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Minhas estripulias quando criança serviram como melhor treinamento pra paternidade

Postado em 24 July 2012 Escrito por Izzy Nobre 45 Comentários

Antes de mais nada, permitam-me pedir desculpas por esse hiato aqui no HBD. Eu sei bem que tem uma turminha que passa aqui todo dia esperando ver textos novos, e entendo como é frustrante não ver nenhuma atualização no seu site favorito. Estive bastante gripado durante o fim de semana — ainda estou, na realidade.

Neste exato momento minha cabeça inteira está sendo zoada pelo vírus da gripe comum: meus ouvidos estão entupidos, minha garganta parece ter sido lixada com um esmeril coberto de cacos de vidro, e minha febre provoca um frio cortante que só é aliviado quando entro no meu carro que passou o dia inteiro no sol. Mas vamos lá.

***

Como vocês indubitavelmente sabem, eu me casei há pouco tempo. Meus pais, que já estiveram nos enchendo o saco por netos há algum tempo, triplicaram suas insistências de que eu deveria começar a me reproduzir. Evidentemente não quero ter filhos tão cedo; entretanto, quando a hora chegar, acho que saberei como me portar como um pai.

E, como diz o título, as merdas que eu aprontava quando moleque foram o melhor treinamento para isso. Tudo que aprendi em relação a como ser pai vem dos anos mais turbulentos da minha infância e dá pra sintetizar tudo em uma frase: preste atenção no que diabos a porra do seu filho está fazendo.

Eu fiz tanta merda quando criança, e tanta merda COMPLETAMENTE não-detectada pelos meus pais, que isso acabou sendo a melhor lição em relação a criar filho. Fique de olho nesses seus pirralhos — constantemente.

Eis aqui um exemplo. Quando criança, eu tive minha fase piromaníaca. Minha mãe comprava canudinhos de plástico pros nossos sucos em casa (caralho, agora que paro pra pensar esse foi o fator mais “PIÁ DE CONDOMÍNIO CRIADO PELA AVÓ” da minha vida), e logo cedo eu descobri que eles derretiam de uma forma interessante quando incinerados com aquele isqueiro de churrasqueira do meu pai.

A gente chamava de “pinga fogo”, porque era exatamente isso que acontecia — o plástico derretia e, ainda em chamas, caia no chão perigosamente perto dos nossos pés. Eu me divertia colocando materiais variados embaixo do “pinga fogo”, porque tudo que o plástico líquido flamejante tocasse era incendiado também.

Ou seja: eu inventei napalm caseiro com 9 anos de idade.

Se liga no pequeno terrorista

Como eu escapei da infância sem passar alguns meses numa unidade de tratamento de queimados é um verdadeiro milagre. E aparentemente ninguém percebia que um saco de 100 canudinhos acabava em menos de uma semana. Pai, mãe, empregada, todos completamente alheios às maquinações do pequeno incendiário na casa.

A minha piromania piorou com a idade. Lá pelos menos 12 ou 13 anos descobri que meus primos, especialmente o Eduardo, compartilhavam da minha atração por fogos e explosivos. Juntávamos dinheiro, comprávamos bombinhas (que ganham nome diferente dependendo do estado onde você morava; no Ceará eram “rasga-lata”) e saíamos pelo bairro procurando objetos descartados para explodirmos.

Imagina aí: um bando de criança de 12 anos, procurando paus e caixas velhas em terrenos baldios, nenhum de nós jamais vacinados contra tétano, carregando pólvora suficiente pra estourar pelo menos meia dúzia de nossos preciosos dedos.

Em uma outra ocasião (que eu talvez já deva ter mencionado aqui no HBD mas foda-se, aquilo foi o ápice da engenharia infantil então eu vou recontar a história até no meu leito de morte), eu e meus primos adquirimos uma arma dágua, desodorante líquido daqueles que nem existem mais, elásticos e cotonetes, e construímos um lança-chamas funcional.

E de onde veio a idéia?

Isso mesmo, Tenente Primeira Classe Ellen Ripley e seu inseparável lança-chamas. A construção do lança-chamas (que foi minha idéia) era simples: Enchemos a arminha dágua — daquelas de R$1.99, que vaza água por todos os lados, pra você ter uma noção da segurança — com o desodorante, e atamos o cotonete perto da saída de água.

Depois disso, efetuei alguns disparos pra encharcar o cotonete com álcool, e então acendi-o com um palito de fósforo. O cotonete em chamas servia como a pilot light da arma, um elemento da construção da arma que eu aprendi inteiramente graças à série Alien.

E aí passamos o dia inteiro incendiando objetos aleatórios na casa dos meus primos. O curioso é que o lança-chamas caseiro fazia exatamente aquele WOOOSH extremamente satisfatório que as versões cinematográficas faziam.

Anos mais tarde, veio a internet. Existiam sites de cultura hacker/cracker/phreaker/anarchy/virii, que na época você achava no Cadê? pesquisando pela sigla HCPA ou HPCVA, era algo assim. A parte “anarchy” desses sites ensinava a fazer bombas.

Eu devia ter lá uns 14 ou 15 anos. Nesses anos eu aprendi (pelo menos teoricamente) a fazer tudo quanto é artefato incendiário, incluindo o mítico DISQUETE EXPLOSIVO. Lembra dessses? Teoricamente você rasparia cabeças de palitos de fósforos e substituiria o disco magnético do disquete por uma lixa. Quando o infeliz colocasse o disquete no gabinete do computador, a lixa rodaria, a pólvora entraria em ignição e era uma vez o computador do (pai do) seu amigo.

Eu e os (poucos) amiguinhos que também curtiam essas merdas planejávamos levar disquetes-bomba pra escola pra “surpreender” os amiguinhos, sem a menor noção do dano que estaríamos causando aos computadores do laboratório de informática, aos nossos amigos, ou às próprias carreiras acadêmicas.

Já pensou? Uma merda dessa apareceria até no Fantástico! “Filho de pastor evangélico leva para a escola bombas de fabricação caseira disfarçadas de disquetes e fere oito colegas de sala”, a Glória Maria diria com aquele semblante de seriedade.

E a minha pergunta é: durante todo o tempo em que eu tive esses interesses bizarros, ONDE ESTAVAM MEUS PAIS? Ocupados com suas coisas de adultos, obviamente. Só que essa desatenção poderia ter resultado em acidentes gravíssimos ou até mesmo mortes, considerando o tipo de coisa com as quais eu me ocupava. Pra você ter uma noção, eu uma vez fiz uma fogueira dentro da despensa pra brincar de “acampamento”.

E EU ESTAVA SOZINHO EM CASA. Imagina a merda incrível que poderia ter resultado disso.

Preste atenção na sua pivetada, turma. Fique ligado nos interesses do moleque. Talvez seja possível evitar uma tragédia no futuro.

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comments

Categorias: Minha infância

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

45 Comentários \o/

  1. André Ferreira says:

    Quem nunca fez um lança-chamas de desodorante? Melhor coisa da infância, até você incendiar sem querer o jardim de sua casa… (Foi o que eu fiz)

    • Yuri Marcel says:

      as minhas estripulias incendiárias pararam quando o o lança-chamas de desodorante acertou muuuuuito perto do meu cachorro e ele alertou meus pais com latidos intermináveis, mas felizmente ele passa bem.

    • Um1up says:

      Matar Baratas/Formigas/Grilos/Aranhas e afins com lança-chama de desodorante. Quem nunca? Queimei os pelos da perna da minha irmã em uma dessas. Hj ela está depilando todos mesmo. Detalhe, minha mãe estava VIAJANDO e eu com 15 anos, fiquei tomando conta da casa durante 3 dias.

    • Lexico says:

      Ah, e os lança-chamas feitos com inseticidas em aerosol? Tem que ver o efeito que a chama faz quando encontra uma fogueira de folhas no quintal…

      • Vinícius Martarello says:

        No meu caso eu incendiei um rolo de papel toalha e sem querer queimei a mão do meu irmão, não a ponto de mudar a cor da pele, mas estava fedia de queimado…

  2. G says:

    AEW, texto novo!

  3. Samuel says:

    Você realmente tem que agradecer por ter todos os dedos e uma cara não derretida, hahaha.
    Aliás, você e muitos dos seus primos/amigos/coleguinhas/potenciais vítimas, não? 😛

    A propósito, bom conselho e bom post hahaha.

  4. G says:

    Caralho, eu fiz todas essas coisas, e meus pais nunca souberam.

  5. marlon says:

    quando eu era pequeno, adorava estourar esses peido de velha, até o dia que eu e meu primo pensamos grande e tivemos a ideia de abrir vários deles, juntar toda polvora e fazer um grande rojão. só esquecemos de colocar um pavio grande o suficiente para gente correr, só deu tempo de tirar a mão e virar pra correr, aquela merda estorou fiquei umas 2 horas sem escutar nada, só um zunido forte no ouvido. saudades da infância….

  6. Mateus Schiontek says:

    Aqui em casa como, como na casa de todo brasileiro tem uma churrasqueira. Eu compartilho dessas estripulias incendiarias. Certa vez eu coloquei álcool em uma bisnaga e brincava de incendiar as coisas, a cada vez q eu apertava a bisnaga minha mão molhava de álcool, foi quando eu apertei muito tempo e o fogo chegou na minha mão. Resultado depilei todos os pelos da minha mão.
    Mais mesmo assim não parei com esse costume infantil.
    Parabéns Izzy pelo seu casamento!

  7. Humberto Batista says:

    Agora tá tranquilo. Os pivetes só se interessam em fazer vídeos para a internet e engordam à base de Mcdonalds. Sério! Tenho dois e este novo comportamento pode até não preocupar, mas também não orgulha!

  8. Brehmer says:

    Lembro de quando eu botei fogo em uma pilha de jornais no meio da cozinha..devia ter uns 10 anos..quase incendiou o apartemento..haha

  9. @mos_axz says:

    Aliás, as rasga-latas, que tem esse nome por um motivo óbvio, utiliza basicamente o mesmo principio da granada, que é disparar estilhaços cortantes para todos os lados em uma velocidade incrivel. Quando colocavamos as bombas em tijolos, vidro e etc era comum alguém se machucar um pouco. Aliás, uma das pegadinhas mais clássicas que existem é colocar a bomba embaixo de britas e machucar um desatento qualquer…

  10. alpha says:

    eu era dos amantes de eletronicos que quebrava os brinquedos perfeitamente funcionais só pra saber como funcionava!

  11. Caio Sabino says:

    Muito bom texto, Izzy! Ri quase tanto quanto o texto do rato na locadora 🙂

  12. André says:

    Kid só tá vivo hoje pq deus o protegeu, olha aí que maravilha, belezura. Podia ter morrido fazendo merda sozinho em casa, mas não morreu.

  13. stephany says:

    Fiquei com medo de ter filhos agora…hahaha

  14. Lucas. says:

    Tudo isso faz parte de uma infância saudável.
    Eu lembro quando eu incendiei um livro dentro de casa, e inútil que sou, não conseguia apagar. Claro que a solução foi recorrer à velha mangueira do quintal, só que desprovido de qualquer habilidade bombeirística, eu encharquei a sala inteira. Por sorte o sofá que tínhamos era daqueles de imitação de couro, porque se fosse de pano, eu tava fudido. E o pior: meus pais não perceberam.Há histórias piores; eu já fiz coisas horripilantes em relação ao instinto terrorista que jaz dentro de todos, digo só “Anarchist Cookbook” E “Uncle Fester”. Não me pergunte mais nada XD

  15. Fábio says:

    Eu tinha (tenho ainda) um vizinho de idade que volta e meia pegava no pé da nossa turminha, então eu e um coleguinha planejamos explodir uma bomba de MERDA na casa do pobre velhinho. Funcionaria assim: Um colega meu cagaria dentro de uma sacolinha, e pegaríamos uma “bomba mil” (a.k.a. rasga-lata) e envolveríamos ela com a sacolinha contendo o totô, e jogaríamos acesa no quintal do coitado do idoso.
    Meu colega até realizou a etapa número 1 do plano (que era o “número 2”), mas tivemos a idéia de guardar por alguns dias a parada num lugar baldio prá deixar “fermentar”. Dias depois quando fomos ver a parada tinha se liquefeito. Desistimos da idéia. Ainda bem.

  16. rodrigowue says:

    Uma vez quando era menor eu e meu amigo fomos soltar fogos de artifícios em uma rua deserta de noite quando meu amigo acendeu o fogo de artificio q estava apoiado em uma garrafa de cerveja(que agente encontrou na rua) ele derrubou com a perna na hora de levantar e correr dai só deu tempo de correr o fogo foi para dentro de uma garagem de um prédio e disparou o alarme de um monte de carros e saiu uns caras do prédio correndo atras kkkk

  17. Cristianne says:

    Fique tranquilo, Kid. Você nunca estará preparado pra ser pai. Aqui em casa esperamos DEZ anos pra finalmente nossa menina vir e fomos aprendendo a ser pais com ela. Cada etapa é uma adaptação da família e um aprendizado; da criança e dos pais.
    E vou te dizer… a menina agora está com 1a e 2m e sem sacanagem. TODA VEZ que piscamos os olhos deu merda. TO-DA.
    No domingo todos preparados pro passeio deixei a neném no chão e fui ver rapidinho (menos de 20 segundos!) uma mensagem no PC que copiava arquivos e deu erro. Era só ler o recado e clicar em OK. SÓ.
    Esses 20 segundos foi o tempo necessário que ela teve pra pegar a fralda com COCÔ e espalhar cocô pelo quarto todo.
    No mês passado, dia 22/6, numa piscadinha que dei ela levou um tombo e perdeu a unha. E eu ainda levei esporro no pronto socorro!
    E sinceramente? Apesar dos sustos, noites em claro, choro, cocôs, melecas, catarros, birras… valeu a pena.
    E ah! Eu fiz muita merda também. Aos 8 anos, brincando de fogueira, eu quase explodi o carro da vizinha! A fogueirinha de papel voou pra baixo do carro e demorou a apagar. Eu nunca corri tanto na minha vida!

  18. Thito says:

    Eu fazia pinga-fogo com garrafas de amaciante (das grandes) era uma festa só .. até um certo dia eu pinguei aquela porra na minha perna. A pele escorreu junto com a gota.. O que eu matei de insetos naquele tempo.. um perfeito psicopata..
    consegui fazer uma fogueira dentro do armário, e lança chamas com desodorante era normal… até com bala de festim eu brincava… nao sei como to vivo hj.

  19. João Victor says:

    Eu quando não estava bricando com água, estava bricando com fogo. Uma vez eu me juntei com um primo meu pra tacar fogo na minhã irmã. Missão sem sucesso, dependendo do ponto de vista. Outra vez eu queimei o lençol da cama dela. Até hoje não entendo como nunca sofri um acidente nesses episódios piromaníacos.

  20. Ian says:

    Que isso, vc era merdeiro demais, li o texto todo com uma expressão de “what da fuck esse muleque tava pensando”

  21. Diogo says:

    Tire toda a polvora de uma bombinha/malvina/cabeção-de-nego e ponha em um papel qualquer,amasse de forma que fique um trouxinha e coloque fogo.Flashbang caseiro,sério tu fica uns 10 segs vendo tudo branco

  22. É, não fui tão longe assim. Que eu me lembre só fazia a do pinga-fogo usando sacolas e garrafas de plástico, e ainda lembro que meio que jogava em uma lata de cera que ficava perto do fogão a lenha na casa da minha vó.
    Bons tempos…

  23. Michael says:

    Aprendi com meus pais que criança quando tá quieta, é pq está aprontando.

  24. Philipe says:

    Mano,nessa de brincar com fogo eu sem querer incendiei um velho armário que ficava no quintal usado para guardar quinquilharia,inclusive todos os brinquedos do meu primo que estava de mudança e precisou de um lugar pra guarda-los.

  25. Alexandre Barbosa says:

    Uma das coisas que mais adorava fazer era replicas detalhadas de aviões, navios e tanques. Quando me cansava delas encenava batalhas épicas com polvora, querosene e detonadores improvisados. Para “avacalhar” a coisa pegava uma camera fotografica e tentava bater fotos dos “eventos”, acho ainda devo ter algumas dessas fotos guardadas. E só de ruim, quando fui servir no exercito tentei ir direto para o batalhão adequado, eheheh. Selva!!!!!

  26. Rafael says:

    Também brinquei muito com fogo, mas, como fui escoteiro, minhas necessidades foram atendidas durante os acampamentos. Meu ápice foi com 16 anos quando eu construí um motor de foguete usando uma lata de nescau e cimento. Infelizmente não funcionou da maneira que eu queria.

  27. Wellington says:

    Eu também fazia esse tal de “pinga-fogo”, porém não o chamava dessa forma, e também não o fazia com canudo, mas sim com tiras de plástico.

  28. Porkispin says:

    tenho certeza que sua (nossa) infância foi muito mais divertida que a de muito moleque de hoje em dia.
    E a justificativa, é essa… os pais confiavam muito mais nos filhos… nos deixavam usar a imaginação livremente, destruir algumas coisas… se machucar pra aprender…
    Hoje em dia tem esse senso de super proteção (q vc mesmo ta sugerindo, de certa forma), transformando as crianças em mongolóides mimadas.

  29. celio says:

    o legal era por fogo em bombril ( palha de aço ) e sair rodando… kkk

  30. victor says:

    o rss não funciona mais? O último post de lá é de 20/04.

  31. Luiz Guilherme says:

    Mais alguém subia na laje de madrugada e ficava atirando pedra com estiligue no portão dos vizinhos a ponto de FURAR chapas de metal?

  32. Felipe Ahmed says:

    Seus filhos não vão largar o computador e o video-game pra poder fazer merda….

  33. Gideão Teixeira says:

    Não concordo muito com essa crítica a superproteção da molecada; eu também fiz muita cagada a ponto de ir parar no hospital por culpa de uma espouleta que veio direto no meu olho ao bater com um martelo. Hoje em dia minha filha nem sabe o q é espouleta ( e nem vai saber ); quero protejê-la? Sim, quero passar um domingo inteiro no hospital sem poder jogar meu ps3? É claro que não; daí a super-proteção; afinal, é melhor prevenir do que remediar não é??

  34. Gley Riviery says:

    Eu estou passando exatamente por isso agora. Tive meu primeiro filho recentemente (ele está com oito meses) e mesmo assim já é possível enxergar o potencial para merdas perigosas que o moleque tem (como eu também tinha). A patroa, conhecedora das minhas cagadas da tenra infância, está preocupadíssima e não tira os olhos dele (principalmente quando ele sai engatinhando como um louco sempre que vê o forno aceso).

    Orgulho do pai.

  35. Igor says:

    procurando no google o que é ”indubitavelmente”

  36. Eu fiz muito dessas merdas…acho que a pior delas foi pegar uma antena de tv, ligar uns fios, plugar na tomada e estourar o fusivel (lembram disso?) do neutro da casa, enquanto meu pai tomava banho…Vou contar a historia com detalhes la no tabajara-labs.blogspot.com. Essas historias do Izzy tao me animando de tirar umas velhas historias engraçadas do bau e jogar la no blog hehehe :oD

  37. […] gente chegou também a brincar de “pinga fogo”, que foi como o Izzy Nobre denominou, nesse post aqui, a prática de pegar canudos de plástico, colocar fogo e ver a magia de “fireballs” […]

  38. Rusleypb says:

    Eu fiz todas estas loucuras quando criança. Mas o que gostava mais era de brincar com alcool, nessa brincadeira queimei toda a minha perna esquerda.

  39. Se tem alguma coisa que esse texto prova é que infância é meio que uma seleção natural. Se seus pais tivesse realmente mantido um olhar vigilante em você, não estaríamos aqui comentando sobre isso.

    Como diz minha mãe, menino pequeno o diabo protege, porque se morrer vai pro céu de qualquer jeito. Só depois que cresce é que dá merda.

  40. Kaique says:

    MEU DEUS, EU FAZIA EXATAMENTE AS MESMAS COISAS! Ano retrasado eu meu primo e meu irmão fizemos uma fogueira gigante com madeira velha e álcool no telhado de uma loja LOL. Não deu em nada, mas realmente poderia ter acontecido uma tragédia.