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8 brinquedos de infância que todos tivemos. Você lembra de todos?

Postado em 14 August 2013 Escrito por Izzy Nobre 45 Comentários

Este é o grande e clássico Aquaplay.

Pros noobs, o negócio era o seguinte: havia água dentro dessa cápsula plástica do brinquedo (no shit, Sherlock) e os botões ali embaixo pressionavam bolsas plásticas que criavam jatos dágua dentro da parada. Haviam várias temáticas esportivas; esse aí por exemplo é o de futebol. Você deveria, usando os tais botões, impulsionar a bola pra dentro do gol do adversário. Tinham Aquaplays single player, também, pra filhos únicos e/ou gente sem amigos.

Havia pouquíssimo gameplay real envolvido no negócio, pra era um misto de paciência + sorte. E note o placarzim analógico, hahahaha. E tinha também os Mini-Aquaplays, vendidos em camelôs por todo o Brasil. Tive diversos desses.

“Bebeu água do Aquaplay” era na época sinônimo de “moleque maluco” ou “porra louca lifestyle”.

Praticamente TODO dono de Aquaplay fantasiava em encher o brinquedo com guaraná, mas até one sei ninguém jamais realizou esse sonho.

O Jogo da Vida foi pra muitos de nós um verdadeiro treinamento pra vida adulta. Antes do advento deste clássico, não tínhamos idéia das milhares de coisas que podem dar errado na nossa vida. Como era boa aquela vidinha fácil e sem preocupações…

Aliás, no Jogo da Vida parecia até um exagero cômico a sequência de coisas erradas inesperadas que podiam acontecer com você. Ahhh, a inocência!

Jogo da Vida era um jogo de tabuleiro em que cada casinha te dava ou tirava dinheiro baseando-se em paródias de acontecimentos reais que a essa altura já nos acostumamos — “você bateu o carro, pague X pra conserta-lo”, “seu primo precisa de um empréstimo, mande Y pro vagabundo”, esse tipo de coisa. Não havia nenhum skill envolvido no jogo (como a maioria dos jogos de tabuleiro), era tudo na pura sorte.

O engraçado é que no começo do jogo, você tinha duas escolhas a fazer — meter a cara trabalhando imediatamente, ou ir pelo caminho “acadêmico”: dependendo de que casa tu caia nesse caminho, tu se formava como jornalista, ou médico, ou advogado, ou etc. Havia alguns benefícios pra ambas escolhas, mas lembro que todo mundo escolhia o caminho acadêmico. Se não me engano, os salários eram maiores.

“Por que diabos alguém escolheria NÃO ir pra faculdade?!” a gente pensava na época. Hoje, temos várias respostas.

O jogo acabava com aposentadoria. Sempre me perguntei porque não terminava com a morte imaginária do jogador. Eu era um moleque meio macabro mesmo.

E eu sempre me perguntava quem deveria ser aquela família na imagem da caixa do jogo.

Eu tinha dois Ferroramas — este da foto acima (a única diferença é que a locomotiva era vermelha, igual a que aparece no começo target=”_blank”>desse vídeo aqui) e o modelo anterior, no qual a locomotiva era uma clássica maria-fumaça. Ela também aparece naquele vídeo, alias.

A criançada mais nova deve até pensar que o Ferrorama não tinha gameplay nenhum e que o negócio era apenas ver os trens zunindo de lá pra cá (e faziam um barulhão, lembram? Isso é, pro tamanho deles, anyway), mas isso não é completamente verdade. Haviam trilhos especiais com chavinhas que mudavam a direção ou o trilho que o trem percorriam; se você tinha vários deles e duas ou mais locomotivas, o legal era gerenciar o fluxo dos trens sem causar uma colisão entre eles.

A locomotiva vermelha era consideravelmente mais potente que a maria-fumaça, e ela tinha mais luzinhas também. Por causa disso, quando eu ia brincar com meu irmão, sempre a escolhia — o que era insignificante, visto que não controlávamos as locomotivas diretamente e reclamar posse de qualquer uma delas não fazia sentido prático.

Meus pais compravam MUITOS jogos de tabuleiro, mas sem duvida o favorito entre eles e seus amigos era Imagem e Ação. Aliás, me veio agora a lembrança de meus pais e seus amigos na mesa de jantar, berrando feito loucos ao redor do tabuleiro de Imagem e Ação. A imagem de um monte de jovem adultos curtindo um joguinho me faz me sentir próximo dos meus pais, psicologicamente e culturalmente falando. Esse é o tipo de coisa que eu faço.

Imagem e Ação era um jogo, como o nome insinua, de desenho e mímica. Tu rodava o dado, caia numa categoria qualquer, e puxava uma carta do monte. O item equivalente à categoria da casa em que você parou era o selecionado na carta (ação/objeto/lugar, era algo assim), e você deveria representa-lo com ilustrações ou pantomima. Se seu time acertasse a imagem ou a ação em 30 segundos — acho que esse era o tempo limite –, você avançava no jogo.

Meu irmão sempre teve vocação pra arte, e quando eu surrupiava o jogo do armário dos meus pais pra jogar com a molecada — algo que meus pais vetavam quando eu era mais novo, sem dúvida por medo de que eu perderia peças do jogo, mas aquiesceram quando eu me tornei mais velho –, meu irmão era sempre disputado aos tapas pelos times. E os desenhos dele eram sempre cheio de firulas, sombras, etc.

Duas coisas marcaram todo mundo que jogou Imagem e Ação — o primeiro contato com uma ampulheta, esse instrumento medieval de medição de tempo, e os jogadores que INSISTIAM em “adivinhar” o desenho/mímica com uma palavra que eles já usaram e já foi rejeitada. target=”_blank”>Esse sketch do Family Guy explica o fenômeno perfeitamente.

Caso você esteja curioso, o equivalente gringo se chama Pictionary.

Tinha também aquela clássica lenda urbana de que um primo do vizinho do tio do irmão dum colega de escola, curioso sobre a procedência daquela bonita areia azul da ampulheta, quebrou-a e descobriu que se tratava de SABÃO OMO.

Procurei até cansar, mas não achei foto do carrinho de pedalar que eu tinha quando moleque. Era bastante parecido com o acima, porém vermelho e branco. Não lembro mais, mas suspeito que ele era modelado na Williams McLaren do Ayrton Senna. Vai ver era até licenciado oficialmente.

O carro de pedalar é essencialmente uma bicicleta com quatro rodas e volante. Como só tinha uma “marcha” e o carro é relativamente pesado, era um esforço pedalar aquela merda. Mas puta que pariu, COMO ESSA MERDA ERA DIVERTIDA! O ciúme do meu carrinho de pedalar era tamanho que, estando eu na rua brincando com ele entre a pivetada, eu não levantava do banco nem pra mijar. Eu acho que jamais permiti ninguém a dar voltas no meu carrinho.

Quando eu tiver um filho, ele terá um carrinho de pedalar. É uma das coisas que farei questão de dar a ele, tal como comida, teto, e uma profunda doutrinação em Star Wars.

“Mais que um brinquedo, quase um computador”. Lembra desse slogan do target=”_blank”>comercial do Pense Bem?

(Hahaaha, reassistindo esse vídeo, imagino que os leitores mais jovens do HBD devem estar pensando “wow ISSO era o brinquedo foda na sua época? Que deprimente“)

Eu certamente lembro, porque foi ele que me levou a atormentar meus pais diariamente por três ou quatro meses até que eles decidissem que a única forma de me silenciar seria comprar essa merda pra mim no próximo Natal. Ahhh, 1992, você foi um ano do caralho.

O que era o Pense Bem? Apesar da propaganda evidentemente enganosa, o Pense Bem era exatamente o que alegava não ser (um brinquedo), e estava muitíssimo longe de ser o que alegava ser (um computador). O Pense Bem era um computador na mesma proporção que um relógio de pulso é um computador. As únicas coisas que o Pense Bem tinha em semelhança com um computador é o formato, e o fato de que ambos são escritos com auxílio da letra M.

Além de primitivas funções musicais que me permitiam reproduzir 20% da música tema de Jurassic Park, o “computador” tinha algumas atividades matemáticas (o aparelho jogava uma adição/soma/divisão/subtração com um dos fatores como incógnita, e você tinha que descobrir a resposta.

Tinha um outro joguinho que era essencialmente um “descubra a média aritmética entre estes dois números!” (sério, não tou inventando, assista o comercial de novo), tinha um joguinho de memória no estilo Genius/Simon Says, e alguns outros badulaques que se perderam na minha memória.

Um das brincadeiras mais interessantes do troço eram os livros de atividades. Livrarias e lojas de brinquedos na época vendiam livros com perguntas sobre os mais variados assuntos, e você usava o Pense Bem pra selecionar as respostas entre as múltiplas escolhas. Eu tinha vários livros com personagens da Disney, livros sobre Astronomia, Biologia, e um bizarríssimo “Livro Pense Bem Plebiscito”, talvez produzido na esperança de educar a molecada sobre aquele plebiscito de 1993.

O grande lance do Pense Bem eram realmente os livros de atividade. Como moleque muito curioso, eu me vi numa tarde tentando imaginar como é que o Pense Bem “sabia” as respostas dos livros que eu tinha acabado de ganhar. Conclui que as respostas de todos os livros já deveriam estar programadas no brinquedo, e que o código de 4 dígitos no começo do livro simplesmente acessava um banco de dados específico cujas respostas coincidiam com as perguntas do livro.

OU SEJA — eu poderia escrever meus próprios livros. Bastava bolar um número de 4 dígitos qualquer e ir respondendo as perguntas às cegas, anotando as respostas certas, e inventando perguntas em que as opções de respostas coincidissem. Feito isso, eu roubavas folhas da impressora matricial do meu pai, desenhava uma capa estilosona e escrevia as perguntas com as opções de resposta que batiam com o gabarito que eu escrevi no começo.

Escrevi vários livros, mas os que me lembro mais claramente eram o de Jurassic Park e Back to the Future. Levei os livros pra escola, emprestei pros amigos, e me tornei uma divindade na sala: “O garoto que escreve os próprios livros de Pense Bem”.

Meus amigos eram burrinhos.

Acabo de perceber que eu não tenho motivos pra reclamar dos meus pais. Eu só tinha brinquedo foda. O Armatron estava entre um dos mais fodas.

O Armatron era um briquedo distribuído nos EUA pela extinta Radio Shack, e aqui no Brasil pela Tec Toy ou Gradiente, não consigo lembrar. Ele era um braço robótico articulado que tu podia manobrar com aqueles dois joysticks ali.

Era barulhento pra cacete, levava pilhas IMENSAS cujo nome/formato eu nem sei se ainda existe porque nunca mais vi, e era uma pequena maravilha da engenharia. Só havia UM motor no Armatron, todas as articulações eram movidas por engrenagens conectadas àquele único motor na base do brinquedo. Realmente impressionante.

O brinquedo era na real um joguinho — havia um timer ajustável no Armatron, e você deveria colocar aquelas bolinhas dentro de uma caixa de plástico e fechar a caixa, nem lembro mais. Eu nunca usava o robô daquele jeito, ao invés disso enfileirava meus bonequinhos e tentava leva-los de um ponto a outro na fila usando o Armatron sem derrubar os outros. Os controles eram relativamente complexos pra crianças mais novas — eu tinha 8 ou 9 anos — mas eu manobrava o robô com maestria.

O meu Armatron ainda existe — está na casa do meu primo Matheus, em Fortaleza. Muitos dos meus brinquedos de infância foram parar no quarto dele, o que é algo que eu aprovo 150%, porque o moleque é extremamente cuidadoso com os brinquedos. Vi vários ex-brinquedos meus nas prateleiras do quarto dele, todos em perfeito estado de conservação, sem poeira nem nada. Deu gosto de ver.

O Armatron sugava pilhas que era uma beleza, então meu pai — que tem formação em eletrônica — fez um mod que permitia uso de uma fonte AC externa pra brincar com o bicho, dispensando as pilhas.

E não era mod porco de atar fios nos contatos da pilha, não: ele desmontou o bicho, soldou uns trecos no motor, fez um buraco do lado da carcaça do brinquedo e implatou um plugzinho lá. A fonte podia ser removida caso não fosse requerida no momento e tudo, parecia uma solução oficial do fabricante, tamanho foi o esmero do meu pai no acabamento da parada.

Passei a ver meu pai como um super herói, dotado de habilidades muito cima de mortais comum, a partir desse dia.

Combate era mais um de uma longa lista de jogos de tabuleiro cujo gameplay era quase inteiramente dependente de sorte, mas que a gente adorava mesmo assim. Sério, havia mais skill numa partida de jogo da velha do que de Combate.

Cada lado tinha 40 bonequinhos como os que você vê acima, de variadas patentes militares. O que tu fazia era avançar no campo do inimigo, sem ver que soldados ocupavam as casinhas do lado inimigo. Se você chegar num boneco inimigo com um seu de ranking maior, ele morria e tu avançava. E havia bombas, que não podiam se mover e explodiam a pecinha infeliz que as encontrou. Quando um lado captura a bandeira do outro, o jogo acaba.

Havia uma certa estratégia no posicionamento dos bonequinhos, mas uma vez que o jogo começava, era simplesmente avançar com os bonecos e torcer pra chegar em pecinhas inferiores às suas. Tinha um certo blefe também — haviam os marotos que colocavam suas bombas beeem longe de onde a bandeira se encontrava, pra despistar os oponentes.

Tinha também a manha de mover TODOS os soldados exceto quatro pecinhas arbitrárias na linha de frente do seu campo. Como as bombas não podem se mover, o oponente interpretava suas manobragens em volta desses quatro soldados como se eles fossem as próprias bombas — e com isso, passavam longe deles. Imagina a surpresa do cara quando as “bombas” começavam a avançar pra cima do campo oponente — e sem que ele estivesse preparado pra intercepta-los.

Ok, falei merda: tinha uma estratégia, sim! Preciso comprar um novo. Aqui ele se chama “Stratego”, mas tem temática medieval. Não curto.

É engraçado ver que os anos se passaram e eu continuo tão fissurado por brinquedos quanto era quando moleque. Tenho plena certeza de que não sou o único.

Ihh, faltou falar do Autorama. E dos Lango-Langos. E do Udi Grudi. E de Detetive. E do Detetive Low Budget. E da Coleção Vagalume, que não era brinquedo mas fez parte também.

Ahhh, fuck it, esse texto terá continuação.

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About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

45 Comentários \o/

  1. Gustavo says:

    eu tinha o aquaplay, o ferrorama e o jogo da vida

  2. BlackFire says:

    Não tive nenhum brinquedo desses acima citados. Mas cheguei a ter contato com um aquaplay genérico de algum parente.

  3. Igor says:

    Quede a continuação? =P

  4. Leo Caramori says:

    É bom lembrar dessas coisas. Apesar de não ter vivido em toda essa época (95), lembro-me de brincar com alguns desses, como o aquaplay, imagem e ação, ferrorama e o carrinho de pedalar. Quanto a jogos de tabuleiro, jogavam o jogo da discórdia e precursores de mutas brigas Banco Imobiliário?

  5. DoAssogue says:

    Eu colocaria ainda Banco Imobiliário (que ninguém nunca teve paciência de chegar até o fim) e Detetive.

    E a Radio Shack ainda existe, ou não é a mesma?

    • porkispin says:

      Eu sei que tem lojas da Radio Shack espalhadas por aí, mas talvez ela não seja mais fabricante de brinquedos ou qualquer outra coisa… somente revendedora mesmo. Acho que foi isso que o Izzy quis falar.

  6. kblosnack says:

    tenho a impressão que já li esse texto 😛

  7. Ícaro says:

    Tenho o imagem & ação

  8. Dianna says:

    Recentemente eu comprei uma versão em cartas do Combate, que era um dos meus jogos preferidos de infância… fiquei frustradíssima, a parada é uma merda e não tem metade da graça.

  9. Diogo says:

    Não tive nenhum destes (familia de origem simples), mas brinquei com quase todos da lista na casa de primos e amigos.

    Muita nostalgia.. Acho que merece uma parte 2 no futuro. 🙂

    Obs: 30 anos por aqui e também continuo gostando destes brinquedos.. 🙂

  10. @atnv says:

    Batalha Naval, daquele que tinha a bolinha de chumbo e “periscópio”. Era foda demais!

    Pula Pirata também! Aqueles mini laboratórios químicos. Infância foda!

  11. Christian Lino says:

    Não tive nenhum desses!
    Minha infância foi uma merda mesmo… 🙁

  12. Carol says:

    Eu só tive o aquaplay, lembro que eu era doida pra ter um Ferrorama… que infância de merda.
    Esse post me deixou deprê.

    Ps. Não esqueça do Pequeno Arquiteto na continuação, é um clássico.

  13. Lucas Aguiar says:

    Meus pais nunca me deram nenhum desses brinquedos, portanto, ‘sobrevivia’ de ir na casa dos primos ‘ricos’ pra encontrar diversão. Parando pra pensar sobre isso, é quase como uma ida no puteiro.

    Excelente texto.

  14. Davi Rocha says:

    AquaPlay, nunca tive, apenas tive contato com primos/amigos que tinham.

    Ferrorama eu tinha justamente a porra da maria fumaça! 😀

    A ampulheta de Imagem&Ação era igual para vários brinquedos da época, e todos imaginavam mesmo que era sabão OMO dentro 😛

    Combate era um jogo legalzinho, pena que poucos tinham paciência para jogá-lo até o fim.

    Saudosismo foda 🙁

  15. Trovalds says:

    Só para esclarecer do Ferrorama: esse modelo da foto era o TOP (XP 500), que vinha com essa locomotiva imitando as modernas e tinha o maior circuito. Daí tinha 4 modelos menores (XP 100 a XP 400) que eram imitação da locomotiva a vapor.

    Lembro bem assim porque eu ganhei uma XP 100 e comprei TODOS os trilhos restantes de um vizinho meu até montar o circuito igual da XP 500. Momento épico da minha vida, economizava dinheiro do lanche da escola pra poder comprar.

    • Izzy Nobre says:

      Eu tive ambas. Eu e meu irmão montávamos as duas juntas (entre as pernas da mesa da sala) e ficávamos usando aqueles controlinhos de mudar os trilhos de direção e mudar a direção do movimento do trem pra evitar de bater os dois!

    • Skooter says:

      Acho que o top foi o XP 1500, que é justamente esse que é igual ao XP 500, mas com locomotiva vermelha com faróis que acendem e ponte cinza. Tenho um desses até hoje, há anos repousando num maleiro na casa dos meus pais.

  16. Eder says:

    Cadê o WAR clássico? Não era da sua lista? Pra mim, ele é o primeiro que vem à mente quando se fala em jogos de tabuleiro.

    • Izzy Nobre says:

      Joguei mais War quando era mais velho, lá pros 17-18 anos. Aliás, SÓ joguei War quando era dessa idade, agora que paro pra pensar. Tinha uma turma do bairro que jogava quase todo dia. A zoação e a politicagem valia mais que o jogo em si. ALIÁS: o jogo era senão nada mais que o veículo para a galhofagem entre amigos.

      Tinha até piadinhas internas, também — se alguém te atacava de forma que você considerava injusta ou repetitiva, dizia-se “PUS MEU OBJETIVO NO BOLSO!” (ao mesmo tempo que de fato o botava no bolso; em seasons mais tarde, nem se dizia mais na frase, apenas se colocava o cartãozinho no bolso de forma bem dramática), como forma de dizer que você tá cagando pra sua missão oficial no jogo; a tarefa agora é aniquilar o provocador.

      Era muito bom. Só não incluí mesmo porque não fez parte da minha infância propriamente dita!

  17. BrunoHe says:

    Izzy, seu velho BABÃO.

    Nasci em 1995, então nessa vc já saca q eu obtive nenhum e/ou pouco contato com os brinquedos da lista.

    O Aquaplay eu nunca tive, mas varios amiguinhos e priminhos tiveram versões dele cuja qual eu perdi 3 minutos da minha vida jogando. No meu caso, vc tinha q colocar ARGOLAS em baguinhos.

    O jogo da vida eu joguei quando um amg meu de outra cidade vinha passar as férias escolares no meu bairro, não era essa versão antiga, mas era demais, meu segundo jogo favorito de tabuleiro.

    E o Armatron eu não tenho ctz se tive ou se alguém q eu conhecia teve, era mto criança, só sei q quando tava brincando com a bagaça a pilha acabou e a brincadeira acabou ali.

    Os brinquedos q eu mais brinquei mesmo foi bonequinhos.

  18. Jean says:

    Eu tenho esse Ferrorama XP 500 até hj, novinho!

    Tirei algumas fotos dele por esses dias 🙂

    http://instagram.com/p/aWiw3Vw1vj/

    http://instagram.com/p/aWOLxSQ1ri/

  19. Patrícia. Motta says:

    E o Pula Pirata? Pega Varetas?

  20. Arthur says:

    Eu tive esse carrinho “F1” de pedalar! haha Era muito foda, pena que me lembro pouco. Depois dele tive um tricilo (era estágio obrigatório antes de ter uma bicileta). Não era tão foda quanto o de F1, mas era divertido tbm.

    Não me recordo especificamente desse Aquaplay. Mas me lembro de várias modalidades desses “brinquedos com água”. Um que eu tive era o de atirar argolas em uns alvos.

    Não tive um ferrorama, mas tive um autorama. Era outro brinquedo foda. A vantagem é que dava pra competir com alguém, já que eram dois carrinhos.

    Mas confesso que tive poucos jogos fodas, principalmente de tabuleiro. Acho que eram um pouco caros e meu pai não animava a comprar. Quem tinha um “kit de química” era considerado rico. haha Aí o que restava era ir pra casa do primo, que sempre tinha brinquedos mais fodas que os meus… hahaha

  21. Murdock says:

    Eu só tive o Imagem e Ação e o Combate (que ganhei usado) os outros no máximo eu joguei dos outros. Era duro, não tinha grana pra isso e até hoje me lembro com tristeza do sorteio do Ferrorama do colégio em que um dos garotos mais ricos ganhou.

  22. Gustavo C. says:

    E o Banco Imobiliário? Eu e minha irmã tivemos um que acabamos incrementando: tinha aquela casa num canto do tabuleiro que não servia pra nada, chamada “parada livre”, ou tbm nada acontecia se caíamos na prisão como visitantes, então decidimos que quando alguém caísse nessas casas, girava a “roleta”: eu desenhei uma roleta, encaixei nela a seta giratória de um outro jogo, e colocamos vários prêmios, como quantias em dinheiro, ganhar uma casa, ganhar um hotel, ganhar uma rua da mesma cor que já possuía… era difícil alguém ir à falência..
    E o Cara a Cara? Com as pessoas mais esquisitas já desenhadas, hehe..

  23. IBG says:

    Sim à continuação! Muito bom o texto. Brinquei com a maioria aí, e sou 10 anos mais novo que vc. Pra ver como quando o jogo é bom atravessa a década. Vou me amarrar se tiver Detetive no próximo. É um dos meus preferidos também.

  24. Rafael Rodrigues says:

    Tive quase todos da lista, mas ao invés de Ferrorama, meu Pai me deu um trem elétrico.
    Virou obsessão por alguns anos. Tablado de madeira, árvores, maquetes, tudo. Entre os vizinhos eu era tratado como um semideus. Eu era o “cara que tinha uma CIDADE de brinquedo”.

    Bons tempos…

  25. Cara, eu tenho 14 anos e conheço tudo isso, menos o Armatron, e o combate, conheço um parecido. Eu tenho um Ferrorama SL-4000 se não me engano, que meu irmão me deu quando foi pra facul, Pense bem também tenho, com livro do pense bem com desenhos e o da Familia Dinossauro (acho que é isso). Tenho também o Detetive, que nunca joguei e o Imagem e ação 2 que eu quebrei a ampulheta, e uma correção, ela é de 1 minuto. VLW kid

  26. Poisony says:

    Saudosismo é com o Izzy mesmo! Tive aquaplay de basquete e um Pense Bem com uma extensão cuja caixa da tomada poderia matar uma pessoa caso arremessada. O livro de atividade mais bacaninha que eu já tive dele era um do Thor no estilo livro-jogo. Provavelmente foi a única coisa que me deu algum sentimento de finalização que eu lembro do Pense Bem.

  27. Gilmarzinho says:

    De todos, o único que eu tive era um carrinho de pedalar também. Parecia um Comodoro, conversível e amarelo.
    Botei fogo nele um dia. Sobrou só o esqueleto de metal. E eu continuei andando com ele por aí. MadMax style. hauhaua
    Té.

  28. Carlos Eduardo says:

    Interessante que, no Jogo da Vida, filhos sempre dão lucros, desde presentes até uma parte no final, em que eu e meus amigos falávamos em “vender os filhos” hahaha! Se não me engano, $ 48.000,00 por cada. De qualquer forma, acho que não tinha nenhuma despesa.

  29. Carol says:

    Cara, eu faço parte dos leitores “mais jovens” do seu blog (tenho 14 anos) mas lembro de quando era criança e vi o “Pense Bem” da minha mãe achava aquilo maravilhoso, pra mim era o meu computador, eu amava. KKKKK

  30. David says:

    Izzy, você, com certeza, já deve ter ouvido falar do “War in Rio”, não?

    Um designer carioca criou um tabuleiro de War usando como base o mapa do município do Rio de Janeiro e dando “nome” aos exércitos de acordo com as facções criminosas e a corporação responsável pela seguranda no Estado.

    Eu comprei um jogo War só para conseguir customizá-lo como “War in Rio”, já que o autor do projeto original não responde a nenhuma mensagem. Consegui reproduzir os tabuleiros e as cartinhas.

    O projeto do “War in Rio” está todo nesse link: http://jogowarinrio.blogspot.com.br/

    Ele também fez um outro jogo nesse sentido usando, desta vez, o “Banco Imobiliário” como modelo: http://bandoimobiliario.wordpress.com/

    Mudando de assunto, uma coisa interessante que acontece aqui no Brasil em relação aos jogos de tabuleiro é que, nos anos 80, a Estrela Brinquedos tinha o licenciamento da Hasbro para vender alguns jogos de tabuleiro da empresa norte-americana e os lançou aqui com nomes brasileiros: “Monopoly” virou “Banco Imobiliário”, “Detetive” virou “Clue”, “Life” virou “Jogo da Vida” e, por aí vai.

    Faz poucos anos, a Hasbro resolveu entrar no mercado brasileiro e, com isso, trouxe os jogos originais para cá. Por conta disso, é super engraçado você ir numa loja de brinquedos aqui e ver tanto o “Banco Imobiliário” da Estrela como o “Monopoly” da Hasbro à venda na mesma prateleira. O mesmo vale para o “Clue” e para o “Life”.

  31. […] tu não manje o jogo, trata-se de um game de estratégia em turnos. Lembra do antigo COMBATE, aquele jogo de tabubleiro lá? Era um pouquinho daquele jeito. Pra trazer prum contexto menos […]