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Lavando as roupas

Postado em 9 May 2012 Escrito por Izzy Nobre 32 Comentários

Estou neste exato momento neste portentoso estabelecimento:


Sim, tal qual um habitante de uma sitcom eu faço a lavanderia fora de casa.

E sim, “fazer a lavanderia” não é uma expressão que faça muito sentido em português. É que o costume de falar “do the laundry” acaba fodendo a maneira como eu traduzo a expressão.

Isso é comum com imigrantes, aliás. Minha mãe diz que tem um “apontamento” com o dentista, tinha um amigo nos EUA que dizia que estava só “parqueando” o carro, e por aí vai.

Então. Meu prédio tem uma lavanderia, mas usa-la é como fazer uma vasectomia com uma serra elétrica: não é a melhor alternativa para a tarefa.

Há apenas UMA máquina de lavar no meu prédio. Em contrapartida, habitam nele dúzias de filhos da puta — e a alcunha vale neste caso porque estes cornos malditos têm o hábito de impacientemente abrir a máquina de lavar (com suas roupas ainda dentro) e deixar a porta aberta, o que aborta o processo de lavagem, SÓ PELA FILHA DA PUTICE ESPORTIVA.

(Pelo menos essa é minha teoria.)

E obviamente é impossível pegar o filho de uma puta lampeira de beira de estrada que faz isso. Decidi então abandonar a lavanderia do prédio e agora sou um fiel cliente dessa SPARKLE COIN-OP LAUNDROMAT.


Como funciona o negócio?

É simples: traga suas roupas sujas e algumas moedinhas e você essencialmente “aluga” as máquinas de lavar e secar. É recomendável trazer sabão também, mas o estabelecimento tem umas vending machines com sabão.

As máquinas de lavar são operadas por CAD$2.50. Caso você seja um sujeito esperto, entenderá que CAD$ é o símbolo para dólar canadense (assim com US$ é o símbolo de dólar americano; o US significa “United States”. Acompanhado do cifrão, “United States Dollar” ou USD como você já deve ter visto em lojas online gringas).


Sim, obviamente você corre um certo risco de exibir suas vestes íntimas com manchas fecais para completos desconhecidos.

Para evitar isso, um conselho que eu dou é aprender a se limpar direito, seu asqueroso.

Hoje no entanto não corro esse risco porque o local está completamente vazio, como você pode ver por estas fotos. Além do fato de que eu domino o skill de asseio e higienização banheirística.

Aliás, não estou usando licença poética pra narrar o texto como se estivesse escrevendo no meio da lavanderia — eu estou realmente aqui neste exato momento.


Inclusive, no meio deste texto eu parei pra pensar que talvez fosse mais interessante fazer um Daily Vlog aqui, em vez de um texto chato.

Como não há ninguém aqui, eu não passaria vergonha conversando com uma câmera. E creiam-me: mesmo após anos gravando esses videozinhos no meio de populares que certamente julgam-me como autista, até hoje ainda dá uma certa vergonha.

Então talvez eu deveria ter me aproveitado da oportunidade da lavanderia vazia pra fazer um vlogzinho mostrando mais uma pecularidade da vida norte-americana sem passar vergonha no processo.

Estou atualmente numa encruzilhada criativa, em que nunca sei se um tema ficaria melhor num texto ou num vídeo. Sei que vocês darão comentários prestativos detalhando os prós e contras de cada um.

A propósito, esse negócio de transformar uma tarefa monótona do dia a dia em conteúdo pro site/vlog é bacana. Seria impossível fazer isso sem o iPad e o iPhone…

Opa, minhas roupas secaram. Abraço!

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comments

Categorias: Vida maldita

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

32 Comentários \o/

  1. Marlon says:

    “Além do fato de que eu domino o skill de asseio e higienização banheirística.”

    PROCURE CAGUEI TAPETE NO GOOGLE E ESSA FRASE DEIXARÁ DE FAZER SENTIDO.

  2. Trovalds says:

    Barato pra besteira lavar e secar aí… aqui quando acha é R$ 15, 20 e olhe lá. Aliás eu levava minha roupa em uma Laundromat na década de 90 pra lavar, mas como não tinha saco (nem tecnologia) pra ficar esperando tudo ficar pronto, pagava o vallet e deixava alguém cuidando das minhas “freadas”. E de quebra aproveitava e pagava pra passar também. Aliás passar roupa hoje em dia deveria ser crime com a quantidade de tecidos que não amarrotam à disposição. Quer dizer, até funcionaria em lugares com temperaturas agradáveis.

  3. Danilo says:

    Falando em apontamentos e parqueamento de carros, há também a palavra “realized” que às vezes é confundida com “realizei” (o JP do nerdcast fala essa direto). hehe

    Sem mais.

  4. Felipe says:

    Na minha época de solteiro eu sonhava com uma LAUNDROMAT aqui na minha cidade!!!Mas a única que tinha era um lixo!!!

  5. Vitor says:

    Engraçado você,que já cagou no tapete do banheiro,falar que domina a habilidade de asseio e higiene banehirística. 😀

    Nós nunca nos esqueceremos Kid.NUNCA!

  6. Bruno says:

    Prefiro texto pra não ter que olhar pra essa sua cara.

  7. Paulo Penante says:

    Kkkkkkkkkkkk, pode crer, o texto ficou legal. É nessas horas que você percebe que a vida de determinados países são muito diferentes, inclusive em coisas básicas como nessa ocasião.

  8. Leandro says:

    Adoro seus textos, mas prefiro os videos =)

  9. @GabrieloL says:

    O post ficou bom e interessante. Apesar que acho que essas peculiaridades diferentes daqui do Brasil, são mais legais vistas “na prática”( ou seja, em vídeo).Só que sou meio suspeito para opniar.Apesar de ler a maioria dos seus posts prefiro o conteúdo em vídeo.

  10. Melina says:

    Prefiro texto, quase nunca assisto vídeos.

  11. RAMONE says:

    Acho meio nojento ficar compartilhando máquina de lavar.
    Não rola tu comprar uma lavadora não??

  12. Junior Pellin says:

    Os textos sempre serão melhores que os vídeos.

  13. capacle says:

    ESCREVA, Kid. E obrigue essa geração maldita a ler mais do que 140 caracteres…

    E escrevendo você foge do seu vício vlogístico de repetir o sujeito depois de orações subordinadas adjetivas explicativas. 🙂

  14. Tatazete says:

    É… esse texto foi meio prolixo..

  15. Curiosidade de quem nao mora no canadá: Ai nao é costume ter maquina de lavar roupas em casa? Essa questao de “lavanderia de predio” parece interessante…economiza em dinheiro (nao preciso ter uma maquina, nem dar manutencao) e espaço (um monstro a menos dentro da minha casa), mas o custo compensa? Tai uma ideia pra ganhar dinheiro no .BR… 🙂

  16. Z3hr0_C00l says:

    Ainda abro uma franquia desses trecos aqui em Fortaleza.

  17. Rafael says:

    Acho que tudo que você escreve do “dia a dia”(ou dia-a-dia sei lá como é to com preguiça de procurar) seria melhor em video…

  18. teachergalhardo says:

    Eu gosto dos textos. They’re funnier.
    E tal qual 90% das pessoas que leram isso, também lembrei da cagada no tapete.
    OSHSOUHOSUHOUH

  19. Fernanda says:

    raríssimas vezes assisto os vídeos pq costumo acessar o hbdia do trampo, ou seja…
    adorei o texto 😉

  20. Og Fux 69 says:

    Prefiro textos, no geral.
    Continue com o HDB, mas os Daily Vlogs podem tranquilamente sair em forma de texto que é mais legal ainda :3

  21. Ogaiht says:

    Nos EUA e Canadá não existe o costume de se ter uma lavadora em casa?

  22. Gosto de textos sobre o cotidiano. Qual app vc usou pra fazer esse gifzinho Izzy?

  23. Gosto de textos sobre o cotidiano. Qual app vc usou pra fazer esse gifzinho Izzy??