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A Saga de um Empinador de Pipas

Postado em 23 July 2009 Escrito por Izzy Nobre 82 Comentários

Vocês já perceberam que depois que você conhece uma pessoa nova, em breve a conversa se torna uma disputa de quem já se envolveu nos acidentes mais mirabolantes?

Passei os últimos 24 anos estudando essa tendência da psiquê humana. Aliás, de onde surgiu esse acento circunflexo, que minha professora de alfabetização (tia Socorro, que já morreu até, coitada) ficava muito puta se o chamassem de “acento chapeuzinho”? Qual o problema de chamar o circunflexo de chapeuzinho? Temo que agora apenas Satanás poderá perguntar isso a ela.

Não importa. Faça o teste aí; da próxima vez que conhecer alguém novo, comente COMO QUEM NÃO QUER NADA que no verão passado você perdeu um dedo do pé enquanto tentava, sei lá, operar um moedor de carne em cima de um skate. Pode ter certeza que o sujeito tirará a camisa, mostrará uma cicatriz entre a terceira e quarta costela e dirá que foi perfurado por uma viga de construção quando mergulhou do terceiro andar de seu prédio tentando capturar uma pipa desgarrada. Antes que você puxe de memória algum acidente mais imbecil, vai lembrar da minha teoria.

Falando em pipas desgarradas, já contei pra vocês o dia em que apanhei por causa de uma porra de uma pipa?

Era 1997, ou 1998, sei lá. Geralmente lembro os anos em que minhas putarias aconteciam porque bastava lembrar em que série eu estava (fiz a quarta em 94, a quinta em 95, a sexta em 96 e etecétera), mas dessa vez o ano me escapa da memória.

Eu morava na época no asqueroso Conjunto Ceará, um bairro escroto na periferia mais fodida de Fortaleza. Os leitores cabeça-chata não precisam que eu descreva a imagem, mas tem muito sulista lendo isso aqui, então vamos fazer um exercício mental. Pensem aí no bairro mais sujo das redondezas de Calcutá, e em seguida imaginem um caminhão-pipa cheio de esterco, muco, placentas, cadáveres em avançado estado de decomposição e cópias do último CD do Los Hermanos explodindo bem no meio dele, espalhando a repugnante mistura por todo lado. Esse é o Conjunto Ceará.

Meu pai, na época pastor evangélico, liderava uma congregaçãozinha quase ou tão fodida quanto o próprio bairro, bem no meio do sertão cearense. Morávamos na Aldeota, e se eu não estivesse com a imensa preguiça de abrir o Google Earth vocês veriam que há um continente inteiro entre os dois bairros. Depois de algum tempo gastando uma nota preta em gasolina, o coroa resolveu se mudar lá praquela invasão. Ir pra igreja à pé seria seria uma economia considerável, ainda que isso significasse ter que disputar a calçada com crianças peladas brincando dentro de poças de lama com carrinhos de plástico sem rodas e com as caras ocupadas por moscas varejeiras.

Sem putaria, o lugar era sinistrão. Era um misto de invasão do MST com favela indiana, muito tosco mesmo. Inclusive, foi lá que fui assaltado pela primeira vez na vida (o que é assunto pra um post que só escreverei depois de anos de cobranças dos leitores).

Voltando à história, papai-pastor se muda de mala e cuia pra uma periferia fodidaça e eu, filhinho de papai acostumado com colégio particular caro e amiguinhos ricos, me vi morando numa casa rente à rua sem asfalto e moleques que nunca nem tinham visto um computador de perto. Sem computador, sem videogame (eu havia destruído meu SNES acidentalmente pouco tempo antes da mudança), sem carros de controle remoto, tivemos que nos comunicar com base em um denominador comum, ou seja, nossos papos de brinquedos não podiam envolver coisas cujo preço ultrapassasse os dois dígitos.

Acima, uma simulação computadorizada de mim mesmo, aos 14 anos, empinando uma pipa. Perceba as gravatas borboleta com que eu enfeitei minha pipa

E a resposta foram as pipas.

Pipas não eram apenas aeromodelos rudimentares construídos com bambu, papel de seda e cuspe; com um pouco de cola branca, cacos de vidro e malícia tipicamente brasileira, uma pipa comum se tornava uma fabulosa aeronave de combate.

Nas mãos de pilotos habilidosos, uma pipa podia cruzar os céus com maestria e cortar a linha da pipa de um oponente, e aí fodeu. Alguém voltaria pra casa chorando, com um carretel de linha sem uma pipa na outra ponta.

A confecção e decolagem de pipas era basicamente o único passatempo que aquela crianças dignas de um show beneficente do Bono Vox podiam desfrutar. Os que conseguiam arrancar algum dinheiro dos pais de vez em quando podiam se dar ao luxo de comprar pipas pré-fabricadas no mercantil do seu Joaquim da Mandioca. Desconheço o motivo dessa alcunha, porque jamais vi seu Joaquim com nenhuma mandioca, com M maiúsculo ou não. Por isso mesmo, temo o duplo sentido do apelido.

Os mais miseráveis e desnutridos da turma (ou seja, aqueles para quem os dois reais que cada pipa custava constituia uma fortuna inalcançavel) tinham que implorar pelas pipas velhas de outrem, fazer suas próprias a duras penas ou disputar as pipas abatidas.

E as pipas abatidas, mas que espetáculo! Uma pipa derrubada era praticamente o equivalente do Conjunto Ceará do lançamento de um ônibus espacial. Pessoas vinham de todos os cantos pra assistir. Não, não é exagero, é literalmente mesmo: o fenômeno resultante de uma briga de pipas fazia muitos interromper seus afazeres e ir à rua assistir a putaria.

Quando uma pipa cruzava os céus à deriva, saíam pivetes de TUDO QUANTO ERA BURACO numa carreira desesperada no encalço da pipa grátis. Crianças desciam de árvores, pulavam da esquina, saltavam de dentro de bueiros, chutavam o portão de casa e passavam sebo nas canelas. Eu nem sabia que tinha tanto moleque naquele lugar. Imagino que estes passavam o tempo se escondendo e analisando o tráfego aéreo do bairro, aguardando o momento de correr. E a animação era porque, segundo o código de honra da pivetada, uma pipa cortada pelo cerol alheio pertencia ao povão. Aquele que a capturasse primeiro se tornaria o dono, e ai do dono legítimo se este se meter a reclamar a posse da pipa! Um delito dessa natureza requeria pena de pelo menos cinquenta cascudos em áreas variadas do corpo.

Segundos após a pipa perdida encontrar descanso no telhado da vizinha da frente, mais guris se juntavam à turba na corrida em direção à aeronave abatida. Chinelas havaianas não aguentavam a velocidade e as tiras estouravam, frequentemente levando rostos imberbes de encontro ao asfalto. Com tantos corpos caídos no chão, o negócio frequentemente se tornava uma corrida com obstáculos.

Sem o menor respeito à propriedade alheia, aos amiguinhos ou aos próprios ossos, a pivetada escalava os muros da casa da dona Francisquinha de Jesus – aquela que vendia pastel de queijo na feira -, disputando cada ponto de apoio na base do tapa, até que alguém finalmente tocasse a seda da pipa. Devia haver algum tipo de lei informal regendo a briga pelo brinquedo, porque no exato momento que alguém encostava na pipa, todo o resto da turma abandonava a disputa.

A cena era pitoresca; aquela criançada toda correndo feito loucos no meio do trânsito, desviando de carros, se empurrando, se esbofeteando, caindo de cara no chão, trepando em muros alheios… por algo que custava dois reais. Ah, Conjunto Ceará…

Além dessa putaria toda (ou por causa dela mesma), a brincadeira das pipas gerava uma perpétua inimizade entre as patotas de cada rua. O pessoal da Comendador Machado odiava a turma da Sete de Setembro, que por sua vez não podia sequer ver a galerinha da 89. Bando de metidos. Se achavam nova-iorquinos, só porque o nome da rua era um número!

O que acontecia é que tomar posse da pipa abatida da rua oponente era uma injúria imperdoável. Se alguém da turma oponente cortasse sua pipa no cerol, tudo bem, era parte do esporte. Bastava voltar pra casa, roubar o dinheiro do pão e comprar outra. Mas quando os amigos do algoz conseguiam pegar a pipa perdida e trazer de volta pro bando, ahhhh… Isso feria a dignidade. A pipa cortada de um oponente era praticamente um troféu de caça, um atestado de superioridade. Era quase como se seu inimigo estivesse de posse de sua própria alma.

Havia ainda uma patifaria ainda mais vilanesca, o ato de “fazer farofa”. “Fazer farofa” consistia em capturar a pipa do oponente apenas para destruí-la completamente.

Entendidas as regras do esporte, continuo a historinha.

Num belo dia de domingo, estávamos eu e a minha turminha empinando pipas. A galera da rua da frente, cujo nome não consigo lembrar, estava na mesma atividade. Eles lá, a gente cá. Olhares raivosos cruzavam a rua em ambas direções. No ar, as pipas materializavam o ódio mútuo que as nossas gangues infantis nutriam uma pela outra – com habilidade, os empinadores de cada lado jogavam suas pipas umas contras as outras, tentando faze-las se engancharem na linha acerolada (que é uma linha com cerol, e não acerolas. Embora o Manélzinho da 21 jurasse ter projetado uma pipa com suco de acerola ao invés de cola. Vai ser pobre assim na puta que pariu).

Num lance de sorte, o Adriano conseguiu desvencilhar a pipa do oponente da linha. Esta começou a cair, desenhando uma espiral no céu em direção à nossa turma. Por ser um domingo, o movimento no bairro era bem menor, e a pipa já caía em nossa direção mesmo. Nem foi necessário correr. Eu, por ser o mais alto entre a nossa turma, peguei a pipa caída com facilidade. Joguei um olhar pra turma da rua da frente, e as caras deles não eram das melhores. Um moleque saiu do meio do grupo em nossa direção.

 


Ele atravessou metade da rua e, com frases curtas, exigiu a devolução da pipa. Sua mão pendia no ar, insistente.“Ah, mermão” falei “tu sabe como é o negócio. Pipa bolada não tem dono!”O sujeitinho, que acho que se chamava Marcelo, não perdeu tempo debatendo. Ao invés disso, ele voltou rapidamente pro meio da sua turma, que aguardava do outro lado da rua. A retirada voluntária do inimigo foi algo ainda mais honroso que ter capturado a pipa dele. Meu espírito gozador não se conteve.

“Ei, ei, ô, ô, olhaqui!” o rapaz virou o corpo em minha direção “Brigado pela pipa nova, ein!” tendo dito isso, ergui o artefato acima da minha cabeça e ensaiei uma breve e constrangedora dança de vitória.

O moleque, indignadíssimo, apressou o passo em direção aos seus amigos. Ao chegar lá, conferenciou com eles brevemente. Em seguida, correram todos pra rua, saindo da nossa visão.

Minha turma e eu voltamos às nossas atividades normais. Em pouco tempo, a turma inimiga reapareceu na esquina.

Com paus e pedras nas mãos, e olhares sérios na cara.

Não minto, gelei instantaneamente. Nunca fui de brigar, especialmente quando os oponentes são mais numerosos e armados. Pensei em correr, mas eu era o mais velho da minha turminha e a vergonha jamais seria esquecida. Permaneci no mesmo lugar, com a pipa ainda na mão.

“Me dá” disse Marcelo, sem precisar especificar exatamente o que eu deveria dar.

As palavras quase não vinham à boca.

“Mas eu peguei…”

Sem pensar duas vezes, Marcelo girou o braço e o pedaço de pau em sua mão foi de encontro à minha perna. Virei o corpo instintivamente (e vi de relance que meus amigos tinham desaparecido), e a porrada pegou do lado do joelho. Dei um passo pra trás, irado, mas sabia que seria impossível me defender dos três ao mesmo tempo.

“Me dá essa porra, branquelo de merda” disse o menino. Com o joelho doendo e uma inegável vontade de sair em disparada, o orgulho falou mais alto. Fiquei calado. Reconheci um dos pedaços de pau que os moleques carregavam como a perna de uma cama que havia sido jogada num terreno baldio das proximidades (não o do mapa acima, um mais distante).

Sem esperar a minha resposta, Marcelo deu uma estocada com o pedaço de pau e perfurou a película de seda da pipa. Com um rápido movimento, ele arrancou-a das minhas mãos. Me senti como se alguém tivesse arrancado minhas roupas.

Na sua fúria e falta de planejamento na hora de reconquistar a pipa, o moleque acabou estragando-a. Sem pensar duas vezes, ele “fez farofa” ali mesmo. Depois jogou a pipa aos meus pés, e saiu. Até hoje me pergunto o que impediu o sujeito e seus amigos de me dar uma surra de perna de cama.

E eu passei uma semana sem falar com o Trunks, também. Aquele corno fazia kung fu na época e me deixou apanhar sem se manifestar!

Logo após os malfeitores abandonarem nossa rua, a minha turma começou a aparecer. Eu estava morrendo de vergonha, mas dava pra ver que a deles era ainda maior que a minha. Eu estava revoltadíssimo, afinal, éramos uns nove. Armados ou não, cada um dos moleques da rua rival teria que se virar contra três! Seria um massacre, se eu não tivesse sido abandonado como um filho cujo pai descobriu sua homossexualidade.

Mandei todos aqueles medrosos de merda irem pro inferno (incluindo o Trunks) e voltei pra casa. E passei o resto do dia jogando Command and Conquer.

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comments

Categorias: Minha infância

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 29 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

82 Comentários \o/

  1. Jonmiguels says:

    já contou

  2. thales says:

    figurinha repetida, album, etc..

  3. xDii says:

    Ahh! Finalmente os posts classicos do hbdia!
    Jah tava com saudade!, mas anyway…
    Como sempre, muito bem escrito e cativante!
    Ve se posta mais nesse estilo.. (nao que os outros posts nao sejam bons. Mas esses… Sao otimos)

  4. Rodrigo says:

    Também viví esses 2 lados da infância: Brincar (e brigar) na rua, no melhor estilo “chinelagem”, e me divertir jogando SNES, N64…
    Acho que ambas as experiências são válidas, e que apesar de a diversão eletrônica ser mais segura (a gente não apanha se pegar uma pipa virtual), faz uma certa falta pra criançada de hoje usar a imaginação e se sentir um verdadeiro guerreiro do bairro.

    Bom post, me trouxe várias lembranças.

  5. kari0ca says:

    Post requentado kid? essa história já foi postada pelo menos 2 vezes no hbd… fora em outros sites/foruns.

  6. Vini Cabral says:

    Post longo ó… mas valeu…

    Primeiro carade fortal que eu vejo que não gosta de Loser Manos…

  7. cwalewsky says:

    Muito bom, já brinquei e briguei muito na minha rua, por causa de pipa e bila.

  8. CCCC says:

    Kid viado vai morrer de tanto vale a pena ver de novo no cu.

  9. Cab says:

    Conta aí a história do assalto.

    E só pra te humilhar (ou me auto-humilhar) eu já quebrei os meus dois dentes da frente jogando futebol no banheiro com a tampa do condicionador. =)

    E sobre a pipa, acho que é lei universal, pipa a deriva não tem dono! =D

  10. Renan says:

    nossaa, tive tantas lembraças agora.

    aqui não era tão pobre assim, mas a realidade era =, vc só esqueceu de mencionar outra injúria imperdoável: cortar na mão

    isso dava briga eim, perdi um de 500 uma vez.

    mto bom, ri mto!

  11. COSTELA says:

    Bom. Bom texto. Mas agora, que bando de cusão que você andava hein. Hehehehehe
    Se fosse na minha época esses meninos iam apanhar até umas horas.

  12. Lucky says:

    Déja-li!

  13. Elis says:

    Hahaha, ótima história… Me lembrou bastante O caçador de pipas de cara, não é mesmo necessário ir até Cabul pra ver um pouco da miséria e pobreza alheia. Btw, lembrei que quando era criança tive tb épocas de competições de pipa com vizinhos, mas nunca tive skills necessárias pra conquistar uma pipa inimiga. :(

  14. eric says:

    “Déja-li!” HAHAHA

  15. Guten says:

    Déja-li! [4]
    O texto, inclusive, tá igual ao outro. Isso seria uma republicação?

  16. Darox says:

    Prof. Girafales: -- já já já

  17. ruskiii says:

    Déja-li! [4]

    serio, qual a intençao de republicar textos ?

    se for assim entao, tira o botao de “hits hbd” lah de cima…

  18. Zios says:

    Kid ja nao tem posts boms para por no blog por isso vai reciclando os outros D: Sad but true.

  19. Renan says:

    old, but gold!! e porra, que roubo essa pipa aí!

    meu bairro que é quase tão fodido quanto a pipa CARA é 50 centavos!

  20. Higor says:

    Por isso nunca gostei de pipa. Preferia brincar sozinho com meus brinquedos ou no máximo bater um baba.

    As cenas mencionadas me lembraram da galinha da “Cidade de Deus”,
    hauehaueuhauehau

    Ótimo post!

  21. Enrico says:

    Kid é praticamente o carinha do caçador de pipas =P

  22. hebert says:

    hahahahaha Muito bom cara. faltou falar que o pessoal aqui chama pipa de raia.

  23. Artur says:

    Post reciclado. Que cara de pau =O
    (o que é assunto pra um post que só escreverei depois de anos de cobranças dos leitores)

    Sabe-se lá quantos anos ele pretende esperar pra contar essa história…

  24. overecoked says:

    valeu pelo CCCC

  25. Bighi says:

    Dois reais??? As pipas de lá eram feitas com algum papel nobre ou algo assim?

    Na minha época de criança, pipa era 30 centavos. Das boas.

    Pra uma criança, R$2 não é pouca mixaria.

  26. Lariie says:

    falando em anos de cobrança dos leitores e as patricinhas intercambistas, ein?

  27. Kid Saraiva Jr. says:

    Aqui em SP na minha infância tinha muito desses lances também…

    Por aqui pipa cortado era “Boiadão”..
    Quando o cara conseguia cortar no ar e trazer o pipa enroscada na linha era “Aparado”…
    Quando o maluco adversário não vinha de encontro com a pipa dele, mandando linha pra chegar ao encontro da nossa, a galera gritava: “Ajudaaaaa”
    E quando uma pipa era cortada pela outra…quem perdeu era o “Taiado”…aehaeh

    Bons Tempos.

    Por falar em coisas que demoram muito tempo, o post das PATRICINHAS INTERCAMBISTAS vai bem né?!

    Abs.

  28. Norimaro says:

    Old, but Gold! [2]

    Essa história eu não li…

    No mais, a maioria que treina kung-fu só faz pra se mostrar que é “fodão”, por causa de filmes e derivados que são fãs. Bota um desses pra brigar ou no mínimo se defender que apanham que nem cachorro. Pff…

  29. Nuno says:

    Muito boa a história. Muito bem escrita. Digna daqueles livrinhos “Para gostar de ler” que usávamos na infância.

  30. ianwlad says:

    uaheuaheau CCCC

  31. alpha says:

    hahahahahah. e quando a parte de cima era destruida, fazia-se oq eu se chamava de prixinho aki na bahia. ateh que era divertido. o fato de naum ter dinheiro me pos a fazer minhas proprias pipas. media de um lado e de outro pra balancear usando regua. nenhum outro moleke sabia o que era uma regua quandto mais manejar o artefato devidamente. eu moro ainda no mesmo bairro que tem 50 ruas e as turmas eram divididas pelas quatro quadras esportivas que era o espaço perfeito pra se empinar e invariavelmente as pipas caiam no sitio de um velho que dava tiro de sal na molecada. sim, dói muito. Eu me lembro tbm que tinha um tal Seu Luis que jah tinha queda de cabelos à epoca mas insistentemente empinava sua imponente arraia e mandava todo mundo. ele tinha um cerol que era feito com poh de lampada fluorescente e goma arábica. na verdade ninguem sabia se era isso mesmo pois se soubesse poderia fabricar o cerol por si proprio. uma porção gummi talvez ditada por Wedjat em uma sessão de alquimia capirotistica por um senhor com crise de meia-idade e sua sindrome de peter pan. eu era um bosta empinando pipa mas era o unico da rua que sabia a tabuada do 6.

  32. n00bz0rd says:

    Bons tempos os de gangues de pipas :l Como dito… ao vencedor as batatas. Nem que sejam amassadas.

  33. Nick-kun342e says:

    pqp vc descreveu a etiópia meu fio nem são josé de imbassaí onde a rua onde eu morava só tinha boteco e um bando de casa lama e um asilo era tão fodida.xD
    E não era só pipa q rendia porrada não, quando tinha pessoal da outra rua roubando figurinha geral baxava a porrada cena digna de um filme: 300 de chinelo havaiana.

    “Vegeta what is the pipa fighting level?” -It’s over nine thousand!xD

  34. henriquephil says:

    alooc mey??
    postando denovo mesma historinha? ;S

  35. Mateus Arcanjo says:

    falando em anos de cobrança dos leitores e as patricinhas intercambistas, ein? [2]

  36. Ellen says:

    HAHAHAHAHA, eu moro na Aldeota HAAHHAHAHAHAHA :D

  37. João Vitor says:

    what does the scan says about the repost level?

  38. João Vitor says:

    *say

  39. leitor vouyer says:

    bem, melhor post requentado do que nada

  40. Eduardo says:

    falando em anos de cobrança dos leitores e as patricinhas intercambistas, ein? [3]

  41. Mefna says:

    Muito bem escrita, mas me senti enganado.
    Ninguém apanhou de verdade.
    Já me machuquei mais tentando aprender futebol americano.

  42. O chato é que hoje em dia, essas historias engraçadas terminam em tiro e morte. Hoje em dia qualquer molequinho anda de 22 ou 38tao na cintura. E vai fazer alguma coisa contra!?

  43. Ah, alguem ja te perguntou das tais patricinhas intercambistas hoje? [5]

  44. says:

    Falando em anos de cobrança dos leitores e as patricinhas intercambistas, hein? [6]

  45. Rodrigo says:

    empinar pipa pra mim nunca foi possível, até frustante ler esse post, por que tenho problema no joelho, nunca pude correr para fazer a pipa levantar vôo :~~
    obrigado por me lembrar disso.
    X)
    asushusahushsa abraço!

  46. Pablo says:

    Kid, o caçador de pipas.
    Tu quase toma no … hein moleque? :)
    Nunca fui de empinar pipa não. Sempre fui do time do video game ^^ eu nunca entendi a logica de sair correndo quase sendo atropelado pra pegar pipa (ou papagaio pros que moram aqui), e mais: ficava puto quando faltava energia por causa de um pipoco, devido as empinadas dos guri. Muito bom. Eu ri. :D

  47. Wander says:

    Véi, vc tem um puta de um talento e ótimo senso critico!

    manda umas demo p Emetivi MTV malandrage!pq se tem alguêm que gostaria de ver na mídia seria vc pcro!

  48. To rindo muito. RT: @izzynobre: A Saga de um Empinador de Pipas, ou O dia em que eu apanhei na rua http://migre.me/48BG oh, a humilhação

  49. Renan Paiva says:

    HAHAHAHAHA, eu moro na Aldeota HAAHHAHAHAHAHA :D [2]

  50. K says:

    Déjà-lu! [2304]

    E as patricinhas? [6059341]

    No meu trampo não tem fotos do funcionário do mês, mas tem Marios, Links e Pokémons! :P

  51. MattSimonato says:

    Texto requentado.

    Tá na hora de escrever estripolia nova, como o texto das patricinhas ou sobre a viagem dos EUA lá.

  52. marcelo says:

    me dá!
    me dá!

  53. guifig says:

    Texto repostado porque o kid tá sem tempo agora que o filhão tá vindo, né, gente.. Tenham consideração.

  54. picão says:

    Deja-vi! hahahaha essa foi boa!! Larga mão de ser preguiçoso e conte uma história nova rapah!!

  55. revolts says:

    conta das intercambistas seu puto!

  56. Ciberdek says:

    Eu encarava a epoca de pipas como uma relíquia do passado até me mudar pra essa bocada onde moro. Aqui A molecada empina pipa, mas quem manda mesmo são os Marmanjos. É normal ver caras de mais de 20 anos soltando pipa em ples 3 horas da tarde de uma quarta -- feira. Depois o Lulla vem dizer que o desemprego diminuiu.

  57. Guilherme says:

    auhauhauhauhauhauhauhauha
    pipa é um perigo, aqui na minha rua nego corria atras de pipa com moto e tudo mais. tenso

  58. MattSimonato says:

    Ah é, bem lembrado Guifig.

    E aí Kid, já mandou fazer o enxoval e tal? Já sabe se é menino ou menina e tal?

  59. CCCC (discípulo) says:

    Kid viado, vai morrer de tanta perna de cama no cu.

  60. Paulo B says:

    deja-li! gostei…

  61. Tayná says:

    Agora conta a do assalto..

  62. Kosher-X says:

    Por causa dessas idiotices que parei de empinar pipa depois dos 7 anos de idade. Além do que, pipa é coisa pra vagabundo. E ainda por cima, 2 reais por uma pipa? Pelo equivalente, na época, eu preferia comprar um gibi.
    Tamem de gustibus non est disputandum.

  63. Carol Animaker says:

    Essa é uma das melhores!

  64. OlumOr says:

    2 reais a pipa ta de sacanagem, 1 real era “piãozão” e o resto tudo abaixo de 1. Sim, pipa “avuada” não tem dono, fato!…e infancia com pipa rula de mais, muitos cortes na mão e tal…mas a sua pipa era daquelas com rapiolas ou do tipo papagaio(sem rabiola).

  65. Eurritimia says:

    Sabe o que é pior? Você já postou esse texto duas vezes e em nenhuma das vezes eu tive paciência pra ler. Simplesmente não gosto de pipas.

  66. Feannor says:

    Aqui na minha cidade (Presidente Prudente, interior de SP) não só era da mesma forma, como também eles chamavam “A” PIPA de “O” PIPA.

    Isso me irritava pra caralho.

  67. KOjiro says:

    Porra que pipa cara, aki não é nem 1 real

    E post repetido !!

  68. Eduardo says:

    post repetido,que feio XD

  69. Digos says:

    Kid… e o post das patricinhas intercambistas?? algum dia da historia vai sair??

  70. Zios says:

    CCCC FTW !

  71. lucsa says:

    voce devia ter ficado em casa jogando command and conquer desde o começo

  72. Issue says:

    ja li essa [+1]

  73. J. L says:

    Aaaah, o Conjunto Ceará.. (aliás, mudar da Aldeota pro CC é marmotagem)
    kkkkkk
    Até hoje não me arrisco a adentrar naquele local. (dizem que hoje em dia tá mais civilizado, com aluninhos do Ari de Sá, Farias Brito e C7 -- os que sobreviveram)
    Mas me identifico muito com a historia, vivi muito disso daí tb.
    A “caça as pipas” é todo um ritual, com regras e intrigas.

  74. Murilo says:

    Acho que os leitores idiotas dos comentários não leram POSTS CLÁSSICOS SEUS INÚTEIS… Não estão vendo que é repost, por que é Clássico?

  75. Caralho,velho. Mudar da Aldeota pro Conjunto Ceará é uma mudança e tanto, hein?! E a forma como tu descreve os caras lá da turma rival é tão ríspida que imagino pequenos criminosos sem escrúpulos atacando um mocinho civilizado e educado. hahahaha
    Divertido o texto, cara!

  76. Matheus Nóbrega says:

    Quem nunca apanhou por causa de uma pipa né? KKKK

  77. Adriano says:

    Tu acha esse lugar pobre porque nunca veio aonde moro, aqui as pipas não eram feitas de papel de seda, e sim de SACOLA rs, a parte boa é que a pipa era a prova d’água.

  78. Esse texto lembrou em parte a minha infância. Já entrei em um monte de roubada por causa de pipas. E onde eu morava, pipas com seda é coisa de playboy.