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><channel><title>Hoje é um Bom Dia &#187; Top X</title> <atom:link href="http://hbdia.com/top-x/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://hbdia.com</link> <description></description> <lastBuildDate>Wed, 23 May 2012 14:19:12 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator> <item><title>5 vídeos (incrivelmente satisfatórios) de bullies mexendo com quem não deviam e levando porrada em seguida</title><link>http://hbdia.com/top-x/5-videos-incrivelmente-satisfatorios-de-bullies-mexendo-com-quem-nao-deviam-e-levando-porrada-em-seguida/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/5-videos-incrivelmente-satisfatorios-de-bullies-mexendo-com-quem-nao-deviam-e-levando-porrada-em-seguida/#comments</comments> <pubDate>Tue, 22 May 2012 18:02:27 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://hbdia.com/?p=7589</guid> <description><![CDATA[Sabe o que é "catarse"? Eu estou com preguiça de procurar a definição exata no dicionário, mas é essencialmente aquela sensação de "alma lavada".Existem várias circunstâncias que te levam a este delicioso sentimento de vitória espiritual. Um dos meios em que ela se manifesta (acho que o principal, aliás, o que prova que nós seres humanos somos criaturas horríveis.) é o chamado "schadenfreude".]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Sabe o que é &#8220;catarse&#8221;? Eu estou com preguiça de procurar a definição exata no dicionário, mas é essencialmente aquela sensação de &#8220;alma lavada&#8221;.</p><p>Existem várias circunstâncias que te levam a este delicioso sentimento de vitória espiritual. Um dos meios em que ela se manifesta (acho que o principal, aliás, o que prova que nós seres humanos somos criaturas horríveis.) é o chamado &#8220;<em>schadenfreude</em>&#8220;. Pra quem não conhece o termo &#8212; existe alguém na internet que ainda não o conheça a esta altura? &#8212; xadenfróide é a alegria que você sente ao presenciar a total desgraça alheia.</p><p>Um termo alemão, justo esse povo de boa alma que nunca causou mal a ninguém.</p><p>E nada me traz maior catarse/schadenfreude do que vídeos de bullies tomando na cara. O youtube tem uma rica safra de vídeos neste estilo, e eu gostaria de compartilhar e comentar os melhores aqui com você.</p><p>É curioso porque &#8212; apesar de ter sido nerd a vida toda &#8212; nem fui tão mal-tratado assim quando era moleque; mesmo assim consigo derivar um prazer quase sexual destes vídeos em que filhos da puta recebem toda a recompensa kármica que merecem. Se prepare para um orgasmo espiritual.</p><p>Comecemos com&#8230;</p><p><strong>Vagabundo provoca morador. Tal morador é ex-fuzileiro naval.</strong></p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=nqKl75_shI0">http://www.youtube.com/watch?v=nqKl75_shI0</a></p></p><p>Temos aqui um caso clássico de &#8220;não mexa com quem está quieto&#8221;. O vídeo começa já no meio do conflito, mas temos aí um <em>chav</em> (termo britânico pra &#8220;vagabundo habitante de periferia e geralmente orgulhosos de suas &#8212; pequenas ou inexistentes &#8212; conexões criminosas&#8221;) antagonizando um morador da região. Como o tal chav está acompanhado de uma trupe barulhenta, eu vou arriscar o palpite de que o tal morador foi reclamar da algazarra que estavam fazendo perto de sua residência, e um dos rapazes resolveu &#8220;embaçar&#8221;.</p><p>Agora, eu quero que você perceba algumas sutilezas que davam indícios de que o adolescente estava prestes a se foder.</p><p>Durante quase todo o vídeo, o adolescente arruaceiro está berrando na cara do outro sujeito (que, com a calvície despontando e um leve sobrepeso, não inspira lá grande ameaça), enquanto este permanece impassível e com as mãos cruzadas na frente do corpo. Para azar do vagabundo, ele não percebeu que esta é a postura de alguém que tem a situação completamente sob controle. Este morador anônimo está mandando a seguinte mensagem: &#8220;perceba o quão intimidado eu não estou&#8221;.</p><p>Geralmente há um bom motivo para esse comportamento. E o que acontece é que o cara de camiseta preta é um ex-fuzileiro naval &#8212; o tipo de gente com quem você não devia se meter.</p><p>Outro indício da chibata chegando ao ponto de ebulição é que nas duas ocasiões em que o vagabundo dá empurrões no outro cara, é <strong>ELE MESMO</strong>, e não o alvo, que é propelido para trás. Esta demonstração da terceira lei de Newton é um indício de que o cara de camisa preta tem noção de como é que se briga e está firmemente plantado no chão, esperando o momento certo de agir.</p><p>E  o momento certo acontece quando o moleque resolve vandalizar a propriedade do outro. É a gota dágua. O ex-fuzileiro se posiciona e, quando o vagabundo chega perto, envia um soco endereçado ao meio da fuça dele. A porrada é tão rápida, e o morador se reposiciona tão prontamente, que tive que ver o vídeo duas vezes pra compreender a cena.</p><p>Newton se manifesta novamente levando o vagabundo ao chão a 10 metros por segundo ao quadrado. Caído e desmoralizado, o marginal se arrasta para uma posição de segurança (ou seja, fora da propriedade do outro). Numa incrível demonstração de controle (tanto se si próprio quanto da situação em si), o ex-fuzileiro não aproveita a posição de vantagem pra, digamos, enfiar um tiro de meta na boca do seu agressor. Em vez disso ele convida o vagabundo a se por de pé para um segundo round. Já sabendo o que é bom para tosse, o vagabundo rejeita o convite.</p><p>Nisso notamos que o completo desmoronamento da dignidade do vagabundo projetou-se num raio de 50 metros ao seu redor &#8212; digo isso porque seu amiguinho, sem qualquer postura de confronto ou desafio, vai lá e fecha educadamente o portãozinho da casa do ex-fuzileiro.</p><p><strong>Grandão provoca baixinho. Baixinho mostra que tamanho não é documento.</strong></p><p><object
width="448" height="374" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param
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width="448" height="374" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.worldstarhiphop.com/videos/e/16711680/wshhhZQJL8iEAW1zcKG6" allowFullScreen="true" allowfullscreen="true" /></object></p><p>Não sei que diabo de língua maluca estes sujeitos estão usando para dialogar. Felizmente, a conversa rapidamente muda para a linguagem universal da <strong>CHIBATADA</strong>.</p><p>O grandão aí tá tentando intimidar o baixinho (no meio de um playground; vá entender). O cara de azul está o tempo inteiro tentando recuar e sendo perseguido pelo professor Girafales descamisado. Em um determinado momento, o sujeito à direita diz algo apontando pro baixinho. Este algo era provavelmente uma ofensa, a julgar pelo contexto da interação e pelo fato de que o baixinho apontou para si mesmo, como quem diz &#8220;ah, <strong>EU</strong> sou um filho da puta, é?&#8221;</p><p>Se formos fazer uma autópsia da altercação, este foi o momento exato em que a vaca foi pro brejo pro rapaz sem camisa.</p><p>Agil como um sujeito com diarréia em estágio terminal correndo em direção ao sanitário, o rapaz de azul dá um pequeno salto e mete o punho esquerdo na órbita ocular do sujeito sem camisa. Instantaneamente, puxa-se a tomada de todas as funções motoras do indivíduo socado. Ele vem abaixo, completamente desacordado, como um saco de batatas.</p><p>E o sujeito de azul (exibindo auto-controle e não apelando pra incapacidade do agressor pra descer a lenha) sai andando tranquilamente.</p><p><strong>Fulaninho compra briga com skatista; consequentemente, sua cara é amassada no chão</strong></p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=R3VEV8s7r_o">http://www.youtube.com/watch?v=R3VEV8s7r_o</a></p></p><p>A maioria destes vídeos de briga começa já na metade, o que nos rouba o contexto da agressão. Como podemos ter certeza de quem está com razão na confusão?</p><p>Entretanto, quando vemos alguém berrando na cara de um sujeito que parece estar tentando evitar o troca-tapa a todo custo, sentimos-nos compelidos a torcer contra o valentão.</p><p>É o caso deste vídeo. O rapaz de jaqueta persegue o skatista que, em vez de se valer do seu skate como uma formidável arma branca, usa-o para colocar alguma distância entre ele e o valentão. Finalmente o bully dá um tapa que faz o skate sair voando e então parte pro ataque. Ele manda um soco, o skatista se desvia, e a partir daí o pau come solto.</p><p>O skatista derruba o outro cara no chão rapidinho e desfere alguns bons socos. Lá pro final, o skatista espreme a cara do outro sujeito contra o chão, como se a mesma fosse massa de pizza.</p><p>E no final das contas o valentão ainda toma uns merecidos safanões da polícia.</p><p><strong>Multidão tenta espancar um turco, que então mói seus agressores na porrada </strong></p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=FHG2Us4_Js4">http://www.youtube.com/watch?v=FHG2Us4_Js4</a></p></p><p>Filmes constantemente mostram heróis de ação se defendendo expertemente de múltiplos agressores. Você ri da falta de realismo da cena, julgando-se algum tipo de especialista em artes marciais. &#8220;Isso aí nunca aconteceria no mundo real&#8221;, né?</p><p>Pois bem: assista o vídeo acima por favor.</p><p>Parece-me que a confusão foi causada por alguma barbeiragem no trânsito. Um sujeito de preto desce pra trocar uma idéia com a galera e de repente a rodinha de porrada instala-se no local.</p><p>Este amigo aí de preto começa a recuar, mas sem jamais esquecer o compromisso em sentar a porrada. Ele se desvia do primeiro soco (o que faz o agressor perder o equilíbrio e quase cair). Este exímio lutador dá um sopapo no rapaz à sua esquerda, enquanto o primeiro se levanta e ataca novamente. Desta vez ele leva uma mãozada no queixo e cai comicamente. Note que ele defende todos os sopapos que vem em sua direção, e retribui com seus próprios.</p><p>Numa cena que lembra a luta do Neo com aqueles trocentos agentes Smith em <em>Matrix Reloaded</em>, este indivíduo de preto recua enquanto enfia a porrada em cada um dos sujeitos que tenta ataca-lo. Tem em um determinado momento uns 4 ou 5 homens atacando ele ao mesmo tempo, e o cara vai descendo a lenha sem preconceito e sem medo de ser feliz. <em>M-m-monster kill</em>.</p><p>O cara consegue até mesmo desativar uma tentativa de voadora. É uma cena bizarra de assistir.</p><p><a
href="http://img.hbdia.com/2012/05/mané.jpg"><img
class="aligncenter size-full wp-image-7591" title="Se fodeu muito lindamente" src="http://img.hbdia.com/2012/05/mané.jpg" alt="" width="446" height="269" /></a></p><p>E a confusão termina com vários corpos estendidos no chão, enquanto amigos tentam acionar socorro aos homens que acabaram de ser esculachados pelo que acredito ser uma versão turca do Jet Li.</p><p><strong>Valentão tenta impressionar as amiguinhas arrumando confusão com um desconhecido. Tal desconhecido vai e destrói seu corpo e sua moral perante seu círculo social</strong></p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=f3IhQRPLoF0">http://www.youtube.com/watch?v=f3IhQRPLoF0</a></p></p><p>Novamente, um vídeo em que não dá pra entender bem o contexto. Estamos num parquinho, e há dois sujeitos se estranhando: um valentão sem camisa, e o outro. Vou chama-lo de Outro.</p><p>O valentão quer pagar de marrento na frente dos amigos, enquanto o Outro diz repetidamente que não quer brigar porque sequer conhece o bully. O Outro, exercendo a filosofia do &#8220;quando um não quer, dois não brigam&#8221; tenta apaziguar a situação, recusando-se repetidamente a se engalfinhar com o rapaz sem camisa.</p><p>Só que o rapaz sem camisa <strong>QUER</strong> brigar. Ele tem uma pequena platéia e não quer decepciona-los. Ele resolve partir pra cima do Outro, que apenas recua.</p><p>O marrento dá o primeiro soco e erra. Dá o segundo, e o Outro evade-se novamente. No terceiro murro, o valentão perde o equilíbrio e cai (ou levou um contra-ataque do Outro, é difícil dizer com certeza mas a reação dos espectadores sugere que foi isso que aconteceu).</p><p>E aí, meu amigo, o pau come de esmola. O Outro não queria brigar, mas já que a briga bateu a sua porta, ele decide então que não será em vão.</p><p>Sem pestanejar, o Outro mete um violento bico na cabeça do seu antagonista, e logo em seguida adoça-o com uma sequência de socos tão brutais que o som deles foi capturado perfeitamente pela câmera que estava a uns 15 metros de distância. Seu agressor reduziu-se a uma pilha de humilhação humana e possíveis ossos fraturados no chão (talvez com um pouquinho de urina também).</p><p>Em pose triunfal diante do corpo inválido de seu oponente, o Outro berra (com total envergadura moral pra dar tal)  &#8221;<em>Don&#8217;t fuck with me</em>&#8221; &#8212; uma frase tão poderosa quanto a surra que ele acaba de administrar.</p><p>Mas a adrenalina ainda não havia se dissipado completamente. Como um robô movido a puro ódio, o Outro vai e enfia um sopapo no meio da cara do oponente caído, para delírio da platéia que aparentemente mudou de lado no meio da briga. A namoradinha do valentão corre em seu socorro, e o Outro passa vitorioso do lado do cinegrafista.</p><p>Me diga aí: sou um ser humano terrível por vibrar com esse tipo de vídeo?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/top-x/5-videos-incrivelmente-satisfatorios-de-bullies-mexendo-com-quem-nao-deviam-e-levando-porrada-em-seguida/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>33</slash:comments> </item> <item><title>5 carreiras que se baseiam em explorar a burrice alheia</title><link>http://hbdia.com/top-x/5-carreiras-que-se-baseiam-em-explorar-a-burrice-alheia/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/5-carreiras-que-se-baseiam-em-explorar-a-burrice-alheia/#comments</comments> <pubDate>Fri, 18 May 2012 06:41:32 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://hbdia.com/?p=7489</guid> <description><![CDATA[Outro dia percebi que, mais cedo ou mais tarde - preferencialmente mais tarde, se a opção "beeeem mais tarde" não estiver disponível -- eu terei que arrumar um outro emprego.Aliás, um emprego não: uma carreira. Chegou a hora de decidir o que farei pro resto da vida. Para garantir uma boa escolha e maximizar minha renda potencial, tenho que estar atento às tendências profissionais e às demandas do mercado (ou às carteiras que estejam dando sopa, caso você seja do tipo que desiste rápido).]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia percebi que, mais cedo ou mais tarde &#8211; preferencialmente mais tarde, se a opção &#8220;beeeem mais tarde&#8221; não estiver disponível &#8212; eu terei que arrumar um outro emprego.</p><p>Aliás, um emprego não: uma carreira. Chegou a hora de decidir o que farei pro resto da vida. Para garantir uma boa escolha e maximizar minha renda potencial, tenho que estar atento às tendências profissionais e às demandas do mercado (ou às carteiras que estejam dando sopa, caso você seja do tipo que desiste rápido).</p><p>Após quase três minutos de pesquisa, cheguei a uma conclusão arquimediana:</p><p><center><img
style="border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="Nem lembro onde catei essa foto. E ninguém lê os alt texts mesmo." src="http://img11.exs.cx/img11/7760/burrice5au.jpg" alt="" width="163" height="205" border="1" /></center>Mas é claro.</p><p>Burrice alheia é a melhor área a que alguém pode se dedicar. Existente desde os tempos primórdios até os dias atuais, burrice humana é um ramo que oferece inúmeras oportunidades de carreiras. E você não precisa se preocupar em se tornar um profissional defasado: a burrice humana é um recurso renovável e jamais acabará, garantindo seu pão até o dia em que as estrelas apagarem ou Jesus voltar armado com metralhadores pra matar os pecadores, o que vier primeiro.</p><p>Então, bolei este pequeno guia de carreiras para aqueles que, assim como eu, perceberam que a burrice humana é sem dúvida um fator importante, e que deve ser considerado na sua escolha profissional.</p><p><img
src="http://img180.exs.cx/img180/1306/chaveiro6vd.jpg" alt="" align="left" border="1" /><strong><a
href="http://img.hbdia.com/2012/05/keymaker.jpg"><img
class=" wp-image-7546 alignleft" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="Agora deu vontade de rever o filme" src="http://img.hbdia.com/2012/05/keymaker.jpg" alt="" width="182" height="164" /></a>Chaveiro</strong><br
/> Quem nunca perdeu uma chave?</p><p>Mentira, você já perdeu sim. Nenhum ser humano está imune da aflição de bater com as mãos nos bolsos e descobrir, horrorizado, que deixou as chaves na mesa do McDonald&#8217;s, ou na cabeceira da cama redonda do motel.</p><p>É pensando nessa habilidade natural do homem de perder as chaves que surgiram os chaveiros &#8211; gente pronta a fazer uma cópia da chave que você encontrará uma semana depois, entre as almofadas do sofá, o último lugar que você procurou.</p><p>Se bem que essa expressão não faz sentido, né? Tecnicamente, o local onde você encontra um objeto sempre é o último local onde você procurou. Por que você continuaria procurando se já achou?!)</p><p><strong>Habilidades requeridas:</strong> Colocar uma chave no molde e não rir da cara do imbecil que perdeu a original.</p><p><strong>Variações:</strong> O maluco que tira segunda via de documentos.</p><p><img
style="margin-left: 8px; margin-right: 8px; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="Ei, a Mãe Dinah ainda está viva?" src="http://img11.exs.cx/img11/2805/astrologo1nz.jpg" alt="" width="194" height="183" align="right" border="1" /><strong>Astrólogo</strong><br
/> A teoria da seleção natural prega que a sobrevivência pertence aos mais aptos a se adaptarem ao meio, ou seja, os mais espertos. Entretando, há uma contradição para cada regra, e as pessoas que acreditam em horóscopo são o antagonista da teoria evolucionista.</p><p>Apesar do avanço científico (que há séculos vem dissipando as superstições da geral como uma brisa de uma manhã de verõ dissipa as partículas de um peido particularmente pútrido), ainda existem pessoas que <strong>insistem</strong> em acreditar que, se perderam o emprego, a namorada ou a virgindade do cu para um homem mal encarado num beco escuro às duas da manhã, é culpa de alguma rocha gigante que rodopia ao redor do Sol.</p><p>Como se isso já não fosse uma ofensa ao intelecto de qualquer um que não precise de cuidados especiais, os simpatizantes de babaquices astrológicas aceitam qualquer sugestão lida em revistas de horóscopo, a despeito do fato de que elas são <strong>EXTREMAMENTE AMPLAS</strong> e se encaixariam no perfil de qualquer pessoa, independente do signo. Isso é uma <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cold_reading" target="_blank">técnica charlatânica clássica</a>, aliás.</p><p>E se você ousar apontar este detalhe, eles te perguntarão a data do seu aniversário e dirão &#8220;ah, você é de Capricórnio né? Capricornianos são meio céticos mesmo!&#8221;</p><p><strong>Habilidades requeridas:</strong> Encarar uma mão/mapa astral/baralho de tarô/búzios por alguns minutos sem liberar uma expressão de <em>&#8220;não faço a menor idéia do que isso significa mas vou usar o poder da sugestão nesse otário&#8221;</em></p><p><em></em><strong>Variações:</strong> Ciganos e médiuns de toda espécie.</p><p><img
style="margin-left: 8px; margin-right: 8px; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="Vivi boa parte da minha vida em igrejas evangélicas. Eu sei do que estou falando." src="http://img180.exs.cx/img180/9717/pastor6ku.jpg" alt="" width="175" height="165" align="left" border="1" /><strong>Pastor Evangélico</strong><br
/> Cansado de pedir às pessoas que te dêem dinheiro e ouvir um &#8220;<em>vai trabalhar, vagabundo</em>&#8220;? A solução é simples: bote uma bíblia embaixo do braço e diga que foi Deus quem mandou!</p><p>Nove entre dez pessoas têm muito medo de ir pro inferno, e um pastor esperto sabe usar essa característica da população supersticiosa em seu favor. Aliás, a regra não se limita aos dízimos; qualquer coisa que você pronunciar, por mais incoerente e nitidamente absurda que seja, passará incólume pelo juri popular da sua congregação se você arrematar a sentença com um &#8220;<em>&#8230;e isso é a vontade de Deus, irmãos!</em>&#8221; Aleluia.<br
/> <strong></strong></p><p><strong>Habilidades requeridas:</strong> Ler a bíblia e arquitetar interpretações que defendam a idéia de que Deus, o ser supremo do universo e arquiteto da Criação,  por algum motivo precisa de dinheiro.</p><p>Precisa do <strong>SEU</strong> dinheiro, aliás.<br
/> <strong></strong></p><p><strong>Variações:</strong> Pastor da Assembléia de Deus, pastor da Presbiteriana, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, pastor da Pentecostal.</p><p><img
src="http://img180.exs.cx/img180/2716/autoajuda0gs.jpg" alt="" align="right" border="1" /><strong>Escritor de Auto-Ajuda <a
href="http://img.hbdia.com/2012/05/lair.jpg"><img
class="wp-image-7547 alignright" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 8px; margin-right: 8px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="Minha professora de redação do terceiro ano nos fez assistir vídeos desse maluco." src="http://img.hbdia.com/2012/05/lair.jpg" alt="" width="144" height="188" /></a></strong><br
/> Autores especializados em livros de auto-ajuda são um pilar da nossa sociedade. Como poderíamos viver sem livros mal escritos repletos de analogias e metáforas pedantes e mal-empregadas, que visam ensinar você a fazer algo que já deveria ser capaz caso não fosse um fracasso retumbante no sentido mais amplo que a palavra permite?</p><p>Perceba que temos um combo aqui: livros de auto-ajuda são direcionados a um público-alvo muito especial, o dos burros <strong>E</strong> fracassados (o que muitas vezes é uma redundância).</p><p>Se você quer garantir seu sucesso no ramo de prestação de serviço aos debilóides e intelectualmente deficientes, escrever livros de auto-ajuda é uma ótima pedida. E ainda que você não obtenha sucesso, não se desespere: você já sabe onde arrumar apoio psicológico e força para sair da merda &#8212; seus próprios livros!</p><p>E não se preocupe em não saber escrever direito: as pessoas que comprarão seus livros estarão tão preocupadas com seus próprios problemas que não notarão sua falta de proficiência com a língua portuguesa.</p><p><strong>Habilidades requeridas:</strong> Conhecer muitas fábulas de animais que se meteram em situações complicadas e se salvaram por trabalhar em equipe/acreditar em si mesmo/não desistir.</p><p><strong>Variações:</strong> Escritor de blog. Yep.</p><p><img
style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 8px; margin-right: 8px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="Nenhuma pessoa cuja profissão é odiada por 99% da população mundial sorri tanto assim" src="http://img159.exs.cx/img159/526/tele0xb.jpg" alt="" width="172" height="162" align="left" border="1" /><strong>Operador de Telemarketing</strong></p><p>Existem uma série de frases que jamais foram ditas por ninguém na história da humanidade. &#8220;Por favor, querida, pare de lamber a cabeça da minha piromba&#8221; é uma delas. &#8220;Nossa, meu vizinho é tão gente boa!&#8221; é outra.</p><p>E &#8220;que bacana, um operador de telemarketing me ligou!&#8221; é a principal.</p><p>Se há algo pior que acreditar que Deus pediu seu dinheiro através de um pastor, ou que duas linhas na sua mão significam que você terá sorte no amor, ou que você pode fazer qualquer coisa se <em>acreditar</em> que pode, é a estranha crença de que algo pode ser vendido pelo telefone.</p><p>Ao longo de minha vida, bati o telefone na cara de operadores de telemarketing mais do que o suficiente para perceber que, não importa o que você está vendendo telefonicamente, ninguém em sua mente sã quer comprar. O simples fato de que o objeto a venda está sendo oferecido pelo telefone atesta ao fato de que ninguém quer comprar essa merda.</p><p>A lógica é simplíssima: se você precisa <strong>LIGAR</strong> pras pessoas e pedir que elas comprem, a probabilidade é que elas sequer sabem que o que você está vendendo existe.  E tirando Steve Jobs, ninguém foi até hoje capaz de inspirar nas pessoas o sentimento de querer comprar algo que nem sabiam que existia 5 minutos atrás.</p><p>Sério, quem diabos compra alguma coisa que é oferecido por telemarketing? Aliás, isso ainda existe?</p><p><strong>Habilidades requeridas:</strong> Fazer de conta que o que você está vendendo é algo que as pessoas deveriam realmente adquirir, a despeito de seu preço exorbitante e inerente inutilidade.</p><p><strong>Variações:</strong> Praticamente qualquer tipo de vendedor.</p><p>E é isso. Escolham a área que melhor se adequa ao seu gosto de fazer os outros de otários e se divirtam espalhando currículos por aí.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/top-x/5-carreiras-que-se-baseiam-em-explorar-a-burrice-alheia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>30</slash:comments> </item> <item><title>3 &quot;médiums&quot; que provaram publicamente que são farsantes (e como eles fizeram essa proeza)</title><link>http://hbdia.com/top-x/3-mediums-que-provaram-publicamente-que-sao-farsantes-e-como-eles-fizeram-essa-proeza/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/3-mediums-que-provaram-publicamente-que-sao-farsantes-e-como-eles-fizeram-essa-proeza/#comments</comments> <pubDate>Wed, 08 Feb 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4861</guid> <description><![CDATA[Uma das poucas vantagens de nascer em lar ferrenhamente religioso é que desde moleque somos incentivados a ter um senso crítico afiado em relação a supostos &#8220;feitos sobrenaturais&#8221;. Isso é, os feitos sobrenaturais de outras crenças &#8212; falar com os mortos, adivinhações, ETs, esse tipo de coisa. (Já abrir o mar e multiplicar peixes é<a
href="http://hbdia.com/wordpress/top-x/3-mediums-que-provaram-publicamente-que-sao-farsantes-e-como-eles-fizeram-essa-proeza/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Uma das poucas vantagens de nascer em lar ferrenhamente religioso é que desde moleque somos incentivados a ter um senso crítico afiado em relação a supostos “feitos sobrenaturais”. Isso é, os feitos sobrenaturais de outras crenças — falar com os mortos, adivinhações, ETs, esse tipo de coisa.</p><p>(Já abrir o mar e multiplicar peixes é perfeitamente lógico e questionar tais feitos é blasfêmia.)</p><p>A base bíblica para a rejeição crente de gente como Mãe Dinah é <a
href="http://www.biblegateway.com/passage/?search=1+Samuel+28&amp;version=NIV" target="-blank">I Samuel 28</a>, em que o rei Saul vai a uma médium — a bruxa de Endor. Seria uma ewok? — pra pedir ajuda ao espírito do profeta Samuel. O espírito de Samuel aparece e prevê exatamente o que acaba acontecendo com Saul (embora crentes gostem de fazer malabarismos silogísticos pra explicar que o tal espírito era na realidade um demônio — algo que a bíblia não diz). A versão oficial dos crentes é “não é possível falar com os mortos”.</p><p>Essa é apenas uma das inúmeras doutrinas crentes que eles tiraram de lugar nenhum. Se você ler a bíbila sem ter sido doutrinado por um evangélico antes, a conclusão que você tirará é que sim, é possível falar com os mortos. Mas esse é o mesmo livro que <a
href="http://www.bibliaon.com/a-jumenta-de-balaao/" target="-blank">uma jumenta fala com seu dono</a> então não é exatamente a fonte mais confiável.</p><p>Muita gente não teve a mesma “sorte” que eu, e portanto nunca foi ensinada a desconsiderar qualquer tipo de pessoa que alegue ter esse tipo de super poder. Acontece  que você não precisa ter sofrido uma infância cristã traumática pra adquirir senso crítico em relação a estes supostos psíquicos. Em um número estarrecedor de vezes, os próprios médiuns expoem-se como totais fraudes.</p><p>É incrível que alguém ainda acredite nessa estirpe de gente quando eles cometem este tipo de cagada em público:</p><p><strong>Uri Geller é humilhado por Criss Angell (que nem é lá um sujeito muito melhor)</strong></p><p>O Criss Angell é um David Blaine de 5a categoria que é conhecido por pagar figurantes para fingirem que estão maravilhados com os truques de câmera que ele encena em seu programa Mindfreak. Como se não bastasse ser um mágico bem fuleiro, ele meio que mantém uma aura de “veja só eu tenho superpoderes de verdade”.</p><p>Ou mantinha. De uns tempos pra cá o Criss Angell decidiu pagar de Houdini e passou de mágico pra caça-charlatões. Por isso ele aparecia no programa <em>Phenomenon</em>, da NBC, onde ele fazia essencialmente este tipo de coisa:</p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=oFYrYuxAzw4">http://www.youtube.com/watch?v=oFYrYuxAzw4</a></p></p><p>O resumo é o seguinte — Criss Angell desafia supostos médiuns a adivinharem o que ele escreveu num pedaço de papel e  assim ganhar um milhão de dólares. Ele oferece a prova aos participantes do programa que alegam falar com espíritos e coisa do tipo. Só que nesse dia ele resolveu fazer a pergunta ao seu colega de programa, o Uri Geller.</p><p>Pra quem não conhece o sujeito: Uri Geller é um médium israelense que ficou famoso nos anos 70 e 80 fazendo truques imbecis como dobrar colheres em programas de TV — o que é deprimente aliás; eu gosto de pensar que, se existisse realmente seres humanos capaz de canalizar forças universais inexplicáveis, estas seriam usadas para fins mais nobres ou, pelo menos, menos idiotas.</p><p>Pois bem. Criss Angell faz a oferta ao poderoso Uri Geller. O israelense, obviamente, não sabe o que responder e começa a falar abobrinhas sobre as datas de nascimento dos dois ilusionistas. E Criss Angell revela que o número escrito no papel era 911, uma referência aos ataques de <a
href="http://hbdia.com/wordpress/licao-de-historia/relembrando-a-vida-em-2001/" target="-blank">Onze de Setembro</a>.</p><p>O vídeo é uma paródia visual da célebre anedota “se existem realmente médiums, porque eles não estão ganhando a loteria todo dia?”. Se você tem a capacidade natural de adivinhar o futuro, por que diabos você não usaria isso para lucro próprio…? E não venham me dizer que os poderes não funcionam caso a pessoa os use para ganho pessoal — nenhum desses médiums “trabalha” de graça; a grosso modo eles estão sim lucrando com seus “poderes”.</p><p>E as anotações que fizeram em cima do vídeo são o que há de mais deprimente. O autor da montagem pescou números aleatórios que o Uri Geller soltou durante  seu curto monólogo (ignorando os que não encaixavam, obviamente) e pulou à conclusão de que sim, Uri Geller adivinhou o número secreto de Angell. “Ele falou 1 e falou 19, tá vendo, isso dá 911 de alguma forma!”</p><p><strong>James Hydrick é esculachado pelo James Randi</strong></p><p>Você sabia que o James Randi é gay? Eu fiquei sabendo hoje, pesquisando pra esse post. Enfim.</p><p>James Randi é um cético famoso por percorrer o mundo desmascarando fraudes que alegam ter super poderes. A propósito, “percorrer o mundo” não é exagero cômico não. <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=lvx0k0UkxJE" target="-blank">Veja aí o Randi neste incompreensível programa japonês</a> (incompreensibilidade é a regra de programas de auditório japoneses; isso, e letreitos coloridos tomando metade da tela).</p><p>Nos anos 80 o James Hydrik, que alegava ter desenvolvido poderes psíquicos com ajuda de “um velhinho chinês” (isso tá começando a parecer roteiro de filme de Sessão da Tarde ein) apareceu no programa <em><a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/That&#039;s-My-Line" target="-blank" class="broken_link">That’s My Line</a></em> pra demonstrar seus poderes. E o colega Randi estava lá de olho no maluco. Observe:</p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=QlfMsZwr8rc">http://www.youtube.com/watch?v=QlfMsZwr8rc</a></p></p><p>O tal James Hydrik vai lá (trajando o que creio ser a fantasia de porta-bandeira da Mangueira daquele ano) e mostra seus incríveis poderes — que limitam-se a mover um lápis e passar uma página de uma lista telefônica. Ok, novamente um malandro espera que acreditemos que a manifestação de superpoderes incompreendidos pela ciência se limitam a mover objetos de poucos gramas. Tá certo.</p><p>O Hydrik, todo pimpão com o aplauso da platéia, fecha a cara assim que o James Randi aparece com a explicação científica para o fênomeno paranormal: “ele está soprando, caralho”. Randi vai lá e repete os feitos do médium. E mais que isso, ele convida o Hydrik a repetir o truque, mas dessa estabelecendo um controle na experiência. E “estabelecendo um controle na experiência” é o modo científico de dizer “jogando um monte de flocos de isopor ao redor da lista telefônica”.</p><p>E adivinha o que acontece? Não, o Hydrik não foi apenas incapaz de repetir a façanha. Ele foi além e, exaurindo todo o seu conhecimento sobre leis da física, elaborou gagejando a teoria de que o isopor gera “eletricidade” (ou melhor, eletricidade estática, ele se corrige mais tarde) e isso de alguma forma gruda as páginas da lista.</p><p>O resultado é o completo constrangimento de todos os participantes do vídeo; um constrangimento que se transporta magicamente através da tela do seu computador e agora habita em você.</p><p>E a melhor parte? James Hydrik é hoje o orgulhoso <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/James-Hydrick" target="-blank" class="broken_link">morador de uma colônia penal na Califórnia</a>. O senhor Hydrik (ou Detento G03069 como ele é conhecido atualmente) foi encarcerado por 17 anos por molestar crianças.</p><p>Charlatão e estuprador de crianças. Só faltava ser corintiano mesmo pra completar a vergonha total para sua família.</p><p>WAIT A SECOND. Deixa eu ver as cores da fantasia do cara com mais atenção…</p><p><strong>Sylvia Browne erra E INSISTE NO ERRO</strong></p><p>Lá atrás no texto eu usei a Mãe Dinah como sinônimo geral para médiums. Desta vez a comparação é mais apropriada, porque a Sylvia Browne é <strong>A</strong> Mãe Dinah americana.</p><p>A véia é famosa por ir em programas de auditório e, usando técnicas fajutíssimas de <em><a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cold-reading" target="-blank" class="broken_link">cold reading</a></em>, “adivinha” detalhes sobre a morte de familiares dos participantes da platétia. Ou seja, o MO comum desse tipo de salafrário, <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Qx0Jt2jnLOQ" target="-blank">conforme ilustrado perfeitamente neste vídeo do John Edward</a>.</p><p>Essencialmente o cara diz “tou sentindo a presença de um espírito masculino aqui neste lado” (enquanto aponta pra metade da platéia) e, em modo metralhadora, diz que o espírito talvez seja de “filho, sobrinho, ou neto”. Como 100% dos seres humanos são filhos ou netos de alguém, boa parte de um grupo de adultos já deve ter perdido algum parente que se encaixa nos parâmetros “adivinhados” pelo médium.</p><p>Ele então chuta um dos nomes mais comuns da cultura gringa: “Robert”. Evidentemente, alguém levanta a mão e diz <strong>CARALHO ELE ACERTOU SOU EU MEU PAI ERA ROBERT E ELE MORREU</strong>. O médium pergunta se o sujeito morreu de câncer, o que não foi o caso, mas continua dando chutes até acertar mais alguma coisa. E os retardados só notam os momentos em que o sujeito “acerta”.</p><p>Voltemos para a Sylvia Browne. O esquema dela, como no caso do John Edward (que foi <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/The-Biggest-Douche-in-the-Universe" target="-blank" class="broken_link">zoado impiedosamente pelo South Park</a>, vale lembrar), é falar com mortos. E como essa técnica de cold reading seja relativamente bem sucedida para enganar trouxas, talvez fosse melhor que a médium se ativesse a ela.</p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=hRc4LkBRjIc">http://www.youtube.com/watch?v=hRc4LkBRjIc</a></p></p><p>Esse vídeo é incrível. Uma participante de um programa qualquer chora diante da médium, falando que seu marido morreu e nunca encontraram o corpo. A Sylvia, supondo que a morte do marido da mulher fosse algum tipo de homicídio não resolvido, chutou que o suposto assassino tivesse jogado o defunto num lago ou pântano ou sei lá o que, que é o tipo de lugar onde geralmente se jogam presuntos.</p><p>Só que o problema é que o marido da mulher era um bombeiro que morreu nos ataques de Onze de Setembro. A médium, num arroubo de cara de pau que espantaria até os mais corruptos deputados brasileiros, corrige a víuva: “<em>não minha filha. Ele morreu AFOGADO, tou te dizendo</em>“. E as duas ficam neste impasse; a viúva dizendo que o cara morreu no WTC, e a médium insistindo que não, que ele morreu afogado.</p><p>Mas o que vem depois é ainda mais incrível. Notando que sua estratégia de “contrariar uma viúva em relação aos detalhes da morte do seu próprio marido” não era a melhor saída, ela surge com uma hipótese mirabolante: “seu marido não era bombeiro, e ele não estava tentando apagar o fogo do World Trade Center com uma mangueira dágua?  Então, de repente…” e deixou por isso mesmo, como que insinuando que o marido da mulher conseguiu a proeza de se afogar tentando apagar um incêndio.</p><p>Ou seja, no final das contas a mulher ainda fere a memória do falecido, sugerindo que o cara é o pior bombeiro que jamais existiu na história da arte da bombearia.</p><p>E tem nego que acredita nessa gente ainda por cima. Puta que pariu!</p><p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
 	swfobject.embedSWF("http://www.youtube.com/v/oFYrYuxAzw4&amp;rel=0&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=0", "vvq-4861-youtube-1", "425", "344", "10", vvqexpressinstall, vvqflashvars, vvqparams, vvqattributes); 	swfobject.embedSWF("http://www.youtube.com/v/QlfMsZwr8rc&amp;rel=0&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=0", "vvq-4861-youtube-2", "425", "344", "10", vvqexpressinstall, vvqflashvars, vvqparams, vvqattributes); 	swfobject.embedSWF("http://www.youtube.com/v/hRc4LkBRjIc&amp;rel=0&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=0", "vvq-4861-youtube-3", "425", "344", "10", vvqexpressinstall, vvqflashvars, vvqparams, vvqattributes);
// ]]&gt;</script></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/top-x/3-mediums-que-provaram-publicamente-que-sao-farsantes-e-como-eles-fizeram-essa-proeza/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>3 dicas de câmera pra pessoas que filmam como se fossem macacos bêbados</title><link>http://hbdia.com/top-x/3-dicas-de-camera-pra-pessoas-que-filmam-como-se-fossem-macacos-bebados/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/3-dicas-de-camera-pra-pessoas-que-filmam-como-se-fossem-macacos-bebados/#comments</comments> <pubDate>Thu, 02 Feb 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4841</guid> <description><![CDATA[Ok, primeiro de tudo: eu não sou nenhum profissional da cinematografia. Aliás, sempre que vejo minhas filmagens antigas consigo apontar 800 erros por tomada, e isso quando examino o que considero minhas melhores filmagens. Entretanto, com a prática constante de gravar e editar vídeos você acaba adquirindo alguns macetes importantes. E como toda vez que<a
href="http://hbdia.com/wordpress/top-x/3-dicas-de-camera-pra-pessoas-que-filmam-como-se-fossem-macacos-bebados/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Ok, primeiro de tudo: eu não sou nenhum profissional da cinematografia. Aliás, sempre que vejo minhas filmagens antigas consigo apontar 800 erros por tomada, e isso quando examino o que considero minhas melhores filmagens. Entretanto, com a prática constante de gravar e editar vídeos você acaba adquirindo alguns macetes importantes.</p><p>E como toda vez que peço pra alguém filmar algo pra mim a gravação é completamente <strong>INÚTIL </strong>de tão horrível que é o resultado, achei que seria um bom serviço público dividir algumas dicas simples porém importantes com a massa de milhares de fidalgos que acessam este site diariamente. Assim você talvez aprenderá a manipular uma câmera com destreza superior a de um portador de mal de Parkinson no meio de um ataque epilético.</p><p>Vamos lá.</p><p><strong>1) NUNCA filme em portrait. NUNCA.</strong></p><p>Para você que é leigo em relação a cinematografia (ou que nunca teve que imprimir nada na vida), eu explico. Portrait é a orientação “vertical”.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://hbdia.com/?attachment_id=6077" rel="attachment wp-att-6077" class="broken_link"><img
class="alignnone size-full wp-image-6077" title="camera" src="http://img.hbdia.com/2012/02/camera.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p><p>Gravações em portrait se tornaram um problema na era dos smartphones. Como essa é a posição natural em que um segura um celular, as pessoas naturalmente o segurarão da mesma forma quando estão filmando. E eis o motivo pelo qual essa é a maior estupidez possível.</p><p>Você já viu uma TV vertical? Que tal uma tela de cinema vertical, tem alguma na sua cidade? Monitor de computador vertical, cê já viu? Ok, este último até existe, mas é dedicado a usos bem específicos. Tirando aquelas telas de aeroporto que mostram o seu vôo (e apenas o seu vôo) sendo atrasado, praticamente toda tela que você já viu na vida era horizontal.</p><p>Existe uma razão pra isso.</p><p>Toda a mídia visual existente (filmes, desenhos animados, seriados, videoclipes, TUDO) é filmado e exibido em <em>landscape</em>. E o motivo disso é que essa é a forma como vemos o mundo — em landscape. Seres humanos tem um ângulo de visão de 180 graus horizontais, mas apenas 100 graus verticais.</p><p>O mundo que vemos é praticamente widescreen, e por isso vídeos deveriam seguir o mesmo formato.</p><p>Isso sem mencionar que, se você tá vendo uma cena qualquer, o centro e as laterais são as áreas de maior importância. O chão e o céu, que você acaba capturando quando filma em portrait, não oferecem muito contexto numa filmagem e são piores que inúteis.</p><p>Em resumo: há um motivo pelo qual resoluções de filmes são 1920×1080 e não 1080×1920.</p><p><strong>2) Observe a cena exclusivamente pelo viewfinder</strong></p><p>Olha, eu vou usar um monte de termo em inglês porque esse é um assunto técnico e não sei nem se existem palavras lusófonas equivalentes. Se isso te irrita, favor meter o dedo no cu e rasgar. Você está na internet acessando um blog clicando em links com um mouse num browser. Desde quando palavras em inglês começaram a te irritar, seu merda?</p><p>Viewfinder é a “janelinha” através da qual você observa o que a câmera está capturando. Hoje em dia ninguém mais realmente usa o viewfinder já que tudo tem telinha de LCD, mas o princípio é o mesmo — quando você está filmando, observar a cena por essa telinha é de suprema importância. Um dia aliás viveremos num mundo civilizado em que filmar uma cena observando-a por “fora” do viewfinder será passível de espancamento público e multa.</p><p>Deixa eu explicar por que isso é tão importante. Você já experimentou dirigir sem olhar pra frente do carro (digamos, olhando pros lados ou jogando Angry Birds)? O que acontece é que o carro vai migrar lentamente da sua faixa pra faixa do lado, aterrorizando os passageiros da Escort roxo ao seu lado.</p><p>Isso acontece porque o carro tem naturalmente a tendência de não seguir numa linha perfeitamente reta. O feedback visual é preciso pra que você faça as pequenas correções de trajetória necessárias para não atropelar alguém.</p><p>E isso é a mesma coisa que acontece quando você não presta atenção no viewfinder de uma câmera. Apontar a câmera na direção do que está sendo filmado não é suficiente; você precisa colar o olho naquela porra daquela telinha pra garantir que o enquadramento e o foco estão corretos.</p><p>Uma vez eu pedi ajuda à minha mulher pra ela me filmar falando algo pro meu vlog e quando fui ver a gravação, durante metade do tempo ela frameou a tomada na gola da minha camiseta. O braço dela naturalmente abaixou um pouco durante a filmagem, graças à inexorável força da gravidade inventada por Einstein, eu saí do frame e ela não notou porque não estava prestando atenção. Desde esse dia passei a ama-la uns 40% a menos.</p><p>Se você presta atenção no viewfinder, você se verá instintivamente corrigindo a tomada à medida que seu bracinho flácido começa a cagar a cena. Sabe quando você vê um vídeo “extremo” no youtube (tipo uma briga, batida de carro, alguma coisa assim) e assim que a ação interessante começa, o sujeito abaixa a câmera? Isso acontece porque o débil mental decidiu observar a cena por fora do viewfinder — o que aniquila o propósito de estar filmando a coisa.</p><p>Dá raiva né? Não seja esse cara.</p><p>Se você <strong>não </strong>presta atenção no que está filmando — e a única forma correta de fazer isso é manter os olhos no viewfinder –, as chances da gravação viraram desperdício de espaço no cartão de memória tendem a 100%.</p><p><strong>3) Sabe a linha de horizonte? Então, ela tem este nome por um motivo</strong></p><p>A linha do horizonte é um conceito de fotografia que se aplica à cinematografia. Essencialmente, a tal linha do horizonte é uma linha imaginária que conecta uma lateral do frame à outra, do lado oposto.</p><p>E o nome “linha do horizonte” deixa evidente que esta linha deve ser horizontal. Em outras palavras, você deve segurar a câmera <strong>na horizontal</strong>, e manter essa inclinação de zero graus.</p><p>Isso também é feito, como no esquema de filmar em landscape, pra simular a forma como nós humanos vemos o mundo. Nossos olhos se posicionam numa linha horizontal, portanto nós temos uma “linha de horizonte” embutida.</p><p>Quando você filma algo e inclina a câmera (algo que pode ser evitado se você seguir o passo número 2), a filmagem fica automaticamente uma merda.</p><p>Filmagem “inclinada” é às vezes, admito, usada pra atingir um estilo específico. Este estilo chama-se “cagar o filme”. O filme <a
href="http://www.imdb.com/title/tt0185183/" target="-blank">Battlefield Earth</a>, considerado amplamente como o pior filme jamais gravado em celulóide, foi filmado quase inteiramente em <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dutch-angle" target="-blank" class="broken_link">dutch angles</a>. Portanto, tudo que você puder fazer pra diferenciar sua filmagem de Battlefield Earth — seja segurar a câmera horizontalmente ou não contratar o John Travolta — é de extrema importância.</p><p>É isso aí. Agora você já é um cinematografista melhor do que 99% das pessoas que colocam vídeos no youtube.</p><p>p</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/top-x/3-dicas-de-camera-pra-pessoas-que-filmam-como-se-fossem-macacos-bebados/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>4 pessoas com uma história muito mais incrível pra contar do que qualquer uma sua</title><link>http://hbdia.com/top-x/4-pessoas-com-uma-historia-muito-mais-incrivel-pra-contar-do-que-qualquer-uma-sua/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/4-pessoas-com-uma-historia-muito-mais-incrivel-pra-contar-do-que-qualquer-uma-sua/#comments</comments> <pubDate>Sat, 14 Jan 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=2758</guid> <description><![CDATA[Todos nós gostamos de impressionar os outros, não é mesmo? Eu, por exemplo, só escrevo neste site pra poder dizer que sou um blogueiro conhecido internacionalmente (considerando que eu moro no exterior, tecnicamente &#8220;Brasil&#8221; é internacional pra mim). Tem gente inclusive que gosta tanto de maravilhar os outros com histórias mirabolantes que vive inventando mentiras.<a
href="http://hbdia.com/wordpress/top-x/4-pessoas-com-uma-historia-muito-mais-incrivel-pra-contar-do-que-qualquer-uma-sua/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós gostamos de impressionar os outros, não é mesmo? Eu, por exemplo, só escrevo neste site pra poder dizer que sou um blogueiro conhecido internacionalmente (considerando que eu moro no exterior, tecnicamente “Brasil” é internacional pra mim).</p><p>Tem gente inclusive que gosta tanto de maravilhar os outros com histórias mirabolantes que vive inventando mentiras. Apesar do fato de que essas pessoas são rapidamente identificadas em qualquer grupo social, evitadas, e às vezes hostilizadas abertamente, há muitos que tentam remediar o fato de que são completamente desinteressantes inventando lorotas tão absurdas que você pensa que eles estão te desafiando a chama-los de mentirosos no ato.</p><p>Há alguns anos por exemplo eu conheci uma menina que chegou a alegar que tinha poderes metafísicos. E que ela usou tais poderes pra curar seu irmão, que havia levado um tiro no meio de uma guerra de gangues — e tal guerra teria acontecido em Oshawa, Ontario, uma cidade que é o equivalente canadense da vila do Chico Bento.</p><p>Sério, e olha a menina nem era wiccan ou gótica ou seja lá como se chamam esses moleques que tem hábito de achar que são bruxas/vampiros com super-poderes. A propósito, góticos ainda existem ou foram substituidos pelos emos mesmo?</p><p>Enfim. Meu ponto é que a maioria das pessoas tem vidas tão desinteressantes que precisam mentir o tempo todo pra impressionar seus amigos.</p><p>Este sujeitos aqui, no entanto, precisam mentir pra esconder de seus semelhantes histórias que os colocam num nível evolucionário superior ao dos meros Homo sapiens ao seu redor.</p><p>Gente como por exemplo…</p><p><strong>Inés Ramírez, a mulher que executou uma cesareana em si mesma <a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/main-mexbirth01.jpg" class="broken_link"><img
class="alignright size-full wp-image-4724" style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; margin-right: 8px; border: 1px solid black;" title="MANJA A PEXEIRA. Ou, no idioma que ela não fala, " src="http://img.hbdia.com/2012/01/main-mexbirth01.jpg" alt="" width="126" height="190" /></a></strong></p><p>No ano de 2000, quando a palavra “terrorista” ainda combinava mais com filmes do Bruce Willis e Bonde do Tigrão dominava os sistemas de som de todos os Fiat Unos sem vidros elétricos no território nacional, a mexicana Inés Ramírez encontrava-se em uma situação um pouco inconveniente. Ela estava grávida de nove meses, e prestes a parir.</p><p>Qual o problema, você me pergunta? O problema é que Inês mora num interior fodidíssimo do México, povoado em sua maioria por uma turma indígena que sequer fala espanhol. Seu marido estava se embebedando num botequim próximo, não há hospital na cidade — se duvidar a palavra “hospital” nem existe no idioma nativo da mulher –, não havia telefones, não havia ninguém para ajuda-la.</p><p>Na situação dela, eu e você talvez nos desesperaríamos, amaldiçoaríamos toda e qualquer divindade encarregada de gerenciar nosso universo, e morreria lenta e agonizantemente.</p><p>Acontece que a Inés é Zapotec, e essa raça literalmente não conhece o significado e o conceito da palavra “desistir”.</p><p>O que a muié fez? Ela pegou uma faca de cozinha de 15cm, bebeu vários goles de álcool de farmácia e <a
href="http://www.smh.com.au/articles/2004/06/01/1086037758224.html" target="-blank">começou a operar a si mesma</a>. A mulher cortou uma incisão de 17cm, indo das costelas até a área pubiana (quase o dobro do corte típico de uma cesareana), puxou o moleque para o mundo, cortou o cordão umbilical (com uma tesoura, mas prefiro imaginar que ela o fez com os dentes) e em seguida desmaiou.</p><p>Quando finalmente encontraram a mulher, ela já estava consciente de novo. Levaram-na para um hospital (que ficava a oito horas de distância), onde os médicos tiveram até que consertar as tripas da mulher — que acabaram levando umas pexeiradas no processo da cesareana caseira. Mas a mulher (e o filho) estão bem até hoje.</p><p>E você aí que chora feito um cabrito desmamado quando tem que levar injeção de Benzetacil.</p><p><strong>Como ela venceria qualquer disputa de machice num bar: </strong></p><p>“Isso aí não é nada. Uma vez eu estava grávida e não tinha ninguém pra me ajudar, então me furei com uma faca imensa e assim dei luz ao meu próprio filho”.</p><p><strong><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/nepal.jpg" class="broken_link"><img
class="alignleft size-full wp-image-4726" style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; margin-right: 8px; border: 1px solid black;" title="Nem farei piadinha com o cara." src="http://img.hbdia.com/2012/01/nepal.jpg" alt="" width="176" height="169" /></a>Bishnu Shrestha, o nepalense que salvou uma mulher de 40 estupradores</strong></p><p>Quem nasce no nepal é nepalense né? Estou ocupado demais para verificar.</p><p>Então, manja nos filmes de ação em que o mocinho despacha cinco ou seis atacantes simultaneamente? Caso você seja nerd chato igual eu, imediatamente tu começa a apontar a improbabilidade da cena (por mais que você deseje ardorosamente possuir a mesma habilidade marcial do protagonista).</p><p>Então, pelo jeito Hollywood não exagera tanto assim não. Manja essa: este colega aí ao lado é o Bishnu Shrestha. Em 2011 o amigo estava jogando Angry Birds tranquilo durante uma viagem de trem quando de repente 40 elementos — isso mesmo, QUARENTA — anunciaram um assalto. Os marginais portavam facas, espadas e armas de fogo, e rapidinho estavam portando também bolsas, relógios e celulares dos outros passageiros.</p><p>Bishnu olhou para os quarenta marginais armados e pensou “<em>hmmm, já que estão todos armados, TALVEZ seja uma briga justa. Mas vou deixar passar, nem gosto mais desse iPhone mesmo</em>“. E ficou quietinho na dele.</p><p>Acontece que em um determinado momento, um dos assaltantes viu uma mocinha bonita e decidiu se aproveitar da situação. Sob mira da arma do malandro, a menina foi obrigada a se despir. Dramaticamente, Bishnu levantou apenas uma sobrancelha e falou “peraí”.</p><p>O cara puxou uma <a
href="http://www.google.ca/search?client=opera&amp;rls=en&amp;q=kukri&amp;oe=utf-8&amp;channel=suggest&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;hl=en&amp;tbm=isch&amp;source=og&amp;sa=N&amp;tab=wi&amp;ei=1rURT9GGNc3KiALk3JzHCw&amp;biw=1600&amp;bih=778&amp;sei=2bURT8X1CsSfiQLxhcnUDQ" target="-blank">kukri</a>, que é essencialmente uma pexeira nepalense, e partiu pra cima dos vagabundos. Se eu resolvesse agir com tamanha bravura, os jornais noticiariam no dia seguinte que um imigrante nordestino foi transformado em uma peneira e que seu corpo foi em seguida sodomizado pelos bandidos.</p><p>Bishnu, no entanto, <a
href="http://archives.myrepublica.com/portal/index.php?action=news-details&amp;news-id=27100" target="-blank">matou três dos marginais, feriu outros oito, e o resto (sabiamente) saiu correndo</a>.</p><p>Permita-me lembra-lo que o cara fez tudo isso <strong>COM UMA FACA</strong>. Ah, outro detalhe que eu esqueci de mencionar — este amigo aí havia <em>acabado de se aposentar do exército nepalense</em>.</p><p>Com isso em mente eu decido que o Nepal é um país pequenininho porque os nepalenses tem pouca ou nenhuma ambição, porque com soldados dessa estirpe é surpreendente que eu e você não estejamos falando nepali neste exato momento.</p><p><strong>Como ele venceria qualquer disputa de machice num bar: </strong></p><p>Você quer realmente arriscar algum tipo de disputa contra este homem?</p><p><strong>Joseph Kittinger, o homem que pulou do espaço pra Terra<a
href="http://hbdia.com/?attachment_id=6085" rel="attachment wp-att-6085" class="broken_link"><img
class="alignright  wp-image-6085" style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; margin-right: 8px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="joseph" src="http://img.hbdia.com/2012/01/joseph-236x300.jpg" alt="" width="189" height="240" /></a></strong></p><p>Eu sei que algum chato vai apontar pra este detalhe, então vamos lá — eu sei que estratosfera não é exatamente “espaço”; este começa oficialmente <a
href="http://www.universetoday.com/75710/where-does-space-begin/" target="-blank">lá pros 100km de altura</a>.</p><p>Acontece que o mesmo artigo deixa claro que essa altura é meio arbitrária, e que não há um ponto exato em que a atmosfera termina e o espaço começa. Eu vou explicar a história do Kittinger e você me diz aí o que acha.</p><p>É o seguinte. Era o finzinho dos anos 50, a Guerra Fria estava ensaiando seus primeiros passinhos e Michel Teló só faria os seus passinhos 60 anos mais tarde. Do nada, bateu uma dúvida na Força Aérea Americana — qual é a altura máxima de um salto de paraquedas que um ser humano pode sobreviver?</p><p>Pra descobrir isso, deu-se origem ao <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Project-Excelsior" target="-blank" class="broken_link">Projeto Excelsior</a>, onde o piloto e maluco profissional Joseph Kittinger saltaria de balões altíssimos pra testar um novo sistema de paraquedas.</p><p>É isso mesmo. Embora “testador de paraquedas” pareça uma profissão tão piadística quanto “dentista de leão”, essa era a tarefa do cara — subir à maior altura atingida por um ser humano até então e pular lá de cima <em>usando um paraquedas experimental</em>.</p><p>E só pra garantir a probabilidade máxima de algo dar terrivelmente errado, Kittinger foi lá e pulou <strong>TRÊS VEZES</strong>.</p><p>Ah, e algo <em>deu errado</em>. No primeiro salto o paraquedas abriu antes do antecipado (esses paraquedas experimentais e sua célebre imprevisibilidade!), se enrolou ao redor do pescoço do Kittinger e quase o matou. Eu e você teríamos desistido ali mesmo de jamais subir mais alto do que uma cadeira pra trocar uma lâmpada, mas Kittinger foi lá e saltou de novo. E de novo.</p><p>Em seu terceiro salto, Kittinger subiu a uma altura de 30 quilômetros. Pra te dar um padrão de referência, isso é três vezes mais alto do que a máxima altura que você atingiu na vida: um vôo comercial. Diferente de um vôo comercial, no entanto, a gôndola do balão do Kittinger não era pressurizada ou sequer fechada.</p><p>E tu aí com medo de voar de avião.</p><p><strong>Como ele venceria qualquer disputa de machice num bar: </strong></p><p>“Ah, você pulou de paraquedas? Que bacana. Eu fiz isso uma vez, mas foi de um balão construído para levar-me para baixo das fuças de Jeová em pessoa, e então pulei usando um paraquedas que ninguém sabia se funcionaria.”</p><p><strong><img
class="alignleft size-thumbnail wp-image-7191" title="WilliamKamkwamba" src="http://img.hbdia.com/2012/01/WilliamKamkwamba-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />William Kamkwamba, o Tony Stark africano</strong></p><p>Nós crianças do anos 80 — especialmente os nerds — tínhamos um ídolo em comum: o agente secreto Angus MacGyver. Aliás, é por causa do MacGyver que eu cresci desejando um canivete suíço. Bom, por causa dele e por causa dos Escoteiros Mirins.</p><p>Evidente, ao contrário do meu herói televisivo (e dos Escoteiros Mirins), eu não tinha essa habilidade toda em bolar engenhocas e soluções para problemas utilizando objetos aleatórios. E por isso eu, com raiva, decidi que ninguém seria capaz de fazer o tipo de coisa que o MacGyver fazia.</p><p>Como praticamente tudo que eu pensava quando tinha 10 anos, esta idéia estava errada.</p><p>Conheçam o William Kamkwamba. Este garboso jovem mora em <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Malawi" target="-blank">Malawi</a>, um país que eu literalmente nunca ouvi falar. Este é um daqueles países onde ter dois braços e duas pernas não explodidas por minas é um símbolo de status, e para sustância física as pessoas comem terra e bebem as lágrimas uns dos outros.</p><p>O William teve que largar os estudos porque os pais não podiam pagar a anuidade escolar (míseros oitenta dólares, que é um valor inferior ao meu gasto anual com jujubas). Evidentemente, William não deixaria que a falta de uma educação formal o impedisse de fazer algo com sua vida. Então ele começou a ir à biblioteca próxima (que ficava a quilômetros da sua casa) pra estudar por conta própria.</p><p>Nisso ele achou um livro sobre moinhos e como eles são usados para automatização de funções como puxar água do solo. E ele pensou “acho que consigo construir um bicho desses, até porque estou curioso pra saber se água é molhada mesmo como dizem estes livros”.</p><p>(Calma, calma, eu estava só brincando. O moinho que ele construiu foi na verdade pra gerar eletricidade)</p><p>O maluco juntou um monte de ferro velho, partes de uma bicicleta e tocos de madeira — em suma, ele depletou todos os recursos da orgulhosa nação Malawiense –, e construiu isso aí:</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/moinho.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4730 aligncenter" style="border: 1px solid black;" title=":O" src="http://img.hbdia.com/2012/01/moinho.jpg" alt="" width="296" height="287" /></a></p><p>O moinho funcionou. O moleque recebeu prêmios internacionais (em título e em dinheiro), uma bolsa integral para estudar em uma das <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dartmouth-College" target="-blank" class="broken_link">mais prestigiosas faculdades americanas</a>, e faz workshops ao redor da África contando sua história pra meninada e ensinando-os a construir seus próprios moinhos.</p><p><strong>Como ele venceria qualquer disputa de machice num bar: </strong></p><p>“Hahaha essa sua história é bacana! Ela me lembrou aquela vez em que eu era um jovem pobre e sem educação e estudei por conta própria a fim de construir sozinho uma fonte de energia elétrica num país que sequer tem um nome para ‘eletricidade’, mudando assim a vida da minha família e de todas as outras que se beneficiaram com minha invenção”</p><p>Mas vai lá, me conta sua história incrível daquela viagem lá que você fez com os amiguinhos da faculdade.</p><div
id="http://hbdia.com/wordpress/top-x/4-pessoas-com-uma-historia-muito-mais-incrivel-pra-contar-do-que-qualquer-uma-sua/" class="linkwithin-hook"></div><p>/em</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/top-x/4-pessoas-com-uma-historia-muito-mais-incrivel-pra-contar-do-que-qualquer-uma-sua/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>4 sons da nossa infância que não existem mais (e o que isso significa pras gerações futuras)</title><link>http://hbdia.com/top-x/4-sons-da-nossa-infancia-que-nao-existem-mais-e-o-que-isso-significa-pras-geracoes-futuras/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/4-sons-da-nossa-infancia-que-nao-existem-mais-e-o-que-isso-significa-pras-geracoes-futuras/#comments</comments> <pubDate>Fri, 06 Jan 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4652</guid> <description><![CDATA[De acordo com aquela pesquisinha HBDística que fiz há algumas semanas, uma boa parcela da população leitora deste registro virtual da minha vida tem aproximadamente a minha idade. Tão tudo caminhando aos 30 e serão em breve oficialmente &#8220;velhos&#8221;. E uma das coisas que acontece quando nos tornamos velhos é que figuras clássicas da nossas<a
href="http://hbdia.com/wordpress/top-x/4-sons-da-nossa-infancia-que-nao-existem-mais-e-o-que-isso-significa-pras-geracoes-futuras/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com aquela pesquisinha HBDística que fiz há algumas semanas, uma boa parcela da população leitora deste registro virtual da minha vida tem aproximadamente a minha idade. Tão tudo caminhando aos 30 e serão em breve oficialmente “velhos”.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/pesquisa.jpg"><img
class="aligncenter size-full wp-image-7394" style="border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="Tem maluco de 40 anos lendo esta merda?!" src="http://img.hbdia.com/2012/01/pesquisa.jpg" alt="" width="636" height="219" /></a></p><p>E uma das coisas que acontece quando nos tornamos velhos é que figuras clássicas da nossas infâncias vão morrendo sem que a gente perceba. Já escrevi um texto até sobre <a
href="http://hbdia.com/top-x/5-personagens-da-nossa-infancia-que-tiveram-finais-tragicos/" target="_blank">heróis da nossa infância que tiveram mortes terríveis</a>.</p><p>Mas sabe algo que também morreu com nossas infâncias e a gente nem percebeu? Alguns barulhinhos clássicos que eram um sinônimo sonoro das ações que eles representavam. Por exemplo…</p><p><strong><a
href="http://hbdia.com/?attachment_id=6092" rel="attachment wp-att-6092" class="broken_link"><img
class="alignright  wp-image-6092" title="Agora você entendeu a origem do ícone estilizado universal para telefones." src="http://img.hbdia.com/2012/01/phone-300x223.jpg" alt="" width="240" height="178" /></a>Som de telefone com disco</strong></p><p>Você moleque imberbe de 12 ou 13 anos (ou seja, você nem lembra dos 150 pokemons originais) que lê este site talvez ainda use o termo “discar” — ou pelo menos ouviu alguém usando alguma vez –, mas aposto que você não conhece a origem desta palavra.</p><p>É o seguinte: há muitos e muitos anos atrás, o método de <em>input </em>de telefone era esse disco transparente que tu vê na figura ao lado. Ligar pra alguém exigia que você metesse o dedo no buraquinho correspondente àquele número e girasse o disco até uma lingueta metálica, o que registraria cada número.</p><p>A manipulação do tal disco levou à criação do verbo “discar”, que minhas extensas pesquisas indicam que ainda é usado no Brasil.</p><p>O fenômeno não é exclusivamente lusófono, aliás — até hoje os gringos se referem a ligar pra alguém com o verbo “to dial”; como vocês devem saber fazendo uma pesquisa no Google Imagens ou na wikipédia, “dial” é o termo usado pra qualquer objeto circular com números (seja um relógio, o botão de um amplificador ou o disco de um telefone antigo.</p><p>Tais discos telefônicos não existem mais, mas o termo “dial” como sinônimo de “ligar” perdura até hoje. É mais ou menos como ainda usamos ícones de disquetes nos botões de Salvar, apesar do fato de que disquetes morreram há muitos anos. Olha o sonzinho que esse troço fazia:</p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=cXxP3eQiTQI">http://www.youtube.com/watch?v=cXxP3eQiTQI</a></p></p><p><strong>O que isso significa pras próximas gerações</strong></p><p>O seu filho, nascido na era pós-speed dial, jamais conhecerá a época em que até fazer uma ligação telefônica dava um considerável trabalho. Lembra quando um filho da puta tinha vários zeros no número? Aliás, é muito provável que seu filho jamais memorize nenhum número telefônico. <strong></strong></p><p><strong><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/mdoem.jpg"><img
class="alignleft  wp-image-7396" style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 8px; margin-right: 8px; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" title="Modenzim" src="http://img.hbdia.com/2012/01/mdoem.jpg" alt="" width="227" height="134" /></a>Som do modem dial-up</strong></p><p>Acho que nem preciso falar muito sobre este. Pra muitos de vocês (e eu mesmo me incluo na estatística), o modem dial up foi uma presença mais constante em suas infâncias que seus próprios pais.</p><p>Aliás, aí está a perfeita metáfora. Dizia-se das gerações dos anos 60 e 70 que elas foram criadas pelos televisores; a minha geração foi criada pela placa fax-modem.</p><p>O modulador-demodulador discado era uma máquina assombrosa para a sua época — uma caixinha preta cheia de luzinhas, como toda máquina do futuro deve ser (lembra de Alien?), que permitia seu computador conversar com uma linha telefônica e enviar seus pensamentos desconexos a alguém do outro lado do país.</p><p>Lembram disso aqui?</p><div
class="wp-caption aligncenter" style="width: 704px"><a
href="http://hbdia.com/minha-infancia/haha-roubaram-minha-ideia/"><img
class="   " style="border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid;" src="http://img.hbdia.com/2011/01/izzy.jpg" alt="" width="694" height="158" /></a><p
class="wp-caption-text">Não sabe de onde é essa imagem? Clica nela.</p></div><p>Pra quem era viciado em internet como eu, o sonzinho do modem dial up se conectando ao seu provedor dava fim a uma agonia que se repetia todo sábado — eu encarando o relógio da parede intensamente, esperando as 14 horas pra poder usar a internet.</p><p
style="text-align: left;">Aliás, eu esperava que desse 14:10, pra garantir que uma possível disparidade entre meu relógio e o da compania telefônica não resultaria numa conta telefonica de 800 reais.</p><p
style="text-align: left;">Chegava o horário mágico, eu pulava na cadeira do computador, dava dois cliques naquele discadorzinho do Windows e ouvia o delicioso som abaixo:</p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=gsNaR6FRuO0">http://www.youtube.com/watch?v=gsNaR6FRuO0</a></p></p><p
style="text-align: left;">O som morreu pra mim em 2003, quando meu pai comprou serviço ADSL lá pra casa.</p><p
style="text-align: left;"><strong>O que isso significa pras próximas gerações</strong></p><p
style="text-align: left;">Meu avô vivia dizendo que as coisas no tempo dele eram mais difíceis, e vejo a cada dia que passa que me tornei um firme adepto dessa mentalidade. Naquela época o acesso à internet era escasso, e acessar internet durante o dia requeria primeiro que você falsificasse um trabalho escolar que requeria pesquisa no Cadê?, ou desligasse o som do modem pra não alertar os pais.</p><p
style="text-align: left;"><strong>Barulhinho de TV fora do ar<a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/static.jpg"><img
class="alignright size-full wp-image-7397" style="margin-left: 8px; margin-right: 8px; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" title="Hoje em dia essa imagem tá até medo." src="http://img.hbdia.com/2012/01/static.jpg" alt="" width="226" height="201" /></a></strong></p><p
style="text-align: left;">Você aí que não era nem nascido ainda quando o Brasil conquistou o Tetra não conheceu o mundo antes da TV a cabo. Deixa eu explicar pra vocês como era:</p><p
style="text-align: left;">Havia um certo período que a TV simplesmente não mostrava <strong>NADA</strong>.</p><p
style="text-align: left;">É isso aí. Tente imaginar que maluquice.</p><p
style="text-align: left;">Dependendo da emissora, lá pras X horas eles veiculavam o último programa do dia, e logo em seguida a TV mostrava apenas estática.  E ficava desse jeito a madrugada inteira, até começar a passar o Telecurso 2000 ou sei lá o que era que finalmente interrompia as horas de chiado televisivo.</p><p
style="text-align: left;">A ciência por trás da parada é interessante: a televisão nada mais é que um rádio sofisticado. Suas antenas captam transmissões das emissoras de TV mas, além disso, elas também captam um monte de coisa — radiação solar, sinais de rádio, até mesmo as <a
href="http://www.exploratorium.edu/origins/cern/ideas/bang.html" target="-blank">sobras do Big Bang</a>.</p><p
style="text-align: left;">Essa salada de transmissões sem nexo resultava nisso aqui:</p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=8E-MtJBAZvw">http://www.youtube.com/watch?v=8E-MtJBAZvw</a></p></p><p
style="text-align: left;">O que era a forma da sua TV de dizer “vá dormir que não tenho mais nada pra te mostrar aqui”.</p><p
style="text-align: left;"><strong>O que isso significa pras próximas gerações</strong></p><p
style="text-align: left;">Vivemos numa época que o mero ato de esperar que a TV exiba pra você conteúdo numa agenda fixa dela começa a parecer uma idéia obsoleta; torrents e serviços on demand como o Netflix que eu tanto amo permitem que você assista o que quiser de acordo com sua própria conveniência. Se eu quero assistir Bob Sponja às 3 da manhã, não deveria ser a minha TV que me diga que eu não posso.</p><p
style="text-align: left;">Ligar a TV de madrugada e ver nada além de estática era como abrir sua geladeira e encontrar um filme Kodak, duas pilhas e uma forma de gelo vazia.</p><p
style="text-align: left;"><strong><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/vcr.jpg"><img
class="alignleft  wp-image-7398" title="O que eram as tais QUATRO CABEÇAS?" src="http://img.hbdia.com/2012/01/vcr.jpg" alt="" width="240" height="151" /></a>Aquela barulheira desgraçada de um videocassete</strong></p><p><strong> </strong> Lembram do videocassete? Claro que não, afinal na época que passava TV Colosso você ainda não era nem um espermatozóide.</p><p>O videocassete, além de ser a raiz da memorável “Videocassetada” (outra coisa que você não conhece), era o DVD da nossa época. A mídia que ele utilizava era o VHS, uma fita magnética armazenada dentro de uma caixa plástica cheia de adesivos indicando o nome do filme e coisas do tipo.</p><p>O problema é que, como era uma máquina totalmente mecânica, a parada fazia altos barulhos. Primeiro, o mecanismo que encaixava a fita na posição correta, depois, os trocinhos que puxavam a fita de dentro do invólucro plástico. Ejetar a fita era um barulhão também.</p><p>Pode não parecer muita coisa — mas eu te garanto a turminha que (frustrada pela estática da TV durante a madrugada) tentou assistir um filminho na calada da noite sabe do que eu estou falando.</p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=FVT5AApDy8I">http://www.youtube.com/watch?v=FVT5AApDy8I</a></p></p><p
style="text-align: left;"> <strong>O que isso significa pras próximas gerações</strong></p><p>Assistir pornô em casa com a presença dos pais em outro cômodo já é uma aventura. Imagina agora quando você tá fazendo isso numa máquina que faz esse barulhão todo? Ahhh, saudade da infância…</p><p>(A idéia desse post me foi dada pelo broder <a
href="http://www.twitter.com/iparga" target="-blank">@<strong>iParga</strong></a>, do <a
href="http://unicornwithturrets.tumblr.com" target="-blank" class="broken_link">unicornwithturrets.tumblr.com</a>)</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/top-x/4-sons-da-nossa-infancia-que-nao-existem-mais-e-o-que-isso-significa-pras-geracoes-futuras/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>5 estripulias escolares que todos cometemos</title><link>http://hbdia.com/top-x/5-estripulias-escolares-que-todos-cometemos/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/5-estripulias-escolares-que-todos-cometemos/#comments</comments> <pubDate>Thu, 29 Dec 2011 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=3123</guid> <description><![CDATA[Eu estava aqui ouvindo o Azilacast sobre histórias de colégio (assine o podcast dos caras, é excelente) e me deu vontade de relatar algumas das minhas mais infames bagunças colegiais. Esses são os melhores assuntos pra textos no HBD, aliás, porque se você lê este site as chances de que você tenha um senso de<a
href="http://hbdia.com/wordpress/top-x/5-estripulias-escolares-que-todos-cometemos/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava aqui ouvindo o Azilacast sobre <a
href="http://azilator.com.br/?p=775" class="broken_link">histórias de colégio</a> (assine o podcast dos caras, é excelente) e me deu vontade de relatar algumas das minhas mais infames bagunças colegiais. Esses são os melhores assuntos pra textos no HBD, aliás, porque se você lê este site as chances de que você tenha um senso de humor semelhante ao meu são altíssimas.</p><p>Consequentemente, isso faz com que a probabilidade de você ter sido um arruaceiro mirim em seus anos formativos seja aproximadamente 115%, proporcionando identificação plena com os pequenos gestos de delinquência que você está prestes a ler.</p><p>Atenção molecadinha imberbe que lê este site: em primeiro lugar o Conselho Tutelar devia mandar prender seus pais, pois esse tipo de descaso com o conteúdo que você acessa pela internet é negligentemente criminoso. Em segundo, compreenda este texto como um manual. Imprima, leve pra escola amanhã, passe pros amiguinhos.</p><p><strong>Papel higiênico molhado no teto do banheiro</strong></p><p>Eis a segunda coisa mais divertida que você podia fazer num banheiro quando moleque: encher a mão com uma generosa quantidade de papel higiênico, pôr embaixo da torneira ligada &#8212; transformando a bola em papel machê &#8212; e em seguida arremessar a massa com força na parede ou no teto do banheiro. Ou, em momentos verdadeiramente mágicos, nos amiguinhos.</p><p>Arremessar no teto era o <em>modus operandi</em> tradicional, mas eu pessoalmente preferia jogar a bola de papel molhado na parede lá no fundo do banheiro. A distância maior entre o arremessador e o alvo conferia ao bólido molhado maior velocidade, e portanto maior força no impacto. A bola de papel molhado estourava com força na parede, fazendo aquele sonzinho incrivelmente satisfatório, com pequenos glóbulos de papel machê se projetando pra todo lado.</p><p>Essa brincadeira se tornou tão popular na minha escola que em breve o banheiro dos meninos parecia uma caverna cheia de estalactites brancas.</p><p><strong>Desenhar pirombas nas cadeiras de desafetos</strong></p><p>Boa parte do humor juvenil deriva-se de insinuação (homos)sexual, e essa brincadeira era um bom exemplo desse padrão.</p><p>O chiste consistia em desenhar na cadeira de um coleguinha &#8212; obviamente sem seu consentimento &#8212; uma realística (apesar de amadora) reprodução da genitália masculina em estado de plena ereção. Uma tilápia plenamente entumescida.</p><p>Na falta de canetinha hidrocor que permitisse o desenho na cadeira, valia também desenhar a jeriboca num pedaço de papel e repousa-lo na cadeira.</p><p>Aguardava-se então que o alvo retornasse ao seu assento onde, sem perceber a obra de arte impressa nele, sentaria-se tranquilamente na piromba rija desenhada em sua cadeira. Aos galhofeiros, sentar na estrovenga &#8212; ainda que sem conhecimento disto &#8212; era equivalente à admissão de aprazo por catramalhos.</p><p>Daquele dia em diante tanto fazia se você confessasse a plenos pulmões no meio do pátio da escola que deleita-se ao ser penetrado analmente por alterofilistas afrodescendentes, porque você seria tratado exatamente da mesma forma.</p><p>Os colegas mais escolados tinham a manha de olhar a cadeira antes de sentar. Isso provocou uma corrida evolutiva; os galhofeiros adaptaram-se à estratégia das presas desenhando a piroca vascularizada num pedaço do papel e aguardando até o último instante pra coloca-la na cadeira &#8212; ou seja, nanossegundos antes do sujeito sentar-se.</p><p>Era preciso ardil: o alvo ia sentando na cadeira e tu jogava rapidamente o papelzinho entre a bunda do cara e o assento. Manja quando os Caça Fantasmas habilmente jogavam aquela armadilha bem embaixo pros desencarnados, capturando-os?</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/ghost.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4606" style="border: 1px solid black;" title="Essa aqui" src="http://img.hbdia.com/2011/12/ghost.jpg" alt="" width="420" height="315" /></a></p><p>Era mais ou menos isso, só que com uma piromba desenhada a Bic.</p><p><strong>Jogar giz no ventilador </strong></p><p>Essa era a nossa versão da roleta russa. Na época em que ainda existia giz &#8212; meninada mais nova, giz era uma substância cujo pó rendia aos professores um troquinho a mais no salário &#8211;, alguns coleguinhas roubavam o instrumento daquela caixinha em que os professores os guardava. Em seguida, quando ninguém tivesse olhando, o safado arremessava o giz com força contra as pás do ventilador.</p><p>O giz era fatiado instantaneamente, liberando uma pequena nuvem branca e propelindo fragmentos de giz em direções completamente aleatórias mas que por motivos misteriosos sempre me acertavam na orelha. A turma rejubilava, e o pessoal catava do chão os restos mortais do giz pra um segundo round.</p><p>Eventualmente a prática foi atualizada: migramos do giz às canetas (geralmente &#8220;emprestadas involuntariamente&#8221; de membros não-cooperativos da nossa sala). Quando o sujeito não estava prestando atenção, afanávamos aquela sua caneta Bic 4 cores que se tornaram símbolo de status escolar nos anos 90 e jogávamos em direção ao ventilador. A caneta explodia num vestival de tinta e fragmentos, as suas tais 4 cores tingindo a galera na área de impacto.</p><p>Mas essa não era a única gozação que envolvia o ventilador. Tinham também as&#8230;</p><p><strong>Notinhas com trollbaits</strong></p><p>Estas notinhas com pegadinhas eram essencialmente os precursores &#8212; os Neandertais, <em>if you will</em> &#8212; das tuitadas trollbait que a gente gosta tanto de soltar pelo tuíter da vida afora e eu não não sei pra onde estou indo com essa frase.</p><p>Funcionava da seguinte forma: escrevia-se num pecadinho de papel uma mensagem como &#8220;de quem é esse sapato no ventilador?&#8221;, com a instrução &#8220;passe adiante&#8221; embaixo em letrinhas miúdas. O sujeito abria a nota todo desconfiado, e em seguida olhava para os ventiladores. O autor da nota começava a rir, o sujeito entendia que foi engambelado, e passava a nota adiante.</p><p>A nova vítima abre o papel &#8212; da mesma forma desconfiada do seu antecessor &#8211;, e olhava prontamente pros ventiladores. Nada neles, obviamente, e o autor da nota e a primeira vítima riem da cara do terceiro. E isso ia se espalhando pela sala feito vírus.</p><p>A outra modalidade da brincadeira da notinha (lembra que eu falei que brincadeira escolar frequentemente fazia alusão a sexo?) era escrever nela algo que afrontasse a masculinidade de quem a lesse.</p><p>Uma rima popular passada nessas notinhas era &#8220;se você deu a bundinha, dê uma risadinha&#8221;. A natureza quase lúdica da composição &#8212; combinar o pecaminoso ato de sodomia com diminutivos &#8212; provocava inevitavelmente no mínimo um sorriso de lado. Nos piores casos, a audácia da rima fazia com que a vítima risse pra valer. E ai de você se este é o seu caso.</p><p>Aos autores da galhofa, isso era indistinguível da admissão plena de que você passa suas noites prestando favores sexuais a todos os vigias noturnos do seu bairro. E quanto mais você proteste a acusação, mais convencidos eles estarão de que o único esporte que você pratica é o levantamento de jibóias.</p><p><strong>Deixar anotações para as turmas do outro período</strong></p><p>Eu adorava essa. Por motivos inexplicáveis, sempre existia uma rivalidade entra as turmas da manhã e da tarde. O pessoal da turma da manhã considerava a galera do turno vespertino vagabundos incapazes de acordar cedo para estudar; já o pessoal da tarde achava a galera do período matutino uma cambada de CDFs arrogantes e infelizes por não poderem assistir TV Colosso.</p><p>Como expliquei <a
href="http://hbdia.com/wordpress/minha-infancia/minha-primeira-suspensao-the-end/" target="-blank">neste texto</a>,</p><blockquote><p><em>Sem contar que rola uma inversão do sentimento de propriedade: durante toda a minha vida, vi as escolas que frequentei como a “minha” escola. Aquele é o meu mundinho, os meus amigos, a minha sala, a minha carteira. Ir à escola de manhã é como explorar uma dimensão paralela em que a sua escola pertence a outros moleques.</em></p><p><em>Outro resultado curioso do breve contato com a molecada do turno da manhã é que foi quase como visitar outro país e descobrir pela primeira vez as opiniões deles sobre a sua terra natal. Por exemplo, descobri que a turma da manhã considerava os alunos da tarde vagabundos (por serem incapazes de acordarem cedo) ou problemáticos (e por isso os pais os matriculam pras aulas vespertinas, assim a pivetada está longe de casa durante a tarde e os pais podem finalmente relaxar).</em></p></blockquote><p>Os universos da galera do turno da manhã e do turno da tarde tinham pouquíssima interseção. A única forma de se comunicar com a outra turma era mocozar na sala anotações endereçadas à galera do outro turno. Tais notinhas eram sempre provocativas e que questionava a orientação sexual e/ou a castidade de suas mães do pessoal da outra turma.</p><p>Valia de tudo &#8212; esconder notinhas em cima do ventilador no final das aulas (para que esvoaçassem pela sala quando o mesmo fosse ligado pela próxima turma a usar a sala), pixar as carteiras, grudar notas atrás das cadeiras&#8230; Era meio como jogar uma garrafa com uma mensagem ao mar, se esta mensagem acusasse o hipotético leitor de, em seu tempo livre, manipular gerebas rígidas de todo aquele que requisitar tal serviço.</p><p>Era legal poder zoar os outros desse jeito sem ter que se preocupar com polícia ou advogados, como é o meu caso atual&#8230;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><div
class="linkwithin-hook" id="http://hbdia.com/wordpress/top-x/5-estripulias-escolares-que-todos-cometemos/"></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/top-x/5-estripulias-escolares-que-todos-cometemos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>4 vídeos que provam que russos são completamente malucos</title><link>http://hbdia.com/top-x/4-videos-que-provam-que-russos-sao-completamente-malucos/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/4-videos-que-provam-que-russos-sao-completamente-malucos/#comments</comments> <pubDate>Wed, 21 Dec 2011 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4565</guid> <description><![CDATA[Já que ninguém tem testículos para admitir, eu mesmo vou ter que falar pra todo mundo: o fim da Guerra Fria foi prejudicial para a comunidade global. Sim, foi. Primeiro de tudo, o mundo era paradoxicamente mais seguro &#8212; quando o medo era de guerra declarada entre duas super-nações, havia todo um aparato diplomático instalado<a
href="http://hbdia.com/wordpress/top-x/4-videos-que-provam-que-russos-sao-completamente-malucos/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Já que ninguém tem testículos para admitir, eu mesmo vou ter que falar pra todo mundo: o fim da Guerra Fria foi prejudicial para a comunidade global.</p><p>Sim, foi. Primeiro de tudo, o mundo era paradoxicamente mais seguro &#8212; quando o medo era de guerra declarada entre duas super-nações, havia todo um aparato diplomático instalado pra lidar com os ânimos dos líderes americanos e soviéticos. Cê pensa que não, mas mísseis nucleares apontados pra uma capital  são uma maravilha em matéria de desenvolvimento de relações exteriores. Pisar em ovos era a lei, e por isso todo mundo ficava na sua.</p><p>Compare isso com a ameaça do terrorismo islâmico global, que carece de uma central bem definida e por isso não teme retaliação na forma de cogumelos atômicos como era nos velhos tempos. Tantos mísseis nucleares e nenhum lugar para onde aponta-los!</p><p>Aliás, posso mencionar um negócio aqui? É curioso como &#8220;pisar em ovos&#8221; é uma expressão que indica tanto o toque leve e fino tato, como o gesto de maior agressão possível (pelo menos contra um homem). &#8220;PISAR EM OVOS&#8221; é a contradição máxima &#8212; a expressão significa X e -X ao mesmo tempo, completos opostos!</p><p>Voltando ao assunto, a Guerra Fria representava o melhor dos dois mundos: o desenvolvimento tecnológico absurdo que costuma acompanhar períodos de conflito (você acha que os ianques teriam pisado na Lua se não tivessem que provar pro resto do mundo que tinham paus maiores que os russos? Não fosse a Guerra Fria o Kennedy teria ficado lá comendo a Marylin Monroe de boa), e ao mesmo tempo a relativa paz que só uma guerra de mentirinha proporciona.</p><p>Eu poderia continuar enumerando as diversas razões pelas quais a Guerra Fria foi benéfica para a humanidade, mas eu estou com preguiça. Fique só com essas duas aí em cima.</p><p>Aliás, tem um terceiro motivo &#8212; sem a Guerra Fria para guiar a juventude russa, tá surgindo uma geração completamente maluca naquele país. Com o fim da disciplina espartana imposta por um conflito ideológico que já dura várias décadas, o pequeno Boris e seu vizinho Yacov e sua amiguinha Natasha tão se tornando completamente malucos.</p><p>Ou, quem sabe, foi justamente a pressão da Guerra Fria que deixou a molecada russa demente. A possibilidade constantemente presente de evaporação súbita como cortesia das forças elementares que regem a mecânica nuclear resultou em uma geração de hedonistas que se rendem a todos os seus impulsos, por mais auto-destrutivos que sejam.</p><p>Ou seja, de qualquer jeito eu estou certo: os russos são malucos e não têm o menor senso de auto-preservação. E você nem precisa acreditar na minha palavra, basta assistir os seguintes vídeos:</p><p><b>Bungee Jump De Fabricação Caseira</b></p><p><center><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/m8nRX9v3Oz4?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p><p>Esse vídeo contém os três principais elementos do <i>way of life</i> russo &#8212; neve, prédios decrépitos e uma despreocupação com segurança que beira a criminalidade.</p><p>No vídeo, um grupo de jovens russos praticam o que parece ser seu novo esporte: se jogar de prédios tendo como única medida de segurança uma corda que tudo indica ter sido fabricada na casa de um deles, entre um momento de estupor vodkístico e outro.</p><p>E me poupe de ter que corrigir você: não comente &#8220;<i>ah mas pelo menos tem neve lá embaixo e isso amorteceria a queda deles</i>&#8220;. Cair de uma altura dessa tem altíssimas chances de te machucar seriamente, não importa o que esteja lá embaixo.</p><p>Compare com <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=EksaafuZhl0" target="-self" title="">este vídeo</a>, por exemplo &#8212; olha a montanha de neve necessária pra amortecer uma queda de apenas 5 andares (que é consideravelmente mais baixo do que o prédio de onde a menina foi literalmente empurrada).</p><p>E <i>ainda assim</i> o vídeo é entitulado &#8220;<b>Crazy</b> Russian 5-story roof jump into snow&#8221;.</p><p><b>Bungee Jump De Fabricação Caseira EM SOLO CONTAMINADO POR RADIAÇÃO</b></p><p>Você achou que o vídeo anterior era uma demonstração ímpar do momento em que bravura e idiotice se encontram e correm lado a lado, tal como as águas da pororoca cujas propriedades eu decorei para uma prova de Estudos Sociais da terceira série? Veja este aqui então.</p><p><center><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/77d4Im8uKOc?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p><p>Caso você não fale inglês, &#8220;<i>cooling tower</i>&#8221; são torres utilizadas para resfriar fábricas ou qualquer outro tipo de instalação industrial. Manja a abertura dos Simpsons, que mostra a usina nuclear onde o Homer trabalha? Aquelas duas &#8220;chaminés&#8221; lá são <i>cooling towers</i>.</p><p>Ok, a bem da verdade eu não sei se o terreno onde os malucos se encontram está realmente fazendo contadores Geiger tocarem &#8220;Brasileirinho&#8221;. Mas estamos falando de uma estrutura &#8212; muito possivelmente pertencente a instalações nucleares &#8212; abandonada no meio de alguma cidade esquecida pelo tempo no coração da Rússia. Eu peguei tétano só de assistir o vídeo, imagina os moleques que tão se jogando de lá.</p><p>Ou seja, este passatempo reúne todo o perigo do vídeo anterior (qual deve ser a expectativa de vida média de um praticamente de bungee jump amador?) com a alta probabilidade de exposição a níveis preocupantes de radiação carcinogênica.</p><p>Não há tantos esportes que combinam morte rápida e indolor de uma queda de cabeça de vários metros de altura com lenta e agonizante com contaminação radioativa.</p><p><b>Trepando em Prédios Abandonados sem o Menor Motivo</b></p><p><center><iframe
width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/tfZ1NyS6Mzw?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p><p>Você tem medo de altura? Claro que sim, quem não tem? Observe então o vídeo acima.</p><p>Nele uma criançada que mal tem idade pra ter pelos pubianos se desafiam mutuamente a caminhar nas vigas metálicas que se projetam pra fora da estrutura malacadaba onde eles se encontram. Nem a menininha do grupo escapou de ter que provar sua machice.</p><p><b>E Eu Achando Que Os Meus Chinups Iam Me Matar&#8230;</b></p><p><center><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/kW5u-EybC-c?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p><p>Como você já deve ter notado, escalar sem nenhum motivo aparente locais altos e que garantiriam morte instantânea é para os russos o equivalente a jogar bola de gude pra gente.</p><p>Neste vídeo, uma cambada de Vladimires se encarapita no alto de um prédio e, decidindo que ainda não estão altos o bastante para que a possível queda liqüefaça completamente seus frágeis corpos, sobem ainda mais alto escalando o guindaste no topo do prédio.</p><p>Não plenamente satisfeitos com o nível de perigo a que estão se submetendo voluntariamente e sem qualquer recompensa, esses filhos de putas vão e começam a fazer chinups do alto do guindaste. Só de assistir o vídeo fiquei com as mãos suando e tive que limpar o teclado duas vezes.</p><p>É impressionante que os garotos tenham conseguindo fazer tantos chinups considerando o peso extraordinário de suas bolas de aço maciço.</p><div
class="linkwithin-hook" id="http://hbdia.com/wordpress/top-x/4-videos-que-provam-que-russos-sao-completamente-malucos/"></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/top-x/4-videos-que-provam-que-russos-sao-completamente-malucos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>6 vídeos de brasileiros no exterior que te causarão vergonha do nosso povo</title><link>http://hbdia.com/top-x/6-videos-de-brasileiros-no-exterior-que-te-causarao-vergonha-do-nosso-povo/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/6-videos-de-brasileiros-no-exterior-que-te-causarao-vergonha-do-nosso-povo/#comments</comments> <pubDate>Mon, 12 Dec 2011 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4512</guid> <description><![CDATA[Oh hey, é aquele assunto que vocês adoram e que me faz parecer um elitista escroto filho da puta. Bom, como eu já sou suspeito pra falar desse assunto, deixarei que os vídeos falem por si próprios. Eis aí. O curtametragem é intitulado &#8220;Brasileiros deixam cartao de visitas em Toronto&#8220;. Trago à atenção dos senhores<a
href="http://hbdia.com/wordpress/top-x/6-videos-de-brasileiros-no-exterior-que-te-causarao-vergonha-do-nosso-povo/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Oh hey, é aquele assunto que vocês adoram e que me faz parecer um elitista escroto filho da puta.</p><p>Bom, como eu já sou suspeito pra falar desse assunto, deixarei que os vídeos falem por si próprios. Eis aí.</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/SMY1mlpbfPk?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>O curtametragem é intitulado &#8220;<em><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=SMY1mlpbfPk&amp;feature=g-hist" target="-blank" class="broken_link">Brasileiros deixam cartao de visitas em Toronto</a></em>&#8220;. Trago à atenção dos senhores leitores deste fidalgo blog o fato de que os sujeitos sentem a necessidade de berrar (entre uma gargalhada e outra) o nome do nosso amado país em tom de celebração de gol da seleção no momento exato em que urinam em público quando estão sendo visitando o estrangeiro, pra deixar claro de onde vem a corja de mal educados.</p><p>Diga-se de passagem: urinar em público é infração multável aqui no Canadá.</p><p>Note também, ilustre leitor, que um deles &#8212; talvez o maior retardado entre o grupo &#8212; clama reconhecimento pela brilhante idéia de mijar num local público.</p><p>Outra coisa que eu descobri quando escrevia esse texto é que a pesquisa &#8220;brasileiros ônibus&#8221; ou &#8220;brasileiros metrô&#8221; causa uma sensação de vergonha incomparável.</p><p>Vejamos este vídeo, por exemplo:</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/ksqKT8-JfSI?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>Em &#8220;<em><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=ksqKT8-JfSI" target="-blank">Brasileiros Azuados no Metrô em Valência Espanha</a></em>&#8220;, vemos um grupo de brasileiros (turistas participando da Campus Party, de acordo com outros vídeos do mesmo uploader) fazendo uma roda de pagode &#8212; seria samba? Não sei a diferença &#8212; dentro de um metrô espanhol. Aparentemente &#8220;importunar desconhecidos no transporte coletivo com música de gosto questionável&#8221; é agora um dos nossos produtos de exportação.</p><p>Você notará um curioso padrão &#8212; em um determinado momento da canção, os convivas celebram ser brasileiros. Faz parte da letra da música, sim, mas músicas que enaltecem o Brasil não são escolhidas por acaso nesse tipo de situação.</p><p>Em outro vídeo do mesmo grupo (chamado &#8220;<em><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=wsivVVz80xg" target="-blank">&#8216;Vixi Mainha&#8217; dentro do metro em Valencia &#8212; Espanha</a></em>&#8220;, e dessa vez filmado com uma câmera decente), vemos que no repertório da banda há outra música que faz referência ao povo brasileiro. Note a propósito que um dos integrantes tem uma lata de cerveja na mão &#8212; beber em público é outra infração sujeita a multa na Espanha. Vamos ao próximo.</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/GPqyjoesWbA?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>Este vídeo se chama &#8220;<em><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=GPqyjoesWbA" target="-blank" class="broken_link">Brasileiros aloprando ônibus em Roma</a></em>&#8220;. Acho que os padrões que estabeleci nos vídeos anteriores são auto-evidentes &#8212; assim como o fato de que a própria pessoa que subiu o vídeo parece estar ciente da natureza reprovável do comportamento dos amigos. Afinal, nunca vi o termo &#8220;aloprando&#8221; sendo usado como descrição positiva.     Vejamos outro exemplo:</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/PW9J-mMUkFk?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>Em &#8220;<em><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=PW9J-mMUkFk" target="-blank">Brasileiros em Vancouver</a></em>&#8221; vemos uma turma (provavelmente intercambistas ou participantes de uma excursão) cantando alguma canção que usa o termo lírico &#8220;atoladinha&#8221;. Note que o cinegrafista parou a filmagem justamente quando estavam prestes a receber um esporro do guia da viagem.</p><p>Vamos ao próximo.</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/w-r90Upe-mk?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>Este aqui chama-se &#8220;<em><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=w-r90Upe-mk" target="-blank">Brasileiros no metrô de Shanghai</a></em>&#8220;. Nele, um grupo de brasileiros é incentivado a cantar para a cameraman (por que cantar num transporte público?). Em um momento do vídeo, a cinegrafista ridiculariza os outros passageiros, divertindo-se com o fato de que eles não conseguem entende-los.</p><p>Um dos sujeitos no vídeo, <strong>perfeitamente ciente de que ele e os amigos estão se comportando de forma indevida</strong>, expressa preocupação (&#8220;<em>vou ser preso aqui dentro!</em>&#8220;, <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=w-r90Upe-mk&amp;feature=player-detailpage#t=45s" target="-blank">0:45 no vídeo</a>).</p><p>Como paliativo, o grupo diverte-se com a idéia de alegar uma nacionalidade diferente &#8212; alguém sugere argentinos, e todos riem. A entrelinha é óbvia, como comenta um dos caras: &#8220;<em>(vamos) queimar o filme da Argentina!</em>&#8220;, <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=w-r90Upe-mk&amp;feature=player-detailpage#t=72s" target="-blank">trecho 1:11 no vídeo</a>)</p><p>Vamos a mais um. Como vocês sabem, eu tenho um profundo desgosto e antipatia por intercambistas que foi documentada em textos como <a
href="http://hbdia.com/wordpress/sagas-interminaveis/as-patricinhas-intercambistas/" target="-blank">este aqui</a>. Esse meu preconceito apenas se confirma quando encontro vídeos como &#8220;<em><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Qr92ZoVlylE" target="-blank" class="broken_link">TORONTO Intercambio 110</a></em>&#8221;</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/Qr92ZoVlylE?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>Três pontos importantes a ressaltar. Primeiro, perceba que a garota com a câmera está cercada de brasileiros. Isso é uma observação que eu já fiz <a
href="http://hbdia.com/wordpress/retardados/depois-me-perguntam-por-que-eu-odeio-intercambistas/" target="-blank">diversas vezes aqui no HBD</a> &#8212; intercambistas vêm para o exterior e se limitam a interagir com outros brasileiros. Ou ir em restaurantes brasileiros, como o vídeo denuncia.</p><p>Segundo ponto &#8212; notem como é curioso o fato de que ela admite (<a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Qr92ZoVlylE&amp;feature=player-embedded#t=41s" target="-blank" class="broken_link">no trecho 0:41</a>) que o seu grupo são &#8220;os únicos que estão gritando dentro do ônibus&#8221;. Ela não apenas percebe que estão se comportando de maneira execrável mas, por motivos incompreensíveis, menciona isso quase como se fosse um fato a se orgulhar.</p><p>Agora, o terceiro ponto: eu dei uma observada nos vídeos da tal &#8220;Luiza Bianca&#8221;, a garota com a câmera. O primeiro vídeo do seu intercâmbio foi disponibilizado em abril. O último, em que ela comenta &#8220;faltam dois dias pra eu ir embora&#8221;, foi uploadeado em julho.</p><p>A garota passou míseros quatro meses no exterior &#8212; um período já insignificante se o seu objetivo é aprender inglês ou imergir na cultura estrangeira &#8211;, ao longo dos quais eu sou obrigado a concluir que ela se rodeou de brasileiros e aproveitou todas as oportunidades possíveis pra comer comida brasileira.</p><p>Concluam o que quiserem.</p><div
class="linkwithin-hook" id="http://hbdia.com/wordpress/top-x/6-videos-de-brasileiros-no-exterior-que-te-causarao-vergonha-do-nosso-povo/"></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/top-x/6-videos-de-brasileiros-no-exterior-que-te-causarao-vergonha-do-nosso-povo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>4 desenhos animados traumatizantes (e como a ciência os explica)</title><link>http://hbdia.com/top-x/4-desenhos-animados-traumatizantes-e-como-a-ciencia-os-explica/</link> <comments>http://hbdia.com/top-x/4-desenhos-animados-traumatizantes-e-como-a-ciencia-os-explica/#comments</comments> <pubDate>Tue, 06 Dec 2011 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Top X]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4477</guid> <description><![CDATA[O mundo em que vivemos dá uma ênfase absurda à proteção das crianças &#8212; o que faz algum sentido, aliás, já que acredita-se que elas são a única esperança para o futuro. Eles que se fodam consertando a camada de ozônio. Tampas pra cobrir tomadas, frascos de remédios que exigem uma combinação delicada de movimentos<a
href="http://hbdia.com/wordpress/top-x/4-desenhos-animados-traumatizantes-e-como-a-ciencia-os-explica/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>O mundo em que vivemos dá uma ênfase absurda à proteção das crianças &#8212; o que faz algum sentido, aliás, já que acredita-se que elas são a única esperança para o futuro. Eles que se fodam consertando a camada de ozônio.</p><p>Tampas pra cobrir tomadas, frascos de remédios que exigem uma combinação delicada de movimentos para serem abertos, filmes pornôs cuidadosamente guardados numa salinha especial nas locadoras, longe dos olhos da criançada&#8230; a nossa civilização desenvolveu diversas práticas ao longo dos séculos pra garantir a segurança física e mental da criançada.</p><p>Especialmente a segurança mental, aliás. Essa cultura de proteção das crianças inspirou inclusive <a
href="http://www.youtube.com/watch?v=Qh2sWSVRrmo" target="-blank">esta piada perene nos Simpsons</a>.</p><p>Diz-se até que, atualmente, a onda do politicamente correto levou essa prática ao extremo. &#8220;<em>A nossa juventude não era tão ciceroneada</em>&#8220;, dizemos em tom de desdém quando nos lembramos que brincávamos com bombinhas e assistíamos a bunda molhada da Luiza Ambiel na banheira do Gugu.</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/JXH1wcB2hSs?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br
/> Isso aí era programa familiar de domingo à tarde</p><p>Há um tom de verdade nisso. Para pra pensar aí: nós nascidos nos anos 80 tínhamos como heróis Robocop e Rambo &#8212; respectivamente, um policial assassinado que é mantido vivo como uma grotesca aberração tecnológica e um veterano da guerra do Vietnã com surtos psicóticos. Tinha até desenho animado disso, porra!</p><div
id="attachment-4491" class="wp-caption aligncenter" style="width: 443px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/rambo.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4491 " title="Essa cara torta dele é um patrimônio da humanidade." src="http://img.hbdia.com/2011/12/rambo.jpg" alt="" width="433" height="200" /></a><p
class="wp-caption-text">&quot;Yep, isso é material perfeitamente adequado pra um desenho infantil. Podem fazer!&quot;</p></div><p>Eu tava pensando nisso outro dia e soltei um audível e memoriável &#8220;puta que pariu!&#8221;. Como é que os malucos fazem desenho animado do <strong>RAMBO</strong>, meu amigo?!</p><p>Aliás eu fui pesquisar &#8220;memoriável&#8221; no dicionário, pra garantir que a grafia está correta e que a palavra pelo menos existe, e vejo isso.</p><div
id="attachment-4492" class="wp-caption aligncenter" style="width: 285px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/memoriavel.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4492" style="border: 1px solid black;" title="&quot;Memoriável&quot;" src="http://img.hbdia.com/2011/12/memoriavel.jpg" alt="" width="275" height="331" /></a><p
class="wp-caption-text">Não se preocupe, vou lembrar delas com certeza</p></div><p
style="text-align: left;">Voltando ao assunto: os desenhos animados, como mídia voltada exclusivamente pra criançada, deveria ser o último reduto de conteúdo inquestionável e ilibado para as frágeis psiques das criancinhas.</p><p>Só que aí eu parei pra lembrar dos desenhos que eu assisti quando moleque e percebi que mesmo os desenhos &#8220;apropriados para crianças&#8221; tinham o potencial pra traumatizar toda uma geração. Acompanhe.</p><p><strong>Andy Panda em &#8220;A Maçã do Ego&#8221; (<em>Up Jumped the Devil</em>)</strong></p><p>Andy Panda era um daqueles amiguinhos sem graça do Pica-Pau que ganhavam episódios exclusivos por algum sistema de cotas ou algo assim. Neste episódio, o urso se vê num dilema ético &#8212; roubar ou não roubar as deliciosas maçãs de um pomar particular. Pra ilustrar o dilema, o desenho utiliza a ferramenta clássica da representação visual da batalha entre o id e o super-ego, caracterizados respectivamente por um diabinho e um anjinho.</p><p>De um lado, o id &#8212; o impulso animalesco em satisfazer todas as suas vontades, ou seja, o diabinho. Do outro, o super-ego &#8212; a nossa voz interna moralista que freia tais impulsos. Isso é, o anjinho panaca do desenho.</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/jgyWYzKbJG4?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>O anjinho (viu como ele era meio panaca?) tenta impedir a todo custo que Andy caia nas garras de Belzebu, mas não tem jeito. Tentado pela fome, o Andy acaba comendo as maçãs &#8212; que estavam verdes, mas foram pintadas de vermelho por Satanás pra parecerem maduras.</p><p>O Panda come uma pilha de maçãs maior que ele mesmo e começa a passar mal. O desenho parece insinuar que ele passou mal em virtude de comer muito (por que outro motivo eles mostrariam o fade entre a cena que mostra algumas maçãs no chão, contrastando com as várias que ele acabou comendo?), embora pareça bem mais plausível que ele tenha sido envenenado por toda a tinta que cobria as frutas.</p><p>O Panda &#8220;morre&#8221; e vai pro inferno, onde é torturado cruelmente pelo Tinhoso. Finalmente é trazido de volta à vida (ou acordado de uma alucinação, o desenho não é tão claro). O anjinho desconta no Pé Preto todo o abuso que recebeu no começo do desenho e depois vai embora com o Panda. O episódio acaba.</p><p>Esse desenho é perturbador porque ao contrário de outras figuras clássicas de terror (vampiros, lobisomens, e os outros monstros que que não foram bastardizados na &#8220;saga&#8221; <em>Crepúsculo</em>), o diabo é &#8220;real&#8221; (atente as aspas, ein). Ele poderia estar <em>bem do seu lado</em> no momento em que você assiste esse desenho.</p><p>O episódio das maçãs do Andy Panda era um lembrete sombrio da &#8220;realidade espiritual&#8221; ao seu redor &#8212; enquanto você está aí se divertindo vendo um desenho animado, O Baphmet está salivando de forma quase sexual pela sua alma.</p><p><strong>O Pica-Pau Maluco </strong></p><p>Existiam dois Pica-Paus. Um era o Pica-Pau espertalhão, o troll que vivia infernizando os coadjuvantes do desenho&#8230;</p><div
id="attachment-4493" class="wp-caption aligncenter" style="width: 306px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/picapau1.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4493" style="border: 1px solid black;" title="Visto aqui prestes a metralhar o nariz de um incauto com seu bico, que era o seu MO" src="http://img.hbdia.com/2011/12/picapau1.jpg" alt="" width="296" height="199" /></a><p
class="wp-caption-text">Este era provavelmente o seu favorito</p></div><p>&#8230;e tinha o outro Pica-Pau. O outro Pica-Pau cuja aparição já deixava claro que aquele não seria um episódio bacana.</p><div
id="attachment-4495" class="wp-caption aligncenter" style="width: 311px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/pica-pau-maluco.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4495 " style="border: 1px solid black;" title="O &quot;Pica-Pau Maluco&quot; (patent pending, Izzy Nobre 2011)" src="http://img.hbdia.com/2011/12/pica-pau-maluco.jpg" alt="" width="301" height="198" /></a><p
class="wp-caption-text">Meio maluco e meio viado, aparentemente</p></div><p>O que acontece é que o Pica-Pau Maluco foi o primeiro design do personagem, em 1940. O Pica-Pau mais bacana que a gente preferia veio bem mais tarde, na década de 60.</p><p>O problema é que não tínhamos como saber isso na época, pra gente era tudo contínuo. E o resultado é que um dia víamos um Pica-Pau espertalhão, aprontando mil e uma confusões engraçadas com um jeitinho Lei de Gerson que encaixava como uma luva no público brasileiro&#8230;</p><p>&#8230;e em outros dias víamos um Pica-Pau completamente demente, que infernizava personagens aleatórios sem razão ou rima, apenas pra escrotizar.</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/OU-HciKS6-E?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p>Era como se estivéssemos presenciando um portador de esquizofrenia que de vez em quando perde os remédios. A perversão da figura conhecida do Pica-Pau (não apenas seu comportamento era distorcido; a própria aparência dele era levemente diferente) causa um efeito curioso de dissonância cognitiva que confundia a cabeça da criança. Ver a imagem familiar tão distorcida é uma situação tão desconfortável quanto interromper o banho pra cagar numa privada sem assento.</p><p>Pelo menos isso nos preparou pra lidar com essa gente maluca com quem interagimos todo dia. Mas que era estranho, era.</p><p><strong>Malévola, de <em>Bela Adormecida</em></strong></p><p>A dicotomia do bem e mal é uma constante narrativa; estamos completamente programados a ver o mundo dessa forma maniqueísta dos &#8220;mocinhos&#8221; contra os &#8220;vilões&#8221;. Acontece que tem o mal cartunesco, e tem mal satânico traumatizante.</p><div
id="attachment-4501" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/Malefica.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4501 " style="border: 1px solid black;" title="Malefica" src="http://img.hbdia.com/2011/12/Malefica.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a><p
class="wp-caption-text">Fig1: Mal satânico traumatizante</p></div><p
style="text-align: left;">A Malévola, a bruxa malvada do Bela Adormecida, é um exemplo de crueldade que deixaria o próprio Lúcifre escandalizado. Vamos recapitular a história do filme:</p><p
style="text-align: left;">O Rei e a Rainha tiveram um bebê. Eles convidam todo o reino para celebrar o nascimento da princesinha, mas não convidam a bruxa. Ela aparece do nada e, por puro despeito, condena <strong>UM BEBÊ A MORTE</strong>.</p><p
style="text-align: left;">A magia da muié é tão potente que as fadas boazinhas não podem nem anular a parada; o máximo que dá pra fazer é abrir uma ressalva na maldição jogada pela macumbeira lá, que reverte a pena de morte pra um sono profundo que será quebrado se ela for beijada.</p><p
style="text-align: left;">A mulher fez isso tudo simplesmente porque não foi convidada pra uma festa.</p><p
style="text-align: left;">O visual e a atuação da bruxa era de arrepiar, também. Pra tornar a coisa ainda mais confusa na cabeça duma criança, a bruxa malvada era toda bonita, maquiada e o caralho, quando o figurino geralmente pede que o mal seja feioso e não-atraente.  Compare-a com as outras vilãs da Disney: Cruella De Vil? Horrorosa. Úrsula? Feia E gorda. Lady Tremaine? Uma velha emperiquitada. Já a Malévola tinha um jeitão de MILF.</p><p
style="text-align: left;">Rola aquele esquema de dissoância cognitiva de novo &#8212; a figura reprovável não deveria ser atraente. É uma nuance interessante.</p><p
style="text-align: left;">A ambientação das cenas dela eram particularmente sombrias:</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/04O2oVjeOuQ?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p
style="text-align: left;">Como falei no começo, estamos acostumados a ver representaçãos do mal em filmes e desenhos animados. Acontece que a Malévola vai um passo além na interpretação, motivação e visual das cenas da personagem &#8212; e ainda por cima devia ficar gatinha de bikini.</p><p
style="text-align: left;">Aliás, olha a inversão de valores: as fadas madrinhas boazinhas é que eram velhas e gordas!</p><p
style="text-align: left;">&nbsp;</p><div
id="attachment-4503" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/gordas.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4503 " style="border: 1px solid black;" title="O arquivo se chama GORDAS.JPG. É isso aí, vou aliviar pra ninguém" src="http://img.hbdia.com/2011/12/gordas.jpg" alt="" width="360" height="202" /></a><p
class="wp-caption-text">Diz aí, tu preferia comer a Primavera ou a Malévola?</p></div><p>Não é a toa que a Malévola encabeça <a
href="http://listverse.com/2009/06/09/top-10-most-evil-disney-villains/" target="-blank">tantas</a> <a
href="http://www.dvdizzy.com/disneyvillainscountdown/index3.html" target="-blank">listas</a> de piores vilões da Disney.</p><p
style="text-align: left;"><strong>Elefantes cor de rosa do Dumbo bêbado</strong></p><p
style="text-align: left;">Lembra de Dumbo? Claro que não, é um filme antigo pra caralho (não que os outros citados aqui não sejam, mas eles têm relevância cultural mais proeminente que Dumbo).</p><p
style="text-align: left;">&nbsp;</p><div
id="attachment-4504" class="wp-caption aligncenter" style="width: 329px"><img
class="size-full wp-image-4504  " style="border: 1px solid black;" title="Dumbo." src="http://img.hbdia.com/2011/12/dumbo.jpg" alt="" width="319" height="251" /><p
class="wp-caption-text">Mas que carinha mais ESMURRÁVEL essa do Dumbo ein</p></div><p
style="text-align: left;">Eu só lembro de duas coisas sobre o filme &#8212; do elefantinho titular, que tinha um rosto que na época estampou muitos papéis de carta perfumado que as meninas dos anos 90 tinham o aborrecente hábito de colecionar, e da cena dos elefantes cor-de-rosa. E eu aposto que são as duas únicas coisas que você lembra, também, tão insignificante foi o filme pra nossa memória coletiva.</p><p
style="text-align: left;">Pros moleques de 13 anos que tão lendo o HBD, a cena começa com o Dumbo e seu amiguinho &#8212; que não merece nem uma googleada pra descobrir o nome &#8212; bebendo água que, sem o conhecimento deles, havia sido misturada com champanhe. O resultado é a cena psicodélica abaixo:</p><p
style="text-align: center;"><iframe
width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/RJv2Mugm2RI?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p><p
style="text-align: left;">A opinião sobre a sequência é quase unânime: não conheço uma pessoa sequer que não tenha ficado com medo da cena quando a viu pela primeira vez. A aparição súbita dessa bizarra manada de elefantes cor de rosa intangíveis com imensos olhos pretos cantando e dançando é desconcertante.</p><p
style="text-align: left;">Em um determinado momento os elefantes formam um Megazord que marcha em direção ao espectador, a sequência fechando com os grandes olhos pretos que, distorcidos em uma feição maldosa, encaram a criancinha do outro lado da tela.</p><div
id="attachment-4505" class="wp-caption aligncenter" style="width: 362px"><img
class="size-full wp-image-4505 " style="border: 1px solid black;" title="Cruzes." src="http://img.hbdia.com/2011/12/megazord.jpg" alt="" width="352" height="246" /><p
class="wp-caption-text">Bota isso aí pro seu filho de 4 ou 5 anos assistir e me diz o que acontece.</p></div><p
style="text-align: left;">Existe um motivo pelo qual a maioria dos <em>screamers</em> (aqueles vídeos de susto que apenas filhos da puta espalham pela internet) geralmente trazem imagens de pessoas com olhos pretos. Tipo essa aqui, ó:</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/tenso.png" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4506" style="border: 1px solid black;" title="Tenso" src="http://img.hbdia.com/2011/12/tenso.png" alt="" width="265" height="190" /></a></p><p
style="text-align: left;">Esse é o mesmo motivo pelo qual os aliens greys clássicos são assustadores. O efeito trata-se de um exemplo um pouco mais suave de <em>body horror</em>, ou seja, imagens que provocan desconforto por mostrar o corpo humano de forma que você sabe que ele não deveria ser.</p><p
style="text-align: left;">Todos os seres humanos têm um sistema embutido sofisticado de reconhecimento facial. Este sistema depende de pistas visuais que milhares de anos de evolução instalaram no sistema operacional que roda aí na sua cachola. Ao ver um rosto, esses pistas visuais (nariz, boca, olhos) disparam na tua cabeça uma rotina de reconhecimento que resulta na mensagem mental &#8220;<em>ah, beleza, é outro ser humano como eu. É o Joel, aliás. E aí Joel, beleza?</em>&#8220;.</p><p
style="text-align: left;">Acontece que a falta de um desses visual cues causa um bug que ou confunde o seu cérebro, ou provoca rejeição psicológica. Quer ver como eu posso facilmente dar uma BSOD no teu cérebro, explorando essa falha no nosso software de reconhecimento facial?</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/bug-visual.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4507" style="border: 1px solid black;" title="Me desculpem por isso." src="http://img.hbdia.com/2011/12/bug-visual.jpg" alt="" width="234" height="258" /></a></p><p
style="text-align: left;">Essa imagem já é rodada na web, você provavelmente já a conhecia. Estamos acostumados a ver dois olhos e uma boca; isso é uma tarefa que nossos cérebros executam desde que nascemos. Ao ver uma imagem que deveria ser tão familiar com olhos e bocas a mais, o sistema de reconhecimento facial trava e o seu cérebro dá um CTRL ALT DEL afoito nele. O resultado é que é impossível olhar pra essa imagem sem sentir que seus olhos estão se retorcendo.</p><p
style="text-align: left;">Ah é, e tem isso também. O seu cérebro, como todo chefe, joga a merda pros funcionários de baixo. Assim, ele culpa os olhos de estarem passando pra ele a imagem errada. É por isso que você pensa que ficou vesgo temporariamente ao olhar pra foto acima.</p><p
style="text-align: left;">A sequência é tão infame que a maioria dos comentários no youtube disserta sobre quão assustado o sujeito ficou quando a viu pela primeira vez. E &#8220;ver elefantes cor de rosa&#8221; se cunhou como <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Seeing-pink-elephants" target="-blank" class="broken_link">expressão que descreve halucinações etílicas</a>. <em>E isso era pra ser uma porra dum filme infantil.</em></p><p
style="text-align: left;">Quer saber, meu futuro filho vai assistir é Rambo e Robocop mesmo.</p><div
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