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><channel><title>Hoje é um Bom Dia &#187; Vida maldita</title> <atom:link href="http://hbdia.com/vida-maldita/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://hbdia.com</link> <description></description> <lastBuildDate>Wed, 23 May 2012 14:19:12 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator> <item><title>&#8220;Todo dia tem uma merda&#8221;: uma filosofia de vida</title><link>http://hbdia.com/vida-maldita/todo-dia-tem-uma-merda-uma-filosofia-de-vida/</link> <comments>http://hbdia.com/vida-maldita/todo-dia-tem-uma-merda-uma-filosofia-de-vida/#comments</comments> <pubDate>Mon, 14 May 2012 13:00:55 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Vida maldita]]></category><guid
isPermaLink="false">http://hbdia.com/?p=7379</guid> <description><![CDATA[Não sei se vocês sabem, mas eu cursei dois anos de faculdade. Bacharelado em Física, veja que merda. Eu tenho vários físicos na minha família, e sempre fui daquele tipo de nerd que adorava ciências. Sendo Física a disciplina com maiores chances de me capacitar para construir uma máquina do tempo e/ou um raio encolhedor...]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se vocês sabem, mas eu cursei dois anos de faculdade. Bacharelado em Física, veja que merda. Eu tenho vários físicos na minha família, e sempre fui daquele tipo de nerd que adorava ciências. Sendo Física a disciplina com maiores chances de me capacitar para construir uma máquina do tempo e/ou um raio encolhedor &#8212; e você aí achando que filmes não influenciam as criancinhas &#8211;, decidi quando pequeno que essa era a ciência a qual eu me dedicaria.</p><p>No primeiro semestre, tínhamos uma professora de Metodologia Científica. A coitada, que ensinava o que era praticamente filosofia pra uma cambada de nerds de ciências exatas, tinha um trabalho meio ingrato. Lembro de pouquíssimo que ela me ensinou, com exceção de algo que ela alegava com um estranho orgulho:</p><p>&#8220;Não existe verdade absoluta&#8221;, dizia a mulher dogmaticamente &#8212; o que é uma ironia do caralho se você parar pra pensar.</p><p>&#8220;Existe uma chance de que tudo que achamos que sabemos sobre o mundo esteja errado&#8221;, continuava a mestra. &#8220;Nisto reside o princípio da falseabilidade, de que o conhecimento científico pode ser desafiado. Portanto, nada é escrito em pedra, e nada é uma certeza absoluta&#8221; concluia a mulher, que agora que paro pra pensar acho que se chamava Patrícia. Ou Renata. Era um desses dois, tenho quase certeza absol&#8230;</p><p>Na época, como eu era um mísero calouro deslumbrado com os novos horizontes intelectuais que o recém-ingresso acadêmico significava, anotava as palavras da professora Fernanda (talvez fosse Fernanda) com vontade. &#8220;Não existe verdade absoluta! Que genial!&#8221;, eu pensava.</p><p>Quer dizer, o resto do que ela ensinava era punhetinha mental mamão-com-açúcar pra relaxar a galera entre uma aula de Cálculo Diferencial e outra de Cálculo Vetorial, mas esse negócio do &#8220;não existe verdade absoluta&#8221; eu achei foda. Como um adolescente que começava a rejeitar a doutrinação religiosa em casa, essa máxima coube como uma luva.</p><p>Entretanto, as circunstâncias e as vissicitudes da vida roubaram não apenas a minha alegria de viver e meu espírito, mas também aquela pequena pepita de sabedoria. Pois, em verdade em verdade vos digo (quem falava assim era Jesus, sabia?) que existe sim uma verdade universal.</p><p>Ei-la aqui, condensada à sua expressão mais concisa por ninguém menos que o poeta e um profeta moderno Alborghetti:</p><p
style="text-align: center;"><p><a
href="http://www.youtube.com/watch?v=8THWIHXoMkU">http://www.youtube.com/watch?v=8THWIHXoMkU</a></p></p><p><strong>TODO DIA TEM UMA MERDA. </strong>Todo dia, inequivocadamente, inexoravelmente, sem ressalva e sem corolário, tem uma merda. Sugiro a adoção da singela sigla TDTUM para que identifiquemos-nos como fiéis deste dogma sagrado.</p><p>Pare e olhe para sua própria vida. Em algum momento existiu um dia em que não houve a profetizada merda? Pense com atenção, olhando para o teto com os olhos levementes cerrados e apalpando a barba que você sem dúvida não tem pois não é macho o suficiente.</p><p>Houve algum dia em que não rolou um stress no trabalho? Ou que sua namorada ou parceira romântica/sexual equivalente não deu um chilique desmerecido? Ou que você não &#8220;acidentalmente&#8221; atravessou um sinal vermelho &#8212; essa aí aconteceu comigo ontem e &#8220;acidentalmente&#8221; é minha versão oficial &#8211;?</p><p>A melhor metáfora para descrever nossa existência é a seguinte &#8212; imagine que você é um amendoin. Um amendoin que alguém colocou num liquidificador, para fazer um milkshake. Sim, milkshake com amendoin. O milkshake é meu e eu boto o que eu quiser, porra. Não enche senão eu me atrapalho na comparação.</p><p>Então, liquidificador, amendoin, milkshake. Só que aí aparece um patife da pior espécie e joga um pedaço de cocô dentro do liquidificador. As chances de que a merda não bata em você, o amendoin, tendem a zero. Neste cenário, ser atingido pela merda (ipso fato, &#8220;todo dia tem uma merda&#8221;) é em essência uma prática inevitabilidade.</p><p>Trocando em miúdos pra que você entenda logo essa porra e possa fechar o site e continuar não trabalhando aí: a vida já é uma complicação maldita dos demônios, com &#8220;lâminas&#8221; rodopiando vertiginosamente e você escapando delas por um triz, ciente de que é apenas uma questão de tempo até que uma te acerte e adeus.</p><p>Nesse giro maluco, com tantos outros &#8220;amendoins&#8221; esbarrando em você e atrapalhando seu percurso &#8212; entra aqui outra filosofia que abordaremos outro dia: ESTOU CERCADO DE FILHOS DA PUTA &#8211;, do <strong>NADA</strong> aparece uma merda gigante e te acerta no meio da cara com intensidade de um caminhão da Petrobrás acertando uma criança num patinete a 180 quilômetros por hora.</p><p>Essa é a minha filosofia. Todo dia, sem falta, tem uma merda. Todo dia, <em>independente do que você faça ou deixe de fazer</em>, tem uma merda. Essa máxima pode parecer meio juvenil por causa do palavreado de baixo calão, mas é na realidade o ensinamento mais zen que você aprenderá hoje.</p><p><em>Todo dia tem uma merda</em>. Portanto, relaxe. Aceite a bosta espatifando-se contra a sua cara; afinal, não há como lutar contra uma verdade absoluta como esta.</p><p>A professora Roberta tava errada mesmo.</p><p>De agora em diante, quando você quiser expressar nas redes sociais uma insatisfação com uma pequena desgraça contemporânea que aconteceu com você, use a hashtag <strong>#TDTUM</strong>. Assim poderemos identificar facilmente os membros da nossa fé e oferecer apoio e carinho fraternal (ou seja, rir da cara deles).</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/vida-maldita/todo-dia-tem-uma-merda-uma-filosofia-de-vida/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>50</slash:comments> </item> <item><title>Lavando as roupas</title><link>http://hbdia.com/vida-maldita/lavando-as-roupas/</link> <comments>http://hbdia.com/vida-maldita/lavando-as-roupas/#comments</comments> <pubDate>Wed, 09 May 2012 16:00:03 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Vida maldita]]></category><guid
isPermaLink="false">http://hbdia.com/?p=7271</guid> <description><![CDATA[Estou neste exato momento neste portentoso estabelecimento: Sim, tal qual um habitante de uma sitcom eu faço a lavanderia fora de casa. E sim, &#8220;fazer a lavanderia&#8221; não é uma expressão que faça muito sentido em português. É que o costume de falar &#8220;do the laundry&#8221; acaba fodendo a maneira como eu traduzo a expressão....]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Estou neste exato momento neste portentoso estabelecimento:</p><p><center><a
href='http://img.hbdia.com/2012/05/D6EFD1F2-3158-41DE-82CA-511572D2A5383.jpg'><img
src='http://img.hbdia.com/2012/05/D6EFD1F2-3158-41DE-82CA-511572D2A5383.jpg' border='0' width='500' height='377' style='margin:5px'></a></center><br
/> Sim, tal qual um habitante de uma sitcom eu faço a lavanderia fora de casa.</p><p>E sim, &#8220;fazer a lavanderia&#8221; não é uma expressão que faça muito sentido em português. É que o costume de falar &#8220;do the laundry&#8221; acaba fodendo a maneira como eu traduzo a expressão.</p><p>Isso é comum com imigrantes, aliás. Minha mãe diz que tem um &#8220;apontamento&#8221; com o dentista, tinha um amigo nos EUA que dizia que estava só &#8220;parqueando&#8221; o carro, e por aí vai.</p><p>Então. Meu prédio tem uma lavanderia, mas usa-la é como fazer uma vasectomia com uma serra elétrica: não é a melhor alternativa para a tarefa.</p><p>Há apenas <b>UMA</b> máquina de lavar no meu prédio. Em contrapartida, habitam nele dúzias de filhos da puta &#8212; e a alcunha vale neste caso porque estes cornos malditos têm o hábito de impacientemente abrir a máquina de lavar (com suas roupas ainda dentro) e deixar a porta aberta, o que aborta o processo de lavagem, <b>SÓ PELA FILHA DA PUTICE ESPORTIVA</b>.</p><p>(Pelo menos essa é minha teoria.)</p><p>E obviamente é impossível pegar o filho de uma puta lampeira de beira de estrada que faz isso. Decidi então abandonar a lavanderia do prédio e agora sou um fiel cliente dessa SPARKLE COIN-OP LAUNDROMAT.</p><p><center><a
href='http://img.hbdia.com/2012/05/C3AC621A-8D99-4AF3-8CA7-0529157654CF3.jpg'><img
src='http://img.hbdia.com/2012/05/C3AC621A-8D99-4AF3-8CA7-0529157654CF3.jpg' border='0' width='500' height='373' style='margin:5px'></a></center><br
/> Como funciona o negócio?</p><p>É simples: traga suas roupas sujas e algumas moedinhas e você essencialmente &#8220;aluga&#8221; as máquinas de lavar e secar. É recomendável trazer sabão também, mas o estabelecimento tem umas <i>vending machines</i> com sabão.</p><p>As máquinas de lavar são operadas por CAD$2.50. Caso você seja um sujeito esperto, entenderá que CAD$ é o símbolo para dólar canadense (assim com US$ é o símbolo de dólar americano; o US significa &#8220;United States&#8221;. Acompanhado do cifrão, &#8220;United States Dollar&#8221; ou USD como você já deve ter visto em lojas online gringas).</p><p><center><a
href='http://img.hbdia.com/2012/05/CCF73EE5-7CC8-4591-9E99-BA858DFBE6BE3.jpg'><img
src='http://img.hbdia.com/2012/05/CCF73EE5-7CC8-4591-9E99-BA858DFBE6BE3.jpg' border='0' width='500' height='323' style='margin:5px'></a></center><br
/> Sim, obviamente você corre um certo risco de exibir suas vestes íntimas com manchas fecais para completos desconhecidos.</p><p>Para evitar isso, um conselho que eu dou é aprender a se limpar direito, seu asqueroso.</p><p>Hoje no entanto não corro esse risco porque o local está completamente vazio, como você pode ver por estas fotos. Além do fato de que eu domino o skill de asseio e higienização banheirística.</p><p>Aliás, não estou usando licença poética pra narrar o texto como se estivesse escrevendo no meio da lavanderia &#8212; eu estou realmente aqui neste exato momento.</p><p><center><a
href='http://img.hbdia.com/2012/05/0ABB3324-AA2E-4A2A-A808-A78836F146CC3.jpg'><img
src='http://img.hbdia.com/2012/05/0ABB3324-AA2E-4A2A-A808-A78836F146CC3.jpg' border='0' width='500' height='360' style='margin:5px'></a></center><br
/> Inclusive, no meio deste texto eu parei pra pensar que talvez fosse mais interessante fazer um Daily Vlog aqui, em vez de um texto chato.</p><p>Como não há ninguém aqui, eu não passaria vergonha conversando com uma câmera. E creiam-me: mesmo após anos gravando esses videozinhos no meio de populares que certamente julgam-me como autista, até hoje ainda dá uma certa vergonha.</p><p>Então talvez eu deveria ter me aproveitado da oportunidade da lavanderia vazia pra fazer um vlogzinho mostrando mais uma pecularidade da vida norte-americana sem passar vergonha no processo.</p><p>Estou atualmente numa encruzilhada criativa, em que nunca sei se um tema ficaria melhor num texto ou num vídeo. Sei que vocês darão comentários prestativos detalhando os prós e contras de cada um.</p><p>A propósito, esse negócio de transformar uma tarefa monótona do dia a dia em conteúdo pro site/vlog é bacana. Seria impossível fazer isso sem o iPad e o iPhone&#8230;</p><p><center><img
src="http://i.imgur.com/88tya.gif"></center></p><p>Opa, minhas roupas secaram. Abraço!<br
/></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/vida-maldita/lavando-as-roupas/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>30</slash:comments> </item> <item><title>CALMA TU NÃO ENTROU NO SITE ERRADO</title><link>http://hbdia.com/vida-maldita/calma-tu-nao-entrou-no-site-errado/</link> <comments>http://hbdia.com/vida-maldita/calma-tu-nao-entrou-no-site-errado/#comments</comments> <pubDate>Mon, 23 Apr 2012 07:37:53 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Vida maldita]]></category><guid
isPermaLink="false">http://hbdia.com/?p=5477</guid> <description><![CDATA[É o seguinte. Deu um pau sinistro no meu host, e isso resultou na perda de todos os dados (de todos os clientes). Com isso eles efetivamente mataram o HBD. Primeiro eles ficaram offline 3 dias sem dar qualquer explicação além de &#8220;tamos vendo aí, pera&#8221;. No domingo finalmente abriram o jogo e confessaram que...]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img
class="aligncenter size-full wp-image-7181" title="mario_404" src="http://img.hbdia.com/2012/04/mario_404.jpg" alt="" width="500" height="240" /></p><p>É o seguinte. Deu um pau sinistro no meu host, e isso resultou na perda de todos os dados (de todos os clientes). Com isso eles efetivamente mataram o HBD.</p><p>Primeiro eles ficaram offline 3 dias sem dar qualquer explicação além de &#8220;tamos vendo aí, pera&#8221;. No domingo finalmente abriram o jogo e confessaram que o fumo entrou em todas as bundas de todos os clientes, pois todos os dados estavam invariavelmente perdidos.</p><p>Eu, de burro, não tinha backup local de nada. Mereci, né. Pode falar na boa que eu não me chateio.</p><p>MAS, como a galera que lê o HBD é foda, inúmeros broders me ajudaram a recuperar tudo. O @gbuzogany fez verdadeiras MÁGICAS e reconstruiu a database do blog. Falta só resolver o layout, pra deixar bonitinho como era antes. Tou contando com a ajuda do @gabrielsubtil, que sempre foi ultra prestativo comigo, pra resolver isso.</p><p>O maior problema mesmo é que as imagens hospedadas no Starhosting foram pra casa do caralho, então os posts ficam a partir de agora com imagens zoadas. Curioso porque no passado eu usava sites free de hospedagem de imagens e me fodi quando um deles saiu do ar; dessa vez, me fodo por <strong>NÃO</strong> usar para upload de imagens um sistema paralelo à hospedagem do HBD. Eu sempre me fodo de qualquer jeito!</p><p>Mas fiquem tranquilos. Neste exato momento, eu e broders leais estamos trabalhando pra trazer tudo de volta <img
src='http://hbdia.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/vida-maldita/calma-tu-nao-entrou-no-site-errado/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> <item><title>Esclarecimento sobre a confusão de ontem no tuíter</title><link>http://hbdia.com/vida-maldita/esclarecimento-sobre-a-confusao-de-ontem-no-tuiter/</link> <comments>http://hbdia.com/vida-maldita/esclarecimento-sobre-a-confusao-de-ontem-no-tuiter/#comments</comments> <pubDate>Fri, 23 Mar 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Vida maldita]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=5405</guid> <description><![CDATA[Vou ser breve neste texto porque primeiro, é uma da matina e eu estou completamente exausto. Segundo, porque quanto menos eu me prolongar nesse assunto é melhor. Eu preferia nem levantar mais essa bola, mas considerando a seriedade da acusação e o número de vezes que sem dúvida vão me perguntar sobre ela, é bom<a
href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/esclarecimento-sobre-a-confusao-de-ontem-no-tuiter/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Vou ser breve neste texto porque <strong>primeiro</strong>, é uma da matina e eu estou completamente exausto. <strong>Segundo</strong>, porque quanto menos eu me prolongar nesse assunto é melhor.</p><p>Eu preferia nem levantar mais essa bola, mas considerando a seriedade da acusação e o número de vezes que sem dúvida vão me perguntar sobre ela, é bom que eu tenha um texto pronto pra me poupar do esforço de ter que explicar repetidamente.</p><p>Tentarei ser conciso. Vamos lá.</p><p>Há mais de um ano, um sujeito chamado Silvio Koerich postou um texto intitulado “15 perguntas que feministas não respondem”, ou algo por aí. Entre eles havia alguns questionamentos que eu achei pertinentes, como “<em>se feministas pedem igualdade, por que não lutam contra a prática do alistamento militar obrigatório para homens?</em>“. Eu não conhecia o sujeito, nunca o segui no tuíter, nunca troquei nenhuma palavra com ele (não que eu lembre, de qualquer forma. Eu respondo quase todo mundo que puxa assunto comigo…) e não me associo de forma alguma com ele.</p><p>E aliás, <a
href="http://www.google.ca/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;ved=0CCsQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fhbdia.com%2Fwordpress%2Fdossie-hbd%2Fa-deprimente-comunidade-dos-pickup-artists%2F&amp;ei=pRZsT8SJNuariALstOjMBQ&amp;usg=AFQjCNHB5-P57EHVr1hG1Bq45di7Axh-Sw" target="-blank">como alguns posts (e meus comentários neles) meus deixam claro</a>, tenho asco de misóginos, e não tenho prática de discursar contra mulheres nem nada do tipo. Isso não é de meu feitio. Quem me segue no twitter deve saber disso claramente.</p><p>Tenho, sim, uma certa birra de feministas extremistas por causa da confusão resultante do LingerieDay, e principalmente por causa uma amiga pessoal minha aqui do Canadá que é daquelas feministas superativistas que, como todo ativista chato, acaba te gerando antipatia com a causa dele.</p><p>Enfim. Concordei com alguns pontos e dei RT. Se eu tivesse prestado mais atenção no texto, ou se soubesse que o tal Silvio tinha hábito de vociferar contra mulheres e que aquilo não era uma epifania aleatória sobre contradições de feministas e sim parte de uma campanha sistemática de ataque a mulheres, <strong>definitivamente não teria feito isso</strong>. Pois bem.</p><p>Um ano depois, o site do tal Silvio foi hackeado, ou então duplicado, algo assim. O que acontece é que <a
href="http://exame.abril.com.br/economia/brasil/crime/noticias/presos-autores-de-site-racista-e-homofobico-planejavam-massacre" target="-blank">dois indivíduos passaram a postar como se fossem o Sílvio Koerich</a> (leia o penúltimo parágrafo), aparentemente num esforço em difamar o cara ou algo que o valha. Em vez de “apenas” machismo, os caras pregavam ódio e violência contra minorias étnicas, homossexuais e por aí vai.</p><p>(As aspas em “apenas” é pra deixar claro que não creio que machismo é ok; é apenas pra ilustrar a diferença disso e retórica de genocídio — que a maioria deve concordar que é uma acusação mais grave, e definitivamente criminosa)</p><p>A coisa explodiu quando a tal dupla foi presa hoje, em Curitiba (<a
href="http://exame.abril.com.br/economia/brasil/crime/noticias/presos-autores-de-site-racista-e-homofobico-planejavam-massacre" target="-blank">clica aí de novo</a>). Um desses sujeitos, veja que mundo pequeno, é um conhecido meu de longa data — há <strong>ANOS</strong> o rapaz me ataca na internet, porque sou nordestino. Alguns amigos meus podem testemunhar confirmando isso, pois eram também vítimas constantes do mesmo sujeito.</p><div
id="in-post-ad-middle-1" style="margin: 5px; padding: 0px;"><center><script type="text/javascript">// <![CDATA[
 google-ad-client = "ca-pub-5798889887092546"; /* HBDia, meio do post */ google-ad-slot = "8206323481"; google-ad-width = 336; google-ad-height = 280; //-->
// ]]&gt;</script><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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// ]]&gt;</script></center>&nbsp;</p></div><p>E aí veio a merda. Fez-se confusão entre o RT no Sílvio Koerich machista, e RT no “Sílvio Koerich” xerox, que convocava seus “seguidores” a matar nordestinos e gays, e <a
href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5679667-EI5030,00-PR+presos+por+manter+site+racista+planejavam+ataque+na+UnB.html" target="-blank">planejava um massacre na UnB</a>. E pra foder tudo ainda mais, parece que a dupla <a
href="http://www.google.ca/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=4&amp;ved=0CEoQFjAD&amp;url=http%3A%2F%2Fveja.abril.com.br%2Fnoticia%2Fbrasil%2Fpf-prende-simpatizantes-do-maniaco-de-realengo&amp;ei=4R9sT7ztB4jXiALu7Ln7BA&amp;usg=AFQjCNG9Z5XFCpjsH9mpRLruKAQcs-noTQ" target="-blank">tinha envolvimento com o atirador do colégio no Realengo</a>.</p><p><strong>OU SEJA</strong>: pintaram-me como apoiador dos caras.</p><p>Definitivamente não é o tipo de gente com a qual quero ser associado (ou com quem jamais me associei, algo que minhas atividades extremamente públicas na internet deixam bastante claro. Eis aí finalmente uma vantagem dessa superexposição…)</p><p>E pronto, daí em diante eu passei a ser visto (nos círculos de gente que já me odiava, eu notei ao investigar a situação) como não apenas o filho da puta de sempre, mas um filho da puta que compactua com psicopatas homofóbicos e potenciais terroristas.</p><p>E aí está. Não, eu não tenho qualquer associação com os dois rapazes presos ontem; tenho total repudio por toda sua mensagem (porra, como <strong>NORDESTINO</strong> que vivia sendo vítima de ataques de um deles, você acha mesmo que eu tenho que te provar que não sou nenhum fanboy dos caras…?) e inclusive, celebrei a prisão — tardia mas bem vinda — com os tais amigos que eram vítimas constantes do cara.</p><p>Aliás, foda-se, se eu ficar nessa de “meu amigo X, meu amigo Y” vão achar que estou sendo deliberadamente vago pra evitar dar substãncia aos meus argumentos. O @Cardoso era atacado publicamente pelo psyclon, e o @wesleyursao também. Ambos poderão confirmar a qualquer pessoa que pergunte que eu também era saco de pancada virtual do maluco há muito tempo.</p><p>Sou culpado, <strong>sim</strong>, de dar RT num OUTRO sujeito que (supostamente) tinha histórico lamentável de retórica anti-mulher. Foi uma falta de atenção que eu tomarei o cuidado de jamais repetir. Mas apoiar psicopatas do calibre desses dois aí? Jamais. Nem por acidente, nem por desatenção.</p><p>Enfim. Espero que a história tenha ficado clara. E para provar que não tenho o que esconder, não deletei o tal RT.</p><p>E a propósito: concordar com uma crítica ao feminismo não é equivalente a ser misógino militante ou parceiro de guerra de grupo que prega genocídio né minha gente. Não sejam tão maniqueístas.</p><p>Posso não ser o cara mais gente boa do mundo, mas isso aí já é putar… digo, esculhambação. Melhor evitar daqui em diante a sequer usar palavras derivados do que possam considerar “termos misóginos”. Pelo sim, pelo não…</p><div
id="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/esclarecimento-sobre-a-confusao-de-ontem-no-tuiter/" class="linkwithin-hook"></div><div
style="clear: both;"></div><p>/a</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/vida-maldita/esclarecimento-sobre-a-confusao-de-ontem-no-tuiter/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Uma lição de paranóia/sobrevivência: como fazer seu próprio &quot;emergency pack&quot;</title><link>http://hbdia.com/vida-maldita/uma-licao-de-paranoiasobrevivencia-como-fazer-seu-proprio-emergency-pack/</link> <comments>http://hbdia.com/vida-maldita/uma-licao-de-paranoiasobrevivencia-como-fazer-seu-proprio-emergency-pack/#comments</comments> <pubDate>Mon, 30 Jan 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Vida maldita]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4832</guid> <description><![CDATA[Como vocês talvez saibam, eu sou o cara mais paranóico DO MUNDO. Se houver uma microscópica chance de eu me foder em uma situação qualquer, meu cérebro começa a simular o cenário (em 1080p e em 60 frames por segundo) e eu por alguns instantes me vejo demitido/preso/morto. É uma parada patológica quase, eu não<a
href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/uma-licao-de-paranoiasobrevivencia-como-fazer-seu-proprio-emergency-pack/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Como vocês talvez saibam, eu sou o cara mais paranóico <strong>DO MUNDO</strong>. Se houver uma microscópica chance de eu me foder em uma situação qualquer, meu cérebro começa a simular o cenário (em 1080p e em 60 frames por segundo) e eu por alguns instantes me vejo demitido/preso/morto. É uma parada patológica quase, eu não consigo me livrar disso. Qualquer que seja o pensamento errante que cruze minha mente, minha psique consegue deriva-la até chegar num resultado em que eu tenha morrido ou esteja diante de um juiz.</p><p>Esse estado de espírito &#8212; e inúmeras situações em que eu pensei &#8220;porra, eu não estaria nesta merda se tivesse X!&#8221; &#8212; me levaram a criar o que eu chamo de &#8220;emergency pack&#8221;.</p><p>Tudo começou no inverno passado. Eu tenho o hábito de usar os mesmos sapatos até eles se desintegrarem nos meus pés. O resultado disso é que frequentemente meus sapatos tem buracos na sola por onde a neve entra e congela meus dedinhos. Se você pisar na neve com um sapato furado, em questão de 5 minutos seus dedos estaram congelando e doendo tanto que você cogitará corta-los fora, e a sua sorte é que <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frostbite#Stages" target="-blank">talvez eles te poupem esse trabalho caindo sozinhos</a>.</p><p>Por isso comecei a colocar um par de meias limpas num bolso da mochila. Não coloquei sapatos porque são meio grandes e pesados, e só a meia já basta (ao chegar no trabalho, não estarei mais pisando na neve, então a meia molhada que é o problema).</p><p>Além disso, eu tenho enxaquecas cruéis, daquelas que doem tanto que fazem você desejar a morte fulminante. Enfiei no mesmo bolso um frasco de Tylenol &#8212; nunca se sabe quando precisarei, e eu agradecerei ao meu Eu do passado se um dia for acometido por uma torturante dor de cabeça quando estiver na rua.</p><p>Como eu sou paranóico pra caralho, pensei em seguida &#8220;e se um dia eu perder minha carteira e não ter como voltar pra casa?&#8221;. Fui lá e adicionei ao emergency pack 50 dólares em espécie, três passes de ônibus (que me permitiriam voltar pra casa não importa onde eu estivesse, e também quebrar o galho de um amigo que porventura não tenha troco pra pegar o trem).</p><p>Pra finalizar, coloquei também uma cópia da chave do meu apartamento e um carregador extra pro meu celular. E como sou gordo, umas barrinhas energéticas porque nunca se sabe quando você fará sua próxima refeição, né?</p><p>E você não tem noção de quantas vezes esse pequeno kit salvou minha vida, ou a de amigos. Aliás, seus amigos acharão você o cara mais fidalgo de todos quando você pode puxar um remédio ou um passe de ônibus no ato, assim que eles te informam que precisam de um dos dois.</p><p>Pode parecer bobagem, mas creia em mim, não é. Se um dia você falou pra um amigo &#8220;puta que pariu mano que dor de cabeça do caralho&#8221; e o broder disse &#8220;relaxa cupade, tenho uns tylenols aqui, tomaí&#8221;, você sabe do que estou falando. Se o amigo no caso for uma amiga na verdade, você neste momento corre inclusive o risco de come-la.</p><p>E agora decidi fazer um emergency pack pro carro também. Colocarei em meu fidalguíssimo veículo automotor os seguintes instrumentos:</p><p><strong>Um cobertor</strong></p><p>Quando falei no tuíter que colocaria um cobertor no meu porta-malas, a galera não entendeu. Xeu explicar: você sabe como é chato ter que esperar meia hora (ou mais) pelo reboque se teu carro dá pau, correto? Agora imagina este mesmo cenário, porém em temperatura de -25 graus. Isso já aconteceu comigo no meu carro antigo, aliás. A repimboca da parafuseta sei lá das quantas estourou, o <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Power-steering" target="-blank" class="broken_link">power steering</a> do carro foi pro caralho e o aquecimento parou de funcionar. Quase congelei voltando pra casa, imagina se tivesse que ficar esperando reboque lá?</p><p><strong>Uma troca de roupas</strong></p><p>Você tem idéia de quantos planos de baladas ou náite ou seja lá como vocês chamam isso foram arruinados porque a galera decidiu tudo quando eu tava no trampo, e eu não quis ir vestido com a roupa com a qual acabo de passar oito horas trabalhando? Uma muda de roupas resolve isso magicamente. E parar o carro no acostamento pra vestir às pressas sua &#8220;roupa de balada&#8221; é a coisa mais James Bond que você fará na vida, confie em mim.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/james-bond-tux-reveal-o-GIFSoup.com-.gif" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4835" style="border: 1px solid black;" title="Bond. Jamsshh Bond." src="http://img.hbdia.com/2012/01/james-bond-tux-reveal-o-GIFSoup.com-.gif" alt="" width="320" height="180" /></a></p><p>E você um dia fará isso. Eu garanto.</p><p><strong>Desodorante</strong></p><p>Não preciso explicar este né?</p><p><strong>Água</strong></p><p>Lembro de ter lido uma vez que um ser humano pode viver vários dias sem comida, mas sem água o sujeito morre em 2 ou 3. Não quero morrer de sede, então uma garrafa dágua é necessária.</p><p><strong>Lanterna</strong></p><p>Lanterna é facilmente o tipo de coisa que você nunca pensa que precisa, até o dia em que precisa de uma desesperadamente. E aí você vai se amaldiçoar por não ter comprado logo umas 3 naqueles catálogos Hermes da sua avó. Aliás, o catálogo Hermes ainda existe? Porque era foda.</p><p><strong>Multitool</strong></p><p>Como uma criança dos anos 80, eu cresci assistindo MacGyver. Isto resultou numa ilusão irresponsável de que eu também seria capaz de me safar de qualquer situação e tivesse uma ferramenta múltipla como o canivete suíço do cara. Aliás, já mencionei aqui no HBD que cresci desejando ardorosamente um canivete suíço; eu já tenho um que uso como chaveiro (assim ele está sempre comigo), mas fui um passo além.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/Photo-2012-01-30-1-35-34-PM-HDR.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-medium wp-image-4837" style="border: 1px solid black;" title="Olhaí" src="http://img.hbdia.com/2012/01/Photo-2012-01-30-1-35-34-PM-HDR-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p><p>Dentro deste troço há 9 ferramentas (incluindo faca, alicate e abridor de latas). Nunca se sabe.</p><p>O que mais os senhores recomendam colocar neste emergency pack?</p><div
class="linkwithin-hook" id="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/uma-licao-de-paranoiasobrevivencia-como-fazer-seu-proprio-emergency-pack/"></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/vida-maldita/uma-licao-de-paranoiasobrevivencia-como-fazer-seu-proprio-emergency-pack/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Tirei minha carteira definitiva, finalmente!</title><link>http://hbdia.com/vida-maldita/tirei-minha-carteira-definitiva-finalmente/</link> <comments>http://hbdia.com/vida-maldita/tirei-minha-carteira-definitiva-finalmente/#comments</comments> <pubDate>Tue, 24 Jan 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Vida maldita]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4806</guid> <description><![CDATA[FINALMENTE, putaquepariu. Xô explicar a parada do começo &#8212; no longínquo ano de 2007, quando ainda acreditávamos que seríamos hexacampeões na próxima Copa do Mundo, eu tirei o que se chama de &#8220;learners license&#8221;. Pra começo de conversa eu já estava fazendo errado, pois essa learners license é o tipo de habilitação que a molecada<a
href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/tirei-minha-carteira-definitiva-finalmente/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>FINALMENTE, putaquepariu.</p><p>Xô explicar a parada do começo &#8212; no longínquo ano de 2007, quando ainda acreditávamos que seríamos hexacampeões na próxima Copa do Mundo, eu tirei o que se chama de &#8220;learners license&#8221;.</p><p>Pra começo de conversa eu já estava fazendo errado, pois essa learners license é o tipo de habilitação que a molecada aqui tira com 14 ou 15 anos (se você estranhou ver a criançada dirigindo em filmes, eis o motivo por qual isso acontece). Eu só fui tira-la com 23 anos nas costas.</p><p>O motivo disso é porque eu sou burro. Logo que cheguei no Canadá, eu poderia ter tirado essa carteira, mas pensei &#8220;já que não posso trabalhar ainda e tampouco comprar um carro, não vou gastar esses 100 dólares tirando a habilitação&#8221;.</p><p>Essa frase, além de provar que eu não sou um sujeito particularmente inteligente, acabou atrasando minha vida. Os anos passaram-se sem que eu pudesse dirigir.</p><p>A propósito, essa carteira learners funciona da seguinte maneira: você estuda um livrinho grátis que eles dão nos Detrans canadenses, vai lá e faz uma prova eletrônica molezíssima. Passou no tal teste = ganha a carteirinha. Cabou. Não é obrigatório fazer auto-escola nem nada.</p><p>O que isso significa é que teoricamente você pode ser o detentor de uma carteira de habilitação <strong>sem jamais ter entrado num carro na vida</strong>.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/learners.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4807" title="Acho até que conheço essa mina, ein" src="http://img.hbdia.com/2012/01/learners.jpg" alt="" width="300" height="371" /></a></p><p>Esta carteira de habilitação tem várias limitações, no entanto: você só pode dirigir com alguém que tenha uma carteira &#8220;plena&#8221; do seu lado, e você só pode fazer o exame pra tirar a tal carteira plena um ano depois de tirar a learners. A idéia é dar essa carteira a adolescentes, que então dirigirão o carro dos pais por um ano pra aprender como é o negócio, e então poder tirar suas carteiras definitivas (com 15 anos, o que é meio assustador).</p><p>Por isso eu protelei tirar essa merda por anos.</p><p>Então, em 2007 eu finalmente criei vergonha na minha cara cearense, estudei o livrinho lá, e fiz a prova. Foi molezinha, como eu imaginava que seria.</p><p>O problema é que no mês seguinte, eu saí da casa do meu pai. E o propósito da learners (que é justamente dar ao moleque a oportunidade de aprender a dirigir usando o carro dos pais, encontrando-se os mesmos dentro dele, que é a limitação dessa carteira) foi pro espaço.</p><p>Pois bem, mais de quatro anos mais tarde, finalmente tirei essa porra de carteira definitiva.</p><p>Marquei o teste de direção pra ontem, segunda feira. Fui lá ao Registry (que é meio como se fosse o nosso Detran), fui apresentado à fiscal que conduziria o exame. Um pouco de nervosismo, mas vamos lá. Ela me manda ir ao carro pra me acostumar com o painel e os controles, e diz que já já me encontra lá. Ok.</p><p>Sento no carro, fuço um pouco nos controles (nada muito diferente do meu próprio carro), penso em pedir apoio moral via tuíter mas decido que não pegaria bem ser visto pela fiscal brincando com o celular dentro do carro. Vai que ela aparece justo agora que eu mando um RT falso que fará meus seguidores pensarem que o @gravz realmente sente saudade de um estivador que ele conheceu no Carnavel de 1993? &#8220;Os amigos de bolso terão que esperar&#8221;, pensei.</p><p>Em minha inspeção interna do veículo (era um Chevy Cavalier bem fodido) noto aquele pedal de freio do lado do passageiro, projetado pro fiscal enfiar o pé caso minha falta de habilidade com o volante me fizesse ir direto pra cima de uma parede ou um trem ou um alce selvagem. Respiro metade aliviado, metade apavorado &#8212; embora o freio do lado do passageiro dê ao carro uma espécie de rede de segurança, ele é uma admissão e uma confirmação do fato de que este automóvel está nas mãos de alguém que possivelmente dirigirá-lo até o fundo de um despenhadeiro.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/pedal.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4809" style="border: 1px solid black;" title="A única coisa separando o parachoque deste veículo dos órgãos mais macios de uma criança cruzando a faixa de pedestres." src="http://img.hbdia.com/2012/01/pedal.jpg" alt="" width="495" height="321" /></a></p><p>Logo de cara, cometo uma cagada &#8212; ao sair do estacionamento, esqueço do detalhe de que aqui podemos virar à direita num sinal vermelho. Você cometer um erro no teste de motorista quando nem saiu do estacionamento ainda é tipo errar o próprio nome no vestibular, ou acertar o próprio pé jogando dardos.</p><p>E esse momento de hesitação no semáforo ou sinal ou seja lá como você chama aí no seu estado me rendeu o primeiro ponto negativo. Praguejo sileciosamente, mas prossigo adiante com uma auto-confiança que eu nunca tive.</p><p>E no fim das contas, passei no teste. Como no teste pra tirar a learners, não é necessário auto-escola pra ter a carteira plena. Além da atrapalhada no sinal vermelho, cometi poucos erros, o que surpreendeu-me profundamente &#8212; afinal de contas ao entrar no carro do exame, fiz o sinal da cruz e decidi que tive uma boa vida.</p><p>E começa o bolão &#8220;quanto tempo até o Kid bater o carro?&#8221;. Só pra vocês terem uma idéia, na primeira vez que dirigi com a learners eu entrei na contramão e quase me enfiei numa picape que vinha em sentido oposto. Berrei prontamente ME ACUDA, NOSSA SENHORA DOS PIRULITOS e, conforme a santa é conhecida por fazer, fui salvo imediatamente. Mas foi por pouco!</p><p>Melhor eu deixar um testamento logo escrito.</p><div
class="linkwithin-hook" id="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/tirei-minha-carteira-definitiva-finalmente/"></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/vida-maldita/tirei-minha-carteira-definitiva-finalmente/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Sobre dar nomes aos filhos</title><link>http://hbdia.com/vida-maldita/sobre-dar-nomes-aos-filhos/</link> <comments>http://hbdia.com/vida-maldita/sobre-dar-nomes-aos-filhos/#comments</comments> <pubDate>Mon, 23 Jan 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Vida maldita]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4796</guid> <description><![CDATA[Essa situação aí da Luíza e do Canadá, que a esta altura já passou de validade e encontra-se fedendo e levemente esverdeada num canto esquecido da geladeira da internet, me fez pensar em algo da minha infância &#8212; as zoações com os nomes dos outros. Vou explicar a correlação. Como expliquei antes, fazendo o Canadá<a
href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-dar-nomes-aos-filhos/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Essa situação aí da Luíza e do Canadá, que a esta altura já passou de validade e encontra-se fedendo e levemente esverdeada num canto esquecido da geladeira da internet, me fez pensar em algo da minha infância &#8212; as zoações com os nomes dos outros. Vou explicar a correlação.</p><p><a
href="http://hbdia.com/wordpress/bobagem-internetica-do-dia/menos-a-luiza-que-esta-no-canada-uma-observacao-sobre-a-geracao-standup-que-o-tuiter-esta-formando/" target="-blank">Como expliquei antes</a>, fazendo o Canadá uma parte da minha identidade virtual, o fenômeno da Luíza teve um efeito colateral meio chato &#8212; centenas de neguinhos fizeram a mesma piada do &#8220;menos o Izzy Nobre, que está no Canadá&#8221;, diversas vezes por dia.</p><p>Você pode ter achado aquele meu texto ranzinza, mas obviamente isso acontece porque você não estava na minha posição. Durante uns 2 ou 3 dias minha aba de mentions no Tuíter ficou inutilizada tamanha era a incidência dessa genial piadinha. E o mais chocante: apesar dela ser feita literalmente <em>centenas de vezes por dia</em>, cada um dos comediantes que a fazia devia estar se achando um gênio da fina sátira.</p><p>E isso me lembra muito dos meus tempos de colégio. Como deve ser de conhecimento geral, crianças são a encarnação do demônio na terra, com a única missão de espalhar o mal pela terra. Qualquer pessoa que creia na suposta pureza infantil certamente não frequentou os mesmos colégios que eu.</p><p>Pra você ter uma noção da lucifridade que habita o coração das crianças, contar-te-ei a história de Fabrício. O Fabrício era um garoto que frequentava minha escola entre os anos de 90 e 94. Tanto ele quanto a sua prima Carol, que também frequentava nossa escola, tinham Síndrome de Down.</p><p>Não sei se colocar crianças com problemas de desenvolvimento em classes normais era uma sem-noçãozice do passado, ou se é algum super método pedagógico Piagetístico usado até hoje. O que acontece é que a molecada da escola (eu incluso, admito com total vergonha) via o Fabrício como um alvo de atormentações.</p><p>Conheci o moleque em 1990, quando eu fazia a alfabetização. Ele já era consideravelmente mais velho que a molecada da sala, tinha uns quatro anos a mais que a gente. Ele foi o primeiro moleque na escola com aquele bigodinho imberbe de cobrador de ônibus, aliás.</p><p>Por causa dos problemas mentais do garoto, apenas quatro anos mais tarde ele iria finalmente concluir a alfabetização; então sempre tinha essa piadinha cruel do &#8220;hahaha o Fabrício repetiu a alfabetização de novo!&#8221;.</p><p>Nos anos seguintes o pessoal partiu pra algo mais agressivo &#8212; atormentar o moleque (fisicamente) apenas pra ser perseguido pelo pátio da escola por ele e ver quem eventualmente apanhava. Se tivéssemos dinheiro naquela época, era capaz até de rolar apostas.</p><p>Como o maluco era quatro anos mais velho que a gente, ele era maior e mais forte, e nisso residia a emoção da brincadeira. Essencialmente transformamos isto:</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/downs.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4797" style="border: 1px solid black;" title="Não vou colocar uma piada aqui" src="http://img.hbdia.com/2012/01/downs.jpg" alt="" width="320" height="229" /></a></p><p>Nisso:</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/matador.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4798" style="border: 1px solid black;" title="matador" src="http://img.hbdia.com/2012/01/matador.jpg" alt="" width="324" height="215" /></a></p><p>E Jesus dizia que o céu era das criancinhas, pois estas são puras de coração. Mano, quer crueldade maior que atormentar uma criança com síndrome de Down numa sadística versão escolar de roleta russa?! Em 27 anos fazendo merda, as brincadeiras com o Fabrício são a coisa de que mais me arrependo na vida inteira. <a
href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/3-motivos-pelos-quais-eu-nao-irei-pro-ceu/" target="-blank">E olha o tipo de merda que eu já fiz</a>.</p><p>O que me dá uma certa angústia é saber hoje que a escola provavelmente estava ciente desse bullying mas não fazia nada. Presumo que eles não faziam nada porque jamais vi ninguém ser punido por atormentar o moleque, ou ser educado em relação à condição dele. É revoltante.</p><p>Então, meu ponto é que a criançada é infernal. E umas das maiores fontes de zoação vinham do nome do sujeito. Por exemplo: na segunda série, estudei com um garoto chamado Mário. Obviamente, a professora era a única que o chamava pelo seu nome de batismo. Pra todas as crianças da escola, ele era o Super Mario. E isso o deixava visivelmente irritado.</p><p>Esse jogo de associação livre (pegue o nome do sujeito e combine com qualquer coisa levemente relacionada) me rendeu apelidos como &#8220;Palestina&#8221; ou &#8220;Israelita&#8221; &#8212; este último sendo particularmente comum nas escolas religiosas em que estudei, onde o povo escolhido de Deus é um termo frequentemente mencionado.</p><p>Nessa aí, Paulo César virava PC Farias, Fernando virava Fernando Collor, Ricardo virava Ricardão, e por aí vai.</p><p>Rimas com nome era outro negócio problemático, especialmente para mim. &#8220;Israel&#8221; rima, desgraçadamente, com &#8220;pastel&#8221; &#8212; que tratave-se, coincidentemente, do meu lanche favorito na lanchonete da escola. Aí pronto, virei &#8220;Pastel&#8221; por vários anos.</p><p>Pior ainda, Israel rima com &#8220;anel&#8221; também. Evidentemente a molecada jamais me deixaria esquecer disso, até musiquinhas celebrando a rima e minha suposta homossexualidade compuseram. Ou é &#8220;comporam&#8221;? Não sei, sou burro.</p><p>Não importa que escola eu frequentasse, essas piadinhas aconteciam espontaneamente em questão de minutos após a molecada aprender meu nome. É como se houvesse um gene adormecido em cada um dos meus coleguinhas de sala que os tornavam exímios zoadores de nomes.</p><p>Diga-se de passagem, estudei em diversas escolas:</p><p>1990 &#8212; Colégio Evangélico. Fortaleza, CE (foi aí que conheci o tal Fabrício)</p><p>1991 &#8212; Escola Estadual Carlos Dietz. Londrina, PR</p><p>1992 &#8212; Colégio Adventista. Londrina, PR</p><p>1994 &#8212; Colégio Evangélico (a família retornou a Fortaleza. O Fabrício ainda estudava lá, e ainda estava na alfabetização)</p><p>1997 &#8212; Colégio Adventista. Fortaleza, CE</p><p>1998 &#8212; Colégio Cora Coralina. Fortaleza, CE</p><p>1999 &#8212; Colégio Evolutivo. Fortaleza, CE (este veio a fechar as portas no ano passado, aparentemente)</p><p>2000 &#8212; Colégio Dom Pedro II. São Luís, MA</p><p>2001 &#8212; Colégio MENG. São Luís, MA</p><p>OITO escolas diferentes. OITO turmas totalmente diferentes. E de alguma forma as piadinhas com o meu nome eram <strong>SEMPRE AS MESMAS</strong>.</p><p>E foi isso que mais pensei enquanto me mandavam aquela avalanche de piadinhas em relação a Luíza e Canadá. Tal qual a molecada com quem estudei, cada um desses caras fazendo essa gracinha deveria se achar o suprasumo da criatividade humorística, apesar de estar repetindo a mesma piada que centenas fizeram antes dele&#8230;</p><p>E por isso eu agora começo a pensar &#8220;qual seria o MELHOR nome a dar para o meu filho, um que tornasse-o completamente imune de gracinhas escolares?&#8221; Inicialmente, achei ter decifrado o problema: dando ao moleque um nome que componha uma frase auto-zoatória, ninguém seria capaz de perverter a alcunha do meu rebento. Como você tiraria onda de alguém chamado &#8220;EU DOU O CU&#8221; sem automaticamente zoar a si próprio? &#8220;Ei, EU DOU O CU, tu é um filho da puta!&#8221;?</p><p>Obviamente segundos mais tarde eu atentei para o fato de que dar um nome que siga essa estrutura tornaria o trabalho dos bullies mais fácil, na verdade. Alguém cujo nome é &#8220;Eu Dou o Cu&#8221; não precisa que zoem seu nome. Ele já foi devidamente zoado por seus pais antes de nascer.</p><p>Qual seria o nome mais imune de brincadeiras escolares então&#8230;? Isso é uma tarefa mais difícil do que eu imaginei. Se até meu nome, <a
href="http://hbdia.com/wordpress/historias-biblicas/a-origem-do-meu-nome/" target="-blank">que tem o significado mais magnânimo possível</a>, era alvo fácil dos piadistas, imagina um pobre coitado chamado &#8220;Rodrigo&#8221; ou &#8220;Joaquim&#8221; ou &#8220;Marcelo&#8221; ou &#8220;Paulo&#8221;! Tenho até pena dos possuidores destes terríveis nomes.</p><p>Me ajudem aí nos comentários.</p><div
class="linkwithin-hook" id="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-dar-nomes-aos-filhos/"></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/vida-maldita/sobre-dar-nomes-aos-filhos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Sobre relógios de pulso</title><link>http://hbdia.com/vida-maldita/sobre-relogios-de-pulso/</link> <comments>http://hbdia.com/vida-maldita/sobre-relogios-de-pulso/#comments</comments> <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Vida maldita]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4780</guid> <description><![CDATA[Amigo leitor: o senhor usa relógio de pulso? Toda vez que comento sobre relógio de pulso no tuíter, sou inundado por perguntas do tipo &#8220;aff pra que você usa relógio de pulso, basta olhar as horas no celular&#8221;. Sempre, sem falta. Tem gente que vai além da pergunta e dispara logo um &#8220;que negócio mais<a
href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-relogios-de-pulso/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Amigo leitor: o senhor usa relógio de pulso?</p><p>Toda vez que comento sobre relógio de pulso no tuíter, sou inundado por perguntas do tipo &#8220;aff pra que você usa relógio de pulso, basta olhar as horas no celular&#8221;.</p><p>Sempre, sem falta. Tem gente que vai além da pergunta e dispara logo um &#8220;que negócio mais inútil esse troço de relógio. Você já tem um relógio no seu bolso!&#8221;.</p><p>Eu não entendo essa relogiofobia atual de vocês aí. Tá, você até <em>pode </em>relegar a função de ver as horas ao seu celular, mas usando os mesmos artifícios de raciocínio, eu poderia cagar na pia da cozinha também &#8212; mas qual o motivo real pra fazer isso, se existe um outro aparato para executar esta função com mais elegância?</p><p>Eu adoro usar relógio. Creio que o relógio completa o visual do indivíduo.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/relógios.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4781" style="border: 1px solid black;" title="Meus relógios. Oi Mariana." src="http://img.hbdia.com/2012/01/relógios.jpg" alt="" width="551" height="403" /></a></p><p>Essa é minha pequena coleção de relógios. Me amarro nesses relógios de tira de couro, acho estiloso pra caralho. Tudo bem que em dias muito quentes o seu suor impregna completamente as fibras do couro e o relógio fica apertando aquela baba contra o seu pulso, mas é um pequeno preço a pagar pela boa aparência.</p><p>A propósito eu estou cagando se o senhor considera tal qualidade de relógio comparável aos usados pelo Faustão. Como não existe Faustão no Canadá (será que ele algum dia já visitou aqui?), tais relógios são vistos como acessório de bom gosto.</p><p>Uma rápida lição de história &#8212; você sabe porque os relógios de pulso existem pra começo de conversa? Santos Dumont, nosso patrono da aviação e um Tony Stark da vida real do século XX, precisava de uma forma mais prática para checar as horas.</p><p>O problema era o seguinte: como o cara passava a maior parte do seu tempo pilotando engenhocas voadoras que ele pode ou não ter inventado antes dos Irmãos Wright, o gesto de puxar aquela correntinha pra sacar um relógio de bolso (que você ainda tinha que abrir uma &#8220;capinha&#8221; ainda por cima) podia significar uma morte que, apesar de inédita &#8212; queda de avião &#8211;, não era menos terrível.</p><p>Seu amigo Cartier pôs uma presilha de couro num relógio e deu pro maluco, e o resto é história. Isso é, eu suponho que tenha sido assim, <strong><a
href="http://rt.com/news/wikipedia-blackout-sopa-pipa-031/" target="-blank">porque a wikipédia hoje tá naquele tal de blackout contra a SOPA</a></strong>, então tou puxando tudo de memória. Enfim.</p><p>O relógio de pulso foi feito pra pessoas que tem mais o que fazer e que não podem ficar se arriscando aí a tirar um relógio do bolso. Aliás, o relógio de pulso tornou o hábito de puxar um do bolso algo antiquado inclusive, então eu não entendo porque vocês tão se submetendo a retornar a um hábito de séculos atrás.</p><p>Justifiquem-se nos comentários em relação ao hábito de abolir o fidalguíssimo hábito de usar relógio de pulso (sem o qual  eu me sinto pelado) em prol do reloginho do celular, e verei se os argumentos tem mérito.</p><p><strong>A propósito</strong>: relógio digital é para crianças de 8 anos que não conseguem &#8220;ler as horas&#8221;. Ver as horas no celular é, portanto, antiquado <strong>E</strong> tem como público alvo o demográfico infanto-juvenil.</p><div
class="linkwithin-hook" id="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/sobre-relogios-de-pulso/"></div> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://hbdia.com/vida-maldita/sobre-relogios-de-pulso/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Como se arrumar como um adulto</title><link>http://hbdia.com/vida-maldita/como-se-arrumar-como-um-adulto/</link> <comments>http://hbdia.com/vida-maldita/como-se-arrumar-como-um-adulto/#comments</comments> <pubDate>Mon, 16 Jan 2012 00:00:00 +0000</pubDate> <dc:creator>Izzy Nobre</dc:creator> <category><![CDATA[Vida maldita]]></category><guid
isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4746</guid> <description><![CDATA[&#8220;Vou começar a me vestir melhor&#8221;, eu disse do nada pra minha mulher sem nem tirar os olhos do iPhone. Apesar da minha súbita e quase espiritual epifania, a tarefa de comandar a trajetória de pássaros raivosos é um compromisso quase profissional. Às vezes nem pisco até que todos os suínos verdes sucubam embaixo dos<a
href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/como-se-arrumar-como-um-adulto/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Vou começar a me vestir melhor&#8221;</em>, eu disse do nada pra minha mulher sem nem tirar os olhos do iPhone. Apesar da minha súbita e quase espiritual epifania, a tarefa de comandar a trajetória de pássaros raivosos é um compromisso quase profissional. Às vezes nem pisco até que todos os suínos verdes sucubam embaixo dos escombros de seus arranha-céus de madeira.</p><p>Que péssima engenharia, aliás. Você imaginaria que depois daquele incidente com o Lobo Mau, a raça suína seria célebre no mundo animal como exímios construtores.</p><div
id="attachment-4747" class="wp-caption aligncenter" style="width: 346px"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/birds.png" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4747  " style="border: 1px solid black;" title="Olá Roberto! O que você tá procurando aqui?" src="http://img.hbdia.com/2012/01/birds.png" alt="" width="336" height="224" /></a><p
class="wp-caption-text">Sabe o que alguém que constrói uma casa de tábuas soltas de madeira tem mais que eu? Tem mais é que se foder</p></div><p>Onde eu estava mesmo? Ah sim, eu havia acabado de informar minha mulher &#8212; que encontrava-se do meu lado no sofá, assistindo uma das 80 séries atuais sobre vampiros &#8212; sobre minha decisão de vestir-me como um verdadeiro fidalgo. Minha amada balançou a cabeça distraidamente, emitindo aquele &#8220;humrum&#8230;&#8221; que faz parte do gesto universal de &#8220;nem ouvi o que você falou mas creio que concordar em silêncio fará você calar a boca&#8221;. Aparentemente os músculos abdominais do vampiro televisivo descamisado merecem mais atenção.</p><p>A minha epifania nem foi tão súbita assim. Estive pensando muito nisso ultimamente. Meu vestuário &#8212; e, por extensão, toda a atenção que dou à minha aparência &#8212; poderiam receber um upgrade.</p><p>Roupas não são apenas uma ferramenta para proteção contra os elementos da natureza ou para evitar que você seja banido do supermercado. O seu guarda-roupa é, também, uma forma de expressão. E como todo bom nerd, boa parte da minha indumentária reflete meu apreço por videogames e quadrinhos.</p><p>Dei uma olhada rápida no meu armário neste exato instante. Isto é o que estou vendo:</p><p
style="text-align: center;"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4749" style="border: 1px solid black;" title=":)" src="http://img.hbdia.com/2012/01/Photo-2012-01-16-1-09-23-AM.jpg" alt="" width="391" height="522" /></p><p>Nessa olhada de relance, identifiquei umas 8 camisetas com estampa de videogame ou revista em quadrinho. As camisetas são bacanas e tal, e feitas sob medida pra eventos nerds (você deve ter notado que em literalmente TODAS as fotos do Desencontro eu estou usando uma camiseta com estampa nerd), mas seria interessante ter um acervo comparável de roupas de &#8220;gente grande&#8221;.</p><p>O inverno está finalmente chegando em Calgary, e outro dia tive que tirar meu peacoat do fundo do armário. Peacoat, pra você que não sabe, é um <a
href="http://www.google.ca/search?client=opera&amp;rls=en&amp;q=peacoat&amp;oe=utf-8&amp;channel=suggest&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;hl=en&amp;tbm=isch&amp;source=og&amp;sa=N&amp;tab=wi&amp;ei=7NwTT97fKampiQL52pG3DQ&amp;biw=1600&amp;bih=778&amp;sei=9NwTT5ThCvTXiAKBzpm-AQ" target="-blank">sobretudo elegantíssimo</a> que o frio ártico nos permite usar sem parecer um paga pau do caralho.</p><p>Sério meu amigo, 20 graus e tu sai todo agasalhado, de luva, cachecol, gorro e tudo? Vá tomar nesse seu fiofó sensível, pelo amor de deus. Sempre que eu vejo fotos de paulistas mais embrulhados que astronauta com aqueles termômetros rua atrás marcando 22 graus, sinto que metade da minha flora intestinal morreu de desgosto. Cadê a garra, cadê o espírito MacGyverzístico puramente tupiniquim, cadê aquele suíngue &#8220;sou brasileiro, aguento o que vier pela frente&#8221;?</p><p>Enfim. Outro dia fez frio, pus o peacoat e tirei uma foto para mostrar pra galera do tuinter.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2012/01/peacoat.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4750" style="border: 1px solid black;" title="A pronúncia é PICÔUT, não PEÁ COLTE que eu sei que você pronunciou mentalmente." src="http://img.hbdia.com/2012/01/peacoat.jpg" alt="" width="281" height="405" /></a></p><p>Tirando a camada adiposa (acumulada ao longo de muitos anos de total desleixo com minhas artérias e com o fato de que provavelmente enviuvarei minha mulher bastante cedo), eu até fiquei bastante apresentável. &#8220;Apresentável&#8221;, permita-me ser o primeiro a apontar, é apenas um termo bondoso dedicado para feios arrumados. Mas vale o esforço.</p><p>Comecei aos poucos a pegar o gosto por me arrumar. Não é nem que eu vá largar mão das minhas camisetas nerds; o negócio é que pra algumas ocasiões mais formais (festas de fim de ano, por exemplo) você pintar no ambiente com uma camiseta comemorando nostalgia pelo Mario é virtualmente indistinguível de usar como camisa um saco de batatas com buracos para os braços.</p><p>E assim meu guarda-roupa começou a ficar mais respeitável. Dispensei minhas roupas compradas no Walmart (pra vocês que não manjam, trajar roupas compradas no Walmart e rouba-las de um mendigo morto é virtualmente a mesma coisa pros padrões de moda norte-americanos) e passei a acumular, pouco a pouco, panos mais finos.</p><p>Minha mulher, que já tinha se resignado a ter um marido com a noção de moda e estilo de um manifestante sem-terra, aprovou imensamente esta mudança de mentalidade. Gastadeira como ela só, a mulher me arrastou pras lojas chiques cujo catálogo ela aprova.</p><p>Essa tal de Guess, por exemplo. Ouço falar dos fabulosos jeans da Guess desde que morava no Brasil, numa época em que eu não podia pagar nem um botão de uma calça deles.</p><p>Entramos lá e a minha mulher vai logo correndo ver os microvestidos que adornam as paredes da loja. Eu adoro esses tais microvestidos aliás, se dependesse de mim minha mulher só usaria isso.</p><p>O atendente exageradamente baitola da loja me entregou lá um par de calças de um estilo que ele jura que é a última moda italiana. Mando aquele mesmo &#8220;humrum&#8221; distraído que descrevi no começo do texto. Vou ao provador, experimento as calças, e aprovo o visual.</p><p>Uma olhada de soslaio para a etiqueta de preço revela três dígitos que me assustam. A parte do meu cérebro que lida com cálculos matemáticos inúteis faz o câmbio rápido &#8212; uma calça da Guess equivale à cifra de 5 calças de procedência walmártica.</p><p>Chacoalho a cabeça rapidamente para espantar os pensamentos de pobrice (ambos de espírito quando de carteira mesmo). Eu preciso ter <strong>AO MENOS </strong>um conjunto de roupas respeitáveis/invejáveis. Passou-se o tempo de que eu não tinha nem duas moedas pra esfregar e fazer faísca né? Se é pra gastar dinheiro de alguma forma, que gaste melhorando minha aparência.</p><p>Mas roupas não são tudo; decidi mudar minha rotina de corte de cabelo também. Dispensei o barbeiro confiável que apara minha sebosa cabeleira em prol de um desses salões chiques em que as cabelereiras são tudo gostosas e fazem você sentir vergonha porque andou sendo relapso com o shampoo anticaspa. Aliás, é engraçado isso &#8212; sei que não vou comer essa menina e ainda assim preferia que ela não soubesse que minha cabeça tá cheia de floquinhos.</p><p>E falta a barba, também. Como todo preguiçoso, eu não tenho uma rotina pra fazer a barba &#8212; quando os protestos da minha mulher começam a ficar muito frequentes, sei que é hora de passar a lâmina. Comecei a me barbear todo dia, e até arrisquei arrancar a barba na pinça como eu imagino que vikings deviam fazer. A pele fica lisinha e o pelo demora semanas pra aparecer de novo.</p><p>Mas mano, <strong>dói</strong> viu? Puta que pariu. Aquele trecho entre o lábio superior e o nariz é particularmente problemático. Você puxa o pelo pra fora e ele sai arrancando lágrimas dos seus olhos.</p><p>Mas é isso aí. Agora com meu novo guarda-roupa &#8212; que não foi comprado no mesmo lugar onde se compra desentupidor de privadas e testes de gravidez &#8211;, um corte de cabelo cujo custo poderia alimentar quatro famílias somalianas e uma barba milimetricamente jardinada, posso me passar por um adulto bem ajustado que não coleciona bonequinhos de super heróis.</p><p>Deixem aí nos comentários suas dícas de garbosidade e fidalguia.</p><div
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isPermaLink="false">http://tambotech.com.br/hbdia/?p=4570</guid> <description><![CDATA[Sup poríferos! Seu blogueiro cearense expatriado favorito está de volta! Como informei-os neste post, fiz uma viagem de última hora para a Flórida, nos EUA (comumente conhecido como o calção do Canadá). Fazia um bom tempo que eu não ia aos Estados Unidos, nem lembro quando foi a última vez &#8212; escalas em vôo não<a
href="http://hbdia.com/wordpress/vida-maldita/la-e-de-volta-outra-vez-florida/">&#160;&#160;[ Read More ]</a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Sup poríferos! Seu blogueiro cearense expatriado favorito está de volta!</p><p>Como informei-os <a
href="http://hbdia.com/wordpress/geral/vou-ali-viajar-pros-eua-e-ja-volto/" target="-blank">neste post</a>, fiz uma viagem de última hora para a Flórida, nos EUA (comumente conhecido como o calção do Canadá).</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/calção.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4573" title="E a Flórida é a piroca pra fora do ziper" src="http://img.hbdia.com/2011/12/calção.jpg" alt="" width="240" height="308" /></a></p><p>Fazia um bom tempo que eu não ia aos Estados Unidos, nem lembro quando foi a última vez &#8212; escalas em vôo não contam, né.</p><p
style="text-align: center;"><img
class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" title="Avião" src="http://i.imgur.com/NJbhk.jpg" alt="" width="560" height="418" /></p><p>Eu adorava viajar de avião quando era moleque. O que eu antes como uma divertida aventura agora é 50% encheção de saco e 50% terror absoluto.</p><p>A encheção de saco: desde onze de setembro, todos os passageiros de avião &#8212; especialmente os que viajam pelos EUA &#8212; são vistos como possíveis recrutas da Al Qaeda. Sob olhares desconfiados dos agentes de segurança da <a
href="http://www.tsa.gov/" target="-blank">TSA</a>, tenho que tirar relógio, cinto, sapato, tudo que exista dentro dos meus bolsos, e passar pelo detector de metais.</p><p>Como se isso não fosse o bastante, tenho que pisar também na polêmica máquina de <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Backscatter-X-ray" target="-blank" class="broken_link">backscatter xray</a>, que permite aos agentes da TSA uma visão completa de meus órgãos genitais. Tudo em nome da segurança, né.</p><p>Como se não bastasse isso, tenho que aturar um insuportável vôo de quatro horas numa aeronave xexelenta da Continental, que é essencialmente a Viação Cometa das linhas aéreas americanas. As aeromoças são mal educadas, os acentos são apertados e desconfortáveis &#8212; especialmente os circunflexos &#8211;, e esses cornos têm a cara de pau de cobrar pelo entretenimento a bordo (os filminhos que passam naquelas telas que você vê na foto acima) e pelas refeições!</p><p>Que me lembre, o almoço a bordo dos aviões da AirCanada são digrátis. E os filminhos que passam naqueles televisores lá são gratuitos na AirCanada também, disto tenho certeza.</p><p>Pra você ter uma idéia do nível de insalubridade dos aviões da Continental, no vôo de retorno não havia essas tais televisõezinhas nos assentos. Invés disso, umas telinhas de 5 polegadas se destacavam do teto do avião, me obrigando a espremer meus olhinhos míopes pra assistir  <em><a
href="http://www.imdb.com/title/tt1637706/" target="-blank">Our Idiot Brother</a></em>. E o pior, no meio do filme a imagem fica toda zoada e o comandante manda o recado que o VHS travou e vão tentar pôr outra fita.</p><p><strong>OS AVIÕES DA CONTINENTAL PASSAM FILME EM VHS, VAI TOMAR NO CU!</strong></p><p>Essa é a parte do inconveniente. Tem ainda a parte do terror: de uns tempos pra cá me tornei completamente paranóico em relação a vôos. Sentadona poltrona do lado da janela, é só olhar pro lado, ver aquela osciladinha característica da asa da aeronave, e crer com toda convicção do mundo que estou prestes a morrer.</p><div
id="attachment-4590" class="wp-caption aligncenter" style="width: 400px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/aviao.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4590 " style="border: 1px solid black;" title="ME ENGANA QUE EU GOSTO NÉ" src="http://img.hbdia.com/2011/12/aviao.jpg" alt="" width="390" height="341" /></a><p
class="wp-caption-text">&quot;Em caso de emergência, estas serão as saídas que você não usará pois seu corpo foi completamente desintegrado graças às forças naturais da gravidade e inércia&quot;&quot;</p></div><p
style="text-align: left;">E quando o avião dá aquela <strong>QUEDA</strong>? Pros não-iniciados, o que acontece às vezes é que a turbulência faz com que o avião aparentemente DESPENQUE do meio do ar, tal qual o Fiat Uno do seu pai quando passa por um buraco. É sinistro, é de borrar a cueca, e é incompreensível como um objeto que voa pelos ares é capaz de &#8220;cair num buraco&#8221; desse jeito.</p><p>Lá pelas tantas no meio do meu terror eu ficava pensando o quão absurda é a idéia do vôo humano inventada pelos irmãos Wright. Lá estou eu, a 30 mil pés de altura, voando a uns 500 quilômetros por hora, comendo uns M&amp;Ms e lendo a revistinha do Homem Aranha. É um negócio completamente aberrante.</p><div
id="attachment-4591" class="wp-caption aligncenter" style="width: 514px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/houston.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4591 " style="border: 1px solid black;" title="Não sei o que estava passando naquela TV." src="http://img.hbdia.com/2011/12/houston.jpg" alt="" width="504" height="377" /></a><p
class="wp-caption-text">Fila de embarque em Houston, no Texas (também conhecido como Goiás americano)</p></div><p
style="text-align: left;">Então, depois de uma oito horas de vôo &#8212; e uma correria filha da puta no aeroporto de Houston, TODA VEZ que passo lá os cornos responsáveis pelo tráfego aéreo ficam  mudando os portões de embarque e eu tenho que correr desesperadamente, ao ponto de um ataque cardíaco, pra chegar do outro lado do aeroporto a tempo de embarcar &#8211;, chego no glorioso estado da Flórida.</p><p>E precisei me acostumar com isso aqui também:</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/IMG-2969.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4592" style="border: 1px solid black;" title="O horror de estar desconectado" src="http://img.hbdia.com/2011/12/IMG-2969.jpg" alt="" width="235" height="137" /></a></p><p>Como vocês talvez saibam, eu tenho uma dependência quase terminal de internet. Por aproximadamente 2 horas em solo americano me resignei a não poder me comunicar com meus amigos de bolso; logo em seguida comprei um plano de dados roaming caríssimo só pra não ter que me abster da internet móvel.</p><p
style="text-align: left;">&nbsp;</p><div
id="attachment-4593" class="wp-caption aligncenter" style="width: 317px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/dados.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4593 " style="border: 1px solid black;" title="Isso me custou 20 dólares" src="http://img.hbdia.com/2011/12/dados.jpg" alt="" width="307" height="461" /></a><p
class="wp-caption-text">Nunca na vida valorizei tanto 40 megabytes</p></div><p
style="text-align: left;">Os melhores momentos da viagem:</p><p
style="text-align: left;">O Swap Shop, que é uma mega feira bizarra no coração de Fort Lauderdale. Fui lá a fim de comprar videogames antigos pra minha coleção. Achei alguns, mas os malucos lá tavam me cobrando valores safados (tenho cara de turista?) e acabei saindo de lá de mãos vazias.</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/swap-shop.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4594" style="border: 1px solid black;" title="Swap Shop" src="http://img.hbdia.com/2011/12/swap-shop.jpg" alt="" width="563" height="422" /></a></p><p
style="text-align: left;">Vende de TUDO lá: roupas, brinquedos, eletrônicos de procedência duvidosa, tudo mermo. Pra galera de Fortaleza, esse Swap Shop é como se fosse uma Feira dos Pássaros. Só que não dá pra dizer que é uma &#8220;Feira dos Pássaros americana&#8221; porque não vi um americano sequer no estabelecimento; era tudo mexicano, cubano, haitiano e até mesmo alguns brasileiros perdidos.</p><p
style="text-align: left;">Aliás, passou do meu lado um mexicano tradicionalíssimo, com poncho, chapeuzão, barba e bigode do jeitinho que manda o figurino. Se a indumentária do cara fosse cor de rosa, eu teria berrado emocionado &#8220;ERES TÚ, CORMANO, CABRON!&#8221;</p><p
style="text-align: center;"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/cormano.jpg" class="broken_link"><img
class="aligncenter size-full wp-image-4595" style="border: 1px solid black;" title="cormano" src="http://img.hbdia.com/2011/12/cormano.jpg" alt="" width="366" height="210" /></a></p><p
style="text-align: left;">Aquele lugar é uma torre de babel de idiomas latinos. Eu fiquei com a impressão de que se eu berrasse &#8220;<em>LA MIGRA!</em>&#8221; não sobraria ninguém no estabelecimento inteiro.</p><p>O outro ponto alto da viagem foi, obviamente, o Universal Studio.</p><p
style="text-align: left;">&nbsp;</p><div
id="attachment-4596" class="wp-caption aligncenter" style="width: 546px"><a
href="http://img.hbdia.com/2011/12/universal.jpg" class="broken_link"><img
class="size-full wp-image-4596 " style="border: 1px solid black;" title="Universal Studios" src="http://img.hbdia.com/2011/12/universal.jpg" alt="" width="536" height="323" /></a><p
class="wp-caption-text">Possivelmente a foto mais bonita que já tirei, apesar de torta</p></div><p
style="text-align: left;">Fiz uma viagem pros EUA em 1999 com a família inteira, e fui no Universal Studios. Apesar da viagem ter sido FODA, eu tinha um trauma dela: meu pai já tinha estourado todas as verbas que tinha e as que não tinha pra levar uma família de cinco pra passar 20 dias no exterior; não sobrou muita grana pra comprar brinquedinhos e lembrancinhas no parque.</p><p
style="text-align: left;">A memória do passeio foi incrível e é uma das que guardo mais profundamente no ventrículo mais gorduroso de meu coração cearense; entretanto, era foda passar pelas gift shops e não poder comprar nada. Era triste demais.</p><p
style="text-align: left;">Portanto dessa vez eu fui pra Orlando motivado a estourar minha grana toda comprando bonequinhos e chaveirinhos e o caralho a quatro, pra exorcisar o demônio da desilusão infantil da minha alma.</p><p
style="text-align: left;">Acontece que eu não tive vontade de comprar <strong>NADA, </strong>e acho que é por dois motivos: primeiro, porque quando adulto brinquedinhos com temas de filmes são um pouco menos interessantes &#8212; abro exceção só pra filmes absolutamente icônicos que moldaram minha infância &#8211;, segundo porque morando no Canadá, esse tipo de souvenirzim  de apelo nerd não é mais tão exclusivo a uma ida a parte temático.</p><p
style="text-align: left;"><strong>POR EXEMPLO</strong>: quando fui ao Universal pela primeira vez em 1999, eu fiquei vidrado nos bonequinhos e nas traquitaninhas de Exterminador do Futuro. Tinham chaveiros, camisetas, copos, etc. Obviamente não pude comprar nada, porque eu tinha 15 anos, nenhum puto no bolso, e acho que àquela altura meu pai já tinha estourado oito cartões de crédito trazendo a família toda pra tão maravilhosa viagem.</p><p
style="text-align: left;">Era muito difícil (impossível?) achar brinquedos de Exterminador do Futuro no Brasil nos anos 90, jamais vi nenhum. Acontece que aqui no Canadá, onde moro há quase uma década, este não é o caso: tem bonequinho do filme em tudo quando é loja de brinquedo, por causa da <a
href="http://www.imdb.com/title/tt0438488/" target="-blank">mais recente continuação da franquia</a>. Até o 7/11 faz promoção dando copos comemorativos de filmes desse tipo por mixaria.</p><p
style="text-align: left;">Por isso, esses souvenirs perdem um pouco da graça e acabei não comprando é nada.</p><p>E esta foi a minha viagem pra Flórida.</p><div
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