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A dor de uma tela arranhada

Postado em 28 June 2016 Escrito por Izzy Nobre 7 Comentários

Eu sempre fui um grande fanboy do PSP. Tendo aproveitado mais as funções “paralelas” do aparelho — leia-se “os emuladores e basicamente nada mais” –, estou recentemente descobrindo a biblioteca nativa do console e percebendo que negligenciei muita coisa excelente. Com uns 25 anos de atraso comecei finalmente a explorar a biblioteca do primeiro PlayStation, e que imensas jóias achei lá. Lamento não ter enchido o saco do meu pai com mais frequência por um PlayStation, embora ao menos eu possa redescobrir essas maravilhas hoje em dia.

Por isso, quando um broder meu ofereceu seu PSPGo praticamente novo por míseros 50 dólares, eu não pude resistir.

Destravei o bicho assim que cheguei em casa, clonei nele todo o conteúdo do meu PSP “velho”, e continuei curtindo os joguinhos. Sendo o PSPGo bem mais portátil, fica muito mais fácil leva-lo no bolso em qualquer ocasião.

E talvez essa tenha sido a merda. Nesse tira-e-põe de sacar o PSPGo do bolso e colocar novamente, aparentemente eu fiz isso aí com a tela do aparelho:

psp go

O descobrir de uma tela arranhada é um processo a qual estou bem acostumado. Primeiro, você percebe a aberração ótica causada pelo arranhão e pensa, esperançoso, que é um fio de cabelo bloqueando a tela. Usando o dedo pra mover o fio de cabelo, o desespero bate quando o “fio” não se move. Você ainda tenta futilmente uma segunda vez. Finalmente, com a unha, você sente a profundidade do risco. Não há como negar mais — tem uma TRINCHEIRA na porra da tela.

Não é um risco muito produndo, felizmente, e é visível apenas quando a imagem na tela é bem clara. Mesmo assim, pra um perfeccionista como eu, isso é como uma farpa dentro do meu olho. E por isso, começo a investigar a viabilidade de comprar um novo PSPGo.

E dessa vez, branco.

Por que não apenas comprar as peças e consertar o que eu já tenho? Bom, por dois motivos. Um, porque que o processo de acessar o faceplate do PSPGo é tipo aquelas cenas de filme em que você tira o código secreto de uma maleta, aí duas pessoas viram duas chaves simultaneamente pra acessar uma arma nuclear. Dê uma olhada no complicado processo e confirme comigo que eu provavelmente destruiria o aparelho umas 6 vezes durante essa tentativa.

O outro motivo é que eu já coleciono portáteis de qualquer forma, e talvez essa é a minha desculpa pra entrar no próximo tier de colecionador de console — o que tem as variants do console.

O colecionador que se preza geralmente tem o mesmo aparelho em todas as versões que ele existe — o branco, preto, azul, cor de rosa, versão Star Wars (TUDO tem versão Star Wars. Prove-me errado!), versão da Copa de 1998, versão que deram no Mcdonalds na Itália em 2003… como eu atualmente tenho apenas dois PSPs, mal posso me chamar de colecionador. É lógico, então, ir atrás do PSPGo branco.

E a primeira coisa que eu descobri é que o PSPGo branco é consideravelmente mais caro que o preto. Nos sites de leilão online, basicamente o único local onde se acha consoles descontinuados pelas fabricantes, O PSPGo branco é consistentemente entre 30 e 50 dólares mais caro. Faz um certo sentido, visto que é claramente mais bonito — por outro lado, eu sinto uma certa trepidação em dar mais de cem dólares pra algum aleatório qualquer do eBay confiando na palavra de que os outros 100 aleatórios que garantiram que ele é um bom vendedor.

Um comentário comum que ouço quando informei meus seguidores desse desejo por um PSPGo branco é o alerta de que eletrônicos brancos costumam perder sua alvura, adotando em vez dela o que eu convencionei chamar de “amarelo Pense Bem”.

Um caso extremo

É de fato uma preocupação minha, mas por outro lado, eu penso que boa parte do fenômeno se deve aos maus cuidados de donos que nem se preocupam em limpar o pó de Doritos da mão antes de manusear a parada. Ouvi alguém dizer que há muito tempo o produto químico que causava esse efeito foi removido do plástico industrial que se usa pra fazer esses eletrônicos, mas não tenho confirmação disso.

Mas eu quero um PSPGo branco.

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Categorias: Tech Toys

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

7 Comentários \o/

  1. Diogo says:

    Não rola(m) um(ns) post(s) explorando as imensas jóias que você encontrou na biblioteca o PSX?

    Eu praticamente abandonei os jogos após o Super Nintendo… Passei praticamente a geração N64 e PSX em branco.

    [ ]

  2. Fernando Salgado says:

    Eu tive um psp por um tempo. Foi de longe o pior console que eu tive, que tive por menos tempo, e o único que vendo sem pensar 2 vezes e sem me arrepender. Talvez por que comprei so pra ajudar um amigo que tava endividado e vendendo no desespero, vendi pra comprar meu DS (que tenho e jogo nele ate hoje), e por que nunca achei nada de bom pra jogar nele, nem na biblioteca nativa (nunca me falaram um jogo indispensável de psp) nem de emulador (os emuladores de super nintendo pra trás rodam no ds, os de 64 e ps1 já jogo no pc).

  3. VFCalado says:

    Passei pelo mesmo drama com o meu PSP FAT 1000.
    Também sou um pouco paranóico com riscos ou dead pixels, quando me aconteceu, troquei por outro template, mas foi “pior a emenda que o soneto”, agora não tenho o risco mas fiquei com o visor cheio de partículas de pó e micro cabelos. Fora o trabalho que deu a trocar todas aquelas peças minúsculas com as minhas mãos montruosas de tão grandes que são.

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