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Daily Vlog: Médicos brasileiros escrotizando médicos cubanos!

Postado em 27 August 2013 Escrito por Izzy Nobre 21 Comentários

Olhaí um vlog novo, turma! Vamos assistir juntinhos aí:

Como sempre, imploro: deixe joinhas, favorite, espalhe o vídeo entre seus amiguinhos pra ajudar essa porra a crescer. Quanto mais feedback um vídeo recebe, mais empolgado eu fico pra criar mais. Não te custa nada, porra! 😀

Caso você prefira assistir no youtube, basta clicar aqui!

Grato e tenha um belo dia.

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Categorias: vídeo

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

21 Comentários \o/

  1. Rafael Rodrigues says:

    Quiséramos que nossos indicadores de saúde fossem minimamente comparáveis aos de Cuba…

    • Allan says:

      É muito óbvio que os indicadores de saúde Cubanos vão ser melhores que os brasileiros, como comparar os indicadores de um país que tem a população igual à população da CIDADE de São Paulo e que investe proporcionalmente mais na saúde do que o nosso PAÍS? (FYI Cuba investe cerca de 10% do PIB em saúde, o Brasil estava mal mal beirando os 8% na última análise da OMS)

      O problema da medicina aqui não é falta de médicos, é a má distribuição dos mesmos pelas cidades (preferem sempre os grandes centros), agora me diga por que? Por falta de infra-estrutura, por falta de condições de trabalho… pergunta a um arquiteto/engenheiro se eles hoje trabalhariam numa cidade onde eles não tivessem acesso a um computador com AutoCAD, prancheta e outros materiais básicos? Só pergunte… Pergunta como um Analista de sistemas/programador iria trabalhar sem um computador… agora pergunta como um cirurgião vai trabalhar sem fios cirúrgicos, sem material de anti-sepsia, sem bisturi…. pergunta como um clínico vai conseguir diagnosticar (algum diagnóstico que não seja óbvio) sem poder pedir um hemograma, um parasitológico de fezes, um sumário de urina.

      O mal das pessoas é achar que medicina é curandeirismo, milagre de Deus… medicina é ciência também

      • Yasmin says:

        Allan, eu entendo seu ponto, temos muitos lugares sem tantos infraestrutura, muitos lugares em que falta tudo, mas esses lugares não me interessam. Não to nem aí pra eles. Não estão no foco agora. Fodam-se esses lugares. Pronto? Ok, agora vamos falar dos lugares que possuem estrutura? Lugares que eu, do interior lá longe de Sergipe já visitei. Lugares das capitais que já visitei… Lugares de saúde básica, de saúde pública. Lugares sem médicos.
        Existe um dado da OMS (pode procurar) que fala que 80% dos problemas de saúde podem ser resolvidos na atenção básica, mas então, por que caralhos os santos médicos não estão na atenção básica? Por que não tem ultrassom? Raio X? Uma unidade de Saúde da Família BEM EQUIPADA não precisa dessas coisa. Não precisa de Hemograma, não precisa de centro cirurgico nem de nada disso que você falou. Esse modelo de medicina hospitalocêntrica já está morto e enterrado, não se faz mais, não é pra ser mais. Mas por que as pessoas ainda insistem nisso? Porque essa medicina aí que você falou, cheia de hospitais em cada esquina do Brasil, é a medicina de procedimentos, e procedimento, na medicina, significa DINHEIRO. Atenção básica não tem procedimento, atenção básica tem o médico examinando o paciente, ouvindo suas queixas. O médico DE VERDADE consegue identificar dezenas de enfermidades com um estetoscópio e uma ausculta bem feita.
        Na última análise da demografia médica do nosso ilustríssimo Conselho Federal (sic) de Medicina, mostra que temos mais médicos especialistas que médicos generalistas, o que seria um absurdo em qualquer país! Mostra tambem que mais de 80% dos exames solicitados no Brasil o resultado é normal. Em países com um CFM sério e comprometido, quando esse índice passa de 50% eles abrem auditoria pra saber que merda é que ta rolando. Médicos pedem exames DESNECESSÁRIOS pra “pular” o exame físico. Você já fez o exame de falar 33 (trinta e três)? Não? Pergunte ao seu médico. Pergunte porque esse exame extremamente útil na percepção do funcionamento da respiração e circulação não é feito mais.
        Enfim, só um desabafo de quem estuda medicina e tem ânsia de vômito cada vez que escuta os professores falarem que temos superpoderes, que os cubanos vão tomar nossos empregos e que não podemos mais comprar nosso Camaro amarelo no primeiro ano de formado (história verídica)

      • Yasmin says:

        O mal das pessoas é sentirem essa necessidade doida de ter uma opinião crítica sobre tudo, em especial sobre o que não sabem, sobre o que nunca leram. O “achismo” é o verdadeiro câncer da internet.

        • Allan says:

          Yasmin, quanto à questão da saúde básica, eu concordo plenamente com você, não são necessários exames complementares. Mas para um controle adequado na medicina preventiva, que seria responsável por essa redução que você citou, tornar-se-ia necessário um controle sanitário adequado, com obras de infraestrutura não-hospitalar como você mesma defendeu, então sim, infraestrutura tem muita importância, mesmo na medicina básica, e por favor, reveja seus conceitos sobre esse “foda-se esses lugares, eles não estão no foco agora”. Pelo contrário, eles são o foco, por que é com simples obras de saneamento básico que já se resolveria muita coisa. Para um controle adequado dessas doenças parasitárias e infecciosas (que são as 80% preveníveis na atenção básica) é preciso de saneamento básico, acesso a água limpa e encanada, eletricidade, um bom funcionamento do sistema de referência e contrarreferência (para inclusive, não hipertrofiar os hospitais de referência e emergências, onde as pessoas acham que devem ir com uma unha encravada), e, adicionado a isso, uma boa equipe multiprofissional de saúde da família (se possível eu arriscaria ainda pedir um núcleo de apoio a saúde da família, com psicólogos, dentistas e por aí vai). Mas eu lhe pergunto, você nosso excelentíssimo governo anunciando obras e mais obras nesses aspectos? Você como estudante deve ter passado pela medicina social, ou epidemiologia ou como quer que chamem no seu curso, e sabe da transição epidemiológica que nosso país vem passando. Hoje as doenças infecto-contagiosas que você disse estão em menor número de prevalência do que as doenças crônico-degenerativas e outras. E essa diferença vem aumentando há pelo menos 2 décadas.

          Sou totalmente a favor da auditoria em relação ao excesso de exames pedidos. Como disse antes, medicina também é ciência, e é necessário saber diferenciar o que é um exame diagnóstico de um exame de acompanhamento por exemplo. Existem estudos sobre isso. Estudos que demonstram a likelihood ratio de um exame ter resultado útil em algum caso, estudos que demonstram especificidade e sensibilidade em relação a um exame. É uma pena que nem todos saibam utilizar essas informações para benefício do seu paciente, evitando que ele fique semanas e semanas numa fila de SUS esperando para realizar um exame que com certeza voltará normal! Existe uma frase que resume bem isso: “Quem não sabe o que procura, não reconhece o que acha”. Não adianta ficar pedindo “N” exames se você não tem uma suspeita diagnostica bem formada com base na sua anamnese e exame físico (que, em minha humilde opinião, seria responsável por pelo menos 80% da formulação diagnóstica).

          O exame do 33: não só já foi feito, como eu mesmo faço Yasmin, em todo o paciente que eu atendo. Pelo simples fato de que eu conheço a importância dele, assim como a importância de analisar perfusão periférica, de fazer palpação visceral, sueperficial e todos os outros aspectos do exame físico. Entendo sim, que grande parte dos médicos mal olham na sua cara, e sinto-me envergonhado por isso, mas não me julgue sem me conhecer, nem como pessoa, nem como profissional. Estamos certos?

          Nunca tive essa experiência de ouvir alguém dizer que temos superpoderes ou que os cubanos irão tomar os nossos lugares, me sentiria da mesma forma que você. Mas, não sei se você está antenada na situação de alguns locais, veja essa matéria publicada no Estado de São Paulo (aqui resumida na Veja, mas com links originais na matéria), já está acontecendo demissão de médicos concursados para contratação de médicos cubanos…

          http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/prefeituras-estao-demitindo-medicos-para-contratar-os-do-mais-medicos/

          http://f.i.uol.com.br/folha/cotidiano/images/13241786.jpeg

          • Renato Mello says:

            ~~prefeituras estão demitindo médicos~~ só apareceu um caso de uma médica que atendia em várias cidades e quase nunca cumpria com suas obrigações na cidade em que ela foi demitida.

  2. dankas says:

    Concordo, isso que aconteceu foi uma babaquice muito filha da puta! Eu concordo com a vinda de médicos do estrangeiro, mas acho que deveria ser feito o teste para validar o diploma desse pessoal. Acho que nada mais justo do que exigir o mesmo que dos profissionais daqui.
    Concordo com o @cardoso, é um mal necessário (ele falava do bolsa família) o programa “mais médicos”. Aqui no Rio Grande do Sul não teve essa vinda de nordestinos no passado, diferente de hoje em dia, perto daqui- na cidade de Rio Grande- hoje temos bastante gente vinda da Bahia, e esse tipo de descriminação acontece, apesar de bem menos do que eu esperava. Acho que aqui tem ocorrido essa pouca discriminação aqui porque a mão de obra local foi toda absorvida, não houve concorrência.
    Esse pessoal (os médicos) nem parece que teve educação “superior”

  3. Lucas Victor says:

    Ótimo vídeo, Izzy. Eu também não estou lá muito a parte dos dados sobre esse programa, mas realmente é uma atitude absurdamente escrota difamar as pessoas desse jeito, de um modo que beira racismo. Eu também sou um imigrante (do Centro-oeste pro Sudeste), e eu me sentiria bastante mal se fosse hostilizado assim por algo do qual eu nem tenho culpa.

  4. CmdrEdem says:

    A verdade é que médicos sempre foram uma classe elitizada. O governo, com essa medida, populista e desesperada para parar os protestos que varreram as ruas do pais, agrediu diretamente essa elite. Falou que nossos médicos são incapazes de cuidar da saúde do nosso povo, ao invés de falar o que os médicos sempre dizem: que o governo é incapaz de cuidar da saúde da população brasileira.

    Olha que irônico: o governo tentando fazer alguma coisa, mesmo que desenganada e míope é alguma coisa, e os médicos tentando atrapalhar! Não são os médicos que fazem um juramento para preservar a vida humana? Esse projeto do governo pode ter uma porrada de falhas, mas mesmo com todos os problemas, pelo menos é algo pra se fazer. Não existe solução perfeita e os médicos gritando e xingando estão mais preocupados com a perda da posição de prestígio econômico/social que eles tem do que com o bem estar da população.

    Lamentável.

  5. Joe says:

    Aqui no Maranhão, o Prefeito de uma cidade ficou 2 ANOS oferecendo 14 MIL REAIS para alguém que quisesse trabalhar de Pediatra Intensivista… NINGUÉM quis porque acham que 4 horas de carro é muito para alguém que estudou medicina…. Esse mimimimi é porque a classe Médica Brasileira ainda tem a mentalidade elitista e acham que todos ainda tem que fazer tudo o que eles querem…

    • Anderson says:

      o cara achar muito dirigir 4 horas pra trabalhar não é absurdo… absurdo é escrotizar quem quer trabalhar…

    • Fabiola says:

      Oi Joe, tudo bem?
      Entendo o que você disse e realmente parece revoltante.
      No entanto, vejo outras situações. Em Campinas (SP) saiu um edital recente para médico.
      O salário mais alto, para um profissional com especialização, é de cerca de R$6.200,00 para 36 horas semanais. Há poucos meses atrás, o salário oferecido para o mesmo cargo era de aprox. R$5mil.
      Na região, esse salário é baixo, já que o custo de vida é bastante alto.
      Além disso, para trabalhar num período quase que integral, esse profissional certamente teria que, para complementar, prestar serviços em outros locais e abrir mão das poucas horas de sono que restaria, isso se conseguir a compatibilidade de horário.
      R$14.000,00 em período integral, no Maranhão, pode parecer alto, mas muitas vezes o profissional teria que mudar de cidade com a família (já que nenhum médico conseguiria dirigir 4 horas após um plantão).
      E às vezes nem é isso. Já vi vários amigos recusarem um salário alto por causa da baixa infraestrutura do local.
      Não sou médica, não quero proteger ninguém e nem tenho interesse nisso, mas acho que isso vai muito além de salário…
      De qualquer forma, respeito sua opinião =)
      Abraços!

  6. Lucky says:

    Como um baiano que vai a São Paulo com muita frequencia, ainda vejo MUITO, mas MUITO mesmo as palavras “baiano” e “nordestino” sendo usadas como xingamento para desprezar alguem.

  7. knux says:

    Não tem nada a ver com elitismo e racismo. O que TODO conselho de medicina quer são duas coisas: revalidação do diploma e melhor qualidade de infraestrutura médica (estou falando de laboratórios, maquinas de raio-x, essas coisas básicas para o trabalho dr qualquer médico).

    Reduzir o protesto da classe a coisa de elite, xenofobia e racismo é coisa de gente ignorante ou de má-fé.

  8. Fabiola says:

    Ótimo vídeo, Izzy.
    Realmente absurdo todos os comentários contra os médicos. Hostilizá-los não faz qualquer sentido. Se é insatisfatória a medida, os culpados são os governantes e não os médicos que vieram aqui na intenção de ajudar ou até mesmo de melhorar de vida.

    Não concordo com esse programa Mais Médicos. Acho que o problema da saúde está longe de ser resolvido com a simples contratação de mais médicos.

    Precisamos sim de mais médicos, que podem ser de qualquer nacionalidade, mas que todos recebam um salário digno (lembrando que existem profissionais que ficam mais de 48horas de plantão).

    No entanto, mesmo com um número maior de médicos, nada se resolve, já que a precariedade da saúde vai além: não há leitos, não há medicamentos, não há a mínima estrutura para receber os pacientes.

    Existem casos de profissionais que tiveram de comprar material de sutura, ou utilizar um material ineficaz para realizar o procedimento de urgência. Muitos hospitais não possuem nem ao menos uma máquina de Raio-X. E outros, com máquinas de RX novas, não possuem operadores que saibam utilizá-las.

    A contratação de mais médicos me parece uma medida estúpida. Seria o mesmo que tentar gerar um bebê em 1 mês engravidando 9 mulheres ao mesmo tempo.

    Para quê 10 médicos, se o hospital não tem capacidade e material para atender 1 único paciente?

    Ao meu ver, seria melhor utilizar o dinheiro desse programa na compra de novos equipamentos, na reforma de hospitais, expansões, etc.

    • Anderson says:

      concordo que o problema da saúde é estrutural, mas tu concorda comigo que existem cidades no interior que NÃO TEM MÉDICOS? pode ser que 14000 reais seja considerado pouco pela classe, que a estrutura seja precária, mas eu creio que pelo menos deva EXISTIR um médico na localidade.

      • Fabiola says:

        Oi Anderson,
        Concordo com você: existem cidades que não têm médicos. E também concordo que todas as cidades precisam de, no mínimo, um médico.
        Mas acho que o programa mais médicos vai resolver, quando muito, provisoriamente o problema dessas cidades.
        No entanto, é provisório mesmo. Não podemos achar que os médicos estrangeiros vão ficar lá pro resto da vida, certo?
        Vai chegar uma hora que os caras vão se cansar também… Nenhuma faculdade de medicina, nem no Brasil, nem em nenhum lugar, ensina técnicas “Macgyverianas” de como ‘consertar’ um cara com um clipes de papel… hehe
        O problema de falta de médicos não é só em cidades pequenas, mas é geral. Em cidades maiores ainda se acha um ou outro médico, que está em início de carreira, mas a maioria logo deixa o cargo buscando melhores oportunidades.
        E nem podemos culpar os caras. Todos nós buscamos melhores condições de trabalho e salários maiores…
        Se você pode ter seu consultório, sem fazer muito plantão, entrando e saindo na hora que você quer e ganhando muito mais do que a rede pública paga, você não aceitaria?
        Ou mesmo, se você tem a opção de trabalhar em um hospital público sem infraestrutura e num particular, com uma capacidade e um salário melhor… qual você escolheria?
        O cara faz um voto para salvar vidas, mas não um voto de pobreza, certo?
        Lógico que sempre tem uns caras mais humanistas que largam tudo para se dedicar à população carente, mas quantos de nós têm essa capacidade?
        Além disso, é a lei da oferta e da procura. A cidade precisa de médico, não tem, então aumente o valor do salário. Ou você acha que o prefeito e os vereadores da cidade não ganham mais que isso?
        E também não é só por salário, mas condições de trabalho.
        O INCOR em SP mesmo não é o exemplo de Hospital que paga muito para os médicos, mas tem uma grande procura. E não é só pq é em São Paulo, mas pq tem um grande centro de pesquisa, equipamentos melhores, etc.
        Agora, imagina trabalhar num local onde não se tem nada e ver pessoas morrendo nas suas mãos sem você poder fazer nada?
        Só acho que a gente não está necessitado de médicos como alguns países que precisam de verdade do envio de equipes médicas para ajudar.
        A gente só precisa de menos desvios de verbas e um pouco mais de atenção para a saúde pública.

  9. Bruno says:

    Creio que seja facil criticar os medicos, ou taxar de “elitizados” para quem não faz parte dessa classe mas afinal, estudamos 6 anos para nos graduar além de outros 5 em uma residencia como neurocirurgia, sem contar os anos de cursinho para passar no vestibular, pós, doutorado e mestrado.
    Nossa luta não é apenas por nossa classe e sim pelo Brasil. Muitos acham que medicos ganham muito e vivem bem mas isso esta totalmente fora da realidade, nosso trabalho é desvalorizado, sem condições e em geral frustrante. Além disso temos que aguentar uma recente perseguiçao do governo e de pessoas que nao entendem nossa situaçao e passam logo a nos rechaçar.
    Medicos em cuba são formados sanitaristas e como produto de exportaçao. Foram poucos os que já passaram no Revalida, e é clara a opinião de venezuelanos que foi um erro a importaçao dos mesmos para seu país.
    Além disso há o fato de muitos conhecidos meus por nao passarem no Brasil terem ido fazer medicina em cuba, argentina e etc graças a conhecidos no PT. E é obvio essa manobra para traze-los de volta.
    Claro que a classe medica entende que precisamos de medicos, ao contrario do que imaginam não tememos a concorrencia, concorrencia significa qualidade. Apenas temos a inteligencia para ver que essa é outra medida band-aid como as cotas nas universidades. Afinal para que abrir mais vagas nos cursos de medicina, formar mais medicos e melhorar a estrutura da rede de saude publica? Quem sabe se n for pedir muito, aumentar um pouco a remuneraçao do SUS que é ridicula?
    Sao milhares de candidatos no vestibular de medicina todo ano, e pouquissimas vagas.Por isso quem passa realmente se sente uma elite. Para completar chegamos a hospitais com pacientes até os tetos, sem ter onde coloca-los e sem salas para operar ou medicamentos para administrar.

    Tudo bem, o senhor Padilha nao quer realmente melhorar a saúde? Quer apenas criar um projeto populista antes de eleiçao? Entao pelo menos faça com que esses medicos prestem o Revalida, como ocorre em qualquer país que se preze. Ou não neh, para atender um povo desesperado, pobre e ignorante, qualquer coisa serve. É assim que os politicos pensam. Povo ignorante é mais facil de Governar.

    Mas enfim culpem a classe medica, critiquem aqueles que realmente estao pensando no povo brasileiro, nós que damos nossas vidas aos outros nao nos importamos com mais um abuso. Estamos calejados.

    Adoro teu trabalho izzy! Parabens pelo sucesso ate aqui!

  10. Jose fabiano says:

    Marcelo Silva
    há 11 horas próximo a Salvador
    Historinha para ler antes de dormir:

    Imagine que você é motorista de ônibus. Você teve que estudar muito durante muito tempo para ser motorista, teve que investir, tirar sua carteira especial para dirigir ônibus, foi super difícil, teve que pegar aulas de direção defensiva para conduzir os passageiros com segurança, mecânica para resolver eventuais problemas de emergência, sinalização, primeiros socorros, fazer várias provas, etc… e, finalmente, conseguiu sua licença e entra no mercado de trabalho.

    Inicialmente, você vai dirigir ônibus pelo sus. Você fica todo feliz com aquele emprego e tal… Quando vai ver, te dão um ônibus todo sucateado para dirigir. Vaza óleo, quando você vai tentar virar, ele não vira direito, sua cadeira está com a espuma faltando e, por isto, começa a ter dores nas costas… Mas, ao mesmo tempo, você vai conduzindo aqueles passageiros pobres, que necessitam de você para chegar onde precisam, então você fica até feliz.

    Você passa a conhecer alguns dos passageiros. Ganha vários presentinhos em agradecimento (galinha viva, queijo, toalha bordadinha com seu nome…). Fica feliz com o reconhecimento. Você se cansa de reclamar para o seu chefe, seu diretor, secretário, prefeito,… Sobre as condições daquele ônibus, que é perigoso para os passageiros,… E ninguém faz nada! Parece que você é o único ali que se importa.

    Na sequência, uma empresa privada te oferece o mesmo emprego, ganhando 3 vezes mais e com um ônibus novinho, com ar condicionado, cadeira ergonômica, air bags, direção hidráulica, controle eletrônico de estabilidade,… Você estudou para aquilo! É o que sempre quis… Então, você aceitaria o emprego? Logicamente não resiste e aceita. Só que, mesmo assim, você não sabe ao certo porque, não sai do sus. Os passageiros do SUS são mais agradecidos e carinhosos, parece que não são acostumados a ser bem tratados, são mais necessitados, dá uma sensação de que você é importante.

    Você passa a trabalhar durante o dia na empresa privada e durante as folgas, à noite e fins de semana, você continua cumprindo a sua carga horária pelo SUS. Então seu salário cresce e todo mundo acha que você é rico. Mas ninguém vê o quanto você está trabalhando. Você fica com um dinheiro sobrando mesmo, afinal, não tem tempo nem para gastar!

    Daí você começa a reparar as coisas erradas no SUS. Os diretores deixam faltar as peças do ônibus porque, se ficar alguns dias parado, economiza gasolina. Você fica pensando naquela vozinha que é sozinha e depende do ônibus, como será que ela vai se virar? E, além disto, quando chegam a faltar as coisas, podem fazer compras de emergência sem licitação ou então convocar licitação de emergência indicando as empresas… Fica sabendo que o governo federal liberou uma verba para arrumar o ônibus e ninguém fez nada… Parece que só você se preocupa com a segurança dos passageiros! Você fica triste e revoltado, mas continua lá achando que um dia vai melhorar.

    Até que, um belo dia, o freio do ônibus não funcionou e 2 pessoas morrem. Todo mundo culpa você, dizendo que barbeirou. Uma das famílias te processa e o pai da outra pessoa que morreu vai lá dentro da empresa, armado, te procurando, querendo te matar. Então, por segurança, você tem que pedir remoção para trabalhar em outro local. Você sabe que o processo não vai dar em nada pois, após a perícia no ônibus, vai ser fácil comprovar. Mas, até lá, a família já falou de você na imprensa e ninguém quer andar no seu ônibus mais.

    Neste intervalo, a empresa privada já te deu aumento de salário 2 vezes. Então, você não aguenta e resolve sair do SUS. Daí, você vê seus conhecidos no facebook falando que os motoristas são mercenários, sem saber da missa a metade!

    O governo vai na televisão dizer que o problema maior do transporte é a falta de motoristas no SUS, apesar de a estatística mostrar que o número de motoristas/habitante é mais do que o necessário. Ninguém fica sabendo porque os motoristas não ficam no SUS (a imensa maioria já trabalhou no sus e saiu).

    Então o governo anuncia que, em vez de arrumar os ônibus, vai autorizar os cobradores e os mecânicos a dirigir também (ato médico). Além disto, vai importar motoristas de outros países sem ter que tirar a carteira de motorista. E você sabe que lá eles estudam só 4 anos, enquanto aqui se estudam 6 e parece que ainda é pouco. Sabe que eles já tentaram algumas vezes tirar a carteira daqui, mas não tiveram competência. O lema é: “O importante é colocar pra rodar!”

    Você pensa “Meu Deus… se, comigo dirigindo, os passageiros já corriam risco. Imagine com estes outros ‘motoristas’ de qualificação duvidosa aí. Temos que fazer alguma coisa.”

    Aí a televisão e diz: “se o transporte está do jeito que está, a culpa são dos motoristas, mercenários, que só querem ficar na rede privada!”. O governo joga toda a sociedade contra os motoristas e se livra da sua própria responsabilidade -- que é toda deles!

    E se você fosse motorista? Se revoltaria ou não?

    Enviaram uma mensagem perguntando o lado dos médicos, dizendo que não entendia o porquê de estarmos revoltados. Usei uma metáfora pois os médicos são muito antipáticos aos olhos de todos. Então gostaria que lessem sem preconceito. Acho que deu para entender agora, não? Espero que passem para o nosso lado (que é o único lado que defende a população) e repassem -- nos dois sentidos.
    (Texto que circula no facebook sem assinatura).

  11. sarupk says:

    eu curti o que vc falou sobre o pessoal do nordeste zuando os cubanos.

    como dizem, pimenta no C dos outros é refresco, eu queria ver um medico cearence desses vindo para SP e sendo hostilizado ai vira racismo.

  12. Ercy de Miranda says:

    Nada justifica hostilizar trabalhadores estrangeiros com gritos e xingamentos. Foi uma atitude completamente desprezível (e burra).