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Finalmente, um PC decente

Postado em 3 dezembro 2009 Escrito por Izzy Nobre 123 Comentários

Nesta semana encerrou-se um sofrimento tecnológico que já vinha durando mais ou menos 3 anos.

Por que diabos eu deixei a situação se arrastar por tanto tempo? É o seguinte.

laptop nojento

Este é um completamente lamentável HP Pavillion DV6000 movido a lenha Athlon X2 de 1.6ghz e 2gb de RAM (upgradeado por mim, porque era originalmente 1gb só).

A compra de tal notebook é completamente injustificada pra um nerd que mora fora do Brasil e que tem acesso facilitado a milhares de computadores de configurações melhores, mesmo que este nerd não jogue nada no PC e o use apenas pra bater papo na internet com outros nerds.

E apesar das zoações a que eu era alvo sempre que confessava pra alguém as specs deste meu computador principal (tenho outros dois, um desktop media center na TV da sala, e um netbook pra mais mobilidade), eu sempre me contentei com ele por anos, até recentemente. Até domingo passado, pra ser exato.

Como eu parei de jogar PC games mais ou menos em 1999, comprei este notebook tão desprezível quanto o atrito em problemas de física do segundo grau. Pra quem não faz nada no computador além de conversar na internet, devia dar pro gasto, né?

Hardware porco à parte, sim. Teoricamente sim, de qualquer forma. Eu iria descobrir em pouco tempo que há outras funções que exigem hardware musculoso além de jogar Call of Duty Modern Warfare com todos os recursos no máximo e ouvindo podcasts no iTunes ao mesmo tempo.

Quando comecei o HBDtv, eu usava o porquíssimo Windows Movie Maker. Por não ter praticamente nenhum grande recurso visual, o aplicativo exigia muito pouco do hardware, e eu usava tranquilamente e feliz.

Mas essa falta de qualquer recurso que possibilitasse uma edição menos amadora do que aqueles vídeos do youtube com título azul no fundo preto que passa da direita pra esquerda ao som de Linkin Park começou a me incomodar.

O Sony Vegas é cheio de funções bacanérrimas e descoladas, mas requeria um computador um pouco menos favelado do que o meu. Apesar de uma performance tartaruguesca que causaria um monge tibetano a perder a paciência e sair correndo nu pelas ruas de Lhasa (economize a googleada, é a capital do Tibet) berrando impropérios e esmurrando quaisquer crianças de colo no seu caminho, eu tinha tanta boa vontade de produzir o HBDtv que não me incomodava em esperar quase 2 horas pra renderizar um vídeo de 5 minutos.

Ou com fato de que ao aplicar um efeito de transição ao vídeo, eu tinha que adivinhar como o efeito ficaria na edição final porque tal uso tornava o programa tão lento que a função preview do vídeo passava a funcionar como uma projeção de slides.

A última gota veio quando meu Windows Vista, com seu registro já profundamente erodido ao longo de mais de um ano de uso sem formatação, decidiu que iria me presentear com BSODs aleatoriamente se eu ousasse usar o Vegas pra editar um vídeo mais longo que três segundos.

Essa não deu pra engolir. No domingo tomei duas Blue Screens of Death no meio da fuça num intervalo de menos de meia hora, e foi aí que decidi mandar aquele laptop tomar bem no meio de seu inexistente cu.

No dia seguinte – que era meu dia de folga no trabalho – desliguei o computador, limpei minha mesa e marchei pra Best Buy, de onde não retornaria sem um computador ao menos oito vezes melhor do que o meu antigo. Ou seja, se eu achasse uma calculadora quebrada no rua, já poderia voltar pra casa no lucro.

Usei o twitpic pra mandar fotos das configurações dos computadores à venda pros meus seguidores, em seguida desconsiderei todas as sugestões deles e comprei isto.

Este é meu novo brinquedinho – um Phenom II X4 2.8ghz com 8GB de RAM, ATI Radeon HD 4200 e um monitor de 20″. E Windows 7, que parece ser o primeiro sistema operacional da Microsoft desde o MS-DOS que não é usado informalmente como sinônimo para o Holocausto.

A diferença é muito absurda. Em primeiro lugar, aquele monitorzão quilométrico que eu inicialmente não gostei (dá uma certa agorafobia ter todo aquele espaço aberto na sua frente; a princípio havia tanta área não-produtiva no meu monitor que eu estava com medo do MST invadi-lo) é algo que eu jamais poderei viver sem novamente, e já começo a pensar em upgradear pra um de 24″.

Este display de cinco hectares torna edição do HBDtv muito mais fácil, já que eu não tenho que ficar indo e voltando na barra de rolagem pra achar pontos específicos na trilha de vídeo.

O processador AMD parrudo que vocês Intelfags disseram que explodiria se eu olhasse pro computador de forma errada está tomando conta do recado de forma maestral, e esses 8gb de RAM (tou sendo sincero quando digo que nem sabia que se vendiam computadores com tanta memória RAM) me permitem usar o iTunes como tocador de mídia padrão até.

Pra você ter uma ligeira idéia da performance do meu computador antigo, o iTunes demorava entre 5 e 7 segundos pra registrar CLIQUES. Tipo, clica num botão, o programa paralisa por 5 segundos, e aí o botão é pressionado. Acho difícil você conseguir imaginar algo mais deprimente.

Ao todo (incluindo monitor e impostos) paguei 900 pau. Que é exatamente a mesma quantia que eu paguei naquele HP Pavilion que me dá raiva só de lembrar.

Nem sei porque diabo comprei um notebook – e uma opção inerentemente falha. O notebook não pode ser upgradeado, é mais caro, tem tudo embutido o que te fode quando um periférico decide morrer, esquenta muito… única vantagem do notebook  é ser portátil, e até isso parou de fazer sentido com a chegada dos netbooks.

Formatei o laptop e dei pro meu irmão, que usa um PC Frankenstein montado pelo meu pai há mais de dois anos. Pra você ter uma mera idéia da situação sócio-econômica deste computador do moleque, o gabinete é preto com um drive de CD branco (CD, note, não DVD) e tem ENTRADA PRA DISQUETE.

Pra ele, até meu HP Pavilion velho de guerra é lucro.

Enfim. Agora que finalmente tenho um computador de verdade, posso parar de fingir elitismo perante PC gamers e unir-me a eles. Que joguetes eletrônicos em formato executável os senhores me recomendam?

Se você falar WoW ou qualquer outro MMO dedicado a pessoas profundamente lamentáveis, passarei a fingir que você morreu.

A imagem acima é de minha autoria e pode ser encontrada aqui. Sinta-se à vontade pra usa-la pra trollar seus amigos MMOfags da mesma forma que acabo de trollar os meus.

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Categorias: Tech Toys

123 Comentários \o/

  1. [...] Após 2 anos com um laptop porcaria, comprei um computador decente. No dia seguinte o computador novo foi o estopim de uma interminável – e enlouquecedora [...]

  2. Medaglia disse:

    Até o pc do milhão, sim aquele que as pessoas parcelam em 99 vezes sem juros nas casas bahia, estavam vindo melhor que essa bicheira de note que você tinha!!!

  3. Derby disse:

    Computador foda era meu Duron 1.6, que tinha 512 de RAM.

    Tive que aposentar aquele processador escroto porque não tinha mais placa-mãe a venda pra ele.

    Dá de dez nesses processadores porcos de hoje em dia.