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A Campus Party foi foda

Postado em 13 February 2017 Escrito por Izzy Nobre 5 Comentários

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Ir ao Brasil é um pouco mais complicado do que eu gostaria que fosse. Uma viagem aí pra baixo é longa pra cacete (esta foi a mais curta que já tive, com “apenas” 20 horas porque não fui pra Fortaleza), extremamente cansativa, e talvez um pouco mais cara do que deveria ser.

É consideravelmente mais complicado ir passar férias no Brasil do que no Caribe, por exemplo — embora o conceito de “férias no Caribe” soe pra gente como coisa de grã-fino, aqui na gringa aquelas bandas são possivelmente o destino de férias mais barato que existe. Pra você ter uma noção, só o preço do vôo pra Fortaleza paga o vôo E estadia de uma semana num resort 5 estrelas na República Dominicana ou na Jamaica.

É por isso que quando a organização da Campus Party me ofereceu a oportunidade de ir ao evento com todas as despesas pagas, eu topei imediatamente.

Photo 2017-02-02, 7 44 12 AM

Esbarrando com o Rei dos Escritores no saguão do hotel

O catch é que eu teria que fazer uma palestra sobre o caso Bel Pesce. Apesar de ser talvez o cara mais apto a dar uma palestra sobre a situação — eu que me dei ao trabalho de escrever aquela porra toda, afinal de contas, movido por pura indignação com o fato de que ninguém mais havia feito isso –, o nervosismo era imenso: eu NUNCA dei nenhuma apresentação em palco estando sozinho. No Desencontro (aliás nem lê esse post não, as fotos estão todas zoadas e a formatação do texto foi pro caralho em vários pontos. Estaria meu site com AIDS?), eu participei de algumas palestras, mas sempre estava com alguém no palco — e além disso, o público do Desencontro era definitivamente menor.

Mas porra, uma viagem na faixa pro Brasil vale o risco de pagar um mico absurdo num palco.

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Eu e o Doutor Pirula

Pra quem não sabe, a Campus Party é um evento de mídias sociais/tecnologia/nerdices variadas com dois ambientes — um com entrada franca, e uma área paga onde rolam as palestras e o camping.

E sim, a galera acampa lá mesmo.

barracas

As barracas

É tanta coisa pra ver e fazer que é possível que você passe o evento inteiro correndo de um lado pro outro e ainda não veja tudo. Eu descobri, no último dia, que estava rolando uma espécie de competição de corrida de drones, por exemplo.

Aliás, volta, tenho que explicar a viagem. Graças a uma cagada da United (pelo menos é a minha teoria; o negócio nunca me foi explicado com clareza), a empresa se viu obrigada a me upgradear pra Business Class, que é como eu sempre viajariam se esse negócio de YouTube realmente desse grana.

Até sorvetinho de sobremesa servem!

Até sorvetinho de sobremesa servem!

Não é apenas a cadeira que deita feito uma cama, permitindo ao viajante um sono digno, ou o cardápio com comida de verdade (ao contrário do jornal molhado com fatias de papelão que servem na classe animal) — até mesmo as medidas de segurança são melhores nessas classes mais caras.

O cinto de segurança, por exemplo, tem 3 pontos, como o de um carro, enquanto o da classe pobre é uma tira de tecido na minha barriga, me dando a impressão que se o avião tivesse alguma pane eu seria dobrado ao meio violentamente.

Tive a impressão de ouvir um claro “olha, se você está preocupado com sua segurança deveria ter gasto mais nessa viagem”.

A palestra foi bem melhor do que eu esperava. Tentei e tentei preparar algo pra dizer lá no palco; sempre que eu lia o texto, soava extremamente artificial. Decidi que ia fazer o que faço nos meus vídeos — falar à moda caralha com um compreendimento claramente superficial sobre o assunto, fugindo do tema em toda oportunidade possível — e quando não for possível, eu crio a oportunidade.

A galera curtiu.

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Tô dando um jeito de colocar no YouTube, guentaí

Além do pessoal na própria Campus, eu tive a fenomenal oportunidade de conhecer os padrinhos do MPB. A galera montou um churrasco pra mim e o Evandro com direito até a copinhos personalizados!

O que lamento é ter relativamente pouco tempo lá com a turma — eu tinha agendado gravações com o Pirula e a Lully naquela mesma tarde, então o churrasco, como toda essa viagem aliás, foi meio corrido –, mas acho que deu pra trocar idéia e tirar fotos com todo mundo.

No geral, essa foi uma das viagens mais fodas que fiz na vida. Foi extremamente corrida, houve alguns contratempos, mas receber o carinho da galera nesses três dias que passei aí (além de reencontrar amigos que eu não via há muitos anos) foi absolutamente excepcional.

Em abril estamos aí de volta, mas dessa vez no Rio!

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Categorias: viagem

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

5 Comentários \o/

  1. juliana says:

    Izzy, disponibiliza pra gente o video da sua apresentação no campus party, não consigo encontrar em lugar nenhum 🙁

    ps: escreva um post sobre Robert Kiyosaki

  2. Liesel Matos says:

    Izzy, cadê as histórias de paramédico? D:

  3. […] um episódio — dessa vez, um especial recontando como foi a viagem recente que fiz ao Brasil, pra dar uma palestra na Campus Party e conhecer os ouvintes do […]

  4. Lucas de Oliveira Martins says:

    Muito bom, quem dera eu tivesse ido tbm! haha

  5. Valle says:

    Izzy falando da Bel Pesce mas virando blogueiro de palco.
    Cadê os posts, arrombado?
    X-P