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[ Pergunta do Dia ] Que tecnologia nos surpreenderá daqui 20 anos?

Postado em 11 November 2015 Escrito por Izzy Nobre 32 Comentários

Vamos voltar mentalmente ao ano de 1995.

izzy 11 anos

 

Eu tinha 11 anos. Nerd como eu era, estava animado pra abandonar o infantil “Ciências” da quarta série e conhecer a Física e Química da quinta série. Tinha acabado de ver o Brasil ganhar o tetracampeonato numa Copa do Mundo, também, então na minha mente infantil eu tinha aquela impressão de que somos literalmente invencíveis no futebol — afinal, o Brasil ganhou 100% das Copas do Mundo que eu havia assistido até então.

Tínhamos um Pentium 133mhz lá em casa, com extravagantes 64mb de RAM. Na época, o “normal” era 4-8mb, os chutadores de pau de barraca compravam 16mb, e os REALMENTE pica grossa compravam 32mb. A configuração do PC que meu pai montou era TÃO absurda que a maioria dos meus amiguinhos da escola achavam que eu estava exagerando; meu pai sempre se divertia em ver a cara de choque dos amigos “micreiros” quando ele falava quanta RAM o computador tinha.

Aliás, “micreiro” era como chamávamos “esse pessoal viciado em computador” na época.

Foi nessa época em que fui apresentado à internet. Meu primeiro vício internético foi o mIRC; é curioso o QUANTO eu gostava daquela merda, porque era a coisa mais boba — um bate papo aleatório com um bando de gringo anônimo, numa época em que eu mal falava inglês.

mirc

Pode parecer exagero pra você, mas ESSA IMAGEM AÍ representava o fim de semana pra mim. Não é exagero: eu vejo esse screenshot e imediatamente me sinto transportado para aqueles fins de semana nos anos 90 em que a família toda ia pra praia e eu fingia estar com dor de barriga pra ficar batendo papo na internet.

Por que fim de semana? É que por causa do pulso único, algo que a criançada de hoje nem deve manjar que sequer existiu, o uso de internet no Brasil nos anos 90 era limitado aos sábados e domingos.

Funcionava assim: na época, as operadoras telefônicas ofereciam um “desconto” nas ligações que aconteciam entre duas da tarde de sábado e seis da manhã de segunda feira; você podia ligar pra alguém e ficar pendurado na linha por essas 40 horas e apenas um “pulso” era contabilizado — ou seja, você só pagava alguns centavos por várias horas de uso. E por isso eu passava o fim de semana INTEIRINHO no mIRC.

O pulso único também estava em operação da meia noite às seis da manhã todos os dias, mas era um horário impraticável na época — só viríamos a nos tornar eremitas notívagos sem vida social alguns anos mais tarde.

Então, tínhamos uma internet lenta e limitada aos fins de semana. Já existiam celulares, mas eram proibitivamente caros. Eu acho que já tinha ouvido falar de GPS, mas era aquele negócio meio Star Trekiano que só era usado por malucos como o Amyr Klink.

Uma TV de tela grande era a de 29″ do meu pai, comprada especificamente pra assistir a Copa do Mundo. Em matéria de tecnologia portátil, tínhamos os Palms que começavam a despontar no horizonte… se você tinha muita grana. Mais comum eram as agendas eletrônicas, ou mais comum ainda, aquele relógio da Casio que tinha uma calculadora.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Meu pai tinha um, que eu pegava emprestado com frequência. Ele acabou me dando.

A família tinha câmera fotográfica (que tirava lá suas 36 “poses” e ficava então meses sem filme porque ninguém lembrava de comprar). Alguns mais abastados tinham câmeras filmadoras; as fitas eram ainda mais caras que filmes, e a bateria durava, se muito, uns 40 minutos.

E se os filhos eram bem comportados, às vezes tinha um SNES ou um Mega Drive no quarto deles. E que (pelo menos na minha casa era raro, mas vale mencionar) era às vezes plugado na TV “gigante” da sala — aquela lá de 29 polegadas.

Se eu queria saber os filmes que estavam em cartaz no cinema, eu ligava pra um número (acho que era 195?) e uma voz automática lia TODAS AS SESSÕES DE TODOS OS FILMES DE TODOS OS CINEMAS DA CIDADE.

Esse era o nosso relacionamento com tecnologia naquela década. Voltando ao ano de 2015, uma das melhores formas de perceber a drástica mudança que as últimas duas décadas causaram é constatar que o que rolou não foi apenas uma melhoria incremental da tecnologia que já tínhamos na época.

Nós literalmente ganhamos super poderes que seriam inimagináveis vinte anos atrás.

O acesso à internet, por exemplo. O que era limitado aos fins de semana, no único computador da casa, e em detrimento da habilidade da minha mãe de ligar pra minha avó, hoje é acessível o tempo inteiro, em uma velocidade completamente inimaginável pelo Izzy de 11 anos de idade. Naquelas tardes de mIRC, meu pai conheceu um israelense que o enviava musiquinhas em MIDI; a primeira música que pirateamos na vida foi a musiquinha de abertura do seriado do Batman dos anos 60. Essa aí:

Meu pai ficou estupefato vendo o arquivo rodando no seu computador; um arquivo que segundos atrás estava do outro lado do mundo. Ele tentou me explicar o quanto aquela transferência quase imediata de informação (demorava um cadim pra baixar uma MIDI numa conexão de 36.6 kpbs); e ele fantasiou sobre um futuro com uma conexão tão veloz que poderíamos reproduzir a música sem precisar baixar.

Alguns anos mais tarde, após o advento do Napster, meu pai foi além — ele teorizou um dia em que as conexões seriam tão rápidas, mas tão rápidas, que poderíamos assistir FILMES sem baixar.

E hoje eu faço isso no meu celular. Um celular, aliás, que tem um processador de 1.4Ghz, contra os 133Mhz daquele Pentium da nossa família. Celular, aliás, que é também uma câmera com capacidade infinitamente maior do que as câmeras que meu pai tinha — tanto a fotográfica, quanto a filmadora.

Falando em filmadora, o meu celular não a única que eu tenho. Eu tenho uma OUTRA filmadora, específica pra isso, que tem mais ou menos as proporções de uma caixa de fósforos e é melhor que a filmadora do meu pai em todos os aspectos — qualidade da imagem, som, longevidade da bateria, espaço de armazenamento de vídeo, TUDO.

Voltando ao meu celular, ele é também um GPS — algo que era antes um brinquedo luxuoso de aventureiros ricos, mas que agora vem embutido em todos os telefones quer você queira ou não.

E é também um mini-videogame.

grafico ingame

Gráfico in-game de Afterpulse, um jogo de iPhone

Falando em videogame, o Izzy de 2015 tem acesso a não um, mas VÁRIOS aparelhinhos portáteis com capacidade de comportar todos os jogos que eu achava foda quando pirralho. Se você me falasse que eu teria UM eu não teria acreditado, porque seria fantasioso demais algo assim sequer existir. Ter vários então?!

nao sao todos

E esses nem são todos que eu tenho!

Todos aqueles joguinhos de SNES pelos quais eu ficava babando em cima do balcão da seção de eletrônicos da Mesbla não apenas estariam a um clique de distância, mas gratuitamente, e eu ainda poderia leva-los pra qualquer lugar?! Apenas magia satanista poderia explicar isso.

Como tenho que tomar banho, convido os amigos a compartilharem outros exemplos de habilidades que eram simplesmente inimagináveis na nossa época. Mas o que realmente me deixa intrigado é:

O que teremos, daqui 20 anos, que é inimaginável hoje?

Será possível ainda que um futuro avanço tecnológico nos pegue totalmente de surpresa, a ponto de que HOJE não podemos imaginar o que seria…? Mais ou menos como uma GoPro era inimaginável numa época em que uma filmadora era um trambolho pesado que você apoiava no ombro.

É meio arrogante pressupor que já inventamos tudo — geralmente quem faz essa previsão quebra a cara –, mas ao mesmo tempo, eu me sinto tão preso no paradigma do que temos hoje em dia que é difícil visualizar algo revolucionário. Consigo imaginar melhorias incrementais (um iPhone com melhor bateria, exemplo; um Netflix com maior catálogo), mas e as grandes mudanças de paradigma que tivemos nas últimas décadas? A TV de 62 polegadas lá na minha sala, com a grossura de um caderno…? Eu sequer teria imaginado isso; pareceria um exagero imaginativo quase cômico.

Assim como um aparelho portátil através do qual eu posso acessar todo o conhecimento humano acumulado praticamente de graça. Ou um livro “eletrônico” onde posso carregar uma biblioteca inteira. Ou um relógio através do qual eu posso receber mensagens instantâneas da minha esposa (preciso resenhar meu Pebble pra vocês, aliás).

Enfim. Tente se imaginar em 2035. Que tipo de tecnologia existirá quando eu tiver 51 anos que nos fará pensar “caralho, e a gente achando que os smartphones da nossa época eram legais…”?

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comments

Categorias: pergunta do dia

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", e moro no Canadá há 13 anos. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

32 Comentários \o/

  1. ADRIANO says:

    Izzy ainda tem a cara de pau de dizer que foi pobre quando criança. Em fucking 94 tinha um PC com o dobro de memória que meu PC em 2001 tinha com uma Internet que só fui ter no fim de 2002. Esse Izzy é foda… Por sinal, a primeira metade desse conto é basicamente o que você disse no 99 vidas Internet 1.0.

    Enfim, sobre o futuro, não me arrisco a dizer. Depois que achei que o próximo passo óbvio de ouvir um cd com centenas de arquivos em mp3 era um ouvir um dvd com milhares de arquivos em mp3, deixo para outros o exercício da futurologia.

    A única coisa que consigo pensar é o poder de computação e velocidade de Internet serem absurdamente mais rápidos, mas isso seria a evolução natural da tecnologia de hoje, não uma quebra de paradigma.

    O que consigo ver facilmente daqui a 20 anos, na área médica, serão próteses cujo uso não irão diferir de um braço real para o amputado.

    • Izzy Nobre says:

      Tenha em mente que a história que contei se passa mais ou menos no período entre 1995 e 1998 — ou seja, de quando comecei a usar a internet, e os anos seguintes quando passei a usar religiosamente.

      Como já expliquei no 99Vidas, o período de pobreza da minha família a que já me referi em alguns episódios do podcast foi entre o fim dos anos 80 ao comecinho dos 90 — acabou justamente quando meu pai saiu da COBRA e arrumou um trabalho melhor.

      Nessa época a gente morava numa casa que não tinha nem assento de privada no banheiro. Não tinha nem forro no telhado.

      • Adriano says:

        Tranquilo Izzy, só achei estranho você dizer que era pobrão na infância e ter esse tipo de coisa de classe média alta ainda na infância. Pensei que as coisas tinham melhorado só na sua adolescência. Agora consigo entender por que o Juras te zoa tanto a respeito disso. =p
        --
        --
        E, cara, continua fazendo esse tipo de texto nostálgico. São sensacionais. Esse texto me fez lembrar da primeira vez que usei um computador, que foi durante um cursinho de computação que minha mãe fazia na primeira metade dos anos 90. Achava sensacional conseguir jogar joguinhos naquela preto e verde.
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        --
        Lembro que até o lançamento do Windows XP, eu tinha um medo danado de fazer qualquer coisa diferente do básico no computador. Qualquer coisa dava tela azul, principalmente no Windows 98 e, naquela época, ninguém tinha cd de instalação do Windows. Hoje, nas raras vezes que dá merda no PC, é só voltar ao ponto de restauração ou clicar Next > Next > Done e fazer uma formatação. Os moleques de hoje não tem ideia da dificuldade que tivemos.
        --
        --
        E ficou implícito no seu texto, mas perceba que somos uma geração (sou pouco mais de 3 anos mais novo que você) muito privilegiada, por não termos apenas visto, mas também vivido a época de transição do analógico para o digital. Nós, com o espírito de curiosidade nerd/geek/hacker que temos, fuçávamos tudo e queríamos saber como tudo funcionava, então somos bom conhecedores de ambos tipos de tecnologia.
        --
        --
        Fico imaginando se daqui a 20 anos serei um cara de quase meia idade que não quer saber das novas tecnologias, como muitos hoje são. Certamente estarei usando essas novas tecnologias, mas não sei se estarei tão por dentro das mesmas como sou em relação às tecnologias de hoje.

    • André Felippi says:

      Cara, tem certeza? Em 2000 eu lembro que tinha um 266, Windows 98, e eu nunca fui rico. Nessa época sem internet eu achava o PC mil vezes pior pra jogar se comparado com o SNES e o MegaDrive que eu tinha (PS1 custava muito caro, lembro que um usado era R$150), só jogava uns jogos em 3D que o PC travava a cada 5 minutos por causa do gráfico avançado. O melhor que eu tinha era o renomado Incidente em Varginha. Em 2003 meu pai comprou um Pentium 4 que rodava o incrível jogo GTA Vice City piratão e vinha com conexão discada de incríveis 27,5 kbps!!!

      • Adriano says:

        Fui ter um K6-II 500 com 32MB de RAM e 10Gb de HD no começo de 2001. Na época deve ter custado pouco mais de R$1200 reais, o que me lembro bem, era bastante dinheiro na época. Tanto que foi uma grana juntada por um tempo considerável.

        E também tive um Pentium IV quando já estávamos numa época melhor, mas foi só no fim de 2005, tinha 512MB de RAM e uma GeForce 5500, que eu achava demais na época, porque nas lans a melhor era a 5200! hahaha Se lembro bem, essa porra custou mais de R$3k. Mal mal rodava CS1.5.

  2. Wendel says:

    Em 2035 teremos carros que voam, jogos com realidade virtual que funcionam e um celular que a bateria dure um dia inteiro

  3. Gabriel Lodi says:

    Pensar no que haverá daqui a 20 anos é meio abstrato hoje.
    Em 90, parecia meio óbvio qual caminho seria tomado tendo em vista a tecnologia existente a época. Era fácil baixar uma música naquela velocidade e pensar se um dia teríamos uma internet tão rápida a ponto de nem baixar precisaria.
    Com base na tecnologia de hoje, é meio difícil. Imagino só uma maior abrangência da realidade virtual, 3D sem necessidade de óculos e televisores com resoluções astronômicas (sei lá, um 128K). Além de maior velocidade de Internet. Mas tudo isso parece meio orgânico e previsível, nada de cair o queixo.

    • Renan Greca says:

      Era natural esperar que seria muito mais rápido transferir uma música. Mas era natural esperar que TVs gigantes teriam milímetros de espessura, ou que no seu bolso você teria acesso a todo o conhecimento da humanidade? Que as telas de celulares não só seriam coloridas, mas seriam sensíveis ao toque e teriam píxeis tão pequenos que não podem ser enxergados? Que um carro com motor elétrico (!) poderia fazer 0-100 mais rápido que uma Lamborghini? Que num cartão de memória menor que uma moeda de um centavo seria possível guardar não milhares, mas milhões de músicas?

      O mundo mudou bastante desde 1995 🙂

  4. Robson says:

    Este é um exercício difícil de se fazer, em todos os aspectos. Como assim falar sobre coisas que ainda não existem? Ha ha.

    Eu só consigo pensar em coisas que já estão em vias de desenvolvimento, como carros autônomos e inteligência artificial, por mais que ainda estejam longe da aplicabilidade generalizada. Mas tenho certeza que um dia as pessoas se perguntarão: “Como assim as pessoas de antigamente controlavam os próprios veículos? Eles eram loucos? Isso é muito perigoso!” kkkkkk

  5. Israel says:

    Se é inimaginável hoje, ninguém pode imaginar! kkkkkk
    Mas falando sério, eu acredito que em 20 anos teremos computadores pessoais acessíveis em qualquer lugar do mundo, e não estou falando de celulares, estou falando de uma tecnologia similar à de Minority Report.
    O que acontece quando se junta o poder de processamento de um computador quântico (tecnologia que está sendo desenvolvida, btw), com realidade aumentada (Google Glass, Holo Lens, ou similar), controle gestual (Gest, por exemplo) e internet?
    Eu acredito que teremos essa tecnologia consolidada e pronta pra uso de massa, a não ser que interesses escusos (políticos ou econômicos) impeçam…
    What a great future we have in front of us!! 😀

    • Lexico says:

      Pois é, como podemos observar nos dias atuais, a tecnologia parece caminhar para aquilo que vemos nesse filme do ano 2002 (ano de lançamento, que deve ter tido seus conceitos imaginados por volta de 2000).

  6. Lauro says:

    Ano passado chamaram Charlie Stross, autor de ficção científica e ex-programador, para uma keynote de uma conferência de programação.

    Ele falou justamente sobre a diferença entre o mundo de 1914 e o de 2014, e do que poderíamos esperar para 2034, tanto para programação como para a tecnologia de uma forma geral.

    Entre os pontos gerais dele:

    -- O mundo em 2034 ainda vai parecer de mandeira superficial com o de 2014.
    -- Praticamente todos os objetos terão sensores gerando dados para a “internet das coisas”
    -- Porém o que usaremos para transmitir esses dados ainda vai ser a velha tecnologia insegura de várias décadas que hoje sustenta a internet. Ou no máximo construída em cima dela.
    -- Impressoras 3d bem mais populares, alterando toda cadeia logística, ainda que usemos os produtos da mesma forma.
    -- Menos e menos demanda de mão de obra humana nas atividas de manufatura e aumento da automação de serviços, aumentando a pressão no desemprego. Achei meio pessismista demais esse ponto. Nas palavras dele: “But since when has consistency or coherency or even humanity been a prerequisite of any human civilization in history? We’ll muddle on, even when an objective observer might look at us and shake her head in despair.”

    Texto completo:
    http://www.antipope.org/charlie/blog-static/2014/06/yapcna-2014-keynote-programmin.html

  7. Não sei se minha predição pode ser pra daqui a vinte anos, mas enquanto uma galera (você) se empolga foda pra ver aplicação das tecnologias de VR em games (tirando Far Cry, jogos em primeira pessoa não me atraem), eu me interesso mais pela possibilidade de poder comprar um ingresso pra um show de um artista ou um festival de música. Mas quando chegar o dia do show, em vez de eu sair de casa cedo e passar sufoco eu boto o meu VR, entro com o código do meu ingresso num site e imediatamente estou na plateia, através de um stream fodastico que me permita olhar na direção que eu quiser.

    Por mais que os shows internacionais estejam aumentando no Brasil desde 2010 (e mesmo com a crise tem muito artista gringo lotando show no Brasil), sempre tem uma pessoa ou outra que a gente gostaria muito que viesse, mas o show é muito caro e o público do Brasil/América Latina “não compensa”. Não é incomum eu ver gente no Twitter (especialmente mais nova) caçando links de Periscope pra ver shows de artistas que não vem pro Brasil, nem que seja por festivais. Por isso, acesso a shows via VR seria bem bacana.

    • Lexico says:

      Brinco com pessoal falando que hoje em dia já dá p/ “viajar” sem sair de casa. Na verdade, me refiro que já é possível ter acesso aos registros que normalmente são feitos (fotos, vídeos) nessa situação e, por isso, de forma inicial, ter o equivalente à experiência visual e auditiva. Está pendente a interação e imersão. (sem falar que é muito legal ver imagens de pertinho de um vulcão, ou coisa do tipo, sem correr o risco de me ferrar).

  8. Matheus PF says:

    Uma viajada monstruosa vem aí, prepare-se:
    Em 2035, certamente teremos aparelhos wearables (ou algo cirurgicamente implantado), que monitorariam todas as nossas funções corporais 24/7, e surgindo alguma coisa, uma mensagem no e-mail ou sms mesmo dizendo “malandro, vai ver um médico aí rapidão”, as smarthouses seriam completamente abraçadas pela sociedade, teremos transporte público com veículos autônomos. Teremos também assistentes pessoais (aquele clips do word finalmente vai voltar em todo o seu esplendor).

  9. Pedro Augusto says:

    Tenho um relogio igual o que o Izzy falou, e funcionando. Eu acho que daqui a vinte anos smartwatches serão os controles de tudo, por exemplo ele ligará TVs e Desktops, destravá portas eletrônicas (hoje existe isso para smarthphones). Conseguirão nos avisar sobre pulsação cardíaca e coisas assim de saúde. Acho difícil os carros serem elétricos, visto que as empresas petrolífiras são gigantes. Se não tivermos os smartwatches como base operacional serão GoogleGlass que serão iguais a óculos normais. Internet será absurdamente rápida, a qualidade de vídeo muito maior do que hoje. Teremos próteses idênticas ao corpo e não teremos tantos fios como os de carregadores por exemplo. Tudo wifi. E os smartheatches abrirão carros também.

  10. Lexico says:

    O que teremos no futuro? Eu imagino viável o que vemos em Minority Report:
    -- Telas “holográficas” (projeção/iluminação sem anteparo)
    -- comandos touchless (kinect evoluído, comandos de voz + gestos)
    -- “login” por biometria automaticamente (e propaganda/spam mais direcionada)
    -- veículos (“carros”) autônomos E compartilhados

  11. Rodrigo Marques says:

    Ah, o futuro? Estarei eu comprando os novos Nanorobôs da Google, que vem com Android 23.1, que permitem que eu tenha no meu próprio cérebro um aparelho que seja 300x mais rápido que os celulares atuais. Deixa eu explicar direito minha teoria… Vamos supor que tenhamos espécies de smartphones, só que implantados no nosso cérebro, com uma integração neural total. Com o próprio pensamento, eu o operaria normalmente. Funcionaria mais ou menos assim: comprariamos uma pilula ou injeção (provavelmente pílula pq é menos invasivo) que contenham vários nanorrobos, que se agrupam no nosso cérebro e, em conjunto, formam como se fosse a parte interna de um celular, permitindo que, quando quiséssemos, projetassemos a tela desse aparelho na nossa própria visão, controlando o dispositivo só com os nossos pensamentos. Se quiséssemos atualizar nosso device e nos livrar do ultrapassado, poderíamos ter uma opção de descarte, em que os nanorrobos sairiam do cérebro e seria eliminados pela urina ou fezes. Poderíamos ter mais de um ao mesmo tempo, e suponho que controlar-los seria como controlar um músculo, fazendo assim a coisa ser mais fácil. Bem, acho que algo do tipo seria bem interessante, assim como, quem sabe, termos um celular que seja do tamanho de um botão, e ao pressiona-lo uma interface holográfica ele geraria. Quem sabe uma espécie de anel, nesse caso, seja mais prático. Nós poderíamos escolher onde que gostaríamos que a interface holográfica fosse emitida, com esse “smartring” utilizando de vários emissores para manter a imagem fixa, mesmo com os nossos movimentos, proporcionando assim uma experiência de mãos livres nunca antes vista. A holografia poderia também acompanhar nossos movimentos, seria tudo uma decisão do usuário. Ao tocar na projeção, ela poderia proporcionar uma experiência de tato, para facilitar o uso, obviamente.
    Enfim Izzy, desculpa pelo longo texto, mas eu sempre fico mt animado com esse tema. Abraço!

  12. mariane says:

    Algumas coisas que me vem a cabeça:

    -- Carros sem motorista
    -- Recarregamento de celulares pelo ar
    -- Aviões mais rápidos (tipo o concorde, mas economicamente viável)
    -- Certamente mais objetos conectados a internet (microondas, fogao, geladeira, etc)

    Lembrei desse episódio do seriado black mirror que mostra um futuro bem pessimista mas bem possível no qual todas as pessoas tem implantes que gravam tudo o que ela veem, já assistiu? https://en.wikipedia.org/wiki/The_Entire_History_of_You

  13. André says:

    “Gráfico in-game de Afterpulse, um jogo de iPhone”

    Na verdade essa é uma bullshot safada, Kid.

    O jogo tem graficos muito bons sim, nivel consoles, mas o nivel de detalhe e principalmente a iluminação/sombras não estão no nivel dessa foto aí.

  14. Elis says:

    Porra, óbvio que gadgets que leem sua mente estão dobrando a esquina aí.

  15. edson says:

    Izzy,

    Eu acho que de agora pra frente a coisa vai meio que “estacionar” em termos de tecnologia. Chegamos a um nível tão alto que vai ser difícil dar um salto tão grande nos próximos 20 anos quanto foram dados nos últimos 20 anos. É como aquela história que vc disse dos gráficos em games. Chegou a um ponto de excelência que não se vê mais tanta diferença de um console para outro ou de um lançamento para outro.

    Pelo menos penso que será assim.

    Abs,

  16. Antonio Azevedo says:

    Adoro pensar e discutir futurologia…

    Durante toda minha vida li ficção científica e penso que gadgets são inventados pensando sempre no trinômio miniaturização, simplicidade e mixagem (no sentido de que um aparelho só faça o serviço de muitos).
    Então, vou lhes dizer o aparelho que penso que ocupará o lugar da maioria dos que temos: drones pessoais.
    Suponho que drones voadores, um tipo de robôs se tornarão os mordomos do futuro. Carregarão serviços de comunicação (não precisaremos portar celulares), serão nossa identificação e meios de gravação. Pairarão ou rodarão atrás e acima de nós. Bateria para isso? Haverá serviços de drones recarregadores de drones, que os atenderão no ar.
    E em ambientes fechados. Pousarão como um pequeno abajour ao nosso lado. Comandos visuais e teclados serão substituidos por fala comum e gestos. Talvez conversa por ressonância craniana, implantada no maxilar, onde um sensor pode falar apenas para nós e ouvir o que dizemos (ou subvocalizamos).
    Drones (ou robôs, na verdade todo drone será um robô provavelmente de comando central) poderão fazer quase todo serviço de casa. Aliás, penso eu que em vinte anos o trabalho braçal feito por humanos terá praticamente acabado -- pelo menos nos grandes centros dos países industrializados.

  17. Mauro says:

    Ainda dá tempo de chutar?

    Conhecimento globalizado, ao contrário de escolas a primordial fonte de conhecimento vai ser a internet.

    Sistemas onde você aprende passo a passo por assuntos que poderia aprender na escola, com videos, textos, conversas via internet com ‘professores’ daquela matéria.

    Algo onde você possa estudar o que quiser, como quiser e onde quiser e vai ganhando certificados por isso, que contam no mercado.

  18. Mauro says:

    Complementando, existe uma chance de viabilidade em carros voadores sim, “agentes inteligentes”, uma área da inteligência artificial que trabalha com vários “pequenos agentes” (robôs / softwares que percebem o ambiente) e agem de maneira coordenada.

    imagine que cada carro voador conseguisse se comunicar com todos ao redor, todos os procedimentos fossem previamente combinados com o mesmo, tudo automatizado num nível que hoje não imaginamos a existência (como muitas coisas em 94)

    Então seria possível sim, porém, ninguém iria ‘pilotar’, eles seriam autônomos

  19. maria eduarada ferreira rodrigues says:

    hoje estamos em 2016 tenho 11 anos , em nossa imaginação . como será o aparelho celular dqui há 20 anos e como ele será usados no mundo ——————- e também em nossa imaginação como será os tipos de músicas que estará tocando dqui há 20 anos , …. por favor me responda quem tiver essa imaginação , obs, tem que ser seria é para um trabalho , obrigado !

  20. É uma coisa que está acontecendo aos poucos, mas creio que em 2035 algumas cidades já terão leis específicas proibindo as pessoas de dirigirem manualmente automóveis, já que os carros virão com piloto automático e essas cidades totalmente mapeadas, num futuro mais distante prevejo que vai ser bem difícil você ser liberado para dirigir sozinho seu carro dentro das cidades.

    Ah, em 2035 os esportes mais populares do Brasil serão futebol americano e basquete. =P