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O dia em que meu pai desceu a porrada num bully

Postado em 1 August 2012 Escrito por Izzy Nobre 109 Comentários

Observe a lamentável foto abaixo.

Conforme evidenciado acima, eu nem sempre fui um nerd sedentário gordo. Em minha tenra infância, antes de ter meu caráter moldado pelas intempéries da vida e por impressoas que insistem em dizer que estão sem papel quando eu acabei de enfiar duas resmas lá dentro, eu era um jovem rapaz magricelo.

Um alvo fácil para bullies.

Esse esquema de bully está bem em voga atualmente — veja aí o poder de marketing de moleques desajustados fuzilando seus amiguinhos de escola –; naquela época, no entanto, nós vítimas de valentões escolares estávamos à mercê da própria sorte.

Fala-se muito sobre o potencial de formação de caráter que é a influência (negativa) de bullies durante a juventude. Não me subscrevo, necessariamente, a essa corrente ideológica.

O que acontece é que nem todo mundo responde de forma similar a certos estímulos. Você ou seus amiguinhos talvez agradeçam ser aterrorizados diariamente pela figura imponente que um moleque de 16 anos projetava sobre seu porte de chassi de grilo; pra alguns outros, esse tipo de interação foi a motivação pra entrar armado na escola e descer o chumbo em gente que de repente não tinha nada a ver com a parada.

Eu sei que é difícil resistir a esse impulso reacionário iconoclasta (“QUE NADA SER ATORMENTADO QUANDO GAROTO É QUE É O ESQUEMA, ESSA ONDA DO POLITICAMENTE CORRETO TÁ ACABANDO COM TUDZZZZZZZZ”), mas pare, pense e seja um pouco mais racional. O que você acharia se seu filho tivesse medo de ir à escola por causa de um valentão que o aterroriza?

E isso nos traz à história de hoje. Num belo dia lá por volta de 1994 ou 1995, meu pai esteve numa posição similar, embora o cenário não fosse escolar. Acompanhe a história.

Como já falei aqui no site (e no meu podcast, o 99Vidas, neste episódios aqui e aqui), minha infância orbitou ao redor da locadora do bairro. Xeu mostrar um mapinha da minha juventude:

A seta vermelha indica a casa 3000 da rua Barão de Aracati, uma das casas da minha infância — a maior que morei, acredito. Já a seta verde aponta para a locadora do Seu Roberto, um argentino que já apareceu como personagem de outras histórias aqui no HBD. A locadora ficava num pequeno espaço comercial no térreo do prédio onde o homem morava.

Pois bem. Quando a locadora começou a prosperar, o argentino contratou um dos garotos mais velhos que frequentavam seu estabelecimento. Esqueci o nome do desgraçado, infelizmente. O cara tinha lá seus 16 ou 17 anos e, sendo o mais velho de toda a turma (e meio gordo, o que alguns gordos costumam confundir com força), era meio folgado com a pivetada.

Por que diabos nós permitíamos que um funcionário do estabelecimento zoasse a gente sem que nunca denunciássemos o desgraçado é algo que morrerei sem saber.

Agora, o setup da história — nos anos 90 meu pai trabalhava para a Kodak, que tinha um histórico de colaboração com a Disney. Sempre que o estúdio lançava um filme novo, a Kodak bolava brindes baseados na parada, e meu pai ganhava vários e trazia pra gente lá em casa. Nesta época, Pocahontas havia acabado de ser lançado (é, a história se passa em 1995 mesmo então), e o brinde da época eram reloginhos de pulso bem mequetrefes.

Antes que você alopre minha orientação sexual: o que eu usava era um reloginho do John Smith, ao menos.

“Ah sim, muito mais másculo. Ainda bem que você avisou”, disse ninguém

Pois bem. De posse do meu reloginho digital, fui à locadora. Por motivos que eu realmente não lembro, o tal bully funcionário da locadora resolveu me pegar pra cristo naquele dia — e de forma agressiva.

Estava lá eu assistindo um broder zerar Chrono Trigger quando o filho de meretriz me pegou pelo pulso e ficou torcendo meu braço enquanto ria. Lembro que a galera da locadora ficou assistindo a parada de forma totalmente impassível, sem fazer ou dizer nada. Eles meio que não podiam fazer nada, mesmo, então não os culpo.

A pulseira do meu relógio novinho, sendo de qualidade extremamente vagabunda, não aguentou a torção aplicada pelo cara e quebrou-se. Sentindo-se satisfeito, o bully — vou chama-lo de Rodrigo daqui em diante, porque agora que paro pra pensar era algo assim mesmo. Rodrigo, Rafael, Ricardo, ou talvez João, sei lá — soltou meu braço e voltou para a mesa nos fundos da locadora para fingir que trabalhava.

Completamente humilhado na frente dos meus amiguinhos e com o braço todo avermelhado, apanhei os restos mortais do meu relógio e voltei para casa soluçando.

Chego em casa com o braço todo irritado e embalando o que sobrou do relógio nas mãos, dei de cara com meu pai sentado no sofá e trabalhando em seu laptop. A propósito, laptops na época eram assim:

A tela destes laptops tinha uma tonalidade meio roxa/cor de rosa, era bem esquisitinho. Enfim.

Ao ver os indícios de conflito físico — o braço fodido, o relógio quebrado, as lágrimas nos olhos –, meu pai quis saber o que houve. Expliquei que o rapaz que trabalhava na locadora me bateu e quebrou meu relógio.

Meu pai pôs o laptop no sofá e olhou para mim, totalmente incrédulo:

“COMO ASSIM? O CARA QUE TRABALHA NA LOCADORA BATEU EM VOCÊ?!”, ele perguntou em tom de total revolta e o rosto já ficando vermelho.

Como eu era muito acostumado a fazer merdas que resultavam em meu pai gritando comigo, fui pavlovianamente condicionado a achar que sempre que meu pai estava com raiva, ele estava com raiva de mim. Ele podia estar revoltado com um colega de trabalho, com o aumento da gasolina, com qualquer coisa — se ele gritava, instintivamente eu pensava que eu estava na merda.

Por isso, inicialmente interpretei a reação dele como se ele estivesse com raiva de mim; como se a situação fosse minha culpa de alguma forma. Encolhi ainda mais e aguardei o “E O QUE VOCÊ APRONTOU PRA ELE FAZER ISSO?”, que acabou nunca vindo.

“Poisé… Ele quebrou meu relógio. Conserta pra mim?” respondi, estendendo o que sobrou do reloginho pra ele.

Amigos queridos, poucas vezes na minha vida vi meu pai com tanta ódio nos olhos. Tendo eu me casado a pouco tempo e obrigado a contemplar a inevitabilidade da paternidade, começo a entender um pouquinho o que deve ser o sentimento de proteção à prole, e hoje entendo melhor a reação dele.

Meu pai levantou-se de supetão.

“ESTE FILHO DA PUTA AINDA ESTÁ LÁ?” ele perguntou, visivelmente entrando em ebulição, já calçando os chinelos. Durante minha infância era raríssimo ver meu pai xingando. Deve ter havido duas ou no máximo três ocasiões, incluindo essa.

“Tá sim, ele tá trabalhando” eu perguntei, oferecendo novamente o relógio ao meu pai — que estava obviamente cagando pro troço.

“VEM COMIGO” meu pai vociferou, me puxando pelo braço.

Como você pode ver, o trajeto entre a minha casa e a locadora demorava alguns segundos só. Meu pai explodiu pra dentro da locadora, comigo a tiracolo, os olhos furiosos escaneando o local inteiro.

Ele nem precisou dizer nada pra que os fregueses da locadora entendessem imediatamente o que estava prestes a acontecer. A turma me viu do lado dele e, tendo presenciado a cena da quebra do relógio há poucos instantes, sabiam exatamente o que estava acontecendo. A maioria parou de prestar atenção em seus Mario Karts e International Superstar Soccers na hora.

E o Rodrigo, lá em seu cantinho na mesa, entendeu na hora que estava absolutamente fodido.

No momento que os olhos do bully e os do meu pai se encontraram, meu velho sacou imediatamente que aquele era o meliante. O Senhor Nobre marchou pra lá, ainda segurando meu braço. Ele me “apresentou” ao Rodrigo; esqueci o que ele disse na hora, mas foi algo como “foi você que bateu no meu filho?”.

Uma pergunta retórica, óbvio, e que o bully gaguejou pra responder. Eu me afastei um pouco da cena, sabendo que a parada ia explodir e ia explodir feio.

Antes que o meu agressor pudesse se explicar, meu pai pegou a mesa da locadora com as duas mãos e a empurrou pro lado Hulkmente, milhares de folhas, canetas, revistas de videogame e fitas de Super Nintendo se espalhando por todo lado, a mesa rangendo ruidosamente contra o chão. Subitamente sem a proteção da mesa, o bully tentou se levantar da cadeira, recuando em direção à parede.

Olhei para trás e não havia um moleque sequer ainda olhando pras TVs da locadora.

Meu pai avançou como um predador pra cima do Rodrigo. A mão dele ergueu-se na velocidade da luz e se fechou no pescoço do Rodrigo; como se estivesse impaciente pela falta de uma resposta à sua pergunta, meu pai puxou o pescoço do moleque pra baixo com fúria, colocando os olhos dele a centímetros de distância do meu braço machucado.

“FOI VOCÊ QUE FEZ ISSO, SEU FILHO DUMA PUTA?” meu pai berrou, contabilizando aí a segunda vez que o vi falando um palavrão. Agora claramente desesperado, o moleque tentava (sem sucesso) se desvencilhar do pai. Impaciente — e ainda segurando o pescoço do bully com força –, meu pai deu um tapa fortíssimo na cabeça do moleque e repetiu a pergunta:

“FOI VOCÊ QUE BATEU NO MEU FILHO? VAMO, CADÊ A CORAGEM AGORA. BATE AÍ NELE DE NOVO.”

A situação tava virando circo. Nessa altura, o silêncio que dominava o ambiente deu espaço para gritaria escarnecendo o bully. Claramente havia alguns na platéia que não iam com a cara do sujeito e estavam se deleitando em sua desgraça. Ouvi alguns “cadê rapá, bate aí no Israel de novo agora que eu quero ver!”

O bully, com o rosto avermelhado e aparentemente com dificuldade em respirar, começou a bater no braço do meu pai. Má idéia. Meu pai engatilhou o braço pra trás e o empurrou com toda força contra a parede decorada com caixas de jogos de Super Nintendo. Algumas caixas sairam voando, outras foram amassadas.

Com o impacto meu pai perdeu o equilíbrio e aliviou o aperto de chave inglesa no pescoço do Rodrigo. Ele viu nisso a deixa pra sair correndo, abandonando a locadora mesmo e que se foda.

Rapidamente, meu pai agarrou o braço do Rodrigo enquanto este tentava fugir. A tensão provocada pelo agarrão fez o moleque cair no chão, tentando impedir o encontro do rosto com o concreto com mão livre. A molecada agora começou a gritar ensandecidamente, sedenta por sangue.

E aí veio o Crowning Moment of Awesome da parada. Meu pai arrastou o Rodrigo pro meio da calçada, seguido por toda a molecada, a essa altura alguns vizinhos tendo saído à calçada pra ver o que diabos estava acontecendo em seu bairro costumeiramente pacato.

Meu pai torceu violentamente o braço do Rodrigo, num sinistro reflexo do que ele havia feito comigo há poucos minutos. Para impedir uma fratura, Rodrigo abaixava-se cada vez mais, até estar com o rosto encostado no chão. Tudo que ele conseguia gritar era “pára, pára, pára!”, que eu continuarei acentuando até o dia da minha morte, igual “idéia”.

Meu pai virou o braço do moleque, meio que o direcionando até mim. Acabou que o rosto do moleque estava colado ao chão bem diante dos meus pés. Meu pai se ajoelhou bem no meio das costas do moleque, o que expulsou quase todo o ar dos pulmões dele e provocou um desesperado “ALGUÉM CHAMA A POLÍCIA ELE VAI ME MATAAAAAAR”.

Em resposta, a molecada riu alto. Os vizinhos continuavam observando a cena sem qualquer reação, novamente um reflexo sinistro do suplício que eu mesmo havia passado não fazia muito tempo.

Meu pai agaixou-se, colocando o rosto pertinho da cabeça do malandro, o joelho ainda impiedosamente cravado nas costas do vagabundo. Com a boca a meros centímetros de distância dos tímpanos do Rodrigo, ele berrou em plenos pulmões, pro bairro inteiro ouvir:

“SE EU FICAR SABENDO QUE VOCÊ SEQUER OLHOU PRO MEU FILHO OUTRA VEZ EU VENHO AQUI E TE MATO. VOCÊ TÁ ENTENDENDO ISSO?” e torceu ainda mais o braço do moleque, recebendo então como resposta um berrro de dor em vez do provável “sim senhor!” que ele esperava.

Nisso ele finalmente tirou o pé das costas do moleque e largou seu braço. O bully se levantou apressadamente, seus olhos como os de um animal encurralado, amparando o braço machucado. Correu de volta para segurança da locadora.

Meu pai passou os olhos por toda a molecada, como se estivesse investigando o aftermath da explosão. Satisfeito com o que viu (ou com o que não viu), deu meia volta e retornou à nossa casa.

Nunca mais vimos o Rodrigo. Ele foi demitido naquele mesmo dia e jamais pôs os pés na locadora novamente; voluntariamente ou por mando do dono da locadora, jamais saberemos.

Amigos, que cena incrível aquela. Definitivamente está no Top 5 de melhores momentos da minha vida.

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comments

Categorias: Minha infância

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

109 Comentários \o/

  1. Jorge says:

    Lembro desse episódio contado pelo senhor no 99vidas, agora com muito mais detalhes, belo texto kid.

  2. Davi M. Ludke says:

    Caralho, Kid. oO

  3. Rafael says:

    Me pergunto o que este Rodrigo virou agora, será que ele está traumatizado?

  4. chrisgrungy says:

    Porra, merecido! Teu pai é foda, Izzy! Ótimo texto 🙂

  5. Leandro Rodrigues says:

    NOOOOSSA! HAHAHAHA!

    O Sr. Nobre está de parabéns!

  6. Rodrigo says:

    Que história sensacional heim.

  7. Raphael says:

    O cara virou pastor, aposto!

  8. Vitor says:

    essa cena deve ter sido muito épica!!

  9. Ivanildo Terceiro says:

    Vendo a calma e tranquilidade do seu pai no vlog dele, é quase impossível acreditar que ele fez realmente isso.

  10. pedro rafael says:

    li com lagrimas nos olhos de tanta emoção uahhuahuahuahu muito bom.

  11. Vitor says:

    o “Rodrigo” deve estar igual o Biff Tannen do final do primeiro Back to the Future

  12. Matheus says:

    A Hora da Justiça, estrelando Izzy Nobre.

  13. Rodrigo says:

    uahahuhuahuahuauhaauh

    Narrativa sensacional (meu primeiro comentário neste blog, btw)

  14. Raphael says:

    Sr Nobre muito SAGAZ E ASTUTO resolveu as coisas do modo NORDESTINO. Palmas

  15. henry says:

    CARALO, RI MUITO.

  16. Ítalo says:

    don’t fuck with lfnobre

  17. Bryan says:

    Kid, você até pode falar que os blogs estão morrendo e tudo mais (e eu nem tiro muito sua razão), mas textos como esse ainda me grudam na tela do computador sem pestanejar, mais que um vlog ou outra coisa do tipo. Muito bom texto viu, é isso aí.

  18. Igor says:

    EITA PASTOR BRABO!

  19. Pedro says:

    Agora entendi seu êxtase em acompanhar vídeos onde o “bullies” se ferram no final xD

  20. @ValterPando says:

    Isso tem q virar um shor-film…. Posso pedir os direitos autorais para filmá-la?

  21. Pemotzz says:

    OBS 1: “veja aí o poder de marketing de moleques desajustados fuzilando seus amiguinhos de escola” < é triste mas é a verdade.

    OBS 2: Agora entendo o teu fascínio pela "hora da justiça" LOL,me lembro de algum tweet se referindo a tu como o "datena do tuiter" ri demais.

    Na minha época adolescente acho que o bulliyng não existiu,era mais brincadeira de mal gosto(que eu resolvi com um socão e isso bastou),até porque eu jogava Magic no intervalo quando era do 1º ano a galera enchia com o mesmo papo de "joguinho de criança" mas deixava quieto,eu sentia uma pitada de vergonha,como se tivesse sacrificando qualquer chance de namorar as minas(tinha uma que não era a mais bonita,mas era um japinha de cabelos lisos,com lábios grandes e uma bundinha redonda no shortinho de volei,me arrependo até hoje de ser um cabação). Os atletas (sempre eles) eram gente boa,mas eles eram posudos pra caralho,por mais que não te batessem,o ar de zombaria deles quando se tratava de alguém sem coordenação motora era evidente,e isso me dava raiva deles por mais que eles não fossem agressivos.Nunca ninguém veio me defender,até porque nunca nada de tão grave aconteceu(um nerdão de 1,80 e 100KG , causa um certo desdem),mas ainda era ruim pra caralho,porque a galera arrumava um jeito de excluir mentalmente os nerds(como diabos de caralho eu quase fecho a média de história com perfeição com 39,8 e ninguém faz trabalho em equipe com você ou pior,você tem que fazer com os vagabundos do futebol?)

    Só isso ai,teve nada haver mas fica como sugestão de tema:Gente que se fode de jeitos diferenciados.
    Podia discorrer esse tema o dia todo mas iria ficar chato.Continua com esses textos dasantiga,curto muito.

  22. Luiz says:

    Excelente Izzy!! uma salva de palmas para teu pai!

    É mesmo incrível o que os pais são capazes de fazer quando acontece algo de ruim com os filhos 😀

  23. Álvaro Lemos says:

    Putz, mas que história genial! hahahahaha

  24. Redson says:

    Tinha ouvido essa história no 99 vidas, mas agora com a riqueza dos detalhes, mentalizei a cena perfeitamente!

    Neste exato momento, Rodrigo deve estar maquinando um plano diabólico contra o senhor Izzy Nobre, e lhe digo mais, ele está com passagens compradas para o Canadá.

    Be careful!

  25. Tomás says:

    Kid, sei que você já leu isso muitas vezes mas mesmo assim vou te falar novamente (sacomé né)

    Você escreve MUITO bem!

    Faça vídeos faça o que você quiser (afinal a vida é a sua) mas vê se faz o favor de nunca esquecer de que tem gente que adora o seu estilo de escrita e que você sempre vai ter um público mesmo que pequeno (ou não) de leitores.

    E termino com uma sugestão… traduza o seu livro para a lingua inglesa! Aposto que ele vai atingir um grande número de pessoas, eu pelo menos ficaria curioso se um gringo escrevesse um livro sobre suas histórias no Brasil.

  26. Gustavo Pereira says:

    Sou fã do Senhor Nobre e depois dessa história não tem como. O cara é foda mesmo!

  27. Ian says:

    Kid, tem um comentário falando do vlog do seu pai, que eu nunca vi, qual é o vlog dele?

  28. Ian says:

    Seu pai mandou muito bem, aliás

  29. alpha says:

    clap clap clap just clap #megawesome

  30. J.P. says:

    Não sei a aparência do Sr. Nobre, mas, na minha cabeça, a cena toda foi protagonizada por um Sr. Satã (se você não sabe quem o Sr. Satã é, eu repudio sua infância) sem o black power.
    (E por favor, Kid, não responda contando como seu pai era, a não ser que isso vá tornar a cena mais épica, estou feliz com esta imagem mental)

  31. pedro_hff says:

    HAIL LF NOBRE!
    Queria ter vivido nessa época de “legitima defesa da honra”, e ter vivido mais nas locadoras, sempre morro de rir desse tipo de história.

  32. Só imaginei o seu pai dizendo “Quem é o mestre?”
    Sério, apesar de ter apanhado muito e em alguns casos ter sido bully, não acho que isso forma carater de ninguém.
    Claro, a criança pode brigar e se machucar, é normal da vida, desde que sejam em iguais condições. Quando criança, vivia brigando com meus amiguinhos, porque eramos todos da mesma idade.

    O Sr. Nobre “Where’s the trigger?” ganhou ainda mais meu respeito.
    =D

  33. Luca says:

    Presenciei situação meramente semelhante. Muito menos emocionante, claro. Aconteceu praticamente o mesmo com meu irmão. Curiosamente, o cara também tinha lá seus 16 anos e era gordo. Gordos gonna gordear.

  34. João says:

    Esses textos longos que vc faz são muito fodas

  35. Helio says:

    eita senhor flnobre kkkk

  36. Helder says:

    No momento q ouvi essa história no 99vidas, lembrei q tive exatamente o msm relógio.

  37. Murdock says:

    Cara, vou ter que fazer um comentário longo, foi mal. Li isso e fiquei com lágrimas nos olhos de emoção por vários motivos.
    Eu mesmo fui vítima de bullying mas não tive pai pra me defender mas minha mãe me mandava enfiar a porrada que ela se entendia com a escola. Algumas vezes consegui, outra apanhei, mas impus respeito.

    Do meu pai lembro de quando um garoto do colégio (que hoje é namorado de famosas), estava batendo no meu irmão que reagiu o deixando com um olho roxo. Como o garoto era queridinho das professoras, uma delas disse que da próxima vez ela bateria no meu irmão. Ao saber disso meu pai disse que se isso acontecesse ele ia lá bater na professora. Nada disso aconteceu, o velho partiu há quase 24 anos.

    Um amigo meu conta que sua filha estava apanhando de um garoto no colégio. Para acabar com isso ele chamou o pai do garoto e disse “seu filho é menino e maior, está batendo na minha filha. Eu não posso bater no seu filho mas posso bater em você”. A garota foi deixada em paz.

    Hoje em dia seu pai teria sérios problemas com a justiça, por mais que o instinto de defender a prole tenha falado muito mais alto. Infelizmente. Mas lembra daquela mãe que degolou o garoto que violentou seu filho na frente do juiz?

    Da parte da minha mãe, que é filha de alagoanos, também tem histórias assim. Minha bisavó deu um cipó(!) pra filha bater na garota que tinha rasgado a blusa dela. Meu avô se deparou com Lampião em pessoa algumas vezes. Então você vê que o sangue na família é meio quente. A galera do NE não é de brincadeira.

    • Antonio says:

      Uma vez, na primeira série, se me recordo bem, um menino falou que ia me matar. Naquele tempo, eu jurava que era verdade. Morri de medo e fui contar em casa. Minha história não é nem 0,1% tão emocionante quanto esta narrada aqui, porque meu pai só foi e falou na frente da sala toda que, quem quer que tivesse dito que ia me matar, ia se ver com ele depois. Eu queria mesmo é que meu pai tivesse baixado a porrada nele. Mas, pensando bem, não fazia muito sentido meu pai bater em um menino de primeira série. heheh

  38. Henrique says:

    feels good man

  39. Luciano says:

    Mais do que certo, pai que é pai sempre vai defender sua prole.

    Porrada no otário! uauhauhauha

  40. Daniel says:

    Caralho, que texto lindo, acho que poderia entrar para a hora da justiça, hein Kid?

  41. Pedro says:

    Texto foda + link do TVTropes = Adeus tempo livre.

  42. Lucas. says:

    Olha, quem vê o Sr.Nobre Pai não pensa que ele seria capaz de tal momento de fúria… Mas bem feito, deveria ter matado o fdp desse Rodrigo.
    Mais 5 pontos para o senhor Lf Nobre.

  43. Carlos says:

    Moro perto de onde você morava Izzy, conheço o argetino Roberto e para a sua surpresa ele sabe das coisas que você fala dele e de sua locadora, porque eu mesmo mostrei uiehuiehhehehuie, garanto ele achou muito engraçado.

    • Carlos says:

      ah, detalhe, espero não tirar a magia da coisa, mas Seu Roberto não é nada FDP, é um cara muito gente boa, acredito que você e os pivetes do bairro também não eram flor que se cheire.

    • Izzy Nobre says:

      PROVE ISSO. Qual o nome da esposa dele? Qual era o nome do prédio? Qual o nome dos filhos dele?

      • Carlos says:

        kkkkkkkkkk ele é meu SOGRO velho.
        a mulher dele se chama adriana, por falar nisso tu conhece os filhos dele? são todos mais novos que você. O nome do prédio é Trevo, eu moro a apenas 2 quarteirões de lá.

        De qualquer forma eu te entendo, porque ele tem uma personalidade forte, é um cara que fala as coisas na cara, então tranquilo. Ele riu quando viu o post, levou numa boa.

        • Carlos says:

          Pra finalizar, quando você estiver aqui em fortaleza vá até a pizzaria dele, é simplesmente uma das melhores da cidade, a Amigos pizzaria, fica no papicu. Ele vai gostar de rever você e vai te receber muito bem

        • Izzy Nobre says:

          Qual o nome dos filhos dele? 😀

          • Carlos says:

            Pô cara, eu não queria expor toda a vida atual do cara aqui né, hehe. Mas são três filhos. Inclusive se por curiosidade quiser encontrá-lo no facebook basta colocar o nome dele sucedido do sobrenome (removido). Mundo pequeno mesmo, parei no seu site depois que vi um vídeo sobre o desencontro e nem acreditei quando vi o post sobre o rato na locadora.

          • Izzy Nobre says:

            Mas tu sabia da história do rato na locadora?

            Explica ai como rolou a conexão entre “que texto louco” e “Pera EU CONHEÇO O ROBERTO ARGENTINO”

        • Izzy Nobre says:

          E que mundo pequeno da porra ein.

        • Izzy Nobre says:

          Confirme pra mim que ele demitiu o cara em resultado da confusão, porque eu nem lembro 100% se foi por isso mesmo que ele foi demitido ou não.

          E me diga o nome dos filhos dele pra eu poder acreditar em você 100%.

          • Carlos says:

            Cara eu não faço a mínima ideia, conheço ele a pouco mais de três anos, só sabia que ele havia tido uma locadora no térreo do prédio ao qual ele morava (ele mudou-se recentemente) porque a filha dele me contou.

          • Carlos says:

            Ah, tu perguntou da conexão!

            É simples, as palavras: argentino, fortaleza, dono de locadora e o xingamento ”lazarento”. E o nome do mesmo só confirmou a minha suspeita.

  44. McFly says:

    Caraca Izzy, e você insiste que seu futuro é fazer vídeos. Texto do caralho!

  45. Bruno Esteves says:

    acraca… isso deu muita dó ““Poisé… Ele quebrou meu relógio. Conserta pra mim?” respondi, estendendo o que sobrou do reloginho pra ele.”

  46. Felipe Costa says:

    Agora só consigo imaginar o Senhor Nobre como um cara de 1,90 e 90 kilos de puro músculo.

  47. Adolf says:

    DUVIDO que você conseguiria contar essa história do mesmo jeito numa MERDA de vídeo no Youtube. Seu lugar é nos blogs, nos textos, perdendo horas escolhendo as melhores palavras, a melhor maneira de pausar as frases e como encaixar melhor as punch lines.

  48. Rafael says:

    Anos 90, a época em que você podia dar uma surra no filho do vizinho e não ser processado e preso no dia seguinte

  49. droantjk says:

    Ninguém aqui nunca ouviu aquele famigerado “se voltar pra casa chorando vai apanhar 2x” do pai? Hoje eu não sei, mas antigamente era muito comum os pais, apesar de ficarem extremamente putos vendo o filho se fudendo, mandar ele resolver esse tipo de coisa sozinho e na rua mesmo. Até porque catarses desse tipo são legais mas, na prática, são tão covardia quanto a que os bullies promovem, não?

  50. Andre says:

    Porra cara, tu era mto feio, devia ter se matado enquanto era tempo.

  51. Pedro C. B. says:

    Senhor Nobre provando que podem foder com quem quiser, mas que não encostem em UM FIO DE CABELO de alguém que sua família. Aplausos!

  52. @leosaal says:

    lavei minha alma!

  53. diabo do meu ódio says:

    Wel come Maguila é o caralho. Ninguém come ninguém não, quem vai comer é a porrada!

  54. Parabens pelo texto e pelo feito! Parecia que eu estava na cena do fight! Se a primeira impressão e a que fica! Fiquei emocionado com o seu post! Abraco

  55. Ele nao virou aquele moleque abusado do “de volta pro futuro” nao? Era o buffy, ou algo assim?

  56. Flávio C. Barbosa says:

    Teu pai é foda !!

  57. John says:

    li com lagrimas nos olhos de tanta emoção [2]

  58. Eu olhando para a foto do Izzy:
    http://refricultural.com/nossa-voce-e-muito-feio/

    Bela história, nada como ver um bully se dar mal. Eu passei alguns maus bocados na escola, mas ao saber que a maioria deve tá fodido na vida, enquanto eu estou relativamente bem, me sinto vingado.

  59. Douglas says:

    Daqui alguns dias, veremos no jornal:

    Homem invade cinema vestido de Coringa e mata todo mundo, alegando que foi vitimizado pelo pai de um colega de infância.

    Also, imagina se o pai do Rodrigo, fosse comprar a treta com o Sr. Nobre?

  60. Daiana Gonçalvez says:

    Quide, seu filho da puta! Vai aprender a brigar ao invés de pedir para o papaizinho. Vou comer a Bebba.

  61. Angelo Guedes says:

    Izzy, cara se eu soubesse dessa confusão eu tinha ido ver tb…pq eu morava no numero 2445 da Barão de Aracati nessa mesma época…bom saber que vc foi quaze meu vizinho nessa, queria ter visto a cara desse Rodrigo hehehe

  62. Ler esse texto me fez lembrar que passei por situação semelhante, não era um bully porque eu aprendi a nunca levar desaforo pra casa mas foi uma agressão covarde em que não tinha como me defender, onde meu pai (filho de japonês e faixa preta em duas categorias de Karatê) se controlou antes de encostar no pobre coitado.
    Ocorre que o pai do elemento, só para constar cresci em um condomínio composto por 16 prédios onde a maioria dos moradores tinham filhos da mesma idade então todos nos conhecíamos, ficou sabendo que meu pai foi tirar satisfação e resolveu ir até meu apartamento para tirar ele satisfações -- erroneamente e desgraçadamente para ele -- estando o pai do elemento a minha porta e apontando o dedo meu pai esqueceu de seus juramentos as artes marciais e sua costumeira paciência e partiu pra cima do cara, o que se resumiu a dois movimentos suficientes para quase quebrar um braço e um enorme grito de dor seguido de pedidos de desculpas tendo de ouvir tudo o que aconteceu pela minha pessoa.
    No dia seguinte, o moleque veio me pedir desculpas (no seu rosto a clara percepção que ele fora devidamente castigado) e nunca mais aprontou com ninguém.

  63. Bons tempos onde se resolviam assuntos de homens como homens, digo, conversando e mostrando oque é errado.

    Hoje em dia, o Pai do Rodrigo iria na tua casa com advogado e polícia.

    Já vi acontecer. =/

  64. Sasquash says:

    Seu pai fez o certo, tem mais é que se levantar contra esses abusos.

  65. Fábio Cerqueira says:

    A única vez que alguém chamou o pai pq eu tinha batido apanhou de novo na frente do pai 😀 Vc devia ter apanhando novamente haiuhuaihiua

  66. Natan says:

    “responde de forma similar a certos estímulos”

    “pavlovianamente condicionado”

    Izzy Nobre, tu é psicologo mano? kkkk

  67. […] escrevi este outro post contando mais uma estripulia minha na já célebre locadora do Seu Roberto, o argentino. Revelei […]

  68. […] escrevi este post contando mais uma estripulia minha na já célebre locadora do Seu Roberto, o argentino. O texto […]

  69. david says:

    Kid,
    tomo a liberdade incluir o seu pai em minha lista de HEROIS! ;P

  70. Guilhermera says:

    Magina se ele não fosse pastô, Kid…

  71. Cristianne says:

    Hoje em dia das duas uma: ou o moleque sacava uma arma e dava um tiro nas costas do seu pai, ou seu pai acabava preso por agredir um “di menor”.

  72. Lucas says:

    Ahh meu irmão…apesar da cena ter parecido sensacional, vc com 16 anos deveria já se capaz de resolver seus próprios problemas, que vc invadisse a locadora com um taco de baseball ou algo do genero

  73. Guilherme Trindade says:

    Tava com saudade desse tipo de post, FDP.

  74. matheus tirano says:

    Homem aranha? vespa? formiga? feiticeira escarlate? pantera negra? nãooooooooooooooo!. O proximo avenger sera o Sr. Nobre, defensor dos fracos e oprimidos. Também tinha um bully na infância.Logo que cheguei no meu bairro, um filha da puta me deu uma surra por que eu nem lembro o motivo. Cheguei em casa só minha mãe se encontrava em casa. Eu contei o que aconteceu. Ela ficou furiosa. Só sei que o menino (devia ter a mesma idade do rodrigo 17 pra 18,sei lá) foi pro hospital todo fudido, por que minha hulkmãe havia quebrado o braço dele. Até hoje minha mãe e minha heroína.

  75. Gary M. Silva says:

    Historinha a la Bully Beatdown. Muito foda.

  76. Leonardo Cezar says:

    Adoro quando os posts do Kid são sobre a infância dele! 😀

  77. Tácio says:

    Eu mesmo tive uma oportunidade de ver meu pai num Crowning Motherfucking Moment of Awesomeness quando tinha 6 anos: brincando na hora da saída da aula com a turminha de sempre, um cara da 8ª série (12 anos mais velho)(covarde!) foi lá, pegou meu power ranger azul (sinto falta dele até hoje) da minha mão (não sem resistência, mas depois de um soco na cara eu meio que desisti), disse “já quebrei o meu e o do meu irmão”, e quebrou o meu na minha frente (bateu na tubulação que tinha por perto).
    Vale lembrar que eu estudava de manhã, e de manhã a escola só ia até a 8ª série, ensino médio todo à tarde. Isso dava ao pessoal da 8ª série o status de “mais velhos e mais respeitados” que geralmente é destinado a alunos de pré.
    Nisso, o pai dele aparece e vem gritar COMIGO dizendo que EU tinha tomado o brinquedo DELE e tinha que comprar outro, e eu com lágrimas nos olhos pela morte do meu querido boneco do Billy.
    Acontece que o meu pai já estava atrás dele nesta hora, e aí, pela primeira vez na minha vida, vi meu pai se irritar de verdade: muito vermelho, gritou com o cara e com o moleque, xingou os dois (coisa que nunca tinha visto antes, e só se repetiria 9 anos depois), e fazia isso puxando o cara pela gola da camisa (estilo filme de ação dos anos 80). Com todo mundo lá do meu lado (ele que era o novato, ele que se exploda!), inclusive os pais dos meus amigos de 6 anos, o cara ficou tão humilhado que saiu de cabeça baixa levando o filho do lado.
    Na segunda, o moleque não veio mais. Uma pena, porque meus amiguinhos já tinham chamado os irmãos mais velhos pra dar as boas vindas a ele. E um recado: Eduardo, se você tiver por aí, eu não esqueci de você, seu vadio!

  78. Master_Blaster says:

    Só é meio gay esse negócio de chamar valentão de bully. Coisa dessa (bleargh) geração justin bieber.

  79. Luciano Gardner says:

    Hahaha li essa história com a sua voz, depois de ter ouvido no 99 vidas, lê-la por aqui foi tão legal quanto ouvir!

    Ps.: Também acentuarei “idéia” e “pára” até os fins dos meus dias!

  80. Jonathan says:

    kid,teu pai foi muito Mr.White nessa história aí,você deve ter ficado orgulhoso,HAHAHAHAHA

  81. Wenderson Bessa says:

    Eu apanhava na rua, e quando chegava em casa apanhava de novo, pq meu pai dizia que eu tinha que estar casa estudando ao invés de ficar na rua sem fazer nada.
    Me lembro como hoje no dia que pequei R$ 10,00 do bolso da camisa do meu pai que tava jogado na cama e fui pra locadora. Ele foi me buscar, levei tabefe na frente de todos la, e de cinta em casa. kkkkkk… Desde aquele dia nunca mais fiz um negocio desses.

  82. Fernando says:

    Já fui vítima de bules bem humilhantes na infância. Não tive pai pra defender, e a mãe até tentou, mas não ajudou.
    O que queria falar é de alguns pontos dessa história, no passado e no presente.
    Isso de as pessoas ao redor não se envolverem, seja na violência contra vc ou contra o provocador, é cretino e acontece até hoje. Outro dia, na minha rua, um nóia tava batendo na namorada, que gritava desesperada. Tudo na rua (calçada). Era noite e ninguém saia para ajudar. O cara, sob influência de tóxico, e com provável aptidão para o crime, era incarável. Gozado e em outro dia, umas semanas depois, percebia-se que a mina continuava com o cara. Idiota.
    O povão só “participa” dessas coisas com os olhos. Explico: quando se está no ônibus e acontece acidente em alguma via. A maioria levanta de seu acento pra ver o que tá rolando, inclusive o motorista do veículo, o que deixa o trânsito lento. Curiosidade de merda.
    Outra questão é esse respeito do provocador ao seu pai. Não sei qual é o porte físico dos dois, mas, hoje em dia, o cara avançaria no seu velho. Instinto de sobreviência, sei lá. O negócio poderia ser mais feio do que já é. No Brasil, hoje, a gnt vive na base do medo. Não sei se esse troco ocorreria.
    Pra finalizar, um negócio que pega negativamente para os dois lados: fazerem uma merda contigo e pagar na mesma moeda, mesmo que por terceiros. É a mesma lógica dos “cidadãos de bem” do Brasil, que tem um ente querido morto por um assaltante e deseja matar o meliante. Uma coisa não justifica a outra. De qualquer forma, a emoção prevaleceu.
    A história deu certa catarse a muitos bulimizados, que se sentiram vingados. A violência física de troco rendeu isso. Agora, isso de tentar imaginar o que se tornou o tal Rodrigo, quando não se sabe o paradeiro dele, é subjetivo demais para se fartar.

  83. Adriano says:

    Cara, puta texto, estou aplaudindo seu pai de pé com lágrimas nos olhos cara, muito bom!

  84. Liebert says:

    Gostaria que meu pai me defendesse…

  85. Francisoc says:

    Cara,n sei pq mas li o texto todo com o Mr White do Brian Cranston no papel do teu pai! Foi demais Hahahah Recomendo fazer isso

  86. […] minha formação gamer. Tá vendo esse Peugeot ali? Foi exatamente onde ele está estacionado que meu pai desceu a porrada num bully que havia me batido. Foi lá que soltei uma ratazana de esgoto, […]

  87. Vinicius says:

    Izzy fico de penis ereto quando viu o bully se fuder, né izzy?

  88. […] ele ficou colérico. O garoto não estava mais nas redondezas da escola, e ao contrário da outra ocasião em que meu pai teve que resolver uma situação de bullying, dessa vez ele foi um pouco mais comedido — meu velho decidiu que a decisão correta seria […]