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Daily Vlog: Eis o problema do sistema educacional brasileiro

Postado em 18 May 2013 Escrito por Izzy Nobre 48 Comentários

Olhaí um vlog novo, turma! Vamos assistir juntinhos aí:

Como sempre, imploro: deixe joinhas, favorite, espalhe o vídeo entre seus amiguinhos pra ajudar essa porra a crescer. Quanto mais feedback um vídeo recebe, mais empolgado eu fico pra criar mais. Não te custa nada, porra! 😀

Caso você prefira assistir no youtube, basta clicar aqui!

Grato e tenha um belo dia.

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Categorias: vídeo

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

48 Comentários \o/

  1. André says:

    Kid, eu sou professor (de verdade, formado em historia e em letras), já dei aula em escola particular, escola publica, colégio de aplicação, cursinho, universidade federal, cursinho e o caralho todo. Vou copiar aqui um texto que eu postei outro dia num fórum. Nele eu falo exatamente sobre o problema central da educação.

    Veja o que acha. Basicamente eu tava respondendo pra um cara que perguntou se sistema da Finlandia funcionaria aqui. Eu respondi que “não. Eis os motivos, me diga o que vc acha (talvez vc esteja por fora pq vc tá fora do Brasil faz tempo, mas acredite, os alunos de hoje são isso o que eu vou falar aqui -- vc só foge disso se tiver matriculado numa escola de elite):

    “As escolas publicas brasileiras tem o minimo necessário para o bom funcionamento: tem sala, tem cadeira, tem livro, tem lapis, tem caderno, tem TV, tem internet, tem professores bons (pra entrar precisa fazer concurso, e eles são concorridos; entra quem sabe mesmo), etc.

    Sabe o as escolas daqui não tem?

    Aluno civilizado. O pessoal não faz a MINIMA IDEIA de como é agir em sociedade. Chegam na escola, não pra estudar, mas pra ficar ouvindo funk, rebolando e conversando putaria/merda. Não tem respeito pelos outros e acham tão abalando.

    Quem tá de fora fica: “ah, mas é pra dar uma aula envolvente, aula-show, divertida, pro aluno se interessar”… VAI TOMAR NO CU. Quem diz isso não faz a minima ideia do que tá falando. Os professores não conseguem nem fazer a porra da chamada, quanto mais dar aula-show. Diversão? Desde quando escola é circo e professor é palhaço pra divertir os outros? O pré-requisito pra uma boa aula é os alunos respeitarem o momento da aula, coisa que eles não fazem.

    Uma aula mais diferente, com debate e tudo mais, precisa que os alunos tenham conhecimento sobre o assunto, e esse conhecimento ele pega assistindo aulas normais. Depois de explicar as coisas de forma tradicionais, e os alunos estarem dominando o assunto, é que vc pode partir pra algo diferente. Nesses paises de primeiro mundo tipo Japão, é assim. É aula normal. Tem coisa diferente? Tem coisa pratica? Tem, claro que tem, mas isso é extra, isso são atividades que eles fazem depois de assistir as aulas regulares. O grosso da educação é aula normal, pois é nelas que o cara aprende o conteúdo. Aula diferente serve pro aluno praticar a teoria que aprendeu. Aluno ignorante, que não sabe nada, não tem capacidade pra fazer um experimento ou discutir num debate.

    E no Brasil, com os moleque tudo doido, tudo funkero e baderneiro, não da nem a aula comum.

    O problema da educação aqui é outro, tá em casa, tá na familia que não educa. Pelo contrário, só da exemplo negativos. Os garotos chegam na escola imitando os pais, ou seja, achando que são donos do mundo, já que é assim que os pais são assim.

    O problema dessa merda de pais é o proprio brasileiro. As escolas tem tudo, como eu disse. Pq não funciona? Pq a sociedade é podre, a população se comporta como animais selvagens sem respeito nenhum. É algo completamente impráticavel.

    Hoje mesmo, os pais foram buscar as notas dos filhos (isso em escola particular). Ai eu comentei com uma mãe que o filho dela não queria nada com a vida, não fazia nada e passava o dia escutando musica no celular. Reação dela? “Mas vc precisa educar mais, e mimimimimi”. Educar? VAI TOMAR NO CU, o filho é seu, a educação domestica dele é responsabilidade sua. Fora que ela já sabia disso, eu já tinha falando. É pra ela fazer o que? Tirar a porra do celular do moleque. Já que ele não tem maturidade pra andar com o negocio. Pega o smartphone dele e troca por um daqueles fodidos que não dá pra fazer nada além de ver as horas. Só devolve o smartphone quando as notas aumentarem e o garoto parar de receber reclamação. Amanha, porém, eu aposto que o garoto vai aparecer lá todo feliz ouvindo funk no smartphone dele.

    Na escola eu nunca recebi reclamação. Mas se acontecesse algo comigo, se um professor falasse algo do tipo pra minha mãe… Eu tava FODIDO. A primeira coisa que ela iria falar é: “É o que? Vc tá dando trabalho pros professores? Tu já era, moleque!”. Hoje, é o contrário, o filho faz merda e os pais acham lindo.

    Brasil, vai continuar nessa merda por pelo menos mais alguns seculos. Nem se estressem…”

    • Marcio Alessandro says:

      Meu, aluno em sua maioria não quer saber de aula, seja em escola pública, particular ou aquelas de disciplina rígida. Já estudei nos três tipos de escola e nas três apenas uma ínfima parcela dos alunos tinha real interesse nas matérias, o restante só queria passar de ano ou bagunçar. E acho até bem natural que seja assim, pois como falado pelo Izzy, as matérias ensinadas não são assuntos de interesse de adolescentes ou crianças.
      Quanto a aluno mal educado dominando a sala, para mim isso é falta de capacidade do professor em saber lidar com os alunos, pois já estudei em salas com alunos bem mal educados e bagunceiros, porém sempre havia aquelas aulas onde a sala era um silencio absoluto, pois o professor sabia como controlar a sala e ser respeitado.
      Ok, no Brasil temos aquelas situações de alunos indo armado para escola, ou batendo em professor, más isso são casos específicos. Não é a regra.

      • Diones Reis says:

        Você com isto está tirando a responsabilidade dos pais, que acham que a escola é um depósito, aonde deixam os filhos lá, e que se dane o professor, ele que ensine tudo pro meu filho, e aí dele se o moleque vier com Nota menos que C.
        Professor no Brasil tá lascado, pois além de ganhar uma merreca, ainda tem que lidar com aluno folgado e pai e mãe ausente, que quando vê o filho indo mal na escola, acha que a culpa é só do professor.
        Não é a toa que é uma das carreiras menos desejadas.

    • Gustavo says:

      Amigo, permita que eu discorde. Me formei em 2010 (e entrei pra letras também) e eu passei o ensino médio inteiro PUTO com o que a escola fazia (basicamente, tudo o que o Izzy falou no vídeo). O real problema está em empurrarem nos alunos milhares de conteúdos pelos quais eles não têm o menor interesse simplesmente porque precisam saber daquilo pra passar no vestibular. Que educação é essa que prepara pra uma prova imbecil que nem os professores nem as pessoas que a preparam passariam sem se matar de estudar se fizessem, em vez de ensinar coisas que seriam úteis pra eles? É uma ferramenta do nosso próprio cérebro esquecer coisas que não nos interessam e guardar as que são úteis. Teorema de Pitágoras? Balanceamento? Óptica? Capitanias hereditárias? Pra que diabos uma pessoa que quer fazer, digamos, cinema, precisa dessas coisas? Pra nada além dessa injustiça que é o vestibular.
      Enquanto o vestibular determinar os rumos da educação, nunca teremos educação de verdade nas nossas escolas.

      • Anderson says:

        eu discordo. meu pai sempre falou que reclamar do conteúdo da aula é coisa de burro, e que eu tenho que estudar aquela porra e passar. ponto! se quiser esquecer depois, foda-se, mas tu tem que treinar o teu intelecto aprendendo isso na escola, porque depois, na tua vida, ninguém vai te dar arrego e deixar tu trabalhar “só com o que tu tem interesse”. isso não é nem perto da vida real, e quem trabalha aqui sabe: muitas vezes tu se depara com coisas que não são nem perto do teu interesse e tem que fazer, sem choro. fora que estudar, qualquer coisa que seja, expande o teu intelecto, assim como ler livros.

        • Pedro says:

          Não é questão de interesse, é questão de utilidade. E nem toda reclamação é coisa de burro. Tem gente que reclama porque não quer estudar e tem gente que reclama por questionar a validade do que é obrigado a estudar. Na vida profissional nós precisamos fazer coisas que não queremos, mas sabemos que aquilo tem utilidade no conjunto, ao contrário de anos estudando matérias sem a mínima aplicação real nas nossas vidas.

        • Gustavo says:

          Como manter a atenção em algo que não te interessa nem um pouco? E, mais importante, pra quê?
          O sistema do vestibular é falho e burro, porque permite lotar a universidade de gente que não está nem aí pro curso que está fazendo e deixar de fora pessoas que se interessam pela área e poderiam se tornar bons potenciais. Um cara que quer fazer cinema e não é bom em matemática e química fica de fora, enquanto um outro que é bom nas matérias, mas tá entrando no curso porque tem muita gata passa.
          Claro, tem muita gente que estuda e passa, mas depois esse conhecimento que ele perdeu meses num cursinho (e uma grana preta) pra aprender vai todo embora.
          Esse sistema é uma barreira ao desenvolvimento, em vez de um catalisador.

    • Anderson says:

      “Na escola eu nunca recebi reclamação. Mas se acontecesse algo comigo, se um professor falasse algo do tipo pra minha mãe… Eu tava FODIDO. A primeira coisa que ela iria falar é: “É o que? Vc tá dando trabalho pros professores? Tu já era, moleque!”.”

      minha infância escolar descrita nessa linha… todas as merdas que eu fazia na escola eram marcadas no meu lombo pelo cinto do meu pai… rsrsrs…

      corretíssimo o teu testemunho… sou marido de professora e as histórias são escabrosas… ler prova de um infeliz da 8ª série é impossível, nem escrever sabem, mas o professor é obrigado a passar… lamentável…

    • Marcelo says:

      Você falou praticamente tudo o que eu penso. Não nego que a escola brasileira tenha problemas, mas pra mim o principal é a falta de educação dos alunos. As escolas viraram lugares onde os pais se livram dos filhos por 6 horas.

    • Eduardo Marques says:

      Se isto fosse o Reddit, eu te dava um upvote.

  2. bruno pondian says:

    DIPLOMA

  3. Tripode says:

    DIPLOMA!

  4. Cristopher says:

    Concordo contigo cara! Nem sabia que há quem discorde disso! Meus professores viviam falando que era uma merda (nenhum usou essa palavra, mas criticavam bastante o sistema educacional daqui).
    Ao acampar, cuidado com os ursos!
    Diploma!

  5. IBG says:

    Izzy, sério. Faz um HDBtv sobre isso. Pensa direitinho nas coisas pra falar, nos argumentos e tal, e nem se importa com quanto tempo vai levar pra cobrir todos os tópicos. Se vc fizer um HBDtv sobre isso te GARANTO que vai ter uma CARALHADA views. (Ainda vamos conseguir instituir “caralhada” como unidade de medida universal.)

    Gostei demais desse Daily Vlog! Abração!

  6. Matheus Gregório Marques Lima says:

    (DIPLOMA). Acredito que o grande problema da educação por completo é que a gente não cria especialistas, a gente cria generalistas, a gente sabe de tudo um pouco. Acredito que o melhor sistema seria ter 5 materias obrigatórias cobrindo a base para cada grupo do conhecimento profissional (Exatas, Humanas, Biologicas, Praticos e Físicos) e outras 5 optativas escolhidas pelos alunos. Mas não do jeito que os estados unidos fazem, em que existem materias que são praticamente piadas. Educação Física, Artes, Filosofia e Economia do Lar teriam de ser profundamente reformuladas ou simplesmente cortadas, pois não tem utilidade prática ou já são parte empirica da nossa criação. Também seria necessário criar um sistema de experimentação nos primeiros 4 anos de ensino para que os alunos experimentacem pelo menos 2 materias relativas a cada uma das areas (5 Areas X 4 Anos = 20 Materias) E a partir deste ponto permitir o controle maior das opitativas. É necessário que exista um controle mínimo de todas as áreas para que ele possa funcionar socialmente, mas todos tem o direito de escolher uma especialização.

    • Tulio says:

      Economia do lar é tão parte empírica da nossa educação que cerca de 75% da população economicamente ativa do Brasil tem dívidas com cartão de crédito e aproximadamente 60% tem outros tipos de dívida… Não é necessário mesmo ensinar nada em relação a isso, estamos muito bem!

    • Anderson says:

      é uma boa idéia (com acento) sim, mas não confio no julgamento de uma molecada pra escolher aptidões acadêmicas tão cedo… eu não sabia o que quer fazer da vida com 20 anos, quanto mais com 10, 12…

      • Angelo Jr says:

        mas não poderia ser por falta de experimentação???? Eu pessoalmente achei cedo o que queria pro resto da vida, mas foi por experimentar bastante, caçar mesmo, pois sabia que uma hora tinha que acontecer

      • Lucas says:

        20 anos? demorou tudo isso para saber o que realmente queria?
        Se a escola oferece-se aulas sobre enfermagen ,advocacia, engenharia , etc.
        ai você poderia saber o que fazer…
        Mas não teve isso… Sistema educacional brasileiro podre…
        Pessoas que aceita ser educada para servir de peão é fogo…
        ;p

        • Anderson says:

          onde no mundo existe uma escola que poderia oferecer essa gama de cursos para os seus alunos? sem viagens, por favor. trabalhemos com a realidade.

          e sim, só aos vinte anos decidi investir na minha carreira de analise e desenvolvimento de sistemas, depois de passar por várias oportunidades que EU MESMO procurei, e não a escola me deu de mão beijada.

          pessoal tem que parar com essa coisa de esperar pelos outros, tudo tem que ser de mão beijada.

          quem te impede de cavar os teus potenciais por conta própria?

  7. Thiago says:

    (Diploma) Izzy,

    Respeito muito a sua opinião, mas existem vários buracos nos seus argumentos nesse vídeo, o que é esperado de quem não estuda na área e acaba não conhecendo todos os estudos que existem por trás da formação de um currículo educacional. Sou professor de Ciências/Biologia e pós-graduando em ensino para surdos.

    Vamos começar do “por que preciso aprender isso?”

    Se formos bem práticos, e pensarmos no que os pais dos nossos alunos esperam, você de fato aprende um conteúdo para passar no vestibular, o que acaba sendo um dos motivos que dificulta a implementação de disciplinas diferenciadas, já que elas acabam “perdendo o seu valor” por causa desse pensamento.

    Mas não é apenas por isso que ser aprende os mais diferentes assuntos, talvez agora seja um pensamento um pouco utópico, principalmente para realidade brasileira, mas vamos lá.

    Quando você ensina conteúdos de exatas, e progressivamente o nível de dificuldade vai aumentando e se tornando dependente do aprendido anteriormente, o intuito é trabalhar o raciocínio lógico, normalmente o estudante acaba não percebendo isso, mas compare a sua capacidade raciocínio no início do ensino fundamental com a do final do ensino médio. Se o grau de complexidade fosse estático, apenas o fácil fosse aprendido esse efeito seria diminuído sensivelmente.

    Já em humanas, todos os conhecimentos buscam a formação de um indivíduo crítico, que por conhecer a história e a configuração do mundo onde vive vai ser capaz de questionar mais o porque das coisas, em vez de aceitar tudo de forma passiva.

    Linguagens acho que não preciso nem falar da sua razão de ser, afinal boas capacidades de leitura e escrita são o mínimo que alguém precisa para poder estudar algo, seja na escola ou seja depois dela.

    E finalmente em Biologia, você vai aprender sobre o ambiente onde você vive, o que influência a sua vida de forma direta, já que vivemos em mundo altamente impactado e também se aprende sobre o seu próprio corpo, o que tem a sua importância também.

    Se essas capacidades acabam não sendo estimuladas dessa forma, um dos problemas é a formação dos professores, que é falha em vários sentidos e pouco prepara o professor para realidade de sala de aula. E também da falta de educação do aluno, que em sua maioria não a recebeu em casa, e acaba não tendo uma postura adequada para a vida em sociedade e muito menos para uma vida educacional.

    Não existe inatismo, o cara que entende exatas não é nenhuma pessoa especial, qualquer pessoa pode aprender qualquer conteúdo, eu pessoalmente sempre tive problemas em exatas, até o momento que eu tive um professor que teve uma abordagem diferente e me mostrou que eu criei um bloqueio contra exatas e que eu poderia aprender sem maiores problemas.

    E existe uma grande luta hoje no Brasil contra essa implementação do estilo americano de escola, que permite escolher matérias, isso só forma pessoas cada vez mais fechadas, com dificuldade de olhar para o lado e observar todo o panorama da coisa, já que acaba ficando sempre em um ponto e nunca expandindo.

    Lógico que a educação brasileira tem problemas, ninguém pode negar isso, mas o problema com certeza não está nas disciplinas que existem, mas sim na falta de recursos que o professor tem em seu trabalho, e a falta de uma educação “moral” para o aluno.

    E mais uma coisa, tendo uma postura mais generalista de ensino o aluno vai conhecer muito mais áreas na qual ele pode se identificar, do que se ele fizesse apenas matérias mais direcionadas.

    • Gustavo says:

      Educadores renomados como Rubem Alves e José Pacheco condenam abertamente o sistema educacional brasileiro e especialmente o vestibular.

  8. Pedro says:

    Diploma!

    Excelente vídeo! Acho muito bacana esses debates sobre educação e sempre tento ver opiniões diferentes e inovadoras sobre o assunto, parabéns pela iniciativa.
    Tá mais que óbvio pra todo mundo que do jeito que tá o sistema brasileiro de ensino não pode ficar. Não sei se a saída é copiar modelos norte-americanos ou europeus, mas como vc falou, são 10 anos, ou 100 mil reais (que podem ser mais ou menos, mas isso pouco importa), pra quase nada. Existe uma onda de cismar em investir apenas em ensino superior, pra que o Brasil passe a desenvolver tecnologia, como se fosse a solução pro problema todo, mas é só a ponta do iceberg. É claro que temos que desenvolver tecnologia e tal, mas na maioria das vezes, a galera esquece que é só uma parcela da população que vai realmente pra faculdade, e uma parcela menor ainda vai pra ser pesquisador ou querer desenvolver tecnologia, por exemplo. Me entristece muito ver o cara sai do ensino médio, com uns 20 anos nas costas e sem saber produzir nada de útil. Concordo plenamente com a ideia de trazer mais disciplinas técnicas ou profissionalizantes, nem que seja só pro ensino médio. Nos Estados Unidos, por exemplo, assim como em outros países, o cara sai do ensino médio sabendo trabalhar com marcenaria, desenho, fotografia ou qualquer outra habilidade profissional. Moro em São Paulo, mas sou de Goiânia e vim pra fazer faculdade, e tive uma surpresa positiva quando soube que muitos dos meus colegas fizeram cursos técnicos junto do ensino médio. Algo que não é muito comum em outros lugares, aqui acaba sendo até bem frequente, e acho que é um esboço de solução, ou pelo menos um começo. O que acha?

  9. Diones Reis says:

    Eu estive no Japão ano passado, e vi que, o estudante brasileiro, comparado com o estudante japones, leva uma vida pra lá de boa.
    Nem tem razão de reclamar de nada.
    Tá certo que no Japão (principalmente em Tokyo), as escolas tinham piscina para as aulas de Ed. Física, e quadras, por menor que ela seja.
    Mas o japonês estuda de Segunda a Sábado, e muitos ainda vão pra escola no Domingo para participar dos clubes, principalmente de esportes, sem contar muitos que participam de feiras para agariar fundos para a escola, pra uma viagem dos alunos (por exemplo).
    Se este modelo teria sucesso no Brasil?
    Duvido muito!

  10. aroldinho cara brabo vulgo Izzy says:

    tua dicção é uma merda. putz…

  11. Some1 says:

    A única diferença entre a educação brasileira e o crime organizado é que o crime é organizado.

    O sistema educacional não fracassou, ele foi feito exatamente pra deformar as pessoas. Um sucesso, para o que realmente foi feito -- criar uma população sem inteligência e que aceite qualquer coisa do governo.

  12. VB says:

    Izzy, leia um pouco sobre “Plano de Ensino”, aí entra Carolina Bori, Sílvio Botomé e até Paulo Freire.

    Botomé utiliza uma expressão muito perspicaz quanto à esses dez anos, ele chama isso da “Teoria da Vacinação Educacional”, ou seja, assim como uma vacina, aquela merda que você viu antes, você já absorveu, e nunca mais vai precisar ver de novo…

    Pra você ter noção, Carolina Bori desenvolveu até o começo da ditadura essa questão do plano de ensino na UNB, juntamente com uns gringos aí. Por alguns motivos ela não “quis” continuar isso lá na UNB e os gringos que tavam com ela, levaram isso pra fora…

    A crítica recai sobre a seguinte questão: com aquele conhecimento apr(e)endido, você é capaz de fazer generalizações e intervenções satisfatórias na comunidade onde vive?

  13. erik says:

    Diploma ahsuaheuaheuahei

  14. Rodrigo "Monio" Gnidarchiche says:

    Izzy, não costumo comentar aqui, mas sinto-me obrigado a dizer: DIPLOMA!!

  15. Angelo Jr says:

    Bom, eu saí do ensino médio em 2011. E gostaria de rebater um comentário que vi aqui:

    “Hoje mesmo, os pais foram buscar as notas dos filhos (isso em escola particular). Ai eu comentei com uma mãe que o filho dela não queria nada com a vida, não fazia nada e passava o dia escutando musica no celular. Reação dela? “Mas vc precisa educar mais, e mimimimimi”. Educar? VAI TOMAR NO CU, o filho é seu, a educação domestica dele é responsabilidade sua.” (usuário André)

    André, vamos dizer que esse rapaz, tenha 8 horas de sono por dia, o que duvido um pouco, mas vamos tomar isso por base. Ele tem 16 horas em que alguma coisa influencia realmente a vida dele. Dessas 16 horas, 4 horas (ou 1/4 do tempo) são ocupados pelos professores, não somente você, obviamente, mas todos da escola dele. Cara, ele tem de passar 4 horas por dia com vocês e vocês acham que não tem nenhuma responsabilidade sobre a formação deles, além de passar conteúdo??? Cara, você não poderia estar mais enganado. Não adianta só querer falar com a mãe do rapaz e esperar alguma mágica. Se tu nota que a mãe não está interessada diretamente na educação do filho dela, tenta conversar diretamente com ele. Cara, você é professor de história (pelo menos é isso que eu acho, já que citaste tua formação), qualquer pessoa razoavelmente educada sabe da importância da história, não somente para vestibular, mas para toda a formação de cidadão, o conhecimento dos fatos recentes e antigos. Porra, a tua matéria É importante, mais do que culinária ou física (exceto quando dirigir um carro, é bom saber dinâmica de corpos). Sinceramente, o problema não é só a mãe e o pai desse rapaz, você também tá sendo, ao negligenciar ajuda a esse rapaz, achando que não influencias. Porra, fala com ele no final da aula, alguma coisa, mostra que tu tem o mínimo de interesse nele, ou é mais um que vai pro ralo. NINGUÉM gosta de professor desinteressado, e não, não adianta esperar algo dos pais, eles já tão ocupados sustentando o moleque. Quem sabe assim o jovem consegue um DIPLOMA no futuro.

    • Angelo Jr says:

      recomendo verem esse filme, mostra bem como um professor interessado pode mudar os estudantes http://www.imdb.com/title/tt0473389/

    • Anderson says:

      em nenhum momento do comentário dele ele falou que não conversou com o aluno… não suponham coisas… e também, não adianta tu te interessar pelo aluno, conversar, se o pai e mãe não te apoiarem, vão acabar estragando a tua iniciativa no fim das contas… colocar a culpa no professor é muito fácil… educação é dever dos pais, não do professor…

  16. Arthur says:

    DIPLOMA!

    Otimo video.

  17. David says:

    Izzy, eu concordo com a inclusão de matérias como Culinária e Economia Doméstica. Especialmente, Economia Doméstica, aliás, se houvesse essa matéria no currículo escolar, com certeza, não tinha tanta gente endividada no Brasil como tem hoje em dia.

    Existia uma matéria antigamente chamada Educação Moral e Cívica que meio que orientava os estudantes a ter um senso social. Essa matéria foi excluída do programa de ensino há muitos anos e, na minha época, haviam incorporado seu conteúdo nas aulas de Geografia e História.

    Além disso, o comentário do André, se não me engano, é o primeiro do post, é super pertinente e um ótimo reflexo da atual situação da Educação no Brasil. Até porque ele é professor e vive essa realidade.

    A propósito, DIPLOMA! 😀

    • Anderson says:

      Educação Moral e Cívica é a coisa mais inútil que eu já estudei. Só servia pra panfletagem de partido político atual… milicos é que gostavam de enfiar essa merda goela abaixo de todo mundo…

  18. kassiano says:

    ~diploma~
    Izzy, eu concordo com quase tudo, eu acho sim que muita coisa q se aprende na escola nunca será usada, nem na vida profissional. Vou falar especificamente de matemática, hoje eu trabalho cm TI e na faculdade tinha muita matemática, todo tipo de matemática. Ai vc me pergunta: vc usa a maioria das coisas no dia a dia ? A resposta é : sim eu uso. Por outro lado eu vejo muitas outras pessoas da mesma área que não manjam porra nenhuma de matemática, pra essas pessoas a matematica foi inútil porque elas não usam, a diferença que eu vejo no dia a dia é que um profissional que sabe usar a matematica no trabalho(área de TI) consegue resolver problemas reais muito mais rápido e de forma muito mais inteligente, a grande sacada não está em saber resolver uma equação de 2º grau e sim em saber deduzir essa equação.

  19. Eu e minha esposa falamos durante um bloco inteiro do nosso podcast sobre esse problema da educação no Brasil. Segue o link para quem quiser conferir: http://www.terceiraterra.com/dimensao7/haters/

    Metade participação, metade jabá ok? Parabéns pelos vídeo Izzy.

  20. Kewlly says:

    Interessante , mas talvez por limitações de ideias para me manter no debate com você.
    mas gostei e concordo quando você levanta o debate sobre o curriculum.
    DIPLOMA
    Gostaria que você sondasse suas ideias e escrevesse sobre alfabetização no Brasil.

    ……..

    É bom ver boas ideias ainda que desordenadas ou que minha pequena mente não consegue compreender…..

  21. Kewlly says:

    Por falar nisso sou prof.ª e muitas coisas pela minha incapacidade nem sempre consigo encontrar condições de tudo que gostaria….

  22. Marcos Elias says:

    É off topic, mas po cara vê lá o Quebrandogalho, os emails do site devem ter ido pro seu spam 😛

  23. Clovis says:

    Ja saiu o sorteio de do watchmen? por favor alguem responde aee

  24. Carlos Magno says:

    “diploma”.

    É muito interessante assistir anime japonês e ver que, depois do ciclo normal de aulas, os caras vão para aulas de esportes, fotografia, artesanato, teatro, culinária e e escambau.

    Mas também é interessante ver que os próprios alunos arrumam a sala depois da aula, se organizam em grupos de estudo, grêmios com direito a conta-corrente e responsabilidades que vão muito além do clássico chegar em sala, assistir aula e ir embora.

    Tem uma skill que eu era fascinado quando criança, mas só fui ter oportunidade de aprender (e mesmo assim muito mal) quando adulto: taquigrafia.

    É basicamente uma metodologia para se escrever de uma forma extremamente rápida. Os mais bizarros conseguem inclusive escrever mais rápido do que uma pessoa estimulada conseguiria falar.

    Obviamente há um processo de tradução posterior, pois o texto resultante é trabalhoso de ler, devido à ausência de pontuações, pausas, uso extenso de siglas, convenções, etc.

    Seria de grande valia para diversos profissionais, mas aqui no Brasil está restrito somente à área de Direito (transcrição de julgamentos e discursos de políticos), inclusive entrando no campo da indústria de concursos.

    P.S.: Em inglês é Tachygraphy ou Shorthand. E cada método é específico de cada idioma.

  25. DIPLOMA.
    Também acho que o sistema educacional devia ter aprofundamentos optativos nas disciplinas, e um currículo básico obrigatório mais enxuto. Pra se inscrever em qualquer curso superior deveria ter alguns pré-requisitos e tava sussa.

  26. Rafael says:

    Oi, Izzy. sei que não tem muito a ver com o texto, mas recentemente vi você comentar que é a favor do Bolsa Família. Também sou a favor e, lógico, não acho que isso deve ser pra sempre. Enfim…
    Gostaria que você fizesse um texto sobre o assunto, abordando um pouco argumentos contra e a favor e como é aí no Canadá, se tem uma política parecida ou algo melhor etc.

    Obrigado.

  27. Gustavo says:

    Tava pensando aqui… Nosso sistema educacional se baseia no MEDO. Os alunos têm que estudar não porque estão interessados, mas porque estão com medo de tirar nota baixa, ou de não passar de ano, ou de não passar no vestibular. Não há estímulo real para o estudo. É também por isso que não funciona.

    • Wesley says:

      Exato! Um dos grandes problemas do ensino, de acordo com Burrhus Skinner é o uso do controle aversivo. Exames são usados como ameaça e são destinados principalmente a mostrar o que o estudante não sabe e coagi-lo a estudar. O estudante passa grande parte do seu dia fazendo coisas que não deseja fazer e para as quais não há reforços positivos. Em consequência, ele trabalha principalmente para fugir de estimulação aversiva. Faz o que tem a fazer porque o professor detém o poder e autoridade, mas, com o tempo o estudante descobre outros meios de fugir. Ele chega atrasado ou falta, não presta atenção (retirando assim reforçadores do professor), devaneia ou fica se mexendo, esquece o que aprendeu, pode tornar-se agressivo e recusar a obedecer, pode abandonar os estudos quando adquire o direito legal de fazê-lo.

  28. Matheus says:

    Oi, Izzy. sei que não tem muito a ver com o texto, mas recentemente vi você comentar que é a favor do Bolsa Família. Também sou a favor e, lógico, não acho que isso deve ser pra sempre. Enfim…
    Gostaria que você fizesse um Vlog sobre o assunto, abordando um pouco argumentos contra e a favor e como é aí no Canadá, se tem uma política parecida ou algo melhor etc.
    Obrigado.

  29. Matheus Matos says:

    Diploma!!!Concordo plenamente