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Auld Lang Syne: como uma tradição gringa de ano novo virou a MINHA tradição

Postado em 1 January 2013 Escrito por Izzy Nobre 44 Comentários

Em 1999, passei o mês de dezembro inteiro nos EUA com minha família. Viajamos pelo país inteiro (dentro de um Chevy Cavalier; google o nome do carro e você entenderá que é uma péssima idéia pra uma família de cinco pessoas), e terminamos a viagem exatamente onde começamos — New York City, na casa de uns amigos nossos lá.

Aliás, xeu dar uma pausa breve no texto pra colocar aí embaixo uma foto minha da época, pra que você possa visualizar melhor a história e tal.

Então. Vocês talvez lembrem que a sociedade ocidental em peso estava celebrando (erroneamente) a virada do milênio na virada de 2000. Além disso, o fim de ano em Times Square é provavelmente o mais famoso e assistido no mundo.

Portanto, os planos de meu pai era que fôssemos à Times Square participar do que seria potencialmente a virada de ano mais icônicas de nossas vidas.

O problema é que havia muito medo de atentado terrorista naqueles dias. Aliás, era medo do Y2K misturado com medo de religiosos extremistas querendo mandar todo mundo pro caralho. O sentimento geral nos EUA é que, se alguém fosse atacar os americanos (seja muçulmanos malucos ou computadores em pane, porque na consciência popular o Y2K seria essencialmente a Skynet), seria justamente na virada do ano, e na Times Square.

Lembro inclusive de uma matéria da CNN na época, mostrando policiais soldando os bueiros pra impedir que nego jogasse bombas lá e tal. Enfim, meu pai queria muito que fôssemos pra Times Square, mas minha mãe tava morrendo de medo desse papo de bomba e exerceu seus poderes de esposa pra convencer meu pai a ficar em casa.

Lembro inclusive que, enquanto assistíamos a virada na Times Square pela TV, meu pai disse algo como “tomara que exploda TUDO agora lá então, porque senão eu vou ficar puto pra caralho”. E evidentemente nada explodiu, minha mãe respirou aliviada, e meu pai ficou puto pra caralho por ter perdido o que muitos consideraram a maior e mais importante virada de ano ever.

Então. Logo após a virada, a TV tocou a seguinte canção:

Trata-se de Auld Lang Syne, uma música inspirada no poema de mesmo nome escrito no século XVIII. O poema (em inglês arcaico, e cujo nome significa “A muito tempo atrás” ou algo assim) celebra passagem de tempo e velhas amizades; tradicionalmente, a versão cantada se estabeleceu como tema musical de viradas de ano. A música aparece no final de It’s a Wonderful Life, aliás, o que diz bastante sobre o significado dela.

Imediatamente, lembrei que já havia ouvido a música antes em inúmeros filmes –mais notavelmente Forrest Gump (porque eu havia assistido o filme naquele mesmo dia). Achei a música tocante e fui pesquisar o significado da letra.

Should old acquaintance be forgot,
and never brought to mind ?
Should old acquaintance be forgot,
and old lang syne ?

Caso você não fale inglês, eu explico: a música abre com uma pergunta retórica que indaga se deveríamos esquecer velhos amigos, deixa-los para trás. A música é um chamado à confraternização; tanto que ela é usada no Brasil (e em muitos países aliás) como a target=”_blank”>música de despedida dos Escoteiros. Apesar da tradução, note que o significado é o mesmo.

Avance para o Reveillon de 2004 para 2005. Eu estava na Oshawa Memorial Park, isto aqui:

Eis o local exato, caso você queira passear virtualmente por lá.

Havia uma banda tocando nesse palco, e uma porrada de gente ao nosso redor com os tradicionais chapeuzinhos de Happy New Years e tal. Alguns inclusive parecidos com este, a propósito, que minha mulher estava usando ontem no bar onde passamos a virada (e que você já deve ter visto em filmes, pois creio que não são muito comuns no Brasil):

Então. Aquele fim de ano marcava meu primeiro ano no Canadá (eu havia chegado no finzinho de 2003). Eu já estava namorando minha atual esposa; já tinha feito importantes amizades (que duram até hoje, diga-se), já começava a me integrar à sociedade canadense.

Entretanto, como eu ainda era relativamente recém-chegado, ainda pensava bastante sobre minha antiga vida no Brasil, sobre tudo e todos que havia deixado para trás. Eu simplesmente não estava ainda acostumado à idéia de morar fora do Brasil.

Ainda rolava aquela distinta sensação de “estou vivendo dentro de um filme”, sabe? É um comum efeito colateral de ver todo mundo falando inglês, de presenciar e participar de brigas de bolas de neve, de comer pasta de amendoin, de ver filmes sem legenda, de usar jaquetas pra frio subzero, de frequentar escolas com armários, esse tipo de coisa que definem a cultura norte-americana de acordo com a Sessão da Tarde.

Essa sensação de morar dentro de um filme provocava uma divisão clara entre a vida atual e a “vida antiga” no Brasil. Ainda não havia caído a ficha de que a vida extraordinária de imigrante que eu estava vivendo no momento era algo que eu viveria pro resto da vida. Apesar de já ter passado um ano aqui, ainda parecia algo temporário.

Pois bem. O relógio da praça marcou meia noite, fogos de artifício explodiram (mas não muitos; gringos não curtem muito fogos), todo mundo começou a se abraçar e se beijar. O beijo na virada, aliás, é o equivalente gringo do nosso “pular ondinhas” — faz-se para dar sorte no ano novo. Apropriadamente, beijei minha muié.

Logo em seguida, a banda começou a tocar o tradicional Auld Lang Syne. Vou te contar, só de relembrar o momento eu me arrepio todo e me emociono. Aliás, até hoje ao ouvir essa música eu choro. SEMPRE.

Se liga (aliás, target=”_blank”>dá um reload na música aí pra tu sentir a catárse):

Quando a banda começou com a música, o parque inteiro entrou no coro, movendo-se lado a lado no ritmo da canção. Pessoas próximas deram as mãos; alguns cantaram abraçados. A lembrança daquela virada de ano em NYC veio à mente, e lembrei do contexto da música.

Should old acquaintance be forgot,
and never brought to mind ?
Should old acquaintance be forgot,
and old lang syne ?

E aquilo me acertou como uma pedrada no meio da cara. O que antes era apenas uma música bonitinha mostrou-se subitamente um perfeito reflexo daquilo que eu estava passando no momento — um momento de conflito interno em que eu tentava me adaptar à nova vida, mas ainda sempre pensando na vida deixada para trás. Um pé aqui, e um pé aí, emocionalmente falando.

Naquele histórico momento do qual eu me lembrarei pro resto da vida, eu olhei ao redor — meus novos vizinhos, novos amigos, novas namorada, novos compatriotas na minha nova cidade –, vi a mim mesmo participando da tradição gringa, sendo assimilado à massa festejante, e entendi que a sensação de morar num filme seria pra sempre.

Abri um sorriso críptico (nunca compartilhei com ninguém aquela epifania — até hoje, isto é). Abracei minha mulher com um sentimento que ela talvez jamais entenderá; um sentimento de finalmente compreender e aceitar a realidade que a profunda mudança pela qual eu estava passando. Um sentimento de que finalmente, eu pertenço a este país.

Naquele momento, eu entendi tudo. Aquilo não era uma novelty que eventualmente passaria; eu jamais voltaria pra casa, porque essa agora é minha casa. Pra usar mais uma expressão gringa, there was no turning back.

Essa é minha nova vida. A música me convidava a manter os velhos amigos em mente, dos quais eu sinto muita saudade, mas me forçou a aceitar que aquela era minha vida dali em diante. E aquele momento, cantar essa música rodeado dos novos amigos, solidificou o sentimento.

Foi um dos maiores momentos de epifania que eu tive na vida; tanto que é muito difícil veicular o sentimento em palavras. “Eu faço parte desse ‘filme’ agora”, eu pensava enquanto cantava com minha mulher e meus broders.

Foi um contraste estranho até, porque enquanto a música me convida a lembrar da velha vida, foi como se a cada nota eu gradativamente (e paradoxalmente) abrisse mão do passado e simplesmente aceitasse o presente — e o futuro.

Aquilo me causou uma impressão imensa. Todo fim de ano, sempre que Auld Lang Syne toca, eu fico reflexivo. Penso na longa jornada que tive aqui em cima; nas pessoas que conheci, naqueles a quem já tive que dar adeus (graças a mudanças de cidades), em quanto tudo mudou ao longo dos últimos anos. O quanto EU mudei nesses anos. Eu literalmente não sou mais a mesma pessoa que era antes da banda começar a tocar Auld Lang Syne naquela gélida manhã de primeiro de janeiro de 2005.

E, obviamente, lembro-me de tudo que deixei para trás. A cada ano que passa, aquela vida parece mais distante…

Você não tem noção de quanto um emigrante muda pra se adaptar ao novo país. Meu próprio nome, por exemplo, não existe mais — ninguém me chama de “Israel”, na pronúncia brasileira com a qual eu fui batizado.  Em 2003 tornei-me “Izzy”.

Parece bobagem, mas é que o som da pronúncia de um nome é incrivelmente importante para o seu senso de auto-identidade. Pra você ver como o som do próprio nome é algo tão fundamentalmente crucial para o seu eu interior, tão intrínsico à sua propriopercepção, lembre-se que até mesmo animais reconhecem os sons dos próprios nomes. Seu cachorro não saberia jamais escrever o próprio nome, ele não sabe o que ele significa, ele não compreende o conceito de letras e palavras — mas ele definitivamente responde ao som do seu nome, não é? Ao ouvir aquele som, ele sabe que estão falando com ele. E ele responde apropriadamente.

Agora imagina essa mudança. Eu mudei de país, mudei de língua, mudei de nome. Tornei-me literalmente outra pessoa no processo. É um negócio sinistro, e não é à toa que há quem não aguente, psicologicamente falando, uma emigração.

Frequentemente eu penso no seguinte: vim pro Canadá com 19 anos; quando eu completar 40 anos, terei vivido mais tempo no Canadá do que no Brasil. Minha vida no Brasil, minha identidade brasileira — algo que é uma parte tão importante de quem eu sou — vai passar, de um dia pra outro, a ser uma porção menor da minha vida como um todo. Serei, de forma pragmática, mais canadense do que brasileiro. É muito estranho pensar nisso.

No dia 28 de novembro de 2013 eu completarei exatos dez anos fora do Brasil, e inevitavelmente farei questão de ouvir a música que finalmente me fez aceitar minha nova vida.

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comments

Categorias: Vida maldita

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

44 Comentários \o/

  1. Ana Paula says:

    Bonitas palavras Izzy, ótimo texto! Um feliz ano novo pra ti e que consiga conciliar tua vida com a atualização do hbdia!

  2. Luis Felipe says:

    Bom texto! Apesar de eu não ser tão velho ou de nunca ter morado fora do país ou em um lugar relativamente longe de onde eu sempre morei, eu também fico relembrando de tudo que me aconteceu no ano que passou, e uma música que me marca muito é essa aqui . Não é por causa das letras, e sim da batidinha no fundo que me deixa um pouco nostálgico!
    Feliz ano novo Izzy, tudo de bom pra você, pra Bebba, pro seu irmão e sua família ;D

  3. Vinicius says:

    Boa noite, Izzy! Curti muito essa postagem, porém, como eu sei que você é um cara (meio) perfeccionista, na seguinte parte:

    […]de presenciar e participar de brigas de bolas de neve, de comer pasta de amendoin, de ver filmes sem legenda[…]

    A palavra “amendoin” na verdade é escrita “amendoim”.

    Novamente, gostei do seu post, inclusive meu sonho é morar fora aqui do Brasil! hehehe

  4. DoAssogue says:

    Izzy, lendo esse belo texto me veio a memória o livro Meninos sem Pátria, da coleção vagalume.
    É sobre um adolescente que na época da ditadura é exilado e acaba passando por situações que você citou.
    Foi o único livro até hoje que me fez chorar.
    Se você não leu, recomendo!

    P.S. Ainda bem que você não fica reflexivo ao som da Simone!

  5. Pedro says:

    Ótimo text!

  6. Alan david says:

    O kid e gay

  7. @GM_Bermeo says:

    “Aliás, xeu dar uma pausa breve no texto pra colocar aí embaixo uma foto minha da época, pra que você possa visualizar melhor a história e tal.” Momento gratúito HAHAHAHAHAHH

  8. Raid says:

    Também gosto muito dessa música, engraçado que a primeira vez que corri atrás do nome dela e o significado foi assistindo A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life) que você cita no texto. Já assisti esse filme umas 3 ou 4 vezes e o fim sempre me emociona.

  9. @GM_Bermeo says:

    E parabéns pelo texto, muito foda.
    Espero fazer parte “de um filme” um dia também.

  10. Guilherme says:

    Fodástico Izzy! Sério, volte a escrever textos mais longos assim. HBD Tv da retorno eu sei, mas os textos são a alma do seu site 🙂

  11. MH says:

    Me emocionei. Belo texto 😀

  12. Danilo says:

    Ler esse trecho (“eu jamais voltaria pra casa, porque essa agora é minha casa”) ao som de Auld Lang Syne quase fez um cisco cair no meu olho.

    Feliz ano novo, Kid.
    Abraço.

  13. Dan Silva says:

    Muito foda, Izzy. Feliz ano novo e muitas prosperidades na sua não mais tão nova terra.

  14. Raysa says:

    O Izzy consegue mexer comigo como se fosse um amigo proximo.. como se eu vivesse na pele o que ele conta, descreve. Eu tenho vontade de morar fora, mas todas as vezes fiquei no dilema de abandonar a raiz para começar algo novo. Enfim, espero que voce sempre visite o nosso país e espero também um dia te conhecer pessoalmente. Adoro sua forma de ver as coisas, de se expressar, sua inteligencia, seu humor. Muito foda o texto.

  15. Sweet P. says:

    Caralho. Tive que parar de ouvir a música porque eu estava começando a quase chorar. Tive essa epifania em meio à virada 2012-2013. Claro que não é algo tão grande como sair do país e viver fora, mas ainda sim, sair de casa é algo muito novo e assustador.

    Texto muito bom, Izzy !

  16. Parabéns por suportar. O futuro é algo incrível por ser tão incerto. Abraçá-lo com coragem lhe deu tudo que tem. Que seu próprio passado seja o exemplo mais nítido do futuro que lhe espera.

  17. @mos_axz says:

    Mesmo correndo o risco de parecer bem gay, vou dizer que seu texto me arrepiou Izzy. É uma história muito foda. Mais foda que esse texto, só o Zeitgeist 2012 do Google…

  18. ronaldo mardanos says:

    tu é meio viadão né não cara?

  19. Yago Nunes says:

    Bom texto mesmo quidi, parabéns.

    Por ter visto essa musica em varios filmes quando era criança, sinto algo parecido com o que você sente quando escuta, mas no meu caso uma saudade da minha infancia… é ruim pensar que aquilo passou e literalmente ficou pra trás (é ruim mesmo e nessa hora que as lagrimas vem) mas ao mesmo tempo quando se olha pro presente e ve onde está, é uma sensação gratificante, é algo bom… parece que quando escutamos, fazemos um feedback de nossa vida inteira até aquele momento, é muito estranho :/

    ps: não sei se já disseram, mas existe uma versão em portugues que chama Valsa da Despedida” vale o view.

    Enfim, feliz 2013!

  20. Luke says:

    Um dos melhores textos seus que eu já li. Muito bom, Izzy.

  21. Ancelio says:

    Kid, você quase me fez chorar com esse texto. Embora não tenha passado com tanta intensidade por algo similar, possuo uma grande identificação com tudo isso. E isso me tocou! Com as devidas proporções, sei realmente e entendo o que está falando…

    Feliz ano novo, cara. E que 2013 venha bombando(sem alusão ao caso de NYC hahaha) pra você e toda sua família.

    Abraços

  22. Klayton Cavalcante says:

    Imagino como você se sentiu (ou se sente).
    Eu fiz uma mudança parecida, mas num espaço menor: Eu sou de Pernambuco, morava no interior, e com a necessidade de iniciar a universidade, me mudei pra Recife, sem mais ninguém. Passei a dividir apartamento com amigos, e me senti muito estranho quando passei a ser completamente responsável por cada detalhe de minha vida, função que era dos meus pais.
    É um sentimento de liberdade, controle e vida nova, que me mudou bastante.
    Não é possível mais me comparar com o Klayton que vivia em Palmares com o recifense. (inclusive agora meus amigos e namorada me chamam apenas de Klay, então a questão do nome se aplica a mim também)
    Bem, feliz ano novo Kid!

  23. Alexandre says:

    Sua analise do conceito de “meia-vida”, referindo-se a 19 anos no Brasil, 19 no Canada eh bastante otimista porque os primeiros 19 anos de nossa vida sao bem menos “maduros”. Por exemplo, uma pessoa normal tem pouquissimas memorias dos primeiros 5 anos de vida. Eu diria que voce ja “quebrou” ou esta bem proximo a “quebrar” a barreira da “meia-vida” no Canada. Isso porque voce esta se referindo a sua auto-identificacao. Eu sei muito bem como eh viajar pro Brasil e se sentir um estranho la; ver como tudo que existe em nossa memoria mudou. Assim como nos mesmos, o proprio Brasil mudou, a cultura Brasileira mudou, e mesmo todas as pessoas com as quais iteragimos mudaram (estranhos, amigos ou mesmo familiares). Tudo la esta diferente e o que a gente fica sabendo de la eh atraves da experiencia de nossos amigos.

    Tambem estou aqui desde o inicio de 2004 (pouco depois de voce), mas sou uns 3 anos mais velho; por isso minha “meia-vida” esta bem mais longe “quebrada”, se eh que um dia vai ser. E assim como voce, minha intencao eh nao voltar; mas as vezes percebemos que a gente subestima demais o Brasil; existem muitas oportunidades (profissionais) por la que sao muito tentadoras.

    O Canada eh um pais excelente pra quem esta comecando uma carreira, mas nao tao bom se voce ja esta estabelecido. Nesses casos o “capitalismo” mais forte do Brasil tem muito a oferecer.

    O que acha?

  24. Hélio Magno says:

    Feliz ano novo izzy, Excelente 😀

  25. Gideão Milanez says:

    Cara gostei muito desse texto, até por que eu penso em mudar de minha cidade para uma cidade aqui próxima. São mais ou menos 50Km de distancia, e ainda sim eu vou voltar todo fim de semana. Eu sou um pouco frio ao fato de mudar de cidade (até por que essa minha cidade é uma “bosta”), mas quando eu me lembro dos amigos que eu tenho dos roles que eu dou com eles todas noites, da garotas eu fico meio triste. O lado bom é que eu posso ter 2 namoradas(isso me conforta muito) uma numa cidade e outra na outra.

  26. Jack says:

    Sensacional! Excelente texto! Não costumo comentar muito em postagens, mas esse, em particular, me fez refletir. Feliz 2013, Izzy! =)

  27. Lívia says:

    Ótimo e emocionante texto, Kid! Feliz ano novo 🙂

  28. Arrepiei aqui. Cê tem noção de que isso é meio cena de filme né? hahaha
    Fico pensando em como tudo que eu vivo agora, com 21, e ainda perto da família, pode mudar radicalmente dentro de poucos anos… Só me faz perceber o quanto tenho que aproveitar cada dia, e guardar boas lembranças, até que minha Auld Lang Syne toque e eu comece a deixá-las pra trás…

    Tudo de bom pra ti, Israel 😛

  29. Eduardo says:

    interessante. nos últimos anos eu me peguei várias vezes refletindo no passado, no que eu já passei, de uma forma bem semelhante ao que vc passou no seu primeiro ano novo no Canadá(obviamente numa intensidade bem menor), foi interessante pensar nisso associado a esse significado meio paradoxal que a música teve em você, e agora em mim.

  30. Patrick says:

    Muito bom o texto Izzy! Ultimamente eu estou indeciso com relação ao meu futuro, penso em morar fora, mas não gosto da ideia de deixar toda minha família para traz, é realmente uma decisão muito difícil de tomar.
    Feliz 2013! Que esse ano seja melhor para todos nós, tudo de bom cara, admiro muito o seu trabalho “internético”, como tbm sua pessoa.

  31. Matheus says:

    Acho que esse foi o texto mais tocante que já li no HBD.

  32. André Paulon says:

    Ótimo texto, Izzy. Sensacional.

  33. Tainá says:

    Gosto da canção. Não moro no exterior, mas acolho os sentimentos reflexivos que ela nos causa. Legal esse texto, parabéns!

  34. André Behar says:

    Izzy,

    Vou te falar que esse texto foi uma das melhores coisas que eu já li aqui, e olha que eu sempre gosto MUITO dos seus textos!

    Esse texto me fez entender melhor a decisão que eu tomei, de imigrar para o Canadá assim que concluir a minha faculdade.
    Estou com 33 anos, e vejo muita coisa no Brasil, e na sua cultura, que me incomodam. Coisas que você e seu pai relatam muito bem. O que eu quero é a oportunidade de construir a minha família onde a base seja respeito pelo próximo e condições mínimas de dignidade. Infelizmente isso no Brasil não será possível tão cedo.

    Voltei aos estudos justamente com esse objetivo em mente, facilitar o meu processo de imigração, mesmo tendo 18 anos de experiência na área te TI. É um projeto que tem me dado muita esperança, mas também muitos receios, justamente pelos motivos que você cita no início desse texto.

    Pretendo ir para Calgary, pois mesmo eu já tendo estado em Toronto, aí parece-me ser um lugar melhor para construir uma família. Além do mais, um casal de amigos meus estão de mudança para Calgary ainda este ano, o que me tranquilizaria mais.

    Você e eu possuímos amigos em comum, como o Bobagento, o Ahnão e vários outros da Blogosfera brasileira, se você topar trocar mais idéias sobre a minha ideia de imigração, por favor, me mande um e-mail. Tenho muitas dúvidas e acredito que conversar sobre isso me ajudará muito.

    Abraços,
    André Behar Ribeiro
    @papaleguas

  35. ALetraG says:

    Não me darei ao trabalho de checar se alguém já disse isso, mas informar-lhe-ei de que o poema Auld Lang Syne não é escrito em inglês arcaico, e sim em scots.

    Grato,
    A Letra Gê.

  36. Bruno Zub says:

    Caralho Izzy, emocionante esse seu texto, chegou a me arrepiar!! Muito bom mesmo. E parabéns por tudo!! 🙂

  37. VCR says:

    Excelente texto, Izzy, apesar de ser bem diferente dos que normalmente são publicados aqui no blog. Você conseguiu transmitir o que você passou com maestria, parabéns.

  38. Tuca Alvares says:

    foda esse texto hem?! ainda mais pra alguem que tb é um imigrante e compartilha alguns desses sentimentos que vc menciona!

    clap clap clap clap clap clap!!

  39. Bruno says:

    Porra, vc era feio pra cacete ein? evoluiu uhauhauhah

    ótimo texto, parabéns

  40. […] tem aquele conceito que já compartilhei aqui uma vez. Vim aqui com 19 anos, no dia 28 de novembro terei vivido no Canadá por exatamente uma década. […]

  41. MatheusKS says:

    Cheguei aqui através de um link da sua última postagem (sobre o teu aniversário) e fiz questão de ler esse texto ouvindo a “Old Lang Syne”. Muito profundo. Parabéns!

  42. Guilherme says:

    Bom texto, fí!
    Ao som dessa música ainda, escorreu uma gota de suor masculino aqui.