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O dia em que eu fui parar no hospital por arrumar minha cama

Postado em 2 August 2010 Escrito por Izzy Nobre 135 Comentários

Era uma sexta feira, meu dia de folga. A namorada estava no trabalho, meu irmão sairia pro dele em poucos minutos, e em breve a casa repousaria no mais profundo silêncio e paz. O almoço já havia sido preparado horas antes pela muié, era o ambiente perfeito pra um cidadão passar um dia inteiro sem fazer coisa alguma, perambulando preguiçosamente pela casa trajando as cuecas do dia anterior.

Após pular pra mesa do computador e chamar todos os twitters que me seguem de fags (minha costumeira rotina matutina), dei uma olhada ao redor do quarto e decidi que a profunda bagunça que envolvia cada centímetro quadrado do ambiente estava me incomodando um pouco. Meu quarto está preso numa estranha dimensão paralela em que, a despeito de qualquer esforço de limpeza, o nível de entropia é sempre máximo.

Roupas espalhadas pelo chão, cama desfeita, peças de computador e cartas de Magic embaixo da TV, livros jogados aos cantos, action figures empoeirados da mesa do meu computador, toalhas penduradas na maçaneta, incontáveis balinhas de armas de pressão e inexplicáveis pecinhas de LEGO embaixo da cama e em suas adjacências, que eu insisto em pisar em cima. Já pisou descalço numa pecinha de LEGO? Não é exatamente a melhor sensação do mundo.

Por mais que tentemos arrumar o quarto, é uma questão de minutos até que esteja tudo bagunçado mais uma vez. É uma luta perdida.


E isso é o que dá pra considerar “arrumado”

Então tentamos nos acostumar a dormir no meio da desordem. Naquele dia entretanto, num raro exercício de lógica altruísta, decidi que minha namorada já trabalha bastante arrumando a minha parte da bagunça, lavando minhas roupas e fazendo minha comida. Resolvi por a preguiça de lado temporariamente e tentar domar a bagunça perene dos nossos aposentos, como forma de agrado à namorada – uma boa ação que ela provavelmente recompensaria com sexo, que é (vamos ser sinceros) o único motivo pelo qual um homem faz qualquer coisa pra uma mulher que não seja sua mãe, irmã ou avó.

“Eu não estaria realmente arrumando o quarto”, pensei com meus botões, “e sim investindo no entretenimento futuro”.

Mal sabia eu que 30 minutos mais tarde essa decisão tão trivial me colocaria dentro de uma ambulância, imobilizado numa maca, inalando gás analgésico com uma intravenosa enfiada nas costas da mão.

Antes que eu continue a narrativa, xeu compartilhar uma epifania que tive durante a situação que estou prestes a contar pra vocês.

A vida é um constante aprendizado, algum famoso pensador (provavelmente morto, já que nunca ouvi falar de um sujeito vivo recebendo esse título) disse alguma vez. Cada dia traz uma importante lição.

Por exemplo, quando eu era moleque eu descobri que cutucar o nariz com muita força te ajuda a se livrar de sangue que você tem sobrando por aí. Uma outra coisa que eu aprendi quando era um garotinho é que dormir com um ventilador ligado bem rente à sua cara é uma ótima maneira de acordar completamente urinado.

Isso acontece porque aparentemente algumas pessoas perdem o controle da bexiga quando expostas a mudanças de temperatura durante o estágio de sono; o mesmo efeito pode ser atingido se você aumentar a potência do ar-condicionado no quarto de alguém durante a noite, ou se colocar a mão da pessoa numa tigela de água morna enquanto ela dorme. Tente com seus amiguinhos na próxima vez que eles dormirem na sua casa (ou não, caso você goste do seu sofá)!

Isso me ensinou outra lição – já viram quintais ou sacadas de apartamentos adornados com colchões encostados na parede? Então, esses colchões estão secando ao sol, pra diminuir o odor de mijo infantil que impregnou cada fibra do negócio. Aprendi que nestes domicílios mora algum moleque de 7 anos que ainda não descobriu a conexão da incontinência urinária com o ventilador na cara.

Nesta última semana que passou, eu aprendi uma lição valiosíssima. E você nem precisou ir pro hospital numa ambulância pra ganhar este conhecimento, eu fiz essa parte por você. Anote aí:

Caso você esteja fazendo algo embaraçoso ou complicado de explicar, verifique que nenhum acidente aconteça.

Guarde essa informação pra mais tarde, ela se fará relevante no texto.

Então, eu decidi que arrumar nosso quarto seria um bom agrado pra namorada, e pus-me à tarefa. A primeira coisa que eu faria é arrumar a cama. Note que quando você arruma a cama de um quarto bagunçado, a bagunça subitamente parece 50% menor. É psicologicamente agradável, já que apesar de mal ter começado você fica com a impressão de que você já está com meio caminho andado.

E aqui entra aquele conselhinho que eu te dei lá atrás.

Não sei quantos aqui arrumam a cama com este método (façam o favor de se pronunciar nos comentários, pra eu não me sentir tão estranho), mas eu costumo subir na cama com uma ponta do cobertor em cada mão e em seguida agitar os braços pra cima e pra baixo, espalhando a coberta igualmente ao redor da cama. Assim não é necessário dar voltas na cama puxando aqui e ali pra tornar a cobertura da cama homogênea.

É uma maneira que eu estive usando desde criança e, assim como técnica de limpar a bunda ou bater punheta, é o tipo de coisa tão pessoal e privada que não é como se você visse outras pessoas fazendo ou houvesse debates públicos sobre a predileção da maioria a uma maneira ou outra. Então eu segui minha vida felizmente sem saber que, aparentemente, meu método de arrumar a cama é a coisa mais bizarra que boa parte das pessoas já ouviram falar. Bom, ao menos as pessoas me socorrendo naquele dia.

Subo na cama, uso minha técnica pra distribuir partes iguais de cobertor a cada canto da cama e, com ar de satisfação que apenas um trabalho bem feito traz a um homem, bato a poeira fictícia da mão e desço da cama.

Acontece que essa última parte não aconteceu exatamente como eu planejava. Eu pisei no canto da cama, mas aparentemente havia menos cama lá do que eu calculei (devo processar os fabricantes da cama? Resposta: sim). Apenas metade do meu pé direito encontrou apoio no móvel, só que eu já havia colocado todo o peso do corpo nele.

O resto aconteceu muito rápido, é até meio difícil lembrar dos detalhes exatos. Meu pé escorregou em direção ao chão de forma inesperada, e corpo se inclinou pra direita seguindo a queda do pé. O quarto inteiro pareceu rodopiar ao meu redor.

Minha cabeça e meus ombros se enfiaram na parede mais próxima, e a essa altura meu corpo já estava num ângulo de 45 graus em relação ao chão. Com um pé ainda em cima da cama e a cabeça encostada na parede, meu corpo se tornou uma letra V maiúscula de cuecas. E finalmente minhas costas e bunda tocaram o chão, tornando o angulo da imaginária letra V ainda mais agudo. Quando isso aconteceu, ouvi um distinto CRACK vindo das minhas costas.

E veio a dor. Dor completamente lacinante, do tipo que te impede de se mover. Quem já sentiu dor forte nas costas deve entender do que estou falando.

Logo de pronto, me desesperei – o barulho que ouvi logo após da queda me dava a impressão de que eu devia ter quebrado alguma coisa. Fiz um esforço titânico pra me virar de bruços, as costas protestaram mandando uma onda de dor tão potente que certamente teria esvaziado meu intestino grosso caso houvesse algo pra ser esvaziado naquele momento. Pus a me arrastar no feito um soldado americano fugindo de vietcongs, locomovendo-me a passo de lesma em direção à porta do quarto do meu irmão. Era 7 ou 8 da manhã, ele deveria estar dormindo.

Meu deus, essa dor. A dor era tão tremendamente forte que eu posso admitir sem vergonha alguma que estava quase chorando de tanta agonia. Será que quebrei alguma coisa? Estou conseguindo mover minhas pernas? O choque da queda e a dor me impediam de notar movimento nas pernas. Comecei a contemplar uma idéia aterrorizante – e se eu danifiquei minha coluna?

Putaquepariu. Seria o método mais retardado na história da humanidade de alguém perder a habilidade de andar. Já pensou eu me confinar a uma cadeira de rodas pro resto da vida por ter CAÍDO DE UMA CAMA? Não deve ter havido maior self-owned na história documentada da raça humana.

Mentalmente, comecei a fazer uma checagem por ocasiões em que eu tirei onda de deficientes físicos. Um dos participantes da minha patotinha de escola era o David, que andava capengando por causa de um acidente de bicicleta, e não lembro de jamais ter zoado o infeliz. E até hoje nunca fiz piada com Christopher Reeves também, então minha conta kármica estava limpa. Soltei um suspíro de alívio – ou teria soltado, já que a profunda dor nas costas me impedia esses luxos respiratórios. Até o movimento do diafragma causava dor.

Agora eu consigo pensar no humor da situação, mas no momento não seria exagero dizer que eu estava completamente desesperado, sem quaisquer ressalvas. Na minha mente, eu havia fraturado a coluna, e estava fodidíssimo.

Diante da porta do quarto do meu irmão, com o nariz encostado no carpete e ofegando como uma mulher em parto, reuni as poucas forças que me restavam pra erguer o braço e esmurrar a porta dele. Puta que o pariu, mas que dor desgraçada. Parecia que um gigante invisível segurava meus braços com uma mão e minhas pernas com outra, tentando me partir em dois.

O moleque não respondeu. “Teria o desgraçado ido pro trabalho cedo hoje”, pensei afobado. O que diabos eu farei se estiver sozinho em casa? Esmurrei a porta de novo, berrando pro meu irmão ligar pro 911 imediatamente.

Pro meu profundo alívio, a porta de abre no meio da esmurrada, e o moleque olha pra baixo completamente confuso. Lá jazia seu irmão mais velho, se arrastando pelo chão de cuecas e a esta altura berrando de dor.

“911. Agora. AGORA! Rápido!”

“Mas que diabos?!”

“AGORACARALHOAHDDAUDIAHGILDUQHILHPELOAMORDEDEUSTÁDOENDO”

Meu irmão, ainda meio confuso, apanhou o celular e discou o número de emergência enquanto eu bufava de dor com a cara colada ao carpete do corredor. Ouvi-o descrevendo o acidente pra operadora, e respondendo as usuais perguntas (“a vítima está consciente? Está respirando? Tem problemas de coração? Está tomando medicamentos controlados? Tem alergias?”). Em seguida o moleque desligou o telefone e me avisou que a ambulância estava a caminho.

Um marmanjo de 24 anos ser socorrido por um time de paramédicos por ter caído da cama já é uma humilhação sem tamanho, pensei. Por que torna-la ainda maior trajando as cuecas de ontem – e nada além disso? Pedi pro meu irmão me apanhar calças e uma camiseta.

A camiseta foi relativamente fácil de vestir, mesmo deitado de bruços no chão. Pôr as calças, por outro lado, provou-se impossível. Qualquer movimento dos quadris resultava em dor perfurante, dor do tipo que eu não desejaria nem no meu pior inimigo. Ok, estou obviamente mentindo, mas você entende o que eu quero dizer.

A dor impedia completamente o ato de cobrir minhas vergonhas. Toquei o foda-se com toda solenidade e decidi que os paramédicos veriam minha semi-nudez em toda a sua glória. Minha esperança de manter um resquício de dignidade se foi.

Em mais ou menos 5 minutos a campainha toca e meu apartamento é invadido por uma pequena multidão de paramédicos. Tenho experiência em contatar os serviços de emergência no trampo (já assisti ao vivo um sujeito ter um ataque cardíaco e morrer no meio de um julgamento, aliás. Tentaram ressucitar o maluco com desfibrilador portátil e tudo. Fun fact – o corpo do sujeito não PULA quando é defibrilado, como nos filmes. Ao invés disso ele se contorce todo, as pernas chacoalham, as mãos se fecham), e as ambulâncias realmente VOAM em direção à emergência.

De bruços e com a cara colada no chão, a única coisa que eu conseguia ver eram os quatro pares de botas que haviam se reunido subitamente ao meu redor.

“Você é o Izzy?”

Desafiando a dor que já dificultava até a respiração, encontrei forças pra responder a pergunta dele. Pensei em fazer uma piadinha tipo “bom, até onde sei sou o único acidentado aqui”, mas imaginei que o cara poderia entender como hostilidade ou até mesmo como clássica filha da putice.

“Prazer, Izzy. Sou o Jeff, aqueles são o McKenzie, o Rob e o James. Tamos aqui pra te ajudar.”

“Oi, pessoal”, falei quase sussurando, com o rosto enfiado no chão.

Um dos caras, não sei qual (afinal eu nem tinha visto os rostos dos malucos) me perguntou como eu estava. Os caras pareciam bem humorados.

“Já estive melhor” falei, sem nunca afastar o nariz do carpete. Nunca estive tão próximo do meu carpete antes.

Eles riram. O sujeito à minha esquerda, que imagino que era o Jeff, depositou uma maletinha vermelha do meu lado. Enquanto ele removia alguns instrumentos dela, ele me pergunta:

“O que aconteceu aqui, Izzy?”

E contei a história da queda da cama.

“Você… caiu da cama?” perguntou o cara, incrédulo , enquanto prendia no meu braço um daqueles aparelhos de medir pressão sanguínea. Aqueles que você infla apertando uma bombinha e tal. Sei lá qual a conexão com machucar as costas e tirar a pressão sanguínea, mas ele tirou.

“É. Eu tava arrumando a cama.”

“Quantos andares tem a sua cama?”

Eu ri, com as costas protestando a cada expiração. O cara fez a leitura da minha pressão, falou que tava normal, tirou o troço do meu braço e pôs uma luva cirúrgica. Ele começou a apertar áreas aleatórias da minha perna, perguntando se eu conseguia sentir o toque dele. Respondi afirmativamente a todos os toques.

“Bom, você não arrebentou a coluna então. Mas se você está sentindo muita dor, vamos ter que te levar pro hospital pra fazer radiografias pra ter certeza do que aconteceu.”

“Ok”, respondi sem forças mas animado com a idéia de não me tornar um paraplégico.

“Você acha que conseguiria se levantar pra podermos te colocar na maca?””Vamos ver”.

Tentei me virar como pude mas a dor era muito forte, literalmente de tirar o fôlego. Jeff pegou meu ombro e me ajudou a completar a rotação, me deixando agora de costas no chão. Minha cara não ocultou a dor que eu sentia, e notei um outro paramédico entregando um cilindro conectado a um tubo de plástico ao Jeff.

“Izzy, isso aqui é gás do riso. Ele vai te ajudar a ignorar a dor por um tempo, pra você poder se levantar e aí a gente te coloca na maca. Certo?”

Ele me entregou o tubo. Coloquei na boca, e ele me instruiu a sugar o gás profundamente. O tubo fazia um barulho esquisito quando eu puxava o gás.

“Pode puxar com bastante força. Você vai precisar de bastante gás pra ignorar a dor por alguns segundos enquanto te colocamos de pé.”

Acenei positivamente com a cabeça, com o tubo entre os dentes. O barulho que o tubo fazia era semelhante ao de um mendigo tentando pigarrear.

“Apartamento legal” falou o Jeff, olhando ao redor do meu domicílio.

“Valeu”.”Aquelas guitarras são suas?”

Puxei o gás mais uma vez, e depois falei com o tubo ainda na boca “Aham.”

“Você toca bem?”

Antes que eu pudesse responder, senti uma profunda tontura. Tentei responder e a voz não saiu. Quando finalmente saiu, o som da minha voz soava extremamente estranho, não sei como explicar. sabe quando você está falando alguma coisa e arrota no meio do discurso? E a tua voz meio que se mistura com o gás que está saindo e soa esquisita? Então, mais ou menos assim.

Eu parei no meio da palavra, e ele riu e explicou que era efeito do gás.

“Ok, vamos tentar te levantar agora” ele disse, pegando de volta o tubo do gás.

Ele me pegou pelos ombros mais uma vez e tentou me levantar. As costas doeram, eu alertei o cara através de um estridente berro, e ele me depositou no chão de novo.

“Ok, mais gás. Quando você estiver se sentindo chapado, nos avise.”

Experimentei drogas apenas duas vezes na minha vida, então não tenho bons pontos de referência pra quantificar a experiência de um barato. Como eu saberia que estou chapado o bastante pra tentar me levantar? Continuei chupando o gás, e o tubinho fazendo o barulho lá.

Três minutos depois, comecei a sentir uma experiência bizarra (minha namorada riu quando contei pra ela mais tarde). Eu comecei a visualizar meu corpo como uma forma geométrica, como um cubo, porém com uma das arestas amassadas. À medida que eu chupava o gás do tubo, eu “via” o gás preenchendo o interior do cubo, e desamassando a aresta de dentro pra fora. Em outras palavras, eu estava surtando.

Eventualmente removi o tubo e falei, com a voz novamente soando esquisita, que eu podia me levantar agora. O Jeff me levantou pelos ombros, e surpreendentemente a dor havia desaparecido. Assim que ele me soltou e eu me apoiei completamente por conta própria, notei que a dor ainda estava lá.

Os paramédicos me levaram pra fora do apartamento, onde uma maca me aguardava. Meu irmão nos seguia com uma trouxa de roupas, minha carteira e meu celular. Nisso aparece a namorada, que havia voltado do trabalho às pressas. Meu irmão havia ligado pra ela durante meu bate papo com os paramédicos.

A menina me vê de cuecas sendo amarrado numa maca e se desespera. Meu irmão explica a situação, e a ouço perguntar “…ele caiu da cama? Mas como diabos esse menino caiu da cama pra se foder desse jeito?”

O melhor da situação era que a vizinhança inteira havia ouvido as sirenes da ambulância e visto os paramédicos correndo pra minha casa, arrastando uma maca com eles. Deitado na maca, com o tubo de gás novamente na boca, eu notei que todos os nossos vizinhos observavam este que vos fala amarrado numa maca, de cuecas, enquanto meu irmão e minha namorada debatiam em voz alta a forma como eu me acidentei.

Sensacional.

Era a minha primeira vez dentro de uma amulância. Eu tinha uma experiência superficial com o ambiente, advinda dos filmes. Uma porrada de instrumentos médicos povoavam o interior o veículo – reconheci um desfibrilador portátil, aparelho que fui treinado a usar no trabalho. O desfibrilador estava montado numa base retrátil, que podia ser puxada pra fora pra coloca-lo mais próximo do paciente.

Havia um monte de gavetas cobrindo toda a área intera do negócio. Pra onde eu olhava, havia uma gaveta. Jeff abriu uma dessas, e puxou um pacotinho plástico. Havia uma mera semelhança com um embrulho de doce, e lembrei-me de quando eu ia no dentista e o cara me dava um pirulito.

Jeff não tinha um pirulito pra mim. Ele rasgou a embalagem e revelou um cáteter. Sua mão mergulhou na gaveta novamente, e voltou à minha vista com outro pacotinho. Ele rasgou o novo embrulho, e seu conteúdo era aquilo que é tão universalmente odiado quanto pizza de atum ou Hitler:

Uma seringa. A visão do instrumento odiável enviou calafrios à minha espinha.

Habilmente, Jeff descartou os dois pacotinhos plásticos num receptáculo marcado com o símbolo que indica dejeto hospitalar. Com a mão livre, ele depositou a seringa e o cáteter num banco ao lado.

Sob a névoa do gás, perguntei “…seringa pra que?”

Jeff agora se inclinava por cima de mim, tentando alcançar uma gaveta próxima ao teto da ambulância. Ergui um pouco o pescoço e pude ver que ele estava aparentemente procurando alguma coisa entre o conteúdo da gaveta.

“O problema do gás do riso” explicou Jeff “é que o efeito dele é muito fraco, e a pessoa adquire tolerância rapidamente. Daqui a pouco o efeito sedativo dele vai passar, e suas costas vão doer mais do que estavam doendo antes. E não queremos isso, né?”

Estranhei o tom teatral dele. Imaginei que na faculdade, os caras são instruídos a manter tom informal e amigável com o paciente, pra inspirar confiança e acalmar os acidentados.

Jeff puxou alguma coisa de dentro da gaveta, e eu não consegui ver o que era por causa do ângulo. Ele fechou a gaveta e sentou-se novamente no banco. Aí ele olhou pro objeto em sua mão, se inclinou em direção a mim e o estendeu-o diante dos meus olhos. Era um vidrinho de uns quatro centímetros de comprimento, com lacre metálico em cima.

“É aí que isso aqui entra”.

“Que é isso?” perguntei curioso. Jeff não estava brincando, dava pra notar que os efeitos do gás estava realmente passando. E rápido.

“É um sedativo um pouco mais forte. Ele vai te deixar um pouco tonto e menos alerto ao mundo ao seu redor, mas eu poderia derrubar uma bigorna na sua canela e você não vai sentir nada”.

E sem perder muito tempo, Jeff removeu a proteção plástica do catéter, exibindo a parte pontuda. Ele produziu um algodão do nada e começou a desinfetar as costas da minha mão.

Eu queria protestar o uso da injeção, mas eu não sabia o que dizer. Não queria dar uma de frouxo, mas porra, eu já estava todo fodido. Tive que ser resgatado pelo 911 por ter caído da cama. Todos os meus vizinhos me viram sendo levado pro hospital de cuecas, e eles sabem o motivo. Minhas costas estavam doendo como nunca nenhuma parte do meu corpo doeu. Precisava me furar também?

Mas precisa mesmo?” perguntei temeroso e tentando não transparecer minha mariquice.

“Bom” respondeu Jeff num tom que indicou que minha tentativa foi falha “o efeito do gás vai passar. E quando chegarmos no hospital, você não vai poder ficar andando por lá com o tubo. Vai ter que ser intravenoso mesmo. Relaxa, nem dói”.

Whatever, pensei enquanto ele terminava de desinfetar as costas da minha mão. Olhei pro outro lado enquanto ele enfiava o catéter na minha mão. A sensação de um objeto estranho adentrando a pele não é exatamente dolorosa, é mais é agoniante.

O paramédico em seguida afixou o catéter na minha mão com fita adesiva. Ele então meteu a seringa no vidrinho, sugou uma quantia que julgou suficiente, e deu tapinhas no vidro.

“Ahahaha, igual nos filmes” falei pra mim mesmo em voz alta.

“É pra remover o ar”, explicou o Jeff. E depois conectou a agulha com a saída do catéter, e empurrou o êmbolo.

Cinco segundos depois senti o alívio. Aliás, o alívio foi tão grande que eu tive a impressão de que iria me borrar/mijar todo se não me segurasse. Minha cabeça pendeu pro lado, e eu senti sono. Jeff apanhou o cilindro do gás e o depositou em outra gaveta. Depois descartou a seringa no mesmo lugar onde havia jogado as embalagens.

Olhei pro cáteter. Apertei a pele na área onde o tubinho entrava na minha mão; era estranho sentir aquele troço embaixo da minha pele.

Notei os adesivos que o maluco usou pra firmar o cáteter no lugar. Imaginei o quão doeria pra arrancar aquela porra, que invariavelmente levaria junto todos os pelinhos da minha mão. Pra testar a aderência do negócio e ter uma idéia de quão dolorosa seria sua remoção, arranquei as beiradinhas.

“Izzy, pare de mexer no negócio!” veio a voz da namorada, que estava sentada na frente da ambulância. Eu havia até esquecido que ela estava lá.

“Como é que você está me vendo?”

Jeff apontou pra um círculo plástico afixado acima das portas traseiras da ambulância. Um círculo composto pelo que parecia várias LEDs adornava a circunferência do negócio.

“Tá vendo aquilo? É uma câmera, tem um monitorzinho lá na frente, pra eles saberem o que acontece aqui e tal”.

“Hmmm.”

“Pare de arrancar o negócio!” repetiu a namorada. Ouvi-a dizer pro motorista que eu era “igual criança”.

Deixei o adesivo em paz. Quando essa porra tiver que sair, pensei, foda-se. Vai com cabelo e tudo mesmo.

Poucos minutos após isso, chegamos no hospital.

A ambulância estacionou na parte traseira do hospital, um detalhe que eu só vim perceber quando os paramédicos puxaram minha maca pra fora – não dá pra ver absolutamente nada do mundo exterior quando você está deitado na traseira de uma ambulância.

Cerrei os olhos sob a claridade do ambiente exterior. Quando abri novamente, a namorada tava do meu lado, carregando minhas roupas. Os paramédicos trocaram palavras rápidas e saíram em direções opostas; o Jeff passou a empurrar a maca em direção à entrada. Imaginei que os outros caras tinham alguma papelada pra preencher em relação ao meu resgate.

A maca parou às portas de vidro do hospital. Através da mágica do sensor infravermelho passivo, elas se abriram permitindo nossa passagem.

O cheiro detestável de gente velha e doente permeava o ambiente e ofendeu minhas narinas no instante que entramos no local. O Jeff me empurrou num cantinho do corredor, e em seguida levou a namorada pro balcão, pra fazer o meu check-in ou seja lá qual o termo usado no contexto hospitalar. A namorada colocou as minhas roupas embaixo da maca, fazendo sinal de “já volto”. Ela me deu um beijo na testa e saiu.

Tentei ver onde exatamente ela colocou as tralhas, se estavam apoiadas em algum suporte na parte inferior da maca ou no chão mesmo, mas as drogas que os meus resgatadores injetaram na minha mão impedia de me mover muito, por mais que eu tentasse. Profeticamente, visualizei a namorada vindo pegar minhas roupas e deixando o iPhone cair do bolso da calça. Suspirei enquanto uma velhinha passava lentamente ao meu lado, com uma daquelas haste com uma bolsa de soro intravenoso a tiracolo.

“Eu podia estar twittando isso agora mesmo”, pensei. Imaginei como descreveria a velhinha caquética, de aparente 400 anos de idade, enquanto ela perambulava aparentemente sem rumo na ala de emergência do hospital.

Joguei o braço pro lado da maca, numa tentativa fútil de alcançar o celular que jazia embaixo da maca. Esta ficava a mais ou menos um metro de distância do chão. Não havia chance de alcançar o negócio, caso ele estivesse no chão. Desencanei da porra do celular.

Comecei a imaginar como é que eu explicaria a porra do acidente ao meu chefe, quando fosse requisitar o inevitável dia de folga pra recuperação. Nisso eu ouço a enfermeira no plantão repetir, com aquele tom na voz que deixava claro que ela acreditava não estar entendendo a história.

“Mas ele caiu da cama?”

“Sim”, era a voz da namorada. O ângulo em que me colocaram no corredor não me permitia ver a cena “ele estava arrumando a cama e caiu. Caiu no chão. Enquanto arrumava a cama. Isso.”, ela continuou.

Não dava pra ver a cara da namorada, mas eu consigo imaginar exatamente o semblante que ela esboçou. É tipo aquele quando você trás um sujeito novo pro grupo de amigos, e o infeliz passa a noite inteira fazendo aquelas piadas incrivelmente sem graça que provocam um clima de constrangimento que dura vários segundos.

Em outras palavras, eu imagino que naquele momento ela exibia o clássico olhar “meu deus, que vergonha de me associar com esse retardado”.

“Mas quantos metros de altura tem essa cama?” perguntou a enfermeira. Não consegui distingir se ela usou tom de sarcasmo brincalhão, ou provocativo.

Ouvi uma risadinha sem graça da namorada. Alguns momentos de silêncio, e de repente a menina se materializa do meu lado.

“Já preenchi tudo pra você, já já eles te levam pro atendimento. Como você está?” ela interpelou.

Mas que porra de pergunta ein minha filha” falei. E em seguida, “Já estive melhor”, arrematei, meio arrependido da minha hostilidade. Ela notou que eu coçava a mão furiosamente.

“Pára, menino!” ela falou, puxando meu braço pra longe do catéter. E sim, eu sei que houve uma reforma na língua portuguesa e que “pára” não tem mais acento e blá blá blá por que você não vai chupar uma piroca, ein? Tou contando uma história aqui, caralho.

“Tá coçando demais essa desgraça” falei distraidamente enquanto escaneava o local “vai demorar muito isso aqui?”

“A enfermeira falou que já já vão te levar pro atendimento. Não deve demorar muito”

“Tou com fome. Me dá meu iPhone aí” eu disse, num total non-sequitur.

A namorada se abaixou pra pescar o celular das minhas calças. Ela se levantou com a calça nas mãos, e então eu ouvi o barulho claro de um objeto de plástico caindo no chão e quicando algumas vezes. “Aiii…”, falou a menina.

“Mas puta que o PARIU…” falei baixinho. Uma enfermeira passava perto no momento, me ouviu e fez cara feia. Suspirei e cocei o cateter de novo.

A namorada se abaixou pra pegar o celular. Ela limpou a tela com a blusa, ligou-o e destravou a tela. “Olha, ainda funciona direitim, fica com raiva não amor ^_^”.

Minha mulé é um personagem de anime ambulante.

“Pera que eu vou comprar uma bobagem qualquer pra você comer” ela disse e saiu, certamente tentando me recompensar por ter estatelado a porra do celular no chão.

Apanhei o bicho, abri o cliente de twitter e informei meus amiguinhos de que no momento eu me encontrava fodido e num hospital. A namorada apareceu logo em seguida, com um saquinho de salgadinhos aleatórios.

Poucos segundos depois, apareceu uma enfermeira com uma prancheta na mão.

“Izzy?”

“Opa, é nóis dona enfermeira” foi o que eu não falei. Ao invés disso, eu disse apenas “sim”.

“Opa, tudo bom? Sou a Tracy. Vamos lá” foi o que ela disse, de forma alegre e meio misteriosa. Mas vamos lá ONDE, mulher?

Ela me levou pra uma ante-sala (tem hífen nessa porra? Eu lá entendo dessa merda de reforma) com várias camas separadas por cortinas. Deitei-me em uma das camas, sob olhar cuidadoso da enfermeira lá. Ela fechou uma cortina ao meu redor e falou que um médico iria me atender em breve.

Nisso eu pensei naquela tal responsabilidade jornalística que eu vivo mencionando, e decidi que seria uma boa hora de imortalizar aquele dia de merda em formato .jpg. Eis as imagens:

Fiquei lá sozinho com meus pensamentos e meus salgadinhos (que eram uma merda, já que você pergunta), apesar da orientação da enfermeira de que eu não deveria comer nada antes de ver o dotô. Talvez seja por isso que eu fiquei meio envergonhado quando uma segunda enfermeira veio falar comigo e esboçou claro desgosto ao me ver ignorando a orientação da outra.

“Você tem alguma alergia?” ela foi direto ao ponto, sem o usual bom humor que parece uma constante na galera da profissão médica. Não pude deixar de notar que a mulé era estonteante. O cabelo loiro dela tava preso, aquele glorioso rabo de cavalo balançando atrás dela. O jaleco dela era modesto, mas os traços de mamas gloriosas eram claramente visíveis por baixo dele.

O que estou querendo dizer é que a mulé parecia uma enfermeira, sim, mas o tipo que estou acostumado a ver em formato Divx com uma URL do naughty-america.com no cantinho inferior direito.

Pensei tudo isso antes de responder “não, nenhuma alergia”. Ela fez uma anotação numa pranchetinha.

Toma algum medicamento controlado?” porra, a mulé precisa usar esse tom de descaso? Que escrotinha. Ou estaria apenas de mal humor naquele dia específico? Jamais saberei.

“Não, nenh…”

“Seu endereço é (…)?”

“Isso”

“O doutor vem ver você já já” ela disse, colocando a pranchetinha numa prateleira. E se virou pra ir embora, me lembrando mais uma vez por que eu adoro a Lululemon.

Lululemon é uma grife local que faz roupas esportivas. A despeito do preço ridiculamente abusivo (calças da Lululemon custam na faixa de 150 dólares, enquanto calças idênticas porém com outros logos se encontram por menos de 30), a marca é extremamente popular aqui na cidade.

Esse é o tipo de roupa que eles vendem.

E era isso que a enfermeirinha estava trajando.

Minutos depois o médico aparece. O cara mal olhou pra mim; ele devia ter ouvido a história da cama e concluído que eu não poderia estar tão machucado assim. Ele me entregou uma cartela de Oxycontin, um poderoso analgésico, e uns papéis explicando sobre o quão perigoso o tal medicamento é, porque aparentemente vicia com muita facilidade.

Tomei uns ali mesmo, curioso sobre o efeito do famoso remédio. Nunca fui muito de experimentar drogas, então imaginei que seria uma reação interessante.

E como foi. Ao longo dos próximos 5 dias, sempre que as costas começavam a doer mais, eu metia um comprimido na goela. Em questão de minutos, tava LOMBRANDO. A reação inicial era uma de sono; eu me sentia sonolento, mas não estava realmente com vontade de dormir. Em seguia vinha um alívio fortíssimo pelo corpo inteiro, a melhor forma de descrever a sensação é dizendo que dava a impressão de que se eu não me controlasse ativamente, me mijaria, cagaria e gozaria todo se desse o menor espirro.

Trevor – como bom amigo filho da puta que é – já havia contado pra todos os nossos colegas de trabalho sobre como eu me acidentei ARRUMANDO A CAMA, e jazia caído no chão de cuecas, na mais triste figura, esperando ser socorrido por paramédicos.

E sempre que algum colega de trabalho que ainda não havia ouvido a história me perguntava como eu me acidentei, eu me lembrava do conselho que dei no começo desta série – se você for se acidentar, tente não se acidentar de forma vergonhosa.

E pra tornar a coisa ainda mais engraçada (pra vocês), anteontem chegou a conta da ambulância. O plano de saúde federal cobre tudo, MENOS viagem de ambulância.

Conta de 351 dólares. Com 10 dias pra pagar.

Eu só me fodo mesmo.

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Categorias: Vida maldita

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 29 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

135 Comentários \o/

  1. @Slay_D says:

    Basicamente um revival de “O dia em que eu me fodi”

  2. Renan says:

    É, eu tb arrumo cama desse jeito…

  3. Geovanni says:

    Ri muito com esse, quando li o outro

  4. @rhobsonv says:

    AHEUAEHUAEHAEUAEHAEUHAE
    Chorei de rir. Se fudeu legal einh Izzy.

  5. Caramba, 300 conto de ambulancia? hahaha facada mesmo.

  6. Eduardo says:

    Aqui no Brasil o governo tmb DEVERIA cobrar pela ambulância.

    Tem gente q não tem nada pra fazer no domingo (bem diferente desse caso do Izzy) e quer dar voltinha de ambiancia. O custo inibiria casos como este.

    • Hiago R Lira says:

      Nao. Nao deveria. Nao podemos ter como exemplo o sistema de saúde norte-americano (se é que podemos chamar esse serviço -- RIDÍCULO -- de saúde). Direitos básicos devem ser bancados pelo estado. Nao se pode cobrar. Essa é a politica democrática que Socrates nos ensinou e que prevalece desde a Grécia antiga. Eua, Canadá, etc, não fornecem um sistema de saúde de boa qualidade. Eles acham que a saúde é um bem material, não um direito. Só tem direito a saúde quem tem dinheiro. Nao se pode cobrar por um direito. Ainda bem que no Brasil temos o SUS, que diga-se de passagem é um puta sistema de saúde, há falhas, claro, mas em alguns casos ele funciona. Nao funciona totalmente, mas funciona. Foi um sistema bem bolado. A saúde do EUA, por exemplo, é mais falha que a nossa. E é país de “1° mundo”.

  7. Mas tbm foderia totalmente quem precisa de atendimento.

  8. Will says:

    “Basicamente um revival de “O dia em que eu me fodi””
    um pouco pior, uhahauhua isso ai envolve muita dor física

  9. Raphael says:

    Tá vendo, se pagasse por sexo como nós, pessoas espertas, teria economizado umas 150 pratas + a humilhação.

  10. Izzy, vc precisa aprender a técnica de arrumar a cama sem subir nela. É parecida com a sua, mas você faz isso ao lado da cama, não em cima :P

  11. caio rufino says:

    “Minha mulé é um personagem de anime ambulante.” acredite, a minha tbm é

  12. “2º esse Oxycontin tem venda controlada?”

    uahaahauhauhauauhuahuhuhau em que mundo vivemos

  13. formiga says:

    Porra, era melhor ter ido de táxi.

  14. Lucas says:

    lol pra compensar o plano de saúde, te fodem com a conta, e vc não disse no text se já está bem xD ( se bem que com essa conta ninguém estaria bem :p)

  15. Will says:

    qdo foi isso afinal??

  16. Leandro says:

    puts, ri muuuuito da história!
    só voce mesmo Izzy.
    e sim, usamos a técnica das duas pontas da coberta para arrumar!

  17. Lucas says:

    Putz que gordisse isso de arrumar a cama subindo nela xD

  18. Gustavo Pereira says:

    Post repetido? LOL

  19. IsraeL says:

    Texto repetido de novo?

  20. Henri Sardou says:

    E o pior é que o quarto continuou bagunçado…

  21. Realmente, post repetido :P

    Que diaxo de estratégia é essa, Kid?
    Pense nos seus leitores antigos :x

  22. Gutenberg says:

    Tastes like delicious copypasta!

  23. CCCC (Discípulo) says:

    Kid viado, vai morrer de tanta história repetida.

  24. Pedro says:

    Eu nunca fui muito bom em interpretar brincadeiras quando elas são escritas então se eu estiver falando merda peço desculpas.
    Alguns dias atrás eu li ou no seu blog ou no seu twitter que você era ateu e nem em uma turbulência muito foda você rezou mas aparentemente, no momento em que você caiu e sentiu a dor nas costas parou pra pensar na sua carga karmica com um pouco de preocupação.Eu não sei se foi uma brincadeira pra deixar o texto mais divertido ou se falou sério e só estou comentando que isso é meio estranho.Novamente, se falei merda sorry mas se não é só um comentário nada de mais.

  25. V says:

    Pra q repetir essa porra?

  26. Leandro says:

    Pela nova reforma Kid, é “antessala”

    Valeu.

  27. z3hr0_C00l says:

    Deveria criar um série “Vale a pena re-ler denovo!”

    Se bem que não vou perder tempo de ler a mesma historia. Deveria ser um post igual o relançamento de Avatar, aqui no caso, seria com parágrafos extras.

  28. Eric says:

    Ou seja, foi o sexo mais caro pelo qual tu pagou e não fez por estar com as costas fodidas.

  29. pedroanderson says:

    1º Lembrei do dia em que minha mãe disse “Tu lembra q caiu da BELICHE DE CIMA essa noite?”
    eu: “não” o.O
    tu é azarado mermo.

    2º esse Oxycontin tem venda controlada?

  30. Pedro_YarthoX says:

    PQPVC *A*AS*DYA*SYD*ASYD*wfgusdgafag efuygwae7vfyg3q74wrvqwn7rq437trifsdfuahduhaudhad

  31. Picão says:

    Caralho de novo esse post?
    E o pior é que tem várias pessoas que não leram. ¬¬ aff

  32. Will says:

    Quide,voce foi comprar o iphone 4 e pra disfarçar tá fazendo esse repost(que continua sendo engraçado)?

  33. Andr[e says:

    Bom, o post é velho, mas a parte da ambulância é nova, hahahaha. Que bela bosta xD.

  34. Cynthia says:

    Ambulância bandeira 2.
    Não, 20.

  35. Raysa says:

    Izzy, se você lançar um livro vai fazer sucesso!
    hahahahaha mto bem narrado!

  36. Issue says:

    porque o repost? .-.

  37. Celina says:

    era mais fácil ter arrumado a cama do jeito certo!
    Mas e aí, vc está melhor?
    Quando foi isso?

  38. Bru says:

    SHUSHUSUHSUHUHSUHSUHSUHUSHSUH
    carai izzy
    q doh :/

    fikei comovida
    mas PQP q jeito de se foder todo UHSHUSUHUHSHUSUHSUHSUHSUHSUHSUHSHUUHSUHSUHSUHSUHSHUSUHSUHSUHSUHSUHHUSHUSHUSHUSUH

    eu jah cai andando de patins dentro de casa e bati a cabeça no chao
    mas vc superou USHHUHSU

    parabéns SHUHUSHUSUHSUHS

  39. Marcelo says:

    Mas no final o que foi que você quebrou/deslocou/luchou ? Se isso se faz sentir menos ridiculo eu quebrei a clavícula em 2 partes caindo na rua =P
    http://tinyurl.com/2f43nm5

    Mudou para os EUA ? Você não trampava numa sexshop no Canada ? Sera que perdi alguma coisa ?

  40. armstrong says:

    RESPOST DE CU É ROLA

  41. Felipe says:

    Ri muito nessa parte: “A melhor forma de descrever a sensação é dizendo que dava a impressão de que se eu não me controlasse ativamente, me mijaria, cagaria e gozaria todo se desse o menor espirro.” Essa foi foda, Izzy. Se fodeu legal. Mas bem que superou.

  42. Eduardo says:

    Grande parte das frase eu me recordo já ter lido. Mas esse post é clássico. eheheheh

    Quem não gosta de calça suplex :P

  43. Fernando Lotti says:

    cara, quando é que vc colocou calça? Pelo que entendi vc entrou de cueca na ambulância e nas fotos que tirou aparece de calça.

  44. Lucas Rudiero says:

    Das antigas, hein Kid? Tava esperando um post desse há tempos. Do caralho mesmo, bons minutos de gargalhada aqui rindo da tua desgraça.

  45. Anita says:

    Sim, eu arrumo a cama assim! oO

  46. Blasco says:

    Pô Izzy…
    Melhoras pra você ai!
    Sua história foi fenomenal, conseguiu descrever ótimos detalhes em seu texto (que esta cada vez melhor), prendeu totalmente a atenção do leitor.
    Fique longe das arrumações de cama e espero que tua mulher considere o fato de que tudo foi para agradá-la e te recompense, quando ficar curado claro!
    Abraços

  47. CCCC says:

    Kid vai morrer de tanto post old no cu.

  48. Pedro says:

    Fazendo experiências com seu público, Izzy? Postou um post antigaço e famoso pra ver se o povo lembrava ou só engolia. MAS NÃO A MIM.

    Te peguei, hein.

    Te peguei.

  49. Pedro says:

    O meu coment ficou extremamente retardado sem uma “Pode ter enganado todos” antes do ponto do primeiro parágrafo. Hum.

    Dane-se isso, vou reler você se fodendo.

  50. Eu deveria rir da sua desgraça ou aprender a lição de moral de não subir na cama para arrumá-la? Minha cama fica do lado da parede, então acho que a última opção não se aplica, desculpe.

    E tem um pequeno erro seu aqui:
    “É tipo aquele quando você trás um sujeito novo pro grupo de amigos…”
    Fora isso, ótimo texto :D

  51. Kuat says:

    Porra Kid, post repetido…

  52. André says:

    OLD, mas eu ri de novo quando li sobre o efeito do remedio.

  53. Blasco says:

    Isso não aconteceu agora e não deve ter acontecido nunca! Historinha inventada…
    Mas boa!
    Abraço

  54. A parte do “pára” e a reforma ortográfica é a melhor.

    Cara, vc escreve bem. Sempre faz textos bem maiores que o habitual e que prendem a leitura. Da próxima vez, arruma a cama do chão mesmo.

  55. LipeML says:

    Mas… Tu SOBE na cama pra fazer isso? Precisa subir mesmo? Que estranho.
    Agora, essa parte do: “Olha, ainda funciona direitim, fica com raiva não amor ^_^”. /elri

  56. Gabriel_n00b says:

    eu arrumo minha cama desse mesmo jeito… só que minha cama é do lado da janela e… eu moro no segundo andar. Melhor eu acabar com esse hábito.

  57. stheno says:

    Eu ri muito disso…

  58. Peterson says:

    caramba, isso ja tem mais de um ano e só agora que voce conta?(vi pelo dia em que a foto foi editada)

    ri demais com isso, é igual meu tio contando as historias dele, a diferença é que SEMPRE algo vergonhoso acontece com ele hahahahahhaha

  59. Thito says:

    não lerei de novo :/

  60. Moisés Freire says:

    CARALHO!!! U$$351?
    Puta que pariu digo eu, por mais que nós brasileiros adoramos rir da desgraça alheia, quando chegou na parte de pagar, perdeu totalmente a graça, puta que nos pariu.

  61. Nath says:

    Eu não arrumo a cama asssim, estava até pensando em arrumar, mas depois de ver o que te aconteceu desisti…
    o foda é q crianças caem dos jeitos mais inusitados e não se machucam…
    poha trezentão só a ambulancia q roubo…
    entrem plix no meu blog http://oquevcdisse.blogspot.com.br/

  62. Thiago says:

    Repeat !? Repeat !? Repeat !? Repeat !?

    Bem, por incrivel que pareça, apesar de já ter lido esse post umas 234 vezes, sempre gargalho como da primeira vez…

    Poderiamos chamar isso de talento???

  63. madinha says:

    Que drama hein… Quando vier ao Brasil leva umas caixas de Ibuprofeno e Nimesulid… Não precisava baixar hospital por causa disso não.

  64. Leon says:

    Oxi, acho que já li esse texto antes Oo

  65. rodebem says:

    Isso não aconteceria se você arrumase a cama que nem gente… Subir na cama pra arrumar?! WTF?!
    Mas olha pelo lado bom, o iPhone não quebrou :)

  66. Raizen says:

    Izzy -- Off post…
    Velho teve uma galera postando tópicos com seus textos e assumindo a autoria, não está acontecendo no momento mas houve tal comportamento, postei um tópico com um assunto que abordou aqui, mas infelizemente não pude dizer a fonte (é proíbido propagrandas), por outro lado informei que o texto não era meu. A postura que esse pessoal não teve. A comunidade é “Teoria da Conspiração” com 124.000, depois que postei percebi que deveria no mínimo ter escrito o NOME do autor do texto (o que farei caso volte a publicar algum texto interessante que encontrar aqui).

    Lembra do “Top 5 mistérios inexplicados”?, pesquisei no fórum da comunidade e fiz uma acariação nos textos. Passando as págimas vi gente brigando pela autoria.

    É isso cara, espero que não se incomode quando eu levar alguma coisa referente a proposta da comunidade e que você tenha escrito.

    Qualquer coisa nos falamos por mail (raizenk@gmail.com)..

    Abraço

  67. Raizen says:

    Caralho, escrevi igual um asno…

  68. Kid says:

    Raizen, seria útil tu deixar um link né, pra eu não ter que sair vasculhando o orkut.

  69. ÐaviD says:

    Quem não bebe, não tem estórias pra contar. No caso do Izzy: QUEM NÃO SE FODE, NÃO TEM ESTÓRIA PRA CONTAR.

  70. Roberto says:

    Por essa história tão longa eu esperava que você pelo menos tivesse quebrado a bacia.

  71. dodo says:

    porra izzy, re-repost é osso

  72. Pedro says:

    Aí Kid, vi isso aqui e só lembrei do seu vício de Twittar:
    http://sharkrobot.com/t-shirts/incase-of-fire-exit-before-tweeting-pre-order-till-3-29

    Eu comprava. Pra se lembrar, sabe.

  73. nem na bala que eu vou ver 33720 caracteres… é quase um livro isso tudo kkkkkkkkkkkkkkkkk !! o importante que vc eta bem né ?

  74. Marcelo Divê says:

    Eu ri exatamente ou mais do que eu ri quando eu li esse texto pela primeira vez a alguma tempo atrás. Agora, a pergunta que ficou é, quanto tempo eu tenho que esperar para reler um texto engraçado e rir novamente de suas piadas.
    Onde está meu “Guia do Mochileiro das Galáxias”?

  75. weslley says:

    nossa 300 doletas pela viagem de ambulancia , pega um avião na proxima .
    me RACHEI. kkkkkkk.

  76. Nuno says:

    Este eu ainda não tinha lido. Bons posts merecem bis.

  77. Anderson Mendes says:

    Again? =/

  78. vinicius says:

    PORRA
    se fuder hein
    texto gigante, meu olho está doendo.
    Se fosse um vestibular tu seria desclassificado por ter ultrapassado o limite de linhas. Precisa detalhar tanto assim em algo que poderia ser explicado em 4 paragráfos de 5 versos?
    Deveria ter morrido :D

  79. IsraeL says:

    Oba! HBDTv #23 no youtube!!!

  80. Bier says:

    Whatafuck???
    Como é que vc arruma a cama, Izzy?
    Gargalhadas aqui!
    Se for repost, grande coisa, considerando que tem gente que está lendo pela primeira vez esse texto (eu, por exemplo).

  81. [...] O dia em que eu fui parar no hospital por arrumar minha cama [...]

  82. Desde o velho post sobre o ocorrido achei sua maneira de arrumar a cama totalmente mongol. Isso q mal entendi da primeira vez q diabos vc estava fazendo em cima da cama. De qualquer forma, demorou pra gravar um video demonstrando a técnica de arrumação de cama. Juro q ñ vou torcer pra vc se foder denovo durante a demonstração. JURO!!!
    LOL

  83. Elise says:

    É fato, os profissionais da saúde são “orientados” a tratar os pacientes assim. E eu também arrumava cama do mesmo jeito que vc, mas quando era criança. E nossa, o valor que você pagou em seu deslocamento ao hospital, dava pra eu ver minha mãe em SP (1.100 km)! Oo

  84. Andropov says:

    haha. Eu arrumo a cama desse jeito também. Esse texto lembrou uma desventura minha, coisa de três meses atrás.

    Num belo sábado, fui dormir e acordei no meio da madrugada com o maxilar deslocado. Fiquei com a boca aberta e não conseguia fechar. Isso já havia acontecido antes, a primeira vez foi em 2005, eu tava de palhaçada com a patroa, coloquei uma bolacha interia na boca, atravessada, e trancou o maxilar. Tive que ir até o hospital pra ficar normal. Depois aconteceu algumas vezes de trancar, depois de um bocejo por exemplo. Mas eu sempre consegui por no lugar o maxilar, o médico me ensinou um jeitinho de fazer isso.

    Pois bem, mas dessa vez eu não consegui, fiquei quase uma hora tentando por o maxilar no lugar, e quando vi que não ia ter jeito chamei o pai, que estava na minha casa, pra me levar no hospital. Não quis chamar a mulher porque ela fica nervosa com essas coisas.

    Chegando no médico, lá pelas 3 da manhã, ele viu a situação e logo de cara soltou uma expressão nada animadora: “Putz!”. Hahahaha. Ele tentou colocar o maxilar de volta, mas doía muito. Então ele resolveu me dar morfina, sedado ele tentaria por no lugar de novo. Ele aplicou a injeção, e senti que eu estava apagando aos poucos. Quando voltei a mim , lá pela uma da tarde, estava deitado na minha cama, com uma tala na cabeça e o maxilar no lugar. Ufa! Conversando com o pai ele disse o sufoco que eu passei. Ele disse que gritei muito de dor enquanto ele colocava o maxilar no lugar, que me levaram de volta pro carro numa cadeira de rodas, na volta pra casa eu conversava com o pai, e chegando em casa fui ao banheiro mijar. Mas eu não lembro de NADA disso. Muito sinistro.

  85. Eduarda bs says:

    haha, eu também arrumo a cama assim AUAHEUAHUEH’ rimuito

  86. LF says:

    HAUAHUAHUAHAUHAUHAU

    que fodástica sua história, minha primeira vez no blog e ri pra carái

    mas cara, eu uso essa tecnica de up&down no lençol pra arrumar a cama, SEM subir na POOOORRAAAA da cama. tenta faze isso em pé aos pés da POOOOOOOOOOOOOOORRAAAAAAAAAAA da cama. daí qnd vc cair vai doer menos e ser mais barato.

    vlw felicidades

  87. Issue says:

    Não é repost, é só um erro na matrix.

  88. Victor says:

    Pensava que era o único.
    Um dia, acordei (dã). Ao me levantar da cama, coloquei primeiro o pé direito no chão. Quando estava praticamente de pé(com apenas o pé direito no chão), fui apoiar o corpo com o pé esquerdo. Mas era tarde demais, antes de apoiar os dois pés no chão, dei um jeito que caí de bunda. Resultado: 3 meses de fisioterapia por ter levantado da cama.

  89. variant73 says:

    parei na descrição do quarto onde ele demonstra todo um esforço pra parecer mais geek como se isso impressionasse alguem além dos geeks wannabes.

  90. gabriel says:

    Quando li a parte da fita e dos pelos me lembrei de hoje de manhão, lá no hospital quando foram tirar o cateter da mão do meu pai, que tem bastante pelo!
    uehuhaeuheuhe
    muito bom esse post!

  91. Renato Rios says:

    não por você se fuder, mas sou seu fã!

  92. @jp_ferraz says:

    Hahahah que dó cara

  93. Clary Mota says:

    Não consegui controlar o riso. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    Coitado de vc Izzy. Bem sei como é. Já sentir uma dor mto forte nas costas Não ao ponto de ir parar no hospital, mas foi punk. Tinha acabado de tomar banho e qdo fui vestir o short, ao abaixar pra colocar e subir, a coluna travou. Fiquei em pé, estática sem conseguir dar um passo. Mexia a perna e doía até a alma. Mas liguei pra um farmacêutico amigo da familia e ele receitou algo e a dor diminuiu. Mas a coluna ficou dolorida por uns dias ainda.

  94. Chris says:

    nossa cara tu deu bobera na hora que vc esgorrgou mas n posso reclamar ja aconteceu pior comigo sabe minha cama fica praticamente do lago do guarda-roupa então tinha um pau da cama quebrado prendi meu pe quando o cochão abaixou bati a cara no guarda-roupa n é facil n

  95. Chris says:

    ei cara faiz um favor reponde a galera ai

  96. Chris says:

    cara te dou uma dica chuvero mau paravusado significa me fudi quando eu era garoto fui tomar banho sem querer foi brincar com o rodo bati o rodo no chuvero ele balanço dai pensei oque vai acontecer ?? derrenpende poft na minha cabeça abriu uma rachadura na minha cameça XD

  97. Chris says:

    aquele chuvero besava uns 20 quilos

  98. Chris says:

    cara sou seu fã de carterinha adoro as suas fudisões

  99. Chris says:

    cara que hospital é esse vc so caio da cama não deve ter sido dão grave pra uma conta dessas

  100. Dorky says:

    Não sei qual o pior, escrever essa história ENORME de como foi parar no hospital por arrumar a cama ou quem leu tudo. E antes de se defender seja sensato pra assumir que ler isso não traz nada de bom pra ninguém.

  101. Diego Serra says:

    Eu ia até ler mas o texto é grande

  102. milene maia says:

    parabéns seu blog e muito… bom, mesmo achei sem querer mas posso dizer q foi um dos meus melhores achados digasse de passagem.

  103. Braion says:

    Caralho!! 350 conto por ser socorrido de ambulância??
    Tenso.

  104. Cinthia Prince says:

    Izzy, mto obrigada por “recompartilhar” essa história! Eu realmente não tinha lido ela antes e vc fez com que eu desse tanta risada como jamais havia dado antes com um texto tão comprido em um blog! PQP!! A forma como vc descreve se torna tão fácil de imaginar, q foi como se eu tivesse vivenciado toda a cena!! kkkkkkkkkkkkkkk Vc é simplesmente dimais! ;*

  105. Jésus Craisti!!!!
    Primeiro: #rialto
    Segundo: eu só me sinto aliviada ao arrumar o quarto quando ele já está totalmente (na medida do possível) organizado, ou seja, curto mais a linha de chegada do que a caminhada em si, o que é péssimo se considerarmos a arrumação do quarto como uma metáfora para a vida. Mas essa é uma lição que podemos aprender facilmente abrindo um livro do Paulo Coelho ou do Augusto Cury. :p
    Terceiro: colchões na sacada podem ter sido molhados por ooooutras coisas, sacomé? Quem nunca né?
    Quarto: que texto grande meu deus!
    Quinto: você curtiu um barato grátis e legalizado, então “tudo vale a pena quando a queda não é pequena” (putz, essa foi fraca, mas é o que temos para o momento)
    Sexto: que método bizarro de arrumar a cama, meo!

    bjo

  106. Ian Weleraon says:

    KKKKKKKKKKKKKKKKKK MIKEILITROS de tanto rir KKKKKKKKKKKKK

    Vlw por compartilhar essa historia com agente. KKK Vlw mesmo :D

  107. @GabrieloL says:

    Nem vi o tempo passar,nem ficou cansativo ler o texto. É colocado de forma divertida, então fica legal de ler. Espero que continue se fudendo,(no bom sentido…se é que tem um bom sentido) e nos trazendo mais histórias dessa sua vida batuta.

  108. alexandre says:

    Nao tem hifen, ok

  109. Kid nessa voce se superou! alias superou parte da humanindade! muito bom o texto, longo, mas dane-se valeu a pena ler inteiro, sua forma de colocar o narrador\personagem fica muito boa(ler uma seungunda vez em voz alta eh melhor).Nunca me mechuquei fazendo isso , mas minah mae quebrou o pé, num movimento parecido com o seu, ela foi fìmecher num quadro ou algo assim q ficava na cabeceira da cama e na hora de descer calculou mal. 40 dias de gesso!

  110. [...] cara, sério, eu perdi o topo da pesquisa para o Yahoo!, que vergonha maior pode existir? Além de ir pro hospital por arrumar a cama, [...]

  111. Ri muuuuuuuuuuuuuuuito e continuo rindo até agora. Só se fode!

  112. Kaique says:

    Já arrumei a cama assim várias vezes quando era pequeno, mas parei de fazer por que o lençol nunca ficava simétrico de primeira, então decidi que é melhor arrumar ‘do jeito normal’ mesmo. Salvei minha própria vida?

  113. [...] Versão quase porn. Cinto de Segurança salva vidas. Versão porn (NSFW) Moves Like MC Formiga Izzy Nobre em: O dia em que eu fui parar no hospital por arrumar minha cama A Prisão de Guantánamo Lavish: Minha vida é como Louis Vuitton, todo mundo quer! Jesse e Jeana [...]

  114. [...] os mais sensatos lembraram que eu fui parar no hospital apenas por arrumar minha cama, e levando isso em consideração eu deveria é andar por aí enrolado em espuma de colchonete e [...]

  115. mariana cucato says:

    E depois de ler esse texto aprendi a nunca mais reclamar da minha vida.. ps: eu tbm arrumo a cama assim.. tamo junto kkkkkkkkk

  116. Darruliene says:

    Caramba…. Ri sozinha e alto lendo a seu trágico acidente…

    Que dó de vc, mas muito engraçado pra nós…

  117. Leo Leghi says:

    Ri demais, ótima história, rsrsrs. Abraço.

  118. Paolley Ribeiro says:

    Adorei a maneira em que o sr. imortalizou este acontecimento doloroso e constrangedor. E sinto muito pelo que aconteceu, e espero que não se repita.

  119. João L. says:

    LOL!
    Li essa história anteontem no seu livro, e ri gostosamente da sua desgraça. Ai lembrei que tive uma parecida em 2010, só que envolvia um tênis molhado e suado num calor de 50 graus que eu não tirava a uns 5 dias, e ter que tirar o tênis no hospital na frente de enfermeiras nível Gisele Bundchen. Imagine quando o cheiro de doritos irradiado com plutônio e temperado com enxofre invadiu o recinto…

    Haha! Entendi o que você sentiu quando a sua Esposa pisou na sua merda Izzy!

  120. Juliana says:

    Se isso te deixa menos envergonhado, as únicas duas vezes que eu quebrei alguma coisa foram de formas extremamente ridículas.
    A primeira vez foi quando eu estava na 6ª série, eu já era zuada por usar óculos, ser mais alta e nova que quase todos da sala e não ser exatamente uma menina normal (eu era pentelha pra caralho e só sabia falar de Harry Potter e videogame), eis que meu professor de educação física inventa que a sala teria que fazer um percurso de obstáculos, no qual o primeiro era dar uma cambalhota. Vi TODOS os meus coleguinhas filhos da puta de classe fazerem tudo com maestria quando chegou a minha vez eu vou virar a porra da cambalhota e… wait for it… QUEBRO A CLAVÍCULA em dois lugares, quase tive que colocar pinos nessa porra. Todo mundo riu de mim, até o filho da puta do professor, a diretora do colégio e a minha própria mãe.
    A segunda vez foi mais cedo esse ano quando estava na festa de aniversário de uma amiga minha que havia alugado uma cama elástica, eu estava lá brincando de derrubar um o outro com um amigo apenas 10 anos mais velhos que eu quando o filho da puta me derruba e eu caio de bunda nas molas da cama elástica. Resultado? Quebrei o cóccix e tive que ficar de cama por duas semanas. A merda é que isso foi nas férias e nem tive a gloriosa sensação de faltar aula. :/

  121. Abapalut says:

    “Tentei me virar como pude mas a dor era muito forte, literalmente de tirar o fôlego. Jeff pegou meu ombro e me ajudou a completar a rotação, me deixando agora de costas no chão. Minha cara não ocultou a dor que eu sentia, e notei um outro paramédico entregando um cilindro conectado a um tubo de plástico ao Jeff.”

    Li essa parte aleatoriamente! Foi melhor descobrir depois que você caiu da cama!

  122. Leo Dabague says:

    Eu tambem tenho preguiça de dar a volta na cama, mas uso a mesma técnica sem subir na cama.. por quê raios você subiu na cama!? hahaha

  123. [...] Eu tenho um dom especial pra me foder sem fazer nada. Uma vez desloquei o ombro dormindo, e em outra ocasião fui parar no hospital arrumando minha cama. [...]

  124. […] foi o cara que me ensinou que mesmo uma história imbecil, como ir parar no hospital após cair da cama ou cagar no tapete do banheiro, pode virar algo […]