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Criança No More

Postado em 20 April 2008 Escrito por Izzy Nobre 104 Comentários

Apesar da data mais antiga que você vê nos históricos do HBD, este blog é mais velho que isso. Não este que você vê agora, obviamente. Mas a “marca” Hoje é um Bom Dia existia muito antes – desde janeiro 2002, pra ser mais específico.

Naquela época, eu havia acabado de completar o ensino médio, e estava agonizando o resultado do meu primeiro vestibular. Sempre fui o palhaço da turma, e tais obrigações ocupavam muito meu tempo, de forma que eu não era exatamente um aluno exemplar. Estudar pra mim não era relegado nem mesmo pras vésperas de prova; eu fazia todas elas numa filosofia de “ou eu nasci sabendo isso aqui, ou eu não sei. Se for o caso, não me darei ao trabalho de aprender”. Inacreditavelmente, eu me graduei não apenas do ensino médio, mas também passei no meu primeiro vestibular de uma faculdade federal.

Entretanto, aqueles dois meses de espera entre o vestibular e o resultado foram os mais atípicos da minha vida. Pela primeira vez desde que eu tinha uns 4 anos de idade, eu estava completamente livre da obrigação de frequentar a escola. Isso era extremamente estranho, porque depois de tantos anos indo à escola você não sabe mais como é estar em casa durante a manhã. Pior ainda, durante todas as manhãs seguintes. Nos primeiros três dias é aquela sensação gostosa de recém férias, após a segunda semana você não consegue evitar aquele pensamento de “…e o que diabos farei da minha vida agora?”

Foi a primeira vez em que a realidade bateu à porta. Você não será uma criança pra sempre.

Foi mais ou menos nesse período que internet banda larga começou a se popularizar. Meu pai, sendo o nerd que sempre foi, acabou sendo um dos primeiros a fazer questão de aderir à novidade. E assim de repente o que começou a parecer desesperador – o tempo de sobra proporcionado pelo fim dos estudos secundários – se tornou uma constante na minha vida desde então: jogar tempo fora acessando a internet.

Pouco tempo depois, eu conheci os blogs. Eu sempre gostei de expressar humor escrito (minhas professoras de redação frequentemente não apreciavam a minha veia comediante), e idéia de jogar toda aquelas bobagens que permeavam minha cabeça na internet pra todo mundo ver pareceu sensacionalmente incrível. E surgiu a idéia de criar o meu próprio espacinho virtual.

Ao contrário do que existe hoje (negada escrevendo blogs “corporativos”, sérios, ou galera entrando nesse mundo à caça de dinheiro), naquela época os blogs eram extremamente pessoais. Os “adultos” não haviam ainda explorado esse mundo, e todo blogueiro naquela época era um adolescente como eu, e faziam de seus blogs uma experiência extremamente pessoal. Listavam suas banads favoritas, seus hobbies, essas coisas. Blogs não eram apenas uma forma de liberar sua criatividade, era uma maneira de carimbar uma faceta da sua personalidade num cantinho virtual. Este aqui sou EU, este aqui é meu BLOG.

Eu precisava de algo que me definisse tão bem quanto definiam aqueles caras. A primeira coisa seria o saudosismo. Parece engraçado, mas seis anos atrás eu já começava a sentir que minha infância ia me abandonando, e que as coisas que eu adorava quando era moleque fariam muita, mas MUITA falta. Comparando com o Israel Nobre de seis anos atrás, hoje em dia eu sou (infelizmente) definitivamente adulto.

Por causa disso é que vieram tantos posts sobre videogames, os layouts baseados em Super Mario, contos da minha infância perdida, e tudo mais que define o HBD.

E com isso tudo, veio o clima de culto à ociosidade. Blogs na época já eram encarados como passatempo de desocupado, no meu caso isso era ainda mais verdade. Daí surgiu o slogan do HBD, que veio dois segundos após a minha própria decisão de escrever um blog (“Por que não? Afinal de contas, o resultado do vestibular não sai nunca e eu não estou fazendo nada mesmo…”). Eu pensei que deveriam haver muitos que estavam em situações como a minha, muita gente que se identificaria com meus relatos de um ex-estudante secundarista fazendo porra nenhuma da vida enquanto esperava o resultado do vestibular.

A vagabundagem sempre me definiu, e por extensão definiu o HBD. Sempre fui um vagabundo na escola. Fui um vagabundo em ambas faculdades (UFMA e CEFET-MA). Fui um vagabundo nos meus primeiros empregos, fui um vagabundo dentro de casa não ajudando em coisa alguma. Fui um vagabundo eu meus namoros passados, não levando a coisa com muita seriedade e nem me esforçando muito pelas namoradas da época.

Evidentemente, os tempos mudaram.

Agora, eu dependo do meu trabalho pra me sustentar. Naturalmente, sou obrigado a levar a coisa com mais seriedade. Com 19 anos, perder meu emprego significava que eu não poderia comprar Grand Theft Auto San Andreas no dia que foi lançado.  Hoje, perder o emprego significa que eu não terei eletricidade na casa pra jogar Grand Theft Auto San Andreas.

Não moro mais com meus pais e se eu ousar relaxar nos afazeres domésticos, não apenas levo uma bronca da namorada – que é muito pior que de mãe ou pai, já que punição administrada por parte da namorada vai te resultar na perda de um privilégio MUITO mais importante, comparado ao qual nenhum castigo paterno parece severo -, mas também tenho que me contentar com o fato de que a pilha de louça ou roupa suja não se lavará sozinha.

E falando na namorada, que na verdade é uma de facto  esposa (já que moramos juntos, pagamos impostos juntos, compramos badulaques pra casa juntos, e tudo mais), desleixo nas minhas obrigações como namorado/marido é encarado com muito menos leveza.

E parece que agora deixo pra trás o último resquício daquela vagabundagem alegre, vagabundagem de várzea que uma vez me definiu como pessoa. Após algumas semanas matutando comigo mesmo, decidi arrumar um segundo emprego, part time (4 horas por dia). Como a viagem pro Brasil se aproxima perigosamente e eu ainda tenho planos de ir à faculdade E comprar um carro poucos meses em seguida (isso pra não mencionar os milhares de dólares que pus no meu cartão mobiliando meu apê), a necessidade de uma segunda fonte de renda se faz evidente.

Preenchi o formulário online de empregos na Best Buy, que pra quem não sabe é a maior loja de eletrônicos da América do Norte. A loja fica perto da minha casa, e eu sempre desejei ter alguma experiência profissional com gadgets.

Isso foi há dois dias; hoje recebo uma ligação da gerente da loja que fica aqui perto de casa. A mulé leu meu currículo, gostou muito das observações adicionais que inclui sobre mim (gosto tanto de gadgets como gosto de explica-los pra leigos, tenho experiência com serviço ao consumidor, etc) que me convidou pra uma entrevista sexta feira. Lembra quando eu falei uma vez que entrevistas de emprego no Canadá não servem o mesmo propósito que no Brasil, que é sondar os candidatos pra achar o mais indicado pra vaga? Aqui (ao menos baseado em minha própria experiência), entrevistas são apenas uma formalidade, é basicamente o empregador dizendo que quer conhecer o sujeito que ele já decidiu contratar ao ler o currículo. Tanto é que ela me pediu pra trazer as informações de depósito da minha conta bancária, o que geralmente se pede pra que a empresa possa te pagar.

Eu sei, tou “contando com os ovos no cu da galinha” como dizia meu avô, mas ao que tudo indica estou não-oficialmente contratado.

E agora passarei a ter bem menos tempo pra mim mesmo. Falei pra ela por telefone que não estou disponível nas quintas e sextas, que coincidem com minhas folgas lá no tribunal, pra que eu possa curtir um descanso merecido com a minha mulher. Ou seja, ao menos isso. Os dias de semana por outro lado serão uma correria desgraçada.

E nem se preocupem que eu não vou abandonar isso aqui não. O ipod touch tá se revelando um editor de texto fantastiquíssimo, e como lá no tribunal tenho tempo de sobra, os textos vão continuar rolando naturalmente. 

Acho que a mensagem geral aqui é que o Kid de antes – o alegre vagabundo nerd que esperava pela chegada da vida adulta e, através de brinquedos, gadgets e revistinhas em quadrinhos tentava retardar esse processo o máximo possível – deu vez pro Kid adulto de vez. Eu sabia que um dia a distinção entre minha vida atual e minha vida de outrora seria clara demais pra negar, e que minha infância estaria finalmente perdida. Com dois empregos, morando por conta própria, e “casado”, eu estaria enganando apenas a mim mesmo se continuasse insistindo pra todo mundo que AINDA não sou um adulto.

Virei “gente grande”. O mesmo tipo de gente grande pra quem eu olhava com desdém.

“Gente grande que não tem senso de humor”

Gente grande e orgulhosa, incapaz de rir de si mesmo”

“Gente grande que vive inventando desculpas pra se lamentar dos objetivos não-alcançados”

“Gente grande que esqueceu como era viver sem preocupações, e aproveitar cada momento apenas pelo momento que é. Aproveitar cada passeio e cada sorvete e cada joguinho eletrônico pelo prazer que ele te dá no momento, e não pela diferença que seu preço fará na sua conta bancária”.

Eu sou gente grande agora. Minhas camisetas com personagens da Nintendo, meus incontáveis videogames, meus bonequinhos de Star Wars e minhas revistinhas em quadrinhos fizeram o que puderam pra atrasar o inevitável.

E a admissão final da minha derrota contra o tempo me dá uma tristezinha lá no fundo da alma, como se eu tivesse desistido de alguma coisa que havia jurado pra mim mesmo que jamais abriria mão. 

Mas algo me diz que eu estarei caducando, andando com bengala e carregando netinhos no colo antes que abra mão da minha criança interior.

Serei sempre “aquele” Kid. E sempre terei essas pequenas coisinhas ao redor do meu computador pra me lembrar disso.

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comments

Categorias: Vida maldita

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

104 Comentários \o/

  1. ikki says:

    1º =]

    q bobera.. nunca fiz isso

  2. luke says:

    caralho, kid. quando eu PENSO em comprar um brinquedinho, tu já vai e posta a foto aqui da paradinha aqui.

    çai da minha mente D:

  3. Fernando says:

    Nossa, que triste 🙁

    Kid, você não pode trair o movimento de ||3rD 4eV3r! 🙁

  4. Niptuck says:

    Oi kid

  5. Trovalds says:

    Bem vindo à vida adulta… sei que vou soar fake, mas eu já vivo essa realidade há pelo menos uns 11 anos (isso que eu me casei) fora alguns antes que tive que aprender que dinheiro não “cai do céu” e que quando você manda seu chefe a PQP aquele cheque “magro” que você achava “magro demais” parece gordo quando pára de aparecer no final do mês).

    Só uma dica: quando sua mulher não estiver tomando anticoncepcional E não houver preservativos à mão (e nem ao alcance de uma corrida à drugstore ou loja de conveniência mais próxima), use seu gadget preferido para assistir a algum filme de sacanagem e relembre os bons tempos do 5x1 (excetuando o fato de sua mulher ser chegada a outros tipos de prazer sexual). Ou trocando em “miúdos”: EVITE FILHOS O MÁXIMO QUE PUDER! São maravilhosos quando os temos, MAS quando não planejados bagunçam a vida da gente um bocado!

  6. Kid says:

    @Trovalds

    Sei muito bem, dotô. Tem nego lá no meu trampo que tem 30 anos, e sustenta mulher e TRÊS filho com o mesmo salário que eu recebo. Eu fico pensando “puta que pariu, coitado desse cidadão”.

    Acho que o relógio biológico dos meus pais começou a apitar, porque volta e meia eles me perturbam por um netinho. Começaram com brincadeira, mas agora me perguntam com seriedade se eu já penso em ter um Izzy Jr e coisa e tal. Falei pra eles que nem fodendo quero ter filhos antes de ter 25 anos e/ou uma faculdade, o que rolar por último. Como já estou com 23 e planejo cursar direito ano que vem, o último será a faculdade mesmo.

    Sinceridade mesmo? Tenho PAVOR de me tornar pai. Mal aprendi a conciliar minha recém adultice, imagina se eu colocasse um moleque no mundo agora.

  7. marcus says:

    Seu puto.

    Fiquei deprê agora, pois tenho 28 anos e tô tentando adiar ao máximo “virar adulto”, mesmo morando só com meu irmão e não sendo mais sustentado diretamente pelos pais há alguns anos.

  8. Poserboy says:

    2002? Tchê, jurava que fosse mais…

  9. maycon says:

    =(
    Que texto fofo.

  10. Trololó says:

    Pare de chorar tanto a unica coisa que vai mudar neste blog eh que voce vai parar de fazer post de videogame (coisa de criansa sim por mais que digam que nao) e vai comecar a fazer post de marca de camisinha e vodka huhauhauha

  11. Makuro says:

    É incrível como escreve sobre a nerdice de forma poética.

  12. M says:

    Vei, seu melhor post

  13. Miu says:

    Kid…

    u r my hero!

    T_T

  14. Alexander W. says:

    Eu de certa forma mal vejo a hora de virar “gente grande”. Porque viver com os pais aos 20 anos, não é divertido.
    Digo que estou ansioso agora, porém, quando eu tiver meu emprego, casa e contas para pagar, tenho quase certeza que vou querer (e muito) minha infância de volta.

  15. Cara nunca ri tanto como depois de ler “punição administrada por (parte da) namorada vai te resultar na perda de um privilégio MUITO mais importante”

    continue assim e boa sorte no emprego novo!

  16. Mingau_di_Mixirica says:

    alguém já entrou em crise existencial pensando em como o tempo passa rápido e como somos efêmeros??

    QUE MERDA

  17. clow says:

    eu QUASE me comovi
    mas como eu ainda sou um nerd vagabundo feliz completando o ensino médio..

  18. Geek In The Pink says:

    Aah, queria ser o 5º 🙁 agora vou ler.

  19. Maria Victória says:

    QUINTA!QUINTA!
    (vou postar esse aqui pra reservar lugar e fazer outro comentário, peraí)

  20. Maria Victória says:

    viu, nem deu *loser*

  21. Maria Victória says:

    todo mundo dizendo que sabe muito bem e eu que nem sei nada, hsuhsushus.
    mas tipo, você vai ser o adulto mais legal do mundo cheios desses bonequinhos, dessas estampas engraçadas e tal(aff, que paga pau).e eu tô aqui sonhando em morar sozinha e poder lavar a louça quando eu quiser, e não quando a minha mãe mandar.agora, por exemplo, eu tô digitando escondida pra ela não acordar.olha que situação.
    você vai trabalhar com um negócio que você adora, isso é legal.melhor do que estudar português.

  22. ROD says:

    TO CHORANDO

  23. Lucas Teixeira says:

    Meu deus!
    Me identifiquei demais com esse post.
    Há poucos dias atrás eu pensava como eu queria não ter tantas responsabilidades, não ter clientes ligando e dizendo “Lucas! O servidor deu pau, debuga ele pra nós!” ou da namorada/esposa dizendo “Amooor acabo o papel higiênco, compra lá”.
    Bons tempos que jamais voltarão.
    As vezes tenho vontade de largar esse mundo e viver numa floresta jogando meu DS (carregando-o com o energia solar).
    Pensando bem, sexo, dinheiro e tudo mais não são nada perto da felicidade de não ter responsabilides! 😛

    Bom post kid, quase me fez chorar! (Y)

  24. Lucas says:

    Sinceramente… da pra chorar com isso.

  25. lol says:

    Ser só mais um “adulto” na multidão realmente é algo triste de se encarar…
    Acho que essa é a crise dos 20 e poucos anos, não?

  26. lol says:

    Ah, sim…
    É por essas e outras que o trabalho deve ser algo que vc realmente ame fazer, senão a coisa nao funciona.

    Btw, vc tá ganhando quanto no seu emprego atual? Se é que nao se importa em dizer, ou se já não disse em algum outro post…

  27. “Com 19 anos, perder meu emprego significava que eu não poderia comprar Grand Theft Auto San Andreas no dia que foi lançado. Hoje, perder o emprego significa que eu não terei eletricidade na casa pra jogar Grand Theft Auto San Andreas.”

    hahahahahahaaha !
    realmente, “É incrível como escreve sobre a nerdice de forma poética.” [2]

    e “Eu de certa forma mal vejo a hora de virar “gente grande”. Porque viver com os pais aos 20 anos, não é divertido.” [2]²

  28. os comentários falam por mim.

    mas fiquei curiosa pra saber qual foi o(s) vestibular(es) que tu passou, e se tu chegou a cursar e por que não terminou.

  29. tiago says:

    no final do post eu ja tava imaginando a musiquinha do rocky tocando de fundo

  30. Diogo says:

    eu não acho que os briquedos, hqs, gadgets e vgs foram uma tentativa de retardar o processo. eu acredito que é algo que é algo da sua infancia que vai ficar com você pra sempre, indepedente de idade. eu jogo videogame até hoje e as pessoas tendem a ver com olhos preconceituosos, como se eu fosse uma crianaça ainda, elas não podem aceitar como um hobby. e virar adulto todos nós vamos, resta saber como cada um vai responder a transformação. você pensa exatamente como eu, não quer se transformar naquele adulto chato que esqueceu o que é viver. eu acho que dá o para conciliar tudo aquilo que você foi com o que é hoje sem conflitos 😀
    e sim, FUJA de filhos hahahaha

  31. Nico says:

    Kid, desde quando passei na faculdade já tomei esse baque, “sindrome de tiozão” como eu costumo dizer, um saudosismo sem muita explicação mas relaxa que você se habitua a isso seus gadgets e games não vão te abandonar, suas action figures vão continuar pela casa…

    No final é mais uma questão de responsabilidade, o peso do mundo nas costas, tenho certeza que assim como eu você não trocaria a liberdade e realização que tem hoje pelas horas de International Super Star Soccer com os vizinhos…

    Tomo mundo cresce, mas tem gente que esquece o que já foi um dia, é por isso que muita gente lê isso aqui, Kid cresceu mas não perdeu sua personalidade…

  32. Renan says:

    Kid, acompanho seu blog há muito tempo mas nunca postei um comentário. Mas me identifiquei com seu texto e seu estado de espirito.

    Apesar de ser relativamente mais novo(estou vivendo meu 21° ano de vida) já começo a sentir os mesmos “sinais” de que estou ficando velho e precisarei dar meus pulos pra sobreviver.

    Creio que isso é normal, esse “medo” do desconhecido. Mas uma coisa eu garanto: velho ou novo, quem nasceu geek, morrerá geek. E a criança q

  33. Renan says:

    ue vive dentro de nós, sempre vai ficar feliz ao ver um joguinho novo do mario num videogame ou emulador. 🙂

    (PS = A mensagem saiu cortada, se der pra uni-las, agradeço)

    Abraço Kid
    Sucesso!

  34. Koji says:

    melhor post do blog, creio que define a situação de muitas pessoas (pelo menos vi como parte do meu futuro) sendo nerds ou não

  35. Abraão says:

    É, é, que foda. Ainda bem que tô meio longe disso.

    Mudando um pouco de assunto, Quide, que fim levou aquelas lentes de contato que cê começou a usar ano passado?

  36. max171 says:

    e as patricinhas na história?
    Levou-me a acreditar em algo ilusório. Algo mais esperado que chocolate na páscoa.
    vc é mal.

    massss. valeu pela reflexão. Acho que nem ghandi me tocou tanto(no bom sentido é claro).

  37. Jhonatan says:

    Kid, você frequenta o Jovem Nerd? Tem um vídeo do Alottoni pro Multishow que mostra ser possível uma “vida adulta” e ainda bem nerd-saudosista. Conciliar responsabilidades e diversão… o tema do vídeo não é esse mas dá pra ver que o cara é feliz com a vida que tem. Se já não viu, veja o vídeo!

  38. Jhonatan says:

    E o nome em inglês do livro que indiquei no outro post é “48 laws of power”. A tradução do título para o português foi literal.

  39. Nathy says:

    Relaxa. O.o
    tás se levando muito a serio !
    ^^ Com 23 anos aqui no Brasil talvez vc nem tivesse completado a faculdade por conta das greves -.-

  40. rcrd says:

    Vi meu futuro eu nesse post. Continuo aqui , com metade das tuas gadgets, mas com minha própria orquestra de instrumentos musicais, fazendo um ócio que não existe. Tento ao máximo manter minha infantilidade enquanto procuro entender como vou fazer minha transição para o ‘pengo adulto’ de forma menos brusca… Se bem que acredito que haverá certo a mudança de valores. É difícil acreditar que mesmo sendo errado, um dia o trabalho vai fazer mais sentido que a vida pessoal do indivíduo.

    Concordo com alguns aqui… teu melhor post, kid

  41. davi says:

    @Mingau_di_Mixirica: sim… =P

    Eu tenho quase a sua idade, Kid (algo mais novo), mas já estou me deprimindo com isso…

    Ah, bons tempos em que os chocolates brotavam na cozinha… 🙂

  42. leitor vouyer says:

    Caramba cara… um dos textos mais tocantes que você já fez…

    Chega fiquei meio triste aqui… a vida é uma merda mesmo.

    Lembrei do final do livro/filme do Menino Maluquinho… a única coisa que ele não conseguiu segurar foi o tempo =

  43. Anon says:

    Garai, esse tipo de texto faz a gente te olhar com outros olhos, kid. Cê mostra claramente que nós, nerdZ000RS não somos apenas crianças que jogam o dia inteiro. Para cada um de nós, existe um futuro diferente e cedo ou tarde, teremos que pensar nele.
    Meh, isso de ter filho…eu não acho que seja algo que deve ser evitado, mas sabe, tudo a seu tempo, né? Quando você achar que esta preparado, quando a bebba achar que está, quando tiver condições financeiras…enfim!
    Por alguma razão eu nem senti falta do texto das patricinhas ;P

  44. Reis Panda says:

    Cerveja só como são as coisas… =) faz tempo que não falo contigo e que não lia o hbd… mas, pra quem te conhece a mais tempo, sabe que tem uma mentirinha nesse post…
    Abraço…

  45. Kid says:

    Que “mentirinha”, Panda?

    Edit: ah, acho que já sei do que você tá falando, é porque eu me referi ao Cefet como faculdade…?

    Força de expressão. Aqui no exterior há uma distinção clara entre faculdade (college) e universidade (university). College são o que chamam de “trades”, ou seja, estudos práticos profissionalizantes (tipo carpintaria, funilaria, mecânica, etc e tal). Geralmente tem um ou dois anos de duração, e você sai de lá com um certificado, não um diploma propriamente dito.

    Faculdade são os cursos mais específicos, mais longos, os tradicionais cursos de quatro anos -- Medicina, Jornalismo, Direito, essas coisas.

    No CEFET eu fazia “college”, um curso profissionalizante (Edificações), e na UFMA, “university”, Bacharelado em Física. Pra simplificar e por força do hábito me refiro a ambos como “faculdade”.

    Era essa a “mentirinha”…?

  46. João Paulo says:

    Um post profundo, acho que poucos são aqueles que não se identificaram ou identificarão com isso que você escreveu. Morar sozinho é um grande passo (mesmo que seja pra fazer faculdade e ainda ser sustentado pelos pais, como eu), mas perceber que já não se é mais criança deve ser muito mais foda.
    Mas é isso, o importante é não perder o contato com “aquele” você de antes.

  47. Hikaru says:

    Acho que todo mundo passa por isso, mas pros nerds vagabundos viciados em games como a gente essa transiçao parece meio traumatica.

  48. edi says:

    gay pra cacete hein kibe
    vsf grandão

  49. bertim says:

    Bem, posso me considerar feliz porque a última imagem que ficou de vc para mim aqui no Brasil, foi aquele Kid da putaria, da bagaceira, dos LOKITOS, do Magic!

    Infelizmente para realizarmos nosso sonhos temos que crescer e aprender a nos sustentar. É foda, mas o que vc sente eu sinto cada dia que passa cada vez mais.

    Ainda mais quando os amigos mais próximos começam também a trabalhar, a adquirir responsabilidades familiares, parece que todo mundo vai ficando distante…

    Espero te reever em breve cara, e não venha com essa de Kid adulto pra cima de mim.

    Um grande abraço! Saudades de vc!

  50. Geek In The Pink says:

    Pequeno Kid cresceu, que fofo.

  51. Tiago says:

    Eu cheguei a pensar que comentando com um nome tão pouco específico você nunca iria ver um padrão nas postagens e reconhecer as minhas, mesmo que se interessasse por algumas, mas ai lembrei que elas vão com o e-mail…
    Bom texto, eu realmente gosto dos blogs mais pessoais, onde a pessoa tem a liberdade de falar sobre qualquer coisa, inclusive a própria vida, sem perder a identidade do blog.
    Estou começando esse ano o curso de Física (na verdade o “cursão” [física/matemática/matemática aplicada] na Unicamp) e já sinto que o meu tempo de vadiagem chegou ao fim.
    Boa sorte no seu novo emprego.
    PS: Em qual fuso-horário sua cidade se encontra?

  52. Luiz Felipe says:

    Vou fazer 18 anos no proximo sabado. Apesar de ter sido sempre adiantado na escola e estar terminando minha primeira faculdade (é, acreditem)… a vontade de ter 18 anos logo só se contrasta com o medo de virar adulto.. =/

    E seu post me lembrou disso =(

  53. Nighto says:

    Me emocionei com o post (mas não chorei, porque chorar é coisa de emo! hehe). Do alto (?) de meus 19 anos, sinto que em breve passarei por isto.

    []

  54. Teoc says:

    Ei Kid !

    Eu sou um dos randoms que lê esse blog mas nunca comenta ! o/

    Ah, esse post foi triste…sério..

    eu estou no estado “tá eu sou grande, mas ainda não cresci !” Mas acredito que quando eu for velho e tiver barba na cara vou lembrar das coisas que odiava nos adultos quando era criança, e evitar fazê-las..acho que é a única coisa que podemos fazer.

    Síndrome de Peter Pan sux.

  55. Teoc says:

    Btw..lendo os comentários …

    Você saiu das faculdades e foi pro canada sem pestanejar ? Não quis ficar para terminar os estudos não ?

  56. rodrigo says:

    Fiquei triste. Porque eu me vi em voce. Ainda nao cheguei em tal estagio de auto-suficiencia, porem vi que, assim como voce, tento resistir ao tempo usando de artificios como Super Mario Galaxy e O Imperio Contra Ataca. Um dia temo que as responsabilidades vencam, assim como venceram a voce. Mas, por favor, tenha sempre esta vertente nerd em voce. Compre bonequinhos e videogames, por mais que isso pareca anti-adulto. Nao se torne cinza.

  57. Jovas says:

    Pior que essas coisas chegam mais rápido do que se imagina.

    No meu caso, entrei na faculdade com 20 anos — meio atrasado por motivos de advanced vagabundagem --, mas ao mesmo tempo comecei a trabalhar e depender de certas coisas (roupas, transporte, livros, parte da comida) do meu bolso. Tô namorando firme e praticamente morando com a mulé, e a palavra “responsabilidades” é uma das que mais surge na cabeça.

    Mas essa é a vida mesmo, essa é a graça.

    E o tempo voa…

  58. patty says:

    fiz 22 mês passado e já sinto o peso da idade mesmo ainda morando com mom and dad…

    se bem que a vida tá bem confortável no momento, sair de casa não faz parte dos planos ainda…

  59. Grush says:

    Po Kid, me sinto da mesma forma, apesar de morar com meus pais não dependo deles pra me bancar, só luz / rango / moradia. Ainda é bastante, mas tenho planos em breve de voar daqui. Com 24 anos, ainda tenho carrinhos na prateleira e meu N64 de estimação que tem 11 anos de idade (primeira aquisição com meu próprio suor). Fora emuladores e outros mais no PC.
    Quando penso nessas coisas de adulto me dá um certo medo, mas a responsabilidade vem e não pede pra entrar, invade e já era. É o preço.
    Coincidentemente, acabei de fazer o DL de trackmania nations forever, vou instalar e me divertir horrores correndo por pistas malucas com outro desocupado por aí na net.

  60. PurpleLine says:

    Tenho apenas 18 anos e já estou começando a me identificar com isso. Moro com um amigo desde os 17, fazendo faculdade em outra cidade. Agora consegui uma bolsa de iniciação científica, e meus pais já me comunicaram que agora que eu tenho um salário fixo, eu vou praticamente ter que me sustentar sozinho. É osso…

  61. Leitor Voyeur says:

    O comentário do GTA San Andreas foi bastante pertinente…..msm considerando o fato q não curto essa parada.

  62. Alessandro says:

    Esse seu post me deu a ótima idéia de escrever um post semelhante contando a minha história no meu blog (citarei o seu). Me identifico muito com vc nesse aspecto, embora minha tranformação para adulto teve que ser um pouco mais abrupta porque aconteceu devido a um problema familiar e financeiro que aconteceu meio que da noite pro dia.
    Num dia eu era só um cara que estudava na Universidade e era bancado pelos pais, no outro tava ralando pra estudar, trabalhar, e bancar todas as minhas coisas.
    Foi barra!

  63. Lennon says:

    post mais chato já escrito aqui

  64. [Romero] says:

    Ai que fofo, tou emocionado :~)

    Que bom saber que mesmo coroa teremos o nosso super nerd aqui pra nos fazer rir 😀

    Da mais nova série: Kid virando adulto.

    Abraços! :]

  65. Felipe says:

    É foda, morar sozinho é uma puta responsabilidade. Só da casa não se ‘auto-limpar’ já é um problema. hehhe
    Mas não vejo o problema de ter os badulaques infantis, já que eu me recuso a acreditar que certos brinquedos foram feitos para criança… ehehe

    Kid, eu ainda não procurei tal assunto no seu post, vou fazê-lo agora, mas poderia falar sobre o sistema de saúde canadense, né? Eu sempre leio opiniões divergentes, que em alberta tem uma mensalidade pra usufruir do sistema de saúde. Conte-nos algumas de suas experiências no maravilhoso mundo da saúde pública de 1º mundo. hehehe

  66. Stan says:

    Não sei como me enquadro nisso. Nunca fui muito chegado aos videogames, por isso não tenho aquela sensação de nostalgia quando olho pro meu PSX. Acho que por enquanto a unica grande mudança da minha vida foi esse ano, começar a faculdade que fica em outra cidade, e parece que junto com ela vem um pouco mais de (des)responsabilidade, já que podemos vazar a qualquer hora pra ir beber cair e levantar no bar e trovar garotas :doido:

    Espero que minha vida adulta comece aos 40 anos

  67. Julia says:

    na real? pelo menos pra mim, ter as responsabilidades em maos e nao depender dos meus pais tem se mostrado infinitamente mais divertido do que “ser crianca”. acho que nao tive infancia, ou ela nao é assim tao mais maravilhosa do que o resto da vida quanto dizem.

  68. Julia says:

    PS: agora que li os comentários…. pq raios vc resolveu fazer DIREITO?
    um cara q fez edificações e fisica?!

    estou achando q vc anda mesmo traindo o movimento nerd! 😀

  69. Mateus Arcanjo says:

    a… vo começar a comentar aki!
    1 ano lento… acho que nenhum post.. kk

    eae!

  70. Mateus Arcanjo says:

    *aonde está escrito “lento” leia-se: Lendo!

  71. Kayaphas says:

    aí eu me liguei q tem outro kra comentando como leitor voyeur…..mudei ae /o/

    aproveitando…foda esse negócio de ser estagiário….pelomenos esse é meu ultimo ano de facul (espero) e logo menos vou ficar milionário (tá…té parece)…

  72. droantjk says:

    hey, kid.. onde vc baixa os aplicativos pro seu touch? tu desbloqueou ele pelo jailbreakme.com? to tenso.. n sei se compro um touch ou um classic..

    help ;/

  73. Porkispin says:

    Muito bom o post.. chega dá aquela sensação de “lai se vai minha vida, puta que pariu”!!
    mas é a mais pura verdade!!

    …mas ainda assim… vamo com calma =] sou pouca coisa mais novo q vc, mas ainda tô enganchado na UECE por causa de greves… sabe como é, né? (talvez nao hehehe)
    …mas enfim, seguindo o tema do HBD… o lance é… vamo levando e aproveitando a vida… qdo der game over… num tem historinha de continue nao! =]

    Abração velho!

  74. Chucrutes says:

    “Gente grande que esqueceu como era viver sem preocupações, e aproveitar cada momento apenas pelo momento que é. Aproveitar cada passeio e cada sorvete e cada joguinho eletrônico pelo prazer que ele te dá no momento, e não pela diferença que seu preço fará na sua conta bancária”.

    Poxa, to começando a sentir isso tambem…seu texto realmente me fez pensar….

  75. Victor says:

    É KiDao… sei como voce se sente, no ultimo tenho passado por isso tambem, faculdade acabando primeiro emprego a vista, pai e mao deixam de te pagar as coisas, um dia festa acaba… mas o que me faz perceber q to virando gente grande mesmo é o fato de que bermuda não é mais minha peça de roupa favorita

  76. Hulk says:

    De boa mesmo kid…
    A unica coisa que pode acabar com uma vida boa e enterrar de vez por todas a diversão e os bons tempos de moleque é virar PAI cara…
    Até la da pra curtir muito ainda 🙂

  77. Rafael Lemos says:

    De boa Kid, acho que esse foi o melhor texto desde 2007 aqui no HBD, parabéns =D

  78. Rafael Lemos says:

    E, boa sorte na vida de adulto, continue comprando HQs e games, por favor.

  79. HPhil says:

    krlho quero çer cmo voze!
    “ou eu nasci sabendo isso aqui, ou eu não sei. Se for o caso, não me darei ao trabalho de aprender”
    iuheoiuehouiehiehe
    krlho, você é mais vagaba q eu quando tinha minha idade ;~~

  80. Perini says:

    Bah que legal cara, boa sorte ai no novo emprego. Sem querer ser metido, mas sendo, quanto vai ganhar na Best Buy =D ?

  81. Trailblazer says:

    Pô Kid, acho que esse texto “bateu fundo” para um monte de leitores porque a maioria do público-alvo do seu blog passa pela mesma situação.

    Tenho 18, consegui passar também numa faculdade federal e já começo a sentir o “vagabundo way of life” indo embora :/

  82. Trailblazer says:

    E, ah, PARABÉNS PELA PROMOÇÃO o/

  83. Dan says:

    Kra ..isso foi profundo ..e pensar que eu aos meus 22 anos ainda moro com meus pais ..

    Ta certo que eu trabalho ..tenho um emprego razoavelmente bom e uma namorada que me faz feliz ..

    Mais ainda sim moro com meus pais .. 🙁

    Mas eu e a patroa estamos planejando nos mudarmos e morarmos sozinhos ao fim deste ano 🙂

    Ai pedirei umas dicas pra vc sr. 🙂

    Abraço Izzy!

  84. Dan says:

    A propósito ..foi promovido no trampo? 🙂

  85. ianwlad says:

    Esse é o espírito, Kid!

    Quem dera todos pensassem assim, teríamos um mundo mais alegre e descontraído.

    Acho q a maioria esquece q já foi criança. E eu espero ser pra sempre.

  86. Em poucas palavras, chique pra caralha.

    Texto profundo, Kid. Muita sorte pra você que se reconhece agora como adulto.

    Eu ainda estou no meio do caminho: universitando(isto é, morrendo aos pouquinhos) mas ainda morando com a família(morar num quase porão é o que há =D). Vamos andando…

  87. Kid Saraiva Jr says:

    Kid,

    Espero que seu post só traga mais leitores oficiais para o HBD e para o FHBD. Continue curtindo games, comics & gadgets, faça a festa. Isso não vai te tornar menos adulto ou mais, pelo menos vejo assim. Vira e mexe ainda faço as coisas que me deixam realizados sem medo de parecer criança, e o legal é que ninguém entende assim. Curto muito o blog e espero continuar por aqui,

    Abs

  88. Equilibrium says:

    Esse dia sempre chega, bem vindo ao clube!

  89. mais um random says:

    Esse dia sempre chega mas nunca esqueça
    nerd forever e parabems pela promoção

  90. Fívio says:

    Cara, tudo bem que não temos mais aquele tempo verdadeiramente ocioso que somente a infância pode nos proporcionar. Mas a sua passagem a vida adulta foi totalmente inserida com vaselina. Como assim ? Você tem uma namorada bonita, um bom emprego e pessoas ao seu redor que gostam de você. Com seu emprego você pode ter a sua “segunda infância”. Seja ela comprando suas gadjets, video games ou tvs LCD. E sorte sua morar ai fora … Quantas pessoas não são inseridas na vida adulta com, a citar o exemplo de um amigo próximo meu, a morte da mãe e do pai no espaço de um ano ?

    Pois é cara, a nossa primeira infância tem prazo de validade. A segunda, só depende do quanto nos esforçarmos para obte-la.

  91. Eurritimia says:

    “they only want when you’re seventeen, cause when you’re twenty-one, you’re not fun!”

    Todo mundo passa por isso um dia. Eu achava que deveria ter um ritual pra marcar o final da infância e o início da fase adulta justamente pra não termos que sentir falta da infância, blá blá blá… Se houvesse um ritual desses metade dos problemas do mundo serão erradicados: não existiriam mais adolescentes!
    o importante de se virar adulto é não esquecer que se foi criança um dia, como alguém disse lá em cima!

  92. Valter says:

    “Estudar pra mim não era relegado nem mesmo pras vésperas de prova; eu fazia todas elas numa filosofia de “ou eu nasci sabendo isso aqui, ou eu não sei. Se for o caso, não me darei ao trabalho de aprender”.”

    Achei que só eu tinha essa filosofia. No mais parabéns pelo blog, descobri a pouco tempo.

  93. Rafael Lemos says:

    Poxa kid, tu continua com as caixas de som feias =(

  94. joão ricardo says:

    cara, sem querer parecer aquelas velhas assistidoras de novela que ficam acompanhando a vida dos otros ao inves da propria: aproveita q virou adulto e vai pedir sua mulher em casamento de verdade kkkkk

  95. Neryuuk says:

    “É incrível como escreve sobre a nerdice de forma poética.” [3]

    “Eu de certa forma mal vejo a hora de virar “gente grande”. Porque viver com os pais aos 20 anos, não é divertido.” [3]

    De fato pessoas com 20 e poucos anos jogando Video Game são mal-vistas pela sociedade, mas eu sou isso, não importa se eu to sustentando família, ou trabalhando, ou fazendo facul, ou que porra de gente grande eu esteja fazendo, sabendo conciliar as responsabilidades dá pra ser uma criança com 40, 50, 60 anos de idade. É claro que quanto mais coisas de gente grande vc estiver fazendo menos tempo pra ser criança vc vai ter.

    Mas analisando esse “ser criança”. Não é um ser criança meeesmo, é simplesmente ser você, é sua personalidade. Diversas vezes eu to fazendo alguma babaquice ou alguma coisa bem besta (na maior parte das vezes estamos eu e meu primo) e eu paro e me pergunto (ao mesmo tempo que pergunto pra ele) mew, a gente tem 19/23 anos nas costa e continua fazendo essas merdas, mas foda-se continuamos sendo nós mesmos.

    E no final das contas é isso que importa, continuar sendo você mesmo, não importando se você tem 15 ou 45 anos.

    Quanto a casmentos e filhos não vou opinar pois minha opinião é meio atípica ^^

    É muito bom chegar aqui e me identificar totalmente com a identidade do blog (tirando todos os gadgets e action figures e tudo mais hihihi pq to mais duro que pau de tarado) dá uma sensação de liberdade e satisfação ter um lugar pra me identificar e escrever esse comment (que aliás vou colocar no meu blog) hihihi ^^

    See’ya =]

  96. ddlima says:

    Bem legal, gostei muito.
    Me identifiquei com muitas coisas que você escreveu aí, apesar de mais novo, 21, já sinto às vezes a maturidade atormentando…
    É a vida, abraços,
    Daniel.

  97. Vinícius says:

    Caralho, é exatamente no que eu estava pensando hoje. O meu terceiro ano está acabando e já já meu caminho é livre. A infância já era, já já é começar a montar a estruturar a própria vida. Assustador.

  98. Zé Coxinha says:

    Kid, seu bundão. Há algum tempo recebi um spam seu propagandeando este blog. Na época, achei legalzinho, mas logo saí. De ontem pra hoje, acabei parando por aqui nessas indas e vindas da internet. Li muita coisa, desde os Arquivos de 2004 até os post épicos, e tudo o mais.

    Parei por aqui, mas não sem antes deixar este comentário. Rapaz, apesar dos meus 18 anos, esse texto mostra-me uma realidade que passo neste exato momento, toda essa transição, blá blá blá. É complicado, mas com o seu texto, pude ver que não preciso ser tão fatalista assim. O intervalo ocioso entre o Ensino Médio e a Universidade é normal, a falta de dinheiro, aquilo tudo…

    Mas é isso, um dia a gente amadurece. Obrigado por compartilhar sua(s) experiência(s), por que depois de tudo que acontece, as coisas tendem a dar certo no final -- ou melhor, irem dando certo até o final, por que o fim mesmo é a morte 😛

    Abraços, e aceite a Jesus! 😉

  99. bazooka says:

    krai,tú me deixou deprimido…estou cursando o segundo semestre do ultimo ano do ensino médio e estava pensando exatamente como seria minha vida depois do “ritual de passagem”,ainda nem acabou e assim como vc estou sentindo falta dos tempos de livre vagabundagem

  100. Blyter says:

    eu vim do futuro para lhe dizer: vc sobreviveu 😀

  101. Antonio Dias says:

    Me identifiquei muito com seu texto. Eu tenho muito medo de crescer e ser um adulto chato, não ter muito tempo para viver e me dedicar às besteiras que eu me dedico agora. Às vezes eu fico pensando que escolhi a vida de pós-graduando para não ter que trabalhar 8 horas por dia e ter a noite como único período do dia em que tenho livre para dedicar a mim e às coisas que gosto.

    Mas um dia a gente tem que crescer…

  102. Pedro Mota says:

    É triste mas é a realidade.

    Eu to fazendo ciência da computação na UFPE e te digo que é um curso difícil pacas.
    Já não jogo mais nenhum jogo online só um pouco de DragonAge II , visito seu blog só no fds.
    Sinto saudades dos velhos tempos.
    Agora é tudo tão , como posso dizer…cinza acho que a transição pra vida adulta um dos momentos mais depressivos de todos,você sente que não vai ser mais feliz.
    Mas passa.Hoje em dia eu diria que é mais difícil a transição por conta da quantidades de coisas que podem fazer parte da infância e adolescência,coisa que na época dos nossos pais se resumia a muito pouco.

    Quando terminar esse curso vou ver se me mudo pra Montreal.
    Viver por lá já que não tem nada que me prenda ao Brasil a não ser minha família.