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Os 4 vídeos com trilha sonora mais inadequada de toda a internet

Postado em 17 September 2012 Escrito por Izzy Nobre 58 Comentários

Barreira da língua é um negócio sério. Eu mesmo presenciei com estes lindos olhinhos castanhos que a terra há de comer um exemplo incrível de uma cagada linguística cometida por alguém que não dominava o inglês com naturalidade: meu próprio pai.

Era 1999 e estávamos em Marblehead, Ohio, uma cidade tão minúscula que na época nem tinha no mapa — mas que pelo menos já tem página na Wiki. Olha lá, menos de 800 habitantes. Inclusive tenho foto com a família inteira do lado daquele farol lá.

Então, na época meu pai era pastor evangélico e estávamos num tour pelos EUA. Paramos no tal vilarejo (após nos perdermos por umas 6 horas porque a cidade era microscópica e GPS acessível a pobres não havia sido inventado ainda) porque meu pai tinha um colega pastor americano que morava lá, então obviamente filamos uma bóia e economizamos no hotel ficando na casa do tal pastor gringo.

Numa ocasião em que o pastor e sua família nos levou pra sair, eu e minha mãe conversávamos no carro sobre um assunto qualquer referente ao Brasil e todos começamos a rir. O pastor, intrigado, perguntou ao meu pai do que ríamos.

Meu pai, do auge de seu inglês semi-funcional que ele se orgulhava de ter aprendido via filmes legendados, explicou que “oh it’s just some bullshit“.

A cara que o pastor gringo lá fez foi mais ou menos esta:

 

Agora, um pouco de contexto: meu pai aprendeu inglês vendo filmes (essa foi a base do meu inglês quando eu era moleque, também). E em filmes, termos como “bullshit” (que tem significado amplo mas no geral não é uma palavra que se use em conversas educadas com colegas da profissão eclesiástica) é geralmente traduzido como “besteira” ou “bobagem”, que é imensamente mais idôneo.

Por isso meu pai não sabia que a palavra tinha um teor extremamente pejorativo e, felizmente, só viemos passar vergonha disso muitos anos depois quando eu expliquei pra ele a cagada que ele fez.

Só que isso não é nada comparado às cagadas linguísticas cometidas pelos protagonistas destes vídeos que vou mostrar pra você. Por exemplo…

“Forever”, do Chris Brown, usada na entrada de um casamento

Deixa eu começar logo com o vídeo que foge um pouco da regra do texto.

Quando tive a idéia pra esse post, o mote era apenas “vídeos com músicas inadequadas”; entretanto, ao fazer a pesquisa pro texto eu notei que quase todos os vídeos envolvem o uso hilário de músicas em inglês com contexto completamente oposto à situação em que elas estão sendo usadas. Então embora o título tenha mudado um pouco, acho que esse vídeo ainda pertence a esta lista.

Lembram deste vídeo? Foi um dos virais mais populares do ano de 2009, que na internet é como se fosse 1748. Faz tempo pra caralho, e o processo que a Zomba Recording (a gravadora do Chris Brown) enfiou no rabo dos noivos já deve até ter começado a parar de arder. target=”_blank”>A parada foi até parodiada pela série The Office, que 9 entre 10 pessoas concordam que deveriam ter logo acabado logo quando o Steve Carell saiu.

Então, “Forever” né — uma música romântica que fala sobre um cara que diz ter esperado a vida inteira por “aquela” noite — no contexto matrimonial, uma declaração amorosa de alguém que se considera feliz por finalmente ter encontrado a mulher de sua vida.

Escrita e cantada por um cara que fez isso com a dele.

“Essa matéria ainda tá muito classy. Enfia 50 marca dáguas do nosso site na cara estourada da mulher que melhora”

Lembram disso? Naquele mesmo ano, o Chris Brown ARREBENTOU sua então namorada, a cantora e personagem frequente dos meus sonhos imorais Rihanna.

Eu acabei de me casar e vou te dizer: a idéia de usar a música de um cara que fez ISSO com a mulher dele como tema do meu casamento me soa meio… estranha.

Antes que você desmereça mais ainda a inclusão desse vídeo no tema, sugerindo que não é caso de uso inadequado e sim infeliz coincidência, permita-me informa-lo que enquanto o vídeo foi posto no Youtube em julho de 2009, a infame surra que a cantora levou aconteceu em fevereiro do mesmo ano.

“Don’t Want No Short Dick Man” na Xuxa

Lá pelos idos de 1990 e alguma coisa, a música “Don’t Want No Short Dick Man” dominava o cenário da dance music, que é um gênero/nomenclatura que acho que nem existe mais. Agora é só barulho de máquinas de fax e megafones jogados dentro de uma betoneira feita de imãs ou, como é mais conhecido, “dubstep”.

Então, a Xuxa ou seus produtores (vou espalhar a culpa homogeneamente) decidiram chamar a “banda” pra cantar a música do momento no programa dela. Se o problema não é prontamente óbvio, atente às prestativas legendas:

Agora, existem milhares de coisas pra levar em consideração neste maravilhoso vídeo. A primeira: imagine a cara de um hipotético telespectador que porventura falasse inglês.

 

Depois, imagine o que se passava pela cabeça da Xuxa ali na marca dos 31 segundos — pelo que entendo a mulher goza de uma certa bilingualidade e, se aceitou trazer o grupo no programa por causa da ignorância sobre seu material, descobriu rapidamente que aquilo tinha sido uma má idéia.

Agora pare pra pensar no nível quântico de exu-sem-luzismo (Exu Sem Luz é uma unidade do Sistema Internacional para medir semnoçãozice) do grupo que, ciente que estavam sendo agendados pra se apresentar pra um PÚBLICO INFANTIL, acharam que era um público adequado.

E finalmente observe a alegria da criançada, batendo papo e dançando junto ao som da música de uma mulher que impõe exigências em relação ao diâmetro peniano de seus (possivelmente múltiplos) parceiros.

Simplesmente sensacional.

“Sexed Up” do Robbie Williams embalando o casamento de Pedro e Renata

Ahh, Pedro e Renata. Não vos conheço, e sei que jamais lerão este post. Ainda assim, desejo felicidade e longevidade à sua sagrada união matrimonial.

É uma pena que o cara que editou o vídeo de vocês não parece dar os mesmos votos.

O que me fode a cabeça nesse vídeo é que ele é muito bem produzido.

Ok, tem uns dutch angles que eu particularmente evitaria, meio que abusa da vinheta e é desnecessariamente monocromático, mas no geral o vídeo tem uma aparência muito boa. Detalhe especial pros ângulos meio documentais com pegada de “behind the scenes”.

O problema é a porra da música usada, “Sexed Up”, que é uma breakup song, expressão gringa que se traduz pra “categoria musical monopolizada pela Adele”.

Olha a porra do refrão da música. Com “Why don’t we break up”, o cantor está admitindo que o relacionamento é uma merda mesmo e que cada um tinha mais é que ir pro seu canto.

Eu gosto de imaginar que o cara que produziu o vídeo era um amante rejeitado pela noiva, e que ele inseriu essa mensagem subliminar da música de fundo como seu último golpe contra a união dos dois pombinhos (enquanto se masturbava furiosamente usando as próprias lágrimas de amor perdido como lubrificante).

Imagine a cena aí. O cara sozinho na ilha de edição, com a porra da família do noivo no telefone cobrando que o vídeo seja entregue no prazo combinado, e o editor chorando copiosamente em cima do seu MacBook e exercendo atrito manual agressivo em sua genitália.

“Fuck it”, do Eamon (quem?) narrando o casamento de Rafa e Jéssica

Rafa e Jéssica (ou seria Géssica, como diz a title card do vídeo?) casaram-se em 2008. E num cartório, como todo casamento de pobre deve ser — e se você vier encher o saco nos comentários dizendo “ain Quide eu casei no cartório mas não é por pobreza é por [insira aqui um motivo artificial que você passará o resto da vida repetindo sempre que alguém criticar casamento de tabelião]” eu não vou nem aprovar seu comentário.

Respire fundo e reconcilie-se consigo mesmo dizendo “EU SOU UM FODIDO; SE NÃO FOSSE, TERIA UM CASAMENTO IGUAL O DA RENATA E DO PEDRO, QUE É O QUE MINHA MULHER REALMENTE QUERIA”.

Então, voltemos ao Rafa e a J(G)éssica. Aliás, vou logo me declarar parcial ao “Géssica”. Eu imagino que na edição propriamente dita do vídeo o “cineasta” teria tido um pouco mais de atenção pra PELO MENOS acertar o nome da noiva. Já título de vídeo do youtube você faz na pressa mesmo, e é corrigível.

Pois bem, os casal se casou, e dias depois levaram um pendrive com fotos do casório na casa dum amigo que “entende desses negócios de computador” — trazendo pro nosso vocabulário, “um amigo com um PC do Milhão e uma cópia do Windows Movie Maker”.

Bom, meras palavras roubariam o vídeo da sua genialidade, então tome aí o VT.

Eu ri por aproximadamente 18 minutos initerruptos quando descobri este vídeo. O diagnóstico aqui é claro: um caso gravíssimo de “ouço a música direto, parece romântica. Deve ser romântica. Vou usar no vídeo do casamento dos meus chegados”.

Só que a música é exatamente o oposto de romântica. Apesar da batidinha R&B com nuances noventistas (olha essa drum machine aí, isso é anos 90 destilado), a música é uma break up song com a amargura concentrada equivalente a quatro Adeles. Se liga na refrão:

Fuck what i said it dont mean shit now
Fuck the presents might as well throw em out
Fuck all those kisses, it didnt mean jack
Fuck you, you hoe, i dont want you back

Fuck what i said it dont mean shit now
Fuck the presents might as well throw em out
Fuck all those kisses it didnt mean jack
Fuck you, you hoe, i dont want you back

Se você manja tanto inglês quanto o cara que editou o vídeo, deixa eu explicar: “FUCK YOU YOU HOE I DON’T WANT YOU BACK” = “VÁ SE FODER SUA VAGABUNDA NÃO QUERO TE VER NEM PINTADA DE OURO”. Ou “em ouro”, sei lá como era essa expressão.

O mais trágico é que a música é apropriada pro matrimônio, mas da melhor (pior?) forma.

Por exemplo: na canção, o cara diz “foda-se o que eu falei antes, não importa mais”. Corta pro cara assinando a papelada do casamento, que é justamente uma importante declaração.Na segunda repetição dessa linha, vemos o cara LITERALMENTE PONDO A ALIANÇA NO DEDO DA MULHER, uma outra importantíssima declaração do processo casamentístico anulado subliminarmente pela letra da música.

Começo a suspeitar que a sincronia é perfeita demais pra ser acidental.

“Fodam-se os presentes, jogue no lixo logo”; presume-se que, apesar de que fodidos geralmente descrevem órbitas sociais ao redor de outros fodidos, pelo menos um liquidificador ou um conjunto de capas de controle remoto eles ganharam. O cara tá falando pra noiva joga-los fora, já que ele quer aniquilar todas as lembranças do relacionamento!

“Fodam-se os beijos, eles não significaram nada”. Segundos após esse trecho, vemos um slow zoom de uma foto em que os noivos se beijam.

E a parte que me fez quase vomitar de rir: no trecho em que o Eamon lamenta que a sua mina “até chupou o pau do cara”, APARECE UMA FOTO DA NOIVA DO LADO DE UM MALUCO QUE ASSINOU A PAPELADA COMO TESTEMUNHA. Manos, esse vídeo é um presente dos deuses da internet.

Perto dessas merdas, o vídeo do meu casamento parece até uma obra exibida de Cannes.

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comments

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About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

58 Comentários \o/

  1. Leo says:

    First

    OBRIGADO DEUS

  2. Rafael Pradella says:

    Quer coisa errada? Imagina só quantos casamentos esse ano foram embalados no Brasil por “Someone Like You?”.

    • Eduardo says:

      HAHAHAHAHAHAHA, tocaram Someone Like You no casamento da minha prima !

      véi, vocês não imaginam COMO eu fiquei rindo durante toda a situação.

  3. Lúcio says:

    Kid, quando você postou o ultimo video na fanpage eu ri como n~eo ria a tempos, pensei na hora que você iria fazer algum post sobre isso. Como sempre muito bom seus textos, mesmo estando mais curtos agora continuam com a mesma qualidade. Agradeço ao Sicko por ter conhecido seu site. Continue assim cara.

  4. Fernanda says:

    Sexed Up é normal se ouvir por aqui em festas de casamento, foi tema de uma novela da Globo, as pessoas não olham a letra, dá nisso.

    A Globo aliás costuma estimular esse tipo de coisa, não tem muito tempo eles usaram Heartbreak Warfare do John Mayer como tema de um casamento em uma novela. A música é totalmente inadequada e durante aquela semana o que mais se ouviu foram as adolescentes querendo usar a música em seus próprios casamentos imaginários. Isso fora Adele em profusão como tema de casaizinhos apaixonados.

    Outra que é muito usada (e eu ouvi uma vez em um casamento e quase chorei de rir) é Bittersweet Symphony do The Verve.

    A música tema de um casal de vizinhos -- da qual eles se orgulham tremendamente -- é Rock and Roll Lullaby do BJ Thomas.

    Tem vários desses vídeos hilários no YouTube, caçá-los é diversão garantida.

    • SnowRaptor says:

      Sexed Up tem uma “versão brasileira” feita pelo Leandro (ou o Leonardo, sei lá, o que não morreu) em que o verso “I’ve got my eyes shut” virou “Eu já posso ver”.

      Parece até que é a “resposta” loser do interleocutor do eu lírico da Sexed up.

      • Fernanda says:

        Não duvido. Até hoje meus ouvidos sangram ao lembrar de covers como “Eu Juro” (de I Swear do All 4 One) e da “Hey Jude” do Kiko Zambianchi. Aliás, versões escrotas era certamente um bom tópico para post. Tem MUITAS sem noção por aí.

    • Patty K says:

      É verdade, na época em que eu assistia Malhação, não entendia inglês. Depois de um tempo fui ver a letra da música-tema do casalzinho, With arms wide open, que é uma música sobre um cara que… descobre que vai ser pai!

      A propósito, eu não sou religiosa pra casar na igreja e acho festa de casamento um desperdício de dinheiro muito brega.

  5. Deb says:

    Engraçado, porém ligeiramente arrogante…

    • cristiano says:

      Arrogante, nada. Tem que tirar sarro sim desses imbecis que acham chique “botá música em ingreis” e achar que todas as lentinhas são românticas.
      O foco não é na pobreza ou na breguice, mas na burrice (infelizmente, essas três andam geralmente juntas).

      • Vinny says:

        É arrogante sim, como na parte em que ele diz que casamento em cartorio é coisa de pobre, a pessoa pode casar no cartorio e fazer uma puta de uma festa depois e ter escolhido não fazer no cartorio por ateismo ou qualquer outro motivo pessoal (:

        • cristiano says:

          Pode ser. Eu é que não vou ficar defendendo o Kid aqui, kkkkk.
          Sobre casar no cartório e depois fazer a puta festa eu não sei não. Quem tem grana pra fazer uma puta festa manda o tabelião ir lá na festa mesmo. Eu, como era pobre e fudido, fui no cartório, kkkkk

        • DocFHBD says:

          Casou no cartório e ficou “chatiado” com a citação! hauhauhauahuaha

          • Ligia says:

            Se o casal é ateu ou simplesmente não quer casar numa igreja, dá pra “levar o juiz de paz” no local da festança. Fica um pouco mais caro, mas se a pessoa vai dar uma puta festa…

            (Obs.: eu sou evangélica mas na minha igreja aceita-se o casamento civil e não existe “religioso”, então eu fiz exatamente isso: paguei para que o juiz fosse ao salão)

  6. stephany says:

    Nossa, ri mtooooooooooo! Principalmente do último video. Tive q mostrar pros colegas…coitado so casal….

  7. sagaaz says:

    caguei de rir com esses videos de casamento

  8. Eduardo Freire says:

    Quando eu tava no 1º ano do ensino médio, TODAS as pessoas da minha turma achavam que essa música era romântica mesmo. Ri pra cacete quando parei pra ler a letra (que apesar de “saber” inglês na época, era bem fraquinho pra pegar direto do áudio). Mas hoje acho mais fácil de evitar esses problemas (com sites de letras e traduções), o que torna a nossa vida mais triste.

    Acompanhei a sua aventura pra achar esse videos pelo twitter e com o seu texto fica ainda mais engraçado (:
    Obrigado por me fazer rir.

  9. Pedro says:

    A alguns anos atras fui no casamento de um camarada e que tinha como tema a seguinte musica:

    http://www.lyrics007.com/Guns%20N'%20Roses%20Lyrics/Used%20To%20Love%20Her%20Lyrics.html

    Na boa, se eu fosse a esposa do cara eu pensaria algumas vezes antes de amarrar meu jegue ….
    fucking psycho …..

  10. ogro says:

    short dick man não é nada perto do “eu quis comer você” dos cascavelettes na angelica! mesmo sem barreira linguistica!

    rel="nofollow">

  11. “a cantora e personagem frequente dos meus sonhos imorais Rihanna.”

    Izzy Nobre confessando que queria ser o “boy who takes piromba”. Classy. 😛

  12. BrunoHe says:

    Mto obrigado por compartilhar isso com o mundo Izzy.

  13. Victória says:

    Izzy, qual programa você usa pra editar seu vídeos? O vídeo do seu casamento ficou lindo!

  14. BraMax says:

    Eu quase fui vítima duma parada dessas, sorte que eu tenho certo conhecimento da lingua inglesa. O cara q montou o DVD do meu casório me colocou logo na abertura uma clássica música do Roxete. Pensa: abertura do DVD de casamento tocando “It must have been love but it’s over now”… na hora liguei pro cara e mandei trocar, e essa foi a única música q ele escolheu por conta própria, pq as outras todas foram escolhidas a dedo por mim =P

  15. Gabriel Silva says:

    Haha! “Agora é só barulho de máquinas de fax e megafones jogados dentro de uma betoneira feita de imãs ou, como é mais conhecido, ‘dubstep’.”

    Morri de rir agora.

    • Fábio Alves Corrêa says:

      Melhor e mais precisa definição de Dubstep que eu já vi.
      Alguém tem que colocar isso lá no desciclopedia (não tem esse artigo ainda!).

  16. Thúlio says:

    Dance music com o tempo se transformou em electronic dance music, que é a música feita pra tocar em nightclubs e afins. Não necessariamente é dubstep, pode ser trance, techno, house, por aí vai.

  17. André says:

    Minha irmã casou em cartório e ela ganha, literalmente, 20 vezes mais que eu (e certamente 20 mais que o marido dela tb).

    Quem não gosta de aparecer só faz assinar papel. Eu mesmo só fui saber que ela casou depois de uns dias. Meu pais, que foram lá de testemunha ou sei lá o que, chega esqueceram de comentar (de tão irrelevante que foi a parada).

    Se eu dia eu me casar vai ser assim. Pagar milhares de dinheiros pra alimentar os outros de cu é rola. Melhor fazer algum tipo de caridade pra quem tá precisando.

  18. Guilherme says:

    Já vi em um casamento tocarem “Last Kiss” na versão do Pearl Jam e todos os casais dançarem agarradinhos e se beijarem.

  19. Nome (Obrigatório) says:

    Quide,que bom que você não tem Latino no Canadá…

  20. Vinicius Brenny says:

    Eu já vi 2 vezes tocar ‘Love of my Life’ do Queen.
    Só pra abrir:
    “Love of my life -- you’ve hurt me
    You’ve broken my heart and now you leave me”

    PERFEITA pra entrada do casamento. 🙂

  21. Oscar Calstrom says:

    Quide, eu acabei de ver uma série de tirinhas no Facebook e achei que vc ia gostar de esculachar a parada. Talvez vc já conheça, se chama “O Cético”, feitas por Michelson Borges e Thiago Lobo. Googleie aí que é altamente zoável. Minhas prediletas sao as que tentam desacreditar o darwinismo em prol do design inteligente… Procura lá, vale a pena, eu lembrei de vc…

  22. cristiano says:

    O foda é que nem adianta avisar. Um amigo meu ficou puto COMIGO porque eu avisei pro cidadão que ele tinha feito merda num vídeo dele.

    Ele editou o vídeo de um passeio na Alemanha e botou uma música do Right Said Fred (o que é banda de um meio não muito heterossexual), chamada “You’re my mate”. A música é legal e o clip é cheio de gatas, mas … ele botou uma imagem da muié dele e com o cara cantando “I’ll tell you what I think. I think she’s a cow …”.

    E isso que a música gira em torno de um macho “consolando” outro macho, falando mal da muié dele e sugerindo que o outro é o “mate” dele. Claramente ele quer conjugar o verbo “to mate” … e assim gira o mundo.

  23. MH says:

    Bom texto. Se eu me casar vou me certificar de tocar Du Hast (Rammstein) na minha cerimônia de casamento. 😀

    • cristiano says:

      Tenho quase certeza que é troll bait, mas você deve estar ligado que nessa música o cara diz algo como: “ser fiel a ela até que a morte nos separe? nem fodendo …”

    • Juliano says:

      Li pelo Google Reader e entrei no site só pra colocar um link para, exatamente, esse vídeo que tu indicou, caso ninguém o tivesse feito. Pois a gafe no Xou da Xuxa passa, no momento em que 99% de nós, pirralhos, assistindo o programa teríamos consciência do que estava ocorrendo e nem mesmo conseguiríamos memorizar um trecho da letra para perguntar para alguém que falasse inglês, agora esse vídeo no programa da Angélica, com a letra em português. A história muda de figura, metade da galera entenderia o conceito de “Eu quis comer você” e a metade que não entendesse iria perguntar pro irmão mais velho ou pro pai, se o cantor era canibal e gostava de se alimentar de pessoas.

  24. Rosa says:

    Vou me certificar de tocar Interstate Love Song, do Stone Temple Pilots no meu casamento.

    uheuheuehue

    Btw: O video do seu casamento é lindo,Izzy,sério.

  25. Alexandre says:

    Ae Quide, que bela homenagem para um coquetel de casamento: rel="nofollow">

  26. Lucas Gabriel says:

    Bom texto Izzy! Agora me explica qual o verdadeiro sentido de bullshit? Fiquei curioso…

  27. Pedro Papadópolis says:

    Ilariê, da Xuxa, devia ser musica padrão para casamentos. Só que ao contrário. Buuuuiii

  28. Puxa, Quide, eu casei no cartório mas não é por pobreza é por falta de dinheiro mesmo…
    Zoeira!

    Só queria comentar que o motivo pelo qual acho que a entrada de casamento ao som de Chris Brown ficou famosa não é a música, mas o gordinho dançando.

    Gordinhos dançantes = pageviews

  29. Mia says:

    Certa vez eu estava em uma “baladinha caseira” de uns amigos evangélicos. O irmão da menina que fazia aniversário era DJ (=tinha aparelho de som legal) e organizou uma listinha de tecno (ou qualquer coisa assim). Colocou uma cobertura de plástico preto, um equipamento de iluminação e um grupo enorme de jovens da igreja estava dançando.

    De repente, toca uma música com os seguintes dizeres “I’m the devil, I’m gonna take yout souls” com uma voz sinistríssima. Meu irmão olha para minha cara e eu olho para a dele. Olhamos ao redor e aparentemente apenas nós dois entendemos, já que todos estavam dançando felizes segurando coquetéis sem álcool. Fomos embora.

  30. rochamdf says:

    Olha Izzy Nobre, seu post foi até bom, bem escrito, interessante mas tenho alguns apontamentos… Devo concordar com um comentário acima: Seu post tem um “ar” meio arrogante que incomoda -- “um amigo com um PC do Milhão e uma cópia do Windows Movie Maker” -- Cara, não usar um computador da apple não é atestado de incompetência e nem de pobreza. [na minha modesta opinião se Bill Gates não tivesse popularizado o PC nós {brasileiros} nem estaríamos na internet hoje]

    E agora essa parte… “EU SOU UM FODIDO; SE NÃO FOSSE, TERIA UM CASAMENTO IGUAL O DA RENATA E DO PEDRO, QUE É O QUE MINHA MULHER REALMENTE QUERIA”.

    Não querendo te julgar (até porque acompanho seu trabalho no 99 vidas) Lendo tudo antes e depois dessa afirmação imagino que se isso tivesse saído da boca de um amigo meu, diria que que se trata de um garoto foi criado pela avó e uma avó rica que dava tudo que ele pedia e agora paga de superior.

  31. Fake says:

    Não coloquei meu nome por motivos óbvios, mas trabalhei fazendo filmagens em casamentos e editando vídeos de festas, muitas, pra não dizer todas, das vezes esse lance de colocar musicas bizarras é intencional, se o casal não percebe fica engraçado e rende varias risadas depois.

    asuashuahsuuahushuashua

  32. Danilo Cruz says:

    Tem o vídeo de quando os Raimundos foram na XUXA e tocaram Eu quero ver o oco. Só que na parte de cantar:

    “Depois que eu tranquei os dedo na porta dum opalão
    Meu pai de dentro se ria que se mijava
    Achou que o filho festejava, era dia de cosme e damião”

    Eles cantaram:

    “Depois que eu tranquei os dedo na porta dum opalão
    Meu pai de dentro se ria que se mijava
    MEU FILHO AGORA VAI TER QUE TOCAR BRONHA COM A OUTRA MÃO!”

  33. Yuri says:

    ain Quide eu casei no cartório mas não é por pobreza é por falta de dinheiro mesmo… ><

  34. Lucas says:

    E whistle do Flo Rida? Quaaaaaaaaantos casamentos com essa trilha sonora

  35. Ana says:

    Na verdade, as pessoas não estão preocupadas com a letra da música.
    Elas estão felizes casando, não falam inglês, acham a melodia bonita e agradável.
    Eu acho que é isso……….os cri-critícos, sofrem mais….beijos.

  36. Paulo says:

    imagina a pseudo-musica do NALDO lixo então, destruiu a mente de muita gente!

  37. Jhonatan says:

    “…que 9 entre 10 pessoas concordam que deveriam ter logo acabado logo quando o Steve Carell saiu.” Exato.

  38. Bruno says:

    Bem, a Don’t want no short dick man na Xuxa nem é tão forte se compararamos com os Cascaveletes tocando a Eu quis comer você Agélica, até porque essa foi em português mesmo. Cata aí no youtube.