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Como eu me perdi numa cidade do interior maranhense (de cueca e sem dinheiro): uma aventura carnavalesca

Postado em 12 February 2013 Escrito por Izzy Nobre 104 Comentários

Ao passear no tuíter, percebo que estou rodeado de nerds misantropos paga-paus da América do Norte que alegam “odiar o carnaval”. Eu até compreendo esta mentalidade; quando eu tinha lá meus 16 ou 17 anos e me identificava como “metaleiro”, andava por aí com camisetas pretas e cara fechada, e carteira atada à calça via corrente, eu também tinha essa opinião.

Entretanto, bastou uma viagem de carnaval para mudar totalmente minha opinião sobre este excelente feriado nacional. Apesar de eu me foder inacreditavelmente nessa história, a lembrança dos bons momentos carnavalescos sobrepujaram a negatividade. Como você pode ver pelo título deste post, eu tenho TODOS OS MOTIVOS pra odiar carnaval, e no entanto tenho muita saudade desse fenômeno cultural.

E contarei esta história para você hoje.

Voltamos ao longíquo ano de 2002. Caralho, já faz mais de uma DÉCADA que essa porra aconteceu. Me sinto velhíssimo.

Na época eu namorava uma garota chamada Priscila; Priscila e suas amigas/primas tinham o hábito de passar o Carnaval em cidades do interior do Maranhão. Eu, como ex-crente e “atual”  metaleiro, passei a vida inteira sem o menor apreço por tradições carnavalescas. Jamais havia participado de nada do tipo, e realmente não fazia questão. Se existisse tuiter naquela época, lá eu estaria falando mal do Carnaval.

Entretanto, a promessa de uma viagem libidinosa como aquela, sem nenhum “adulto” por perto, dormindo no mesmo quarto que a namorada, convenceu-me.

Dois grandes amigos meus, a Renata e o Panda (atualmente casados, e com uma linda filhinha que creio ter sido concebida justamente naquele carnaval, veja só você!), juntaram-se à caravana. Fizemos uma vaquinha para alugar a casa do vizinho do primo do cunhado do ex-colega de faculdade do pai da minha namorada, ou algo assim.

Evidentemente, o pai da menina não sabia que as garotas estavam trazendo dois marmanjos com elas. Era algo a se manter em segredo, evidentemente.

No dia marcado, a galera se encontra na rodoviária de São Luís, com destino à pacata cidade de Itapecuru Mirim. Olhaí:

Percebo agora que é uma pena que não existiam celulares com câmera naquela época; o registro fotográfico muito enriqueceria este relato. Aliás, creio que ninguém da nossa turma sequer tinha câmeras convencionais!

Então. A galera se reuniu na rodoviária e rumamos em direção à cidadezinha de Itapecuru. Esta viagem reforçou em mim meu amor por cidadezinhas pequenas do interior nordestino, onde passei boa parte da minha infância em viagens com a família. Jamais moraria em um (gosto da agitação da cidade grande), mas gosto muito do ambiente bucólico dessas pequenas cidades.

Chegamos na casa, desempacotamos nossas tralhas, nos revezamos para tomar banho num daqueles banheiros que só uma casinha pequena de cidade interiorana dedicada a aluguel sazonal proporciona (do tipo em que o chuveiro nada mais é que um cano de PVC brotando da parede), e todo mundo se espalhou pra explorar a cidade. As primas/irmãs foram ver amigas locais, Panda e Renata foram fazer sei lá o que — passear na pracinha? –, e a namorada me levou pra comer num restaurante bacana da cidade. De forma quase maternal, ela falou algo que ouvi muito em minha infância quando meus pais precisavam me convencer a ir num restaurante novo:

Você vai gostar, eles têm batata frita!

Devo dizer aliás com uma certa melancolia que aqueles dias passados inteiramente do lado da namorada, um pequeno vislumbre da vida de casal que vivo atualmente com minha esposa, foram muito legais. A tal Priscila me odeia atualmente, vá entender, já que ELA que me chifrou. Uma pena, pois eu gostaria de poder manter um relacionamento cordial com ela, como matenho com outras ex. Pra alguém que gosta de preservar o passado, como eu, o contato com pessoas que viveram o outro lado da história é bacana.

Mas, continuando a história! Fomos ao restaurante, e lá comi as prometidas batatinhas. À noite, festejamos junto ao trio elétrico. Não bebi uma gota sequer de álcool (nunca fui de beber muito; mesmo atualmente, eu bebo muito pouco, só em situações sociais mesmo), e nem gostava daquele estilo musical, mas me diverti pra caralho. Não há como não se divertir numa viagem com namorada e amigos, a menos que você já esteja naquele ponto do relacionamento em que a convivência com a pessoa é um fardo.

Voltamos pra casa mais ou menos às 3 da manhã. Tive apenas a preocupação em tirar as roupas suadas, e caí na cama ao lado da mulher de cueca. Não restaram forças nem para completar a pecaminosa celebração da festa mundana que é o Carnaval com fornicação pré-marital.

Poucas horas mais tarde, mais ou menos às 8 da manhã, acordo com a mulher batendo na minha cara vigorosamente. “ACORDA! ACORDA!”, ela sussurava em desespero.

Finalmente vim à tona. Confuso, perguntei o que diabos acontecia. Ouvi à distância batidas na porta da frente da casa. Uma voz abafada chamava minha mulher lá da rua. Mesmo sob a névoa da confusão de quem acaba de acordar, eu comecei a entender o que estava acontecendo. A namorada falou as mais temidas cinco palavras da língua português para um jovem rapaz de 18 anos, depois de “minha menstruação atrasou, e agora?”:

“MEU PAI TÁ LÁ FORA”

Ao nosso lado, Renata já havia acordado Panda, que estava na mesma confusão e desepero que eu. As batidas na porta continuavam, e Priscila percebeu que precisava responder o chamado.

Tou indo, preciso só me vestir!” ela berrou na direção da porta. Não era inteiramente uma mentira, eu pensei, embora não nos rendesse muito tempo para formular um plano de fuga.

Tentei vestir-me apressadamente, ainda sem saber o que faria. Percebi no meio do caminho que havia vestido o shortinho que minha namorada havia usado na noite anterior; despi-me apressadamente. A menina já tinha enrolado o pai por muito tempo e decidiu que era hora de abrir a porta. “Se escondam!” ela falou, creio que sem muita fé na nossa habilidade de se esconder num casebre de 60 metros quadrados.

Ainda de cuecas e sem saber o que fazer, eu e Panda corremos para os fundos da casa, pensando em nos esconder lá enquanto o pai da mulher visitava a casa. Era um plano de merda, mas o que você faria?

Priscila abre a porta, e pelos sons entendo que o pai da menina não estava sozinho: ele havia trazido seu irmão (ou seja, pai das outras meninas na casa), seu filho, e a mãe. E pelo tom da conversa, não era uma visita breve: ele planejara passar o dia lá.

Fodeu, maluco“, eu disse pro Panda. “A gente vai ter que ficar aqui no quintal o dia inteiro!

Mas a situação estava prestes a piorar. Enquanto esperávamos em total silêncio num cantinho do quintal, ao lado do tanque de lavar roupa, o pai da menina diz que tá com fome, dando indicação que iria à cozinha em breve investigar o conteúdo da geladeira. O problema é que nosso fenomenal esconderijo era perfeitamente visível da cozinha.

Panda olha pra mim, com total terror em seu rosto, esperando que eu desse um jeito na situação. Ele era mais “convidado” na casa que eu (afinal, eu tinha uma conexão maior com os anfitriões da viagem), então talvez na cabeça dele eu devia ser o encarregado de resolver a merda.

Se o velho resolvesse ir à cozinha, não haveria como se esconder. Precisávamos sair de lá com urgência, mas passar pela casa era totalmente fora de cogitação. Estando eu de posse de 0 perucas, a idéia cartunesca de se disfarçar de amigas da namorada era também impraticável.

Sobrava apenas o muro do quintal; seus tijolos semi-quebrados e reboco esfarelando só de olhar nos tentando com a possibilidade de fuga.

Não tinha outra solução. Pensei sem meus botões (afinal estava praticamente pelado) “puta que pariu, eu não acredito que estou fazendo isso” e disse pro Panda que o jeito era pular o muro mesmo. Ele olhou pra mim, olhou pro muro, e nem pensou duas vezes: saltou-o, deixando-me para trás. Panda sempre foi um cara mais preparado para mudanças que eu.

Corri esbaforido atrás do meu companheiro de viagem e pulei o muro também.

O chão do outro lado era mais baixo que o chão do quintal da casa das meninas, então eu me fodi todo ao cair em cima de um caixote de madeira que explodiu ruidosamente embaixo de mim. Creio que Panda, com mais habilidade atlética, havia usado-o para descer cuidadosamente do muro. Eu, que ainda nem era gordo na época, desci seguindo a lei universal de que gordo só faz gordice.

Encontramos-nos no quintal da casa aos fundos, totalmente tomado por um matagal espesso, sem ter a menor noção de pra onde ir dali em diante. Enquanto tentávamos orquestrar um plano, uma velha bastante coroca surgiu na porta dos funtos da casa que acabávamos de invadir. Ela percebeu a movimentação nos fundos do seu quintal, e apertou os olhos na nossa direção, tentando entender o que diabos era aquilo.

Comecei uma prece silenciosa.

Senhor Jesus Nazareno do Cristo, sei que há muito tempo não nos falamos. Sou eu, o Israel, filho da Flor e do Felipe, beleza? Eles são seus broders então me sinto na liberdade de pedir um favor. Essa mulher já tá nas últimas mesmo, então se você tava planejando dar-lhe cataratas, olha, eu não quero me impor nem nada, mas eu acho que agora seria uma hora boa“.

A mulher cerrou mais ainda os olhinhos octagenários, e eles encontraram os meus. Ela me viu.

Valeu ein maluco“, eu disse ao filho de deus, decepcionado.

O qui cês  tão fazeno aí, minino?” inquiriu a anciã interiorana, com o natural tom de desconfiança que você exibiria ao encontrar dois marmanjos de cueca se escondendo em seu quintal.

Eu TRAVEI. Não tinha a menor idéia do que dizer, então meio que fingi que não havia ouvido, enquanto tentava me esconder (sem sucesso) no matagal. Era bastante óbvio que ela conseguia me ver, então era um exercício retardado. Panda tomou as rédeas.

Me desculpe, senhora” ele falou, limpando a garganta “viemos aqui para a cidade numa excursão e nos perdemos na selva” ele disse, enquanto apontou dramaticamente para a vegetação selvagem que cobria o quintal da mulher. Lembrando que o quintal estava totalmente cercado pelos muros das casas ao redor.

Eu não conseguia acreditar que o maluco tinha realmente falado que “se perdeu na selva”, e o rosto dele indicava que ele também compartilhava deste sentimento. Com um cabo de vassoura na mão e ainda mais desconfiada, ela falou:

Pois ocês dois parem de fazer o que tão fazeno, se vistam, e saiam já daqui que isso não é coisa de Deus!” ela pontuou o comando se benzendo com o sinal da cruz e deixando claro o que ela achava que estávamos fazendo.

Eu e Panda nos entreolhamos. Saímos do nosso “esconderijo”, eu talvez com mais vergonha do que se tivesse realmente sido flagrado dando a bunda pra um amigo. Atravessamos a casa da mulher — dois marmanjos de cueca!!!! — enquanto ela vinha no nosso encalço, ainda segurando a vassoura. Na sala da casa da véia, dois homens igualmente velhos assistindo TV, e uma menininha de uns 5 anos comendo papinha.

Não sabia se era falta de educação passar pela sala da família seminu sem dizer uma palavra sequer, então mandei um “opa… bom dia…”, cabisbaixo.

Chegamos à rua. Lá estava eu, descalço, de cueca, sem um centavo no “bolso” — ou seja, um resultado relativamente congruente com uma noite de folia carnavalesca como outra qualquer. Se o dia fosse, sei lá, 5 de outubro, seria uma visão um pouco mais incomum. Mas na semana de carnaval, passava. Então não estávamos tãããão na merda assim, ao menos.

Eu e Panda passamos na frente da nossa casa, e constatamos o carro do pai da minha namorada. Atravessamos a rua pra passar na calçada oposta.

E agora, maluco?” perguntou Panda.

Sei lá, mano. Tem algum dinheiro aí?” retorqui, sem muita esperança.

Nada. E tu?

Bati nas coxas, onde bolsos geralmente se encontram quando você está usando roupas, enquanto fazia aquela cara universal de “tô sem nada, mano”.

Vagamos a cidade sem rumo, e já estava começando a ficar com fome. Volta e meia passávamos em frente à rua da nossa casa, e dávamos meia-volta ao ver que o carro do pai da minha namorada continuava estacionado lá.

A cidade jazia completamente inativa, o que é natural para uma manhã pós-Carnaval (e ainda era o primeiro dia). Pouco a pouco, vendedores ambulantes começaram a montar bancas na avenida principal da cidade, para atrair os turistas com o aroma de coxinhas e suco de maracujá. A fome apertou mais ainda.

Panda eventualmente lembrou-se que um de seus amigos da capital estava em Itapecuru para as festividades, mas não sabia qual era a casa do cara, só a área onde a casa ficava. Passamos algumas horas perambulando a região, na esperança que Panda lembrasse onde o maluco estava hospedado. Quando finalmente encontramos, tudo que o rapaz teve para nos dar foi dois reais bem amassados que ele tinha no bolso no momento.

Eu e Panda havíamos passado em frente a uma locadora inúmeras vezes em nossa peregrinação sem rumo pela pequena cidade de Itapecuru. Não restou dúvidas de como gastar o dinheiro — entramos na locadora e jogamos Donkey Kong Country 2 por umas três horas. E lembrando: de cueca, e descalços, como se não houvesse nada de errado com essa cena.

Ao final dessas três horas (sem sequer zerar a porra do jogo, o Panda era ruim demais), voltamos à rua. Eu já tava morrendo de fome, cansado, e queimado de sol. E pior, já não sabia mais nem onde diabos eu estava na cidade.

Já estava começando a me acostumar à minha condição de andarilho pelado e fodido. Se arrumasse um pedaço de papelão e um carvão, poderia escrever uma placa suplicando por algum tipo de alimento. Nem precisaria voltar à UFMA na semana que vem, o que é um bom bônus da minha nova vida de mendigo a qual eu já começava a me acostumar e fazer planos inclusive. “Amanhã vou sentar naquela calçada ali, talvez na quarta feira eu tente comer algo revirando o lixo atrás da igrejinha”.

Foi aí que vi a namorada correndo em minha direção, com uma marmita e uma troca de roupa. O pai e sua comitiva já havia indo embora, a barra estava limpa há horas. Ela estava me procurando pela cidade inteira, e obviamente não me achou porque eu tava no fundão da locadora jogando SNES. Coloquei a camiseta que ela me deu com cuidado, tentando inutilmente evitar muito contato do tecido com minha pele totalmente esturricada de sol.

E na marmita que ela trouxe, um almoço do mesmo restaurante lá das batatinhas fritas. Já estavam frias a essa altura, mas um mendigo profissional como eu já me via a essa altura não há de recusar batatas fritas, independente de seu estado.

Poisé. Não sei por que vocês odeiam carnaval.

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comments

Categorias: Vida maldita

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

104 Comentários \o/

  1. Matheus Nóbrega says:

    Donkey Kong >>>>>>> Comida

    KKKKKKKKKKKKKKKK muito boa Izzy, quase chorei de rir aqui.

  2. jairo_eudes says:

    Cara, mais um excelente texto Sr Nobre II. Ri muito kkkkkkk

  3. BrunoHe says:

    Haheuhauehua, ri o cu fora.

  4. kblosnack says:

    então o seu carnaval foi jogar donkey kong e comer batatinha frita? não to tão mal assim

  5. Daniel says:

    Se eu for sair com os meus amigos para algum lugar e curtir, o carnaval é legal, tão legal quanto qualquer outra curtida. Mas, desfile e carnaval de rua eu não gosto.

  6. VCR says:

    Acho que é a primeira vez que vejo o Kid citando o nome real da mãe dele hahaha

  7. Ygor Valença says:

    Coitada da velha, deve ter morrido pensando que sua casa foi profanada pelo pecado do coito homosexual.

  8. Matheus Santos says:

    Bem, eu odeio porque não tenho namorada, não gosto de sair de cara e nem de muvuca. rsss
    Nada contra O carnaval. Só contra todas as datas que reúnam esses ingredientes.

    Also, amo muito minha carteira e meu celular.

  9. Leandro says:

    Donkey Kong country2.
    Preciso mesmo dizer que faria o mesmo com os 2 reais ?

  10. Fael says:

    Muito bom o texto kkkkkkkkkkkk

  11. Gabriel says:

    HAHAHAHAHAHAHAHHAHAA MAIS UM TEXTO FODA KID!

  12. Essa história, obrigatoriamente, tem que abrir um 99vidas, Quide.

    Nunca fui pego com as calças tão arriadas quanto você(desculpe, a piadinha foi inevitável), mas já passei por perrengues parecidos. Meu amigo, VC SÓ SE FODE!

    Abs

  13. Murillo Melo says:

    Acho que todo mundo tem uma história de “fugir pelado da casa da namorada pelos fundos enquanto os pais entram pela porta da frente”. Bom, pelo menos eu e meus amigos temos.
    Mas a parte mais engraçada foi de fato tu ter dado bom dia pros velhinhos seguida da parte em que a senhora achou que vocês tinham pulado no quintal da casa dela pra fazer troca-troca.

    Sério cara, eu não sei como tu consegue administrar essas tuas histórias por tanto tempo. Será possível que tu só se fode mesmo? Todo dia?

    Haha, valeu. Ótimo texto, parabéns. Boa sorte com o livro.

  14. Murillo Melo says:

    Also, que vacilo da tua mulher. Devia te conhecer melhor e ir te procurar na locadora logo de cara.

    Aposto que se você se perdesse hoje, sem celular, o primeiro lugar em que a Bebba iria te procurar (e encontrar) seria numa Apple Store.

  15. Felipe says:

    Porra, Isaias. Muito boa essa história! Só não gostei do final, parece que faltou algo… Vai ter parte 2? hahahahaha

  16. jefferson dias tc says:

    Essa tem que estar no volume 2 do livro, foi muito boa:-)

  17. Marcos Paulo says:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk fico imaginando a cena, minha mãe tinha uma locadora, se aparecem dois malucos de cueca eu chamo é a policia HEUAHEA

  18. Gabriel says:

    Acho que eu odeio pelo mesmo motivo que você odiava, pais religiosos que falavam que carnaval é uma festa “do mundo” e etc.

    • Anderson says:

      mesma coisa eu… e depois de me “rebelar”, só curtia rock… agora é que larguei mão dessas frescura e curto o carnaval como uma pessoal normal…

  19. IBG says:

    TRÊS HORAS POR 2 REAIS?! Mandou benzão

  20. Ítalo says:

    Eu tava sentindo falta de textos assim, muito bom izzy

  21. Lucas. says:

    Moral da história: Sempre durma de pijamas.

  22. Alexandre says:

    Ah, um post a las antigas. Muito bom!

  23. Gary M. Silva says:

    “dormindo no mesmo quarto que a namorada”. Admita, foi só por isso, haha.

  24. Felipe says:

    Nunca ri tanto lendo um post hahahahaha

  25. MH says:

    Eu bebi bastante nesse carnaval mas não consegui o achivement de dormir na rua, nem o de pegar AIDS… ufa.
    Vou admitir que falava mal do carnaval uns 2 anos atrás, até o momento em que eu simplesmente parei de me importar tanto com os meus certos e errados e passei a aproveitar a vida ao invés disso. Ainda mais porque mais da metade desses certos e errados provém de preconceitos religiosos. Na verdade o carnaval nem é tão perigoso assim, é só não pegar o espírito de retardado e sair trepando com todo mundo na rua, e parar de beber quando sentir que o álcool tá causando enjoo\quando vomitar(Nesse caso aproveita e vai pra casa, pra não passar vergonha).
    Izzy, você não vai voltar a integrar o facebook nos comentários? Você o tinha feito, mas depois que o site caiu você não colocou de volta…

  26. Italo André says:

    Sério véi, esses teus relatos são uma das coisas mais engraçadas do universo. Depois bem que podia ter uma nova compilação jogada num Todo Dia Tem Uma Merda 2.

    Aliás, estou na espera pelo novo livro.

  27. ricsanto says:

    Independente da veracidade dos fatos, sem dúvida um dos seus melhores (se não o melhor) textos.

    Li para minha família e nos divertimos muito ( a parte da prece foi épica!).

  28. Igor says:

    De forma quase maternal, ela falou algo que ouvi muito em minha infância quando meus pais precisavam me convencer a ir num restaurante novo:
    “Você vai gostar, eles têm batata frita!”

    KKKKKKKKKKK, pensei que só eu era conquistado dessa forma, hahahaa.

  29. Igor says:

    Carnaval, infelizmente é um feriado para calar o povo…deve ser pelo fato de ser tão idiota, que eu n consigo aceitar nem gostar.
    Único momento em que o povo sai as ruas pra brigar por alguma coisa, é o carnaval. Digo brigar, porque literalmente caem na porrada mesmo.

  30. Hermano "Havock" Cavalcante says:

    Senhor Izzy Nobre, agora você deve aos ouvintes do 99vidas que contem essa história quando for falar de Donkey Kong Country 2 (se ja nao teve, se teve, n lembro).

  31. Henrique R. says:

    Fiquei só imaginando a cara do pessoal na sala qnd vcs passaram de cueca cumprimentando eles… kkkkkkkkkk, muito bom o texto.

  32. Smitten says:

    hahahahah

  33. Vinicius says:

    “viemos aqui para a cidade numa excursão e nos perdemos na selva” Hauhuahuahauhauhauhauhauhah

  34. Caio says:

    Thanks Obama!

  35. Renata says:

    Me senti numa cena de novela mexicana. 😀
    Eu só fico me perguntando o que que eu fiquei fazendo, pq lembro mais da parte da história de vocês que da minha.

  36. W. W. Barros says:

    Kid, falando em carnaval no interior, você já passou o carnaval em Pinheiro -- MA, a Princesa da Baixada?
    Sou nascido e criado lá, mas este ano infelizmente não pude ir para o carnaval.

  37. Renata says:

    A propósito, nesse ano o carnaval foi em fevereiro. Joyce nasceu em dezembro. A conta não bate. 😀

  38. Marcello Corrêa says:

    hahaha muito bom o texto! É sempre bom poder encontrar esses traços dos primórdios da internet, quando blogueiros contavam histórias, em vez de ficarem replicando a maldição do “humor no Face”. Keep up the good work, cara!

    Estou escrevendo minha monografia e, quando o assunto do trabalho satura, dou uma passada por aqui pra dar uma relaxada. Como sou leitor novo, tenho no mínimo uns 9 anos de acervo pra me divertir!

    Sem querer ser chato emendando uma daquelas perguntas “como é aí no Canadá”, mas já perguntando: aí em Calgary tem alguma coisa parecida com a nossa festa momesca?

  39. Tiago says:

    Haahahaha
    Depois dessa é impossível odiar o carnaval, vc e seu amigo são realmente “broders” pq passar por isso juntos é algo épico.

  40. joao says:

    Muito bom o texto izzy! Fiquei imaginando as cenas, ficaria muiiitttoooo bom essa história num daqueles filmes de adolescentes na faculdade ou algo parecido! Muito bom mesmo, espero que essa história entre em algum dos seus proximos livros! Valew

  41. André says:

    Saudades desses textos, Israel. Duvido que ficaria tão engraçado em vídeo. Nunca pare, por favor.

  42. João Pedro says:

    muito show kid

  43. Isso me lembra quando eu fui votar de pijama na universidade.

    A cena foi assim: estava de pijama, havaianas, pés pretos de cerveja, cabelo ensebado, usando uma mochila rasgada com um notebook aparecendo, segurando uma sacola plástica em uma das mãos e o outro braço enfaixado!

    O mesário olhou pra mim e, sem ter tempo d’ele perguntar, eu disse: “não vai dar pra explicar, desculpaí”

    Pensei em começar meu blog contando essa história porque foi um típico enredo de um filme do Hangover: envolvia festival de rock, slackline, uso clandestino de havaianas em boate GLS, hospital, taxi e friends-with-benefits…

  44. Thiago Firmo says:

    Essas histórias assim não precisam de carnaval para acontecerem. É quase que histórias pós-bar/balada.
    Mas o que incomoda no carnaval, não são as festas em si, mas o espírito animalesco de agir como um babaca, usar o carnaval como pretexto e sair impune, é isso que me emputece.

  45. Kirk says:

    Já percebeu como você sente falta de umas coisas que nego odeia e ao mesmo tempo odeia coisas na sua vida atual? Esse padrão obviamente é orientado pelo contato e pela falta dele.

  46. Thiago says:

    Genial, quide. Puta merda, fazia tempo que não ria tanto assim!

  47. Lucas says:

    Ri demais com a história, muito boa aoiuehaeui

    E os textos são sim melhores que os vídeos 🙂

    • Justamente o que eu fiquei pensando! Como voltou, o que a então namorada fez nesse meio tempo pra te procurar, se os pais da sujeita souberam que ela namorava um cara que jogava Donkey Kong 2 de cueca em uma locadora de outra cidade…

  48. Gideão Milanez says:

    Sabe que eu já escultei essa frase ‘MEU PAI TÁ LA FORA’

  49. Rafael (StrixFX) says:

    Mah, conta o resto dessa história ae! Todos queremos saber como/se vc voltou pra casa e se houve algo depois daí! 😀

  50. Filipe says:

    Dúvida, o cara foi embora logo?

  51. Igor Michetti' says:

    Cara…hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaahahahahahahahhahaha

  52. Felipe says:

    Excelente!

  53. Panda (Vulgo Reis) says:

    Kid, ainda bem que não fomos processados pela visão do inferno que a velha teve! Pagar psicólogo pouco é bobagem!

    Boa descrição, Kid.

  54. Filipe says:

    Não, mas peraí, e depois como vc fez?

  55. clovis says:

    caralho, que aventura em kid? nunca ri tanto como ri agora!!

  56. Gabriel says:

    E depois que você pegou a marmita, sua namorada te deixou até o carnaval acabar??? HAUHUAUA, ótimo texto cara.

  57. Karina says:

    q tipo de cueca era? samba-canção, boxer ou aquelas que vem no pacote com três?

  58. Nathy says:

    O que aconteceu depois? O pai dela foi embora? Como conseguiram sair de lá?

  59. Helio says:

    Tu tem que escrever mais das tuas histórias cara! Mto bom!!

  60. Nikholas Holland says:

    HUSAUHASUHASHUSAUHSAHUSAUHSAUHSAUHSAUHSAUHSAUHSAHUSAHUHUSASAHU
    Caramba, fiquei com dor de cabeça de tanto rir!!!!!
    Me identifiquei com umas partes do texto. Muito foda!

  61. Eduardo says:

    Um dos melhores textos que tu já fez. Com certeza precisa estar no próximo livro!

  62. David Ribeiro says:

    Cara, esse foi o post mais cômico que eu já li. Ele mostrou bem que as pessoas se divertem com a desgraça alheia, talvez por lembrarem de uma desgraça pessoal, que é o meu caso. Muito bom Kid haha

  63. Davi R. says:

    Um dos melhores texto que li.

  64. Stiverson says:

    aeuihaeiuaehiaeu só me fodo nessa merda aehiuaehaeiu cada apuros heim

  65. Sandro says:

    Mas precisa da parte 2, afinal nao acaba por ai, acaba?
    Fornicou?
    Voltou pra casa alugada?
    A barra ficou limpa pelo resto do carnaval?

  66. Lucas says:

    Caramba, ri muito aqui. Gostei do texto. Um abraço!

  67. João Paulo Carrara says:

    Ápice do momento rir sozinho: “Não sabia se era falta de educação passar pela sala da família seminu sem dizer uma palavra sequer, então mandei um “opa… bom dia…”, cabisbaixo.”

  68. Ricardo says:

    O título devia ser “O dia em que eu virei mendigo”

  69. Matheus says:

    Puta que pariu hein cara, acho que depois do “Caguei no tapete do banheiro” esse aí é teu melhor texto, ri demais aqui!

    Realmente todo mundo adora ver os outros se fudendo, pelo menos tu tava com um amigo na situação. Já imaginou ficar sozinho vagando por uma cidade desconhecida só de cueca e sem dinheiro? hauhauhauhauah

  70. j pedro says:

    muito bom
    hahahahgaha

  71. João Vitor says:

    Caralho Izzy, você só se fode cara kkkkkkkkkk

  72. Newton says:

    Tbm gosto de viajar pro interior pra festas, mas pra morar é impossivel!

  73. Leonardo says:

    A maneira como tu narra as histórias são INCRÍVEIS! Parabéns!

  74. leitor vouyer says:

    tava com saudade destes textos, muito bom

  75. Dingo says:

    ” Panda sempre foi um cara mais preparado para mudanças que eu. ” percebe-se izzy xD
    Rapaz,uma das ” lembranças ” mais doidas que eu guardo comigo foi um carnaval em 2009 ou 2010,não tenho certeza do ano correto,em Morros,também um interior do Maranhão (estado no qual moro,só que em São Luís). No primeiro dia de carnaval (esse parece ser o dia D pra coisas do tipo acontecerem) estava eu e o Frango (sim,o apelido do rapaz é frango mesmo.) junto com o tio dele,Alex,no centro da cidade dormindo na casa da tia do Frango que mora na cidade de Morros. Quando deu a hora em que o bloco saiu nas ruas,fomos seguindo. Depois de misturar o máximo possivel de bebidas alcoolicas e ficarmos tão bebados quanto um bando de macacos velhos,conhecemos umas duas mulheres bem jovens que moravam por lá. Papo vai,papo vem,estavamos pulando carnaval com elas. Quando a folia terminou de madrugada,as meninas perguntaram se não podiamos deixar elas em casa (estavamos de carro,que pertencia ao Alex),e prontamente dissemos que sim. Eu estava apreciando a companhia da mais velha,o Frango da mais nova,e o Alex a companhia do carro dele ^^’
    Chegando na casa das meninas,que nada mais era do que uma humilde casa de tijolos ao lado da estrada que sai de morros em direção ao interior mais profundo de Maranhão,bem no meio do nada mesmo,o Frango ta afim de beber. O que ele faz ? vai na casa do único vizinho,recinto que aparentemente servia como barzinho local e mercearia,e começa a bater na porta do cara. ISSO DE MADRUGADA. O dono,que chamarei de Zé por que não faço ideia de qual sejao o nome dele hoje em dia,depois que muito reclamar,abriu o bar/mercearia e nos vendeu cerveja. Nesse ponto,as meninas bebiam conosco e estavamos muito mas muito alcoolizados. Depois de várias cervas,o Zé fechou o barzinho dele,afinal interrompenos o sono do senhor para encher a cara,e as meninas falaram que podiamos dormir na casa delas. E ai que o problema começa : como o pai delas não estava,podiamos dormir la. Só que o Alex não tava com uma mulher,e bebado, ficou putasso e foi embora com o carro. Todas nossas roupas,e dinheiro,estavam na mala do carro. Genial Alex !
    Na situação fodida que nos encontrávamos,eu e o Frango decidimos dormir la. Cada um ficou em um sofá,num nível tão chapado que não acho que nenhum dos dois tinha forças ou sobriedade pra curtir as meninas que tão carinhosamente nos acolhiam. Apaguei. Quando acordo,a menina mais velha (que vou chamar agora de Maria) está me sacudindo e claramente nervosa falando alguma coisa,mas eu ainda estava bêbado,com uma dor de cabeça que só posso descrever como irlandesa de tão forte,e com muita fome. “Acorda que papai chegou,vocês tem que ir agora” disse a Maria. Caralho,agora,deu pra entender,Fodeu ! Me levantei como pude,dei um jeito de acordar o Frango,dei um pulo na cozinha e afanei uma adorável sacola de pães que estava em cima da mesa,e saímos correndo pela frente da casa (parece que o vai dela ia entrar pelos fundos vindo do mato ou algo assim,eu acho). De repente,noto em um detalhe esquisito : meu braço esquerdo NÃO mechia. Tentei de todas as formas,horas depois e o braço não mechia. Acho que tive um derrame ou algo assim,não tenho certeza. E outro detalhe : sou canhoto. Estava no meio do nada,sujo,com uma ressaca satânica e sem um tostão no bolso. O Frango aparentemente só tava de ressaca também. Então,nesse dia andamos vários quilômetros da estrada pro lado que supunhamos ser a cidade de Morros,horas depois conseguimos uma carona em uma caminhonete e chegamos a cidade. Maaas o tio do Frango,o Alex não foi pra casa da tia dele até o fim da semana,logo passamos a semana sem dinheiro,usando as mesmas roupas,eu com um braço podre que só foi melhorar no outro fim de semana e com o ânimo reduzido pro carnaval. Mas foi o melhor carnaval de todos 🙂

  76. Lucas Abbade says:

    Sendo um jovem metaleiro de 17 anos, eu diria que o 1º parágrafo do seu texto descreve muito bem a minha pessoa (apesar de parecer que você fala isso com um certo desprezo, mas tudo bem), de qualquer forma, eu não deixo de aproveitar o carnaval, mas a minha maneira: uma pequena cidade próxima da minha, no sul de minas, tem um bloco chamado “Carnawall”, a.k.a, bloco do pink floyd, basicamente ele ocorre no último dia de carnaval, e +- 6 bandas (varia de ano pra ano) fazem cover de rock clássico, hard rock e heavy metal, claro que sempre termina com um excelente tributo ao pink floyd, que eu sou um grande fã!

    Enfim, tenho certeza que existem blocos similares em outras regiões do brasil, ou seja, se como eu, você não gosta do carnaval tradicional (foi mal kid, mas é a verdade), você pode aproveitar o feriado sem precisar sangrar pelos ouvidos ou ignorar totalmente a matéria fecal que passa pelos seus tímpanos (o que a maioria de nós costuma fazer)…

  77. Patrick says:

    Muito bom! HaHa

  78. Patrick says:

    Muito bom! Kkkkkkkkk

  79. […] HBDia: Izzy perdido sem cueca e sem dinheiro […]

  80. William Vilela says:

    Ri pra caralho.

  81. Lucas Fantini Buonamici says:

    História boa demais ! hahahaha Você escrevendo deixou melhor, boa história pra se conta por ai hahaha abraço Kid !

  82. A.J. says:

    Um dos teus melhores textos, Izzy!

  83. […] Como eu me perdi numa cidade do interior maranhense (de cueca e sem dinheiro): uma aventura carnavalescahttp://hbdia.com/vida-maldita/como-eu-me-perdi-numa-cidade-do-interior-maranhense-de-cueca-e-sem-din… […]

  84. Caio says:

    Muito bao!!

    Pow Izzy, fazia um tempo que não vinha aqui. É complicado ler teus textos no trampo quando você comeca a chorar de rir 😀

  85. Diego Matias says:

    Caralho, que história foda! DK2 foi a melhor parte. Me fez lembrar do texto internético do cara que se fode no show do Loser manos

  86. duda says:

    Ri mto!! Saudades quando textos assim eram mais frequentes

  87. João says:

    Kkkk, Donkey Kong>Comida

    Uma coxinha em 2002 deve custar uns 2 reais, daria pra sobreviver a noite UAHAUHAUHAU

  88. Caio Marcos says:

    2 reais naquela época eram 2 notas de 1 real, certo ??
    Pq na hora q li, imaginei a nota de 2 msm kkkk

  89. João Paulo Guedes Miranda says:

    “opa… bom dia…”, HAHAHHAHAHA. Muito bom!