Tive alguma dificuldade em elaborar um texto pra essa resenha (que na verdade não é resenha, e sim Primeiras Impressões). Quando resenho um PSP, ou um DS, ou o Archos, ou até mesmo o iPhone, há muito a respeito do funcionamento do aparelho que vocês desconhecem. Muitos nunca viram alguns desses gadgets de perto, e nem sabem exatamente o que eles fazem.
Há bastante o que explicar, e esse tipo de texto acaba sendo bastante elucidativo pra quem tava afim de comprar mas precisava de mais informações, ou pros curiosos que queriam apenas saber do que se trata o aparelho.
Um UMPC, por outro lado, é apenas um computador bem pequeno. Você já sabe o que um computador faz; a mudança de tamanho não altera tanto assim as capacidades do aparelho. O que muda, e muito, é o tipo de uso que você dará ao bicho. Mas abordarei isso melhor quando fizer a resenha de verdade.
Como ACABEI de comprar o troço, ainda não tenho muito a oferecer a vocês além de impressões superficiais. Em primeiro lugar, o Acer Mini Aspire One (o que sugere os inevitáveis follow-ups Mini Aspire Two, Three, Eight Hundred) é BEM leve. O negócio pesa apenas um quilo, é uma delícia leva-lo de um lado pro outro na casa, sabendo subconscientemente que apesar de não estar carregando quase nada em termos de carga, há um computador de verdade na sua mão.
Em segundo lugar, o bicho é PEQUENO. Como palavras não fazem justiça a esse tipo de comparação, nada melhor que fotos pra ilustrar isso:

Lado a lado

Idem

Comparação do tamanho do Mini Aspire

Olha a diferença
Passei o dia inteiro no trabalho jogando alguns RTSs old school (Command & Conquer, C&C Red Alert, Settlers II, Commandos; falta-me Warcraft 2 e Starcraft) e me acostumei tanto ao layout diminuto do Mini Aspire que, ao chegar em casa, os olhos estranharam a telona “imensa” do meu HP Pavilion. Foi estranho se condicionar novamente às páginas largas dos meus sites favoritos; o desktop então parecia ter adquirido proporções titânicas que eu por algum motivo jamais havia notado antes, com os ícones a quilômetros de distância uns dos outros.
Usei um Asus EEE PC rapidamente numa loja e a impressão que me deu é que era tudo muito apertadinho; beeeem desconfortável pra longos períodos de tempo. Achei o teclado uma merda, também – tanto no espaçamento entre as teclas, quando na sensibilidade dos contatos.
O Mini Aspire aumentou um pouquinho só as proporções da tela e do teclado, e o que soaria como uma diferença quase imperceptível proporciona muito mais conforto de uso.
A propósito, um comentário que eu preciso fazer é que os vendedores lá da FutureShop não sabem de porra nenhuma. Eu e o Trevor (ele comprou um também) estávamos fazendo perguntas genéricas sobre os UMPCs – Ultra Mobile PC, sigla que está sendo abandonada em prol do termo “netbook”. Eu particularmente prefiro UMPC, porque não acho que o uso deles se restrinja ao acesso à internet -, e aí eu perguntei se poderia jogar algumas bobagens nele.
O vendedor riu com arrogância e falou “bom, você quer jogar Paciência? Se sim, ele roda de boa…”
Expliquei que não planejava jogar os últimos lançamentos da EA, e sim joguinhos bem antigos, de 10 a 12 anos atrás, do tempo que a idéia de um processador com clock saindo da casa dos megahertz e subindo à dos gigahertz parecia algo vindo da ficção científica. O cara continuou insistindo pomposamente que “se eu tou pensando em joguinhos, estava procurando por computadores no lugar errado”.
Ok, o mongol continua pensando que eu vou pegar a porra do laptop e ir logo em seguida pra área de jogos pegar Crysis e Call of Duty 4. Tentei explicar com mais paciência.
“Cara, não quero jogar nada que requer sequer placa de vídeo. Os jogos que tenho em mente são jogos de estratégia bem velhos, lançados em meados dos anos 90, quando um Pentium II 233mhz com 128mb de RAM era o ‘requerimento recomendado’ dos últimos lançamentos. Se meu 486 rodava Settl…”
E o cara me interrompeu de novo pra falar que eu tava perdendo meu tempo, que a arquitetura dos Intel Atom não aguentam jogos, meio que fazendo soar como se o laptop fosse explodir se eu ao menos pensasse em clicar em um .exe que não fosse o Notepad.
Mandei o cara se foder mentalmente ao mesmo tempo que fazia um movimento de desdém com a mão. Falei que queria um mesmo assim. O vendedor pega a caixa do laptop e, exibindo plenamente toda a sua ignorância em matéria de informática, me pergunta sarcasticamente como é que eu pretendo instalar jogos num computador sem drive ótico.
(UMPCs não têm drive de CD/DVD, o que sinceramente não faz falta nenhuma nesta era de conexões de 10mbps. Não lembro a última vez que usei o drive de DVD do meu HP Pavilion)
Aparentemente o sujeito jamais ouviu falar de drive virtual, daemon tools, nada disso. Executei um :rolleyes: imediatamente.
3 horas depois, o desktop do meu Mini Aspire está enfeitado com os atalhos pra todos os jogos que eu pretendia jogar. NENHUM deu problema. Aliás, graças ao Windows XP que vem na máquina, alguns deles rodaram melhor no Mini, do que no meu HP com Vista.
Chupa, vendedor otário.





Ô Kid, me conta uma coisa, a autonomia da bateria, qual a durabilidade desconectado da tomada na prática, já deu pra ter uma idéia?
Enquanto o proximo post não vem, Falipe Massa vai: http://img186.imageshack.us/img186/7576/massa1ma9.gif
Kid, para de providenciar os mini-Kids e posta logo, porra.
Rindo de quem deu dinheiro pro Kid hospedar os HBDCast
Se o Kid não morreu deve estar pensando em uma desculpa que acha que a gente vai engolir pelo desaparecimento.
aow kid, eu comprei um umpc tb. o msi wind. recentemente adicionei mais 1gb de ram nele e atualizei a bios para uma versao beta, que aumenta a memoria de video de 64mb pra 224mb, permite um ‘one button overclock’ de 1.6 pra 1.98 quando tah na tomada. qdo tah na bateria, a mesma hotkey reduz o clock pra 800mhz pra aumenta a duração. bastante bacana, to ateh jogando wow no notezim ^^
Tu é o homem do dinheiro hein, tá comprando tudo… todo dia é um post novo com “Não resisti – Comprei algo” =D