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Minha primeira vez num cassino

Postado em 28 November 2008 Escrito por Izzy Nobre 51 Comentários

Após anos vendo a palavra “cassino” sendo escrita apenas com um S, usar a grafia portuguesa me dá aquela desconfortável sensação de que a palavra está errada. Sabe quando o MS Word traça aquelas linhas vermelhas embaixo de uma palavra escrita errada? Então, é isso que minha mente está fazendo neste exato momento.

Enfim. Semana passada fui num cassino pela primeira vez.

Na última quinta feira o Trevor, meu inseparável companheiro de aventuras (viado é o corno do seu pai, jamais esqueça), me arrastou pra um dos vários cassinos daqui de Calgary. Alberta é província indígena, e os maiores símbolos de tais áreas são a cerveja barata produzida pelos silvícolas e a miríade de cassinos que o governo os permitiu construir numa tentativa de equilibrar o alegórico “placar histórico” com os índios.

Além das fortunas que esses estabelecimentos geram pras comunidades indígenas, nativos também não pagam impostos, têm incontáveis programas federais de assistência financeira e podem ir à faculdade de graça. Eles são até mesmo julgados em tribunais separados, e de acordo com um outro código penal – geralmente mais leniente a certos crimes que eles culturalmente encaram de forma diferente.

Eu diria que esses filhos da puta receberam um excelente negócio, já que eu que não tenho porra nenuma a ver com a opressão deles continuo pagando boa fatia desses benefícios deles através dos muitos impostos que pago (só pra tem dar uma idéia, pago mais de OITOCENTOS dólares em impostos POR MÊS, putaquepariu, mas divago).

Nunca fui a um cassino antes. Ao contrário do meu (antigo) desgosto por bebidas alcoólicas, ao menos tenho uma boa desculpa pra cabacice no campo dos jogos de azar – cassinos são ilegais no nosso amado país, e portanto o gosto pelo “gambling world” é algo que nunca adquiri. Isso pra não mencionar o fato de que eu também não tinha dinheiro sobrando quando morava no Brasil. Dinheiro de qualquer categoria era algo meio raro pra mim, dinheiro SOBRANDO era mais raro ainda.

Trevor passou aqui em casa às oito horas e momentos depois estávamos a bordo da luxuosa BMW do infeliz, conversando sobre trivialidades dos nossos trabalhos, circulos sociais e vidas sexuais. O cassino ficava consideravelmente longe da minha casa, literalmente do outro lado da cidade.

Demorou mais ou menos meia hora pra chegar ao lugar. O moleque estacionou o carro, e começou a me dar advertências sobre cassinos: eu deveria entrar com uma quantia fixa e não usar nem um centavo a mais que o pre-estipulado. Por exemplo, ele trazia 60 dólares no bolso, adornados por um luxuoso clipe de ouro que provavelmente valia mais que a quantia que ele contia. Essa era a única quantia que ele estava disposto a gastar naquela noite; caso uma maré de azar levasse toda aquela grana embora, o prudente seria resignar-se à perda, encarar pela última vez os peitos das várias gold diggers que enfeitavam o estabelecimento e voltar pra casa.

Nem prestei muita atenção na ladainha dele, porque ela não era nada que eu já não soubesse. Minha experiência prática com cassinos naquele momento era nula, mas Hollywood havia me ensinado que a ruína do jogador vem justamente do desejo de recuperar o dinheiro perdido apostando mais dinheiro ainda. A casa sempre ganha.

Entramos no cassino. A melhor forma de descrever o interior do cassino é usando a expressão gringa “sensory overload”, ou seja, sobrecarga dos sentidos. As luzes dos incontáveis caça-níqueis e os diversos barulhinhos produzidos por estes era estonteante. Nunca vi tanto neon na vida.

Como não costumo carregar dinheiro em espécie, fui ao caixa eletrônico pra tirar uma grana. Os caça níqueis estavam lotados de gente de todo tipo – vovozinhas, motoqueiros estilo Hells Angels, um ou outro nerd asiático, e um perfeito exemplo das supracitadas gold diggers.

Gold diggers são as mocinhas (leia-se strippers/prostitutas) que costumam perambular cassinos à caça dos jogadores mais sortudos. Esta que ocupava o caça-níqueis seguia a cartilha perfeitamente – vestido preto impossivelmente curto, seios turbinados quase tocando no queixo, maquiagem, salto alto, bronzeado artificial, e uma longa cabeleira escura. A pequena fila na frente do caixa eletrônico me dava um tempinho extra pra apreciar a estética da mulher. Como é de praxe, estava prestes a amaldiçoar meu compromisso romântico, e aí lembrei que ser solteiro não aumentaria minhas chances de conseguir alguma coisa com uma mulher daquela espécie.

“Ou essa aí é muito burra”, interrompeu Trevor, “ou a noite hoje tá azarada pra essa turma. Gold diggers não costumam perder tempo com caça níqueis, elas orbitam as roletas ou as mesas de blackjack”.

“Hmmm”, balbuciei. Os seios da mulher eram esferas perfeitas. Ela notou que eu a encarava, e ajustou o vestido. Desgraçada. Ela parecia colocar as moedinhas no caça-níqueis bem casualmente, quase de maneira entediada. Parecia estar esperando alguém.

O LCD caixa eletrônico me perguntava quanto dinheiro eu queria extrair. Digitei “20” e lembrei da gold digger no caça-níqueis. Não que eu planejasse conseguir alguma coisa com a menina, mas não queria passar vergonha com uma humilde notinha de 20 dólares. Se eu tivesse com bastante grana, ao menos as pervas pensariam que eu era algum tipo de nerd bem sucedido Bill Gates-style.

Tirei 200, decidido a não gastar mais que 40 no cassino. Trevor não sabia disso, e ele soltou um impressionado “Whoa, dude”. Abri a carteira pra guardar a grana e notei que a gold digger, como boa profissional no ramo de extrair dinheiro de homens dominados por hormônios, estava de olho na fila do ATM. Ela sorria pra mim.

Ri mentalmente da cara de pau dela. “A infeliz nem sequer tenta disfarçar!”, pensei enquanto colocava as notas ostensivamente na carteira. Mal sabia ela que mais da metade dessa grana nem sairia da carteira e já estava destinada ao aluguel deste mês.

Trevor estava animado pra jogar poker, mas eu protestei. Uma coisa é jogar poker sem compromissos com amigos no trabalho; outra coisa totalmente diferente é entrar numa sala de poker num cassino, populada por dealers e jogadores profissionais, do tipo que ganha a vida com o jogo.

Meu nível de domínio no jogo me dá permissão ao primeiro cenário, não o segundo. Sugeri algo mais apropriado pra um jogador de primeira viagem. Trevor concordou, e me levou às mesas de Blackjack.

Blackjack é o único jogo de cassino em que o jogador tem boas chances de se dar bem. Desde que li Bringing Down the House (excelente livro que deu origem ao mais-ou-menos 21), tive vontade de jogar Blackjack.

O jogo é simples – o dealer te dará duas cartas, e comprará outras duas. Você pode pedir mais cartas, ou parar se já tiver uma soma boa.

Quem obtiver soma mais próxima de 21, ganha. Quem passar de 21, perde. Como o dealer é obrigado a parar em 17, você tem vantagem. Às vale como 1 ou 11, você escolhe qual. As figuras (ou seja, Rei, Dama e Valete) valem 10. Acertar 21 em cheio te rende 15 dólares.

Ou seja, é simples o bastante pra permitir que noobs joguem com considerável nível de habilidade, mas complexo o suficiente pra permitir bastante nuances e estratégias.

O que os filmes não deixam óbvio, entretanto, é a série de pequenos e imperceptíveis protocolos que os jogadores devem seguir.

Por exemplo – a cada ficha apostada, sua mão deve se manter o mais longe o possível dela, pra impedir que espertalhões coloquem uma ficha extra no monte ao notarem que a jogada é vantajosa pra eles. Ou, da mesma forma, pra impedir que o cidadão subtraia fichas da pilha ao dar de cara com uma má jogada. As mãos devem ficar longe da área de apostas durante as jogadas, e é por isso há um grande espaço entre a borda da mesa, e o circulozinho onde as suas apostas são feitas.

Da mesma forma, você não pode simplesmente dizer “hit me” ou “hold” quando o dealer te pergunta se você quer mais uma carta. Este é um erro frequente de filmes; o correto (ao menos aqui em Alberta, não posso falar nada sobre Vegas) é dar tapinhas na mesa pra pedir mais uma carta, e acenar com a mão quando está satisfeito.

(A propósito, na América do Norte ninguém diz “Las Vegas”. O mais comum é o informal “Vegas”.)

O motivo disso é que não são raros os safados que tentam enganar o dealer, alegando que pediram pra parar e não por uma nova carta, quando esta se revela desvantajosa. Por isso, há câmeras apontadas diretamente pras mesas, capturando todos esses pequenos gestos dos jogadores. Os tapas na mesa ou acenos são registrado no vídeo, então não adianta safadear.

Tocar nas suas cartas é considerado crime gravíssimo. Apesar das câmeras e dos olhos atentos do dealer, há sempre a possibilidade de que o jogador é um prestidigitador profissional tentando trocar cartas quando menos se percebe. Acredite, há mais pessoas tentando ganhar a vida trapaceando em cassinos do que você imagina. Fui dar um tapa na mesa pra indicar o pedido por uma nova carta, mas toquei na minha carta ao invés da mesa, o que resultou numa firme e envergonhante advertência do dealer (“Sir, please do not touch the cards“). Os caras levam a parada muitíssimo a sério.

O jogo em si foi fenomenal. Apesar dos 200 dólares na minha carteira, me limitei a trocar uma mísera nota de vinte dólares por fichas. A aposta mínima nas mesas de blackjack era 5 dólares, então peguei ridículas QUATRO fichas pra jogar. Não havia nenhuma gold digger por perto pra tentar impressionar, era realmente uma noite lenta.

Apesar de saber as regras na teoria, durante a ação do jogo é muitíssimo fácil perder a noção das estratégias e até mesmo das somas das cartas – o ambiente é meio intimidante, com tanto segurança-armário perambulando o lugar e o tom sério do dealer.

Entretanto, entra aí a outra vantagem do blackjack – na maioria dos outros jogos de cassino, você está jogando contra os outros jogadores. Em blackjack, todos na mesa estão jogando contra o cassino. Por causa disso, o clima de camaradagem é instantâneo. Os outros jogadores festejam suas vitórias, e lamentam suas derrotas junto com vocês. Não foi difícil entender por que tanta gente se vicia no jogo.

Nossos companheiros de mesa eram outros dois moleques da nossa idade. Dois roughnecks, ou seja, aqueles malucos sem família e sem muitos amigos que se mandam pros isolados campos petrolíferos no gélido norte da província. Nego ganha uma fortuna (alguns desses sujeitos fazem mais de oito mil dólares por mês), mas vive em condições nojentas, sem muitas amizades ou atividades sociais. 90% dos sujeitos que se metem nesse tipo de trabalho estão fugindo da polícia ou tomaram pé na bunda da namorada e querem se isolar do mundo.

Os moleques vestiam os costumeiros trajes utilitários da profissão – botas sujas, macacões jeans e tal – e exibiam uma pilha absurda de fichas. Um deles tinha mais de quinhentos dólares na mesa, o outro tinha um pouco mais que isso. A vodka numa mão e as pilhas de fichas na outra faziam os moleques parecerem mais velhos do que realmente eram. Me senti imensamente humilhado com meus míseros 20 dólares em fichas na mão.

Os moleques estavam perdendo bastante dinheiro, mas aparentemente estavam se divertindo a valer. Eles riam frequentemente a cada lance, e paravam de rir apenas pra pedir mais bebidas. Eles nos ofereceram drinks, recusamos polidamente. A nova rodada começou.

Tanto os dois roughnecks quanto o Trevor me davam conselhos sobre o jogo o tempo todo – quando pedir nova carta, quando parar, e a lógica por trás de cada decisão. Com os conselhos deles, me dei muito bem, e a um certo momento estava com quase 50 dólares de lucro.

Logo em seguida, pra variar, comecei a me foder. Uma onda de azar se jogou em cima da nossa mesa e todos perdemos várias rodadas consecutivas. Acabou me sobrando UMA ficha, e senti pela primeira vez aquela sensação que jogadores obsessivos devem sentir diariamente – fiquei com vontade de trocar mais dinheiro por fichas, pensando que “agora a sorte vai mudar!”.

Me controlei e, ao invés de comprar mais fichas, apostei minha última. Miraculosamente, fiz um blackjack – minha pilha voltou às 4 fichas originais. Joguei por mais algumas rodadas e acabei saindo num belo lucro: a noite me rendeu 42 dólares.

Decidimos que era melhor sair enquanto ao menos UM de nós estava ganhando. Demos uma gorjeta ao dealer, nos despedimos dos roughnecks (que continuavam rindo sem parar) e fomos pra casa.

E estou desde então controlando a vontade de voltar ao cassino.

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comments

Categorias: Vida maldita

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

51 Comentários \o/

  1. marcus says:

    Só fui uma vez num cassino. Gastei 5 pesos (4 reais) =P

  2. Parece simplesmente hipnotizante, mas eu me manteria longe. Uma coisa é ter a noção de quando parar; outra coisa é ter o auto-controle pra realmente parar na hora…

    Mas afinal, uma dúvida restante sobre o Blackjack: o jogo é assíncrono, com cad jogador recebendo cartas na ordem de quem pede primeiro, ou cada um tem sua vez de receber as cartas até dar o sinal de “hold”?

  3. respider says:

    o mais próximo disso que vivenciei foi aquelas casas “profissionais” de bingo…
    ganhei 100 reais, gastando apenas 8

    é realmente fácil entender porque essas coisas são viciantes…

  4. Mr. Prawiro says:

    Na única vez em que estive em um cassino, na Argentina, passei a noite jogando bacarat e, graças a um sujeito que conheci no hostel, consegui ganhar quase 80 dólares.

    Imagino a merda que seria se liberassem os cassinos no Brasil. Neguinho aqui é viciado em jogo do bicho e caça-níqueis clandestinos. Imagina um cassino?!

  5. Kayaphas says:

    eu nunca fui mtu chegado em jogos assim…principalmente cartas, nem truco sei jogar, e olha q eu to terminando a faculdade xD

  6. […] meu inseparável companheiro de aventuras (viado é o corno do seu pai, jamais esqueça), me… leia mais fonte: […]

  7. Raphaël says:

    “prestidigitadores profissionais”
    Sugiro procurar no youtube: Shade Intro.
    Alias, todo o filme shade é uma masturbação de destreza gigantesca.

  8. Gabriel says:

    O casino daí era tipo de filme, com gostosas, brilho, dourado e muita gente mesmo?
    Fui num em Punta Del Leste que estava quase as moscas, só tinha uns velhos meio decadentes e um idiota vestindo de gorila tentando entreter os hospedes (o casino era em um hotel).
    Aí na semana seguinte que eu estava lá começo uma etapa do Latin America Poker Tour no mesmo hotel que eu estava… Droga de timing….

  9. TwHProx says:

    Bom, não tem nada haver com a notícia, mas você adora ter suas expressões copiadas por outros sites né?
    Dessa vez o Kibeloco usou o termo “Vergonha Alheia.”

    Conhecidência?
    Plágio descarado?
    Descubram no próximo capítulo da saga.

  10. Kindin says:

    Pô ir no cassino deve ser muito louco…apesar que existe uma puta mafia controlando e garantindo que a casa sempre ganhe.Mas se houver moderação deve dar pra curtir um pouco!! Abrazz o

  11. João Vitor says:

    “Trevor passou aqui em casa à oito”

    Corrige ai (:

  12. Murillo says:

    Kid, acerca de sua discussão sobre existência ou não do diabo naquele fórum, como você explica a citação na qual Jesus é tentado pelo Diabo no deserto!?

  13. João Vitor says:

    @Murillo
    Você tá falando sério? HAHAHAH

  14. […] meu inseparável companheiro de aventuras (viado é o corno do seu pai, jamais esqueça), me… leia mais fonte: […]

  15. PF says:

    Certa vez fui a Vegas, mas não joguei.

    Não me pergunte o porquê.

  16. DeKo says:

    O nome do bairro que eu moro é Cassino, só que não tem nenhum Cas(s)ino… 😛
    Bem, pareceu ser uma experiência emocionante. Sempre quis ir em um, só que eu só tenho 15 anos… xD
    Você não tirou nenhuma foto do cas(s)ino não?

    (Valeu pela inspiração de compra um ipod touch, já to com ele a 3 semanas e axo que foi a melhor coisa que ja tive, tanto é que to postando por ele… 😀 )

  17. Zebrother says:

    Pra quem gosta dessas frescurinhas com cartas, procure por XCM, extreme card manipulation.
    Um monte de viadagem, meio malabarística, meio mágica. Foda pra caralho. Se procurar no youtube por “de’vo” vai dar pra achar um cara fodão…

  18. Rodrigo says:

    uff.
    rapaz, tu escreve demais.!
    cheguei ao final do post e não lembro do que eu li na primeira frase..
    auehuaeaeuaheahuea..
    mas enfim!!
    gostei, muito!
    e cassino é ma-ra!

  19. Zebrother says:

    E não, a concordância não veio hoje.

  20. algust21 says:

    Cassinos são fodas.
    mas, como você disse, é facinho descobrir pq eles viciam

  21. vitorviotti says:

    @ Kid

    Counting Cards é que há!!!!!!

    A lógica não é difícil, o problema é fazer isso sem despertar a atenção do cassino e ter um encontro as escurar no beco de trás com a segurança / armário!

  22. Paulo says:

    o pior é que essa porra vicia muito rápido, quando começa a ganhar, e obter lucro, é uma das horas mais oportunas de parar e sair, mas também, é uma das horas mais difíceis, pois você sempre pensa que consegue mais.

  23. Fabio Bracht says:

    Tá, mas aí vocês jogaram só o Blackjack mesmo? Nada de roleta, nada de dados, nada de slot machines? Bom, eu não colocaria dinheiro em uma slot machine nem com uma AK-47 apontada pra cabeça, mas precisava perguntar.

    Bem… de volta ao Rock Band.

  24. Fabio Bracht says:

    Ah, só pra constar: o ÚNICO jogo de cartas conhecido que eu sei as regras é Paciência.

    E nunca ganho. Nunca.

  25. Wolf says:

    Eu já gastei uns 10~20 conto naquela smáquinas que têm um gancho pra pegar bichos de pelúcia depois que logo de primeira consegui um.
    Anyway, se não responderam ainda no teu twitter, Waterworld aqui é Waterworld mesmo. Eu já vi tanto esse filme que reconheço ele de qualquer cena(Coisa de 1s ou menos) que passe (Sério, isso aconteceu mais de 5x quando o Telecine tava passando o filme todo dia um pouco antes de eu ir para o colégio.

  26. Leonardo says:

    Hmmmm, me lembrei também, a primeira vez que fui para um cassino foi em Niagara Falls.

    Mas foi por uma razão meio diferente. Fui visitar a cidade de ônibus, e a rodoviária fica LONGE PRA CARALHO das cataratas e do centro da cidade; dava entre meia hora e uma hora de caminhada a pé. Verdade que foi bem agradável, foi acompanhando o rio e tinha várias casinhas bonitinhas no lugar, mas depois de um dia inteiro passeando na cidade, não estava nem um pouco afim de voltar todo o caminho.

    Então, o ônibus que parava na rodoviária parava num ponto seguinte, no “Niagara Fallsview Casino Resort”. Mas só os membros do cassino poderiam entrar no ônibus lá. Tive que entrar lá e me registrar, e confesso que deu uma puta vontade de jogar, mas como o dinheiro nem meu era, deixei quieto.

    De qualquer modo, o cartão de membro do cassino é usado frequentemente para intimidar os amigos no poker mostrando a minha “experiência” no jogo. Lógico que só dura a primeira partida, depois todo mundo percebe a verdadeira piada que sou.

  27. leitor vouyer says:

    excelente post

  28. Kenshin Br says:

    Aprenda a contar cartas e fique rico.

  29. Porkispin says:

    “Dois roughnecks, ou seja, aqueles malucos sem família e sem muitos amigos que se mandam pros isolados campos petrolíferos no gélido norte da província. Nego ganha uma fortuna (alguns desses sujeitos fazem mais de oito mil dólares por mês), mas vive em condições nojentas, sem muitas amizades ou atividades sociais. 90% dos sujeitos que se metem nesse tipo de trabalho estão fugindo da polícia ou tomaram pé na bunda da namorada e querem se isolar do mundo.”
    Adiciona o fato que eles trabalham com ferramentas do tamanho de um bebê humano… q aí a definição fica identica àquela que vc me deu uma vez no msn hauehhueahea …muito bom heheheh

    Qto à esses jogos… caça-níquel definitivamente é um jogo muito tosco e sem nenhuma estratégia (pelo menos, não que eu saiba).. blackjack é legal pra jogadores lisos e sem muita pretenção =]

    Muito bom o post!!

  30. Knox says:

    Legal o post.

  31. Rafael R says:

    Cara, ultimamente tenho jogado poker direto online, ainda mais depois que o namorado de uma grande amiga participou de um torneio aqui no Brasil (sim, eles existem) e colocou no bolso algo perto de 40 mil reais. O lance é parecido com os games, controlar o psicológico e tentar não fazer nenhum movimento brusco que lhe coloque em condições dificeis. Assim que eu fizer um grande lance e colocar no bolso algo, relatarei a todos.

    E sei que jamais conseguiria me manter longe dos cassinos, melhor que eles não existam “formalmente” por aqui.

  32. Cab says:

    Sorte de principiante. =P

  33. esqueci says:

    companheiro de aventuras homosexuais

    LOL

  34. alpha says:

    minha religião não me permite jogar, só ganhar! ^^

  35. […] meu inseparável companheiro de aventuras (viado é o corno do seu pai, jamais esqueça), me… leia mais fonte: […]

  36. phpones says:

    blá blá blá Gold digger gostosa blá blá blá…
    Kid, você devia saber que nesta seção só trabalhamos com fotos

  37. Dcyco says:

    É assim que começa, depois você vicia e se fode e não para mais. Saia fora disso enquanto pode, tenho familiares que perderam tudo por causa de jogo.

  38. Miojo says:

    Kid, nada a ver a pergunta com o post. Mas você sabe sua tipologia psicológica de Jung ? acho que é ESTJ. olha no Wiki
    http://pt.wikipedia.org/wiki/ESTJ

  39. rancid says:

    o mais perto disso que eu já fiz foi ganhar um campeonato de truco na faculdade. nossos sinais até hoje são um mistério pros adversários aahshuas

  40. ZyFeZ says:

    Poxa, que saco. A única vez que passei perto de um Casino foi na Argentina, e quando fui pra lá eu tinha só 17 anos. Ficou pra uma próxima.

  41. rcrd says:

    black jack vicia demais, fato.

  42. Darox says:

    Joguei 5 reais na slot machine halloween e não ganhei nada, ai está toda minha experiência do tipo.

  43. Tiago Muramoto says:

    As vezes me reuno com os amigos para jogar blackjack. Cada um leva um mínimo de 10 reais trocados em moedas de 1 para sí e mais 10 reais em moedas de 1 para a mesa. Quem for o dealer da vez não ganha nem perde nada.

  44. DH says:

    Ótimo post.

  45. DanBoy says:

    Hahahaha que comédia, toda vez que leio os comentários aqui do blog me deparo com alguem querendo aparecer.

    O cara me fala que “Counting Cards” é o que ha!

    Hahahaha acho que ele andou assistindo os lançamentos hollywoodiano esse ano.

    Sem comentários…

    Sem contar nos outros que escreveram CASINO ao ínves de escrever Cassino, já que começou em inglês escreve tudo em inglês porra!!!

  46. Eduardo says:

    já era,Kid vai gastar tudo no cassino e ele e a Becca vão morar na beira da estrada…

  47. davi says:

    é “quinta-feira”, Kid. 🙂

    o que a Rebecca diz do seu “companheiro de aventuras”?

  48. RodLac says:

    “E estou desde então controlando a vontade de voltar ao cassino.”

    Se fodeu HAUAHauhuhuhuhAUhAuhAuaHaUhuah

    Essa parada de querer impressionar uma puta é foda, sempre saio perdendo. Pelo menos você ganhou 42 dólares 😀

  49. PAULO says:

    mto loko, nunca fui num cassino (com dois “S”),també… moro no brasil…
    ri pra carai aki. LOL
    XD

  50. Hit is on says:

    Se você está lendo esse artigo em 1996, comemoooreeeeeee uhuuuuuuuullll