Hbdia
  • Feed do Hbdia
  • Twitter
  • Youtube

O dia em que comprei uma bicicleta e, poucas horas depois, me arrebentei no chão

Postado em 16 May 2013 Escrito por Izzy Nobre 55 Comentários

Todo dia, invariavelmente, inexoravelmente, tão certo quanto o sol nasce no Leste e se põe no Oeste, tem uma merda.

Há algumas semanas eu vinha pensando em comprar uma nova bicicreta. A minha antiga, comprada lá pelos meios de 2007 (que foi a última vez que eu seriamente considerei uma bicicleta como um meio de transporte viável, por morar perto do trabalho), foi abandonada ao total descaso e desalento nos últimos anos. A coitada aguentou a fúria de múltiplos invernos, completamente exposta as intempéries, e estava tão enferrujada que só de olhar pra ela eu já achava necessário tomar uma antitetânica.

Num espírito misto de economizar dinheiro (planejo comprar uma casa nos próximos 2-3 anos), um ímpeto de perder peso, e por que não dizer até mesmo uma pitadinha de preocupação com o meio ambiente, meti na cabeça que deveria comprar uma nova bicicleta.

Fui à loja próxima de artigos esportivos, algo tão compatível quanto o demônio participando duma procissão do Padre Cícero, pra escolher a bicicreta — em compania da adorável Nathalia, uma leitora do HBD que está perdida aqui em Calgary. Como entendo tanto de bicicleta quanto entendo de bicicletas (nada), escolhi a mais bonitinha e pronto.

Photo 2013-05-13 4 43 12 PM

E ainda comprei um sininho verde, já que não tinham cor de rosa.

Só que a loja exerce uma política de reter a bicicleta recém-comprada para que os técnicos dêem uma geral nela pra averiguar o funcionamento e tal, o comprador volta no dia seguinte para retira-la. Mesmo tendo que esperar outras 24 horas para andar no meu novo meio de transporte, voltei pra casa entusiasmado, imaginando minhas aventuras em duas rodas. Imaginei-me pedalando ferozmente, os quilos de banha derretendo-se sob o sol canadense, minha carteira se avolumando com os maços de notas que eu economizarei em gasolina.

Pensei em criar uma playlist pra musiquinhas bicicletísticas. E aí… eu fiquei em dúvida. É seguro andar de bicicleta ouvindo música? Como todas as outras dúvidas existenciais que me afligem, levei esta para o fórum apropriado: o twitter.

“Ô pessoal, tem perigo andar de bicicleta ouvindo música?” perguntei aos 43 mil malucos que perdem seus tempos me seguindo.

As respostas foram variadas. Alguns aventureiros disseram que não dá nada e garantiram que fazem o mesmo todo dia. Outros, mais cautelosos, comentaram que ouviram falar de primos de vizinhos de colegas de faculdade que morreram atropelados de forma semelhante.

E os mais sensatos lembraram que eu fui parar no hospital apenas por arrumar minha cama, e levando isso em consideração eu deveria é andar por aí enrolado em espuma de colchonete e plástico-bolha e não dando chance ao azar.

Comecei a negociar comigo mesmo — de repente, usar apenas um headphone no ouvido, com o outro livre para ouvir buzinas e/ou pedestres desesperados que eu estivesse prestes a atropelar num momento de desatenção, daria de boa. E pensei “o que é essa nossa vida sem riscos, não é mesmo? Eu nem sempre uso fio dental e nunca removo pendrives da forma correta, andar de bicicleta ouvindo música não é nada!”

Fiz uma playlist e, no dia seguinte após o trabalho, dirigi-me à SportChek pra pegar minha já querida bicicreta. Existe sinônimo pra bicicreta? Meu pai falava “magrela” mas creio que isso é coisa dos anos 70 e não sou hipster o bastante pra ficar usando termos arcaicos de forma fashion-irônica.

Então. Montei na nova bicicleta, e já coloquei-a à prova como veículo pedalamotor: fui ao shopping comprar sapatos novos, já que os meus atuais estavam em condições decrépitas similares à da bike antiga. Como você pode ver eu não tomo cuidado com nada e, agora que percebo, o teclado deste Macbook já tá ficando todo ensebado:

Photo 2013-05-16 6 47 46 PM

Pois bem. Fui ao shopping, comprei meus sapatos novos, e pedalei de volta pra casa. A essa altura, eu estava começando a ficar um pouco mais ousado — outrora, apenas um headphone na orelha, enquanto a outra ficava alerta (além da música estar sendo reproduzida num nível de volume tão baixo que eu acredito que jamais usei-o antes).

Depois de algum tempo, fui ficando mais corajos, assim como o cara que quando começa a dirigir não tira os olhos da estrada nem as mãos do volante pra nada, mas com o tempo se sente tão confiante que seria capaz até de ensaiar uma punheta automotiva ao passar por um outdoor particularmente ousado da Marisa.

Já totalmente sem medo, aumentei o volume, e falei “foda-se, não apenas vou por o outro headphone no ouvido, vou também puxar o celular do bolso ocasionalmente para escolher a canção que quero ouvir”.

Ou seja, tal qual um Ícaro cearense, voei muito próximo do Sol. Comecei até mesmo a tuitar, tirar foto e fazer curtos vídeos enquanto pilotava a bike, o que levou a muitos a profetizarem minha queda iminente.

Eu estava carregando (precariamente) uma sacola do lado esquerdo do meu guidon, era a sacola do meu sapato novo. Faltando menos de 500 metros pra chegar em casa, resolvi que estava de saco cheio deste álbum do Marilyn Manson e saquei o telefone do bolso para escolher outra canção, talvez target=”_blank”>esta. Seguia meu caminho ao lado dessa cerca aí:

Photo 2013-05-13 8 20 49 PM

Neste PRECISO MOMENTO, uma leve brisa jogou o saco pro lado. Esse movimento eólico (combinado com a falta de controle total por estar com o celular na mão) fez com que o guidon da bicicleta acompanhasse o saco em sua brusca guinada pra direita. No desespero, tentei compensar o movimento — só que, tendo apenas uma mão no guidon o controle era impreciso, tal qual um homem cego tentando mijar sem levantar a tábua nem segurar a piroca.

E por isso enfiei a bicicleta COM TUDO pro lado esquerdo — na direção da cerca.

Minha vida inteira passou diante meus olhos. O corpo inteiro estava encharcado de adrenalina, causando aquela sensação familiar de choque/surpresa/desespero que significava que minhas glândulas suprarrenais haviam espremido todo seu conteúdo em minha corrente sanguínea, pensando “caralho esse desgraçado vai cair em cima da gente, vamo ajudar galera!”.

Aquela sensação de FODEU MALUCO, sabe coé? Se você já foi assaltado ou esteve num acidente de carro você sabe do que estou falando.

Com o celular na mão, eu não tinho como retomar controle da bicicleta a menos que fizesse o impensável e largasse-o no chão, e vocês sabem que eu não faria isso. Levantei o braço com o celular, numa tentativa e mante-lo o mais longe possível do chão.

Abaixei a cabeça e retesei os músculos, antecipando a cacetada. Nessa posição, lembrei daqueles panfletos aeronáuticos que recomendam, futilmente, que você abrace as pernas “em caso de pouso de emergência”. Como se essa posição te transformasse no Wolverine.

“Puta que pariu”, foi a última coisa que pensei, com a cabeça encolhia nos ombros, guiando uma bicicleta bamba em seus últimos instantes de precário equilíbrio, com o braço erguido acima da cabeça pra salvar o celular. Ah, e com um saco amarrado no guidon, né. E uma porra dum sininho verde.

Enfiei a bicicleta com força na cerca de metal à minha esquerda. A cabeça bateu na cerca logo depois do pneu; o guidon travou formando um T com o resto da estrutura da bike e viemos abaixo, ela em cima da minha perna. Me esparramei todo, o saco voou longe, mas o celular nem chegou a cair no chão.

Photo 2013-05-13 8 18 37 PM

Me fodi.

Imediatamente um carro deu ré nessa rua aí, a passageira abaixou o vidro e perguntou se eu estava de boa. Falei rindo que não sabia, e ela ofereceu uma ida para o hospital. Muitos de meus amigos trabalham no setor de emergência e eu não sofreria novamente o papelão de ser levado pro hospital graças a um acidente ridículo, ainda mais agora que TRABALHO lá.

Com aquela pose clássica de quem se fodeu em público mas simula despreocupação total com a coisa, agradeci o bom-samaritanismo da mulher. Ela foi embora, o que me deu uma chance de avaliar a situação.

Primeiro, prestei socorro àquele que não dispõe de um sistema de auto-reparo cuidadosamente afinado ao longo de milênios de evolução: meu celular. Inspecionei o iPhone por todos os ângulos, levantando ao sol pra avaliar a superfície dele em condições diferente de reflexo da luz, e decidi que ele ainda estava em condições imaculadas.

Só então fui examinar meu próprio corpo. Os dedinhos estavam assim:

Photo 2013-05-13 8 22 57 PM

Nada de tão grave… até o momento que eu lembrei que no trabalho eu tenho que colocar e tirar luvas de latex duas mil vezes por dia, além de lavar as mãos com álcool em gel intensamente e na mesma frequência. Eu não sabia ainda, mas o dia seguinte no trabalho foi o pior de toda a minha breve carreira naquele hospital.

Na perna, a evidência do contato com alguma peça não-identificada da bicicleta:

Photo 2013-05-13 8 23 52 PM

Eu achava que era só isso, até que senti uma pontada na testa, protestando meu uso dela como para-choques orgânico:

Photo 2013-05-13 8 42 34 PM

Nada mais grave que um rasgo superficial, mas que provocou uma dor de cabeça aguda pelos próximos dois dias.

Sobrava-me apenas verificar o funcionamento do sininho. Ainda funcionava, ainda bem.

Montei na bicicleta pra voltar pra casa, aí pensei duas vezes, desci e caminhei ao lado dela, completamente derrotado.

Não fazia nem três horas que eu tinha comprado aquela porra. Todo dia tem uma merda mesmo.

A propósito: fui criticado por tirar fotos de mim mesmo caído antes mesmo de me levantar. Ora, vocês sabem que considero-me atado a um inexplicável senso de obrigação jornalística; era estritamente necessário fazer um registro do momento. Eu SABIA, momentos após a queda, que teria que escrever um post sobre essa porra e um texto desse sem imagens seria lamentável.

Até porque, eu passei a tarde inteira desafiando a morte tuitando e tirando fotos enquanto andava de bicicleta; meus seguidores — que adoram ver eu me fodendo — estavam SALIVANDO só de imaginar a possibilidade deu tomar uma linda queda. Eu não poderia negar este prazer a eles.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe sua opinião aí. Você não tá fazendo nada mesmo!

comments

Categorias: Vida maldita

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

55 Comentários \o/

  1. Matheus says:

    coloca rodinhas na bicicleta e tá tudo resolvido

  2. Donnie Brasco says:

    Quando alguem torna um fato como uma Queda de bicicleta em algo tão épico,é porque sua vida merece sempr compartilhada.Mesmo quando é uma merda

  3. Puta que pariu, só você mesmo, hein, Izzy?!

  4. Malosti says:

    Ver os outros se foder sempre é bom, desculpa kid kkkkk

  5. Alan says:

    Eu pedalo diariamente à 1 ano, vou e volto do trabalho todos os dias na bike, mais ou menos 15km todo dia.
    Semana passada, eu descendo uma ladeira a uns 50 km/h qdo um safado atravessa a rua correndo.
    Não deu outra, arrebentei o maluco de front.
    A roda dianteira o acertou e eu fui alavancado por cima da bike, onde só parei quando minha fronte fez contato com a orelha do malandro.
    Qdo cheguei no chão, eu não queria sair de lá. De repente o asfalto parecia o lugar mais seguro e confortável pra ficar.
    Pouquíssimo tempo depois, alguém que eu imagino ser o próprio velocista não-especialista em 10m rasos, veio me “socorrer”.
    “Senta aí, levanta a cabeça cara”, disse o pilantra. O atendi prontamente.
    Mais um minutinho de olhos fechados pra poder me lembrar quem era, onde estava e onde ia, até que num ato de coragem sem limites eu abri os olhos e olhei ao redor. Cadê o sujeito? Escafedeu-se. Evaporou. Provavelmente caminhando calmamente, enquanto os carros desviavam da minha bicicleta ainda repousando na borda da rua.
    Talvez fosse um poste atravessando a rua. Talvez fosse o Usain Bolt de férias e apenas iniciando o treino pra temporada. De uma forma ou de outra, desde então eu não saio sem capacete. E faria o mesmo se fosse você, caro Izzy.

  6. Fabio says:

    Acho que eu não ria tanto de um post desde o episódio do rato na locadora.

  7. Nathalia Rocha says:

    Aêê, tô famosa!
    Poxa, Izzy… Ficar prendendo sacola no guidon aparentemente não foi uma boa idéia. Temos que providenciar uma cestinha máscula para você carregar coisas com sua bicicleta!

    “Sobrava-me apenas verificar o funcionamento do sininho. Ainda funcionava, ainda bem.”

    O mais engraçado é que você ainda se preocupou com o funcionamento do mísero sininho da bicileta, mesmo após se arrebentar no chão.
    Tá com medo de ser multado, né?

    Tô ansiosa para a próxima vez que formos bicicletear, para eu poder rir na sua cara!

  8. @mechamogui says:

    obg por compartilhar sua nova merda(pq todo dia tem uma como vc mesmo diz), desculpa rir da sua desgraça asokaspk

  9. Hitori says:

    Se fosse no Brasil pegavam a sua bicicleta, seu celular e sua carteira

  10. Ray says:

    Vei, cê é nordestino e não chama a bicicleta de “camelo”?

  11. Francisco says:

    Cara.
    Você precisa de um Google Glass ou algo parecido!

  12. Guilherme says:

    Belo texto, Izzy. Ando de bicicleta toda semana, logo sei como é isso… e onde eu moro nem tem ciclovia. Ter que se meter entre os carros é foda.
    Agora, countdown até você atropelar alguém e fazer um post sobre.

  13. Alessandro Nascimento says:

    Isso já aconteceu comigo várias vezes, só que na pior delas acabei batendo com o saco no quadro da bicicleta. Foi a dor mais FDP que já senti na minha vida. kkkkkkkkkk

  14. Gara says:

    Cadê os alt texts, mano?

  15. Rodrigo says:

    Por coincidência, comprei uma bicicleta esses dias aqui em Toronto e também tive a mesma dúvida sobre os headphones enquanto anda de bike. Aparentemente eles só são proibidos em Montreal, embora o bom senso diga que mesmo sendo legal, é melhor você pelo menos abaixar um pouco o som. Algo interessante é que algumas pesquisas mostram que mesmo com os headphones tocando música o ciclista ainda escuta os sons da rua melhor do que um motorista de um carro com os vidros fechados. So, there is that.

  16. Ghaell says:

    Hahaha Izzy, sou seu fã cara!

    Deixa eu te fazer uma pergunta, você pensou “Put# que pariu!” ou “Ooh Shiiit!” quando caiu? hahaahaha

    Queria ter visto essa cena.

    E quanto a tirar fotos como um sério jornalista e produtor de entretenimento interneteiro depois de se fuder, é uma atitude justa.

  17. @menuvieira says:

    se tivesse comprado capacete e luvas juntos com a bike, teria sido menos ruim… hehehe
    mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos ;p

  18. Glauber says:

    HAHAHA teu azar supera o de todos!
    eu já caí de umas 1000 maneiras diferentes quando andava de bicicleta.
    Uma vez a roda da frente bateu numa pedra e travou. Eu voei com tudo por cima e bati com o saco na haste que prende o guidon. Sem falar que me esborrachei com tudo no chão. Eu fiquei agonizando uns 5min pelo menos e meu primo se mijando de tanto rir do meu lado. HAHAHAHA
    Foi dolorido pra caralho, mas hoje eu dou risada da minha desgraça

  19. Leonardo says:

    Se acidentar com a bicicleta é inevitável ao andar com uma. Cedo ou tarde isso ia acontecer. E de novo, e de novo… no início por inexperiência, mas sempre tem algum fator fora do seu controle que vai te foder.

    Ciclistas e triatletas olímpicos se fodem toda hora, então pode dar como certo que isso vai acontecer de novo.

    Melhor já pegar “horas de voo” se fodendo com essas batidinhas menores (isso que vocë teve é uma batida menor) para aprender a ficar esperto do que dividir espaço com carros logo de cara.

    Ah sim, não economize com capacete. Sua cabeça agradece.

  20. BrunoHe says:

    Huahueha, ri o cu fora.

    Achei muitissimo justo essa queda.

  21. Carlos says:

    Por causa desse maldito post tô ouvindo sem parar uma desgraça chamada “Tiny Tim”.

  22. Bianca says:

    Isso me lembra de quando eu resolvi comprar patins e sair pra andar nas calçadas arrebentadas perto de casa, pela preguiça de pegar ônibus pra ir pra um lugar decente. Resultado: saí do passeio com o joelho roxo, inchado, e um dedão da mão torcido. Nunca mais toquei no patins. Note que eu tava usando joelheiras, cotoveleiras e protetores de pulso, e saiu tudo arranhado (inclusive o patins novinho).

    • Dee says:

      Eu já fiz isso! Tomei um tombaço, caí de bunda no chão, ralei as mãos, ganhei um hematoma e ainda com o bônus de a queda ter sido na frente da quadra de futebol onde os meninos da minha escola de vez em quando jogavam, e adivinha se aquele por quem eu tinha uma quedinha não estava lá?

      Nunca mais andei de patins.

  23. MJ says:

    Já passei por isso,
    Fui buscar uma bateria nova (pesada, uns 15kg) pra lanterna de emergencia que ficava na casa da minha avó.
    A sacolinha pendeu da mesma maneira e fui encontro ao muro CHAPISCADO.

  24. Gabriel says:

    Sério Izzy, não é que eu não goste dos seus vídeos,mas pqp, seus textos são muuuito melhores.Uma pena(para mim) que está investindo mais nos vídeos.Sei que é uma divulgação mais prática, atual, interativa e blablabla!

  25. Larisse says:

    Já tive uma queda por carregar meu guarda-chuva no guidon e o safado prendeu na roda e fez aquele estrago!

  26. Danilo says:

    Kid, a não ser que você tenha entre 1,80 e 1,85 de altura essa bike é grande pra você (tamanho 19, está no quadro), pode parecer bobagem mas quem pedala sabe que faz toda diferença.

    • Leonardo says:

      Fato. Sugiro também fazer o serviço de bike fit com a loja para eles ajustarem o selim, etc. para você ficar mais confortável e diminuir o risco de lesão.

  27. Wellington Alves says:

    Tem um app chamado Awareness, ele serve para mixar o som do player com o som externo. Exatamente para que, estando na rua com fones de ouvido, vc possa ouvir o som de uma buzina ou algo do tipo. O bom é que vc pode regular o nível de sensibilidade do microfone para que ele só sobreponha sons realmente significativos. Testa ele!

  28. rodrigo says:

    HAHAHA Uma vez eu estava andando de bicicleta e meu irmão com a sua bicicleta foi atravessar a rua e ele disse “vem!” quando eu fiquei olhando pro lado do meio da rua para ver se estava vindo carro, derrepente… Um cavalete é atropelado e consigo fazer a bicicleta cair dentro de um buraco da empresa de saneamento daqui e sai voando por cima do buraco. kkkkkkkk

    Bicicleta com aro da frente torto eu ralei toda minha mão já q usei ela como freio enquanto ia em direção ao chão do outro lado do buraco.

    : )

  29. Marcel says:

    Troque o guidão por um mais alto, assim vc muda a postura pra uma mais manobrável , pq não vai estar tão curvado olha só:

    https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc1/47483_2431517403025_1916410949_n.jpg

    P.S.: troque o banco tb, gordo usando esses bancos fininhos num dá certo, falo por experiência

  30. Vitor says:

    Está história tem que ir automaticamente para o seu segundo livro!

  31. VanessaTocha says:

    Há uns 10 anos meu pai tava me levando de bicicleta pra casa, e um cachorro passou na frente dele. Quando ele foi desviar ele caiu, e os dentes daengrenagem do pedal “morderam” o pé dele. Foram uns 30 pontos nessa brincadeira

  32. Spuma says:

    Esse é o Izzy que conhecemos e amamos: se fode das formas mais incríveis e inesperadas possíveis mas nunca deixa de nos brindar com fotos do resultado da presepada.

  33. Leila says:

    Ai em Calgary nao eh obrigado o uso de capacete?

  34. Gustavo says:

    Levei uma queda da bicicleta. Primeira reação: tirar fotos.

  35. Esse texto já nasceu clássico !
    Quando é coisa ruim, pode ter certeza que é texto com muitos views !

  36. Magno says:

    Bater fotos é até justificável. Quando você cai e está num lugar seguro, tipo a calçada, a última coisa que você quer é levantar ou ser levantado. É para se acostar com a dor, pois virão dores novas quando você se levantar, ainda mais se as partes do seu corpo não estiverem todas no lugar correto.

    Justo no dia que eu aprendi a andar de bicicleta, caí com tudo num arbusto/espinheiro. Graças a essa gambiarra maravilhosa que a gente chama de encéfalo, não lembro de nada do que aconteceu posteriormente, a não ser tarde da noite com os meus usando uma garrafa de álcool e uma pinça de unhas para retirar espetos (sim, plural, talvez mais de uma dúzia) de 3 a 5 centímetros da minha carne. Felizmente, meus pais estavam perto e todo o trajeto de 1 km até a minha casa foi feito de carro.

  37. porkispin says:

    Uma testa desse tamanho tinha que servir pra alguma coisa! hahaha

  38. Daniel Plácido says:

    Pior foi eu quando criança que “caí na parede” chapiscada de brita, foi que nem essa queda sua na grade, só que ralei minha cara toda e voltei pra casa parecendo que tava na guerra

  39. Matheus says:

    Cara, nunca ri tanto lendo um post do seu blog. Isso é a Lei de Murphy hahahaha.

  40. Vinicius says:

    Po cara, quase não machucou, não precisa de todo esse drama, hehehe. Acho que você não faz muitas atividades “outdoor”, né?

  41. Alyson PF Santos says:

    Bicicretas … Fiquei imaginando se isso fosse na época da infância a unica preocupação após a queda seria somente do merthiolate. rs

  42. Ogro says:

    Kid
    to comentando MUITO após a publicação.
    Mas o fato é que exatamente ontem, lembrei com a mulé daquela sensação de “agora foi”, os instantes que precedem a queda.

    E (claro que minha memória pode me pregar peças) lembro de sempre cair para a direita, pois estava o braço direito sobre o pano de fundo. Pano de fundo que costumava ser: montes de pedra brita, cercas de arame farpado (4x), asfalto e, com sorte, vegetação.

    Será possível cair sempre para omesmo lado?
    Vale a pesquisa.

  43. […] Tenho duas bicicletas aqui em casa, mas descobri rapidinho que andar de bicicleta me deixa com agonia tipo “ah, já tou longe demais de casa — melhor voltar logo” (fui um hobbit numa vida passada, acho). Isso quando eu não estou levando tombos por aí. […]