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[ Pergunta do Dia ] Você lamentou muito a morte de alguma celebridade? Qual?

Postado em 30 August 2013 Escrito por Izzy Nobre 55 Comentários

Talvez poucas pessoas aqui saibam (aliás, nem sei porque saberiam. Deve ter inúmeros FAMILIARES meus que não sabem), meu aniversário é no dia 5 de novembro — uma data que, pós V de Vingança, ficou facim de lembrar. “Remember, remember” e tal.

Então. No dia 5 de novembro de 2008, eu acordei com a notícia de que Michael Crichton tinha morrido. Já tive aniversários em outros anos em que literalmente NENHUM AMIGO MEU APARECEU PRA FESTA (sério) e mesmo assim eu digo sem sombra de hipérbole que meu aniversário em 2008 foi o meu pior aniversário.

Michael Crichton

A galera que não é muito chegada na cultura pop talvez não conheça o rosto e o nome do homem, mas certamente você está familiarizado com seu trabalho. Michael Crichton escreveu o incrivelmente bem sucedido Jurassic Park, convertido para os cinemas pelo Spielberg em 93. Aliás, nessa época ele se consagrou como o único produtor de contéudo a ter 3 trabalhos distintos dominando os rankings de audiência — a série Plantão Médico (escrita por ele, que também era médico), o filme Jurassic Park e o livro Assédio Sexual — que veio a virar filme também, como muitos outros livros dele.

O autor morreu no dia 4, mas a notícia só foi publicada no dia seguinte — justo o meu aniverário. E logo meu autor favorito.

Minha relação com Michael Crichton é simples: ele, junto com Monteiro Lobato e Tom Clancy, são o motivo pelo qual este site sequer existe. Meu amor pela leitura — e por consequência, da escrita — veio justamente por causa dos longos dias que eu passava debruçado na cama com algum livro destes três. Principalmente os do Crichton.

Comecei com Mundo Perdido, a continuação de Jurassic Park. Meu pai voltou de viagem um dia com um pacote retangular; abro-o o embrulho e encontro a continuação literária do que era na época meu filme favorito. Ironicamente, hoje não gosto tanto assim de JP porque o tom spielbergiano é mais leve e brincalhão que o tecnosuspense do Crichton escrevia.

Ler Mundo Perdido foi uma experiência foda pra mim: é como se eu tivesse a chance de assistir Jurassic Park 2 antes de todo mundo.

Li o livro umas 3 vezes, sem parar, no intervalo de 2 semanas.  Eu lia na escola, lia durante o almoço (um hábito que levava minha mãe à loucura), lia antes de dormir. Acordei inúmeras vezes com a cara literalmente enfiada no livro. Essa minha sede infantil de leitura (uma característica que me foi roubada pela internet) é uma das perdas que mais lamento. Pra alguém tão mentalmente hiperativo quanto eu, 200 abas abertas no Opera me satisfazem mais que acompanhar uma única e longa trama literária.

E por falar na trama de Mundo Perdido: além de excelente pelo seu enredo em si, ela também me deu umas noções básicas de biologia, processo evolutivo, e exploração da metodologia científica. Era um conhecimento muito acima da minha faixa etária (eu tinha míseros 10-11 anos).

Além disso, um trecho do livro que me chocou particularmente é quando uma das personagens diz a outra (uma criança negra prodigiosa nos estudos mas com baixa auto-estima por causa da condição socioeconômica em que se encontra) que professores — os adultos em geral, na real — não fazem a menor idéia do que estão realmente fazendo na vida.

Um ensinamento incrivelmente subversivo pra uma criança de 10 anos (“como assim, meus pais não sabem o que estão fazendo da vida…?”), mas mesmo assim um insight que eu só veria se confirmando através de minhas próprias experiências no “mundo dos adultos” quase duas décadas depois.

Crichton foi uma entidade na minha infância; ser presenteado por meus pais com seus livros assim que eram lançados era uma tradição inquebrável da minha época formativa. Lembro exatamente quando meu pai me deu Mundo Perdido, lembro de quando minha mãe me deu Linha do Tempo e Presa, ambos recém lançados na época.

Curiosamente, o último livro escrito inteiramente pelo autor foi também me dado de presente por meu pai. Pirate Latitudes, uma aventura de piratas que ficou mofando na minha estante por mais de um ano porque, por mais que eu apreciasse o gesto do meu pai e a obra do autor, o tema não me interessou.

Muito tempo depois decidi dar uma chance ao livro — é sério, foi mais de um ano depois mesmo — e li em 4 dias sem parar. Apresentei-o pra minha esposa (que tem um gosto literário 506% diferente do meu) e ela não apenas o devorou, mas o livro virou um símbolo no nosso relacionamento de que às vezes ela pode confiar em minhas recomendações.

Não deveria ter duvidado da habilidade do Dr. Crichton.

Meus pais sempre assinavam a dedicatória do livro pra mim com alguma mensagem inspiradora e carinhosa. Mesmo na época, eu já percebia que era relativamente incomum uma criança tão nova quanto passar TANTO tempo lendo; meus broders de colégio se animavam mais com futebol e tal. Era um hábito mais intelectual do qual meus pais claramente se orgulhavam e se esforçavam pra adubar.

Presa, o único que sobreviveu as inúmeras mudanças do nosso processo de naturalização canadense, é infelizmente o único que eles se omitiram a escrever na contracapa. Uma pena.

Nos últimos anos o Crichton se envolveu com discursos políticos meio… estranhos. Inventou de negar o aquecimento global e suas tramas, que desde o começo eram cautionary tales sobre tecnologia descontrolada, passaram a soar fortemente anti-científicos.

Pra cagar de vez o legado dele, o livro no qual ele trabalhava logo antes de morrer (Micro) foi completado por um zé ruela chamado Richard Preston que esculhambou o livro de forma absurda. Pra você ter uma noção da nítida diferença entre os dois autores, você percebe EXATAMENTE o momento em que a trama mudou de mãos. É tipo observar a pororoca, sabe? Há uma linha clara separando a história em duas: a introdução da premissa do Crichton, e a bosta que o Preston escreveu.

Aliás, o anúncio de que o Crichton estava trabalhando num último tecnosuspense antes de morrer me animou pra caralho. Saiu Micro e o desgosto foi impossível de descrever. Até escrevi uma resenha pra Amazon na época que foi rejeitada porque meu tom era “desnecessariamente agressivo”. Calcule aí minha raiva.

(Autor famoso emprestar o nome pra ir na capa de livro escrito por outro zé ruela é algo que me traumatiza, aliás. A série Rama que o diga!)

A “presença” do Crichton na minha infância o rendia um status de incrível importância; enquanto a turma da minha idade idolatrava jogadores de futebol ou artistas da novela, o autor na minha cabeça era O homem mais importante do mundo.

Mais do que Senna, mais do que os Mamonas, a morte do Crichton me deixou muito triste MESMO. Foi a morte célebre que mais me impactou. Eu fiquei o dia inteiro mal.

Qual foi a sua, e por que?

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comments

Categorias: pergunta do dia

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

55 Comentários \o/

  1. Diego Matias says:

    Ronnie James Dio.
    Ele foi o primeiro ídolo do rock que morreu quando eu estava na minha forma completa de fã.

    Vi o Kurt Cobain morrer, mas não era fã dele. Quando Renato Russo morreu eu estava apenas começando a gostar de Legião e não tinha muito vínculo, agora quando o Dio morreu, eu tava no auge do meu interesse e admiração pelo talento do cara.

    Foi um golpe duro.

  2. Marlon says:

    Mamonas sem dúvida

  3. Daiany says:

    A morte do MJ ! Ele era o tipo de cara que mesmo voce nao sendo fã, sabia que o cara era foda .

  4. @andropovbr says:

    que eu me lembre, do Neil Armstrong. Como gosto muito de astronomia, foi triste saber que partiu um cara que teve culhões pra realizar a empreitada que ele fez.

    Lamentei bastante a do Michael Jackson, apesar de ser um cara controverso e ter um estilo de vida de gosto duvidoso (qual celebridade pop não tem?), era um cara relativamente novo e gosto de algumas músicas dele. No mesmo sentido vem a Whitney Houston e a Amy Whinehouse, perderam a luta contra as drogas.

    Muita gente vai falar do Ayrton Senna, mas por incrível que pareça, na época eu não liguei muito apesar da comoção nacional.

  5. Lucky says:

    “Pra alguém tão mentalmente hiperativo quanto eu, 200 abas abertas no Opera me satisfazem mais que acompanhar uma única e longa trama literária.” Yup, that’s me.

    Não tive nenhuma morte traumática de celebridades. Fiquei triste com o Crichton morreu também, mas não foi assim como rolou contigo. Também fiquei triste com a morte o Hitchens, mas foi ainda menos que o Crichton.

    Acho que a morte famosa mais traumatica pra mim (e ainda assim nem tanto) foi a do Dio. Eu fiquei muito triste a semana inteira.

  6. Marcelo Eduardo says:

    Izzy, lembro do Irvin Kershner (diretor de O Império Contra-Ataca) que morreu em 2010. Como você, só fui saber da morte dele no dia 29 de novembro, que foi meu aniversário. Foi escroto.

  7. Alexandre Ribeiro says:

    Então… o único ídolo por ora que me vem à cabeça que já tenha morrido foi o senhor Ronald James Padavona, mais conhecido como Ronnie James Dio. Eu o considero um monstro dos vocais de metal e hard rock, e tipo, tava na minha bucket list ver um show dele pelo menos uma vez na vida… aí ele vai e morre de câncer em 2010. Descubro isso justo no meio de uma aula, aí a concentração foi pro espaço. Fora isso, não me vem à mente nenhum outro nome.

  8. Aline Monteiro says:

    Oi Izzy, eu fiquei bem mau, mais muuuuito mau mesmo quando a Amy Winehouse morreu, eu fiquei alguns dias meio que pasma por conta da repercurção que teve o caso, concerteza ela é muuuuito diva!

  9. Matheus Mota says:

    Elvis Presley, embora ele tenha morrido antes de eu nascer, lamento por ele ter morrido tão jovem (42 anos). E porque ele foi o melhor cantor de todos os tempos

  10. Luiz says:

    Se teve 2 pessoas que eu lamentei demais terem morrido foram o Tupac, que eu realmente fiquei abalado, e o Chorão, foram 2 perdas tremendas pra historia da musica

  11. Igor says:

    lamentei muito a morte Michael Crichton, autor que deixou um legado de 17 livros com as melhores obras de ficção cientifica como “Jurassic Park” e “Linha do Tempo” “Estado de Medo” “Congo”.

    achei estranho que “Latidudes Piratas” escrito na decada de 70 (que ganha de 10x0 de Piratas do caribe) é que esse livro nunca tinha sido publicado em lugar nenhum, e praticamente ninguém sabia qualquer coisa a mais dele..enfim
    esperava ler mais obras do mestre da ficção cientifica.

    Izzy saiu recentemente um livro o qual Crichton estva redigindo quando faleceu, “Micro” seria como um Jurassic Park ou Mundo Perdido só que no mundo dos insetos. Quem continuou foi Richard Preston… fui ler todo animado até porque era sobre minha area de estudo (entomologia) e infelizmente o livro deixa muito a desejar, Preston falha e muito justamente onde Crichton acertava em cheio. recomendo a leitura, para aprender um pouco sobre o micromundo.

    • Igor says:

      Izzy, só para encenrrar

      Um livro que eu garanto que você adorar, isso porque sou grande fã de Crichton. Leia The Swarm livro do alemão Frank Schätzing(considerado por muitos o Michael Crichton da Alemanha) p/ ser sincero a escrita dele é bem diferente, mas é sim do nível de Crichton.

      é uma verdadeira viagem de conhecimento pelos mares e litorais do Peru, Noruega, França, EUA, Japão, Canadá (um dos personage principais é canadense,o livro até fala sobre povos indigenas canadenses ou seus ancestrais).

      A leitura de não decepciona em nenhum momento, é obrigatória, não se assuste com o grande número de páginas são mais de 900, mas ricas em conhecimento nas áreas de biologia marinha, biologia molecular, microbiologia, geologia entre outras… você deseja mais. Não gosto de fazer comentários sobre livros em que a leitura foi excelente, por isso paro por aqui.

      LEIA!

  12. leonardo says:

    Uma “celebridade” que me deixou triste por ter morrido foi o Layne Staley do Alice in Chains, mamonas também marcou… mortes repentinas. Bom post Izzy.

  13. Gustavo C. says:

    Fiquei assim meio triste quando o José Saramago morreu, sendo ele um dos meus escritores preferidos.. de pensar “poxa, não haverá mais novos livros dele”.

    • Gustavo says:

      O engraçado da morte de José Saramago é que eu tinha acabado de pegar o livro dele na biblioteca da escola, chegando em casa escuto na tv que ele tinha morrido, pensei: será que eu matei o cara? Mano, aquilo foi muito estranho.

  14. lolerson says:

    Por enquanto não tenho nenhuma muito memorável. Mas eu vou ficar muito triste quando o Jô Soares e o Silvio Santos morrerem.

  15. Danilo says:

    Mamonas e Steve Jobs.

  16. Eder says:

    Cara, como fã de F1 desde pequeno,tendo que, literalmente, suplicar aos 10 anos para a tia da escola dominical que pelamordedeus me soltasse às 09:00hs da manhã (começava às 08:00h) -- e eu não tinha nem como dizer que não iria na escola dominical pois era mais OBRIGATÓRIO do que ir ao colégio -- para eu sair feito um maluco correndo as 4 quadras que separavam a escola dominical da TV da casa da minha avó mais rápido que um Usain Bolt branco, para chegar sem os pulmões e o coração a uns 300bpm para tentar, em vão, assistir à largada da F1 —- A morte do SENNA foi dura de aguentar, na época, e até hoje acho uma p* sacanagem ter acontecido isso…
    Fatos verídicos!!!!!!

  17. Gustavo says:

    Steve Jobs. Tinha acabado de chegar da escola, abro o facebook e vejo um blogueiro dizendo que seria melhor o ter morrido do que o Steve, ai eu pensei: De qual Steve ele tá falando. Procuro no google e leio “morre aos 56 anos fundador da Apple Steve Jobs”. Achei estranho porque, mesmo sendo uma pessoa que eu nunca iria conhecer era alguém que eu sempre admirei.
    vou ficar abalado mesmo quando Arnold Schwarzenegger, o cara é uma grande inspiração e um dos meus atores preferidos, acreditem ele tem uma história de vida mais incrível do que a do Steve Jobs.

  18. Mausoz says:

    Putz, dois caras que lamento MUITO de terem morrido e sempre quando lembro que estão mortos, batem uma tristeza é sem dúvida o Douglas Adams e o Heath Ledger.

  19. Kurt Cobain, Shannon Hoon, Layne Staley, passei minha adolescência curtindo o movimento grunge e vendo meus ídolos morrerem

  20. el barto says:

    Mr. Joey Ramone. Chorei igual um bebê.

  21. Marcel says:

    Com certeza, a a morte que mais causou impacto na minha vida foi da Zilda Arns, uma médica que dedicou a vida a difundir práticas que salvaram a vida de milhares de crianças e mesmo assim morreu horrivelmente em um desabamento naquele grande terremoto no Haiti, onde estava fazendo trabalho voluntário. A morte dela foi o que me fez começar a questionar minha fé e me colocou no caminho do Humanismo, porque cheguei a conclusão de que o único jeito do Mundo fazer algum sentido, é não existir nenhuma entidade metafisica superior que o obrigue a ter.

  22. Speed Racer says:

    Fala Quide! Eu assino seu RSS então leio todos os posts, sem falhar. Mas eu nunca comento. Falha grave, eu sei, mas esse eu precisei comentar.
    Você sabe o quanto eu gosto do Crichton também, foi uma das coisas em que mais nos identificamos. Eu pude, com a internet, ler finalmente todos os livros dele no original em inglês. O que serviu para me mostrar que não só dublagens são um cu, mas traduções também. Por isso, vou comentar rapidamente:

    Jurassic Park foi o primeiro que li, clássico, li mais de 12 vezes esse livro fácil. Foi o livro que me mostrou quem era Crichton.
    Lost World: Até hoje meu preferido, não há como descrever melhor do que vc fez.
    Sphere: Genial. Mas li apenas 3 vezes.
    Death Eaters: Gostei muito da primeira vez que li, mas nem tanto na segunda.
    Timeline: Meu segundo favorito. Li recentemente novamente, acho que pela 15a vez e comprovei que realmente gosto muito desse livro.
    Disclosure, Rising Sun, Andromedra Strain, Terminal Man, Congo: Todos médios. Valem a leitura, mas não o replay
    Airframe: Cara, livro despretensioso, mas eu adoro o final. Muito agradável de ler.
    Prey: Não gostei. É um dos únicos dele que não me conquistou.
    State Of Fear: Cara, MUITO do que ele fala aqui é verdade. Tem muito, mas muito exagero na ideia de aquecimento global. Tem muito cientista sério brasileiro que tem uma visão muito parecida com a dele. Eu já pensava isso antes de ler o livro. Depois então, nem se fala. Adorei. Perfeito. Li recentemente e já estou com vontade de ler de novo.
    Next: Parei no meio. Tava chato demais. Quem sabe se eu insistir, mas preciso começar de novo que já esqueci tudo.
    Pirate Latitudes: Acredita que ainda não li. Bom, agora fiquei curioso com o que falou. Já estou com um ebook com ótima qualidade há pelo menos três anos aqui e nunca comecei. Fica como próximo.
    Micro: Comecei e vi a linha também claramente. Parece até que está piscando de tão nítida. O estilo do Crichton é inconfundível. Parei de ler também porque ficou constrangedoramente ruim. Esse eu nunca vou terminar. Estava horroroso.

    Quanto à celebridade que me deixou triste mesmo: Mamonas. Achei uma perda irreparável. Eu gostava muito, mas muito mesmo dos caras. Fiquei mal de verdade por uma semana pelo menos.

  23. Mari Pacheco says:

    “Passei a adolescência vendo meus ídolos morrerem”. Putz, me identifiquei! Eu tinha cadernos e mais cadernos onde copiava todas as músicas das minhas bandas preferidas. Então a morte do Kurt, do Renato Russo e dos Mamonas foi super foda pra mim, especialmente a do Renato. Fiquei triste por várias semanas. Lamentei a morte do Michael Jackson, Whitney Houston e Ayrton Senna, além de alguns atores como Heath Ledger. A morte do Jobs foi tenso também! Além dessas tenho duas profundas revoltas, com a morte do Freddie Mercury (Queen) e do Elvis, porque acho os dois caras mais fodas, que morreram respectivamente com 45 e 42 anos.

  24. Cassius says:

    Michael Jackson, com certeza. Lembro que eu estava apresentando trabalho de final de semestre, havia esquecido o CD em casa, voltei buscar, dei uma acessada rápida no Twitter e vi a notícia. Fiquei bastante chocado. Voltei pra faculdade, depois vim pra casa e na hora de dormir a ficha caiu, chorei bastante.

  25. Michael Jackson e Leslie Nielsen me marcaram muito. Acessar um site de notícias e dar de cara com um “Fulano is dead” é triste, pior ainda quando você é fã. É como, num curto espaço de tempo, tocasse a vinheta do Plantão da Globo na sua cabeça enquanto você mal digere a notícia.

    Recentemente, fiquei MUITO impressionado com a morte do Chorão. Passei boa parte da minha adolescência sem conhecer o trabalho do caro e escrotizava os fãs utilizando o trabalho do Charlie Brown como parâmetro para algo “ruim”, “de vagabundo” e tal. Então, um belo dia, acabei ouvindo o som dos caras, baixei “As 20 Melhores” e decorei todas as músicas. E então, numa noite de chuva fortíssima no Rio de Janeiro, quando o jornal anunciava a morte do Hugo Chavez, eis que faltou luz lá em casa, dormi cedo e fui pro trabalho…

    …Chegando lá, já vieram com aquele papo de “faltou luz na tua casa também” -- afinal, a tempestade havia sido séria -, e logo depois mandaram um “viu quem morreu?”.

    -- Claro, o Cha…
    -- O Chorão, do Charlie Brown!

    Meu mundo caiu e, confesso, fiquei mal o dia todo.

    Outro caso curioso de mortes recentes que me deixaram um pouco afetado foram as mortes de Saddam Hussein e do Kadhafi. Sempre gostei de estudar a história do Oriente Médio e, de certa forma, admirava a trajetória política desses caras. Fiquei IMENSAMENTE FELIZ com a morte do Uday Hussein, filho do Saddam (quem achou esquisito meu comentário, pesquise um pouco sobre ele ou assista o filme “Devil’s Double”), mas quando o Saddam enfim apareceu, barbudo e dentro de um BURACO, aquilo que me entristeceu bastante. Depois, aquele show de horrores, como fotos do Saddam lavando cueca na cadeia e, enfim, o vazamento do vídeo de seu enforcamento me deixaram realmente abalado.

    Uff, é isso.

  26. Slag, El Robo Dinosaurio says:

    Me gustó mucho su site
    Suerte!

  27. Maria says:

    Acho que nunca realmente lamentei nenhuma perda desse tipo, mas confesso que fiquei chocada quando MJ morreu (ele me parecia sei lá, imortal).

  28. Edecildo says:

    Eu estava no auge da curtição dos programas dele. Minha esposa e eu víamos e revíamos suas aventuras, quando de repente a notícia: MORRE STEVE IRWIN, O CAÇADOR DE CROCODILOS!!
    Realmente foi um impacto desgraçado, e até hoje, vendo alguma reprise, não nos conformamos, pois acima de tudo, o cara era muito gente boa, do bem mesmo, e ainda ia fazer muito.

    Impacto semelhante foi com os MAMONAS, que chocou bastante pois tínhamos acabado de ouvir (pela milésima vez) seu cd, quando veio a notícia nefasta.

    De quebra, me choquei também (sempre por estar no auge de estar curtindo):
    Bruce Lee, Michael Chrichton, Carl Sagan, Renato Russo, John Lennon, Cazuza, e mesmo sendo velhinhos, Arthur Clarke e Isaac Asimov.

  29. Newton says:

    Até hoje não senti a morte de nenhum famoso, mas tem dois caras que admiro demais o trabalho deles e provavelmente me sinta mal.

    Nobuo Uematsu, compositor de Final Fantasy e de jogos da Mistwalker… Foi a primeira vez que chorei jogando vg, foi com as canções dele.
    Andre Matos, o cantor de Metal. Mesmo hoje em dia eu praticamente cagando pra o que escuto, tenho MUITA admiração pela técnica vocal do cara, praticamente moldou meu tipo favorito de cantores na minha cabeça

    Talvez tenham outros que só vou ficar chateado no dia que acontecer, mas até lá…

  30. Danilo says:

    Fiquei abatido quando o Pavarotti morreu. Lembro-me de cada detalhe do momento. Era de tarde, eu estava na aula na escola, ouvido o rádio e anunciaram o falecimento de um dos tenores que eu mais admiro. Fiquei arrasado por não ter nunca mais a oportunidade de vê-lo pessoalmente cantar.

  31. sef says:

    Quando steve jobs morreu eu quse chorei, eu realmente fiquei bem triste

  32. Murilo Neto says:

    Senna eu era mto novo, tinha uns 6 anos… Mamonas tinha 8, mas ja tava enjoado de vê-los td fds no gugu, porém mais tarde e até hj eu sinto falta dos caras… de resto, saudade nenhum.
    Fiquei meio triste pela morte do Chorão.

  33. Hoffmann says:

    Fiquei triste quando morreram Neil Armstrong, Steve Jobs e Michael Jackson

  34. Fábio de Mello Torquato says:

    Izzy, fiquei muito triste com as mortes de Michael Jackson e Steve Jobs.
    Voltando no tempo, na infância, fiquei triste quando os Mamonas morreram e depois o Leandro da dupla Leandro & Leonardo (minha mãe era muito fã na época, e confesso que também gostava). Mas na minha idade, a morte ainda era uma coisa não muito clara, não me impactou tanto assim.

    Muitos anos depois veio a morte de MJ, um ídolo que cresci ouvindo e assistindo, em loop, o filme Moonwalker, quase todo final de semana da minha infância.
    Estava trabalhando, na época meu celular ainda não tinha internet e ficava o dia inteiro sem notícias de nada. Fui pra faculdade ao chegar em casa de noite, minha mãe me deu a notícia. Lembro que na hora fiquei impactado. Mas a ficha caiu no dia seguinte. Nas duas semanas seguintes, o papo do almoço com os amigos de trabalho era só sobre o MJ e sua fodástica trajetória musical.

    Dois anos depois (acho que foi isso), veio a morte de Steve Jobs. Vou confessar. Nunca tive nada da Apple (tenho só um iPod touch que minha prima me emprestou porque queria “testar” e até hoje não devolvi), mas sempre fui fã incontestável do Steve.
    Sério… Se não fosse por ele e suas mudanças consideráveis no mundo, talvez eu nem estaria aqui digitando isso, talvez o Izzy nem teria o HBD e tudo mais.
    A morte do cara foi uma coisa que me deixou muito triste. Acho que na mesma semana saiu o Nerdcast com esse tema. Foi realmente muito triste ouvir aquilo tudo.

    Outra coisa. Steve Jobs é tão fila da puta de sinistro, que o cara ajudou a tornar real meu outro vício de infância e o personagem que mais gosto ever! TOY STORY! Mais um item que meu antigo aparelho de fita cassete rodava em loop frenético.
    Sério.. Depois de velho que fui ver em DVD que o nome dele aparece logo nos primeiros minutos quando começa a tocar a música “Amigo estou aqui”.

    Bom texto Izzy, parabéns!

  35. João L. says:

    Só a do James Gandolfini. Porque ele era o Tony Soprano cara…

    *

    Com poucas exceções, as “celebridades” que admiro já morreram a dezenas, centenas ou milhares de anos.
    Pra citar um: Sir Richard Francis Burton, o mais próximo de um ídolo pra mim.

    *

    Não li nenhum livro do Michal Crichton. É uma falha grave de carater que eu preciso consertar. Ainda mais considerando que tem alguns livros dele aqui em casa em algum lugar.

    abraço

  36. Said says:

    Apesar de Micro, os livros escritos pelo Richard Preston são bem legais.

    Eu lamento a morte de Carl Sagan, mesmo tendo vindo a conhecê-lo somente após a sua morte.

  37. Miguel Arcanjo says:

    Alguns que me marcaram bastante foram o Tony Scott, Michael Clark Duncan, Michael Jackson e o Irvin Keshner, principalmente este último.

  38. IBG says:

    A minha é BEM parecida com a sua. Ganhei no meu aniversário de 11 anos O Guia dos Mochileiros das Galáxias (que eu sei que vc também já leu, né?).

    Me apaixonei pela história, que no mesmo tom que te ensinou sobre biologia, evolução e método científico, me ensinou sobre a vida, o universo, e tudo mais. Quando ganhei o primeiro livro ele já tinha morrido, mal sabia eu.

    Ganhei dos meus pais o segundo da série alguns meses depois. Lembro certinho em que loja eu o encontrei e entusiasmado o peguei pra levar pro caixa.

    Lá pela metade do livro, dei uma pausa pra ler a orelha. Com um sorriso no rosto comecei a ler onde ele nasceu, estudou e tudo o mais. A minha expressão desmoronou conforme li as palavras seguintes, “Douglas Adams morreu em 2001, com 49 anos.”

    A memória daquele momento está impressa no meu cérebro. Fiquei abalado no meio do campinho de futebol, o jogo a alguns minutos de começar. Eu levava aquela história até pra jogar futebol, porra! Nem consegui jogar direito. Mas a minha falta de habilidade tem certa culpa nisso.

    Mas sério, até hoje deixei o último capítulo do último livro não lido. Algum dia vou ler, claro. Mas a sensação de que ali termina a história é forte.

  39. Thiago says:

    Minha maior e única tristeza envolvendo uma celebridade: quando Anderson Silva perdeu a luta passada, foi um grande choque pra mim, vendo ao vivo, finalmente entendi a dor dos fanáticos por futebol quando o time perde.

  40. Aline Leal says:

    Vim aqui pra dizer o tal alô! 😛
    Conheci o seu site hoje e estou gostando bastante. Só não sei se vou comentar tudo porque durante o dia estou no trabalho e só quero uma leitura pra me distrair da chatice que o funcionalismo público. Só passei aqui pra não ficar no “@izzynobre Muito foda seu blog :3”, não seria justo.
    ‘Cê me deixou com vontade de ler o cara, procurarei.

    Beijos!

  41. amendogaba says:

    senna e mamonas, foi triste demais. dos gringos MJ

  42. DaftPotter says:

    Com certeza a morte do Michael jackson ,como sou meio novo eu lembro que eu tava vendo pokemon na rede TV,quando do nada o noticiario fala da possivel morte dele,eu fiquei paralisado na frente da TV,na verdade ainda não sabiam se ele tinha morrido mesmo,ai depois veio a confirmação,eu nao usava muito a internet na epoca,então não fiquei sabendo de primeira,depois passou no globo reporter tudo sobre ele,cara,eu chorei na frente da tv do lado da minha mãe,eramos (e somos até hoje)super fãs do MJ,eu escuto ele todos os dias,até hoje!

  43. Rafael says:

    Uma que me deixou mal mesmo, foi a de Neil Armstrong. O cara era um mito.

  44. JP says:

    O Adam Yauch (MCA) dos Beastie Boys. Sou muito fã dos caras e foi um choque quando eu botei na MTV e tavam anunciando que ele tinha acabado de morrer.

  45. Gabriel says:

    A do Kurt Cobain

  46. Felipemcunha says:

    Paul Walker, esse sem dúvida, pra mim, foi A perda!!!!!

  47. José Nascimento says:

    Fiquei bem chateado com a morte da Brittany Murphy pq eu achava ela gatinha… hahahaha e pensar q ela nunca mais apareceria em nenhum filme me deixou triste…
    Tb lamentei bastante a morte do Corey Haim por causa da história da vida dele… depois q ele ficou famoso ele só se fodeu, e nunca mais conseguiu retomar a carreira artística, q tinha tudo pra ser bem sucedida…

  48. Felipe DiSouza says:

    Os meus foram José Wilker, Philip Seymour Hoffman, Harold Ramis e Bob Hoskins. Esses marcaram minha percepção de cinema. 🙁