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iTunes, Steam e outros: como o paradigma de posse mudou ao longo dos anos (e como ele vai mudar ainda mais)

Postado em 13 August 2012 Escrito por Izzy Nobre 81 Comentários

O ano era 2000. Eu cursava o segundo científico (segundo ano do segundo grau, segundo ano do ensino médio, sei lá) e, graças ao Napster, eu estava ouvindo música como nunca.

Você chora você perde

Esse contato com tudo quando era música fez com que eu me aproximasse da turminha hipster que curtia Roxette, Joy Division e The Doors. Eram bandas meio underground pra uma cambada de moleques cearenses de 15-16 anos; o resto da turma no geral só queria saber de grupos que em sua maioria se entitulavam usando a função “f(X) do Forró”; este X podia tender desde um substantivo étnico diminutivo no plural (“Neguinhos”, “Moreninhos”, “Branquinhos”, “Loirinhos”) até eletrodomésticos.

Então, esta turminha se gabava de caçar os CDs dessas bandas e eu, tendo acesso a todas as músicas do MUNDO — sendo a maioria incompleta já que o Napster não tinha função de resumir download –, facilmente infiltrei-me no grupo. Só que eu cometi um vacilo: eu revelei aos confrades hipsters musicais (incluindo a Ariadne, uma loirinha faceira que todos diziam que queria dar pra mim mas eu era mongol demais para agir de acordo com a informação) que minha “coleção” era na real uma porrada de arquivos num computador.

“Pera, você não tem os CDs? Como assim?” — inquiriu o Aderson, que era o líder de facto do grupo. Aliás, noto agora que “de facto” (que soa bem intelectual no inglês, por ser latim e tal) é no português uma expressãozinha bem ordinária, já que é virtualmente identica ao menos pomposo “de fato”.

Expliquei pros caras que eu pegava as músicas na internet e ouvia no computador e que por isso, minha coleção era “virtual”. O veredito veio rápido e cortante, como uma diarréia repleta de pedacinhos de Doritos:

“ENTÃO VOCÊ NÃO TEM UMA COLEÇÃO. ISSO AÍ É OUTRA COISA”, decidiu Aderson, aparentemente não confiante do que seria a “outra coisa”, embora tivesse 100% de certeza de que não era uma coleção musical.

Foi a primeira vez que fui exposto à rejeição da idéia de que conteúdo digital não representaria posse “real”; que uma coleção de mp3 não é uma coleção musical de verdade.

Ouvi o argumento infinitas vezes nos anos seguintes, durante o advento e subsequente popularização do iTunes. Havia um grupo que, assim como a turma que rejeitou os CDs em prol dos LPs por qualquer motivo fantasioso dos quais eles se convenceram, se negava a reconhecer a posse de uma música em formato digital como “posse” real.

É sempre assim, né? Sempre há dificuldade em aceitar mudanças.

“Meu nome é Steve Jobs e vim aqui para mudar paradigmas!”
“Para que?”
“Paradigmas!”

Lembram disso? Da galera que “queria pôr o CD na estante, queria ouvir a música folheando o encarte”? Por onde anda esse pessoal — ou melhor, essa corrente de pensamento? Ainda existe?

Olha a queda vertiginosa

Não foram só os mp3s que sofreram resistência no começo. Da forma mais irônica possível, havia quem desmerecia câmeras digitais porque “pra que diabos eu vou querer minhas fotos num computador? Como é que eu vou mostrar pros meus amigos, vou ter que imprimir tudo? Vá se foder, ein!”. A idéia de posse (e o próprio compartilhamento) dependia do objeto físico nas suas mãos.

Hoje é o total reverso — se você “bate uns retratos” (copyright minha vó) e alguém te dá as fotografias reveladas, seu rosto exibirá os contornos que ilustram visualmente a expressão “FUÉN”. Pra que que diabos você vai querer uma foto impressa? Como é que você vai mostra-la pros seus amigos, vai ter que escanear tudo? Vá se foder, ein!

A mesma coisa aconteceu com filmes. Havia quem dizia que queria ter os DVDs bonitinhos na estante e blá blá blá. Hoje, não consigo imaginar algo mais inconveniente que ir fuçar na estante procurando O filme que eu quero assistir hoje a noite, finalmente achar a caixa, trazer pro DVD playe… ah, pera, tem um DVD já lá, o do Jurassic Park. Bora lá catar a caixa do Jurassic Park pra guardar o DVD antes de assistir o outro. Peraí, não acho a caixa dessa merda. Opa, achei, tava caída atrás da estante — mas alguém pôs Forrest Gump dentro da caixa do Jurassic Park. Cadê a porra da caixa do Forrest Gump agora?

Essa dança das cadeiras se repete por mais alguns ciclos. Você finalmente põe o DVD na bandeja do player e ele está arranhado e sua pipoca está fria e sua mulher está tão chateada que pede um divórcio.

Ter todos os meus filminhos no computador — e mais que isso, assistíveis em outros aparelhos, como celular e tablet — é uma solução muito melhor que colecionar DVDs.

E o Steam fez isso com jogos. Como sempre, havia que achasse que comprar jogos era uma furada. Melhor ter as caixinhas na estante — caixinhas que ficarão empoeiradas, caixinhas nas quais você acidentalmente pisará em cima durante sua próxima mudança, caixinhas que entulharão sua casa e poluirão o meio ambiente.

Desnecessário dizer que o sucesso do Steam indica que esse modo de pensar mudou totalmente. Quantos jogos de PC você tem aí? Quantas CAIXAS de jogos de PC você tem, por outro lado?

Rolou a mesma ladainha com ebooks, lembram? Tantas vezes ouvi (de gente que SEM A MENOR DÚVIDA sequer chegou a experimentar a alternativa) que “preferem o papel de verdade”.

Sério? Mermão, eu não suporto mais ler livros “físicos”. É um saco. São grandes, pesados, não se pode leva-los pra qualquer lugar, passagens que você procura são difíceis de encontrar a menos que você vandalize o livro, e é um SACO tentar ler enquanto você almoça. O ebook resolve todos esses problemas e ocupa um espaço mínimo.

Quero que meus livros “de verdade” se fodam. Só me servem agora pra complicar mudanças.

Finalmente, eu percebo essa já previsível mudança de paradigmas acontecendo em outros dois segmentos menores (talvez exatamente por isso a mudança demorou a chegar neles): revistas em quadrinho e cardgames.

Existem modelos iTunes-like de comprar quadrinhos virtualmente — os apps da Marvel e da DC, por exemplo, ou o mais completo Comixology.

Já comecei a ouvir amigos que lêem quadrinhos dizendo que gostam de ter os quadrinhos na estante, que preferem pega-los na mão pra ler, que gostam de colecionar, etc.

Tudo que posso dizer é: já vi esse filme antes. A essa altura parece que essa turma lê o mesmo roteiro.

E é a mesma coisa com os cardgames. Eu jogo Shadow Era, que substituiu perfeitamente a lacuna deixada pela falta de Magic em minha vida. Magic é complexo pra caralho, o que torna difícil de apresentar pra novatos — se estão só você e um neófito, não tem nem como jogar direito pra exemplificar como é a parada –, você precisa se manter constantemente atualizado sobre as novas mecânicas (pare de jogar Magic por um ano e você fica BEM perdido), é CARO e pior de tudo: a prática depende muito da agenda de todos os seus (poucos) amigos que jogam.

ISSO é o que me afastou do Magic. Eu trabalho nas noites dos eventos de Magic, e em horários conflitantes com meus broders que jogam. Ou seja: simplesmente não tem mais como jogar. E pior: não posso jogar (com facilidade) com meus amigos brasileiros.

Digo “com facilidade” porque aplicativos não-oficiais pra jogar Magic via internet são uma gambiarra que dá desgosto, e Magic Online é câncer na forma de software. Além do mais, Magic é complicado demais pra funcionar realmente bem como um jogo digital.

Entra o Shadow Era. Grátis (com a opção de comprar cartinhas se quiser; com 5 dólares tu monta uns 10 decks), descomplicado — minha mulher, que não conseguiu curtir Magic, joga Shadow Era! — posso jogar no PC, no iPad, no celular, posso jogar online com meus broders do Brasil, posso jogar contra a máquina pra ganhar XP, posso desafiar um broder do tuiter enquanto espero a mulher comprar sapatos.

Comentei isso com uma amiga jogadora de Magic e ela rejeitou a parada. “Ah não, gosto é de ir nas lojas jogar com a galera”. Sim, pra quem pode fazer isso é bem bacana — ou não, porque outra coisa que me afastou da cena Magic é o ambiente douchebag das competições –, pra alguém como eu simplesmente não há a opção. Felizmente, o jogo virtual saciou minha sede por card games perfeitamente.

E assim a conveniência do virtual, como sempre, vence as poucas vantagens oferecidas pela alternativa “física”.

Sabe o que é engraçado nessa história toda? As vantagens das opções físicas, ironicamente, são totalmente intangíveis: “Ah, gosto de ter o CD na prateleira. Gosto de ter o DVD na estante. Gosto de ter os cards na pasta. Gosto de folhear o livro”.

FOLHEAR O LIVRO? Vai tomar nesse seu cu largo, meu amigo. Folhear um livro nada mais é que a experiência de leitura que a gente tinha lá no século XVII. O que há de tão especial em folhear um livro…? Nada. Esse esquema de folhear um livro é justamente o que me impede de, por exemplo, ler um livro enquanto almoço. Não é uma vantagem.

Há problemas inerentes com as soluções virtuais, claro. Seu HD pode pifar com todas as suas músicas, o card game online pode fechar de um dia pro outro, etc. Mas e daí? A opção física não existe pra sempre também, ué. CDs arranham, livros mofam e rasgam e molham. Se um dia eu não puder mais jogar o joguinho lá, não pensarei “porra toda a grana (uns $10) que investi nessa merda foi pro espaço ME FODI”.

Sabe por que? Porque eu gastei umas cem vezes mais colecionando cartas de Magic que agora acumulam poeira no meu armário. Não foi um desperdício; foi um hobbie bacana que durou anos, que me divertiu muito e através do qual eu conheci grandíssimos amigos que mantenho até hoje (oi Fívio, oi Humberto).

É uma questão de geração. Eu suspeito que assim como a molecada de hoje nem consegue compreender como era ir a uma biblioteca fazer uma pesquisa ou gravar uma música do rádio usando fita K7, a pivetada de 2025 não compreenderá o que tinha de tão especial em virar páginas de papel.

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comments

Categorias: Tech Toys

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

81 Comentários \o/

  1. Raphael says:

    Primeiro a postar a vejo teu site a pouco tempo, li teu livro e curti bastante.
    Parabens por ser um dos pioneiros e manter até hoje o blog, atualizando bastante e contando várias histórias interessantes.

    Abraço

  2. Newton says:

    Acho que nunca concordei tanto com um post seu como este.

  3. Muito bom Izzy, acho que acabou de me convencer a comprar um tablet ou ebook reader.

  4. Aó discordo sobre os livros. Pra mim, tem que ser uma hora ‘especial’ pra ler, não consigo ler no meio do almoço, ou quando espero mulher na loja ou qualquer coisa. É ‘mágico’ ter um objeto grande, velho, na sua mão e o tempo pra ele…

    Complicado explicar, e seria um tópico bem legal, curti o post.

    • Pedro says:

      Eu sinto a mesma coisa. Pegar um livro de antes do meu pai nascer, amarelo e parecendo um pergaminho da uma sensação mágica mesmo. Eu sempre penso que se o livro pudesse falar contaria uma outra história que não está nas páginas, mas uma história de vida mesmo.
      Ótimo post Izzy, entendi seus argumentos mas eu prefiro papel em relação a mídia digital porém tenho os dois já que eu não preciso abrir mão de um pra ter o outro. Leio HQs tanto no Iphone como em papel, livros e jogos também.

  5. Marcos says:

    Eu sei que você já expressou seu desgosto em relação ao conservadorismo auditivo, mas não tem jeito, Kid: assim como se perdeu qualidade passando dos LPs pros CDs (não em todos os casos, porque enquanto alguns LPs eram ruins de doer, os CDs mantém a regularidade), também se perde qualidade passando dos CDs pros arquivos digitais. Até pode se discutir se vale a pena a troca de qualidade por conveniência, mas a perda de qualidade é inegável. Tanto é que a maioria das gravações (de artistas de respeito) são feitas de forma analógica e depois convertidas pro digital.
    E eu gosto sim do encarte, o cheiro de coisa nova, apreciar a arte da capa… Mas aí acho que estou sozinho nessa.

    Já os jogos pra mim não se tem essa necessidadde (até porque a qualidade vai ser a mesma), não tem todo o saudosismo e o detalhismo (tenho quase certeza que isso non ecziste) da música. Por isso o Steam é a oitava maravilha pra mim.
    O Shadow Era pra mim se encaixa aqui, é um jogo como os outros (já que eu não tenho com quem jogar magic =/).

    Tem um detalhe que você se esqueceu sobre as fotos: quando ainda era estranho o conceito de máquina digital, ainda não existiam as redes sociais pra compartilhar as fotos. O crescimento dessas duas coisas tem uma ligação muito forte.

    Livros/quadrinhos/mangás (deal with it) ainda não experimentei de forma considerável os formatos digitais. Não conseguia ler livros no computador porque era muito desconfortável, mas com essas novas tecnologias do Kindle e similares talvez isso seja melhor.
    Mas novamente eu gosto da experiência física: um belo livro de capa dura, cheirinho de novo…

    Além de que eu AMO fuçar em sebos e livrarias (e lojas de cd, por sinal. Se me deixar eu passo horas e horas nesse tipo de lugar. E não dá pra substituir isso por uma alternativa digital, né 😉

    • Vinicius Brenny says:

      Quanto à perda de qualidade do áudio, já é cientificamente comprovado que SIM, existe perda, mas não é perceptível para o ouvido humano -- e na maioria das vezes a versão digital ainda supera a percepção de qualidade.
      Longe de mim dizer que um podcast é uma fonte confiável de pesquisa, mas dá uma olhada no link abaixo (aliás, indicação do Izzy mesmo. Fodástico):
      http://skeptoid.com/episodes/4303

      …Just sayin’

    • Nighto says:

      Permita-me discordar quanto à música.

      Do LP para o CD eu compreendo que possa haver uma perda de qualidade. Agora, do CD para arquivos digitais, acho a maior bullshitagem que tem.

      Explico: primeiro: CDs de áudio já são um formato digital; segundo: usando codecs de compressão sem perda (lossless), como o FLAC, você consegue uma cópia absolutamente igual de um CD de áudio (podendo, se quiser, regravar o mesmo CD de áudio a partir dos arquivos FLAC, comparar com o CD de áudio original e ver que eles são iguais bit a bit), obtendo cópias na faixa dos 200~350 MB, dependendo do tipo de música.

      Digo mais: acho FLAC bem bacana, mas parei com o “flacfaguismo” quando me propus a fazer um teste ABX (procure no youtube por “abx foobar2000”) e percebi que mesmo usando um fone de ouvido bom (para os meus padrões custo-benefício, em outras palavras o equipamento que eu tenho, um Koss Porta Pro) eu não consegui sentir diferença do FLAC para o M4A com bitrate alto.

      Por outro lado, minhas músicas são bastante organizadas e tal, faço questão de manter as tags ID3 arrumadinhas e por aí vai. Acho também que é possível substituir o gostinho da ida às lojas de música pela experiência que tenho com Last.fm, Grooveshark e afins na seção “artistas similares”.

      []s

  6. victor_prs says:

    Kid, eu estive pensando nessas coisas há algum tempo, de diminuir as coisas que você tem. Costumava ser um fanático por livros, comprava direto e tenho prateleiras entupidas com pilhas de livros que ocupam um espaço gigante no meu quarto. Agora, penso em vender ou até doar todos. Ocupam espaço desnecessário e que poderia ser melhor utilizado, ou até mesmo só virar um espaço livre…

    Você que curte reddit, dá uma lida no /r/Minimalism. É um sub muito foda, ver a felicidade e a mudança de vida dos outros que se desfizeram de todas as suas tranqueiras desnecessárias é uma coisa extremamente empolgante.

  7. Yasmin says:

    Concordo em partes. A propriedade virtual é infinitamente mais pratica que a física, entretanto a “coisa” física tem um valor sentimental que a virtual-digital nem de longe desperta. Eu, particularmente, não devo ter mais que dois CDS em casa e tudo o que ouço e vejo é digital, porém, quando se trata de LER eu já penso diferente, leio muito pelo celular, tablet e computador, mas a experiência de ter o livro na mão parece que me deixa em um estado de concentração que não consigo ter lendo de outra forma.

    • MaximiliumM says:

      Eu discordo que não tenha valor sentimental no objeto digital. Esses dias mesmo comprei LBA2: Twinsen’s Odyssey com uma nostalgia no peito que não sentia há muito tempo. Todas as minhas lembranças jogando esse jogo quando criança vieram a tona. Foi lindo. E tudo a partir de um objeto digital que não tinha ligação física alguma com o jogo que eu tinha na época.

  8. Luis Gustavo says:

    O unico motivo pra ter jogos físicos é olhar pra minha estante e me gabar do tanto de jogos que eu tenho, parece que nao tem o mesmo efeito de quando vc abre a biblioteca do Steam e vê ali uma lista com 200 nomes de jogos. Quando sao coleções fechadas é ainda mais recompensador. Ainda lamento ver meu Gears of War 3 sozinho na estante pq o 1 e o 2 sao virtuais. Mas ainda assim, pela praticidade é bem melhor a versão virtual. (o exemplo de sair procurando nas caixinhas é que me faz jogar mais os jogos que tão no HD do que os físicos)

  9. Caio Sabino says:

    Concordo ctg Izzy. To tentando cada vez mais me livrar de conteudo fisico. Nao tenho nenhum ebook reader, raramente leio no iphone, acho que o unico livro inteiro que li iphone foi o teu “Todo dia tem uma merda”. Testei o comixology mas desisti depois que vi os precos, pra mim, devia ser um servico parecido com o spotify, vc paga uma quantia por mes e tem acesso irrestrito ao catalogo deles. Foda tb que o preco dos ebooks nao ajudam, as versoes digitais do livro da amazon as vezes sao mais caras q as versoes fisicas…

    Acho q me acostumei a ter jogos e apps com qualidade top no iphone por 99 cents, aih qd eu vejo um livro por 8,9 jah rola aquele sentimento que tah superfaturado…

  10. Quandt says:

    Até pensei fazer isso com os livros, mas, tirando o fato que meus conhecidos que lêem livros em pt-br em kindles da vida, ainda sofrem com a falta de títulos neste idioma (paradoxo de tostines?), e quando há, é o mesmo valor do livro físico, geralmente quando compro um livro, minha senhora lê o livro depois que eu, e vice-versa, e me parece que não é possível emprestar o livro.

    Alguém que passa por essa situação, existe já uma forma de contornar este problema? Ou só comprando duas cópias do livro mesmo?

    • Izzy Nobre says:

      Aí eu não sei porque, devo admitir com uma certa vergonha, a maioria dos livros que leio no meu ereader (e minha mulher no dela) são baixados por torrent.

    • Nathalia says:

      Eu creio que na amazon, a mesma cópia do ebook pode ser compartilhada em um número x de aparelhos, eu acho que 6.
      Quanto ao idioma, a amazon chega no Brasil em setembro, e tá negociando com editoras para conseguir colocar os titulos em ebook, mas ai que está o problema, as editoras =/

    • Tsuharesu says:

      Esse é um dos meus problemas com as cópias digitas das coisas também. Eu não compro quadrinhos na ComiXology principalmente por serem em inglês. Eu entendo bem, mas é muito mais divertido você ler em português. E aí acabo tendo de baixar de grupos de ScanLators.

      E nem é problema de tecnologia, pois existem meios MUITO mais fáceis de fazer tradução. Se eles fizessem quadrinhos localizados (i18n) seria uma benção para todos.

      Sobre livros, se você comprar na Saraiva, Cultura, eles te dão o arquivo em PDF ou EPUB. Com isso, você pode distribuir o livro como quiser. O problema da Amazon é só esse, mas dá para você pegar pela pasta que ele salva o livro localmente. Ele cria uma cópia em AZW do livro, e com isso você pode passar para quem quiser =)

      Izzy, texto muito bom, assim como diversos outros. Não apoio totalmente, pois para mim o principal de ter uma prateleira cheia de livros e quadrinhos e BluRays/DVDs é mostrar para as pessoas. Não ser um asshole no sentido de falar “o meu é maior que o seu”. Mas para mostrar como você em gosto por algo. Adoro ler no tablet, acho muito conveniente. Li Ultimate SpiderMan inteiro no tablet, e apenas graças a ele. Se fosse para comprar todos essas HQs no Brasil, eu não conseguiria ler (eu tentei comprar no Mercado Livre).

      Mas é muito incrível você chegar na casa de alguém e ter uma estante cheia de livros! A casa da minha namorada é abarrotada de livros de fotografia. E não tem algo mais incrível que isso. Ocupa um espaço grande, sim. Mas não é nada empoeirado, pois limpamos toda semana. E a sensação de conhecimento que chega só de você estar no comodo.

      Sério mesmo, imagina você entrar numa sala que não tem nada. Simplesmente nada. É triste.

      Outra coisa, colecionar livros é como colecionar miniaturas e posteres. Você tem vários posteres no escritório e muitas miniaturas (que serviram até para o filme de casamento). Porque não tirar os posteres e deixar apenas as imagens no computador? Quando quiser ver abre. É a mesma coisa com os livros, é para mostrar e se sentir bem olhando para aquele monte de papel.

      No mais, parabéns pelo texto. Estou pensando em começar a fazer vlogs e escrever mais no meu site pessoal principalmente por você ter me animado a fazer isso.

      Valeu Kid o/

    • Izzy Nobre says:

      Isso aí é uma tentativa de descomplicar um pouco o Magic, só que ele acaba “dumbing down” bastante o jogo; é uma versão de Magic super limitada — e ironicamente, ainda meio chatinha pra explicar pra novatos. E só dá pra jogar no iPad, sabe quantos amigos meus (jogadores de M:tG) tem iPads? Nenhum 🙁

  11. Izzy, falando no esquema dos livros, também acho ruim o livro físico. Principalmente pra ler na cama! Uma vez tu fizeste um “review” de um e-book reader que tu tens. Fiquei com muita vontade de comprar um. Tu comentou que o iPad tem a vantagem de ser colorido (quadrinhos). Mas questão de livros, é bom de ler no iPad ou cansa?

    • Izzy Nobre says:

      Cansa um pouco a vista e é impossível ler sob luz direta do sol. Recomendo ebook reader de eInk demais, adoro o meu!

      (Sem contar que o iPad é consideravelmente pesado; uma das coisas que mais gosto do meu ebook reader é que ele é levinho, super portátil)

  12. Nighto says:

    Concordo em absoluto. Já me livrei dos CDs há anos atrás e recentemente doei os livros. É muito bom poder levar tudo no bolso. 🙂

    []s

  13. “São grandes, pesados(…)”

    Você tá pensando em levar o que pra ler quando der um tempinho, “O Senhor Dos Anéis, Edição completa”? =V

    Eu até concordo plenamente que mídia digital é bem mais prática e dá menos problema e economiza material, mas eu tenho um único problema que me faz comprar livros físicos, e é bem simples: eu não posso tirar um iPad ou um Kobo da mochila pra ler no ponto de ônibus, dentro do ônibus ou na rua enquanto eu espero alguém por exemplo. Não é uma barreira nostálgica, já vira uma questão de segurança mesmo. =/

    Quanto a cardgame eletrônico, eu até acho que a única maneira de acompanhar Magic seria uma versão eletrônica com referência imediata(tipo a carta tem ‘Abjurar’ e você clica e sai um popup que explica que desgraça é essa). O problema passaria a ser manter a legitimidade das cartas, mas daí o problema é generalizado mesmo, fazer o quê. =|

    No mais, não acabe com este blog. Sério. Curto demais essa joça. =)

  14. Lucas Grabauskas says:

    Uma desvantagem da venda de músicas no formato digital, ao invés de discos (LPs ou CDs): foco cada vez maior na produção de “singles” e “hits”. Ainda existe a noção de “álbum”, com músicas que se complementam e seguem uma linha, mas a tendência é que isso se perca cada vez mais. A idéia não é mais criar 10 a 15 músicas que se encaixem juntas, e sim criar aquele sucesso que vai vender bilhões no iTunes depois de ser martelada à exaustão nas rádios…

    • Lucas Grabauskas says:

      Ah, e essa história de ficar caçando caixinhas até conseguir guardar tudo e assistir o que você quer é só pra gente desorganizada.

      Eu mantenho todos meus CDs e DVDs cada um dentro da sua caixa, inclusive, na posição certa: com a impressão na superfície do disco alinhada pra leitura assim que abrir a caixinha. Ai de quem guardar um dos meus discos “girados” na caixa.

    • Marcos says:

      Aí também depende do que você ouve. Bandas como o Mastodon, por exemplo, que mais da metade dos álbuns são conceituais, acho que não se renderiam a moleza que seria lançar uma música a cada um ou dois meses. Não quero que acabe a produção de mídias físicas, mas isso acabaria ajudando a separar quem tá interessado em música e quem só quer fazer sucesso (não dizendo que quem abrisse mão de lançar álbuns completos não tem valor como artista, mas quem continuasse ficaria mais valorizado na minha opinião).

      Mas acho que ainda demora a extinção completa (isso se ocorrer de fato) de CDs e LPs (estes últimos tiveram um aumento de consumo recentemente).

  15. tooruivan says:

    concordo com vc pricipalmente nem cds mais tenho um fraco por livros gosto de ler atravez de midias mais fasso questão de cmpralos não para telos na estante mais para compartilhar oque gosto acho ridiculo um livro pegando poeira numa estante acho que eles existem para serem lidos por isso empreto os meus sempre.
    com as hqs tambem comcordo tenho muitas que n fazemsentido acumularem na mnha gaveta mais agora as coleções ja são outros 500 a unica coleção palpavel que n quero me render a compra online são as revistas do wolvwerine as quais coleciono de resto tanto dc quanto marvel, imagem entre outros ler on line ja é o suficiente.

    Ps: acabei de entrar em ferias depois de correr pra caralho com a carteira de motorista, faculdade trabalho e estagio que fiquei 2 episodios do podcast do 99vidas em atraso e só vol ter tempo pra por em dia semana que vem e ja vão ser 3 tenho que correr.

  16. Dianna says:

    Concordo que, com os livros, é muito mais prático mantê-los em formato digital e poupar o espaço físico que eles ocupam (por exemplo, estou de mudança e me perguntando quantos homens fortes vou ter que subornar para conseguir movimentar a pequena biblioteca que tenho em casa)

    Por outro lado, pra quem é, como eu, estudante e professor (portanto, pobre por definição), e não tem como comprar um gadget que viabilize a portabilidade da leitura digital assim sem mais nem porquê, os livros “físicos” ainda são a melhor opção para se levar ao banheiro.

  17. damnerd says:

    Vai levar um tempo até que a sociedade se acostume com a ideia de que os dados num computador são coisas reais. E mais, com o avanço da tecnologia as cosias vão ficar MELHORES. Discoordando dos audiófilos (aka bichinhas) a qualidade do áudio e vídeo dos arquivos irão aumentar. Quantos gigabytes cabe num CD? Quantos cabem num bluray? Quantos vão caber na próxima mídia? Imagem HD já chegou, daqui a pouco teremos áudio HD também. Até porque o pessoal tem que inventar maneira de gastar o espaço “vazio” que teria.

    Achei que você ia falar da próxima revolução sobre posse: ter os arquivos na “nuvem”. Pra mim a parte mais legal do steam é quando troco de computador reinstalar os jogos sem nenhuma dor de cabeça. As pessoas não precisam ter a música no computador e fazer backup dos dados, ai meu deus minha coleção! Entra lá no iTunes (estou supondo que funciona igual o Steam) e pega a parada de novo. Qual a chance de um amigo seu pegar o cd ou lp emprestado e arranhar? Compare com a chance da apple se foder o suficiente para perder seus arquivos. Eu confio mais nos servidores da apple que no meu hdzinho velho de guerra.

    Mas sempre vão haver os retrógrados que precisam segurar as coisas para saber se pertence ou não a eles.

    • Izzy Nobre says:

      É, faltou falar da nuvem. É que o texto tava ficando muito grande já.
      A maior desvantagem da nuvem é o fato de que existe o risco do serviço ir pro caralho e você ficar na merda (que é uma chance ínfima no caso da iTunes Store e do Steam).

    • ChoseTheCake says:

      Eu não uso iTunes, mas sim o Spotify, que é um programa GRATUITO que disponibiliza uma imensa biblioteca de música em troca de ser forçado a ouvir um comercialzinho de 30seg a cada 4 ou mais músicas (nunca contei) o que facilita muito mais, você troca o computador ou da pau no seu PC e é só instalar o spotify denovo que ta tudo ali.
      Em relação aos jogos e a steam, eu creio que o futuro vai muito além disso, já existe um programa(site? não sei ao certo) que faz “livestream” de jogos pra você jogar, ou seja, ao invés de pagar e baixar os jogos como se faz na steam, você paga pelo jogo e simplesmente joga, sem ocupar espaço nenhum

  18. Brito says:

    Resume download = retomar download

    A argumentação faz muito sentido.

    Pessoalmente, não achei um bom jeito de ler comics na tela, embora leia alguma coisa, sim.

  19. kblosnack says:

    to quase começando a investir no comixology pra ler quadrinhos, só é foda o preço (acho um pouco caro se comparar com os preços daqui) e ler no meu milestone 2 é tenso as vezes, mas gosto de ler meus mangás e ter meus jogos de PS3 na estante, sei que é um movimento inevitável mas ficarei bem triste quando jogos forem 100% digitais

  20. Zeca says:

    Muito bom o texto Izzy, mas porra, pra pessoa consegui mofa/molha/rasga um livro fisico ela tem que ser foda hein!?

  21. tudo mudou, tudo muda. e qualquer um que se mantenha conservador hoje em dia está assinando sua sentença de morte tal qual um fumante aos 16 anos de idade. concordo com o texto. ainda amo livros e gosto de tê-los nas mãos, mas não é pratico, definitivamente não. a apple redesenhou o mercado musical com o lançamento da iTunes. eu que me mantinha conservador quanto aos bons e velhos CDs e DVDs hoje simplesmente olho pra eles com nostalgia e tristeza pelos R$ 30 que paguei ali, outros R$ 110 em outro canto, vendo todos empoeirados e arranhados. não passam de itens de colecionador! a apple me reeducou. hoje eu prefiro comprar online, tudo! se eu perder minha biblioteca de musicas por uma pane no HD, simplesmente baixo tudo de novo sem pagar mais por isso. jogos nem se falam! o Steam mudou a vida dos gamers que não precisam mais se preocupar em guardar os papeizinhos com os seriais do jogos que podem ficar arranhados tão rapidos quanto os meus amados CDs e DVDs. ainda é possivel ser classico sem deixar de se utilizar de ferramentas modernas! personalidade está em você, e qualquer capricho conservador hoje só lhe serve de pose.  mas você ainda tem que ser você, para todo caso…

  22. Wellington says:

    Izzy,
    Tenho vários jogos e a grande maioria tudo pela Steam, Origin, PSN… hoje eu só compro os jogos quando tem uma edição de colecionador, por exemplo, o Diablo III, Halo, entre outros. Mas sempre dou preferencia para o conteúdo digital que é muito mais prático.

    Livros: tenho vários também, e estou pensando seriamente em doar os que não possuem conteúdo digital e os que são autografados. Essa história de “levar uma mulher” para sua casa e ela ver toda a estante é balela … do que adiante ter milhares de livros e não ter lido a metade e/ou não saber dialogar.

    CD’s: eu tinha uma coleção de ~1000 CDs de rock (entende Rock como: Death Metal, Heavy e etc…) hoje, se eu tiver 3 CDs é muito e todo o conteúdo está em HD externo (50gb de música).

    Filmes: tinha várias coleções de DVDs e tenho uns 5 hoje ou um pouco mais, nem edições especiais também; sou fã de TLOTR e não comprei a versão estendida BlueRay.

    Sem esquecer, excelente post!!

  23. Tiago Sá says:

    Ta, então me faz um favor, manda tua coleção de quadrinhos pra mim porque aqui ou não sai, ou é tudo cara pácarai.
    Obrigado <3

  24. Filipe Belatti says:

    Esse é um assunto que gera bastante ~polêmica~. Concordo com um dos pontos principais defendidos pelo texto: a praticidade do digital. Realmente, localizar uma música que você queira ouvir ou um filme para assistir é muito mais prático em um acervo digital.

    Vou citar um exemplo que talvez não tenha NADA a ver com isso, mas ainda acho válido: quando era mais novo e brincava com meus legos sempre queria montar algo novo, e aí vinha aquele sacrifício que era encontrar aquela determinada peça, as vezes demorava tanto que o tesão pela coisa já até havia passado. Acho que essa analogia pode ser usada quando você quer encontrar um cd, ou um dvd. Fora que com o digital é possível terminar de assistir aquele filme na fila do banco, ou no caminho para o trabalho, aproveitando assim todo o seu tempo livre.

    Acho que as pessoas não sentiram tanto a mudança com relação as fotos, músicas e filmes, pois foi tudo bem gradativo, pelo menos pra mim, e era mais fácil de aceitar essa grande vantagem da comodidade. Só vejo mais extremismo com relação aos livros, apesar da praticidade ser a mesma do que das outras mídias as pessoas ainda insistem no “cheio do papel”.

    Mas escrevi esse comentário gigante (desculpa por isso!) apenas para dar minha opinião com relação a um ponto do texto: Card Games. Realmente, os jogos online facilitam muito a vida, pois acho que o maior problema enfrentado por quem curte jogar é a falta de amigos que também jogam e o preço de cada carta (se quiser se manter competitivo), mas eu gosto muito de ter o card físico. Pra mim são pequenas obras de arte (ok, agora estou supervalorizando), mas gostava de ver o desenho de cada carta, o texto impresso, e até mesmo aquela sensação gostosa de embaralhar o deck. Acho que é a única coisa que eu realmente não sinto como tendo a posse do arquivo digital.

    Abraços!

  25. Gustavo Sá says:

    Talvez mude de opinião depois, mas prefiro ter o livro simplesmente porque fica “bonito” na estante. inclusive, sempre compro o livro físico e compro(ou baixo) o livro pra ler no iPad, por exemplo. o livro físico pra mim serve pra enfeitar a estante, eu sei que é mais pratico o ebook, mas não consigo deixar isso de lado, tenho que ter os dois, um para ler e o outro pra estante.

  26. Vinícius Sanches says:

    Izzy, acho que você tem um argumento decente em prol da digitalização. Li os comentários anteriores e todos mencionam a praticidade do mp3, a facilidade dos ebooks e a qualidade dos filmes, mas acho que a necessidade fala mais alto nessas horas, sabe. Se você tem necessidade de espaço, então a melhor saída é mandar tudo pra nuvem. Se você tem necessidade de arquivar processos e notas fiscais, por exemplo, é recomendável uma cópia física. Acho que a saída é se adaptar a tudo.

    Por exemplo, twittei pra você outro dia que seu livro foi o primeiro e único ebook que eu tive saco de ler de ponta-a-ponta. Ou eu lia nesse formato ou eu pagava pra imprimir e folhear na mão. Se é pra pagar alguma coisa impressa, que fosse seu livro original na forma física então já duma vez.

    Funciona bem pra mim essa filosofia do adapte-se. Boa sorte na digitalização do seu conteúdo!

  27. McFly says:

    Assim como há o risco da sua casa pegar fogo e você perder todas as suas mídias físicas. Meu ponto é que não há real vantagem nas mídias físicas.

    Hoje eu pago o serviço de nuvem da Sony para manter meus saves guardados. Garanto que a chance de eu perdê-los é bem menor do que a chance de queimar meu HD.

    E quantos sabes de PSone e Ps2 eu já perdi por ter problemas nos malditos memory cards…

  28. Luís says:

    alguém faltou as aulas de calculo, seria

    f(x)= x do forró, e não f(x)do forró

  29. Adriano says:

    Há tempos vc não escrevia um texto tão bom! Pare com essa frescura de vídeos, você é um excelente escritor

  30. Breno says:

    Só não acho que Magic Online seja esse câncer todo que você mencionou, até curto jogar (apesar de não substituir o jogo físico).

  31. Newton S. says:

    Ainda tenho CDs, DVDs e livros físicos, virtual apenas os games, mas pelo jeito, por pouco tempo né =/

  32. MH says:

    Concordo plenamente, quanto mais digitalização, melhor. Eu bem que queria ter um ebook reader legalzação que nem o seu, Izzy, mas aqui nem vende daquela marca, e eu não sei de um bom pra comprar(Já que naquele review que tu fez do seu, todo mundo falou que os que tinham aqui eram ruins e tal). :\ Por isso, e somente por isso, eu continuo lendo livros impressos, já que ler demais nessa tela branca horrorosa do PC ou do Ipad fode minha visão demais…

  33. Nathalia says:

    Eu tenho um kindle, a maioria dos livros que leio por hobby (ficção), estou lendo neles. O problema mesmo é a questão do idioma. Apesar de ter domínio no inglês, gosto de ler no português… então a leitura não fica muito ao meu gosto.

    Mas quanto ao fato de não possuir o físico, discordo em uma parte. Sou estudante de arquitetura e aspirante a desenhista. Costumo, quando estudando para fazer um projeto, usar um ou mais livros ao mesmo tempo, buscando referências, etc. Fica uma zona no meu quarto, mas é a melhor solução. Ainda não achei um tablet no qual eu consiga fazer isso sem ir e voltar e ficar trocando de livro. Talvez quando eu tiver um tanto de monitor como o Stark… O mesmo quando estou estudando anatomia em desenho. Então eu ainda tenho minha estante repleta de livrões grossos e pesados heh.

  34. Gabriel Shinohara says:

    Eu gosto de ter o CD em mãos… folhear os encartes, ver a arte da capa tudo ali, na minha frente. Apesar da maior parte das vezes ouvir as músicas em MP3.

  35. Lucas. says:

    Concordo completamente contigo. Depois que eu comprei meu E-reader, nunca mais coloquei a mão num “livro de verdade”. Uma outra vantagem do formato digital que você não citou, e que para mim é muito foda, é a capacidade de adquirir coisas que nunca acharia para vender aqui na minha região, numa velocidade papaleguística. Por exemplo, esses dias eu comprei um livro digital no Amazon que NUNCA acharia por aqui; e o pior: se me atrevesse a comprar o livro no formato físico, provavelmente demoraria uns quinze dias para chegar aqui em terra brasilis, além da chance do produto vir todo zoado devido ao trabalho porco feito pela aduana. No formato digital, em quinze segundos o livro estava em meu E-reader, pronto para ser lido =)

  36. Gabriel says:

    Izzy, esse ano chega a Amazon no Brasil e estou pensando em comprar um kindle (dizem que ele será vendido aqui). Você já chegou a usar um? Se sim, ele é bom?

  37. Augusto says:

    muito bom o texto, mas tem algumas coisas que eu nao concordo pelnamente, pois eu sou um leitor de mangás asciduo, leio eles online, gosto muito de le-los online, porém eu gosto muito de ter uma coleçao com todos os que eu gosto, por mais que eu não leia eles há muito tempo. isso que é ter uma coleção, isso provavelmente tu concorda comigo, porque tu tem a tua coleção de quadrinhos, e acho que algumas mídias, como mangá e quadrinhos, a transferência para o digital será muito mais lenta por causa das coleções. Teus textos são muito bons, até me inspirei neles pra fazer uns meus, mas costumo falar mais sobre mangá mesmo XD

  38. Caio Everton says:

    Achei o texto um pouco extremista. Sou dos gosta de coisas digitais, mas nem por isso deixo de gostar das físicas. E da forma como você fala, SÓ HÁ desvantagens na física. Muitas das dasvantagens citadas por você, inclusive, são culpas da sua bagunça ou de alguma situação específica. NUNCA perdi DVDs, CD, livros ou revistas pela casa a ponto de pisá-los; nunca acumulou mofo nisso tudo (a ponto de estragar, só aquela que um pano limpa em segundos); e nunca fiz mudança pra saber o quão é inconveniente.

    Sem contar que tem a galera “colecionadora” (no sentido novo da palavra), que são aqueles que gostam de edições especiais, raras, ou que vem com frescurinhas, etc.

    Outros fatores como qualidade (streaming nenhum chega perto dos Blu-rays); preço e disponibilidade (livro digital e assinatura custam relativamente o mesmo preço ou mais do que os físicos por aqui, e os acervos são ridicularmente pequenos); ter aparelhos compatíveis; ter uma experiência no mínimo parecida (ler livro e ver filme no celular?); ter que gerenciar espaço (no HD do PC, na memória interna do gadget); não poder revender, trocar, emprestar, dar… Enfim, existem desvantagens além do servidor cair. E isso considerando o digital “legal”, não os torrents da vida (aí já são outras séries de vantagens e desvantagens).

    Tenho muitos jogos no steam, um caralhada de mp3, muitos HQs, revistas e livros em pdf, filmes e seriados em mkv, mas não deixo de assinar a Super, de comprar Blu-rays de filmes que gosto, CDs ocasionalmente e jogos de PS3. Não precisa ser 8 ou 80, ficar de guerrinha boba. Dá muito bem pra conviver com os dois meios. Cada um que tem decidir o que é melhor para si mesmo.

  39. Thiago says:

    Veja só Senhor Israel, eu ainda “coleciono CDs”. No meu caso, que considero RAMONES a melhor banda do mundo (pq eles são) eu tenho todos os CDs dos caras aqui na minha estante, com os encartes, com fotinhos e tal… coleciono CDs “raros” tbm, que tenham alguma versão específica, como o por exemplo a minha última aquisição, Dark Side of The Moon (versão original + um disco com a o show gravado ao vivo em Wembley de 1974). São discos específicos, com encartes legaizinhos, (alguns com caixas de papel e tal, que lembram LPs) que me fazem ter vontade de comprar. A loja que eu frequento é mais velha do que eu, de propriedade de dois irmãos viciados em rock and roll, que sempre me dão discas sobre novas (velhas) bandas para ouvir. São vários fatores que me levam a comprar discos… que vão muito além de ouvir uma boa música. (É +/- como os caras de TBBT irem na loja de quadrinhos, talvez a única forma de interagir com a sociedade)

  40. Camargos says:

    Tu ta perdendo a prática ou ninguem conhece The Doors?

  41. Douglas says:

    Porra Magic é complicado? Aprendi com uns 9 anos.

  42. Ronaldo says:

    Nunca experimentei um eReader mesmo, mas leitura de livros com tablet posso afirmar que é uma merda. Como dito, cansa a vista, realmente não rola.

  43. Pedro Mota says:

    Creio que a melhor maneira é misturar tudo,qualquer coisa pra mim serve,tenho um vinil do Jeff Beck,alguns cds,uma CARALHADA de musicas no HD(algumas em qualidade de 128 kbps,tava difícil achar,hora ou outra caço em melhor qualidade),já li altos livros em pdf(no notebook mesmo,apesar de ter estímulos distraivos o suficiente pra fazer parecer ter TDAH,consegui ler 100 páginas de um unico livro em algumas horas,como se fosse livro normal).

    Únicos pontos que eu gostaria de tocar:

    Eu não compro quadrinhos sempre,e quando compro só faço com arcos fechados em encadernados,e facilmente compraria HQs soltas pra ler em tablets,economiza espaço mesmo,mas as que eu curto muito eu compro.Quanto ao Magic,pra mim é algo bem social,como acho chato ter que sustentar uma amizade online,não dispenso o Magic de papel,mas também sou esperto suficiente pra ver que se eu quiser jogar online e nao ficar liso,Shadow Era é um excelente jogo,e se o cara joga Magic o cara já chega com uma certa habilidade no jogo,não sei por que galera reclama.Resumindo o bom é agarrar o que está ao alcance sem frescura,compre coisas físicas se realmente gostar,mas como diria a pirralha do comercial velho da TV El Paso:”Why don’t we have both?”

  44. Danilo Gomes says:

    Desde que eu ouça a música pra mim tanto faz que seja por cd, vinil, mp3 — apesar de eu só ouvir através da ultima opção. Agora, em relação a livros e HQs não sei bem o porque, mas a sensação de ler um livro/HQ físico é muito mais legal e prazeroso.

    Como você disse, virar páginas de papel não é grande coisa, mas, mesmo assim, um livro/HQ físico — pelo menos pra mim — ainda não é totalmente substituível por ebooks ou quadrinhos digitais — apesar de que se todas as HQs e livros que eu li/leio eu possuísse em formato físico, seria uma bagunça foda aqui em casa. Porém não deixa de ser muito bacana você ter uma estante cheia com seus livros e quadrinhos preferidos.

  45. Tânia B. says:

    Kid, concordo com quase tudo no seu texto. Na parte dos quadrinhos, isso se extende pra todos os tipos de revistas, ler no iPad é muito mais legal do que ler a revista mesmo. Comprava várias revistas na época que eu tinha iPad. CDs? Tenho uns 2 ou três perdidos em alguma gaveta. E pra falar bem a verdade, quase não baixo músicas, ouço muito no Grooveshark mesmo.
    Mas quanto aos livros, não concordo. Eu tenho um Kindle, geralmente acho todos os livros que quero em versão e-book, mas por alguma razão, não gosto tanto quanto os livros de papel. Nunca consegui terminar um livro no Kindle. Eu gosto de folhear o livro sim, do cheiro e da textura de um livro novinho, que acabou de sair da loja, especialmente daqueles cujas páginas não são brancas, mas levemente amareladas, o que deixa a leitura bem mais confortável. Meu Kindle, coitado, ta abandonado lá. :/

  46. ugo says:

    Oi,

    você mantém uma coleção lossless de música, ou não acha necessário?

  47. JonasRS says:

    Eu mesmo penso em doar os meus e olha que sou aluno de Biblioteconomia =P

    Mas acho que quanto ao livro físico, ele sempre vai existir. Pq uma coisa que tablets e pcs são ruins é no quesito luminosidade. A luz que é jogada em nossos olhos é forte contínua, prejudicando a leitura e até mesmo podendo gerar problemas futuros nos olhos.

    Mas quanto a um comentário sobre se livrar de livros, sou um maior apoiador. Os dispositivos digitais estão ae para simplificar nossa vida, se queremos um livro físico, então vamos pegar em uma biblioteca 🙂

    • Tânia B. says:

      Por isso mesmo existem os e-readers, com telas de e-ink, que não emitem luz e fazem a leitura bem mais confortável. Tão confortável quanto o livro físico. Mas ainda assim, a experiência não é a mesma. Eu prefiro o livro de verdade.

  48. Gustavo says:

    Concordo com tudo, na questão ”praticidade” realmente nem se compara.
    Mas eu absolutamente não consigo gosta de livro digital. É sobre SENSAÇÃO, e não passa a mesma sensação da real thing. Eu gosto de estantes cheias de livros, e também de jogos.
    É, sou fã das caixinhas também.

    Mas sim, um dia essa ”minha raça” se extingue em nome do conforto, se é bom ou ruim, vai de cada um.

  49. casaesm says:

    Concordo com tudo. Isso é simplesmente a evolução. Mais praticidade, menos espaço ocupado… Quem quer negar que a tendência é colocarmos tudo em nossos computadores, está enganado, ou é simplesmente muito retrógrado pra admitir isso.

    Mas eu realmente NÃO CONSIGO ler livros no computador. Gostaria muito de conseguir, isso ia facilitar muito minha vida. Mas eu acho muito mais cansativo do que ‘no papel’. O porque, não faço ideia, mas eu acabo cansando com muito mais rapidez.

  50. Leonardo says:

    Muito bom o texto…
    Concordo com tudo… Adorei a parte em que como seus DVDs podem levar ao divorcio…. Hehehe… Acho q o netflix pode salvar casamentos… Rs….
    Abraços…

  51. Pedro says:

    Izzy, em primeiro lugar, ótimo post.
    Acho classe ter opiniões variadas pela internet, e
    os comentários são sempre a outra metade do post, com
    argumentos diferentes e apesar de menos engraçados, tão interessantes
    quanto o post.
    Queria levantar uns pontos:
    Discos- Ok, eu realmente prefiro uma biblioteca organizadinha no meu iTunes do que a porra de uma penca de cd sem capinha perdido por aí.
    Games e Filmes -- adoraria ter games e films no meu pc, mas os planos de internet 3G absurdamente lerdos -meus downloads vão a incríveis 12 kbps -- e com preços abusivos são infelizmente minhas unicas opções e não me permitem tal luxo.
    Agora sobre o livro… Acho diferente. Eu sou quadrinista , e devo dizer que nada me satisfaz mais do que pegar um trabalho meu impresso na mão e folhear. Pode parecer frescura, mas é inexplicável. Você se sente imortalizado ali.
    Algumas coisas de edições impressas tbm simplesmente não tem como ser substituídas, como o cheiro do papel, a lombada classe que fica bonita na estante, aquele papel tal que deixa a arte diferente do que ficaria em qualquer outro… Podem parecer pontos bobos, mas não são.
    Mas enfim, em muitos pontos concordo contigo, e novamente deixo claro que foi um ótimo post : )

  52. Michael says:

    “Hoje, não consigo imaginar algo mais inconveniente que ir fuçar na estante procurando O filme que eu quero assistir hoje a noite, finalmente achar a caixa, trazer pro DVD playe”

    Não colocar o DVD na caixinha = bunda-sujismo

  53. chaco z2 says:

    champion パーカー

  54. Brito says:

    Quide, quando disse “resumir” (resume) creio que quis dizer “retomar”.

  55. […] substituir todos por versões digitais. Essa epifania sobre os livros foi devido a outra leitura, iTunes, Steam e outros: como o paradigma de posse mudou ao longo dos anos (e como ele vai mudar aind…. Eu já tinha essa ideia, só faltava por em […]