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O dia em que eu apanhei na rua por causa de uma pipa

Postado em 16 August 2012 Escrito por Izzy Nobre 56 Comentários

Vocês já perceberam que depois que você conhece uma pessoa nova, em breve a conversa se torna uma disputa de quem já se envolveu nos acidentes mais mirabolantes?

Passei os últimos 24 anos estudando essa tendência da psiquê humana. Aliás, de onde surgiu esse acento circunflexo, que minha professora de alfabetização (tia Socorro, que já morreu até, coitada) ficava muito puta se o chamassem de “acento chapeuzinho”? Qual o problema de chamar o circunflexo de chapeuzinho? Temo que agora apenas Satanás poderá perguntar isso a ela.

Não importa. Faça o teste aí; da próxima vez que conhecer alguém novo, comente COMO QUEM NÃO QUER NADA que no verão passado você perdeu um dedo do pé enquanto tentava, sei lá, operar um moedor de carne em cima de um skate. Pode ter certeza que o sujeito tirará a camisa, mostrará uma cicatriz entre a terceira e quarta costela e dirá que foi perfurado por uma viga de construção quando mergulhou do terceiro andar de seu prédio tentando capturar uma pipa desgarrada. Antes que você puxe de memória algum acidente mais imbecil, vai lembrar da minha teoria.

Falando em pipas desgarradas, já contei pra vocês o dia em que apanhei por causa de uma porra de uma pipa?

Era 1997, ou 1998, sei lá. Geralmente lembro os anos em que minhas putarias aconteciam porque bastava lembrar em que série eu estava (fiz a quarta em 94, a quinta em 95, a sexta em 96 e etecétera), mas dessa vez o ano me escapa da memória.

Eu morava na época no asqueroso Conjunto Ceará, um bairro escroto na periferia mais fodida de Fortaleza. Os leitores cabeça-chata não precisam que eu descreva a imagem, mas tem muito sulista lendo isso aqui, então vamos fazer um exercício mental. Pensem aí no bairro mais sujo das redondezas de Calcutá, e em seguida imaginem um caminhão-pipa cheio de esterco, muco, placentas, cadáveres em avançado estado de decomposição e cópias do último CD do Los Hermanos explodindo bem no meio dele, espalhando a repugnante mistura por todo lado. Esse é o Conjunto Ceará.

Meu pai, na época pastor evangélico, liderava uma congregaçãozinha quase ou tão fodida quanto o próprio bairro, bem no meio do sertão cearense. Morávamos na Aldeota, e se eu não estivesse com a imensa preguiça de abrir o Google Earth vocês veriam que há um continente inteiro entre os dois bairros. Depois de algum tempo gastando uma nota preta em gasolina, o coroa resolveu se mudar lá praquela invasão. Ir pra igreja à pé seria seria uma economia considerável, ainda que isso significasse ter que disputar a calçada com crianças peladas brincando dentro de poças de lama com carrinhos de plástico sem rodas e com as caras ocupadas por moscas varejeiras.

Sem putaria, o lugar era sinistrão. Era um misto de invasão do MST com favela indiana, muito tosco mesmo. Inclusive, foi lá que fui assaltado pela primeira vez na vida (o que é assunto pra um post que só escreverei depois de anos de cobranças dos leitores).

Voltando à história, papai-pastor se muda de mala e cuia pra uma periferia fodidaça e eu, filhinho de papai acostumado com colégio particular caro e amiguinhos ricos, me vi morando numa casa rente à rua sem asfalto e moleques que nunca nem tinham visto um computador de perto. Sem computador, sem videogame (eu havia destruído meu SNES acidentalmente pouco tempo antes da mudança), sem carros de controle remoto, tivemos que nos comunicar com base em um denominador comum, ou seja, nossos papos de brinquedos não podiam envolver coisas cujo preço ultrapassasse os dois dígitos.

Acima, uma simulação computadorizada de mim mesmo, aos 14 anos, empinando uma pipa. Perceba as gravatas borboleta com que eu enfeitei minha pipa

E a resposta foram as pipas.

Pipas não eram apenas aeromodelos rudimentares construídos com bambu, papel de seda e cuspe; com um pouco de cola branca, cacos de vidro e malícia tipicamente brasileira, uma pipa comum se tornava uma fabulosa aeronave de combate.

Nas mãos de pilotos habilidosos, uma pipa podia cruzar os céus com maestria e cortar a linha da pipa de um oponente, e aí fodeu. Alguém voltaria pra casa chorando, com um carretel de linha sem uma pipa na outra ponta.

A confecção e decolagem de pipas era basicamente o único passatempo que aquela crianças dignas de um show beneficente do Bono Vox podiam desfrutar. Os que conseguiam arrancar algum dinheiro dos pais de vez em quando podiam se dar ao luxo de comprar pipas pré-fabricadas no mercantil do seu Joaquim da Mandioca. Desconheço o motivo dessa alcunha, porque jamais vi seu Joaquim com nenhuma mandioca, com M maiúsculo ou não. Por isso mesmo, temo o duplo sentido do apelido.

Os mais miseráveis e desnutridos da turma (ou seja, aqueles para quem os dois reais que cada pipa custava constituia uma fortuna inalcançavel) tinham que implorar pelas pipas velhas de outrem, fazer suas próprias a duras penas ou disputar as pipas abatidas.

E as pipas abatidas, mas que espetáculo! Uma pipa derrubada era praticamente o equivalente do Conjunto Ceará do lançamento de um ônibus espacial. Pessoas vinham de todos os cantos pra assistir. Não, não é exagero, é literalmente mesmo: o fenômeno resultante de uma briga de pipas fazia muitos interromper seus afazeres e ir à rua assistir a putaria.

Quando uma pipa cruzava os céus à deriva, saíam pivetes de TUDO QUANTO ERA BURACO numa carreira desesperada no encalço da pipa grátis. Crianças desciam de árvores, pulavam da esquina, saltavam de dentro de bueiros, chutavam o portão de casa e passavam sebo nas canelas. Eu nem sabia que tinha tanto moleque naquele lugar. Imagino que estes passavam o tempo se escondendo e analisando o tráfego aéreo do bairro, aguardando o momento de correr. E a animação era porque, segundo o código de honra da pivetada, uma pipa cortada pelo cerol alheio pertencia ao povão. Aquele que a capturasse primeiro se tornaria o dono, e ai do dono legítimo se este se meter a reclamar a posse da pipa! Um delito dessa natureza requeria pena de pelo menos cinquenta cascudos em áreas variadas do corpo.

Segundos após a pipa perdida encontrar descanso no telhado da vizinha da frente, mais guris se juntavam à turba na corrida em direção à aeronave abatida. Chinelas havaianas não aguentavam a velocidade e as tiras estouravam, frequentemente levando rostos imberbes de encontro ao asfalto. Com tantos corpos caídos no chão, o negócio frequentemente se tornava uma corrida com obstáculos.

Sem o menor respeito à propriedade alheia, aos amiguinhos ou aos próprios ossos, a pivetada escalava os muros da casa da dona Francisquinha de Jesus – aquela que vendia pastel de queijo na feira -, disputando cada ponto de apoio na base do tapa, até que alguém finalmente tocasse a seda da pipa. Devia haver algum tipo de lei informal regendo a briga pelo brinquedo, porque no exato momento que alguém encostava na pipa, todo o resto da turma abandonava a disputa.

A cena era pitoresca; aquela criançada toda correndo feito loucos no meio do trânsito, desviando de carros, se empurrando, se esbofeteando, caindo de cara no chão, trepando em muros alheios… por algo que custava dois reais. Ah, Conjunto Ceará…

Além dessa putaria toda (ou por causa dela mesma), a brincadeira das pipas gerava uma perpétua inimizade entre as patotas de cada rua. O pessoal da Comendador Machado odiava a turma da Sete de Setembro, que por sua vez não podia sequer ver a galerinha da 89. Bando de metidos. Se achavam nova-iorquinos, só porque o nome da rua era um número!

O que acontecia é que tomar posse da pipa abatida da rua oponente era uma injúria imperdoável. Se alguém da turma oponente cortasse sua pipa no cerol, tudo bem, era parte do esporte. Bastava voltar pra casa, roubar o dinheiro do pão e comprar outra. Mas quando os amigos do algoz conseguiam pegar a pipa perdida e trazer de volta pro bando, ahhhh… Isso feria a dignidade. A pipa cortada de um oponente era praticamente um troféu de caça, um atestado de superioridade. Era quase como se seu inimigo estivesse de posse de sua própria alma.

Havia ainda uma patifaria ainda mais vilanesca, o ato de “fazer farofa”. “Fazer farofa” consistia em capturar a pipa do oponente apenas para destruí-la completamente.

Entendidas as regras do esporte, continuo a historinha.

Num belo dia de domingo, estávamos eu e a minha turminha empinando pipas. A galera da rua da frente, cujo nome não consigo lembrar, estava na mesma atividade. Eles lá, a gente cá. Olhares raivosos cruzavam a rua em ambas direções. No ar, as pipas materializavam o ódio mútuo que as nossas gangues infantis nutriam uma pela outra – com habilidade, os empinadores de cada lado jogavam suas pipas umas contras as outras, tentando faze-las se engancharem na linha acerolada (que é uma linha com cerol, e não acerolas. Embora o Manélzinho da 21 jurasse ter projetado uma pipa com suco de acerola ao invés de cola. Vai ser pobre assim na puta que pariu).

Num lance de sorte, o Adriano conseguiu desvencilhar a pipa do oponente da linha. Esta começou a cair, desenhando uma espiral no céu em direção à nossa turma. Por ser um domingo, o movimento no bairro era bem menor, e a pipa já caía em nossa direção mesmo. Nem foi necessário correr. Eu, por ser o mais alto entre a nossa turma, peguei a pipa caída com facilidade. Joguei um olhar pra turma da rua da frente, e as caras deles não eram das melhores. Um moleque saiu do meio do grupo em nossa direção.


Ele atravessou metade da rua e, com frases curtas, exigiu a devolução da pipa. Sua mão pendia no ar, insistente.“Ah, mermão” falei “tu sabe como é o negócio. Pipa bolada não tem dono!”O sujeitinho, que acho que se chamava Marcelo, não perdeu tempo debatendo. Ao invés disso, ele voltou rapidamente pro meio da sua turma, que aguardava do outro lado da rua. A retirada voluntária do inimigo foi algo ainda mais honroso que ter capturado a pipa dele. Meu espírito gozador não se conteve.

“Ei, ei, ô, ô, olhaqui!” o rapaz virou o corpo em minha direção “Brigado pela pipa nova, ein!” tendo dito isso, ergui o artefato acima da minha cabeça e ensaiei uma breve e constrangedora dança de vitória.

O moleque, indignadíssimo, apressou o passo em direção aos seus amigos. Ao chegar lá, conferenciou com eles brevemente. Em seguida, correram todos pra rua, saindo da nossa visão.

Minha turma e eu voltamos às nossas atividades normais. Em pouco tempo, a turma inimiga reapareceu na esquina.

Com paus e pedras nas mãos, e olhares sérios na cara.

Não minto, gelei instantaneamente. Nunca fui de brigar, especialmente quando os oponentes são mais numerosos e armados. Pensei em correr, mas eu era o mais velho da minha turminha e a vergonha jamais seria esquecida. Permaneci no mesmo lugar, com a pipa ainda na mão.

“Me dá” disse Marcelo, sem precisar especificar exatamente o que eu deveria dar.

As palavras quase não vinham à boca.

“Mas eu peguei…”

Sem pensar duas vezes, Marcelo girou o braço e o pedaço de pau em sua mão foi de encontro à minha perna. Virei o corpo instintivamente (e vi de relance que meus amigos tinham desaparecido), e a porrada pegou do lado do joelho. Dei um passo pra trás, irado, mas sabia que seria impossível me defender dos três ao mesmo tempo.

“Me dá essa porra, branquelo de merda” disse o menino. Com o joelho doendo e uma inegável vontade de sair em disparada, o orgulho falou mais alto. Fiquei calado. Reconheci um dos pedaços de pau que os moleques carregavam como a perna de uma cama que havia sido jogada num terreno baldio das proximidades (não o do mapa acima, um mais distante).

Sem esperar a minha resposta, Marcelo deu uma estocada com o pedaço de pau e perfurou a película de seda da pipa. Com um rápido movimento, ele arrancou-a das minhas mãos. Me senti como se alguém tivesse arrancado minhas roupas.

Na sua fúria e falta de planejamento na hora de reconquistar a pipa, o moleque acabou estragando-a. Sem pensar duas vezes, ele “fez farofa” ali mesmo. Depois jogou a pipa aos meus pés, e saiu. Até hoje me pergunto o que impediu o sujeito e seus amigos de me dar uma surra de perna de cama.

E eu passei uma semana sem falar com o meu irmão, também. Aquele corno fazia kung fu na época e me deixou apanhar sem se manifestar!

Logo após os malfeitores abandonarem nossa rua, a minha turma começou a aparecer. Eu estava morrendo de vergonha, mas dava pra ver que a deles era ainda maior que a minha. Eu estava revoltadíssimo, afinal, éramos uns nove. Armados ou não, cada um dos moleques da rua rival teria que se virar contra três! Seria um massacre, se eu não tivesse sido abandonado como um filho cujo pai descobriu sua homossexualidade.

Mandei todos aqueles medrosos de merda irem pro inferno (incluindo o meu irmão) e voltei pra casa. E passei o resto do dia jogando Command and Conquer.

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comments

Categorias: Minha infância

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

56 Comentários \o/

  1. Newton S. says:

    os canadenses (em especial crianças/adolescentes) são mais idiotas que os americanos? tanto academicamente como etc? (tive essa duvida lendo seu livro)

  2. harrykardo says:

    post requentado

  3. Felipe Costa says:

    Minha mente me prega peças ou eu já li esse texto antes?

  4. Nick says:

    Sinto que já li este texto antes hahaha

  5. Newton S. says:

    Muito bom, principalmente as parodias/referencias/sei lá o que tô falando, como essa: “Imagino que estes passavam o tempo se escondendo e analisando o tráfego aéreo do bairro, aguardando o momento de correr.” haha

  6. André says:

    Que palhaçada é essa Kid? O texto é igual ao da “A Saga de um Empinador de Pipas”. Porra Kid. Exijo o texto do primeiro assalto agora.

  7. MH says:

    Já li esse texto, hein… 😛

  8. Zeca says:

    Estou tendo um Dejavu, acho que ja vi esse post.

  9. Gabriel says:

    Hey Izzy, quando tu vai falar sobre a primeira vez que você foi assaltado?

  10. “já contei pra vocês o dia em que apanhei por causa de uma porra de uma pipa?”

    Sim, já contou. E na época do post tu chamava teu irmão de “Trunks” 😛

  11. REPOST HEIN? says:

    déjà vu da porra, tu já contou essa história… tá com mais firula agora, mas já vi isso aqui…

  12. Gusta Mociaro says:

    Repetido, mas ainda sim um bom texto.

  13. Gabriel Silva says:

    Uai. Tive um déjà vu agora. Acho que tu já falou disso, Izzy.

  14. Leonardo says:

    Pelo menos tu não foi currado como o personagem d’O Caçador de Pipas

  15. Gonzo says:

    Rapaz Izzy,eu moro em São Luís,MA e sem dúvidas é uma cena comum por aqui . Sem contar os motoqueiros cortados com cerol das pipas,crianças perdendo um pedaço do dedo,vizinha velha reclamando e soltando impropérios de mais baixo calão contra os moleques… ja ví um linchamento de um rapaz aqui ‘no canto’ por causa de pipas. Mas é uma época passada,quase ninguem na área se dedica ao esporte. QUASE. : ) Hey Izzy,que tal falar algo a respeito do período que vc morou na Ilha e estudou na UFMA. Conta aí como foi teu primeiro baseado hahahah e as noites no Bambu Bar : )

  16. Samuel says:

    Quando abri o hbdia, achei por um instante que estava vendo uma versão em cache da página ou algo assim hahaha.

    Esse texto é muito bom; curiosamente, eu o havia relido há pouco tempo.

  17. Marcos says:

    Achei que você tinha parado de requentar textos… Sério, Kid, ficar sem postar é melhor do que fazer isso. Se quer que as pessoas leiam, coloca o link no tuíter, ou então faz algo do tipo “today’s highlighted post” com uma imagem e descrição do texto. Provavelmente você já ficou muito ansioso esperando alguma encomenda chegar pelo correio. É a mesma coisa: melhor nem tocar a campainha do que tocar e você sai correndo na esperança de ver o carteiro à sua porta mas descobre que é alguém pedindo esmola.

    • Izzy Nobre says:

      Eu acho engraçado vocês que acham que TODO MUNDO já leu todo o histórico do site. Cês tão ligado que tem gente que conheceu o site ONTEM né?

      • kblosnack says:

        mas o post da pipa ta ali do lado nos destaques, justamente no “novo por aqui?…”

      • João P. says:

        Só não saia comentando que o post é novo quando não é. Destaca que é um highlight ou uma repostagem.

      • Douglas Novelli says:

        Ah Izzy, se seu blog fosse ruim, com um ou outro texto bom surgindo lá de vez em quando, isso até se justificaria

        Só q seus textos são sempre hilários!
        A maioria das pessoas q conheceu seu site ontem, hoje já devem ter passado algumas horas a mais no banheiro lendo os textos antigos xD

      • sei says:

        é meu filho, mas chamar isso aí de POST NOVO é no mínimo… antiético. se é que blogueiro tem ética.

      • Sami says:

        Kid, sabemos que tem gente que conheceu o site ontem e nao leu, e é ótimo vc repostar coisas antigas e ótimas, mas indica que é isso, faz uma série “crássicos” e usa essa tag antes de postar

        O pessoal mais véio como nós ia entrar ler e rir da mesma forma, mas sabendo que nao é texto novo, e nao sofreria decepçao como hoje

        • Izzy Nobre says:

          Se um blog não ser atualizado com texto novo é motivo de decepção, a vida de vocês deve ser muito boa!

          • MH says:

            Eu vim alegrinho e li metade do texto pra lembrar que já tinha lido xD Então fiquei decepcionado na metade do texto. Qualquer coisa que aconteça na sua vida que você não gosta, é motivo pra ficar chateado. Seja seu cachorro ter cagado no tapete, ou seu blogger ter repostado um texto antigo. 😀 Metaforicamente, quando meu cachorro caga no tapete, eu fico decepcionado, mas sei que não é culpa dele, porquê ele TEM que fazer isso, entende? Isso também não justifica a RAGE total de alguns aí só porque é texto velho.
            Eu entendo isso… Algumas pessoas não se ligam mesmo na coisa do histórico. O que me guiou pros textos antigos foi esse “Poderá também gostar de:” que aparece no final de todo texto, é muito útil.

          • Felipe Cabral says:

            Na boa, não precisa tratar a galera de forma imbecil e esnobe, acho que deve ser por isso que o blog não estoura, seus textos são bons, o tratamento que você da a galera é que é decepcionante.

          • Izzy Nobre says:

            Ahn? Que revolta mano. Reitero o que eu falei: se um blog não ser atualizado é um motivo de decepção, sua vida deve ser muito boa/tranquila e eu a invejo.

      • @jackfowl says:

        bota um avisozinho (eita) no início: reedição do post tal ^_^

      • Marcelo Omini says:

        Isso não é desculpa, Quide.

        Mas você pode cagar no tapete denovo e fazer um novo texto, porém é provavel que isso acabe em divórcio…

  18. Flávio C. Barbosa says:

    Ri muito Izzy (n sei se vc ”prefere” Izzy ou Kid). Parabens pelo texto =) (y)

  19. Ian says:

    Nem liga pra esses caras, pode repostar à vontade. Mesmo que eu já tenha lido eu leio de novo e rio do mesmo jeito (:

  20. Ian says:

    Aqui está a lista dos textos que vc disse q ia fazer:

    “o dia q fui assaltado”
    “estou cercado de fdp”
    “o meu sistema de manter dinheiro”
    “o dia em que quebrei o dente”

    Se precisar de ideia pro próximo texto…

    • Gabriel says:

      Caramba, os caras anotam cada frase do Kid hahahah
      Enfim, foi um texto bom pra caralho, apesar de eu já ter lido consegui dar boas risadas (e olha que quando releio algo, não consigo nem ao menos esboçar um sorriso…)

    • Ligia says:

      E também a volta do trem no episódio das patricinhas intercambistas, no qual ele e a atual esposa dele quase morreram.

  21. Gustavo says:

    sacanagem postar o texto como se fosse novo,seja ele bom ou não.

  22. Manu says:

    Nossa, Izzy, nao sei como vc aguenta essa galera: Um bando de velhinhas q só reclamam. Começa a postar uma história antiga por semana. Quem estiver a fim de ler textos bem escritos, vai adorar. As velhinhas podem ir tomar chá na varanda e reclamar do tempo…
    Preciso dizer que adorei o post?

  23. John says:

    Dou muito risada com esses comentários. Os caras exigindo posts novos … Cobrando promessas …
    Como se fosse um serviço pago …

    • Felipe says:

      Eu pagaria pelo texto sobre “o meu sistema de manter dinheiro”.

      Sério, fiquei muito curioso quando li sobre isso pela primeira vez.

  24. Douglas says:

    Kid se te serve de exemplo (lá vem a teoria se concretizando) sei como é pegar um pé de cama e bater em alguém, é quase como uma Excalibur, vc se sente o Cavaleiro da Tavola Redonda.

  25. ogro says:

    REPOST DE CU É ROLA

  26. alpha says:

    haha mto bom!

  27. Victória says:

    Lembro minhas séries escolares do mesmo jeito. 2004 foi a quarta, 2005 a quinta…

  28. Ah, mas 2 contos por uma pipa, eu pagava 50 centavos.
    Lembro que fiquei louco quando estava ventando demais e a pipa estava tão alta e difícil de segurar quanto uma Rural 1969 com bagageiro lotado haha.
    Bons tempos.
    Repost, mas tá valendo mesmo assim.

  29. Leonardo Cezar says:

    Me responde uma coisa Kid:por que as pessoas mais velhas são chamadas de “coroa”?Eu não entendo isso… oO

  30. Kadu says:

    Se as crianças de classe média alta das zonas nobres das cidades soltam pipa, pode ter certeza que elas disputam ferozmente pelas pipas “avoadas” também! É questão de honra!

  31. Morei em Fortaleza de 1994 a 1997 e realmente as regras das pipas (ou arráias, como eram mais conhecidas) eram exatamente dessa maneira. Ótimo texto, parabéns.

  32. Jon says:

    Essa descrição sobre as regras das pipas me levou de volta à infância. Eu também passei quase um mês fazendo um caminho mais logo do habitual ao voltar da escola para evitar o encontro com outro garoto dono de uma pipa que eu havia despedaçado. Exatamente por causa dessa rivalidade eu nunca gostei de “soltar” pipa. Mas era mesmo divertido assistir a correria da pivetada!

  33. Caco Antibes says:

    Posta a budegage do assalto, bolo fofo.

  34. Daniel Barroso says:

    Esgoto é você, seu merda metido a nerd! Ia até te seguir depois que eu escutei o 99vidas que vc participou, mas depois dessa demostração de seu espírito arrogante e falta de informação já que o conjunto ceará é o 3º melhor bairro de fortaleza (digamos que não é lá essas coisas) porém gastar linhas e linhas denegrindo suas origens, talvez para ter melhor aceitação com seus amigo sulistas… É a mesma coisa que eu estou fazendo agora, gastando linhas e linhas para descrever um esterco como você!

    • Izzy Nobre says:

      Hahahahaha. Serio que você vai ficar putinho porque falei mal de um BAIRRO?

      A propósito, eu não “participo” do 99Vidas — sou um dos criadores, junto com o Jurandir Filho 😉

  35. bianca says:

    Poxa Izzy onde eu morava quando criança acontecia o mesmo… Crianças correndo na rua atras de uma pipa eu como menina nunca curti essas coisas mas realmente tbm nunca entendi o porque que os garotos gostam tanto de algo que vc tem que ficar no sol por horas só olhando pra cima..
    Mas enfim la em casa tinha muitas arvores e eu odiava quando estava ocupada fazendo algo e os garotos iam pedir a pipa que caia la e isso se tivesse inteira pois minha cachorra era a primeira a destrui-la.