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[ Resenha ] Pebble Time Steel

Postado em 20 November 2015 Escrito por Izzy Nobre 15 Comentários

pebble

Desde que vi smartwatches pela primeira vez, achei que era o cúmulo do “tenho muito dinheiro e não sei o que fazer com ele”. O primeiro Pebble, que foi uma das maiores histórias de sucesso do Kickstarter, até me fez pensar “putz, pena que não funciona com o iPhone. Maldito Steve Jobs…” por alguns instantes. Só que no geral, parecia custar demais e fazer de menos.

Talvez por isso eu preciso explicar por que finalmente embarquei nos wearables pra começo de conversa. No meu trabalho temos direito a algo chamado Flexible Spending. O artigo na wiki, que eu só li por cima porque estou sem paciência, se refere ao modelo dos EUA, e parece bem diferente do exercido pelas empresas canadenses. Então deixa eu explicar rapidim.

Todo ano, a empresa para qual eu trabalho dá uma “mesada” para os funcionários. O valor varia com o tempo que a pessoa tem de “casa”. Alguns que tão lá há muitos anos ganham 3 mil dólares. Eu, ainda recentemente novato, recebo apenas 600 dólares.

A idéia por trás disso é incentivar o crescimento profissional ou de saúde do funcionário. Você pode usar essa grana pra comprar qualquer coisa que possa ser razoavelmente justificada como uma compra profissional ou de fitness. O pessoal dos Recursos Humanos manda todo ano o PDF com artigos permitidos pelo Flex Spending; na prática, a única coisa que você não pode comprar é videogame.

Vale praticamente tudo. Quer um iPad? Você compra, manda o recibo pro RH, e marca num curtíssimo formulário uma caixinha que diz “leitura” (eles explicitamente permitem comprar iPads pra essa função; tá descrito por nome no tal PDF que eles passam).

Quer uma esteira nova, no mesmo formulário tu marca “fitness”. Tá afim de uma nova câmera, tem uma caixinha que diz “fotografia”.

No ano passado, eu usei a grana pra pagar meu curso de EMR — que embora não tenha NADA a ver com meu emprego, ainda é considerado pela empresa como “crescimento profissional” e eles honram o recibo –, e com o restante comprei uma Nike Fuel Band. Como ela não é a prova dágua, tratar pacientes com o troço se tornou inviável, e eu parei de usar no trabalho. Em seguida, parei de usar de vez, que é o destino de 99% dos instrumentos comprados com intenção de se exercitar mais.

O cabide no formato de bicicleta ergométrica na minha sala que o diga.

Recebi o email da galera do RH dizendo “ei, só pra lembrar, estamos já quase em novembro e você ainda não usou a grana que estamos literalmente dando pra você, acorda Izzy!”, e subitamente comecei a pensar em smartwatches. Sendo essencialmente de graça, peguei um Pebble, o original lá do Kickstarter.

E já de cara gostei tanto da experiência que devolvi e peguei então o Pebble Time Steel, uma versão mais recente.

pebble1

Logo de cara: por que esse Pebble Time Steel, e não um Moto 360, um Samsung Gear S2 ou um Apple Watch? O primeiro motivo é o preço. Por exemplo, o Apple Watch mais barato aqui no Canadá custa 450 dólares. O Samsung Gear S2, 400 conto. O Moto 360, 380 dólares (novamente, esse é o mais barato).

Em contrapartida, o Pebble MAIS CARO — ou seja, o com mais features, mais recente, e mais bonito — custa 300 dólares. Há até uma versão de 100 dólares, que é o Pebble original. Ou seja, o Apple Watch mais barato é mais de quatro vezes mais caro que o Pebble mais barato.

Por mais que o meu trampo esteja pagando a parada, eu não quero torrar minha “mesada” inteira com algo cuja utilidade é questionável. Então, comprar o mais baratinho me parece uma idéia sensata.

Em segundo lugar, ser a prova dágua. Parece bobagem, mas como eu literalmente não posso usar um relógio que não seja a prova dágua no trabalho, isso inviabiliza vários modelos de smartwatch. Ouço muito dizer por aí que o Apple Watch é “não-oficialmente a prova dágua!”, mas eu não arriscaria entrar numa piscina com um brinquedo de 450 dólares sem saber com certeza absoluta que ele não se tornará um peso de papel.

O Pebble Time Steel não é apenas “resistente” a água, que é o máximo que a maioria dos smartwatches (todos?) podem oferecer. Ele tem certificação pra até 3ATM, ou seja: dá até pra nadar tranquilamente.

relogim

Parece bobo que ser a prova dágua é um feature tão importante…

Em terceiro lugar, o Pebble ser mais como um relógio, enquanto os outros smartwatches tentam (e falham) ser um computador no seu pulso. O que eu passei a ver, após essas semanas com o Pebble, como a direção errada. Vou explicar lá mais tarde, porque eu acho que isso é o âmago da questão “pra que comprar um smartwatch, afinal?”

Em quarto lugar, o Pebble passou do que convencionei a chamar de “o teste do subreddit”. É o segunte:

Em 2012 eu tava louco por um Nexus 7; fui e comprei. Me juntei ao subreddit do tablet e percebi rapidamente que, ao contrário do /r/ipad, onde discutíamos diariamente os melhores apps, joguinhos, wallpapers bacanas, que tipo de uso mais se adequam a um iPad, no /r/nexus7 era todo dia uma constante choradeira por causa de apps que não funcionava, bateria que não durava, problemas de manufatura (o famoso screen lift, por exemplo, que de acordo com os relatos afetava literalmente todos os Nexus 7’s).

Não vi subreddit pro Samsung Gear S2 (que, em sua defesa, é um dos smartwatches mais bonitos, embora aparentemente não funcione com o iPhone), mas o do Moto360 segue o MESMO padrão que notei no /r/nexus7 — uma front page repleta de reclamações.

E isso me desestimulou de comprar um Moto 360. De lá pra cá, antes de comprar um gadget, eu fico dando uma olhada no subreddit correspondente pra já ir manjando quais os problemas mais comuns, e a incidência deles.

E em quinto lugar, o Pebble (ao contrário da maioria dos outros smartwatches no mercado) aceita pulseiras comuns de 22mm. Fui numa Fossil aqui em Calgary e comprei 3 pulseiras, que troco com frequência de acordo com humor/ocasião.

bands

Começando do canto superior esquerdo: Uma de nylon com esquema de cores que combina com uma das minhas watchfaces favoritas. Uma de borracha, que é ideal pra natação. Uma de couro, mais estilosa, e a pulseira comunzona que vem com o relógio. E não chiliquem com o Blastoise e o Charizard lvl5, eles vão subindo de level.

Se você usa relógio como um adereço de moda — um dos poucos que homens podem usar sem qualquer preconceito, aliás), poder usar pulseiras convencionais é bem massa.

Então, o Pebble. Este é o Pebble Time Steel:

watch

Esse é um dos watchfaces mais útil: mostra constantemente o próximo compromisso no seu Google Calendar. O que me faz querer usar o Google Calendar com mais frequência, porque isso tem uma utilidade IMENSA pra um amnésico como eu.

O relógio tem uma tela de e-paper, que se entendo bem é mais ou menos como e-ink, mas colorida, e com refresh rate melhor. Ou seja, é melhor em todos os aspectos — especialmente vida de bateria.

O Pebble Time Steel tem a promessa de até 10 dias de funcionamento numa única carga. Compare isso à longevidade (curtavidade?) do Apple Watch, que é descrita simultaneamente como “all day” e “up to 18 hours”. Eu achava que um dia tinha 24 horas, mas enfim.

E considere que a tela do Pebble está SEMPRE ligada, sempre mostrando informação, ao contrário da maioria dos outros smartwatches que fica constantemente desligado, até detectar movimento do seu pulso pra só então ligar a tela.

Alguns dizem que “mas Izzy, que bobagem, é só carregar todo dia durante a noite e pronto“. Não é tão simples por dois motivos — um, eu já tenho TANTA coisa pra carregar diariamente que literalmente me faltam tomadas no quarto. Não precisar remanejar os outros carregadores diariamente é uma mão na roda.

Tem a questão de paradigma de uso, também. Pra mim, ficar se preocupando com a bateria de um relógio acabar é um retrocesso sem tamanho. A vida INTEIRA usei relógios cujas baterias duravam literalmente anos; ver-me subitamente com battery life anxiety é muito anacrônico; é o tipo de coisa que eu acharia normal lá em seja lá qual foi o ano que relógios com baterias foram inventados. É como se de repente existissem no mercado um monte de notebooks com baterias que duram 40 minutos de uso. Por MELHOR que seja o notebook, é difícil aceitar isso.

O foda dessa bateria anêmica dos outros smartwatches é que não poder usar o relógio durante a noite derrota um dos principais motivos pelo qual eu o comprei: o aplicativo de monitoração de sono.

E aí entramos no assunto de aplicativos. O Morpheuz, no caso, é um app que detecta sua movimentação durante seu sono, te dando uma análise de que porcentagem do seu sono é leve, ou pesada.

morpheuz

Não apenas isso, mas ele tem uma função de alarme inteligente que literalmente mudou a forma como eu acordo todo dia. É tão eficaz que eu penso que num futuro com smartwatches popularizados, veremos a forma antiga de acordar como algo meio medieval.

É o seguinte. No app, quando você seta um alarme pra acordar, você não dá uma hora exata — tu coloca um intervalo. Digamos, de 7:00 às 7:30. O que acontece é que durante esse período, o relógio ficará de olho na sua atividade de sono, esperando os movimentos corporais que evidenciem que seu sono é leve.

NESSA HORA, o alarme dispara na forma de uma vibração branda, mas crescente em intensidade, no seu pulso. Você acorda na hora, sem aquela letargia que eu (como qualquer pessoa que dorme pouco) conheço tão bem.

Chega a ser uma sensação estranha até, porque o acordar é meio que instântaneo — justamente porque a vibração vem logo quando seu sono está leve. É tipo PÁ ACORDEI OK TÔ DE PÉ RUMBORA.

Isso literalmente mudou a minha vida, eu te digo sem exagero. E o alarme em forma de vibração no pulso feels like alguém te dando tapinhas; é uma forma infinitamente melhor de acordar do que estar enfiado até o talo no sono REM e de repente a música do Halo toca no volume máximo acordando minha esposa e os vizinhos.

Eu já conhecia a funcionalidade através do Sleep Cycle, um app de celular que funciona em fundamento semelhante, só que encontrei alguns problemas com ele. O principal é que ter que deixar o celular na cama faz com que ele frequentemente vá parar no chão porque eu tô me mexendo demais, fodendo completamente a funcionalidade da parada, e o secundário é que ele não diferencia tão bem o meu movimento na cama, do movimento da minha esposa.

Ainda recomendo que você experimente, porque é realmente foda, mas monitorar seu sono com algo que está preso no seu pulso é definitivamente um método melhor. Em sua defesa, a “apresentação” do Sleep Cycle é mais polida, e os gráfico mais detalhados.

app

Aquele pico de atividade às 3 da manhã é exatamente o que você acha que é. E sim, eu ri pra caralho na manhã seguinte quando fui dar uma olhada no gráfico.

Aliás, o site do Morpheuz tem uma aparência bem amadora até. Mas é grátis, fazer o que.

Em contrapartida, ele tem uns comandos de voz daora — e eles tornam o uso mais prático e direto do que ficar mexendo na tela do celular apertando botão aqui e ali e depois passar uns 3 minutos decidindo a melhor posição do celular na cama, com receio de que ele vai cair no chão de novo.

That being said, um update recente do Sleep Cycle promete monitorar seu sono usando o microfone, em vez da vibração do colchão. Ainda não testei, fica a dica aí pra vocês.

Enquanto o Morpheuz é bem foda, o mesmo não pode ser dito de 90% dos aplicativos do Pebble Time Steel. Não é que sejam ruins — é que você rapidamente percebe que não há literalmente NADA que você queira ficar usando na telinha de um relógio. Baixei tudo, e não vi um grande motivo pra usar nada.

O Notes, um programa que faz anotações de voz, é bem bacana — mas eu já faço isso com a Siri no iPhone de qualquer forma. Tem uns joguinhos, mas qualquer pessoa que realmente passe mais de 2 segundos jogando um jogo numa porra de um relógio precisa de ajuda psicológica. Não tem muito que você realmente precise fazer num app de smarwatch.

E aí entra no que eu falei láááá no começo — o paradigma “certo”, eu venho percebendo após esse quase um mês de uso, é um aparelho que seja primeiro de tudo um relógio, e que como um leve adicional permita receber notificações/usar uma tela diferente dependendo do seu humor naquele dia em particular.

A backlight não está ligada. Essa é a aparência normal da tela do Pebble quando você tá na rua, exposto ao sol.

Smartwatches como o Apple Watch estão tentando ser mais um mini-celular no seu pulso (mas fazendo tudo de forma inferior ao seu celular), e por isso tem um preço equivalente. Isso te força a ver o aparelho como um mini-celular, e inevitavelmente você vai querer usa-lo como mini-celular.

Ou seja, você vai ficar inconscientemente se reeducando a fazer nele o que você fazia mais confortavelmente no iPhone; vai querer ficar baixando apps e o caralho, e fuçando no bicho meio que num impulso de justificar a compra do novo brinquedo.

Se o Apple Watch custasse só uns 200 dólares, ok — eu aceitaria a proposição de não esperar tanto dele. Mas custando quase 500 pau, fica difícil NÃO querer ficar usando e acidentalmente descobrindo que fazer numa tela de 1 polegada o que você fazia tranquilamente numa de 5 não tem muito benefício.

O Pebble, por outro lado, vai em outra direção. Você olha pra ele e ele meio que te fala “Oi. Eu sou só um relógio. São 15 pras 3 da tarde. Ah, e além disso, como um adicional caso você no momento não queira/não possa usar o celular, aqui está o último email que você recebeu/seu próximo compromisso no calendário“.

De forma resumida, o Pebble não te incentiva a ficar interagindo tanto com ele de uma forma tão diferente de como você interagia antes com relógios.

E isso faz toda a diferença, eu acho. Coloco o Pebble no braço e simplesmente esqueço que ele é um aparelho de tecnologia; na maior parte do tempo, olho pra ele quando quero ver as horas, e pronto. Não preciso o tirar pra carregar toda noite, ou ficar desligando recursos pra faze-lo durar mais como é a estratégia de donos do Apple Watch. Que, resumidamente, “pegue esse seu relógio de quase 500 dólares e desligue TODAS as funcionalidades que te fizeram gastar os quase 500 dólares, assim transformando-o num relógio completamente normal com a diferença que agora você tá devendo mais pra Visa“.

Mas tem as watchfaces, que são as telas dos relógios. A loja da Pebble oferece um MONTE de “caras” diferentes pro seu relógio; basta baixar através do aplicativo do celular, e enviar pro aparelho.

Pra passar aplicativos ou watchfaces pro Pebble (e confie em mim, você realmente só vai usar com frequência esse segundo item), tu acessa o aplicativo do Pebble no seu celular — aliás, o Pebble funciona com Android E iPhone, algo que a maioria dos smartwatches também não faz). Baixa a watchface, e joga pro relógio.

Algumas watchfaces são mais ativas que as outras — tem uma do Street Fighter em que os bonequinhos ficam lutando e soltando magias um no outro, uma de pokemons lutando, as analógicas tem o ponteiro dos segundos se mexendo o tempo todo –, e de forma geral esses gastam mais bateria. Mas, como falei antes, consumo de bateria não é uma grande complicação com o Pebble.

É bacana. Tem tela pra tudo que é gosto: as mais “adultas”, as inspiradas em videogame, filmes, seriados, as abstratas, as super minimalistas… enquanto a Apple não liberar a criação de watchfaces pro Apple Watch, o Pebble segue com a maior variedade nesse quesito.

Tem até uma watchface que simula aquele localizador de Aliens, mano.

O mais chato de ter um Pebble é que sempre perguntam se é um Apple Watch, e minha vida seria mais fácil se eu dissesse apenas “SIM, É“, e não “não, é outro modelo de smartwatch“, que resulta em eu tendo que explicar quase tudo que eu acabei de te explicar aqui.

Pra finalizar:

Pebble Time Watch

Prós

– Bateria com maior duração da indústria;

– Possibilidade de usar pulseiras convencionais, pra quem curte ficar trocando o estilo do aparelho;

– Tela sempre ligada e disponível;

– Maior variedade de telas;

– Mais barato;

– A tela de epaper é sensacionalmente visível mesmo sob a luz direta do sol; aliás, ela é MAIS visível sob luz direta do sol;

– À prova dágua*

– Eu me esforcei pra pensar em todas as coisas que me incomodam no relógio pra inserir na lista de contras e não consegui pensar em muitas. Isso é um bom sinal;

 

Contras

– A integração com o iOS, por causa das típicas limitações da Apple, não é plena (você não pode usar Siri sem jailbreak, ou responder mensagens no relógio. Embora eu não veja grandíssima utilidade em responder um email numa tela de 1 polegada). Se você usa Android, ignore este item;

– Não tem tela de toque, você interage com o aparelho apenas com os botões (dois direcionais, um de seleção, e um de “voltar”);

– O bezel (ou seja, o friso ao redor da tela) é consideravelmente grande, o que o torna menos bonito que outros smartwatches. Se dessem um jeito de reduzir esse bezel ficaria irado;

– Comparado ao Samsung Gear S2, não é o smartwatch mais bonito do mercado;

– Não tem um alto-falante, ou seja, ele só te alerta de notificações através de vibração.

Conclusão: pode não ser o mais bonito, mas com longa bateria, à prova dágua, podendo mudar o estilo livremente com pulseiras convencionais, e simplesmente não ficar te distraindo tanto pra ficar mexendo na parada compulsivamente, o Pebble é o smartwatch mais “relógio” de todos os outros — e eu acho isso seu ponto mais forte.

*Tecnicamente, a própria Pebble diz que o aparelho é apenas “resistente a água”. Acontece que a definição de “waterproof” na gringa é uma questão legal espinhosa — pra que eles possam REALMENTE chamar de “à prova dágua”, plenamente, o bicho tem que ser essencialmente um relógio especial pra mergulhadores, daqueles que vão a profundidades de mais de 30 metros, e você possa sair apertando os botões embaixo dágua sem qualquer problema. A Pebble recomenda que você não fique apertando botões embaixo dágua, mas a menos que você seja mergulhador profissional ou queira MUITO jogar Pixel Miner na piscina, pra fins práticos o bicho é à prova dágua sim.

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Categorias: Tech Toys

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

15 Comentários \o/

  1. Philippe says:

    Tenho um Pebble Time, comprei há 3 mesese não me arrependo.

    A primeira vantagem é o fitness tracking que ele realiza, pratico corrida e o melhor log de atividades é realizado pelos aplicativos que estão no Pebble -- controlar a música pelo relógio enquanto corre, também.

    Trabalho na área de construção e um dos lugares menos sugeridos para se levar um celular é o canteiro de obras: poeira, risco de queda, risco de cair algum material sobre ele, etc. Além disso, existe uma recomendação no trabalho para não utilizar o celular durante as atividades. A solução que encontrei foi o Pebble.

    Com o celular no bolso (e no silencioso) eu sei quem está me telefonando e decido se vou atender ou recusar, leio as mensagens que chegam (se for WhatsApp posso responder por voz), sou alertado dos compromissos e fico sabendo imediatamente se houve alguma mudança no projeto ali mesmo dentro do canteiro de obras, sem precisar pegar no telefone.
    O mesmo vale para um ambiente que ocorre uma reunião, ou no hospital, cinema, etc.

    Se você trabalha em escritório, ou com o celular em cima da mesa ao lado do computador, não vejo grandes vantagens em ter o Pebble.

    Minha queixa vai para o material dele que aparenta ser bem frágil e para a falta de um medidor de frequência cardíaca (acredito que sua ausência se justifique pelo custo barato).

    • Izzy Nobre says:

      Eu devia ter mencionado isso. Trabalho num laboratório, com luvas, não posso ficar mexendo no celular. Poder checar as notificações no pulso é uma mão na roda.

      Sobre o material, penso que você se refere ao Pebble Time. Ele é de plástico e passa essa impressão de ser meio frágil mesmo.

  2. Felipe says:

    Estou muito feliz com o Apple Watch. Uso muito para exercícios. Termino o dia com 30% de bateria. Dou uma carga de 1h e volta pra 100%. O que vale é tá feliz com o que se tem. Não importa a marca.

  3. Bruno says:

    Ja estava afim de pegar um antes, esse review só aumentou a minha vontade. Porem tenho algumas duvidas. Qual foi a media de tempo que ce conseguiu ficar com ele longe da tomada? Dizem que dura uma semana, mas gostaria de saber do seu uso. Da pra parea-lo com o celular e usar fones Bluetooth? Isso é meio que definitivo pra mim pois ouço muita musica e depois de comprar o meu rapoo velho de guerra nao volto a usar fone com fio nem por decreto. E por fim, só gostaria que ele tivesse mais a cara de um relogio, ser redondo e tal(sei que tem um pebble redondo, mas a bateria dura bem menos)

    • Izzy Nobre says:

      1) No meu uso normal tenho notado 5-6 dias, e isso porque a bateria ainda é “nova”, ou seja, não tá calilbrada. Durar uma semana me parece o normal mesmo.

      2) Sim. Se não desse eu tava fodido, não abro mão do meu Rapoo nem fodendo e se um dia quebrar, compro um par idêntico.

      3) Poisé, o Round não dura tanto E não é a prova dágua. E o bezel dele parece ainda maior, então passei.

  4. Ricardo Perez says:

    Olá Izzy.

    Estou algum tempo atrás de um fitness tracker waterproof, pois tbm nado e gostaria de medir meu rendimento na piscina, além da corrida e da bike.

    Algumas perguntas:

    Você acha que vale a pena comprar o pebble para usar como fitness tracker?
    Nadar com ele é de bouas? em algum momento ele te atrapalha pelo peso ou “aerodinamica”?
    Existe algum aplicativo que trackeia seu treino na piscina(tempo x distância)?
    Tem apple pay?

    Vlw!

  5. Pia says:

    Esse relógio aí é a prova de choque também?
    Se tu tiver tomando banho na banheira e acidentalmente cair uma torradeira ligada, o pebble continua funcionando?
    Testa aí e nos conta.

  6. Skooter says:

    Eu estava interessado em monitorar sono, atividades físicas e ter um “despertador inteligente”. Como não moro na civilização e também não quero gastar muito em algo que nem sei se vou usar mesmo, acabei escolhendo o MiBand 1S.

    O grande ponto negativo é que ele não é um relógio, não tem display, só alguns LEDs. A grande vantagem é que custa apenas US$ 25. E abrindo mão do medidor de frequência cardíaca, dá para pegar o modelo antigo por US$ 15 ou menos.

  7. Rodrigues says:

    Izzy, eu sei que não tem nada a ver com o postagem, mas veja o nível de alienação dessa galera que tá surgindo: https://www.youtube.com/watch?v=Qdrvl9AWtZg

    O cara leva um problema super complexo a um reducionismo- que na minha opinião é infantil- que não se vê em lugar algum.

  8. Rafael Barreto says:

    Achei, digamos, interessante.
    O que mais me incomoda é a aparência -- parece mais um relógio de brinquedo. Preferia um relógio mais “classudo”. A aparência do 360 me apetece bem mais (apesar de ter ouvido falar que ele é bem grosso).
    Em compensação, o Pebble tem uma ótima proposta e parece cumpri-la bem.
    O fato dos outros relógios não serem à prova d’agua, terem a bateria curtíssima E serem mais caros (+ teste do Reddit) é algo que não dá pra deixar passar.

    TL;DR: os smartwatches não me convenceram ainda. Se for pra comprar algo assim, eu compro um relógio de pulso normal. Espero que isso mude daqui a 5 anos.

  9. Franz says:

    Nobre Izzy,
    Um tempo atrás fiquei interessado em substituir meu relógio/monitor cardíaco e procurei algumas opções, entre eles o peeble, mas procurando relatos não achei nenhum que fosse tão completo como esse, e pqp, fiquei novamente balançado em comprar um.
    A função de monitorar o sono me atrai bastante.
    Agora, com relação a prática de esportes (corrida e bike) ele compensa mesmo? Sei que ele não vai fazer a função de monitoramento da frequência cardíaca, mas o devo dar férias para meu relógio e testar o peeble?
    Valeu.

  10. Briba says:

    Hahaha , o pico às 3 da manhã só durou 5 min..?

  11. Cristian Klotz says:

    Izzy, ele risca fácil a tela ou resiste se eu acabar raspando ele na parede quando tiver andando em casa??