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O dia em que eu construí um microscópio (e como ele foi tomado de mim por uma professora inapta)

Postado em 27 January 2013 Escrito por Izzy Nobre 80 Comentários

Quando eu era moleque, um dos meus livros favoritos era The Lost World, do Michael Crichton — a continuação de Jurassic Park. Foi o primeiro livro de scifi que eu li na vida, com uns 12 ou 13 anos, e fiquei fissuradaço no gênero logo de cara.

Lá pelo meio do livro, acontece o encontro da Kelly Curtis (uma das personagens crianças que o Crichton insistia em colocar nos seus livros) e Sarah Harding, uma bióloga que a garota idolatrava. Durante a conversa, a bióloga dizia que apreciava a inteligência da menina, e comentava que ela era nova o suficiente pra que o processo educacional tradicional não tivesse roubado dela a criatividade e a espontaneidade. Mais tarde, um outro personagem faz um comentário similar de desdém pelos métodos convencionais de educação, e de seu efeito negativo sobre a criançada.

Como li o livro quando ainda era pré-adolescente, eu não soube como interpretar aquela passagem. Quando você é criança, as figuras de autoridade educacional (e a própria instituição escolar, aliás) são semideuses. Eles sabem tudo e tem autoridade reconhecida pelos seus pais — são, de fato, uma extensão dos seus pais no que diz respeito ao processo de formação civil e educacional. Foi psicologicamente confuso ver alguém apontando falhas do sistema educacional, porque eu ainda estava numa idade em que eu não tinha ainda o senso crítico necessário para perceber os problemas da máquina escolar.

Só que hoje eu consigo perfeitamente notar inúmeros problemas com ela. Incluindo um evento que eu relembrei recentemente.

Lembram dessas câmeras aqui?

Então. Essa câmera descartável, como a foto indica, se chamava “Love” e era vendida no Brasil nos anos 80. Meus pais sempre gostaram muito de fotografia (meu pai inclusive fez bicos de fotógrafo nos anos 80), então volta e meia tinha uma dessas lá em casa.

A câmera, apesar de descartável e barata, era “brinquedo” dos meus pais. Até que um dia, calhou que uma delas acabou vindo parar nas minhas mãos; creio que estava danificada ou algo assim.

Sempre me interessei muito por ciência e tecnologia; eu era um daqueles moleques que sempre queria saber como tudo funcionava. Então, meu pai havia me explicado que a câmera funcionava graças a duas lentes, a objetiva e a ocular. Meu pai tinha uma coleção de livros lá em casa chamados COMO FUNCIONA ou algo similar, e ele me mostrou o capítulo que descrevia o funcionamento de câmeras.

Ora, havia outro instrumento que eu muito queria quando moleque que também funcionava com duas lentes — um microscópio.

Meti na cabeça que aquela pequena câmera descartável era um microscópio esperando para ser montado. Um dia criei coragem para desmontar a bichinha; ao remontá-la, mexi tanto no posicionamento do “chassi” das lentes que acabei, meio sem querer, realmente construindo um microscópio rudimentar. Claro que ficou todo troncho, precisei meter muito durex ao redor da câmera pra que as lentes não saltassem pra fora, mas funcionava!

Só que tinha um problema — quando eu encostava o meu pequeno microscópio no objeto a ser examinado, a carcaça da câmera bloqueava toda a luz. Precisava de condições quase perfeitas pra que eu conseguisse ver alguma coisa.

O que eu fiz em seguida parece uma daquelas histórias que pertencem às biografias de grandes inventores. Peguei um reloginho de pulso Casio que eu tinha dando sopa, desmontei o bicho, arranquei a luzinha que iluminava o display do relógio — que na época era um LEDzinho mesmo na lateral interior do relógio; essas luzes mais modernas, que iluminam por baixo do display, são relativamente recentes.

(A propósito, numa dessas brincadeiras de desmontar as coisas eu quase morri eletrocutado quando pluguei na tomada uma lampadinha LED que um garoto da igreja me deu. Outro dia conto essa história!)

Então. Montei a “motherboard” da luzinha na lateral interior do microscópio, perto da lente objetiva. Precisei mexer mil vezes na posição do troço pra que funcionasse legal, e a essa altura a carroceria da máquina/microscópio já tava quase se desfazendo. O botão do LED do relógio obviamente estava inutilizável uma vez que eu arranquei a plaquinha do corpo do relógio, mas dava pra fazer a luz acendeu encostando dois fiozinhos. Passei mais dois metros de durex na porra toda e lá estava: um microscopio em miniatura, com luzinha e tudo. Todo torto, e parecendo que ia se desmontar a qualquer instante, mas funcionava.

Acho que eu ainda era muito novo pra sentir orgulho de mim mesmo, mas a alegria que eu senti quando o troço funcionou devia ser algo próximo à auto-satisfação. Passei o dia vendo fiapos de carpete, sujeira do controle do videogame e pedacinhos de cream cracker no meu microscópio.

No dia seguinte, levei o microscópio pra escola pra mostrar pros meus amigos. Havia um formigueiro perto de uma das quadras de futebol, e eu havia passado a noite inteira planejando levar o microscópio lá no recreio para ver as formiguinhas. Sabendo que o bicho se esfarelaria todo se eu tentasse leva-lo pra escola no bolso, embrulhei o frágil microscópio em um monte de papel higiênico e coloquei-o dentro da minha lancheira, o único receptáculo com material resistente o bastante para protege-lo. Afinal, coloca-lo na mochila teria provavelmente dado merda.

Pois bem. Bate o recreio e eu corro pra quadra pra ver as formiguinhas. Alguns amigos me acompanharam, e eu os deixei usar o microscópio sob severa supervisão — afinal o bicho tava quase se desmontando já. Sob as lentes da câmera Love e os restos mortais de um relógio Casio, vimos a anatomia das formigas — as articulações em suas pernas, as antenas, as cerdas em suas patinhas, essas coisas todas.

Aí veio a merda. O sinal tocou, e a galera fez filas no pátio pra retornar à sala. A escola, aliás, era o Colégio Adventista de Londrina — que ainda existe, e que pelo que averiguei nas fotos, não mudou taaaaaanto assim não. Afinal, se depois de vinte anos eu ainda consigo reconhecer algumas estruturas…

Tá vendo essa quadra aí? Eu ainda lembro dela, a diferença é que na época ela não era coberta. Então, estávamos todos enfileirados no pátio, e eu ainda fuçando no meu microscópio. Uma professora me viu irrequieto na fila (afinal, eu estava animadíssimo porque o meu plano havia dado certo); ela veio, viu o “brinquedo” na minha mão e, de forma brusca e sem falar nada, tomou-o de mim.

E você sabe como as coisas são quando somos crianças: eu simplesmente deixei ficar por isso mesmo, com medo de estar em apuros com professores ou com meus pais pela “traquinagem”. Eu era muito “certinho”, raramente abria berreiro ou tentava forçar a situação a se desenrolar em meu favor. Fui educado assim.

Eu tava pensando nessa história ontem, avaliando-a pela primeira vez com a mente de um adulto. Olha a situação: lá estava eu, no alto dos meus 8 ou 9 anos, tendo essencialmente montado um pequeno microscópio — e que eu estava usando com inclinações científicas, pra observar anatomia de insetos. Isso exibe um rudimentar domínio de ótica, eletrônica (e por que não dizer de engenharia), além do impulso científico de observar o mundo ao meu redor. Não porque há uma prova na semana que vem e eu preciso decorar capitanias hereditárias ou a equação da fotosíntese — eu estava, por mim mesmo, buscando conhecimento científico.

Aí vem a professora, cujo nome infelizmente não me lembro. A desgraçada me vê agitado na fila, o que ela reconhece automaticamente como uma ameaça à ordem e disciplina escolar. Ela vem em minha direção, detecta o catalisador da minha euforia — uma caixinha preta de plástico cheia de durex — e, decidindo que é mais importante botar um moleque de 8 anos na linha do que tomar algum interesse pelo motivo que o deixou agitado, ela simplesmente tomou a parada de mim, sem mais essa nem aquela.

Ela nunca nem olhou pra parada nem perguntou o que era. Não tenho dúvidas de que ela jogou o meu microscópio na cesta de lixo assim que passou perto de uma, supondo tratar-se de alguma imbecilidade de criança. Algum cacareco inútil que eu trouxe de casa.

Olha que merda, mano. Só de lembrar dessa história eu fico puto. Eu não havia feito NADA de errado. Eu estava manifestando um saudável senso de curiosidade, e usando os poucos recursos que tinha em minha disposição para fazer melhores observações sobre o mundo ao meu redor — além de compartilha-las com a molecada. E a desgraçada que estava supostamente com uma parcela da carga de me educar e estimular meu intelecto toma o negócio de mim e o joga fora sem jamais tomar interesse no que se tratava.

Eu tenho um meio-irmão* de 7 anos; o moleque é extremamente habilidoso com computadores. Outro dia vi-o jogando Total Annihilation, um RTS clássico que não é de forma alguma fácil de jogar ou user-friendly. A facilidade com a qual ele navega a interface e joga o jogo é espantosa. Sempre pergunto pra ele como ele aprendeu a jogar o troço, pergunto o que cada unidade faz pra ver se ele realmente manja do jogo. Eu fico estupefato quando vejo demonstrações de inteligência em crianças.

Revendo essa história, eu finalmente entendo perfeitamente o que o Michael Crichton quis dizer. O ambiente escolar prima às vezes mais por disciplina do que por criatividade e espontaneidade, e eu senti isso na pele naquela tarde no pátio do Colégio Adventista de Londrina. Aquilo me serviu de lição do que jamais fazer com uma criança que exibe interesse maior em ciências.

*Quando menciono esse termo no tuíter, noto que muitos parecem não conhece-lo. Meio-irmão é um irmão cuja conexão fraternal vem por parte de apenas um dos seus pais. No caso, o Kevin é filho do segundo casamento do meu pai.

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comments

Categorias: Minha infância

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

80 Comentários \o/

  1. pedro_cu says:

    kkkkkkkkkkkkkkk

  2. Foca says:

    Nossa sociedade se reflete nisso: pessoas te impedindo de pensar e te impondo o que é certo e o que é errado.

  3. Filipe says:

    Enquanto eu estava lendo esse seu post eu fui lembrando da minha infância. Eu sempre tive a mesma curiosidade que vc tinha por desmontar coisas e saber como elas funcionam. E devo dizer, durex resolvia tudo nas gambiarras infantis que fazia. Hoje eu estou me formando em eletrônica, culpa dessa curiosidade infantil que algumas professoras taxavam de baderna

  4. shaor0x says:

    Acontece em todas as escolas isto, quando estava na sexta série eu fiz um site para a minha turma, muito avançado para a época (isso era 1999), tinha frames, umas baboseiras em javascript, aprendi a mexer com programas de edição de imagem para dar uma recauchutada no site e tals, hoje em dia não consigo fazer o que fiz naquela época nem se tentasse, passei 2 meses das minahs férias aprendendo a fazer sites, só par ano primeiro dia de aula poder mostrar pro pessoal (numa época que quase ninguem tinha internet, muito menos no interior de Minas Gerais), o colégio era muito grande a verdade é que as aulas de informática de todas as turmas do primeiro grau se resumiam a entrar no site que desenvolvi e jogar os joguinhos e ler as piadas que eu tinha embutido nele (chupinhados de outros sites, mas com o devido crédito). Para minah infelicidade eu tinha colocado umas baboseiras de meninos x meninas no site. O que aconteceu? a escola mandou eu retirar meu site do ar, chamou meus pais lá para falar o degenerado que eu era, além de ligar para a casa de todos os meus amigos mais proximos e aconselhar os seus pais a não deixarem seus filhos andarem comigo.
    Por sorte minha familia não levou muito a sério e os pais dos meus colegas também não, mas como você mesmo disse, eu como criança fiquei muito, mas muito espantado com o rebuliço todo, lembro que fiz promessa de nunca mais mexer na internet e essas coisas, ficava pensando que ia virar um mendigo e coisas assim.

    Enfim, a escola matou uma criança aquele dia.

    • Emerson says:

      “além de ligar para a casa de todos os meus amigos mais proximos e aconselhar os seus pais a não deixarem seus filhos andarem comigo”.

      Porra, o pessoal da sua escola era muito louca das ideias. Mas o pior é que eles comandavam uma escola e regiam parte do destino de centenas de crianças, daí deu no que tu disse: mataram uma criança nesse dia. E o pior é que, enquanto eu escrevo isto ou alguém lê isto aqui, estão matando outras por aí.

  5. BillyCostalonga says:

    Professores são sempre filhos da puta.

  6. Gleydson Isecke says:

    Ótima história Izzy nobre, me lembrou quando eu fazia ventiladores que aqueles pequnos motores de alguns brinquedos. Me achava o fodão! kkkkk

  7. Allan says:

    Logo após a primeira foto, terceira linha, “volta e minha”, não devia ser “volta e meia”, ah e aliás, são vídeos são FODAS, sempre criticando a sociedade, principamente aquele “Qual é o seu mensalão” MUITO BOM, tá nos meus favoritos!

  8. Antônio polvora says:

    Você ainda tem aquele leitor que sempre comentava em seus textos lá por 2010 e 2009 algo como:

    Kid viado, vai morrer de tanto no cu?

    Não sei porquê mas sempre morri de rir do CCC, esse era o nick dele aqui.

    Colégios adventistas são todos assim, mas como eu nunca fui inventivo eu gostei da experiência de estudar em um, era só bater o sinal do recreio para eu ir até a biblioteca e ficar lendo. Só que as vezes meus colegas se interessavam o porque de eu estar fazendo isso e a bibliotecária nunca que iria deixar uma multidão de ranhentos entrarem com as mãos sujas de cheetos.

    • Raphael says:

      hahahaha, também sempre ria dos comentários desse cara. Provavelmente se ele ainda estivesse comentando teria mandado um “Kid viado, vai morrer de tanto microscópio no cu”.

  9. Theo says:

    Texto muito bacana, Izzy…Sou aluno de licenciatura em Geografia e vou conversar com meu professor de prática de ensino para utilizá-lo na sala de aula.

  10. Wagner Oliveira says:

    Cara, adoro ler os seus contos de infância pois me lembram demais da minha… temos a mesma faixa etária e várias outras “coincidências” de vida… assim que eu vi a foto no facebook dessa câmera love eu vim correndo ler a história pois também tive vários momentos com câmeras dessas, inclusive ja desmontei algumas (mas nunca fiz um microscópio com essas lentes kkkkkk). Continue escrevendo suas aventuras de infância pois elas me fazem entrar no DeLorean e voltar àquele passado fantástico! Grande abraço!

  11. Bianca says:

    Mas como não sabem o que vem a ser MEIO IRMÃO?

  12. Hei1999 says:

    eu tenho 13 anos, e eu fiz um ventilador com coolers, basicamente peguei uma fonte de computador velha, peguei uma fonte de um roteador 12volts (que convertia para 110volts), tirei as placas da fonte removi o cooler, emendei os fios do cooler na fonte 12v, coloquei na carcaça da fonte de volta, liguei ao botão da fonte (aquele ao lado da grade do cooler que corta a energia caso aconteça algo) e coloquei na tomada, o bicho vai um mega vento, e vi que deu certo e fiz mais um! ficou muito massa, com minha fascinação por coolers e ponteiros, eu estou planejando fazer uma especie de painel de carro, basicamente fazer uma caixinha de madeira com 3 indicadores, o de velocidade do clock, a rotação do cooler e a temperatura do clock, se o Everest reconhece isso porque não daria pra fazer fisicamente com ponteiros. Agora é só fazer um curso técnico em eletrônica só pras garantir que não vou ferrar com meu PC!

    • Angelo Jr says:

      ae maluco, segue nesse caminho, q tu se acha =)

      to com 18 (um pouquinho velho pra isso rsrs) e fiz um emendado em cabo usb, só que o vento é fraco, pois o usb libera 9v, e o cooler é 12v. VO descobrir um jeito de mandar mais energia, senão vo ter de fazer com pilha =/

  13. Flav says:

    TINHA que ser na merda do adventista, cara. Três anos num desse me deixaram traumatizada pelo resto da vida.

  14. MH says:

    É revoltante pra caralho, mesmo. O pessoal abusa muito de sua autoridade principalmente em se tratando de pessoas que eles julgam mais ignorantes que si mesmos. Uma vez eu questionei uma professora minha por ter mandado meu amigo pra fora da sala só por estar lendo um livro infantil não relacionado a aula enquanto nós fazíamos exercícios, já que ele já tinha terminado. Eu bati o pé até ser mandado pra fora também, e ela ainda ligou em casa e disse pros meus pais que eu tinha desobedecido e tava fazendo bagunça. Eu devia ter uns 10 anos, e tomei uma bela surra da minha mãe (além do castigo) por causa dessa puta…

  15. Giou says:

    Os professores tradicionais são isso: servem pra acabar com a felicidade dos jovens. Eu sou professor e vejo isso acontecer todos os dias: meus colegas não aproveitam a espontaneidade dos alunos pra transformar aquilo em conhecimento. A minha concepção é a de ensinar com alegria, aproveitando até as merdas que o povo fala por falar pra tentar reverter em conhecimento útil -- e muitas vezes dá certo, hehehehehehe

  16. Pedro Henrique Abreu says:

    Grande história e nos faz refletir, com toda certeza essa tal professora nem se lembra do ocorrido já que ali pra ela foi apenas um dia normal de trabalho ‘ajudando as crianças a crescerem mentalmente’ mas que na verdade fez foi regredir tal processo.

    É triste, no nosso sistema escolar atual isso é bem comum.

    • Fábio Alves Corrêa says:

      Sou filho de dois professores, conheço os bastidores da profissão desde criança.
      E digo o seguinte: desde quando os professores tentam “ajudar as crianças a crescerem mentalmente”? Com raras exceções (incluindo meus pais :p ), os professores/carcereiros pensam assim: “Meu serviço é controlar essas pestes da maneira mais cavalar possível, pois já não tenho paciência prá nada, vou vomitar o conteúdo de qualquer jeito na cara dos marginaizinhos e escrever nota 6,0 no boletim deles prá não ter que ver a cara deles ano que vem”.
      Estudar prá mim sempre foi um prazer, nunca foi obrigação, achava fabuloso todo esse mundo do conhecimento e das ciências, e tive professores que eram tão ruins que me desanimaram de continuar buscando conhecimento. Entrei na escola como uma criança prodígio, saí dela como um aluno mediano.

      • Danilo says:

        “Entrei na escola como uma criança prodígio, saí dela como um aluno mediano.”

        PQP, cara… Resumiu minha vida escolar. :/

      • Angelo Jr says:

        É bom encontrar professores que sejam a exceção, até hj agradeço meu professor de história do ensino fundamental, graças a ele (e outras influencias) história nunca foi um problema para mim

      • “Entrei na escola como uma criança prodígio, saí dela como um aluno mediano.”

        Isso também diz muito sobre mim. Quando estava no pré-primário minha professora queria me passar pra primeira série, pois eu já sabia ler e escrever (meu irmão tinha me ensinado), mas a direção da escola não deixou (se não me engano, por causa da idade). Imagino como teria sido minha vida se tivesse pulado uma série…

  17. Roberta Estrella says:

    Posta uma foto do pequeno Izzy 😀

  18. matheusteixeira says:

    sempre fiu injustiçado na escola tbm e deus sabe o quanto odeio as instituições de ensino, mas uma das minhas grandes vontades é de ser professor. para ser um exemplo é não mais um babaca

  19. Jonathan says:

    Tenho meios-irmãos tbm, Quide.

    É ok chamar eles só de “irmãos”

  20. Aloander Oliveira says:

    Eu ouvi uma frase na palestra de um menino de 14 ou 15 anos que estuda fisica, infelizmente não lembro o nome dele. Ele disse: “Devemos para de aprender e começar a pensar”. É exatamente o que você estava fazendo na hora que montou seu pequeno microscópio, você estava pensando! Não estava na sala de aula acreditando no seu professor que 2 + 2 eram iguais a 4.
    Terminando o comentário: Escola é uma merda.

  21. Rafael says:

    Muito ruim isso! Passei por algo parecido quando criança. Anos 80, sempre gostei de mexer com os motores dos carrinhos, imãs, etc. Um dia teve uma feira de ciências no colégio. Peguei um livro de experimentos com eletrônica e havia instruções de como construir um dimer utilizando um lápis. Um fio era ligado numa ponta do grafite (que conduz eletricidade) e a outra ponta deslizava sobre o grafite, controlando a intensidade da luz. Quando fui apresentar meu trabalho, o professor olhou e disse: “Ok, esse daí fez uma LUZINHA que acende. Próximo!!!” Nem olhou pra minha cara. Fiquei tão decepcionado que não mexi mais com eletrônica.

    Infelizmente essas coisas acontecem com muitas crianças até hoje.

    • alpha says:

      esse comentário me deixou triste. um potenciômetro manufaturado: show!

    • alpha says:

      back to the future. se fosse comigo e eu pudesse voltar no tempo, a resposta seria essa: Primeiro que meu nome não é esse daí, meu nome é Rafael e eu exijo respeito. Segundo, eu não fiz uma luzinha de acendem eu fiz um potenciômetro de carbono grafite. a luz é meramente um indicativo visual do sispositivo sendo empregado. Terceiro, se o senhor não tem capacidade intelectual de discernir um potenciomentro de uma “luzinha que acende” sugiro que o senhor deixe a docência. Quarto, o senhor deveria parar de subestimar, prejulgar e diminuir as pessoas, tentando trazê-las ao seu nivel de mediocridade. Quinto, vou falar com meus pais pra me transferir de escola pois o novel dos professoras desta está no subsolo! Agora, a quem possa interessar, eu gostaria de fazer uma subestimada, prejulgada e diminuida apresentação!

      • amendongaba says:

        Engracado, pois eu tive sorte com professores. Meu professor Acle Zouain (Nao sei se e assim que se escreve -- mas merece a citacao) incentiva nossa curiosidade e inclusive organizava belas feiras de ciencias. Eu as vezes participava de 2 ou 3 grupos. Um falei sobre games, outro sobre aquecimento de agua usando energia solar e outro falando sobre a vida dos dinassauros. Eu adorava, e ate hoje tenho gaurdada minha medalha de bronze pelo aquecimento via sol.
        Obrigado professor. Desculpe a falta de acentos, teclado ruim

  22. IBG says:

    Obrigatório que você veja esse vídeo
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    Aliás, se der vontade, dá uma olhada no canal. Você já deve ter ouvido falar, e como você diz que se empolga em descobrir novas coisas, você vai amar isso!

  23. Mickele Moriconi says:

    Excelente texto e mais impressionante é a quantidade de pessoas quer passaram por situações parecidas. Isso levante sempre aquela questão sobre home-schooling e tal.

  24. alpha says:

    quando eu tinha 4 anos eu peguei um motorzinho eletrico de uma dakeles rambos que rastejava e dava tiro. pois bem, peguei o motor e coloque na “popa” de um pedaço de isopor que “esculpi” em formato de casco de navio. peguei uma tampa de margarina e cortei em formato daquelas hélices e encaixei no eixo rotatório do motor. coloquei duas pilhas em cima da “embarcação”, conectei os fios, enchi a bacia de água e o bicho funcionou. ele ia tinha dois vetores atuando, u pra frente e outro para o lado devido ao atrito hidrodinamico da hélice com a água. eu não entendia na época mas se meu pai não tivesse jogado tudo fora, talvez eu tivesse conseguido outro motor e colocado com os fios invertido dai anularia os vetores laterais. eu tinha 4 anos e essa foi a maior demonstração de inteligencia que eu tive, infelizmente só pra mim mesmo. p.s. desde quando eu tinha 4 anos pra cá, vou ficando mais burro a cada instante!

  25. Master_Blaster says:

    Exatamente, professores são SEMPRE uns filhos da puta.
    Fale em home school que eles vão ser os primeiros a ser contra. Mesmo que até um aluno de engenharia aprenda muito mais na khan academy que nas aulas porcas deles.

  26. Danilo says:

    Cara, a maioria dos professores está aí pra podar nossa criatividade mesmo. Na faculdade é ainda pior: os professores dão aula exatamente como faziam há 30 anos, logo não há muito o que fazer além de tentar argumentar (em vão).

    E quem diabos são esses seus seguidores semi-analfabetos que não conhecem o termo “meio-irmão”? Puta merda…

  27. Lucky says:

    Caralho, velho. O Kevin já tá com 7 anos. :O

  28. Luccas says:

    Lembrei quando estava na 4ª serie, 10 anos. Peguei os livros de ingles do colegial da minha irmã, e levava pra aula. Terminava os exercicios da aula e ia estudar o livro de Ingles. Uma professora substituta (filha da diretora) mandou eu guardar o livro, e avisou minha mãe que eu não poderia levar outros livros, porque isso iria me atrapalhar nas aulas. Meu pai que foi educado de forma militar me deu um ultimato, e nunca mais vi aquele livro.

  29. Paulo Gustavo says:

    Incentivado por uma professora da 4ª série e com ajuda do meu pai, criei um jornalzinho de notícias da escola, que já era rodado no mimeógrafo e vendido aos colegas. O jornal já estava lá pela sétima edição quando as freiras (era um colégio católico) ficaram sabendo. Fui premiado? Não, vieram me proibir de fazer o jornal, porque era proibido fazer comércio dentro do colégio. Fui chamado à coordenação pela primeira vez na vida e chorei feito um condenado. Felizmente, tive incentivos da família pra continuar fazendo fora do colégio, mas até hoje penso que p**** de colégio é esse que mata as iniciativas criativas dos alunos.

  30. Paula says:

    Caralho! Primeira pessoa com relevância na internet que conhece Londrina

  31. Murdocck says:

    Eu nunca montei um microscópio mas tenho até hoje um que foi herança do meu tio-avô. Esse funciona com um espelho para refletir a luz. Depois tive um que tinha uma luzinha.

    Essa tua história mostra como professores andam bem distanciados de educadores.

  32. Uma curiosidade sobre essas lentes de câmeras, quando se tem miopia (tipo eu com meu 9º) e se olha do lado invertido pela lente da câmera (no caso aquela que serve pra enquadrar a foto) ela meio que vira um tipo de óculos com lente de aumento. Eu achava isso sensacional. Digo isso porque pelo menos em mim ela corrige a miopia e fica tudo focado.

  33. Igor says:

    Ivan Illich.

  34. Guilherme Gall says:

    Cara, ler teu texto e alguns dos comentários deu raiva. Os professores, como você mesmo disse, deveriam estimular a busca por conhecimento científico.

    Na minha antiga escola também já aconteceu isso. Um carrinho simples, que pelas mãos de um aluno ganhou faróis e motor elétrico foi confiscado. E a aula era de ciências… 🙁

    Também já presenciei livros sendo tomados porque não eram as leituras indicadas pela escola.

    A escola só mata a criatividade mesmo, pqp.

  35. eu sofro buling na escola não dos alunos, mas sim dos professores por antecedentes escolares. Situação difícil de aturar.

  36. McFly says:

    Nesse aspecto eu tenho sorte. Minha mãe é muito foda.

    Quando eu era moleque, em 1990 no alto dos meus sete anos, descobri como consertar cartuchos de mega drive e de Snes que não funcionavam nem com muito assopro. Era só passar uma borracha daquelas verdes naquela parte que entrava em contato com o video game. Nada tão avançado como o microscópio do Izzy,nevertheless, extremamente útil para um monte de crianças duras que trocam jogos o ano inteiro.

    Com a mesma sensação de orgulho relatada pelo Izzy, comecei o processo de colocar para funcionar cartucho que não pegavam mais.

    Numa bela sexta feira, preparando o fim de semana da galera, fui pego na aula passando a borracha em um cartucho; vale a pena resaltar que estava prestando atenção na aula, fazendo o processo automaticamente, tipo quando você está em uma palestra e fica rabiscando o caderno.

    A professora não quis nem saber, tomou TODOS os cartuchos que estavam limpos e também os que aguardavam sua vez. Detalhe que a maioria nem era meu, imagina a sensação de ter fodido todo o fim de semana da sala.

    Quando acabou a aula fui resgatar os jogos com a professora e ela, na melhor definição do Izzy diz: “Esses joguinhos vão ficar comigo e você os verá apenas no final do ano”.

    Puta que pariu, fudeu! Depois de um esculhacho da turma, minha mãe foi me buscar e, pela minha cara de cú, percebeu que havia algo errado. Após explicar toda a história, inclusive a “manha” que havia descoberto, minha mãe disse “espera no banco da quadra que já volto”.

    Não sei o que ela disse para a professora, mas sei que quinze minutos depois estava com todos os cartuchos, entregues pela própria professora e a mulher ainda me manda um “desculpe, estava nervosa com a falta de comportamento da clase e descontei em você”.
    Puta que pariu! Melhor do que receber de volta os cartuchos foi a professora, que como apontado pelo Izzy é uma autoridade quase divina, me pedir desculpas.

    Depois desse dia acabei perdendo um pouco essa sensação de estar sempre errado e dos orientadores educacionais estarem sempre certos.

  37. Cintia says:

    Infelizmente esse tipo de professor ainda existe… Aqueles que preferem alunos em silêncio a provocá-los com questões que suscitem algum pensamento.
    Sou professora de artes e, na escola onde leciono, sou considerada uma ´péssima professora´ pelas coordenadoras pedagógicas pois minhas aulas nem sempre mantem os alunos sentados e quietinhos nas carteiras enfileiradinhas…
    Já fiz a classe inteira pular junto para estabelecer um ritmo; reuni todos para discutirem sobre arte urbana e poder (palavrões inclusos); saía com a classe para fazer desenhos de observação (e fui repreendida pois pra elas não era bom aluno sair da sala sem ser na Educação Física), e alguns exercícios de desenhar no chão, com giz e outros materiais…. etc…
    Mas, mesmo com a ´falta de autoridade´que elas alegavam, vários alunos me procuram para compartilhar aspectos e dúvidas sobre a vida e pedir ajuda em outras matérias (já que eu tento incluir um pouco de tudo nas minhas explicações -- matemática, português, história, ciências, inglês…)
    Entretanto, ainda acho que o sistema educacional precisa mudar -- e muito -- para realmente preparar pessoas para o mundo.

  38. Leonardo says:

    Leio o seu blog desde 2008 ou 2009, mais ou menos, e esse é um dos melhores posts que acho que você já escreveu -- não em termos de entretenimento, mas de reflexão sobre a sociedade em que vivemos! Nunca tinha parado para pensar sob essa ótica que você levantou.

  39. Bruno says:

    Li o texto inteiro e, pela primeira vez, todos os comentarios. E realmente o sistema educacional é foda. Perdi a conta de quantas vezes fui repreendido por estar lendo durante a aula(depois de ter terminado a lição) ou de ter diversas traquitanas, que eu montava, confiscadas. E como dito acima, tambem tenho um caso de curiosidade capada pela escola : sempre tive um fascinio por imãs. E depois que eu descobri que era possivel fabricar um usando apenas um parafuso, fio de cobre e uma pilha meu mundo de moleque ranhento explodiu. Juntei tudo nas minhas tralhas e fiz o treco que funcionou perfeitamente. E logicamente eu tive que levar aquela merda para a escola para mostrar a todos os meus colegas o genio que era. Resultado? O de todos ps relatos : assim como muitos dos meus livros, foi confiscado. Por uma “tia” mal comida que por ter feito apenas magisterio tinha uma noção menor que a minha sobre aquilo, pelo menos os livros elas me devolviam, mas os “brinquedos” nunca mais. Hoje faço Eng . Mecanica provavelmente devo isso ao Mundo de Beakman e a curiosidade que ele me fazia ter, pois se fosse pela escola, seria só por que “da dinheiro”

  40. Alencar says:

    Tua professora devia ganhar pouco, deve ter vendido teu microscópio pra comprar pão e mortadela pros 12 filhos dela.

  41. Cami says:

    1 -- Quando eu tava na sexta série, criei um site com tirinhas, pra não usar “Joãozinho”, “Mariazinha” ou “Juquinha”, eu usei apelidos comuns como “Dani”, “Gabi” e “Gui” pros personagens.
    Um dos apelidos que eu usei, era o apelido usado por uma professora da minha escola, só que a professora usava “sy” no final e eu usei “zi”. Mesmo assim, uma guria que me odiava do fundo da alma, falou pra professora que eu tinha feito um blog com desenhos e montagens de fotos dela (só tinha desenhos, e não eram dela). A invés de ir ver o blog pra ver se era verdade, ela simplesmente acreditou na menina e mandou me chamarem na minha sala, quando cheguei na sala da guria, a professora falou um monte, quase chorei, me humilhou na frente de uma sala cheia e meu primo estudava naquela sala, mandou eu apagar o blog.
    Eu era uma criancinha, apaguei o blog e parei de desenhar. Agora voltei, mas to muito ruim, talvez se isso não tivesse acontecido, eu estivesse desenhando muito melhor hoje.
    Detalhe: Ela era professora de artes.
    2 -- A mesma professora me humilhou na frente da MINHA sala, que tava cheia, novamente por causa de um engano.
    3 -- Na sétima série, um professor falou pra mãe da minha melhor amiga que eu era lésbica (ninguém na sétima série sabe se é gay G.G) a mãe da menina proibiu ela de falar comigo, e o professor as vezes saia da sala que ele tava dando aula só pra ir espiar a minha sala pra ver se eu tava falando com ela pra depois contar pra mãe dela.
    4 -- Uma “vingancinha” desse professor veio na oitava série. Eu dormia de tarde, passava a noite e madrugada no PC e estudava de manhã.
    Todo dia na ultima aula eu tava morrendo de sono, esse professor passou na ultima aula de uma sexta-feira uma prova. Eu fiz a prova rapidinho e peguei no sono em cima dela. O professor me acordou, pegou a prova e falou meio alto “dormindo na prova é, quero só ver essa nota” eu sorri pra ele, porque não tinha mais nada pra fazer.
    Na segunda-feira, o professor entregou as provas, tirei 10.
    Na minha cabeça de criança de oitava série, foi uma vingança.
    Isso tudo foi meio que recente… Faço 16 anos e vou pro segundo ano do ensino médio agora em 2013.

  42. ricardo soares says:

    Amigo, sua historia de infancia se parece com a minha. Fiquei indignado também. Vc deve fazer um esforço e lembrar dessa professora, ela tem que saber dessa história, vai na escola , acha onde ela pode estar, pergunte a professores antigos, ela tem que saber. Vc não vai ofende-la(merecia), mas somente ela tem que saber dessa história , a simples apresentação desse seu texto aqui no blog é o suficiente, vai ser bom para outras crianças e principalmente vc. Abç.

  43. Dee says:

    Se fosse comigo acho que minha mãe estaria até agora brigando com a professora.

  44. Jonathan says:

    Mano, eu quebrava meus carrinhos de controle remoto só para fazer outras coisas com o motor huHAUhAUA
    Me lembro de fazer uma serra elétrica, ventilador, barco(Este não deu lá muito certo, pois fui inventar de testa-lo na rua com muita chuva).

  45. Gabriel says:

    izzy eu estudo no colégio adventista de londrina,as coisas lá estão bem piores hj em dia, outro dia eles proibiram o uso de eletrônicos no intervalo, mas viram o quão idiota era isso e já liberaram o uso;Ano passado logo depois de acabar a educação física dos meninos ,(estava chovendo e não dava pra usar a quadra de fora ) eu e mais 3 amigos fomos beber água, e sentamos perto do bebedouro para conversar ,passado 5 minutos que estávamos ali, chega uma monitora e manda agente pra sala da vice diretora , quando chegamos lá ela não quis nem ouvir agente , ligou para os nossos pais e falou que estávamos matando aula, não adiantou nada agente falar que a nossa parte da aula já tinha acabado,ela simplesmente ligou, também sei de outras historias desse tipo , mas isso aqui já ta muito grande; (o colégio sofreu uma grande reforma em 2008 se não me engano, agora esta bem maior).

    • gustavo says:

      e ficou pior provavelmente eu estudava no colegio adventista de campo grande-RJ e ja era uma bosta em 2009 ai em 2010 foi reformado ficou uma bosta pior eles ficaram com mais intolerancia religiosa(eu sei disso pq eu sou catolico e era o maior preconseito deles)eu sei oque voce passa ai ja passei por isso graças a Deus sai dessa porra em 2011 e to nu colegio laico.

      • Gabriel says:

        Agora esta um pouco melhor, trocou de diretor na escola, e ele se preocupa mais com a educação , e no de Londrina eles não ligam muito para a religião,pois tem até muçulmano lá,e tem professor ateu, fora isso acho q deve ser igual ao de campo grande.(a cantina é uma merda, não vende nenhum lanche que tenha qualquer tipo de carne, e eles usam aquela carne de soja, que é muito ruim)

  46. Bruno says:

    Oi Izzy,

    Também estudei em colégio adventista, só que de internato. Os internatos são uma exceção à regra na Rede Adventista.

    Infelizmente, muitas das contratações ocorrem por indicação ou simplesmente pelo fato de a esposa do pastor precisar de um emprego. Sou adventista do sétimo dia e reconheço as falhas.

    Pode ser que tendo estudado em outro colégio ou simplesmente com outra professora, fosse diferente. Os mestres também têm problemas, como nós, e devem sentir-se mal por não poderem dar a educação de real qualidade pros seus alunos.

    Infelizmente a ignorância de algumas pessoas denigre uma rede centenária de educação 🙂

  47. gustavo says:

    claro que deu merda foi um colegio adventista quria oq desse filias da putas que so te “educao”(provaveelmete tá errado) para seer pastor a minha maior alegria foi estudar num colegio laico

  48. Giovana says:

    Estuda num colégio que ensina criacionismo pras crianças e acha que alguém vai deixar você se interessar por ciência?
    A sociedade poda as pessoas desde pequenas, por isso as poucas pessoas que tem criatividade, são as que mais tem reconhecimento hoje, inventar qualquer coisa faz sucesso, porque podam os pequenos inventores

  49. Everton says:

    Aconteceu a mesma coisa comigo…
    Devia ter meus 9/10 anos quando construí um helicóptero com Coolers de computador, usei 3 hélices de coolers e 3 motores fio palito de sorvete (minha mãe fazia sorvetes na época) durex, um interruptor e um suporte de bateria que tirei de um rádio que tinha aqui em casa.
    A engenhoca ficou feia, mas funcionava, estava na hora do intervalo mostrando para meus amigos no canto do pátio, que eram de outra sala, a engenhoca chegava a subir pelo menos meio metro do chão, quando a coordenadora pegou de mim e me levou para a diretoria e me deu advertência por levar coisas não apropriadas para a escola. No outro dia teria que levar a advertência assinada, como eu sabia que ia apanhar por ter feito aquilo com os palitos de sorvete da minha mãe, usado coolers e o suporte de bateria do rádio, acabei eu mesmo fazendo a assinatura e no outro dia entregando. Hoje com meus 22 anos, não entendo a Educação Brasileira, na escola onde estudei tem 7 meninas na mesma sala (8ª série) grávidas. Abraços Izzy

  50. Eduardo Almeida says:

    E amigo,ninguem toca nesse assunto,mas ele e cabulosos.Vi um comentario ontem que dizia “O governo quer que sejamos inteligentes o suficiente para operar uma maquina,e burros o suficiente para não reclamar”.

  51. Gabriel says:

    acho que não só em ciências, em qualquer área. se ela se interessar pelo assunto por ela mesma é bom que isso seja estimulado. sinto falta disso quando era menor.

  52. Anderson Dão says:

    Eu também fazia bugigangas quando era piá. Uma vez peguei um motorzinho de carrinho à pilhas e coloquei os fios na tomada por que queria que ele andasse mais rápido.
    Um dia uma priminha minha, que é meio tonta por que não teve incentivos quando estava no auge de seu desenvolvimento e demonstrações de inteligência, estava lá na minha casa com uma amiguinha mais nova que ela, devia ter no máximo 9 anos. No meio da conversa delas a minha prima falou alguma coisa sobre morcegos e a menina disse: Não se preocupa, os morcegos não comem gente, só comem frutas. Como uma criança de 9 anos sabe disso? Comecei a conversar com ela e vi que ela era mesmo muito inteligente e consegui ver que isso era de certa forma influência dos pais pela curiosidade e os bons colégio que ela estudava, o mais caro da cidade.

  53. Barbara Velloso says:

    Bem, depois de assistir ao vlog sobre o problema do ensino educacional brasileiro e com tudo isso que vc abordou neste texto, me veio a mente como me senti no 1º período da faculdade que faço de Análises de Sistemas. Pois no ensino fundamental e 2º grau nunca havia tirado nota vermelha ou ficado reprovado em matéria alguma. Então na faculdade senti uma diferença absurda de como o ensino e “puxado” e aprofundado, (lógico né, pois trabalharei nesta área, então tenho que ser especialista). Pois então, fiquei reprovada em minha 1ª matéria e tirei muitas notas baixas. Tomei um grande susto pois isso nunca havia acontecido comigo. Então percebi que tudo que eu havia estudado na escola nos anos anteriores não havia me ajudado muito e havia perdido muito tempo. Fiquei muito mal. E realmente agora entendo o que é estudar e poder ver o fruto do seu estudo, seja conseguindo um estágio em uma grande empresa ou um emprego que pague bem o suficiente para recompensar todo esse tempo gasto “queimando a mufa”.

  54. Cara, isso comprova o quanto a educação brasileira tem muitos aspectos que precisam ser melhorados. O incentivo à criatividade e à curiosidade de conhecer o mundo ao seu redor deveria ser algo que as escolas deveriam inculcar nas mentes das crianças. Incentivar elas a ter o gosto de passar a ter conhecimento por PRAZER e não por obrigação. Muito bom o Post Izzy. E aliás, que ódio dessa professora viu! Rsrsrsrs

  55. Marcello says:

    É foda a história e entendo o ponto de vista.

    É mais do que tirar apenas um “brinquedo” de um aluno. A pessoa acaba colocando uma carga grande de desapontamento na criança.

    O que eu quero dizer é que: como você mesmo disse não tinha na época um senso crítico, e criança é assim. A partir do momento que um adulto te reprime de algo, na sua formação virá o ensinamento de que você fez algo errado e foi corrigido. Por mais que você tenha convicção de que não fez nada de errado você entenderá que alguma coisa errada você estava fazendo e evitará a repetir (bem..as vezes não né, eu cansava de apanhar fazendo merda e sempre repetia..hehee). Mas o fato é que você demonstrava uma iniciativa positiva e acabou retendo (muito provavelmente) na cabeça que aquilo era errado e pode ter fatalmente perdido um pouco do entusiasmo em levar isso adiante.

    O problema disso?
    Ora…quem conhece biografia de cientistas do passado saberá que todos eles passaram pro provações antes de serem reconhecidos como gênios. Muitas delas pela igreja. Mas o fato é que vários deles tiveram de bater de frente com alguém lhes dizendo que eles estavam errados.

    Pra citar alguns:
    Galileu: com suas teorias foi reprimido e julgado, tendo que, contra sua vontade, dizer que suas teorias estavam erradas e que não queria ser mal interpretado. Ou fazia isso ou seria condenado a morte pela inquisição.

    Darwin: passou a vida temendo ser morto se publicasse o seu livro colocando uma reviravolta em toda evolução da vida. Somente após a morte foi reconhecido.

    Sócrates: foi condenado a morte por querer propagar o ensino, o conhecimento. Tá…ok, ele não foi condenado a morte. Mas lhes ofertaram o exílio ou a morte por envenenamento. Ele disse que preferia o desconhecido da morte (ok…são em palavras mais sábias, mas quem quiser que corra atrás pra saber quais são…a idéia é essa).

    Einstein: passou a infância e grande parte da vida tido como um medíocre. O pai morreu acreditando que o filho era um fracassado. Mesmo após ele começar a publicar suas teorias e pensamentos foram necessários anos para que o aceitassem e depois tido como um gênio.

    Enfim…alguns nomes mais conhecidos, mas é só procurar a história de cada um e vão ver que não foram flores para eles. Sempre havia o receio de uma sombra da oposição da igreja em sua maioria. Mas o fato é que nunca a quebra de um paradigma (acho que esse termo é obsoleto mas não o atual) foi simples do tipo “olha pessoal…tá vendo esse raio de luz…pois então, eu fiz os cálculos e ele viaja nessa velocidade, por isso tem uma relação com espaço e tempo…” e boom…as pessoas acreditavam.

    Bom…to falando isso por que o extremismo acaba cerceando por demais a evolução da humanidade. O senso crítico imutável não permite que algumas mentes tenham o espaço necessário para criação.

    Você que é pai e mãe….sabe quando você dá uma bronca no seu filho porque você ensinou algo pra ele e disse que aquilo era errado? então…você já parou pra pensar que as vezes isso não era errado mas você foi criada(o) a pensar que sim? ou que as vezes é algo que você quer que seja daquele jeito?
    Pense que as vezes uma podada dessa é suficiente pra bloquear um futuro brilhante para ele. E se você não é pai/mãe mas sim professor como na história, pense que da mesma forma você pode estar realizando os seus desejos e fracassando no seu lado profissional.

    Um dia eu tava vendo uma foto na internet em que os pais tiraram do filho passando tinta na parede de casa. Fez uma lambança fudida…..mas e como eles reagiram? pegaram a máquina e tiraram foto do negócio. Se desceram o cacete nele depois eu não sei, mas acho que não, senão não teriam tirado foto. Mas eu acho que a idéia é não sair proibindo as coisas somente.
    Deixa a mente viajar. Tente entender o que está acontecendo ao redor.

    Porra…escrevi demais nesse carai…
    Ninguém lerá isso na vida….mas vai que alguém lê e concorda né (ou não), e acaba gerando uma semente na cabeça de alguém.

  56. Guilherme says:

    Izzy, eu entendo o seu ponto e chego quase a concordar a medida que realmente não arranjo uma justificativa para essa variedade de matérias que aprendemos no colégio.
    Contudo, uma observação que eu tenho contatado desde que entrei para a faculdade é que de fato o ensino do colégio nos prepara melhor para outras situações de aprendizado no futuro. Não sei explicar o por que, e esses dados são puramente empíricos, mas ano após ano que entram novos calouros, o rendimento da turma pode ser claramente dividido entre os que estudaram em colégio público e os que estudaram em colégio particular.
    Não quero me aprofundar no assunto da qualidade do ensino público no Brasil, mas é sabido que a cobrança sobre os alunos em instituições particulares é maior. Sendo assim, a cada ano eu vejo que os alunos com maior dificuldade de aprendizado e consequentemente com menores notas são os de instituições públicas. E não são casos de pessoas desleixadas que realmente não estudam, vejo o profundo bloqueio de fixação de coisas que, para a outra parcela já citada é de fato banal.
    De novo, estou em cima do muro sobre este assunto mas queria fazer esta consideração me vem me perseguindo a algum tempo, e que faz com que surjam dúvidas quanto a toda essa utopia do “estímulo do raciocínio lógico” a que você se referiu.

  57. wagna says:

    É lamentável a forma como as escolas encaravam e ainda encaram o potencial de seus alunos!!!Por esse e outros motivos não conseguem promover educação de qualidade, pois limitam alunos ao trivial da escola.