Hbdia
  • Feed do Hbdia
  • Twitter
  • Youtube

Brincadeiras de infância: Futebol Kombat

Postado em 18 February 2011 Escrito por Izzy Nobre 131 Comentários

Uma das importantes partes do crescimento de meninos homens do sexo masculino são as brincadeiras com violência.

E a brincadeira violenta que mais mandava moleques chorando pra diretoria era uma cujo nome não lembro, mas alguns moleques chamavam casualmente de “Futebol Kombat”, uma referência a um vídeo-jogo quase tão violento quanto a brincadeira. Já ouvi chamarem de “Porradabol” também.

O envio à diretoria não era (apenas) graças aos machucados relacionados ao jogo, e sim pelo fato de que ele se tornou altamente ilegal nas dependências do colégio, e qualquer um flagrado no meio da brincadeira era enviado pra casa mais cedo. O que era bom, se você parar pra pensar; ninguém está disposto a assistir mais duas aulas de matemática com uma vertebra deslocada, especialmente se você não estava com muita paciência pra aprender logaritmos naquele dia em particular.

Futebol Kombat, assim como os outros jogos infantis que têm como único objetivo descer o sarrafo nos amigos sem se preocupar com as ramificações do ato, não tinha regras distintas. Por algum motivo, Futebol Kombat não era um esporte olímpico, então não havia um comitê pra decidir aspectos importantes com gameplay, como “chute no pescoço é falta”, ou “berrar o nome da mãe de um oponente não é o método oficial de pedir tempo”.

Devido à falta de um comitê oficial com sigla importante pra nos dizer exatamente o que podíamos fazer durante uma partida de Futebol Kombat, a tarefa recaia sobre o moleque mais forte que estivesse na quadra naquele momento e/ou seus amigos — e se você discordar de alguma decisão do sujeito, seus dentes poderão formalizar uma reclamação oficial contra o punho dele.

O fato de que o brutamontes ocupava a função de juíz não-oficial não significava, obviamente, que ele não quebraria as próprias regras que alterava ou inventava, especialmente (e principalmente) quando isso pudesse o beneficiar. E em Futebol Kombat, o “benefício” de alguém significa que alguma outra pessoa voltará pra casa com algumas unhas a menos.

E o que diabos era Futebol Kombat, porra? Você está falando e falando e tentando enfiar piadinhas no texto e ainda não explicou nada sobre o maravilhoso esporte ok tchau abs“, você pensou com seus botões ou zíperes ou presilhas de velcro ou aqueles ganchinhos que prendem sutiãs no lugar. Não lembro todos os detalhes e minúcias a respeito daquele esporte, mas eu duvido que qualquer pessoa que jogou mais de quinze minutos daquilo lembre de muita coisa — há um limite de porradas que o cérebro humano pode levar até que algumas de suas funções como memória (ou controle intestinal) comece a falhar.

Em minha experiência, eu diria que depois da terceira porrada você não sabe mais nem onde está. Na quinta, suas cuecas mudavam de cor e a viagem de volta pra casa seria bem desagradável pra todos que pegassem o mesmo ônibus que você.

Futebol Kombat é um esporte sem limite de participantes, embora um número alto seja mais aconselhável. Qualquer quantia inferior a vinte moleques não seria considerada uma partida séria; se muito, uma peladinha de várzea com travinha de tijolo. Pivetes de séries inferiores à quinta, pra todos os efeitos, não eram contados no número final de participantes. Não era apenas preconceito contra os guris menores (que realmente tínhamos), havia uma série de motivos pra explicar isso.

O primeiro é que tais crianças raramente possuem o porte pra defender seus pontos vitais das porradas que sem dúvida levariam exaustivamente, então a gente tinha que evitar esmurrar seus estômagos/chutar suas bocas com muita força. Por conta disso, não os considerávamos oponentes válidos. A menos que você saiba levar uma mísera joelhada na orelha e não sair correndo chorando, não nos faça perder nosso tempo considerando você um jogador.

image

O segundo motivo é que era muito comum um jogador subitamente arrancar um moleque menor do meio dos transeuntes e arremessá-lo contra os inimigos, ou ainda usá-lo como escudo humano. Por causa disso era extremamente difícil contabilizar com precisão o número de crianças menores que participavam (ainda que involuntariamente) da brincadeira, uma vez que o número era flutuante.

Vale lembrar que, em Futebol Kombat, é incrivelmente complicado diferenciar participantes voluntários dos involuntários. Por via de regra, qualquer jogador que estivesse sendo vítima de porradas podia ser considerado um participante “involuntário”, ao menos naquele exato momento. Ninguém gostava de levar porradas por vontade própria.

Tudo que você precisa pra jogar Futebol Kombat é uma bola — embora uma mochila tivesse sido usada uma vez, com resultados catastróficos. Se você guarda seus óculos numa mochila, você tem a obrigação de me avisar antes do recreio — e um bando de garotos com pouco medo de quebrar ossos ou reputações impecáveis como estudantes comportados.

O setup do jogo era muitíssimo simples. A pivetada adentra a quadra. Definem-se os “locais salvos”, geralmente as traves ou “a bunda da tua mãe”, quando algum palhaço estava jogando. Feito isso, a bola e/ou mochila era lançada no meio da quadra, e a partir daí o pandemônio se instalava no local. Poucas regras valiam, ninguém era de ninguém e no caso de esfaqueamento todo mundo sabia que “ninguém viu nada”.

Ou seja, é igual o futebol de verdade, este esporte de cavalheiros

O jogo resume-se em dominar a bola, enfiar-lhe um poderoso chute que a jogue em direção de um outro jogador, e rezar pra que ele seja atingindo pela bola sem controlá-la com pés ágeis (o que poderia resultar em um vingativo contra-ataque).

No momento que a bola entrava em contato com seu nariz, testículo esquerdo ou qualquer outro ponto cuidadosamente premeditado pelo oponente pra causar mais dor, você se tornava automaticamente o alvo dos outros quarenta moleques que povoavam a quadra; chamemos o jogador atingido de “Infeliz”. Nesse momento, a menos que o Infeliz tocasse os “pontos salvos” ou acertasse outro jogador com a bola, qualquer pessoa num raio de dois quilômetros tinha o direito quase bíblico de descer a porrada nele.

Os momentos imeditamente seguintes ao contato Bola-Infeliz eram os mais difíceis de se estabelecer o número exato de jogadores. Qualquer transeunte que por um motivo ou outro não fosse muito com a cara do Infeliz do momento sentia a obrigação moral de largar o que estivesse fazendo e participar do jogo imediatamente, mesmo que só por essa rodada. Era uma oportunidade única de sentar o cacete num desafeto de forma completamente impune.

Não era raro encontrar no meio do público espectadores que assistiam ao jogo com a única finalidade de invadir a quadra quando um inimigo de longa data fosse transformado em Infeliz. Era o momento mágico em que você poderia se impulsionar da parede igual o Megaman, arremessar-se em direção à turba ensandecida e, praticamente anônimo, introduzir uma potente voadora no meio do joelho do sujeito sem que ele tivesse muita chance de revidar. Com outros oitenta pés voando em direção ao seu rosto, é impressionante como você perde a capacidade de se defender.

Futebol Kombat dava uma chance única às castas reprimidas da escola, que no jogo podiam canalizar suas frustrações e os anos de abandono social escolar em um salto mortal com perna estendida em direção às órbitas oculares de alguém que fosse levemente (ou não) relacionado aos seus desgostos juvenis.

Ao contrário do que possa parecer, o Infeliz não era totalmente indefeso. Bom, ele estava invariavelmente fodido, isso é fato – mas havia algumas regras que davam uma efêmera sensação de segurança. Se não fosse por elas, a prática do Futebol Kombat dificilmente teria se estendido a uma segunda partida.

O Infeliz tinha basicamente duas escolha. A primeira era correr desabaladamente em direção aos supracitados “pontos salvos”, ou seja, verdadeiros totens de segurança mágica. Com um toque, todos os outros jogadores abandonam a perseguição e voltam sua atenção à bola, exceto aqueles que não queriam dar a corrida como perdida e metiam-lhe uma voadora nas costas anyway, alegando que “porra, não vi tu pegando na trave, ein! Mas tudo bem, isso são águas passadas. Sem ressentimentos, né? Cadê a bola?

A segunda opção do Infeliz era defender-se como podia dos avanços bárbaros daqueles que há dois minutos eram bons amigos seus e até pegavam carona com você nos dias em que os pais deles voltavam bêbados pra casa, espancavam a mulher, chutavam o cachorro e dormiam sentados na privada, esquecendo de pegá-los no colégio. É desnecessário dizer que essa opção funcionava por menos de 10 segundos, até que você percebia que sair correndo em direção à trave talvez resultassem em menos hematomas.

Havia algumas táticas alternativas, também. O momento em que a bola te acertava no meio das costas (ou seja, sua “coroação” em Infeliz) era o exato instante em que muitas crianças ingênuas o bastante para assistir o jogo de perto eram arrancadas do meio da multidão e eram literalmente arremessadas em direção aos atacantes.

Valia agarrar o que o braço encontrasse; vi moleques sendo puxados pela cueca, rodopiados e jogados no meio da galera como um pedaço de filé jogado num aquário de piranhas. Mas era um tipo especial de aquário que, invés de água, estava preenchido com uma mistura de ácido sulfúrico, urina e explosivo plástico em chamas.

Diz-se que a necessidade é a mãe da invenção. Seja lá quem falou isso devia jogar ou ao menos assistir Futebol Kombat — nos momentos de desespero, os Infelizes transformavam qualquer coisa em seu alcance em rudimentares armas brancas de curto e longo alcance, com considerável sucesso.

No melhor estilo MacGyver de ser, camisas viravam chicotes e sapatos viravam luvas de boxe. Vi até um garoto arriscar uma tentativa de fabricar uma espécie de funda bíblica (como aquela usada por Davi contra Golias), que funcionaria propulsionando o sapato a velocidades indecentes girando a camisa acima da cabeça e liberando o sapato em seguida. É uma pena que alguém acertou-lhe um chute na virilha antes que sua invenção pudesse nos maravilhar com seu funcionamento.

Como é perceptível, a despeito do esforço e criatividade dos jogadores, lutar contra a maré em Futebol Kombat acabava sendo infrutífero em 127% dos casos. Ou você corria desesperadamente, ou aceitava as porradas de peito (e braços, e cotovelos, e canelas, e pescoço) aberto. Resistência, como diriam os guardas Vogons, era fútil.

Aquele que nunca jogou Futebol Kombat não sabe a definição correta de “adrenalina”, a menos que você tenha um dicionário ou uma conexão à internet e o link de um dicionário online, senão nesse caso você sabe a definição de adrenalina. Em um segundo de jogo, dúzias de emoções diferentes atravessavam sua mente — o puro terror de ver a bola avançando velozmente contra você; a conclusão quase imediata de saber que não poderá sair da rota de colisão com ela; o choque e a constatação de que ela havia de fato entrado em contato claro com seu joelho, e finalmente o momento em que os outros jogadores também percebiam isso… ahhh, era bom demais.

É por isso que esta notícia me causa uma certa revolta. Essencialmente, um garoto tava jogando Futebol Kombat com a molecada, apanhou mais que mulher de malandro, voltou pra casa chorando e de alguma forma isso acaba virando matéria de jornal.

Porra, Londrina! Quando eu morei aí (e estudei em escola estadual também, a Carlos Dietz, e não sei como demônios eu lembro disso porque o ano era 1991), e o povo aí era mais macho.

Agora eu já expliquei a parada, porra.

Sinceramente, ein.

Arrume uns amigos, convença-os a aceitar porradas com esportividade ainda que estas signifiquem gastos desnecessários com meses de fisioterapia e vá jogar um Futebol Kombat hoje mesmo! Na pior das hipóteses, você tira umas fotos dos resultados da partida e ganha uma graninha vendendo as imagens pro liveleak.com

O Liveleak paga por essas coisas, né?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe sua opinião aí. Você não tá fazendo nada mesmo!

comments

Categorias: Minha infância

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

131 Comentários \o/

  1. needj says:

    primeirão ahh muleki!

  2. Trovalds says:

    Tudo leite com pera dos infernos, não aguenta um puxão de orelha e já corre chorando pra casa. Esqueceu de falar sobre o “corredor polonês”, uma variante em que mais (ou menos) agressiva, em que o cidadão tinha que literalmente atravessar um corredor de moleques prontos pra descer a porrada.

    • Gustavi says:

      CARALHO, lembrei dessa brincadeira logo que vi esse post. Na minha cidade chamavam de corredor da morte e teve uma vez que tinha no minimo 30 muleque pra dar tapa e adivinha quem foi que escolheram? hahaha me fudi bonito ali mas era sempre legal dar socos nas costas do “amiguinho”

  3. needj says:

    ah kid,nos meus tempo de vagabundo na escola o nome dessa brincadeira idiota se chamava: passo levo,e eu obviamente sempre estava no meio da zona,e sempre sendo espancado pela mulecada,caraio so pensa nisso doi até alma=]!

  4. Raphael says:

    Lá na escola em que eu estudava o nome era futporrada,e como as bolas eram proibidas fora da aula de ED Fisica,a gente jogava com garrafas pet daquelas bem pequenas,bons tempos 😀

  5. Green Go says:

    No meu colégio/rua esse jogo se chamava MALHA.
    Mas tinham algumas variações no gameplay, mas a essência é a mesma.

  6. Segat says:

    na minha época chamavam isso de racha, jah apanhei muito porisso 🙂

  7. jpbmachado says:

    Primeiro comentário que faço no hbdia, pelo simples fato de ter chorado de rir no meio do departamento. Nenhum outro texto foi tão nostálgico. Aqui “no Goiás” temos uma variação da brincadeira, chamada “Passou Levou”, que consistia em tentar passar a bola (que mais comumente era simplesmente uma garrafinha de coca vazia) por baixo das pernas dos colegas, partindo pra violência assim que tal objetivo fosse alcançado. Obviamente é algo bem mais complicado de se fazer do que só tocar o infeliz com a bola, então inventávamos diversas regras novas, como “Furou Levou”, “Chorou Leva Mais” e “Contou pra Professora Apanha na Saída”. Senti saudade de dar voadeiras em costelas alheias e sentir aquele desespero ao se ver tão longe do ponto salvo (normalmente o poste). Bons tempos, realmente.

    • Gabriel says:

      Aaaah, passô levô… Deu ate vontade de jogar de novo, geralmente nossas regras eram:
      1) se o objeto de chutar (bola, garrafa vazia, meia enrolada) passar no meio das pernas do individuo ou o mesmo tomar uma “meia-lua”, esse leva porrada ate chegar no “ponto salvo” que geralmente era um poste.
      2) só valia porrada, e só nas costas pro jogador durar 50 partidas sem morrer, tinha q ser uma força media, do tipo vale deixar rocho mas se subir o “vergao” ta fora.
      3) o ponto salvo tinha q ficar longe (uns 300m pra ser mais exato) e a porrada so parava quando o cara chegasse lá ou desmaiasse, felizmente isso nunca aconteçeu, mas tinha casos do cara ficar incapassitado e ir andando, aguentando 10 moleques socando suas costelas freneticamente.
      4) se o cara chorasse, defendesse, RECLAMASSE DE DOR ou algo do tipo enquanto corria, valia ate mandar um hadouken no moleque se fosse possivel.
      5) se a pessoa resolvesse andar de pernas fechadas (o que tornaria impossivel o ato de “tomar canetinha”), ele era instantaneamente punido.

  8. Em Belo Horizonte, a mesma brincadeira era conhecida, nos meus tempos de infância, como “RANCA”.

    Segundo a regra passada de geração em geração por estas terras, a pessoa que acabou de apanhar tinha o direito de dar o primeiro chute na bola em direção aos demais, sob o grito de “É RANCAAAAAAAAAAA!”

  9. Catraca says:

    Menininhas. As crianças de hoje estão virando menininhas. Essa brincadeira q o moleque fala de quando toma um vão de perna e apanha rola nos mesmos moldes do futebol kombat, q eu também joguei MUITO…mas era mais tranquila, pq tinha q rolar um vão de perna pro animalzinho apanhar…

  10. Luiz Amaral says:

    Porra, eu jogava isso quando era muleque, chamavam isso de “ranca” até, jogavamos com pedras, bolas, garrafas vazias e afins. Quando vi a notícia a primeira coisa que pensei foi: “por que diabos esse infeliz aceitou brincar então? pelo que eu lembre ninguém era obrigado e quem entrava sabia o que acontecia no jogo”.

  11. Portillo says:

    hahahahaha
    Lembro como se fosse ontem, mas na minha epoca levava porrada se a bola passasse por de baixo da pernas da pessoa e o esporte era chamado de “Saiô-Maio” se eu não me engano, ou alguma coisa parecida com isso.
    Mas de resto era igualzinho o citado no seu texto. Sempre dava merda, mas nunca essa viadagem de algum muleque ir chorar pra mãe.
    Mas tbm imagine como deve ser as escolas hoje em dia, um bando de muleque afeminado ouvindo restart, Justin Bieber… Vc queria que desse no que?

  12. Rodrigo says:

    Jogava Porradabol com uma lata de refrigerante amassada e o único jeito de parar de apanhar era fazendo um gol…

  13. Blyter says:

    oO

    sempre existiu essas brincadeiras, mas essa é uma das mais tensas que já ouvi falar.

  14. Marcelo C. Jr. says:

    Aqui em BH era, ou ainda é, chamado de RANCA!

    E era doido pra caralho jogar essa parada….

  15. Ese says:

    Só pra dizer que o texto tá muito, muito bem escrito. Se você conseguir reproduzir esse padrão no livro, aí vai ser só arrumar um lugar decente pra publicar.

  16. Murillo says:

    Ri muito com o texto. São textos assim que me lembram porque eu ainda me dou ao trabalho de entrar nessa joça todo dia =D

    Então, a versão da peleja que rolava aqui na minha cidade era essa da reportagem e se chamava “Vão Bica”, certamente alguma tentativa infeliz de resumir o nome completo que deveria ser algo como “Se passar a bola no vão das pernas, toma bicuda!”.
    Sempre tem um babaca que acaba com a brincadeira, na minha época mesmo tinha um marmanjão que apanhou lá até desmaiar (porque foi burro o suficiente de correr pro lado CONTRARIO a direção do save point) e assim o jogo ficou proibido na escola.

    • Geovane says:

      Aqui no Rio, ao menos na minha época de moleque, a gente costumava chamar essa de Ovinho Porrada. Mas como era tudo moleque franzino sem muita força, ninguém saia chorando.

      • tiago says:

        sou do rio tbm
        no meu colegio tinha duas valiantes

        o “racha”, no qual se vc tivesse perto/com a posse de bola, o pessoal te dava chute, chegava forte pra tirar a bola

        e tinha o “ovinho malha”, pq vc tinha q fazer o “ovinho” (jogar entre as pernas) no cara pra poder descer o melaço (#greenstreethooligans), ai o camarada tem q sair correndo para o “save point” se nao apanha. Mas tem base da regra do racha tbm.
        As vezes a bola ta queta num lugar, o pessoal faz uma roda, e fica ameaçando chuta-la contra alguem, só nessa de ficar ameaçando tu tomava uma bica na perna, as vezes proposital as vezes sem querer.

        era muito muito bom, saudades

  17. Lucas says:

    puta nostalgia. lembrei da minha sexta serie em que os professores de ed fisica gentilmente tiveram a ideia de nos ceder uma bola para jogar futebol nos intervalo.
    obviamente optamos pelo futebol kombat, o que nao tardou em despertar repudio nos professores, que nunca mais nos cederem bolas e passaram a ocupar a quadra no intervalo com suas aulas de ginastica 🙁

    ahh bons tempos

  18. Alexandre says:

    Porra, velho. Achei que você ainda era o Kid from the block.

    Honre suas raízes e introduza “garrafa vazia de pitchula” entre os instrumentos dessa arte esquecida.

  19. Clássico, brincava disso direto (e voltava ferido sempre). Aqui, a gente conhecia como “Futeporrada”. Já deu muito caso de diretoria, mas ninguem cansava, afinal, todos faziam de propósito!

    E, vi a matéria e o garoto ta com medo da escola por causa disso? Fraco!

  20. Yuri says:

    Aqui em Curitiba o nome disso ai é Malha, ou Passou-Malhou. E esse pia de Londrina é um bundão, aposto que quando era pra bater nos outros ele tava curtindo a brincadeira, foi só apanhar que ficou chorando. Brincou porque quis, devia era levar outra coça só por ser chorão.

  21. Eduardo says:

    Post repetido
    Lamentável kid

  22. Knux says:

    aaah sim… jogava uma versão parecida na minha infância… só que era com bola de tenis… encharcada em álcool… em chamas. bons tempos.

  23. Pedro says:

    Em Curitiba isso se chama MALHA.

    E o menino precisa comermais feijão com arroz para continuar essa brincadeira de MACHO.

  24. Stew says:

    Aqui também só tem o “passou levou”
    nostalgia pura hauhaua

  25. pedro zanoto says:

    repost of a repost of a repost.

    h/b/dia.

  26. Igor says:

    Em Vitória-ES o nome é PORRÃO.

  27. Lucas says:

    Na minha escola chamavam isso de sarrafa… e com certeza, o corredor polonês era algo muito bruto.

  28. PV says:

    Na minha cidade essa “brincadeira” chamava-se Quebra, ou Quebrinha.

    Bons tempos viu…

  29. Aqui em Pernambuco, o nome é Fut-lapada… e o jogo consiste em bater em quem está com a bola… não necessariamente ser atingido por ela… quem está dominando a bola tem que chutar em alguém antes de ser atingido por chutes e/ou voadoras… não tinha local de salvação, era só chutar a bola pra longe e sair correndo.

    • tiago says:

      quebra, quebrinha, futporrada, porrao, fut-lapada… me amarro nos nomes kkk

      a diferença q aqui tinha os savepoints haha

  30. G Luchi says:

    FUTECARNIÇA!
    Lembro-me bem, depois conheci pelos meus primos do interior por Metro ( que estivesse a 1 metro da bola levava porrada, o que parece mais justo por que então todos se batiam )
    E tinha o 18 tbm, davam se “bicos” ( chutões ) e quando chegasse ao 18 o próximo a ser acertado ia para um paredão e 1 por 1 chutava a bola para machucar ao maximo e em uma distancia consideravelmente pequena.

  31. Digos says:

    O que aconteceu em Londrina foi outro “esporte”. Foi o Mãe-Cacete. As regras são o seguinte:
    Número máximo de jogadores: Não existe
    é escolhido um ponto para se salvar.
    A bola pode ser qualquer coisa que se movimente no chão, e quando um jogador consegue passar a bola por entre as pernas de outro jogador, esse que tomou a humilhacao é alvejado por centenas de golpes deferidos por todos que estavam na brincadeira e até aqueles que estavam sentados no recreio esperando que isso acontecesse. Este agredido tinha que correr para o ponto destinado a salvacao.
    Mas tambem tinha o agravante do Corredor Polones citado pelo amigo ali de cima.
    Quando alguem acidentalmente PISAVA na bola, este tinha que sofrer a pena máxima. q era o corredor polones.
    Corredor Polones era feito com 2 linhas de todos que estavam participando da brincadeira, formando um corredor. O que pisou tinha que passar correndo por este corredor tomando chutes, socos e pontapes. Na maioria das vezes os primeiros passavam uma rasteira fazendo com que o individuo se arrebentasse no chao.
    O legal do corredor polones, era que ele sempre era anunciado com muito efusividade. Entao no meio do recreio, se tinham 20 pessoas brincando de Mae-Cacete, e de repente o gordinho do canto gritasse CORREEEEDOOOOOOORRR!! apareciam instantanemanete 225 pessoas para formar o corredor.
    bons tempos… nao se fazem mais criancas como antigamente.

  32. andre says:

    Aqui em sampa isso se chama “rolinho porrada”. Consiste em passar a bola debaixo das pernas do infeliz e aí começa a porradaria. Não precisa completar, só de passar uma vez ja ta valendo.

  33. Vinicius Brenny says:

    Já aqui em Curitiba, tínhamos a “malha”: qualquer coisa chutável de tamanho pequeno poderia ser usado. Normalmente usávamos uma latinha de refrigerante amassada (que me parece ter sido proibido em escolas também, não?). Os “eventos” que geravam porradaria era:
    -Meio das pernas: porrada
    -Por baixo dos pés: porrada
    -Driblar(esse absurdamente difícil no caso da latinha): porrada

    Aí quando acontecia isso alguém tinha que gritar “malha”. Disso gerava-se o “alarme falso”, em que o cara que gritou era o malhado.

    Obviamente que também era proibido, mas nunca tinha ninguém jogando malha quando o inspetor chegava. Era só um futebolzin inocente.

  34. Thiago Bosco says:

    Na minha versão a bola não podia passar por debaixo das pernas, vc tinha que pular ou desviar do chute, se passasse entre as suas penar nuas costas seriam alvejadas por murros, e vc tinha que correr até o “fraio” antes de cair no chão e ser covardemente socado até chorar.

  35. Marcelo says:

    Uai, ninguem reclamou ainda q o texto eh repetido???
    Ainda assim, eu ri mto! Fiquei imaginando nego pegando um menino mais novo pra jogar de boliche noutros…
    Aqui no interior de MG a diferença eh que pra virar alvo tem q dar dois toques na bola. Acho q eh mais dificil de apanhar, entao.
    Eu vi nego subindo o alambrado e ficando la em cima pra num apanhar, pq nao conseguiu chegar na trave.

    Ja vi cenas de Guilherme Tell tb, um cara tirou com uma bolada os oculos de uma menina! E nao a machucou!

    Eh vida de menino!

    Lembrei tb de outra brincadeira dessas, chamava sarrauze. Se vc visse alguem q apostava sarrauze com vc, vc podia bater nele ate que ele dissesse sarrauze. Logico q a maioria das vezes vcs se viam de longe, e um gritava pro outro, mas de vez em quando nego pegava o outro pelas costas…

    Sadismo…

  36. Michael says:

    Bons tempos! Aqui em Teresina a brincadeira se chama Chute-Quiba hueaehuaeheu’ era muito foda quando tinha um monte de muleques pirados correndos desembestados pra pegar o nego que levou a bolada de porrada. *-*

  37. Wladimir says:

    PQP essa eu tive que comentar
    Aqui onde moro esse Futebol Kombat tem um nome simples: Porrão (hoje em dia esse nome é considerado “estranho”).

    Mas era exatamente assim, quem chutasse a bola no Infeliz era só descer a porrada.

    Outra parecida que brincávamos quando a diretora nao deixava pegar a bola, era o Pique-Porrão.

    Praticamente um pique alto, mas o infeliz q fosse pego… já sabe.

  38. Og Fux 69 says:

    A variação da notícia é uma diferente, know as ”Rolinho-Porrada” (por essas bandas…)

    O BAGULHO É INTENSO

  39. Wladimir says:

    E eu moro em Alegre -- ES, só uns 300 Km do cara ai de cima, o Igor.

  40. Will says:

    Aqui em Floripa, na minha época isso se chamava “Racha”. Nem sei como essa geração restart chama (se é que ainda existe)

    • Felipe says:

      Pô, também sou de Floripa, na real moro em São José, que é bem do lado, mas nasci em Floripa e morei um tempo no Estreito, também chamavamos de Racha, dai proibiram, era massa pra caralho

  41. Danilo says:

    porque ultimamente eu sempre tenho impressao de já ter lido alguns textos ‘novos’ antes?

  42. alpha says:

    Aki na Bahia, o nome é baba da saúde. no colegio em que estudava, eu era um completo pária esportivo, não tinha aptidão pra futebol ou kualker outra coisa ofertada, mas quando neguinho gritava “é da saúde!!!”, despertava o atleta olimpico em mim. a quadra do colegio não passaria por nenhuma inspeção de segurança dos bombeiros nem do cipa pois tinha apenas UMA porta de menos de um metro de largura para evacua akela ruma de muleke e ainda por ciam era uma grade era fechada em 0.02 nanosegundos pelo vagalhão que correu de medo e TRANCOU TODOS os outros cagalhoes que ficavam na quadra morrendo de medo. tinha moleke que ficava olhando o futebol normal rolar de fora da quadra segurando a porta de grade soh esperando o grito de anuncio ” da saude” pra fechar a grade e se deleitar com o desesperdo estampoado nos rostos dos molekes mais medrosos que ficavam dentro. parecia UFC: sem lugar pra correr! no baba da saude naum existia tocar na trave nem nada, apenas perseguiamos quem estava com a bola mais perto do respectivo plexo solar. era mais simples: chuta a bola na negada e quem tah chutando a bola vai tomar voadora. uma infame vez chutei a porra da bola com tanta força no cara mais forte do colegio que meu tenis voou e caiu no telhado da casa do vizinho. bons tempos.

  43. Richard says:

    Em SP essa bagaça se chamava Fut Porrada (pelo menos no meu tempo) e eu tive muitos hematomas causados pelo esporte. só que pela proibição na minha escola de usarmos bolas pra prática do jogo, passamos a usar garrafas meio cheias …

  44. Thomaz says:

    nem li.
    pergunta: as estatísticas do site mudaram desde a mudança do layout?
    ou fui só eu que achei feioso e to entrando uma vez perdida agora?

  45. Matheus says:

    Já joguei algo semelhante com isso, só que tinha algumas adaptações, como todo mundo era pé rapado, pobre e não tinha bola, o pessoal acaba pegando uma latinha do chão amassada e usava aquilo de bola, como não da pra sair chutando uma lata por aí tentando acertar os outros o jeito era brincar de passar a latinha entre as pernas do outro.
    O nome disso aqui é ‘pau na mula'(dentre todas as adaptações esse é o mais escroto, minha infancia seria infitamente mais feliz com um nome como futebol kombat.

  46. Kalil says:

    auahuahuahu

    aqui o nome desse esporte se chamava “futequebra” quando eu era o infiliz eu pega e dava uns golpe do ryu na massa apocalíptica…

  47. Newton says:

    Seu melhor post EVER!

    Sei que foi repost porque li ele uma época, mas não foi logo depois de você postar, então postarei meu comentário agora sobre ele =D

    Me lembrou vários dos meus melhores (e piores) momentos da minha infância, pqp!

    Aqui tinha duas variantes, a primeira MUITO mais usada mas bem diferente dessa. A segunda não tanto usada, porque era muito ‘liberal’ e éramos como uma quadrilha, totalmente organizados. =p

    O nome da primeira era “Debaixo das pernas porrada”, e era assim: Se você conseguisse dar uma caneta (passar a bola debaixo das pernas de alguém) aquela pessoa apanharia até encostar nas “traves”. Como a quadra da minha escola (estudei nessa durante 9 anos, do primário até o fim do ensino fundamental) era pequena, então as traves eram pintadas e acontecia muito de você ter atacado a pessoa e ela ter encostado nesse meio. A brincadeira era “amigos amigos, pancadas a parte”. Tinha umas regras mortíferas também. Caso a pessoa acusasse alguém de ter tomado a caneta e o resto do grupo desmentir ou não ter visto, aquela pessoa apanharia até as mãos dos agressores cansarem. Chamávamos isso de alarme falso. E assim a pessoa, pra se sentir salva tinha que entrar no mínimo na sala da diretora. ahueuhaeuheauhuh
    Valia QUALQUER pessoa da escola bater nessa. Tinhamos uma regra que só quem estava na brincadeira e poderia bater é quem estivesse dentro da quadra, mas se a pessoa desse alarme falso, aí qualquer um poderia descer o cacete nessa.
    Claro, alguém poderia entrar no meio da brincadeira também, mas depois que entrasse, não poderia sair mais no dia e se a pessoa desse o migué de entrar no final, logo algum habilidoso o canetaria e ninguém deixaria esse cara chegar nas traves…

    Não poderia reclamar, caguetou pra alguma autoridade = nunca mais brinca.
    Também, quem tentasse bater em alguém, não teria ‘ponto de salvação’ e apanharia até as pessoas cansarem. Se perssistisse o caso, e esse ser fosse forte, ele era excluído da brincadeira permanentemente. A menos que fosse dono da bola, claro. Mas aí era fácil arrumar outra bola, até limão/laranja servia. E meu amigo, laranja era facílimo de canetar. Imagine a putaria.

    A segunda, chamávamos carinhosamente de “Açougue”. Era igual a sua, a bola encostou em alguém, esse alguém apanha até encostar nos pontos de salvamento. O mesmo pra quem chutasse a bola na trave.

    Claro, tem versões de maiores expressões nas quadras da minha cidade. Não sei se até hoje, já que as crianças brasileiras viram bandidas/traficantes cada dia mais cedo e não passam pela fase de ‘ser criança’. Mas lá a coisa era mais macabra, porque se o remorso de bater em alguem na brincadeira da escola era 0, no caso das quadras, o remorso era -200, no mínimo.
    Só fui brincar nessas de quadra fora da escola um pouco mais velho…

    Teve outras citadas aí nos comments, como o “corredor polones”, tem uma outra que acho que não foi citada, que é o ‘hoje não’, pqp, bons tempos que não voltam!

    Enfim, meu texto ficou gigante mas você diz que le tudo né, e talvez alguém mais leia também e curta. =)

  48. Mateus Alves says:

    Como alguns já disseram, aqui em BH a galera chamava de RANCA. Era adrenalina pura jogar. Lembro até hoje de algumas vezes que eu fui o “infeliz”. O bagulho era insano, principalmente quando você tava muito longe do savepoint. Ótimos tempos.

  49. HunterDog says:

    Por aqui, chamamos pelo distinto nome “Relô-Quebrô”

  50. Lana says:

    Até eu brinquei disso e eu me aproveitava de ser café-com-leite (por ser menina, os garotos frescavam de bater muito forte)para dar umas caneladas e sair impune, mas a gente não tinha essa regra de passar a bola por baixo das pernas e nem pique, era tipo futebol normal, só que sem time definido, pontuação individual e porrada comendo solta em quem tem a posse da bola. Era comum também deixar o gol de lado quando surgia a oportunidade de cacetar um coleguinha com uma bolada caso ele estivesse muito próximo das traves.

  51. Leo says:

    Kid, conheço isso pelo nome de tora-réia. Desse jeito que tu falou.

  52. Rafael says:

    Já vi que ao redor do Brasil esse esporte tem vários nomes. Pelo menos aqui no RN (ou apenas na minha vizinhança, não sei) era conhecido como TORA RÉIA (não sei dizer se é junto ou não). No tempo que se divertia com isso por aqui dava muita gente. Saíamos cheios de hematomas que descobriríamos só quando chegasse em casa, mas a gente gostava mesmo da brincadeira. Todo dia aquela ansiedade de se foder…Bons tempos.

  53. @mosblenarufa says:

    Na verdade o que eu já vi na minha infancia é uma variante, seria um jogo de queimado com pancadaria(nem lembro o nome)…
    Also, eu sempre ficava sentado, logo eu espancava e nunca apanhava(alem de não ser delatado na diretoria)

  54. André says:

    DIferente do Alpha aí em cima, pra mim aqui em Salvador-Bahia esse esporte se chamava “baba-pau” e até onde a memória afetada me permite lembrar, não existia ponto de salvação algum. A única saída era chutar a bola no próximo Infeliz para se salvar! O que costumava se bem complicado, já que na maioria das vezes a bola costumava parar bem longe, rendendo umas boas porradas!

  55. Naná says:

    Putz, joguei muito esse futebol kombat, mas na minha escola era conhecido como porradaoboll, assim a galera já tinha noção das regras do jogo e só partipava quem quisesse hauhauhauha

  56. Sillas says:

    Muuuuuuuuuito nostálgico! Em Canoas/RS a gente chamava isso de “ARREIA”, e jogávamos com uma lata de refrigerante amassada, mas como a lata não ia muito longe quando chutada, a regra é que vai levar o cacete em quem simplesmente encostar a latinha. Só poderia qualquer um chutá-la novamente quando ela estivesse parada. Quando acertava em alguém, todos gritavam “ARREIAAAAAA” e coitado do indivíduo. Tinha um que sempre chorava. Lembro de um hematoma enorme no meu ombro por causa disso, era divertidíssimo, adorava pelo risco! hahauahua

  57. Anapads says:

    Cara, pra mim isso é porradobol. É, aqui no Rio a gente chama assim. E podia ter mulher no meio e foda-se, nêgo saía bicando a bola. Era deveras divertido. Ah, e às vezes rolava de botar mais uma bola em jogo. Aí amigo, era assustador de verdade. Bons tempos.

  58. sagaz says:

    culpa dessa modinha de politicamente correto. hoje em dia se os muleques brigam na escola é “feio”.

    antes a PORRADA era o evento que unia a escola toda em torno de dois muleques que brigavam até um desmaiar…

  59. aylla says:

    no pará esse jogo é uma variação violenta de ‘queimada coletiva’… e podia ser com a mão ou com o pé, contanto que acertasse um individuo.

  60. Guilherme says:

    Brinquei disso. Chamávamos de FutiPorrada. E as regras eram diferentes.

    Primeiro, não tinha essa história de “pontos salvos”. Once you’re in, there is no way out! Entrou na quadra é pra correr e/ou levar porrada.

    Segundo, quem dominasse a bola tinha o poder de decidir quem seria a próxima vítima. Tipo, se eu chuto a bola na sua direção e você domina ela, ninguém pode te tocar e você tem que chutar a bola na direção de outra pessoa. Esses eram os segundos mais tensos, em que o dono decidia quem iria castigar.

    Por fim, não valia usar a mão para bater, só pontapés e voadoras estilo Lindomar. Claro que essa regra era quebrada o tempo todo, mas existia.

    Acho que era a brincadeira mais democrática que já brinquei. Não interessava a cor da pele, o status financeiro/social ou o tamanho do piruzinho, a pancadaria comia solta!

  61. Irio Musskopf says:

    Fiquei algum tempo tentando lembrar do nome que a gente chamava: rachinha. Mas tinham algumas regras informais previstas: quem entrasse somente por uma “rodada” seria o único alvo até o fim do dia e só valeria qualquer golpe possível de se desferir com as pernas. E se caso você estivesse a caminho o “salve” (algo assim, o poste), pode ter certeza que a metade que não teve coragem de pular em cima de você, estará te esperando para te bater depois.

  62. Henrique V. says:

    Aqui a gente chamava de racha, e valia pra qualquer peladinha descompromissada que estava acontecendo, se nego chegar e gritar “É RACHA!!” todo mundo que tá jogando está automaticamente na brincadeira e consequentemente o cujo dito que está com a bola vira alvo de todos os tipos de agressão que uma criança tem acesso naquele momento(claro, até dar um bico aleatório e a bola “escolher” o proximo alvo).

  63. armstrong says:

    aqui no RS o nome disso é REPOST

  64. Márlio says:

    Como os comentários deixaram perceber, o nome muda em vários lugares, mas a sensação é a mesma… Na metade do seu texto, eu consegui ouvir nitidamente aquelas precárias vozes masculinas sub15 gritando: “É RAAAAAAAAAAAAACHAAAAAA!!”

  65. Bijuka says:

    Por que ninguém ainda derrubou o governo que reprime este tipo de esporte?!
    Vamos apenas esperar essa ditadura fascista nos obrigar a não lutar por pura diversão?

  66. superphrick says:

    Aqui em salvador quando eu jogava isso uns 10 anos atrás, o nome costumava ser simplesmente “futebol a porrada”, e não tinha ponto de salvação algum, era meramente uma forma de provar coragem. Qualquer infeliz que tivesse a audácia de se aproximar da bola feita com um pacote de salgadinho recheado de papel, seria sumariamente chutado e esmurrado até que saísse de perto dela.
    Bons tempos… lembro de uma vez que vi a bola ser arremessada contra mim e consegui desviar dela ao melhor estilo matrix, fui totalmente espancado assim mesmo, até conseguir empurrar um dos oponentes emcima da bola, o tornando um alvo melhor que eu… aquilo é que era adrenalina.

  67. Murilo says:

    Isso na minha epoca se chamava Malha

  68. André says:

    Futebol Kombat? Mas que nome mais retardado hein? Aqui se chama Futeporrada.

    Eu não brincava dessas coisas (futeporrada, montinho, etc), não era idiota. Esse tipo de brincadeira já deixou um amigo meu na época com braço quebrado. Brincadeira de Joselito sem noção.

    • tiago says:

      sempre tem um sem noção q exagera

      joguei até quase o ensino medio, nunca vi ninguem se machucar sério ou chegar chorar, até pq ninguem exagerava na força

  69. Z3hr0_C00l says:

    Resumindo, o famoso “é o queeeeeeeeeeeeeeeeima negada!”

    Lá no Christus(colegio que eu frequentava), nois fechava um corredor no recreio, alugavamos 2 bolas de futebol de salão(bem pesadas) e começava os balaços.

    Sempre saia uns 3 com falta de ar, varios com marcas vermelhas pelo corpo e lambadas quebradas. As vezes alguem perdia um oculos tambem.

    Era simplismente SEN-SA-CI-O-NAL.

  70. Amanda says:

    Pow, que menino estilão esse da reportagem hein? Nem sangue tinha na roupa pra ele fazer esse estardalhaço… Além disso, entrou na brincadeira, agora aguenta, fio! xP

  71. Pedro says:

    No nosso porradobol não tinha ponto salvo. A gente só espancava o “Infeliz” até nos cansarmos. Isso sim era um jogo divertido.

  72. pertubado - bairro do salgado says:

    vai morrer de tanto repost no cu

  73. Denis says:

    Aqui em São Paulo era Relô-maiô ou Saiô-maiô.

    Mas a gente não jogava com bola não…era com latinha de refrigerante amassada mesmo. No primeiro, o cara apanhava se a latinha relasse nele; já no segundo, somente se a latinha passasse pelo meio das pernas.
    Em ambos, o cara saia correndo e tinha que contar até 10 (devagar)…depois desse tempo não podia mais descer a porrada.

    Lembro até hoje que um muleque que ninguem gostava entrou na brincadeira uma vez e levou o melhor chute na boca do estomago que eu já vi: dobrou o cara no meio. xD

    • tiago says:

      o bom da brincadeira era isso, chegar a pessoa mais detestavel pra brincar e descer o sarrafo, e ainda com belo alibi =D

  74. Thito says:

    Aqui em Curitiba é Malha. Qualquer coisa chutável virava a “bola” e as regras eram:
    -Passou por baixo das pernas? Malha!
    -Errou o Chute? Malha!
    -Levou a “Bolada” na mão? Malha!
    -Deus 2 toques? Malha!
    -Chutou a “Bola” para fora da área estipulada? Malha!
    -Acertou o savepoint? Malha!
    -Pisou na “bola”? -- Malha!
    -Se o infeliz caisse no chão e não conseguisse levantar a galera parava de porrar pra nao sair morte.

    Eu joguei muito disso, mas só que não me arriscava a chutar a “bola”, ficava encostado na parede perto do savepoint só esperando o infeliz passar para desferir alguns golpes.

    Tinha o Corredor Polonês que causava muita dor no tonto que passasse no meio. E na minha 8ª série as meninas criaram uma versão alternativa que consistia em alguém passar no meio e levar mão na bunda, peitos ou o que sua mente desejar.

    E também existia o Hoje Não! Era o que seguinte, você tratava com seu amigo, e se ele te visse assim que chegasse no colégio e vc por alguma infelicidade não teve tempo de vê-lo e dizer HOJE NÃO!!! o Amigão chegava para te dizer oi com uma VOADORA NA NUCA!! Eu tratei o hj não com um amigo que era praticante de Tae kwon do, no primeiro dia eu esqueci e levei uma voadora nas costas me arremessando contra o chão. No 2º dia eu cheguei escondido e apliquei-lhe a mesma técnica.. a Brincadeira durou 2 dias 😀

  75. Matheus says:

    Aqui em Salvador, é conhecido como “BABA-PAU”.

  76. Rukasu says:

    Texto ficou ótimo, me caguei de rir aqui XD Nunca participei de um jogo desses, mas cadeira voando e sangue escorrendo fez parte da minha vida escolar 😀

  77. tdm says:

    O velho futebol kombat, não conhecia por esse nome mas tudo bem. Sempre tinham uns negos que achavam que iam conseguir revidar toda a porrada e não corriam. Um erro grande, era mais viável correr mesmo e “pegar na mancha”.

    Entre as brincadeiras “pseudo-violentas” da infancia, tinha o CARIMBA, conhecido como queimada, jogado com aquelas pesadas bolas de futsal.
    Até um racha qualquer num terreno baldio se tornava algo violento, confesso que adorava dar a “rasteira” nas canelas desavisadas. Eu pegava o impulso e ia só na maldade focando as inocentes canelas do gordo Lucas.

  78. Dan says:

    Tenho 22 anos e aqui em Pernambuco cheguei a jogar isso aí como futeporrada. =)

  79. Vitor says:

    Malha e hoje não
    que saudades dessa epoca
    violencia pura e desenfreada

  80. Marcelo Pezao says:

    Nó aqeui em minas era chamado de QUEBRA-PAU embora em alguns lugares levasse o nome de RANCA era realmente o alge da infancia e todo mundo aproveitava pra demonstrar todos os golpes sensacionais que haviam aprendido nas duas semanas de karate, judo, capoeira ou qq forma de aprimoramento de golpes que a pessoal tivesse acesso.
    EPICO!

  81. grama says:

    Caralho velho, todo mundo jogoou isso na escola alguma vez… no meu tempo chamava-se bicudobol,
    interessante como algumas brincadeiras de crianças são mundiais, sem que houvesse nenhum manual ou alguma fonte que pra que elas consultassem

  82. pertubado - bairro do salgado says:

    acc porra

  83. Bia says:

    Mathus, BABA-PAU?

    hummmmmmmmmmmmmmmmmm…

  84. Fogel says:

    Puta merda, tempos fodas, aqui no RJ era porradaball.
    Hj em dia seria impossível, nego de 20+ anos dando porrada ia dar merda concerteza.

  85. @fran_molina says:

    Aqui nós tinhamos uma brincadeira similar, chamada de “dezoitão”. Explico:

    Jogávamos em uma cancha e tinha uma bola, que ficavamos chutando nos outros pra dar bolada nos outros. A cada bolada, nós contávamos. 1, 2, 3…

    Quando chegava na bolada dezoito, todo mundo gritava “DEZOITOOOO” e desciam a porrada zuando na vítima da bolada, até ela sair da cancha.

    Nao sei como nos divertiamos com isso D:

  86. Pedro C. says:

    Já tinha lido esse, mas não deu para não comentar quando apareceu a oportunidade.
    Aqui em SP, o popular mesmo é o Passou Levou (Já citado nos comentários).
    Eu jogo desde meus 10 anos, e com essa brincadeira aprendi que…O mundo é cruel, se você concordar em participar, haha
    Sempre tem essas situações que a gente participa só para se fuder com estilo.
    É que nem emprestar 5 contos praquele seu amigo modafoca. Bullying? Quem precisa disso quando já te roubam, só que pedindo por favor?
    Enfim, mijei nesse post. Foda mesmo. Algo semelhante ao Futebol Kombat acontece na minha escola, quando o professor não chegou ainda na aula de Ed. Física, e já tem bolas na quadra.
    Mas a graça é ACERTAR o cara, não rolam porradas depois.
    Não que precise rolar…Malditas bolas de futsal.

  87. Agagê says:

    Chorei quando li
    Minha infância toda contada aí

  88. José Roela says:

    haha, aqui era relou quebrou, e ainda tinha a variável “cinco minutos no machadão” (espécie de sarga+relou quebrou).

    Curiosamente, essas brincadeiras infantis se espalham forma inexplicável, o povo aí de cima, de vários estados e regiões do país, conhece a brincadeira. Vc podia bolar uma pra teoria pra isso :P. (o mesmo ocorria com piadas na era pré internet).

    PS: Até as variáveis são iguais -- alguém ali falou da regra de “passar em baixo do pé = porrada”.

    E aqui também foi assim, neguim chorava dizendo que a garrafinha não passou no meio da perna, mas sim embaixo dos pés, pensando estar salvo da porrada.

    A solução da situação, aposto, foi sempre a mesma em todos lugares: o celeuma era imediatamente resolvido com a regra “passou em baixo do pé ou sob qualquer parte do corpo = porrada”. Assim, o chorão apanhava.

    Isso que eu chamo de justiça natural kkkk.

  89. José Roela says:

    PD: pra quem quiser, procura no youtube por rolinho porrada, passou levou, e congeneres. Aparecem vários vídeos maneiros, como esse:

    rel="nofollow">

    Olha o tamanho dos marmanjo bicudano o infeliz hahaha.

    (se não puder links pra iutiube, malz ae).

  90. @ronanoak says:

    Cara aqui era Futdoideira, vc só não levava porrada se estivesse fora da quadra de areia, Qualquer coisa q rolasse no chão era a “bola” e quanto mais participantes, era “melhor”, vc tinha q marcar um gol para ser salvo, até algum outro meliante marcar, aí começava td de novo, todo mundo se matando para pegar a “bola” e marcar o bendito gol e ser salvo por alguns milésimos de segundo!

  91. Felbart says:

    Bateu uma nostalgia aqui…
    cara, e olha que na minha escola se a bola rebatesse em alguém, o alvo era em quem ela pegou por último.
    Hoje em dia, nem fifa street os ‘delicadinhos de franja’ não jogam mais.
    Bons tempos.

  92. @kaduvrp says:

    Famoso “rolinho porrada”, ou “arranca-toco” daqui do ABC Paulista. Éramos refinados, jogávamos com latinhas de coca cola amassadas mesmo.

    Bons tempos, boooooooons tempos!

  93. Luciano says:

    aeeeeeeeeeeee no espirito santo se chama porrao

  94. @andropovbr says:

    Haha, ri pra caralho desse texto, Kid. Bons tempos da minha infância, onde jogávamos futebol kombat. Aqui em Floripa tinha outro nome, mas não me recordo qual. Jogávamos também uma modalidade alternativa, o garrafão. Basicamente se fazia um círculo com os participantes, e no meio tinha uma garrafa que era girada. Aquele que fosse apontado pela garrafa se tornava o infeliz, e acontecia tudo o que você relatou. Hoje os viadinhos não podem mais fazer isso, tenho pena dessa molecada de hoje

  95. italoluiz says:

    na minha escola, fazíamos o “Violência na Escola”. Praticado a maioria das vezes no pátio, consiste em dar o melhor carrinho possível e fazer o cara voar longe, ou empurrar, esmurrar, quebrar de qualquer forma possível o sujeito. Esse sujeito, era o que estava com a tampinha de garrafa/latinha/bolinha de papel em sua posse. Ele só tem 1 regra: quebrar o maior número de moleques que conseguir. Fomos muitas vezes pra diretoria com isso.

  96. PR says:

    uhauuaha! Joguei muito Futebol-Kombat aqui em Fortaleza. Sempre voltava todo roxo pra casa mas nunca chorando.

    Tinha outra brincadeira que eu gostava pra caramba de jogar que se chamava “Carro-barruada”, ou abalroada, que seja.

    Consistia em uma linha de garotos completando a largura da quadra correndo até o outro lado tentando derrubar os amiguinhos com o tal abalroamento.

    Caralho, era muito foda, normalmente poucos chegavam até a metade da quadra!

  97. PR says:

    Tinha outra brincadeira também que era chamada de “Tourada”.

    Os moleques faziam uma roda e o ‘touro’ ficava no meio. O Objetivo do touro era tentar sair do cercado humano, e quando saísse, champs, era quase o colégio inteiro correndo atrás do moleque esmurrando e dando voadoras!

    O moleque tinha que correr até o save-point e depois ele mesmo escolhia o proximo. muito foda, muito foda….

  98. Adriano says:

    kkkkkkkkkkkk, na minha época a gente chamava isso de “TORRÃO” já joguei altas partidas e tomei altas porradas também, cara era muito bom no final de tarde jogar isso, chegava em casa morto e todo inxado de tanta pancada, ai tomava aquele banho e ia dormir 6 horas da tarde kkkkkk, bons tempos.. hoje em dia a mulecada fica o dia inteiro na frente do PC ou ouvindo restart, é foda mano…

  99. zeifler says:

    vao de perna, pé na bunda… violencia owna!

  100. Gabriel Caldeira says:

    Eu jogava o “passou, levou”
    se a bola passasse pelo meio de suas pernas acontecia como no futebol kombat, e só parava quando tocava em algum objeto escolhido pra ser a “salvação”
    negocio é que nas horas da porrada aparecia neguinho que tu nunca viu no colegio, QUIÇÁ estudavam la.

  101. matheus says:

    No meu colégio, em Porto Alegre, tinha uma mais ou menos parecida, mas se chamava Violentobol.

    Tinha o Numero também, se alguem falasse um numeral ou artigo, apanhava até gritar: NUMERO.

    Porra, que saudade do colégio.

  102. Guilherme Teles says:

    Na minha infância tinah uma brincadeira chamada futequebra, que era basicamente isso: futebol de quebra.
    tinah também o “abobrinha”, se alguém falasse certa palavra, apanhava até falar abobrinha

  103. Renato Rios says:

    cara, no colégio que estudei aqui em Fortaleza chamávamos isso de “O quebra”… era sensacional!
    Uma certa vez, combinamos eu e mais três amigos de ficarmos escorados em uma das traves (o totem de segurança mágica). Na hora que uma criatura virou “o infeliz” e ameaçou correr na direção da trave que estávamos (sendo agredido por uma multidão de proto-marginais sujos travestidos de estudantes), tiramos a trave daqueles buracos que ficam encaixadas e levamos a trave para o outro pátio, deixando o “infeliz” sem o seu ponto de salvação… um dos melhores dias da minha vida escolar!
    Obrigado pelo texto que me fez memorar dias felizes de minha vida escolar.

  104. Lucas says:

    na minha escola a gente brincava era de “tourada” kkkkkk era tipo assim, o cara que levasse uma caneta(passar a bola debaixo das pernas) tomava porrada até encostar na trave ou subir em um lugar alto.

    hahhaa esse post trouxe meus tempos de colegio de volta à minha mente kkkk era mt bom isso kkkkk

    otimo post izzy

  105. marlon says:

    na minha escola o nome era futelasca ou sainha, pq soh podia espancar aquele q levava uma zorba, ou seja, a bola passava por de baixo da saia do moribundo. teve uma vez q um moleque tentou correr da galera pro lado contrario da mancha de salvamento e deu uma volta olimpica no patio do colegio. no final das contas tinha um beco sem saida… rapaz, ele se encolheu no chao, mas levou tantos chutes q desmaiou. eu ainda dei um bem no meio das costelas dele, mas eram tantos pes q acho q n acertei em cheio. moleque ficou dois dias em casa em repouso e voltou chio de hematomas. e ainda queria brincar novamente, mas a galera deu um café com leite pra ele até q se recuperace. sem ressentimentos, just bussines hehehehe

  106. Lucas says:

    aki chamava Bigporrada ou Futiporrada, era com latinha de refri amassada ou com garrafinha plastica de guaranazinho, na primera vez q relava o kra podia corre pro gol e rela na trave q tava salvo na segunda vez ele tinha q corre ida e volta na quadra e rela na trave e quanto mais relava nele mais vezes ele tinha q corre pra c salva, saudade dessa epoca

  107. Mateus Islabão says:

    Eu jogava um parecido entre 10 a 20 muleques que se jogava com uma garrafa encontrada em algum canto ou trazida de casa, uma bola normal ou furada e até com uma cabeça se uma boneca encontrada num canto da escola uma vez. E o nome do jogo que era o mais interessante, se chamava QUEBRA PAU.

  108. Young Neo says:

    Lá na escola, o nome disso é Gaveta Malha, e a porrada come solta quando a bola e/ou qualquer coisa que de para chutar, passa no meio das pernas de um cara, que tem que correr até o ponto salvo.

  109. Gabriel Cristian says:

    Cara, Em Natal isso é conhecido como Tora-reia (do verbo Reiar [ato ou efeito de causa injúria física])

    As regras eram um pouco diferentes, não existia zonas de salvação e você era o “Infeliz” até você chutar a bola pra longe (em torno de uns 3 metros) ou algum outro jumento pegar na bola (você podia chutar a bola em algum mané próximo que daria certo também)

    Legal era quando alguém mandava um bicudo pro final da quadra onde não tinha ninguém, logo ninguém era o infeliz, aí ficava um monte de gente ao redor da bola ou próximo esperando alguém ser empurrado pra cima da bola ou alguém corajoso chutar a bola em alguém a troco de algumas voadoras de dois pés.

  110. É O QUEBRA, IEEEEEEEEEEI!

  111. Lucas says:

    Aqui no MS é FutQuebra..

  112. Arthur Santos says:

    Aqui no Espírito Santo chamavam essa brincadeira de “Porrão”

  113. Samuel, rei do passou levou says:

    Aqui eu conheço com Passou levou, as regras eram só, se passase entre as pernas, LEVOU, MAS TINHA UM LUGARZINHO MARCADO pro cara sair vuadopegar nele, e quem tava fora do brincadeira(até meninas) levava porrada, o nosso só tinha, no máximo 5, pra n se fuder seguidamente, e lá não tinha safado valentão, na minha escola n, eu batia meio forte, e quando o cara tava perto, a gente dava um chute no mei dos ovo antes q ele chege no savepoint, era muito show

  114. André Santiago says:

    Aqui na minha cidade (cotia-sp) chamávamos sainha porrada, e tinha que dar uma sainha (chamada caneta em alguns lugares) ou um chapelzinho em alguem ai a porrada era livre ate o infeliz encostar em uma arvore ou a diretora chegar e todo mundo sair correndo.

  115. Robson says:

    Haha Eu jogava uma variante conhecida como fute-lasca. Tinha basicamente os mesmos objetivos do futebol normal, porém não havia marcação de faltas. Às vezes as duas facções até esqueciam da bola e partiam para a pancadaria, pois todo o contexto era apenas um pretexto para desferir socos e chutes em outros aspirantes a seres humanos sem sofrer consequências (além das retaliações dentro do próprio jogo, claro), porque a principal regra era que qualquer denúncia do evento para algum adulto seria punida com espancamento coletivo. Bons tempos :’)