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Lá e de volta outra vez: Flórida!

Postado em 27 December 2011 Escrito por Izzy Nobre 2 Comentários

Sup poríferos! Seu blogueiro cearense expatriado favorito está de volta!

Como informei-os neste post, fiz uma viagem de última hora para a Flórida, nos EUA (comumente conhecido como o calção do Canadá).

Fazia um bom tempo que eu não ia aos Estados Unidos, nem lembro quando foi a última vez — escalas em vôo não contam, né.

Eu adorava viajar de avião quando era moleque. O que eu antes como uma divertida aventura agora é 50% encheção de saco e 50% terror absoluto.

A encheção de saco: desde onze de setembro, todos os passageiros de avião — especialmente os que viajam pelos EUA — são vistos como possíveis recrutas da Al Qaeda. Sob olhares desconfiados dos agentes de segurança da TSA, tenho que tirar relógio, cinto, sapato, tudo que exista dentro dos meus bolsos, e passar pelo detector de metais.

Como se isso não fosse o bastante, tenho que pisar também na polêmica máquina de backscatter xray, que permite aos agentes da TSA uma visão completa de meus órgãos genitais. Tudo em nome da segurança, né.

Como se não bastasse isso, tenho que aturar um insuportável vôo de quatro horas numa aeronave xexelenta da Continental, que é essencialmente a Viação Cometa das linhas aéreas americanas. As aeromoças são mal educadas, os acentos são apertados e desconfortáveis — especialmente os circunflexos –, e esses cornos têm a cara de pau de cobrar pelo entretenimento a bordo (os filminhos que passam naquelas telas que você vê na foto acima) e pelas refeições!

Que me lembre, o almoço a bordo dos aviões da AirCanada são digrátis. E os filminhos que passam naqueles televisores lá são gratuitos na AirCanada também, disto tenho certeza.

Pra você ter uma idéia do nível de insalubridade dos aviões da Continental, no vôo de retorno não havia essas tais televisõezinhas nos assentos. Invés disso, umas telinhas de 5 polegadas se destacavam do teto do avião, me obrigando a espremer meus olhinhos míopes pra assistir  Our Idiot Brother. E o pior, no meio do filme a imagem fica toda zoada e o comandante manda o recado que o VHS travou e vão tentar pôr outra fita.

OS AVIÕES DA CONTINENTAL PASSAM FILME EM VHS, VAI TOMAR NO CU!

Essa é a parte do inconveniente. Tem ainda a parte do terror: de uns tempos pra cá me tornei completamente paranóico em relação a vôos. Sentadona poltrona do lado da janela, é só olhar pro lado, ver aquela osciladinha característica da asa da aeronave, e crer com toda convicção do mundo que estou prestes a morrer.

"Em caso de emergência, estas serão as saídas que você não usará pois seu corpo foi completamente desintegrado graças às forças naturais da gravidade e inércia""

E quando o avião dá aquela QUEDA? Pros não-iniciados, o que acontece às vezes é que a turbulência faz com que o avião aparentemente DESPENQUE do meio do ar, tal qual o Fiat Uno do seu pai quando passa por um buraco. É sinistro, é de borrar a cueca, e é incompreensível como um objeto que voa pelos ares é capaz de “cair num buraco” desse jeito.

Lá pelas tantas no meio do meu terror eu ficava pensando o quão absurda é a idéia do vôo humano inventada pelos irmãos Wright. Lá estou eu, a 30 mil pés de altura, voando a uns 500 quilômetros por hora, comendo uns M&Ms e lendo a revistinha do Homem Aranha. É um negócio completamente aberrante.

Fila de embarque em Houston, no Texas (também conhecido como Goiás americano)

Então, depois de uma oito horas de vôo — e uma correria filha da puta no aeroporto de Houston, TODA VEZ que passo lá os cornos responsáveis pelo tráfego aéreo ficam  mudando os portões de embarque e eu tenho que correr desesperadamente, ao ponto de um ataque cardíaco, pra chegar do outro lado do aeroporto a tempo de embarcar –, chego no glorioso estado da Flórida.

E precisei me acostumar com isso aqui também:

Como vocês talvez saibam, eu tenho uma dependência quase terminal de internet. Por aproximadamente 2 horas em solo americano me resignei a não poder me comunicar com meus amigos de bolso; logo em seguida comprei um plano de dados roaming caríssimo só pra não ter que me abster da internet móvel.

 

Nunca na vida valorizei tanto 40 megabytes

Os melhores momentos da viagem:

O Swap Shop, que é uma mega feira bizarra no coração de Fort Lauderdale. Fui lá a fim de comprar videogames antigos pra minha coleção. Achei alguns, mas os malucos lá tavam me cobrando valores safados (tenho cara de turista?) e acabei saindo de lá de mãos vazias.

Vende de TUDO lá: roupas, brinquedos, eletrônicos de procedência duvidosa, tudo mermo. Pra galera de Fortaleza, esse Swap Shop é como se fosse uma Feira dos Pássaros. Só que não dá pra dizer que é uma “Feira dos Pássaros americana” porque não vi um americano sequer no estabelecimento; era tudo mexicano, cubano, haitiano e até mesmo alguns brasileiros perdidos.

Aliás, passou do meu lado um mexicano tradicionalíssimo, com poncho, chapeuzão, barba e bigode do jeitinho que manda o figurino. Se a indumentária do cara fosse cor de rosa, eu teria berrado emocionado “ERES TÚ, CORMANO, CABRON!”

Aquele lugar é uma torre de babel de idiomas latinos. Eu fiquei com a impressão de que se eu berrasse “LA MIGRA!” não sobraria ninguém no estabelecimento inteiro.

O outro ponto alto da viagem foi, obviamente, o Universal Studio.

 

Possivelmente a foto mais bonita que já tirei, apesar de torta

Fiz uma viagem pros EUA em 1999 com a família inteira, e fui no Universal Studios. Apesar da viagem ter sido FODA, eu tinha um trauma dela: meu pai já tinha estourado todas as verbas que tinha e as que não tinha pra levar uma família de cinco pra passar 20 dias no exterior; não sobrou muita grana pra comprar brinquedinhos e lembrancinhas no parque.

A memória do passeio foi incrível e é uma das que guardo mais profundamente no ventrículo mais gorduroso de meu coração cearense; entretanto, era foda passar pelas gift shops e não poder comprar nada. Era triste demais.

Portanto dessa vez eu fui pra Orlando motivado a estourar minha grana toda comprando bonequinhos e chaveirinhos e o caralho a quatro, pra exorcisar o demônio da desilusão infantil da minha alma.

Acontece que eu não tive vontade de comprar NADA, e acho que é por dois motivos: primeiro, porque quando adulto brinquedinhos com temas de filmes são um pouco menos interessantes — abro exceção só pra filmes absolutamente icônicos que moldaram minha infância –, segundo porque morando no Canadá, esse tipo de souvenirzim  de apelo nerd não é mais tão exclusivo a uma ida a parte temático.

POR EXEMPLO: quando fui ao Universal pela primeira vez em 1999, eu fiquei vidrado nos bonequinhos e nas traquitaninhas de Exterminador do Futuro. Tinham chaveiros, camisetas, copos, etc. Obviamente não pude comprar nada, porque eu tinha 15 anos, nenhum puto no bolso, e acho que àquela altura meu pai já tinha estourado oito cartões de crédito trazendo a família toda pra tão maravilhosa viagem.

Era muito difícil (impossível?) achar brinquedos de Exterminador do Futuro no Brasil nos anos 90, jamais vi nenhum. Acontece que aqui no Canadá, onde moro há quase uma década, este não é o caso: tem bonequinho do filme em tudo quando é loja de brinquedo, por causa da mais recente continuação da franquia. Até o 7/11 faz promoção dando copos comemorativos de filmes desse tipo por mixaria.

Por isso, esses souvenirs perdem um pouco da graça e acabei não comprando é nada.

E esta foi a minha viagem pra Flórida.

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Categorias: Vida maldita

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

2 Comentários \o/

  1. Bruno says:

    Com esse título pensei que iria falar sobre o hobbit XD