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10 jogos que marcaram a minha infância (parte 1)

Postado em 2 October 2014 Escrito por Izzy Nobre 9 Comentários

Lá no 99 Vidas, cunhei a expressão “infância multiplayer”. Uso-a pra me referir a pequenos artefatos da nossa infância que todos compartilhamos, independente de condições sociais/culturais, religião e área em que moramos. Acredito que o apelo do 99 Vidas (que é até onde sei o maior podcast brasileiro tratando de games antigos e apresentado por dois cearenses e que traz 99 no nome) é justamente o fato de que games foram muito presentes na nossa infância multiplayer.

Tá rolando uma corrente em que usuários de mídias sociais falam um pouco sobre os 10 jogos que mais marcaram suas vidas. Durante a confecção deste post eu comecei a achar aliás que 10 é pouco pra alguém que foi basicamente CRIADO pelos games, como é o meu caso. Mas vamos lá então. Os jogos não estão em nenhuma ordem de importância, vou citá-los à medida que me lembro deles.

Super Mario World

Embora a lista não esteja em ordem de importância, ESSE tem que ser citado primeiro. Super Mario World moldou meu caráter, basicamente. Uma das coisas mais legais do jogo, pra mim, era o sistema de mapa que posicionava as fases em locais distintos, como se fossem cidades. Isso dava uma noção geográfica distinta; ajudava a visualizar a longa jornada do encanador italiano — e permitia democraticamente o seu direito de ir e vir de uma fase já conquistada pra outra anterior.

Conceitualmente, Super Mario World é quase perfeito. Um mascote carismático, uma evolução gráfica incrível do console predecessor, gameplay que se tornaria a métrica para o gênero, e uma trilha sonora literalmente inesquecível. Poucos jogos se comparam a SMW — mais precisamente, Super Mario World 2: Yoshi Island e a série Donkey Kong Country.

Command and Conquer

Até 1995, eu havia sido treinado a compreender games como “uma caminhada, da esquerda pra direita, de um protagonista que pega uns power ups e pula em cima/atira em inimigos, até chegar num ponto específico do mapa que então termina a fase”.

Uma das minhas Revistas do CR-ROM trazia um demo de Command and Conquer. Vendo os screenshots na matéria da revista (como era legal aquele formato, né? Ler sobre o jogo, depois instalar no PC pra ver qual era…) eu não consegui sequer ENTENDER o jogo. Quem sou eu aí? Tou vendo tanques, e bonequinhos, e aviões… mas qual eu controlo…?

Não tive interesse de instalar o jogo pra descobrir — além do fato de que ele requeria 50 mb, o que na época era um espaço absurdo no disco rígido.

Aí, algum tempo depois, fui na casa dos meu primo Eduardo. Lá vi-o jogando Command and Conquer em todo o seu esplendor e imediatamente eu me apaixonei por aquele gameplay. Cheguei em casa, procurei o CD com a demo do jogo, e instalei prontamente contrariando a regra do meu pai de não instalar jogos grandes.

Settlers 2

Foi difícil decidir entre Settlers 1 (também conhecido como Serf City); Settlers 2 acabou ganhando por dois motivos — primeiro, foi indubitavelmente o que eu mais joguei entre os dois. Segundo, porque é o que eu mais jogo atualmente (faz muito tempo que nem vejo o Settlers 1, aliás).

Settlers 2 é uma série icônica porém meio underground de RTS com um gameplay bem diferenciado: além de não controlar as unidades diretamente, você precisa estabelecer uma cadeia de produção eficiente e co-dependente.

É assim: quando tu começa tua cidade, cê precisa de materiais de construção — pedras e tábuas de madeira. Pra obter pedras, basta mineirar as pedreiras na região. Madeira é um pouco mais complexo; você precisa cortar árvores, e então levar as toras para madeireiras, onde elas serão então transformadas em tábuas.

Todos os produtos no jogo requerem níveis variados de processamento, e com isso você tem como resultado uma cidade bastante viva, com habitantes trabalhando e indo daqui pracolá com produtos embaixo do braço em variados estágios de produção. O fazendeiro colhe o trigo, um trabalhador leva o trigo pro moinho, onde você o vê sendo transformado em farinha. Outro cara leva a farinha pra padaria; um outro traz um balde de água.

O padeiro junta os dois e transforma em pão, que é então usado pra alimentar os mineiros que extraem carvão das montanhas. O carvão é então usado pra derreter minério de ferro e com isso, construir vigas que são usados pelo ferreiro e assim vai.

Parece loucamente complexo, mas nem é.

Full Throttle 

Assim como Command and Conquer abriu meus olhos pra todo um novo estilo de gameplay, Full Throttle me apresentou a um formato completamente inédito pra mim até então — o point and click adventure. Ou, como eu compreendia na época, o filme interativo.

Inicialmente eu não consegui sequer jogar Full Throttle. A versão que eu tinha veio com o meu kit multimídia importado, e portanto era totalmente em inglês. Não entendi a introdução, não entendi quem era quem ou o que queriam, não entendi porra nenhuma.

Um dia, sei lá como, pintou lá em casa um CD piratex com “Full Throttle” escrito à canetinha por cima (certamente oriundo de algum dos amigos técnicos de informática do meu pai). Sendo isso anos depois do primeiro contato com o jogo, pus no PC pra revisitar aquele game enigmático e, pra minha surpresa, tratava-se da versão brasileira, traduzida pela Brasoft.

Devo ter zerado Full Throttle 3 ou 4 vezes na vida, o que é relativamente impressionante considerando que há zero replay value no jogo.

Super Return of the Jedi

Os games da série Star Wars pro SNES se destacam por serem excelente jogos de plataformas baseados numa licença de filme, algo relativamente raro na indústria. Nem todo filme serve como adaptação pra jogo, e por causa disso você acaba visitando cenários e enfrentando bichos que nada tem a ver com a trama original. Talvez pela densidade do universo do George Lucas, isso acabou não sendo um problema quando converteram a saga pros jogos eletrônicos.

Este foi outro jogo que eu zerei incansavelmente. Sendo muito fã da trilogia original, era uma delícia passear pelos ambientes do filme. Descobri eventualmente um cheat code que permitia usar qualquer personagem em qualquer fase; embora não fizesse muito sentido ver um ewok chutando bundas na Estrela da Morte, eu achava divertidíssimo.

Essa é a primeira parte dos 10 jogos que marcaram minha infância. Aguarde que em breve sai a segunda parte.

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About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", e moro no Canadá há 13 anos. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

9 Comentários \o/

  1. Diego Matias says:

    O que eu joguei enlouquecidamente foi o Super The Empire Strikes Back.

    Meu pai comprou uma caixa de fitas usadas (ele era aquele cartucho de bordas arredondadas) e quando eu comecei a jogar, fui me lembrando aos poucos de que essa era “aquela série em que o Darth Vader era pai do herói”!

    Eu e meu irmão tínhamos 10 anos, acho e esse jogo literalmente fez renascer em mim a paixão que tenho hoje por Star Wars.

    O efeito do Sabre de Luz, o pulo duplo sensacional, a fase da nave em Hoth, é tudo sensacional!

  2. Guilherme says:

    Certeza que deixou Mortak Kombat II tá na P2,não me decepcione Izzo.

  3. Neto says:

    A minha infância foi marcada por atari e nintendo 8 e mega drive, difícil escolher somente 10 jogos, portanto os jogos que marcaram minha adolescência (no PC) foram (não nesta ordem):

    Doom; GTA; Full Throttle; Carmageddon; Lords Of Realm; Wolf 3D; Dune 2000; Prisoners of Ice; Myth e Jurassic War.

    Jogo do coração: trilogia Double Dragon

  4. Matheus Pires says:

    Izzy, sou um estudante de ensino médio e tenho muito interesse em estudar no Canadá, sonho com um diploma em advertising, queria saber se vc tem alguma dica ou sugestão. ?

  5. Camila Loureiro says:

    Izzy, beleza? A pergunta não tem muito a ver com o post. Eu vi teu vídeo sobre o iphone 6 plus, e lá tu mostra teus quadrinhos e tem quadrinhos da turma da mônica. Qual é o app? Ou tu baixou separado..? Enfim, to doida pra ler quadrinhos da monica no meu ipad. hehe Queria saber como tu fez.
    Brigadão!

  6. leithold says:

    Street Fighter 2 SNES: Primeira vez que joguei em locadora.

    Top Gear MEGA : ouço a música, tenho vontade de chorar. Quero que toquem no meu enterro.

    Super Mario World SNES: Época fantástica da minha vida. Jogo inesquecível.

    Killer Instinct SNES: Jogava a noite inteira depois via Cine Prive na Band. Era a noitada porra louca de um garoto de 12 anos.

    Alex Kid MASTER: tive um master system depois de ter um super Nintendo, e apesar disso esse jogo foi divertido e marcante.

    The Ninja MASTER: o jogo mais difícil e frustrante da minha vida.

    GTA San Andreas PC e CONSOLES o jogo que mais joguei na vida.

    Final Fantasy 7 PSX: Quando os rpg me conquistaram.

    Lineage 2, primeira experiência num mmorpg. muito bom.

    Diablo 2: meu jogo preferido desde sempre.

  7. Pia says:

    Na minha infância meu jogo favorito era tiro ao alvo com uma espingarda de chumbinho. Daí um dia peguei a espingarda do meu pai e me apaixonei. 🙂

  8. Luis says:

    Show de bola a lista, jogava muito Full Throttle tbm. Outro jogo que marcou a minha infância/adolescencia foi o Worms, com suas minhocas suicídas!!!! Tbm joguei muito Doom II. Eita tempo bom!!

  9. Marle says:

    Poxa, são tantos…vou escolher tentar escolher alguns, sem ordem de preferência.

    -Sonic um dos primeiros jogos que joguei na vida e o primeiro que joguei num videogame meu
    -Twinsen’s Odissey -- veio junto com meu primeiro pc
    -- Time Commando -- também de PC, vinha na CD expert, o primeiro que comprei. amava a temática do jogo e tenho aqui até hoje!
    -- Outlaws -- jogo de tiro em primeira pessoa da Lucas Arts pra PC, com temática de velho oeste. Apaixonante e ainda era dublado em português, me emocionava com a história
    -- Pokémon Red e Blue/Gold e Silver -- dispensa comentários, jogo maravilhoso e nostálgico
    -- Chrono Trigger -- não joguei na época do SNES, mas num emulador de pc, lá pra 2003/2004. História emocionante, RPG sensacional!
    -- Tony Hawk’s Pro Skater -- tenho vontade de andar de Skate até hoje por causa desse jogo. Me deu inúmeros calos nos dedos na época do 64. Trilha sonora maravilhosa!
    -- The Sims -- esse jogo me deixou maravilhada quando lançou. Eu gostava de escrever historinhas e criar personagens e vi ali a oportunidade de dar asas à minha imaginação!
    -- série GTA -- acompanho desde o primeiro, esse jogo é demais! um dos que mais curti foi o San Andreas. lembro de dar vários roles de carro na estrada ouvindo a rádio X. Era terapeutico!
    -- Wario Land -- zerei esse joguinho inumeras vezes no meu gbc. muito divertido!
    -- Harry Potter GBC -- fizeram um RPG de HP na época que lançou o primeiro filme e pouca gente fala desse jogo. me divertiu muito na época, tbm zerei várias vezes.