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Minha primeira vez num cassino

Postado em 12 January 2011 Escrito por Izzy Nobre 64 Comentários

O nosso cérebro é um fanfarrão.

Após anos vendo a palavra “cassino” sendo escrita apenas com um S, usar a grafia portuguesa me dá aquela desconfortável sensação de que a palavra está errada.

Sabe quando o MS Word traça aquelas linhas vermelhas embaixo de uma palavra escrita errada? Então, é isso que minha mente está fazendo neste exato momento.

Enfim. Outro dia aí fui num cassino pela primeira vez.



Na última quinta feira o Trevor, meu inseparável companheiro de aventuras (viado é o corno do seu pai, jamais esqueça), me arrastou pra um dos vários cassinos daqui de Calgary. Alberta é província indígena, e os maiores símbolos de tais áreas são a cerveja barata produzida pelos silvícolas e a miríade de cassinos que o governo os permitiu construir numa tentativa de equilibrar o alegórico “placar histórico” com os índios.

“Casino” é que deve parecer estranho pra vocês, né?

Aliás, um pequeno parênteses — quer dar um tilt no seu cérebro? Repita a palavra “cassino” nove vezes.

Repita mais uma, só pra arredondar. Você notou que a palavra começa a parecer estranha… sem sentido? Parece apenas um som aleatório, né? “CA CI NU”.

O nome disso é “saturação semântica“.

Voltemos ao assunto.

Além das fortunas que esses estabelecimentos geram pras comunidades indígenas, nativos também não pagam impostos, têm incontáveis programas federais de assistência financeira e podem ir à faculdade de graça.

Eles são até mesmo julgados em tribunais separados, e de acordo com um outro código penal – geralmente mais leniente a certos crimes que eles culturalmente encaram de forma diferente.

Eu diria que esses filhos da puta receberam um excelente negócio, já que eu que não tenho porra nenuma a ver com a opressão deles continuo pagando boa fatia desses benefícios deles através dos muitos impostos que pago (só pra tem dar uma idéia, pago mais de SETECENTOS dólares em impostos POR MÊS, putaquepariu, mas divago).

Nunca fui a um cassino antes. Ao contrário do meu (antigo) desgosto por bebidas alcoólicas, ao menos tenho uma boa desculpa pra cabacice no campo dos jogos de azar — cassinos são ilegais no nosso amado país, e portanto o gosto pelo “gambling world” é algo que nunca adquiri. Isso pra não mencionar o fato de que eu também não tinha dinheiro sobrando quando morava no Brasil.

Dinheiro de qualquer categoria era algo meio raro pra mim, dinheiro SOBRANDO era uma espécie mais rara de dinheiro ainda.

Trevor passou aqui em casa às oito da noite (sério, “vinte horas” é uma baitolice sem tamanho) e momentos depois estávamos a bordo da luxuosa BMW do infeliz, conversando sobre trivialidades dos nossos trabalhos, circulos sociais e vidas sexuais. O cassino ficava consideravelmente longe da minha casa, literalmente do outro lado da cidade.

Demorou mais ou menos meia hora pra chegar ao lugar. O moleque estacionou o carro, e começou a me dar advertências sobre cassinos: eu deveria entrar com uma quantia fixa e não usar nem um centavo a mais que o pre-estipulado.

Por exemplo, ele trazia 60 dólares no bolso, adornados por um luxuoso clipe de ouro que provavelmente valia mais que a quantia que o clipe segurava. Essa era a única quantia que ele estava disposto a gastar naquela noite; caso uma maré de azar levasse toda aquela grana embora, o prudente seria resignar-se à perda, encarar pela última vez os peitos das várias gold diggers que enfeitavam o estabelecimento e voltar pra casa.

Nem prestei muita atenção na ladainha dele, porque ela não era nada que eu já não soubesse. Minha experiência prática com cassinos naquele momento era nula, mas Hollywood havia me ensinado que a ruína do jogador vem justamente do desejo de recuperar o dinheiro perdido apostando mais dinheiro ainda. A Casa sempre ganha.

Entramos no cassino. A melhor forma de descrever o interior do cassino é usando a expressão gringa “sensory overload”, ou seja, sobrecarga dos sentidos. As luzes dos incontáveis caça-níqueis e os diversos barulhinhos produzidos por estes era estonteante. Nunca vi tanto neon na vida.

Como não costumo carregar dinheiro em espécie, fui ao caixa eletrônico pra tirar uma grana. Os caça níqueis estavam lotados de gente de todo tipo – vovozinhas, motoqueiros estilo Hells Angels, um ou outro nerd asiático, e um perfeito exemplo das supracitadas gold diggers.

Gold diggers são as mocinhas (leia-se strippers/prostitutas) que costumam perambular cassinos à caça dos jogadores mais sortudos.

Esta que ocupava o caça-níqueis seguia a cartilha perfeitamente – vestido preto impossivelmente curto, seios turbinados quase tocando no queixo, maquiagem, salto alto, bronzeado artificial, e uma longa cabeleira escura. A pequena fila na frente do caixa eletrônico me dava um tempinho extra pra apreciar a estética da mulher.

Como é de praxe, estava prestes a amaldiçoar meu compromisso romântico, e aí lembrei que ser solteiro não aumentaria minhas chances de conseguir alguma coisa com uma mulher daquela espécie.

Ou essa aí é muito burra“, interrompeu Trevor, “ou a noite hoje tá azarada pra essa turma. Gold diggers não costumam perder tempo com caça níqueis, elas orbitam as roletas ou as mesas de blackjack“.

Hmmm“, balbuciei. Os seios da mulher eram esferas perfeitas. Ela notou que eu a encarava, e ajustou o vestido, mas não pra obscurecer minha visão dos seios dela, pelo contrário. Ela ergueu as mamas ainda mais no vestido. Os peitos estavam tão espremidos um contra o outro que nem um alfinete passaria pelo decote.

Desgraçada. Ela parecia colocar as moedinhas no caça-níqueis bem casualmente, quase de maneira entediada. Parecia estar esperando alguém, olhando em volta e tal.

O LCD caixa eletrônico me perguntava quanto dinheiro eu queria extrair. Digitei “20” e lembrei da gold digger no caça-níqueis. Não que eu planejasse conseguir alguma coisa com a menina, mas não queria passar vergonha com uma humilde notinha de 20 dólares. Se eu tivesse com bastante grana, ao menos as pervas pensariam que eu era algum tipo de nerd bem sucedido Bill Gates-style.

Tirei 200, mas era só pra efeito — eu estava decidido a não gastar mais que 40 no cassino. Trevor não sabia disso, e ele soltou um impressionado “Whoa, dude“. Abri a carteira pra guardar a grana e notei que a gold digger, como boa profissional no ramo de extrair dinheiro de homens dominados por hormônios, estava de olho na fila do ATM. Ela sorria pra mim.

Ri mentalmente da cara de pau dela. “A infeliz nem sequer tenta disfarçar!“, pensei enquanto colocava as notas ostensivamente na carteira. Mal sabia ela que mais da metade dessa grana nem sairia da carteira e já estava destinada ao aluguel deste mês.

Foi aí que eu percebi porque a mulher estava no caça níqueis pertinho do caixa eletrônico — é pra poder ficar de olho nos endinheirados e saber em quem atacar! Essa tem tino pro seu negócio.

Trevor estava animado pra jogar poker, mas eu protestei. Uma coisa é jogar poker sem compromissos com amigos no trabalho; outra coisa totalmente diferente é entrar numa sala de poker num cassino, populada por dealers e jogadores profissionais, do tipo que ganha a vida com o jogo.

Meu nível de domínio no jogo me dá permissão ao primeiro cenário, não o segundo. Sugeri algo mais apropriado pra um jogador de primeira viagem. Trevor concordou, e me levou às mesas de Blackjack.

Blackjack é o único jogo de cassino em que o jogador tem boas chances de se dar bem. Desde que li Bringing Down the House (excelente livro que deu origem ao mais-ou-menos 21), tive vontade de jogar Blackjack.

O jogo é simples – o dealer te dará duas cartas, e comprará outras duas. Você pode pedir mais cartas, ou parar se já tiver uma soma boa.

Quem obtiver soma mais próxima de 21, ganha. Quem passar de 21, perde. Como o dealer é obrigado a parar em 17, você tem vantagem. Às vale como 1 ou 11, você escolhe qual. As figuras (ou seja, Rei, Dama e Valete) valem 10. Acertar 21 em cheio te rende 15 dólares.

Ou seja, é simples o bastante pra permitir que noobs joguem com considerável nível de habilidade, mas complexo o suficiente pra permitir bastante nuances e estratégias.

O que os filmes não deixam óbvio, entretanto, é a série de pequenos e imperceptíveis protocolos que os jogadores devem seguir.

Por exemplo – a cada ficha apostada, sua mão deve se manter o mais longe o possível dela, pra impedir que espertalhões coloquem uma ficha extra no monte ao notarem que a jogada é vantajosa pra eles.

Ou, da mesma forma, pra impedir que o cidadão subtraia fichas da pilha ao dar de cara com uma má jogada. As mãos devem ficar longe da área de apostas durante as jogadas, e é por isso há um grande espaço entre a borda da mesa, e o circulozinho onde as suas apostas são feitas.

Da mesma forma, você não pode simplesmente dizer “hit me” ou “hold” quando o dealer te pergunta se você quer mais uma carta. Este é um erro frequente de filmes; o correto (ao menos aqui em Alberta, não posso falar nada sobre Vegas) é dar tapinhas na mesa pra pedir mais uma carta, e acenar com a mão quando está satisfeito.

(A propósito, na América do Norte ninguém diz “Las Vegas”. O mais comum é o informal “Vegas”.)

O motivo disso é que não são raros os safados que tentam enganar o dealer, alegando que pediram pra parar e não por uma nova carta, quando esta se revela desvantajosa. Por isso, há câmeras apontadas diretamente pras mesas, capturando todos esses pequenos gestos dos jogadores. Os tapas na mesa ou acenos são registrado no vídeo, então não adianta safadear.

Resumindo: se você apenas falar “me dá outra carta” ou “não, chega”, o dealer faz cara de desentendido. Ele só se manifesta se você executar os gestos.

Tocar nas suas cartas é considerado crime gravíssimo. Apesar das câmeras e dos olhos atentos do dealer, há sempre a possibilidade de que o jogador é um prestidigitador profissional tentando trocar cartas quando menos se percebe.

Acredite, há mais pessoas tentando ganhar a vida trapaceando em cassinos do que você imagina. Fui dar um tapa na mesa pra indicar o pedido por uma nova carta, mas toquei na minha carta ao invés da mesa, o que resultou numa firme e envergonhante advertência do dealer (“Sir, please do not touch the cards“). Os caras levam a parada muitíssimo a sério.

O jogo em si foi fenomenal. Apesar dos 200 dólares na minha carteira, me limitei a trocar uma mísera nota de vinte dólares por fichas. A aposta mínima nas mesas de blackjack era 5 dólares, então peguei ridículas QUATRO fichas pra jogar — enquanto todos os outros jogadores na mesa tinham 15, 20 fichinhas.

Não havia nenhuma gold digger por perto pra tentar impressionar, era realmente uma noite lenta.

Apesar de saber as regras na teoria, durante a ação do jogo é muitíssimo fácil perder a noção das estratégias e até mesmo das somas das cartas – o ambiente é meio intimidante, com tanto segurança-armário perambulando o lugar e o tom sério do dealer.

Entretanto, entra aí a outra vantagem do blackjack – na maioria dos outros jogos de cassino, você está jogando contra os outros jogadores. Em blackjack, todos na mesa estão jogando contra o cassino.

Por causa disso, o clima de camaradagem é instantâneo. Os outros jogadores festejam suas vitórias, e lamentam suas derrotas junto com vocês. Não foi difícil entender por que tanta gente se vicia no jogo.

Nossos companheiros de mesa eram outros dois moleques da nossa idade. Dois roughnecks, ou seja, aqueles malucos sem família e sem muitos amigos que se mandam pros isolados campos petrolíferos no gélido norte da província. Nego ganha uma fortuna (alguns desses sujeitos fazem mais de oito mil dólares por mês), mas vive em condições nojentas, sem amizades ou atividades sociais.

Uns 90% dos sujeitos que se metem nesse tipo de trabalho estão fugindo da polícia ou tomaram pé na bunda da namorada e querem se isolar do mundo. Tem que ser meio louco pra topar a parada, especialmente considerando que o trabalho é duro pra cacete.

Os moleques vestiam os costumeiros trajes utilitários da profissão – botas sujas, macacões jeans e tal — e exibiam uma pilha absurda de fichas. Um deles tinha mais de quinhentos dólares na mesa, o outro tinha um pouco mais que isso.

A vodka numa mão e as pilhas de fichas na outra faziam os moleques parecerem mais velhos do que realmente eram. Me senti imensamente humilhado com meus míseros 20 dólares em fichas na mão.

Os caras estavam perdendo bastante dinheiro, mas aparentemente estavam se divertindo a valer. Eles riam frequentemente a cada lance, e paravam de rir apenas pra pedir mais bebidas. Eles nos ofereceram drinks, recusamos polidamente. A nova rodada começou.

Tanto os dois roughnecks quanto o Trevor me davam conselhos sobre o jogo o tempo todo – quando pedir nova carta, quando parar, e a lógica por trás de cada decisão. Com os conselhos deles, me dei muito bem, e a um certo momento estava com quase 50 dólares de lucro.

Logo em seguida, pra variar, comecei a me foder. Uma onda de azar se jogou em cima da nossa mesa e todos perdemos várias rodadas consecutivas. Acabou me sobrando UMA ficha, e senti pela primeira vez aquela sensação que jogadores obsessivos devem sentir diariamente – fiquei com vontade de trocar mais dinheiro por fichas, pensando que “agora a sorte vai mudar!”.

Me controlei e, ao invés de comprar mais fichas, apostei minha última. Miraculosamente, fiz um blackjack — faturei de cara os 15 dólares e minha pilha voltou às 4 fichas originais. Joguei por mais algumas rodadas e acabei saindo num belo lucro: a noite me rendeu 42 dólares.

Decidimos que era melhor sair enquanto ao menos UM de nós estava ganhando. Demos uma gorjeta ao dealer, nos despedimos dos roughnecks (que continuavam rindo sem parar) e fomos pra casa.

E estou desde então controlando a vontade de voltar ao cassino.

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comments

Categorias: Vida maldita

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

64 Comentários \o/

  1. Creio q os bingos do centro de fortaleza não sejam considerados CASSINOS

  2. Seifeer says:

    ê kid, o microondas vai queimar de tanto requentar posts.

  3. Geovanni says:

    revivendo textos LOL

  4. Lucian says:

    Po, esse texto é old. Eu já havia lido ele. Kid Malandrããããooooo.

  5. Renan de Souza says:

    haha q massa. Pena q não tem cassino (ou casino) no Brasil…

  6. BCP says:

    Bom texto kid!

    Só uma sugestão, que tal tu fazer um texto sobre os roughnecks? Digo, sobre o que é, o que fazem e pah! As vezes tem alguns camaradas aqui no brasil que topariam se enfiar numa planície gelada por alguns meses e ganhar uma boa grana!

  7. Adriano says:

    Kid, pagar 700 dólares em imposto pra viver num país em que as coisas funcionam, é justo. Pagar o que a gente paga de imposto (que vem em qualquer porcaria que você compre) e não ter feedback é uma puta falta de sacanagem.

  8. […] This post was mentioned on Twitter by izzynobre and others. izzynobre said: TEXTO NOVO: Minha primeira vez num cassino http://t.co/KsfmyA7 (RT ou gonorréia no coração) […]

  9. Ronaldo says:

    Legal foi quando eu acertei o número na roleta. Troquei R$ 30,00 (dava uns 60 pesos, na Argentina) e fui pra mesa. Perdi quase todas as fichas, e com a última ficha eu acertei a parada. Fiquei tri felizão, mas logo depois perdi de novo. haha

    Mas o vício é o que preocupa. Lembro que uma vez tinha um cara jogando em duas mesas de roleta ao mesmo tempo. As fichas do cara cobriam quase metade do tapete, parecia que o cara tinha metade do mundo no War.

  10. AndreR says:

    perae, eu ja li isso antes…

  11. Dan says:

    A história é realmente foda… mas quando li o título achei que fosse continuação da outra vez que você postou sobre sua primeira vez no Cassino (esse mesmo texto por sinal, com leves mudanças). Foi proposital?

  12. Hawk says:

    Nunca fui em cassino, mas tenho curiosidade. Como não sei jogar nada -- nem blackjack -- vou jogar só nos caça-otários mesmo.

  13. Gutenberg says:

    Eu tenho certeza de que já li esse texto antes… novamente se copiando )para cumprir a promessa de ano novo), Kid?

  14. Cara, se tu não fala, eu até hoje eu não sabia que as cartas de Blackjack não podem ser tocadas e ficam viradas para cima o.O

    Ingenuidade mesmo 😛

  15. wallacy says:

    Aê, fiquei com vontade de trabalhar nessas ondas aí de roughnecks!

  16. Spoks says:

    Pô, texto repetido (por melhor que seja) não vale!

  17. Peitinho Face says:

    A propósito, como ganhar dinheiro no casino(escrevendo só com um s pq nem existe no Brasil, então não faria sentido escrever com dois s): vá na roleta, inicie apostando no vermelho/preto uma quantia X. Se ganhar, vá pra casa, se perder, da próxima vez aposte 2X, e assim por diante, até você ganhar. Único risco é você perder 10 vezes e ficar sem dinheiro pra proxima aposta.

  18. VCR says:

    Sempre quis ir jogar em algum cassino, acho que teria o auto-controle necessário para não sair completamente fodido de lá.

  19. Gladiador says:

    A tua história é semelhante às minhas primeiras idas a cassinos em ptgal, com a diferença que eu tinha 2 critérios de saída: se perdesse 50 Euros ou se dobrasse esses 50 Euros. Fiz isso quatro vezes, o que na época me deu um lucro total de 500 reais. Com isso me acostumei com uma coisa:

    Não ia me dar ao trabalho de contar cartas, queria me divertir e beber, e eles usavam muitos baralhos e provavelmente eu ia me perder, mas era perceptível quando o baralho estava bom para todo mundo e também quando a banca destruia as fichas de todos mundo, sempre numa espécie de ciclo.

    Em Buenos Aires, de posse desses conhecimentos, consegui multiplicar meu dinheiro por 4 trocando de mesa quando davam algumas derrotas seguidas e observando antes de entrar na próxima.

    Claro que nem sempre funciona :p no dia seguinte a multiplicar por 4 perdi metade desse dinheiro em menos de 10 minutos

  20. K says:

    Um post por dia com reptecos não vale..

  21. charles says:

    Tenho a impressão de já ter lido esse texto.. mas divago..

  22. marcelo says:

    É impressão minha ou esse post já rolou por aqui?

  23. Pedro says:

    Poxa Kid, não entendo como a família da tua mulher pode gostar de tí. Tu é brasileiro, feio, e ainda diz publicamente que fica olhando para putas na rua.

  24. iGameBR says:

    Cassino deve ser ilário

  25. Ricardo Chaves says:

    Vixxee.. Cassino é bronca!! se o cara não se ligar perde a grana toda! Eu já fui e sei como é UAHUAHAUH

  26. Pedro Netto says:

    “só pra tem dar uma idéia, pago mais de SETECENTOS dólares em impostos POR MÊS, putaquepariu, mas divago”. Acho Justo…

  27. Lord says:

    “”AndreR:

    perae, eu ja li isso antes…
    January 12th, 2011 | 3:56 pm””

    Somos dois caro AndreR… E não é a primeira vez, em outras oportunidades jurei estar tendo um Déjà vu.
    Em outras situações deixei passar, mas como o Kid esta com promessa de postar todos os dias tinha que confirmar…

    Exatamente este texto foi postado em Novembro de 2008.
    Link aqui: http://hbdia.com/wordpress/2008/11/28/minha-primeira-vez-num-cassino/

    —-
    Ao menos nessa repostagem você poderia corrigir os errinhos né Izzy… “nenuma” em vez de “nenhuma” na segunda linha do 5º parágrafo.
    —-

    Abraçss

  28. Lord says:

    Digo,
    Correção -> “nenhuma” ao em vez de “nenuma”…

    Ainda vou num cassino um dia *.*
    15 dólares acertando 21 ou próximo a isso?
    Parece meio pouco, nos filmes os caras quebram a banca num fds jogando isso… =O

  29. ptrzanoto says:

    repost of a repost of a repost of a repost.
    TCHUBIFUCKINRUBA
    TÁ PARECENDO O /b/
    izzyfolgadobl0x

  30. Leonardo says:

    comecei a ler e pensei “perae, eu ja li isso antes…” [2] acrescentou algo ? se sim talvez eu termine de ler 😛

  31. ~ says:

    Nota: “Outra vez” não foi pleonasmo, é que repostar é um hábito recorrente da sua pessoa.

  32. Zuaquim says:

    Porra Kid, republicando texto de 2008? Trapaceando pra cumprir a promessa? Fanfarrão!

  33. leitor says:

    Outro repost

  34. _Mauricio says:

    Hm, repost. Espero que você não delete meu comentário denovo

  35. Pedro says:

    Tá valendo post velho como parte do “um-poste-por-dia”-deal, é?

  36. Ian Niemeyer says:

    quer ver eu dar um tilt no seu cérebro ?

    se você repetir ”Cassino” várias vezes começa a soar como ”Sinuca”

  37. melo says:

    A cada dia que passa eu gosto mais da tua promessa. Parabéns por ter força de vontade de escrever textos de tanto tamanho e qualidade diariamente.

    Quanto ao cassino, é realmente viciante. A última vez que eu fui em um (na Argentina), comprei 5 dólares em fichas só para ganhar um drink free, e acabei ganhando 300 dólares no caça-níqueis 😀

  38. Ygor says:

    8 mil doletas? Como se faz para ser um Roughneck? Parece negócio por alguns meses. (Deixe de ser uma bicha egocêntrica e me ensine a ser um roughneck)

  39. Ivan says:

    Poxa cassinos devem ser legais mas Chubirubas são bem melhores…. !

  40. Ivan says:

    Poxa cassinos devem ser legais mas Chubirubas são bem melhores…. !

  41. ReVo says:

    O livro é muito bom e no Brasil se chama “Quebrando a Banca” -- Ben Mezrich; Editora Companhia das Letras. Foi uma das coisas que despertou a minha curiosidade por técnicas mnemônicas. Se quiser saber mais recomendo os livros do Dominic O’Brien (banido dos cassinos) ou Harry Lorayne. No Brasil, Alberto Dell’Isola é o destaque.

  42. Guilherme says:

    agora só falta aprender a contar as cartas

  43. Quandt says:

    Cara, próxima vez bata umas fotos com o iPhone do Cassino que você for, e também das chubirubas… 🙂

  44. Alexandre says:

    Kid, voce ainda reclama dos seus impostos… so do meu salario o governo de Ontario tira mais de $4,000 por mes…

    Que saudades de Alberta :/

  45. Og Fux 69 says:

    ”alguns desses sujeitos fazem mais de oito mil dólares por mês…”

    O QUÊ? O QUE FOI QUE VOCÊ DISSE?

  46. Ajax says:

    Deja li…

    Mas enfim, bom texto. Tenho uma puta vontade de ir num cassino tambem, mas Brasil é tenso, sabe como é.

  47. Skooter says:

    Putz, ninguém percebeu que ele requentou um post de 2008?

  48. Gabriel Oliva says:

    Você tentou pegar uma gold diggers Tgata que eu sei.

  49. Elis says:

    Cassino: sonho de consumo de toda pessoa que já viu algum filme referente a despedidas de solteiro. lol

  50. @engdavirocha says:

    Muito bom o post, estou com Chubiruba preguiça de escrever mais e quero saber mais sobre esses caras do gelo ai

  51. @Peitinho Face: Esse algoritmo (de dobrar a aposta a cada derrota) não funciona sempre, já que além do que você falou de poder ficar sem dinheiro para a próxima aposta (a aposta mínima na cor geralmente é de U$ 5), há uma aposta limite na roleta. No único cassino em que fui, se não me engano o valor era de U$ 300, o que dá seis jogadas (5, 10, 20, 40, 80, 160) já que a sétima seria de U$ 320.

  52. Thomaz says:

    Esse livro… é aquele do ben mezrich? que em pt-br fica ‘quebrando a banca’?
    Sou doido pra ler esse livro.. mas quando chego pra comprá-lo tenho pena de dá R$50,00 nele e, ao invés disso, compro outro de 20 e poucos pra sobrar grana =|

  53. Dennis says:

    O Cassino é uma coisa automaticamente viciante ahahahah ainda mais quando se ganha.

  54. Fuzaro says:

    Cara, tu deu quanto de “gorjeta” pro dealer ? (taí uma coisa que sempre quis saber) Fica meio “cara de pau” fazer isso ou é natural ?

  55. Anderson says:

    O que é esse texto? Um kibe de si mesmo?!?!?!?!

  56. Liu says:

    Eu que sou dislexica saí da introdução do texto com mais um problema… é cassino ou casino? mais um pra coleção…

    Me lembrou de um livro de Dostoiévski, o jogador, onde Aleixei Ivanovich fala dessas emoções e análises antes de jogar…
    bem legal!

  57. Serginho says:

    Sempre que vou a Calgary, vou ao Casino. Mas que nem vcs.. estipulo uma quantia (60 a 80 dólares) e fico de boa, me divertindo. Mas eu curto mesmo é roleta. Experimente qualquer hora.. é divertido. Ah.. o Stampede é bem mais legal que o Elbow River (imo), que só tem coreano (ou chinês.. sei lá). Abs!!!

  58. Sly says:

    Caralho, não sabia que existia um nome pra essa sensação de repetição de palavra. Acontece comigo direto.
    Quanto a cassinos, eu não gosto dessa porra. Nada que me faça arriscar o meu rico dinheirinho me dá prazer. hahaha

  59. Carlos says:

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    A grande ajuda oferecida por uma técnica mnemônica. (Palácio da Memória, se não estou enganado… ou algo parecido)