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Aí eu fui numa balada gay

Postado em 27 July 2011 Escrito por Izzy Nobre 89 Comentários

Ok. Deixa eu explicar logo essa história.

ANTES DE MAIS NADA, UM AVISO: eu não sou homofóbico, quem me conhece sabe disso muito bem — aliás, eu duvido bastante que um cara realmente homofóbico sequer cogitasse ir a uma boate gay com uma cambada de homossexuais que ele acabou de conhecer. Se alguns dos meus comentários soarem maldosos ou preconceituosos, lembre-se que preconceito é literalmente “ignorância”, e de fato eu era até o fim de semana passado completamente ignorante a respeito de uma boate gay. Por isso, os comentários talvez soem “preconceituosos” mesmo, mas jamais intolerantes ou odiosos.

Favor não se ofenderem.

Tudo começou no último sábado. Estava eu lá no trabalho quandAahhhh, quer saber? Vou contar esta fábula por intermédio de uma rage comic. Tou viciado em desenhar essas porras. Acompanhe:

Pois foi isso aí, amigos. A muié me liga no trabalho, convida-me para ir à balada pós-serviço, eu aceito prontamente e em seguida ela informa — como se fosse um detalhe completamente irrelevante —  que trata-se de um estabelecimento noturno para simpatizantes da causa homobaitolística.

Como uma reação involuntária, recusei.

Pô, boate gay? Sei não…” arrisquei.

Bom, que diferença faz pra você? Tu não tá indo pra balada pegar ninguém, então dá no mesmo. E eu poderei dançar com as meninas tranquilamente sem maluco escroto dando em cima de mim“.

Diante uma lógica tão infalível, fui obrigado a aceitar. Além disso, gosto de me imaginar como um sujeito progressivo, tolerante, então pensei “bom, se eu afirmo achar homossexualidade normal e digo ser a favor de direitos gays mas fico com ”nojinho’ de ir à uma boate gay com a mulher e suas amigas, estou sendo hipócrita. E de qualquer forma, é melhor sair à noite que voltar pra casa e estudar sozinho no apartamento escuro.”

Meu cotidiano ultimamente se resume ao trabalho e aos estudos. Há algum tempo que não saio com os amigos, que andam igualmente ocupados, então achei que seria uma boa opotunidade pra fazer algo diferente, quem sabe estreitar um pouco os laços de amizade com as amigas da minha patroa. Muié valoriza muito essas paradas, né, quando o cara se dá bem com as amigas dela. Achei que deveria valer a pena, nem que fosse só por isso.

Ok, vamo lá“.

Ficou combinado que eu iria à casa dos amigos dela após o trabalho, e então de lá iríamos todos juntos à tal Twisted alguma coisa — a boate gay preferida lá dos amigos da menina.

Como eu trabalho de noite e durante os fins de semana, não é raro a muié me convidar pra algum programa noturno e eu recusar por estar cansado. Como que para me deixar despreocupado, ela sempre adicionava “não se preocupa, os caras que tão indo com a gente são tudo gay!”.

Não que fizesse grande diferença, eu não sou um cara ciumento, por mim ela pode ter todos os amigos homens que quiser. Entretanto, sempre achei que esse papo de “os caras que estarão lá com a gente são tudo gay, nenhum deles tentará me beijar” era conversa fiada dela com desígnio de evitar que eu aja como o namorado ciumento padrão e vete a saída dela.

Pois bem, não era. Chego na casa dos cupades lá e de fato, são tudo gay. Ela não estava mentindo.

Passada a rodada de apresentações, as meninas começam os preparativos pra saída. Uma maquiagenzinha aqui, uma troca de roupa de última hora, essas coisas. O clima na casa era de festa e, apesar de não conhecer quase ninguém daquela turma, me senti imediatamente parte do grupo.

Como eu sou infame entre nossos círculos sociais por não beber, evidentemente todo mundo tenta me embebedar o mais rápido possível. Uma das melhores amigas da minha mulher aparece do nada com um copo de uma bebida qualquer com gosto de perfume e já vai enfiando o receptáculo na minha boca, pondo a mão embaixo do meu queixo já antecipando que eu me babe todo e molhe o chão. Achei o gesto quase maternal.

Tomaí Izzy! Hoje tu vai passar mal! Hahaha!

Bebo a parada rapidamente e sinto uma náusea na hora. Eu só consigo aturar bebidas “de menininha” — até hoje sou zoado por ter ficado bêbado no Desencontro à base de Smirnoff Ice, mas o que posso dizer? Fui criado em ambiente estritamente religioso, não ia pra shows nem festa quando moleque, nunca adquiri o gosto por álcool.

A cena se repetiu umas três vezes. As meninas pareciam competir em quem seria capaz de me embebedar primeiro. Eu estaria mentindo se dissesse que não gostei de toda a atenção e adulação das meninas.

Alguns minutos mais tarde, já tava todo mundo etilicamente calibrado e os ares começaram a se tornar mais, digamos, libidinosos.

Vertendo vodca na boca da amiga usando os peitos, por que não.

Pois bem, foi aí que nossa pequena comitiva — éramos uns 10 ao todo, acho — os dirigimos ao bar. Eu era o único homem heterossexual da trupe, pela primeira vez pertencia a uma minoria sexual.

Chegamos ao clube. Na fila, uma visão bastante incomum pra mim, muito diferente do que estou acostumado a ver nas boates em que (raramente) vou — algumas drag queens, homens abraçados, homem de maquiagem, alguns casais de lésbicas (algumas estonteantemente pornográficas, mas a maioria era gordinha e/ou com cara de homem — e homem mal-encarado ainda por cima). Posicionamos-nos ao fim da fila, mas um dos nossos amigos conhecia o segurança da boate e subitamente fomos arrebatados da calçada diretamente pra dentro da boate.

A foto tá uma merda, eu sei

Já dentro do clube, adotei uma postura quase científica. Manja os cinegrafistas do Discovery Channel que são colocados em algum local completamente inóspito e encarregados de documentar toda a fauna em seu redor, prestando bastante atenção para os relacionamentos entre as espécies?

Caralho, eu sei que certamente alguém vai se ofender todo com essa comparação, mas era assim que eu me sentia mesmo: completamente fora do meu elemento e presenciando algo completamente inédito (pra mim) em um ambiente potencialmente perigoso. Sim, porque eu estava tenso a cada momento.

E tentando prestar atenção em TUDO pra relatar aqui no blog depois.

Qualquer esbarrada, qualquer mínimo contato acidental contra qualquer superfície me fazia pular e investigar os arredores suspeitíssimo. Invariavelmente era sempre algum folião que encostou em mim acidentalmente e imediatamente pedia desculpas. Em mais de uma ocasião, foi apenas uma cadeira.

O clima de festa que começou na casa manteve-se na boate. Do nada aquela loira da foto lá de cima me aparece com duas Ices na mão. “Pra você“, ela disse rindo e esfregando às mãos na saia, pra enxuga-las da condensação da garrafa. “Hoje eu quero te ver bêbado!“.

É o que todo mundo costuma fazer quando descobre que eu não bebo. Já me acostumei.

Comecei a virar as garrafas, me sentindo progressivamente mais tonto. Volta e meia uma das amigas me estendia sua própria bebida, com olhares maliciosos e inviolável recusa de me informar do que exatamente tratava-se o drink. “Bebe aí, bebe!“, repetiam. Um pequeno gole e eu sentia o líquido queimando meu esôfago, uma sensação quase insuportável de ânsia.

Whiskey. Resisto bravamente à vontade de vomitar a parada, aliviado por ter tomado um gole pequeno.

Num determinado momento, as meninas queriam ir pra pista. Acontece que a pista é cercada por um bar em que a galera se senta pra bebericar seus drinks enquanto observam a massa dançante e as luzes estroboscópicas. O bar circundeia a pista inteira, e como a boate estava muito lotada, circunavegar todo o seu diâmetro até chegar à sua  abertura estava fora de cogitação.

Sem cerimônia, as meninas apenas se agaixaram e passaram uma a uma por baixo do bar, reaparecendo segundos mais tarde no meio da pista. Tendo todas atravessado a divisa, viram-se pra mim e me chamam.

Avalio a situação. Estou cercado de gays. Pra passar por baixo do bar, eu teria que me abaixar, posicionando meu rosto na altura das virilhas adjacentes. “Perigo“, pensei.

Vou dar a volta, pera que já chego aí“. disse, obstinado. Mas era sem chance — àquela altura a massa dançante já estava vazando da pista para a região adjacente, e portanto minha segunda opção de travessia resumia-se a “passar por osmose entre os casais gays que se esfregavam por ali, boa parte dos quais já encontrava-se àquela altura sem camisa“.

“Foda-se”, pensei. “Vou me agaixar aqui e seja o que Satanás quiser” vaticinei. Imediatamente arrependi-me desta expressão; conhecendo a reputação de Lúcifer, o que ele desejaria naquele momento é o inverso do que eu desejaria.

Emergi do outro lado do bar, ileso e rodeado pelas meninas. Elas me puxaram pelo braço pro meio da boate. Dancei com todas as amigas da patroa — elas pareciam muito dispostas a dançar comigo; tenho a impressão de que apesar da ida à boate gay ser em parte pra evitar o assédio masculino, a provocativa natureza feminina ainda gosta de arrancar reações de desejo; sendo eu o único homem hetero do local, o jeito era dançar comigo.

Pelo menos essa é a minha teoria. Posso (devo) estar errado.

Três ou quatro Ices mais tarde, eu já estava sentindo bem mais tonto e completamente indiferente ao fato de que eu dançando me assemelho a uma lagartixa epilética. E aí ocorreu o impensado.

Comecei a sentir vontade de mijar.

O pavor dominou meu ser. Já ouvi histórias sórdidas sobre o tipo de putarias que acontecem nos lavatórios de boates do gênero. Enquanto até o momento a bicharada do ambiente mostrou-se extremamente respeitosa (talvez porque me viram dançando com a mão na bunda da mulher — e talvez das amigas? Não lembro exatamente), mas como saber se este pudor seria mantido nos banheiros?

Viro-me praquela a loira da foto acima (chamarei-a de R), que àquela altura etílica já era minha melhor amiga e futura madrinha dos meus filhos, e explico a ela meu dilema.

Por que você não vai no banheiro das meninas?” ela falou, rindo. Não consegui detectar se ela estava bêbada ou não, ela ri bastante mesmo sóbria.

O QUE?” gritei no ouvido da menina. Senhor target=”_blank”>Deadmau5 tonitruava nas caixas de som do ambiente e impedia qualquer diálogo a menos que você depositasse sua mensagem aos berros a menos de 5mm de distância do tímpano do interlocutor.

Sem titubear, R pega meu rosto com as duas mãos — senti um imediato arrepio; esse tipo de toque é estranho vindo de uma garota que não seja minha mulher — e, com os lábios pressionados contra meu lóbulo esquerdo, repete:

Vai no banheiro das meninas. Não tem problema!

Afasto-me dela, pensativo. Ousaria eu penetrar o Santo Santíssimo vestíbulo sanitário feminino?  Se eu precisava de uma desculpa pra fazer isso, AGORA era a hora. Talvez notando minha indecisão, ela vai e acrescenta:

De repente cê até vê umas gostosas se pegando lá” e pisca, maliciosamente. Dito isto ela se vira e começa a dançar com um dos broders que veio à boate conosco, esqueci o nome do cara.

Desci ao porão da boate, me apegando ao corrimão como se minha vida dependesse disso. Já tava consideravelmente alto àquela altura.

Diante o lobby dos banheiros, um momento de indecisão — devo realmente entrar no banheiro feminino…? E se a R falou zoando, ou influenciada pela bebida? Poderia eu ser chutado da boate por tamanha empáfia…? Um pensamento aterrorizador cruzou minha mente — o que será que fazem pra punir homens que quebram as regras neste estabelecimento?

Decidi não arriscar. Respirei fundo, tentei lembrar rapidamente todos os movimentos que aprendi naquelas aulas de kung fu anos atrás, concentrei meus últimos neurônios sóbrios numa tentativa de erguer meu nível de alerta e prontidão, e com um passo incerto adentrei o banheiro masculino da boate gay.

E lá dentro… nada. Um cara no mictório, outro ajeitando o cabelo no espelho. Um terceiro entrou depois de mim e, observei estupefato, obedeceu as convenções heterossexuais de ocupar o mictório mais distante daquele já ocupado.

Eu entrei no banheiro esperando uma reprodução contemporânea da decadência sexual dos tempos de Calígula e invés disso vi um banheiro indistinguível de qualquer outro banheiro masculino que já vi na vida. Foi quase decepcionante o quanto a minah expectativa estava errada.

Um outro carinha esbarra em mim acidentalmente ao sair — justamente o tipo de contato não-intencional que me atemorizava, considerando o contexto geográfico — e apenas diz “opa, desculpa cara!” enquanto me dá um tapinha no ombro.

Aproximei do mictório pra aliviar-me e então finalmente ergui os olhos para inspecionar o ambiente. Todos os outros caras se ocupavam nas próprias funções e não conversavam nem nada. Eu é que parecia o baitola do local, olhando pra todo canto como se procurasse ali um amor homossexual. Quando atentei-me para a ironia daquele fato, desviei os olhos de volta ao meu mictório.

Termino de mijar e volto para a pista. Reencontro as amigas e os broders, danço novamente com mais uma delas, mais uma Ice materializa-se em minha mão. Àquela altura eu tinha comprado UMA bebida, mas já tinha virado pelo menos umas cinco. Começo a pensar que, se um dia começar a realmente gostar de beber, continuarei pregando a ladainha sobre crescer em lar evangélico e afastado dos prazeres da carne — seria uma excelente forma de economizar nas noitadas.

Ao fim da noite, eu já estava perdidamente inebriado. Todos estávamos em variados níveis de embriaguez, sendo a R a mais resistente do grupo. Comecei a bater papo com os broders gays, eram todos extremamente amigáveis e muito gente fina. Descobri na manhã seguinte que havia sido adicionado por eles ao Facebook.

Passamos por um fast food qualquer — que eu não lembro de forma alguma qual era; a fachada do local escapa completamente da minha mente. Num instante eu estava vomitando na calçada, no outro estava sentado a uma mesa, ladeado pelas meninas, comendo batatinha frita. Minha mulher estava muito bêbada pra dirigir, então dormimos na casa da R.

E essa foi minha primeira vez numa boate gay. Em retrospecto percebo que era completamente imbecil o receio de ser agarrado por algum gay contra minha vontade simplesmente porque os caras gostam de pirocas. Mulheres também gostam e até hoje nunca fui agarrado por nenhuma ninfomaníaca numa boate hetero. Achar que eu seria sexualmente molestado pela bicharada chega a ser presunção minha.

No fim das contas, gostei de receber tanta atenção das meninas — algo que jamais havia acontecido em nenhuma outra noitada nossa –, os broders são muito gente boa, o ambiente era bacana e eu retornaria à boate sem hesitar.

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comments

Categorias: Morando no Canadá

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

89 Comentários \o/

  1. @rhobsonv says:

    Boates gays são ótimas, caro amigo cearense-de-cabeça-chata.

    Não só o pessoal se trata com respeito, como eventualmente alguma mulher etilicamente cega aparece do nada e te agarra, visto que você é o único dentro de tal ambiente que não está agarrado à outro homem. ;D

  2. Fivio says:

    Depois de ir numa boate gay e ficar bebado ainda por cima, imaginei que voce fosse dar a bunda no banheiro.

  3. Eduardo "Sauron" says:

    Legal vc ter se divertido, Kid. Preconceito é exatamente o conceito que se tem de algo antes de experimentá-lo. Vc foi no lugar e viu que não era o que vc pensava. Quisera que todos fossem assim.

  4. @mos_axz says:

    “Em retrospecto percebo que era completamente imbecil o receio de ser agarrado por algum gay contra minha vontade simplesmente porque os caras gostam de pirocas. Mulheres também gostam e até hoje nunca fui agarrado por nenhuma ninfomaníaca numa boate hetero. ”
    RI PRA CARALHO!

  5. O senhor perdeu uma grande chance de não fazer um menage-à-trois e sim um menage-à-quatre

  6. Junior says:

    Pô Izzy,
    sensacional o texto cara.
    Viciei nos “Contos do Izzy” hahahah

  7. Z! says:

    Pensei que vc tava exagerando quando disse que soava homofóbico, mas realmente, parece MUITO homofóbico

    • TwhProx says:

      Discordo completamente, vejo simplesmente uma pessoa que não tinha o conhecimento do universo gay,e possuí(a) muitos mitos e lendas na cabeça.
      Acho que homofobia é ter ódio ou desprezo por gays.
      Ele só tinha um leque saudável de lendas e desconfianças, e como O Quide é uma pessoa de cabeça aberta, foram sumindo a cada ice que ele bebia e conforme ele descobria mais sobre a boate.
      Estranheza por algo que não se conhece não é preconceito, é simplesmente como ele disse, ignorância sobre o assunto.

  8. Fernando says:

    Pô, legal mesmo esse pré conceito que você tinha antes ter sido desfeito ao entrar na boate. Acho que da de pegar umas minas massas nessas boates, só tem que tomar cuidado com o pombo de Adão… HAHAHA!
    Ah, Kid ali no 8º parágrafo de baixo para cima na 3ª linha esta escrito minah, arruma lá depois. 😀

  9. Sapienza says:

    Eu tinha um certo preconceito até minha patroa me chamar co a mesma desculpa, descobri que o povo é mto de boa, realmente ngm vai te atacar hahaha. Até do banheiro eu tive o mesmo medo… Huahuahua. Esse lance de preconceito eh nada a ve, não é porque são homosexuaid/bisenhas que não possam ser pessoas super bacanas =] mto boa sua saga ai!!

  10. Weverton says:

    Puts que história em amigo cearense …

    o importante é que ocorreu tudo bem no final neh …

  11. Xong Lee says:

    “Ao fim da noite, eu já estava perdidamente inebriado.” — Kid, tu já tá desmunhecando até no texto. ¦¬]

  12. Anonimo says:

    Pensei que tu tinha pegado a peituda :/

  13. Muito legal, acho que o mais interessante é tua visível evolução do começo ao fim da noite, eu também nunca fui numa boate desse tipo e certamente passarei pelo mesmo nervosismo se ir, mas parece uma experiência interessante.

    P.S.:Nova descrição pras minhas habilidades na dança huhauhahua>>>> “eu dançando me assemelho a uma lagartixa epilética”

  14. Danilo B. says:

    Caralho, esse texto ficou parecendo post pago de boate gay! hahaha

    Mas é assim mesmo, já fui em boates gays uma porrada de vez aqui em Sampa e nunca fui cantado, mesmo eu sendo bonitão. hehe

    Até pq eu também sempre tava ocupado com minha mulher e outras amigas dando beijo triplo, a melhor parte gay da balada. rs

  15. PoisonCake says:

    Já pensou que não foram pra cima de você, porque tú é feio pra caralho para o padrão gay…..

  16. Blog Mallmal says:

    “conhecendo a reputação de Lúcifer, o que ele desejaria naquele momento é o inverso do que eu desejaria.
    Emergi do outro lado do bar, ileso e rodeado pelas meninas.”

    Assinou atestado de boiola agora, apesar de todos os seus cuidados no texto…

  17. Will_WM says:

    Show o texto

  18. Blog Mallmal says:

    “conhecendo a reputação de Lúcifer, o que ele desejaria naquele momento é o inverso do que eu desejaria.
    Emergi do outro lado do bar, ileso e rodeado pelas meninas.”

    Assinou atestado de boiola agora, apesar de todos os seus cuidados no texto…

    Impressionante. Morróida tem razão.

  19. Quando ele falou das amigas logo pensei, “ai vem gang bang”

  20. Hreter says:

    Hahaha, sempre e quando tu não se confunda e não entre em uma Dark Room achando que é o banheiro, ninguém vai fazer nada. O clima é infinitamente mais agradável e amigável.

  21. André Gabriotti says:

    Resumindo: ganhou uma trozomba peluda na cavidade reto-anal e nem lembrou no outro dia!

  22. Erick Mask says:

    O legal do seu texto é que, mesmo sendo grande, não fica em nenhum momento cansativo. Parabéns, Izzy! Curti a história. 🙂

  23. droantjk says:

    Ri d+, ótimo texto! Acho que exitem locais e locais, tanto para heteros, quanto para homos. Esse que tu foi provavelmente era um local “decente” com público biba. 😀

  24. SyncroPC says:

    Como gay, não achei absolutamente nada demais, excessivamente homofobico ou digno de atenção no seu texto. Pelo contrário, super de boa e aceitável. Típico de quando um hétero minimamente razoável vai numa boate gay… Percebe que não é nada demais.

  25. Marcio says:

    Vou durmir rindo depois dessa, muito bom seu texto! 🙂

  26. Zé Pequeno says:

    Mas porque você suprimiu do texto a parte que você sentou num caralho?

  27. OgFux69 says:

    Que grande aventura, hein Izzy? Bom quebrar uns paradigmas de vez em quando.

  28. Felipe says:

    kkkkkk, Muito bom Izzy.

    Boates gays são ótimas, e o simples fato dos banheiros serem mistos te dão o “poder” de levar vez ou outra, garotas para as cabines e praticar o ato fodacopulatório com elas ali mesmo.

  29. Danilo says:

    “me senti imediatamente parte do grupo” ESSE É O KID NOBRE!

    Tá, agora seguirei com a leitura do texto. :V

  30. Darox says:

    “Eu é que parecia o baitola do local” hahahahaha muito bom!! Parabéns por ser liberal.

  31. HeryckDM says:

    Agora o Izzy descobriu o que é ser o último homem do planeta! =p

    AUhAUh

  32. Grayce Kelly says:

    Parabéns Izzy. Isso sim é atitude de homem de verdade.
    Comecei a ler seu blog por meio do site da morróida. Tinha o seu link num texto em que o morróida falava muito mal de você pelo fato de você discordar de homens que “mijam sentados” hahaha
    Desde aquele dia nunca mais parei de ler seu site, é legal demais.
    Izzy Nobre tbm é cultura. Acredita que meu professor de anatomia nunca havia ouvido falar de transplante fecal? hahaha…. ficou com cara de tacho qndo provei por meio de pesquisa que o troço existe. (E eu descobri aqui.. kkkk)
    Abraços!!!

  33. @Jo_netto says:

    Caraca ri muito com o texto.

    Melhor paragrafo: “Eu entrei no banheiro esperando uma reprodução contemporânea da decadência sexual dos tempos de Calígula e invés disso vi um banheiro indistinguível de qualquer outro banheiro masculino que já vi na vida. Foi quase decepcionante o quanto a minah expectativa estava errada.”

    Droga cadê a decadência sexual? Não era por isso isso que íamos a balada?

    See ya Izzy

  34. Nelson says:

    e a parte do toque no rosto, cadê?
    só te seguia no twitter agora vou adicionar o blog no google reader pq gostei do jeito que você escreve, nunca tinha entrado no hbdia.

  35. IsraeL says:

    Kid, acho que você gostou pelo fato de estar com sua muié e com as amigas dela. Duvido que você decida chamar seus broders héteros para se divertir numa boate gay. Não estou sendo homofóbico, mas é verdade. Você aceitaria o convite de ir para a boate gay se fosse um amigo cabra homem te convidando?

  36. Andrey says:

    Os manolo fizeram teu boto lá na casa da guria e vc nem lembra, jão!

  37. Rhuan says:

    É isso aí, Izzy. Eu também não bebo e já tinha pensado nisso. Quando eu saio pra festas aparecem na minha mão umas 3 a 4 cervejas na mão, isso porque eu sempre evito aceitar, além de não bebe-las. Dá pra beber muito de graça se você não bebe.

  38. Matheus says:

    “àquela altura etílica já era minha melhor amiga e futura madrinha dos meus filhos”

    Ri demais e quase perdi o emprego! HAHAHA

  39. Hall says:

    Izzy,
    Parabéns pelo texto, você comentou tanto (twitter & topo do post) que seria taxado de homofóbico que estava esperando algo absurdo na sua experiência homobaladistica.
    Gostei do cuidado que teve com as palavras, até mesmo porque não aconteceu nada demais exceto muita diversão. E é assim que tem que ser 😉
    BTW, sou gay e é sempre muito bom ouvir relatos de pessoas que respeitam as diferenças.

  40. Duran says:

    o Izzy tá se achando com essas rage comics. Fez essa do post e a do US Debt (que certeza que 99% dos leitores não entenderam uahuahuahua).
    Porque vc não cria o Izzy Comics? Vc leva talento!

  41. andré godoy says:

    Bacana seria se vc tivesse sentido de defecar, mas enfim, parece ter sido bem legal, boa kid

  42. seco says:

    cara como assim vc sai com a patroa e outros caras ficam baixando nela?

  43. Leandro says:

    “eu dançando me assemelho a uma lagartixa epilética”

    HAHAHA, Eu também!

  44. pedro_hff says:

    E o tal ‘drink’ perguntou o que era depois?

  45. Dee Montenegro says:

    Boates gays <3
    Nem achei nada muito homofóbico no texto. Reações perfeitamente normais de um hetero numa balada lgbt. Parabéns pela coragem de experimentar, Quide!

  46. Igor says:

    Eu acho que o certo é “agachar”, quide. No mais, ótimo texto.

  47. Eduardo says:

    o DJ da boate era o DEADMOU5 !?!? estou com uma inveja filha da puta de você, Kid.

  48. Marcelo says:

    Foi na boate gay, ficou bêbado e depois ainda quer sacanear o morroida que mija sentado..

  49. Knux says:

    Agora você chega pra sua mina um dia e fala:
    -- amor, chama suas amigas pra uma balada.
    -- vou chamar xD qual?
    -- casa de swing /troll

  50. nosceteipsum says:

    Você é feio, Kid. Não tem erro, não.
    É igual um amigo homofóbico que eu tinha, o cara morria de medo de ser agarrado por um bicha. Coisa estranha. Ainda mais sendo feio daquele jeito.
    Tanta gente pra agarrar, por que logo seria você?

  51. Izzy Nobre says:

    largatixa epiletica baitola

  52. Renato says:

    Cara, no Brasil só dubladores falam “alto” referindo-se a chapado ou bêbado, do mesmo jeito que só eles falam “mova seu traseiro gordo”

  53. Nome Obrigatório says:

    Rapaz, quando vi a foto da loirinha achei que era googleada.
    Haha.
    As canadenses são deveras interessantes…
    =)

  54. André Abreu says:

    Izzy pensou: “Porra, é hoje q vão comer meu cu!”

  55. Dan Ramos says:

    Rapaz, Kid, esse sem dúvida é um dos seus posts mais engraçados! =D

    Eu também tinha esse receio da primeira vez que fui a uma boate LGBT (acho que usei a sigla certa agora), mas rapidamente se desfez. Na real não importa o ambiente, há a mesma chance de você ser agarrado por um(a) maluco(a) em qualquer lugar.

  56. Felipe says:

    HAHAHA! RI da parte do Discovery Channel… Izzy, as amigas da sua mulher são sapatas ou bissexuais?

  57. Digos says:

    Sinto o cheiro de um menage a trois chegando Sr Kid!
    Aproveite a chance… serao poucas na vida!

  58. J.P. says:

    Pela sua descrição, Kid, você dança melhor do que eu.

  59. Luan says:

    Confesso que depois de ler o começo do texto, não queria continuar porque não tava afim de ler nenhum comentário homofóbico, mas continuei e fiquei surpreso por não achar nenhum hahah.

    A melhor parte das baladas gays é que não tem aqueles playboys que vão só pra pegar 213123 meninas e arranjar briga, sem contar que a música é infinitamente melhor.

  60. @metheoro says:

    hahahahaha
    Deixa eu te contar: Quando eu (que sou gay) fui a uma boate gay pela primeira vez, eu tinha 17 anos e tinha ido com uma id falsa (isso é comum no mundo todo), antes de entrar no recinto (que se chamava CATS) eu pensava da mesma forma que você… que era um antro escuro e que seria a porta de Sodoma e Gomorra. Ledo engano, tirando o fato de que la era o ambiente mais livre que eu já tinha ido (livre do ponto de vista de: Você pode ser o qeu quiser dentro de uma boate gay e fatalmente as pessoas não vão se importar nem um pouco com isso) nenhuma das minhas expectativas (ser molestado, passarem a mão etc) se confirmou (DROGA! E eu to usando muitos parenteses).

    Tirando o banheiro, que da sua boate pareceu extremamente civilizado (e se você for no da loka ou lions ou gloria aqui em SP, você passará horas na fila pq as pessoas tão cheirando cocaína dentro do mictório) não vi muita diferença…

    O ambiente é respeitador e é bom que seja assim, pra quebrar expectativas, né? Na real, não é nem respeitador a palavra, é livre mesmo, você faz o que quiser… desde que respeite o espaço do próximo. Já morri de ir em boate e ver o carinha engravatado, que não levanta “qualquer suspeita”, descer até o chão cantando e dançando Shakira/Rihanna… e ja vi casais heteros (vários amigos) se divertindo até a morte!

    Enfim.. o texto foi legal e eu ri um bocado.

    Beijos amg. 🙂

  61. @carolina_crs says:

    Perfeito o texto, mas e a parte do cara que passou a mão no seu rosto?

    Beijo Kid

  62. Amanda says:

    Kid, vc é muito bobinho de achar ir pra uma boate gay seria uma má ideia (logo quando a patroa propôs)
    Considerando o seu histórico (sim, eu li o post falando sobre os 2 pares de peitos q vc ganhou de presente certa vez) o “pior” que poderia acontecer seria a mulher arrumar mais um par de peitos por lá pra te dividir! 😛

  63. pedro says:

    blz kid, você ousou ir em um lugar onde nós, machos reprotudores, nunca imaginamos um dia ir, tirei o meu chapéu

  64. Caio says:

    Sou gay e não me ofendi em momento nenhum. Muito pelo contrário! Achei engraçadíssimo!

    Também me senti assim na primeira vez que fui numa boate (gay). Mas por ser nerd mesmo, haha. Fiquei observando e achei mó estranho como as pessoas chegavam do nada uma nas outras, e logo depois já tavam se beijando.

  65. João Victor says:

    Sou Hetero, mas até deu vontade de ir para uma boate gay depois desse post. Teve alguns erros de escrita, mas isso deve ter acontecido pelo fato de você ficar escrevendo fixo durante muito tempo. Parabéns Izzy!

  66. […] como costuma estar quando viaja no tempo, entra numa boate gay. Nada de errado com boates gays (eu mesmo já fui numa), mas é meio incongruente com um filme de ficção científica sobre o apocalipse robótico e […]

  67. Igor says:

    MELHOR HISTÓRIA DE TODAS, hahahaha. Não gostar?! Esse deveria se tornar o seu lugar predileto! Além de a mulherada se concentrar em você, o ambiente era completamente a seu favor. Fico impressionado com a imagem que o pessoal cria contra certos estabelecimentos sem nunca ter entrado.Acho que o maior problema seria se vc encontrasse um amigo ‘hetero’ lá só curtindo, hahahaha.

  68. Conhecendo a reputação de Lúcifer, o que ele desejaria naquele momento é o inverso do que eu desejaria. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK