mas aconteceu um evento de proporções cósmicas: arrumei um emprego.

    Em seguida, aconteceu um segundo, no qual não me arrependo, mas não faria de novo: fui morar com minha namorada (que passou a ser minha mulher).

    Eu, agora chefe de família, responsável pela manutenção da casa, senhor do meu tempo e pela 1ª vez na vida, com voz ativa, fiz algo inédito: comprei um PSOne (mesmo passado mais ou menos 1 ano após o lançamento de jogos para o console) na Uru. O PS2 já havia moído o X-Box e logo, dominava o mercado. Mas foda-se: queria um PSOne!

    Simplesmente a glória!

    Não havia ninguém para pedir para jogar em sua televisão ou participar de debates públicos com minha mãe, avó ou quem quer que seja, para provar que videogame não fudia televisão (coisa que eu nunca as convenci) ou ter que desligar para “ir almoçar”.

    Porra, era meu PSOne! Precisava recuperar o tempo perdido e jogar dezenas de títulos que o meu finado amigo jogava! Valia tudo: desde ligar para amigos para perguntar como se passava por tal fase e ter como resposta “nem lembro, faz tanto tempo que eu joguei” a imprimir detonados da Internet! Vagrant, RType Delta, Metal Gear, Castlevania SotN, etc.

    Claro, obviamente, Winning Eleven 3 version Final. Esse, além do título mais jogado por mim (e que eu, modestamente, jogava pra caralho), atraia alguns amigos e colegas do meu cunhado (é, eu tenho um cunhado). Era a glória de todos os desocupados da área: o quarto do meu cunhado (sim, no quarto dele, pois não levaria marmanjos para a minha casa, né!) e sei lá, de 3 a 4 adultos numa gritaria infernal, jogando WE3 num PSOne. Quantas copas ganhei! Quantas goleadas apliquei! Quanta zoação e porradas distribui (quem perdia, apanhava -- embora nada havia sido combinado)!

    Havia o problema do mau contato do controle, que não resistia a toda aquela movimentação e que me levava a cortar e soldar fios, mas foda-se: o que importava era disputar torneios!

    Tudo ia bem, até que aconteceu a merda.

    Numa tarde agradável, um dos semi-analfabetos levou uma bola oficial para o quarto para sei lá, deixar o ambiente mais profissional. A cena (que nunca vou esquecer) era uma soma de fatores: o PSOne ficava no chão, debaixo da TV; o desgraçado semi-alfabetizado estava com a bola no colo e me em frente ao pequeno artefato da Sony; resultado: a bola fugiu do seu domínio, deu dois quiques; um no chão e outro bem no meio do meu PSOne. Na hora, o videogame desligou. O silêncio e o gelo tomaram conta do lugar. Assim como você, raciocinei na velocidade da luz. Mas não me limitei a ligar e desligar e conferir os ângulos do aparelho. Eu abri o PSOne.

    Já havia feito isso mais de uma vez. E, obviamente, depois de conectar e desconectar o leitor da placa e ligar e desligar dezenas de vezes, o console não deu sinal de vida.

    Aquele dia me traumatizou de tal forma que até hoje, não consegui manter o mesmo grau de amizade com os envolvidos no evento.

    Não admitindo a morte do meu brinquedo e sem grana para levar numa autorizada, fui numa oficina de “fundo-de-quintal” do primo de um conhecido meu. Todos os fatores levariam ao meu fudimento: eu, ignorante nessa tecnologia (porra, soldava fios em controle e só!) e o cara, um verdadeiro filho de uma puta. Gastei R$ 50,00 (nenhum dos envolvidos se prontificou a fazer uma “vaquinha”, claro). O 171, identificando o desbloqueio como causa do problema, trocou a minha placa, pois alegava que a outra era nova (caralho, como fui idiota…). Com o pé lá atrás, levei o PSOne pra casa. Depois de uns dias, o console simplesmente não ligava. Dessa vez, pesquisei na Internet sobre esse problema. Consegui identificar o transistor que provavelmente causava o não-funcionamento da placa e voltei na “loja” daquele filho de uma boa puta. O cara, além de condenar a placa (mesmo após eu informar a provável causa do problema), disse que não teria como bancar a placa zerada, mesmo o serviço estando na garantia, pois, assim como eu, era um fudido. Desgastado com toda a história, deixei o PSOne lá para, sei lá, pegar depois – apesar do prazo de três meses dado pela loja. Como o meu caso era especial, deixei o console lá, como num cemitério. Passou meses e eu tomei vergonha na cara e comprei um PS2.

    Apesar do pouco tempo disponível, tento conciliar minha vida de pai e marido com maratonas noturnas de tiroteio em Black, Okami e partidas de WE.

    Há um tempo atrás, fui procurar o meu PSOne. O 171 me disse, com a maior naturalidade, típica de canalhas, que o prazo de tolerância havia passado e ele já havia se desfeito do aparelho, mas me ressarciria numa compra de um PS2 dele, provavelmente recuperado. O que ele acabara de dizer havia sido de uma escrotidade ímpar que eu, simplesmente, deixei pra lá. O PSOne me fez aprender algumas lições:

    1º Não deixar semi-alfabetizados e imundos chegarem 10 metros perto de algo que eu prezo;

    2º Nunca, jamais, confiar em oficinas de fundo de quintal.

    Foi isso.

  13. Kid says:

    Ahaha sensacional conto, Lans.

  14. Eric says:

    Donkey Kong deve ter alguma zica. Eu lembro de uma vez estar na casa de um amigo meu jogando Donkey Kong, estavamos bastante longe e nos velhos tempos o milagre do Memory Card não existia. Eis que a irmã dele tropeça no fio e desliga a porra toda.
    *
    Pausa para um disclaimer: essa parte tem a maior cara de lorota, do tipo que nego conta só pra todo mundo continuar prestando atenção no papinho furado dele, mas não é. Se vocês não quiserem acreditar, tomem nos seus respectivos cuzes. Fim do disclaimer.
    *
    O moleque surta de maneira bizarra, joga a irmã na cama e começa a socá-la violentamente sem dó, nem piedade. Eu simplesmente não sabia se ria ou separava a briga. Acabei deixando pra lá, se por lá era costume ter um boxe de vez em quando, quem era eu pra mudar isso.

    Ah, a menina só não se fodeu mais porque ele tinha uns 13 e ela uns 17.

  15. Lucas says:

    O que essas coisas modernas não faz hoje em dia, com a tecnologia até estragar o console ja é automático.

    Lembro do meu Master System, que durou de 1995 até 2000, quando foi abandonado graças a chegada de um PSX 😛

  16. Lucas says:

    O que essas coisas modernas não “faz” foi foda ¬¬’

  17. ramone says:

    hahaha, a “sopradinha de boa sorte” foi a melhor parte, quibe. Todo mundo fazia isso.

  18. Marco says:

    Meu SNES está vivo até hoje, só a fonte que morreu uma vez, a alguns séculos…

  19. max171 says:

    amém.

    Que deus tenha piedades das almas deles(No paraíso dos video-games tem deus é feito com uma paleta de 16 cores)

  20. Yoshio says:

    Meu primeiro console foi um atari, depois megadrive, ps, n64 e ps2. Como eu tenho um irmão mais velho a gente tinha que dividir. Na época do megadrive o meu irmão chegou a quebrar 4 controles, ele batia no controle pra quebrar mesmo. O argumento dele era que o controle não fazia o que ele queria ou algo do tipo (O.o). É claro que eu xingava ele por isso, mas no final vocês sabem como é (só sabe quem tem irmão mais velho).
    A gente chegava da escola a tarde e advinha quem era o primeiro a jogar? A lei era 1-“o irmão mais novo deve esperar o irmão mais velho terminar de jogar”; 2-“o irmão mais velho joga na hora que bem entender”;
    Mas o pior foi na época do ps. Como só tinha 1 memorycard dava problema com jogos onde não dava para separar os “saves”, logo quem jogava primeiro era o meu irmão e eu tinha que esperar dias (ou meses) até ele fechar o jogo pra poder apagar o save (se ele deixasse) e jogar. Tinha um 2º memorycard do ps mas na real ele era utilizado só pelo meu irmão pra guardar os saves de games menos jogados.
    Não foi assim uma coisa terrível, dava pra jogar por que os gostos eram diferentes, logo eu não jogava o que ele jogava e vice-versa, o problema era só nos games em comum.
    Dai veio os emuladores, e comecei a jogar o games de snes no computador. Meu irmão também jogava mas era muito pouco, eram só arcades que se fecham em menos de 1 hora. E depois veio um notebook velho onde só eu jogava.
    Percebi que era uma coisa só minha, um território que meu irmão não podia interferir. Logo só era eu, os emuladores e os roms. Em especial eu jogava os roms de snes, como mario, zelda, chronos trigger, finalfantasy…
    Até hoje eu jogo roms de snes, por isso é como se o snes estivesse presente em algum momento do meu passado.

  21. Thiago says:

    O SNES também foi o maior presente que já ganhei na vida.
    Inesquecível…foi em 97.
    Engraçado com até hoje ainda jogo, e vejo como tem tanta coisa pra ver nesse console extraordinário…tem jogo bom sendo traduzido direto por ae. Coisas que nunca vimos nem o rastro do boato, por essas bandas.

  22. Bruno Guedes says:

    Taí uma coisa que eu nunca entendi… não faz muito tempo(acho que uns quatro anos…) eu conseguia até jogar SNES no pc sem problemas… de uma hora pra outra ele ficou mais carrocento que… uma carroça…

    Isso é uma coisa natural do tempo?!

    Mudando de assunto:

    ”imaginaí um Super Mario World, mas com o Sub Zero!”

    HAHAHA! Idéias infantis são tão sem noção em retrospecto…

  23. Miguel says:

    Kide, ótima história, ótima mesmo, me remeteu a muitos e muitos momentos da minha infância, vou chorar tambem =~

    e Lans, caralho, abra um blog! grande conto o teu tambem =D

  24. Diogo says:

    O kibe não citou o PS3 com problema, será a falta de uso ou ponto para Sony no quesito durabilidade?

  25. Fabiana says:

    “First of all” (pra fazer valer minhas malditas aulas de inglês aos sabados…), MULHER NUM LÊ ESSA BAGAÇA NÃO, GENTE?! PIORRRR, MULHER NUM JOGA VIDEOGAME?!!

    Cara, “ispressionante” como nossa história do SNES é IGUAL! Por um momento pensei em processá-lo por plágio, mas aí ao final do blog li “as três coisas”… tb ganhei o meu do meu pai, que trouxe de Brasília (!) com ele! ( a diferença é o que o meu era zerado, tá?! — mooorra de inveja!). Só que, no caso, eu sou a irmã mais nova e sim, a culpa recaiu sobre os mais velhos, que até hoje arrepiam ao ver Donkey Kong!
    Depois do desastre com o SNES, só fui ter um novo videogame ano passado, um PS2 que incluímos na lista de casamento e algum santo que nao se identificou resolveu nos presentear! Agora, nossas madrugadas e tardes de sábado chuvosas (sim, porque sábados com sol e domingos são dias sagrados de praia e surf!!)são de muuuuita porrada no Mortal Kombat e corridas alucinantes no Need for Speed, sem pai e mãe pra te mandar desligar, sem irmão pra encher o saco, A INDEPENDÊNCIA TOTAL E ABSOLUTA! (Viva o casamento!! :p) Até hoje lembro das minhas amigas me ligando pra dizer que tinha algo errado com minha lista de presentes que incluíam fitas(cds?) de videogame… e da cara da minha mãe quando viu a gente trocar um jogo de panelas Tramontina por jogos!

    Só quem teve um SNES desenvolve esse amor LOUCO por jogos de videogame!

    … e até hoje me lamento por não poder jogar Super Mario no PS2…

  26. Dotô says:

    Meu deus ¬¬

  27. Lopes says:

    Hoje eu me arrependo AMARGAMENTE de ter praticamente dado o meu Atari e meu SNES pra um primo mais velho e um colega aqui da rua, respectivamente…

    Eu tinha parte da História (sim, com letra maiúscula) nas mãos e não sabia… 🙁

    🙁

  28. Stan says:

    Quando eu era piá eu era fascinado em videogames, mas sei lá, hoje em dia, apesar de ainda só ter 17 anos, meu PSX e meu SNES tão guardados há, mais ou menos, 3 anos.
    Nunca tive vontade de ter um PS2 e acho que os jogos de hoje em dia não possuem o mesmo… “encanto” que os de antigamente. Pra mim videogame perdeu a graça.

    Claro, HÁ EXCESSÕES! Nunca recusei um madrugadão de WE na casa de um amigo -- e diga-se de passagem, isso eu ainda adoro -- mas não consigo me ver jogando um RPG a madrugada toda como eu fazia quando tinha meus 11-13 anos.

  29. Lip's Man says:

    Intaum

    falando em morte de videogames gostaria de saber

    vc teve algum problema ao hackiar seu psp?

  30. Rafael Lemos says:

    Se a ”sopradinha de boa sorte” não deu certo, nada dará.

    Lembro uma vez que meu N64 caiu no chão, jogando com um amigo.

    Meu cachorro, animado, vinha correndo e latindo. Até que ele tentou pular o fio, mas se enroscou completamente nele. O N64 caiu com tudo no chão e a cara de pânico nos habitantes do quarto foi clara. Felizmente, como a Nintendo é foda[/FLAMEWAR], o console continuou funcionando perfeitamente, e podemos continuar a jogar nossa partida multiplayer de Super Smash Bros.

    Pena que vossa senhoria não teve tanta sorte, kid.

  31. M says:

    O meu SNES passou na mão de três primos crianças depois de mim e até hoje o bicho funciona… e muito bem, o único problema encontrado é que o cartucho do Super Mario World não salva mais… se bem que o cartucho tem mais de dez anos…

  32. M says:

    …CARAIII!!!! Intertional Superstar Soccer!!!

    Seleção Brasileira, Alejo e muitos gols nos campeonatos de futgame no bairro…

  33. [Rafael Lemos] Não creio?? Plágio!!!

    Engraçado. Há muitos anos, meu N64 também caiu, e de PONTA CABEÇA; direto no chão em cima da fita. Também causado por um cachorro. O que aconteceu? Continuou funcionando (e o jogo nem foi interrompido)!

    Coisas da vida…

  34. Luiz Felipe says:

    Lans, sensacional, HAHAHAA, porra.

    Corujões de W11 são quase como extase religioso.

  35. Pauduro says:

    Kid, siga minhas recomendações e seja feliz!

    Tinha uma amigo que levou o controle para um pai de santo benzer, segundo ele, depois disso nunca mais perdeu no W11!

  36. Dotô says:

    Indestrutivel é o Gamecube =)

  37. pdform says:

    O nome do seu irmão é Daniel? Taí uma coisa que eu ia morrer sem saber… e olha q leio essa bagaça há anos…

  38. Rafael says:

    Snes são iguais a baratas.
    Resistem à bombas nucleares,mas não a uma “batida” de chinelo.

  39. Puts, até hoje tenho um pouquinho de desgosto por num ter ganhado um SNES quando era pirralho (se bem que aqui no meu bairro o que num faltava era locadora com Super Nintendo pra eu jogar Biker Mice From Mars, Sunset Riders, Super Mario World, F-Zero e outros clássicos que todo mundo conhece).

    Os videogames que eu tive foram um Atari (no tempo em que o Nintendinho 8bits e seus clones -- turbo game, top game, dynavision e similares -- já estavam saindo de linha), quando eu era bem pirralho mesmo (nem lembro qts anos tinha), depois um PSX (que ganhei do meu irmão em 1999 e 5 anos depois vendi… e me arrependo até hj), depois um Nintendo 64 (esse ainda tenho e tá guardadinho. Fiz rolo num Memory Card de PS2) com alguns cartuchos e atualmente tô com um PS2 (comprado com muito esforço e 6 meses juntando pouquinhos e mais pouquinhos de meu modesto salário de 334 olhos de baiacú).

    Ainda bem que inventaram um troço chamado EMULADOR, que permite que você mate décadas depois aquela secura pra jogar os games que você sempre quis, mas num tinha como porque sua mãe disse na sua cara que não ia comprar um Super Nintendo pra você por que não queria (meu caso)!

    PS.: Pra uma mãe chegar ao ponto de dizer a um filho que não compra um SNES por que não quer, o filho em questão deve ter feito muita merda, hein??? ^^

    PPS.: Fabiana, se teu PS2 tiver desbloqueio pra rodar jogos Jack Sparrow Edition (TM) (chip Matrix, coisa e tal…), dá até pra jogar Mario no PS2 sim (e mais uma porrada de jogos de SNES). Googleie o termo “SnesStation” e veja no que dá. Só num garanto a mesma emoção dos bons tempos que num voltam mais!

    PPPS.: Karaio, véio. Muito massa! Essa história do Lans sozinha já dava um post! ^^

  40. Ah, tinha esquecido. Graças à maravilha do emulador, finalmente pude ter o prazer de zerar Yoshi’s Island. Pense numa alegria! XP

  41. Julia says:

    Seu nome é Israel ?? haha !

  42. Dotô says:

    O Kid tirou férias

  43. Lucas says:

    “Julia:

    Seu nome é Israel ?? haha !

    Melhor comentário xD

    A sopradinha da sorte permanece até hoje, e com a chegada dos CD’s ela até se expandiu pra indústria fonográfica!

  44. Vovô Garoto says:

    Os amigos do Kid no Fórum Outerspace atacaram de novo: http://forum.outerspace.com.br/showthread.php?t=138573

  45. Re_Ht|nha says:

    Isso foi castigo por querer atrapalhar o Dan. 🙂

  46. Lars says:

    A minha época de amor incondicional a jogos foi a do snes, eu tive um master system que quando não ligava meu pai abria a fonte refazia a solda do conector e meia hora depois o mesmo ja era motivo de briga entre 3 irmaos novamente.
    Nunca tive um videojogo que me deixou na mão, e no momento as palavras do Stan servem 100% para mim. Em algum momento eu perdi a felicidade em jogar.

  47. Ajax says:

    Eu jogo emulador de snes e mega drive no ps2.

    Tenho um dvd de snes com mais de 600 jogos.

    Minha única decepção com relação à acidentes com consoles foi uma vez que eu derrubei um copo de suco de laranja DIRETAMENTE na lente do meu PSX. Nem preciso dizer o que houve, né?

    Falous

  48. Dotô says:

    É, o kid realmente tirou férias

  49. Robaldo says:

    Dúvidas perpassam minha mente
    p/ que prestarei vestibular?

    logo uma resposta me vem a mente, Designer de Games.
    Pergunto-me… Serei bem sucedido?
    è dificil chegar lá?
    Será que a EA GAmes me aceita? :S

  50. polly says:

    ahuahuahau

    meu SNES entrou cupim xD
    foi a coisa mais tragica, na época eu era novinha… tinah uns 6 anos.
    mas eu tinha um tio bem bonzinho e nerd que me deu outro.
    todos consoles q eu ja tive ele q me deu x]

  51. Gam says:

    polly:

    ahuahuahau

    meu SNES entrou cupim xD

    LOL

  52. Phair says:

    Kid, ok foi um grande videogame mas eu acho B I Z A R R O ligar um SNES numa TV em pleno ano de 1998. Nessa época PSX ja estava completamente difundido.

    SNES morreu em 94 quando todo mundo jogou FIFA -- seu auge foi 92, em 93 ainda saiu algo que preste. Os pivetes jogavam UMK3 na locadora pq nao tinha dinheiro pra pegar um PSX.

    Eu acho bizarro essa gente que jogou Atari em 92, Master System em 95, Mega Drive em 98. Puta que pariu (desculpe pelo uso do termo) mas isso é escroto pra caralho. Esse povo não é gamer, é mendigo. É como comprar um PS2 daqui a 5 anos e ainda achar graça.

    Teve uma época que houve um hiatus foi 1995/1996. 3DO e Saturn eram muito caros e povo gamer acabou indo pro PC multimidia depois voltaram em 97 com PSX.

  53. Poisony says:

    @Ajax: Esse episódio do suco de laranja foi tipo uma versão soft porn do clássico Leonam e seu Dreamcast. =x

    Enfim, não tô a fim de contar uma história fantástica de acidente com videogame, que ia parecer lorota.

    Mas envolve uma casa sem pára-raio, um raio, um choquezinho cujo efeito visual e azul eu não me esquecerei e um SNES sobrevivente, firme e forte.

  54. Argus says:

    @Phair: Isso é relativo. Tenho Wii e até hoje jogo meu SNES.

  55. André says:

    @Phair: cara que mané bizarro…
    Um dia desses juntou eu e uns amigos p/ jogar Super Mario :S
    Sei lá, relembrar os tempos, e eu ainda acho Super Mario mais empolgante que mto jogo ai.

    Tem nada ver cara, é como assistir Chaves ou desenho do Mr. Magoo e continuar achando graça.
    lol

  56. Dotô says:

    @Phair: Puta que pariu…
    Velho, isso é questão de raiz…Quem aqui nunca jogou um Super Mario, e se jogasse hoje iria achar tão emocionante quanto antigamente…
    Quem aqui nunca pegou a fase da estrelinha pra zerar mais rápido no Emulador/Ps2/Afins?
    É tudo questão de raiz…Raiz…

  57. Geek In The Pink says:

    Quando esse luto pelo Wii acaba ? Queremos um post novo.
    ._.’

  58. Rodrigo Almeida says:

    Bons tempos o do SNES, principalmente da série Donkey Kong Country. Tinha os três jogos. Também posso dizer sem exageros que esses três jogos foram os melhores que já joguei na vida.

    Aliás, todos os jogos da Rareware, que atualmente é da Microsoft, eram excelentes. Belo post, me deu saudades dessa época.

  59. Just says:

    heuHAEuhAUEhuHu
    pqp!
    Muito bem escrito, engraçadíssimo, loucura :guess:

  60. mms says:

    alias, só vou levar o micro e o CDX pra espanha :y:

  61. Alex says:

    Lembro da vez que minha irmã desligou meu NES pra ver Malhação. E eu estava na ultima fase de SUPER MARIO BROS 3!!!

    Foi a primeira e última vez que cheguei lá… Eu devia ter uns 10 anos (tenho 20 hoje), lembro disso até hoje.

    Que triste… =/

  62. Davi says:

    Tenho un nes, snes, n64, ds e psp. Com cereteza, o melhor que tive até hoje foi o SNES. Esse era bão.

    Meu nintendin é todo remendado. Já troquei a fonte, consertei os dois controles e troquei o adapatador RF. Mas ainda funciona normalmente!

    Um quase desastre aconteceu com meu n64. Tava levando ele para casa do meu primo que mora em outra cidade. Ele tava em uma outra caixa até que quando eu desci do ônibus, pisando o 1° degrau, o fundo da caixa abre e ele sai quicando os degraus e depois fica ralando no passeio. Gelei. Mas por incrível que pareça, ele ainda funciona normalmente! Acredite se quiser…

  63. Maria Victória says:

    teu irmão te respeitava?
    orra.
    minha pirralhinha me respeita quando quer.

  64. Patrick says:

    Cara, fantástica a sua história! eu to morrendo de rir aqui. Eu tinha um snes, e lembro que minha vo derramou suco de laranja nele.. depois de muito secador de cabelo ele voltou a viver ^_^

  65. foxhound says:

    “(não sem antes dar aquela sopradinha de boa sorte)”

    “O que a gente vai fazer agora, Israel?” -- perguntou o moleque, com cara de choro, acalentando o controle do videogame, agora inútil, na mão.”

    “O moleque continuava segurando o controle, olhando pra TV e lentamente apertando alguns botões, com semblante de total desalento.”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkCara, muito bom!! Dei muita risada. Não tem como não associar as nossas “tragedias” semelhantes.

  66. DU0 says:

    Tenho um Dynavision [digamos que é um clone superior do NES, pois suporta todo tipo de cartucho, silencia a tv quando desligado e umas cositas mais]. O ano de fabricação dele é 1988. Funciona perfeito até hoje o_o
    Mas sou um gamer pobre tb; depois dele em toda a minha infância, só fui comprar um videogame novo a 1 ano atrás e foi um PS2 -.-‘
    To juntando dinheiro pra comprar um X360 mas tá foda. Ta custando uma média de 2000 reais. Maldito brasil >_>

  67. jo@o says:

    LEMBRO COMO SE FOSSE HOJE O DIA EM QUE MEU ATARI MORREU LIGUEI ELE NA TENSAO ERRADA E ELE PEGOU FOGO !! FOI A PIOR COISA EM QUE ME ACONTECEU, FOI DIFICIL ME RECUPERAR. ISSO ACONTECEU EM 1996 DEPOIS DE 12 ANOS EU COMPRI UM PLAY 2 !!!

  68. Reragon says:

    historia mais triste que eu ja lia.
    Sem zoa.

    =(

  69. Fernando says:

    Puta velho!!!Sou técnico em eletrônica especializado em videogames(acho q nem preciso falr o porque…)e concordo,cegamente,com duas afirmações citadas no conto(da cripta?)e em um comentário feito.

    1º:”A sopradinha da sorte” é sagrada antes de encaixar todo e qualquer cartucho de Snes.Sério,em serviços própios realizados por mim mesmo sempre dou essa famosa e quase q “automática” sopradinha.

    2º:Boa Fabiana(após mais de 1 ano,mas dane-se hoje q cai de para-quedas nesse post).Com certeza só quem vivenciou o era SNes pode se auto-intitular um gamemaníaco,viciado,secura,capela(esse em particular me indentifica por ter ouvido,e muito na infância),e afins.

    E tenho dito!

  70. wesley says:

    Eu tenho uma fita original do super nintendo (donkey kong),ela funciona mais quando eu seleciono o jogador o jogo não inicia entra em uma tela azul da nintendo e não sai disso ,isso é problema na fita ou no meu videogame?

  71. Camilo says:

    consoles hoje ficam cada vez mais descartáveis ….

  72. @solinthesky says:

    Quase chorei com esse texto, meu primeiro também foi um SNES, me lembro até hoje, de minha mãe chegando com a caixa em casa, eu tinha 10 anos *-* foi o melhor natal da minha vida até hoje.

  73. Joel Suke says:

    Me lembrei aqui da época que possuía meu PS1 antigo, vulgo tijolão.

    Nessa época tinha o boato de que o PS1 esquentava muito e isso causava travas nos jogos. Daí acontece que um amigo meu disse “tu tem que arrumar uma maneira de resfriar teu PS cara”.

    Beleza, fui lá e coloquei meu console dentro da geladeira. Acreditem se quiser.

    Deixei lá por meia hora, fui tirar ele. Ele ficou preso em alguma coisa, dei uma puxada com mais força e ele caiu a uma distância de uns 4 metros.

    Na hora eu gritei “naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao” (Darth Vader). Mas o rapaz voltou a funcionar normalmente não sei como.

  74. Diego Marwell says:

    O que mais chamou minha atenção no post foi: Eu moro em Brasília e em 1998 meu pai vendeu meu SNES pra um amigo de outro estado, na promessa que eu ia ganhar um console “mais avançado” (coisa que nunca aconteceu, claro ¬¬’)…
    P**a coincidência!!!! O.o

  75. Eu ganhei o meu SNES num concurso de desenho em 1999, daquele modelo novo, mais redondinho. Foi um dos dias mais felizes da minha vida também. Imagine a alegria da criança que antes vivia jogando no SNES do meu tio. Ainda guardo aqui comigo, funciona embora eu não jogue mais nele.

    Que triste mesmo essa história. Isso pra uma criança é um tremendo baque mesmo. 🙁

  76. Ian says:

    nao virou um videogame, mas pelo menos um video do sub-zero no Mario World tem aqui o’ : rel="nofollow">

  77. Édson Xavier says:

    Meu Super Nintendo é de 1993 vivinho da Silva Até hoje!!! Os cartuchos queimaram antes do console kkkkkk… Saudade do meu TOPGEAR 2. Guardado na caixa com a fita do Mario que venho junto. Esse nem meu filho chega perto.

  78. […] contei aqui no HBD, foi nesse apartamento (tentando pregar uma peça no meu irmão) que eu destruí meu Super Nintendo. Morei pouco tempo nesse local (como todos os outros), e por isso calculo que nosso SNES durou […]