Escrito por Kid on Feb 29, 2004

Vamos ver como se lembrarao de mim.

Olha eu aqui de novo.


Escrito por Kid on Feb 29, 2004

Esqueça cursos de digitação. Isso é coisa do passado. A melhor forma de treinar suas habilidades no teclado é jogando Unreal Tournament online.



Lá você precisa ser um ás no teclado para conseguir mandar o clássico “Vá tomar no olho do seu cu!” antes que seu oponente consiga atirar em você.

Se você não for rápido o bastante, é provável que seu inimigo te pegue de surpresa no meio da frase. Aqueles que já estão extremamente bem condicionados são capazes de interromper a digitação, mandar balas na cabeça do oponente e ainda complementar o “Vá tomar no olho do seu cu” com um “Não foi dessa vez, mané!

Vou colocar no meu currículo: Exímio xingador em Unreal Tournament.


Escrito por Kid on Feb 28, 2004

Sim, o rato finalmente saiu do porao. Meu pai me arranjou um Athlonzinho marromenos e instalou uma LAN, portanto agora posso ver a luz do sol enquanto posto no blog. Sensacional.

Mas nao foi nada facil. Pra comeco de historia, esse teclado eh um autentico teclado gringo, sem cedilhas e outras coisinhas que nos brasileiros adoramos, como trema e acentos. Quer dizer, ele tem acentos, mas se eu configuro o teclado como ABTN2 em portugues, milhares de teclas mudam de funcao. Entao, o jeito eh usa-lo em configuracao gringa e parecer um analfabeto, abrindo maos dos acentos. Dane-se. Nunca gostei de acentos, mesmo.

Mas tirando essa frescura, a real complicacao foi estabelecer a LAN. O ponto da internet esta no porao, dois pisos abaixo do meu quarto, que fica no segundo andar. Trazer o cabo da rede aqui pra cima foi um trabalho herculeo.

Usando uma formidavel furadeira Black and Decker recem comprada, meu pai saiu esburacando as paredes da sala e cozinha, procurando um vao entre as paredes que levasse o cabo ate aqui em cima. Depois de pensar em uma boa desculpa pra dar pro dono da casa, meu pai colocou o cabo no buraco e foi empurrando.

A outra complicacao era fazer um buraco no chao do meu quarto, que coincidisse com o caminho percorrido pelo cabo dentro da parede. ISSO provou-se ser realmente impossivel, uma vez que nao tinhamos como saber onde exatamente o cabo estava.

Usando tecnicas alternativas de medicao, meu pai “descobriu” onde o cabo supostamente sairia. Pegou a Blequendequer, arrancou o carpete do chao do meu quarto e comecou a furar.

Ele descobriria segundos depois que a broca NAO estava firmemente presa a furadeira…

Depois de voltar da loja de ferragens com uma broca nova (e de assegurar-se que a nova broca estava firme no lugar), meu pai volta a furar o chao do quarto, espalhando serragem de madeira pelo carpete inteiro. Mas o buraco da broca era muito pequeno para o cabo de rede. O que fazer?

Marteladas, claro!

Acontece que a madeira nao era taaaaao forte quanto meu pai pensara; na primeira porrada, o chao cedeu e abriu-se um rombo do tamanho do meu pulso.

Como se nao bastasse a parcial destruicao da casa (e ainda omiti alguns detalhes, como a retirada de uma parte da parede da cozinha e os buracos feitos nos locais errados), a rede nao funcionou. O pior era ter descer ao porao pra tentar uma configuracao na rede, subir ate o segundo andar e descobrir que a configuracao estaav errada. Acho que minhas pernas engrossaram.

Mas foda-se, agora posso ver a rua enquanto uso a internet!

Ah, e tirar fenomenais fotinhas tambem.

Eh isso.

E os malditos acentos fazem falta.


Escrito por Kid on Feb 27, 2004

Outro dia deixei a webcam ligada no MSN. Com o tempo, você até esquece que estava sendo observado.

Eduardo diz:

po

Eduardo diz:

olha a meleca!

Eduardo diz:

tira esse dedo!

Eduardo diz:

do nariz!

Eduardo diz:

uhauhauhauhuha

Kid diz:

merda

Kid diz:

esqueci da cam =PPPPPp

Eduardo diz:

hahahahha

Eduardo diz:

UHAHAUHHUAUHUHAHUAU

Eduardo diz:

que coisa feia


Escrito por Kid on Feb 26, 2004

Chris, o outro guitarrista, deixou a guitarra dele aqui em casa depois do ensaio. Pura preguiça de andar dois quarteirões levando o troço. Esses canadenses…

Holy shit!


Olha a guitarrinha do garoto.

Se inveja matasse…


Escrito por Kid on Feb 24, 2004

Olá, desocupados!

Estou feliz em usar meu blog decadente e sem graça para laçamento mundial do meu projeto de banda.

E aí vai a primeira demo, dedicada ao Eduardo, que é tarado por new metal.

Postal - So Long Ago


Elogios, elogios!

Vocal - Daniel

Guitarra - EU! =P

Guitarra - Christopher

Bateria - Bruno

Baixo - Neto


Escrito por Kid on Feb 22, 2004

Da série “Grandes Clássicos do HBD

[ Maneira de evitar prejuízos durante um roubo ou como NÃO sobreviver a um assalto ]

Encare. Olhe firmemente para o rosto do assaltante. Deixe bem claro que sua intenção é memorizar cada detalhe de sua fisionomia, para depois relatar tudinho ao fazedor-de-retratos-falados na delegacia. Ah, esse safado vai pagar.

Barganhe. Ele quer levar seu celular? Ofereça o relógio, que vale metade do preço do seu Nokia, e dura bem menos. Já tá até com a bateria gasta. Ele pediu sua carteira? Entregue seu tênis, que vale muito menos que a chateação de tirar segunda via dos seus documentos. E você acaba de se lembrar que ainda tem o telefone daquela gata, a Josefina, que você anotou num guardanapo e enfiou no meio das cédulas de um real. E ela é das que trepam no primeiro encontro. A carteira, não.

Ameace. “Você sabe com quem está falando” é uma expressão versátil; serve tanto para o guardinha que tenta te multar, quanto para o seu antagonista - o assaltante que mantém uma arma apontada pra você. “Seu filho da puta, Você ainda vai rodar na minha mão” é igualmente - ou até mais - eficiente.

Dê uma de louco. Fale palavras sem sentido, cante, assobie, tente abraçar o assaltante, dê um beijo na boca dele, sei lá. O importante é fazer com que o meliante acredite piamente que você não vai bem da bola. Se for preciso dar aquele beijo na boca dele, não exite hesite. Dê. O telefone da Josefina vale o sacrifício. Lembre-se, ela trepa no primeiro encontro!

Se tudo o mais não funcionar, REAJA. Tente agarrar o revólver dele. Dê um tapa na faca do elemento. Cuspa na cara dele e diga que o Timão é uma bosta. Ou o Flamengo. Ou o Botafogo. Sei lá, vá xingando os times até que você acerte o que ele torce. E não esqueça de pisar fundo no acelerador. O que vale é dar motivos de sobra para o cara estourar duas “azeitonas” na sua testa.

Mas não deixe ele levar o telefone da Josefina.


Escrito por Kid on Feb 20, 2004

Você sabe que está fudido quando alguém te diz…

“A sua operação foi um sucesso, MAS…”

“Sabe, tem algo que eu preciso confessar…”

“Como assim, você não tem nenhum dinheiro? Eu achei que você ia pagar!”

“Mas o que eu realmente quis dizer é que…”

“Não foi nada, não foi nada!”

“Tenho certeza que é o fio vermelho. Corte-o!”

Frases terríveis que ninguém deseja ouvir. Mas nenhuma dessas expressa melhor uma tragédia iminente do que a clássica…

“Confie em mim!”

Alguém aí sabe mais algumas? Coloque nos comentários aí.

Ou então guarde só pra você e fique rindo sozinho, ô babaca.


Escrito por Kid on Feb 19, 2004

Rapaz, eu acho que mereço mesmo tudo que tou passando.

Outro dia eu tava no MSN conversando com amigos sobre presepadas que aprontamos na escola quando somos crianças. Alguém falou sobre roubar lanches dos estudantes menores (e portanto, menos vingativos). E eu fiz muito isso quando era pivete.

O pátio da escola era o cenário das ações mafiosas. Eu e alguns colegas interpelávamos as crianças que comiam avidamente seus pastéis de queijo com orégano. Essa era a tática: abordar o alvo em grupo. Dificilmente alguém se rebelava contra a exploração se atacassemos todos juntos. Claro que o pastel teria que ser dividido entre a quadrilha, mas os resultados de um ataque em massa eram sempre melhores.

Se o garoto fosse esperto, ele racharia o lanche com a turma e ninguém saía ferido ou chorando pra coordenação. Se não… Bem, nos primeiros instantes não acontecia nada, e o malandro achava que ia sair impune. O pobre infeliz continuava a comer seu pastelzinho de queijo com guaraná quando de repente, não mais que de repente, alguém passava correndo e ACIDENTALMENTE mandava um tapão na mão do moleque, derrubando seu pastel. Antes que a criança ao menos pensasse em recolher o lanche do chão (alguns sopravam a areia do pastel e continuavam a comer sem a menor cerimônia), a turma ACIDENTALMENTE corria pra cima do salgadinho e ACIDENTALMENTE pisoteavam-no até que ficasse irreconhecível, enquanto ACIDENTALMENTE cantávam um hino de escárnio, aloprando o egoísta.

A vingança era maligna, mas essa era a Lei. Não repartia o lanche, ficava com fome. E que não pensassem em cagüetar os criminosos!

Mas ocasionalmente uma vítima corajosa reportava às autoridades. Entretanto, por medo de retaliação, o X-9 não apontava diretamente o autor do crime, aquele que maldosamente derrubou seu lanche. Algumas vezes o coitado nem ao menos conhecia aquele que derrubou seu pastel, porque o colégio era grande. E além disso, todos sabiam que, uma vez fora dos portões da escola, o buraco era mais embaixo… Dessa forma, passei um ano inteiro lanchando de graça, impune.

Mas melhor que isso era roubar lanche diretamente da cantina do colégio. Em dias de rush, quando ninguém trazia lanche de casa, a cantina ficava absurdamente lotada. Os carinhas que trabalhavam na cantina ficavam sobrecarregados, e só viam dezenas de guris com suas mãos estendidas através do balcão, esperando receber seus lanches, enquanto gritavam “cadê meu lanche, me dá meu lanche…“. Eu e alguns amigos nos infiltrávamos na turba, estendíamos os braços e nos juntávamos ao coro do “cadê meu lanche, me dá meu lanche…“. Vez ou outra alguém conseguia filar um pastel. Se ninguém mais conseguia pegar um salgado, aquele que teve êxito tornava-se vítima da mesma extorsão que os guris menores sofriam.

Era um mundo cruel.


Escrito por Kid on Feb 18, 2004

Do incrível seriado “Era uma vez no CEFET” ou “Reciclando posts antigos”

Num belo dia eu estava no CEFET. Era aula de Fìsica de Estruturas.

Algum engraçadinho usou marcador permanente na lousa lá da sala. E logo na aula do professor mais carrasco.

[ Professor, bufando de raiva ] Quem foi o engraçadinho que usou marcador permanente para brincar de jogo da velha na lousa INTEIRA?

E o engraçadinho, óbvio, não se pronunciou. Arranjar vaga em um curso técnico não tá fácil. O cara é Engraçadinho, não Burro.

Impossibilitado de dar aula, o professor aproveitou seus cinquenta minutos em sala para descarregar sua frustração em nós, pobres alunos. Ele não apontava nomes especificamente mas, sabendo que o Engraçadinho estava camuflado entre nós, ele sabia que suas críticas estavam atingindo o alvo, mesmo que indiretamente.

[ Professor, bufando de raiva ] Isso é uma vagabundagem! Coisa de malandro! Ignóbil! Vândalo! Sem-vergonha!

E os adjetivos seguiam. Em um certo momento, o professor se voltou para a lousa para contemplar os rabiscos - e eles não sairiam tão cedo, pois nem álcool removia aquilo. Tem que usar um produto especial, que é um luxo que o orçamento do CEFET não permitia. Gastaram todo o dinheiro instalando bebedouros.

Então, vindo do meio da sala, um aviãozinho de papel levantou vôo em direção ao professor. Não fui capaz de rastrear a origem do aviãozinho pois, quando o detectei, ele já estava no meio de sua trajetória, quase atingindo o pobre professor. Um ataque kamizake. A posição do Engraçadinho continuava um mistério. Um impacto foi antecipado. Todos prendemos a respiração.

O professor foi atingido na altura da orelha esquerda pelo aviãozinho. Por meio segundo, o aviãzinho ficou preso entre as madeixas do cara, e então caiu ao chão. Ele se virou, sem dizer palavra. Pegou as coisas e caminhou em direção à saída. Parou na porta, virou-se para a sala e soltou:

[ Professor puto ] Vocês tem mais é que se foder mesmo! Se foder no cu! Seus bostas!

Sutil, esse professor. Bem sutil.

Eu sinto falta do CEFET.


Escrito por Kid on Feb 17, 2004

Uma coisa que me irrita (além de todas as outras) é a demonstração de ignorância que alguns amiguinhos meu cometem.

- E aí, tá bacana aí no Canadá?

- Ahn…. (penso em tudo que tá rolando na minha vida) tá sim. Beleza pura.

- Quanto é um playstation 2/mp3 player/aparelho de dvd/tênis da Nike/vibrador?

- São X dolares.

- NOOOOSSA? X doláres? Isso é igual a 3X reais! Muito caro! Deus me livre!

¬¬

Ô filhote. Vocês tá esquecendo que aqui se ganha em DOLARES? E muitos DOLARES, por sinal?

Parece que eles pensam que a gente vem pr cá, mas continua usando o real. Pensam que meu pai tá ganhando em moeda brasileira, e vai todo dia no banco trocar por dolar. Aí, no meio do caminho, calcula quanto ele vai gastar pra poder comprar o arroz, o feijão, o papel higiênico…

Não, porra. Deixem de ser burros. Quando eu digo que algo custa X dolares, não fiquem pensando quanto isso vale em moeda nacional, porque só quem ainda precisa se preocupar com taxas de câmbio são vocês =P


Escrito por Kid on Feb 16, 2004

E eu estava assistindo MTV outro dia. Estava passando Cribs, aquele programa que mostra as casas dos ricos e famosos para que nós fiquemos tristes e com inveja.

A casa em questão era a do Chester Benington, o vocalista do Linque Parque.

A camera que insistentemente focalizava o rosto do indivíduo me fez perceber algo que os clipes não fizeram: o tal Chester é FEIO pra cacete. E não apenas ele. O baterista da banda (?) estava na casa do cara, e deu pra perceber eu ele também é FEIO pra caralho. O resto do grupo chegou para um churrasco e surpresa! São todos HEDIONDAMENTE HORROROSOS. Aparece a mulher do dono da casa. FEIA PRA CARALHO. Até os cachorros do cara são feios, puta que pariu. Pareciam vira-latas pulguentos.

É, ao menos ninguém pode dizer que o Chester é apenas “mais um rostinho bonito na TV”.


Escrito por Kid on Feb 15, 2004

Estudei em um Colégio Adventista na sétima e oitava séries. Além de o colégio ser uma porcaria, tínhamos um motivo extra para odia-lo (além daquele uniforme ridiculamente escroto), uma terrível desgraça que nos acometia toda quarta-feira: as “aulas” de capela.

Era simples. Na esperança de nos catequizar, a coordenação do colégio mandava todo mundo para o segundo andar, onde ficava o templo da igreja. Lá, eramos obrigados a entoar cânticos e bater um papinho com uma divindade que na época eu não reconhecia. Então o coordenador do colégio - que também era pastor, vejam só - mandava-nos sentar, e começava a contar historinhas bíblicas com lições de moral no fim. O Cara de Pizza - esse era o apelido que inventamos para o indivíduo, e deixarei que a imaginação de vocês descubra o motivo - era um TREMENDO canastrão. Ao contar as historinhas bíblicas, a falta de empatia dele provocava bocejos na platéia. Não tinha como levar a sério aquele cara.

Eu, que sempre tive muita boa vontade para com as pessoas, era o primeiro a aloprar as historinhas que ele contava. Nós criávamos nossas próprias versões dos famosos contos bíblicos.

Era uma chatice só, e durava 50 minutos.

Eu e meus amigos costumávamos fugir para a biblioteca, que ficava no mesmo corredor. Quase sempre éramos pegos, e quase sempre eles enfiavam a gente de volta na tal capela. E deixavam uma freira - ou seja lá como se chamam as “irmãs” adventistas - na porta da saída, pra ninguém fugir.

O pessoal mais velho, aqueles que já estavam no primeiro ou segundo ano científico, também era obrigado a suportar a tortura de 50 minutos. Porém, diferentes dos pivetes, os alunos maiores é que impunham moral nos professores, e não o contrário. A turminha deles firava as costas pro “pastor”, contava piadas, jogava cartas, fazia uma rodinha de pagode… E se não me engano, havia um deles, o Flávio, que era um exímio imitador do Cara de Pizza. O talento dele nos divertia muito durante a “aula de capela”.

Então, pra evitar aquela babaquice toda, eu e minha turminha fugíamos para a biblioteca. Quase sempre as irmãs pegavam a gente, diziam que íamos arder nos Quintos dos Infernos, e nos jogavam de volta pra capela.

Lembro-me de uma ocasião quando alguém derrubou uma das estantes de metal da biblioteca, provocando um efeito dominó igual aqueles que você vê nos filmes e pensa que é mentira. Um dos fugitivos da capela - que não era da minha turma, então rimos muito do infeliz - foi pego entre duas estantes. Ele ficou preso entre as ferragens e soterrado pelos livros. A consternação foi grande, todo mundo correu do templo para a biblioteca pra saber o que diabos tinha acontecido.

Menos o Cara de Pizza. Ele continuou lá, lendo a bílbia.

[ Update ] Por curiosidade, coloquei “Colégio Adventista de Fortaleza” no Google e achei isso:

COLÉGIO ADVENTISTA DE FORTALEZA

Dirª. Régina Maria Lima Marinho

Av. da Universidade, 2083 –Benfica

60.020-180; Fortaleza, CE

Fone: 85. 252-1208

E-mail: caff@sec.secrel.com.br

Vou ligar pra Dona Régina e perguntar se o Cara de Pizza ainda lê bíblias nas aulas de capela.


Escrito por Kid on Feb 14, 2004

Já prevendo uma possível falta de inspiração, deixo vocês de sobreaviso: Se de repente você tiver a impressão que já leu aquele post antes, você não está ficando louco. Ou talvez esteja, mas isso não é um sintoma da sua demência. Tomei a decisão de salvar os posts antigos dos tempos de glória e os republicarei com uma certa frequência. Os posts remasterizados provocarão um deja vu nos leitores fieis, mas os novatos pensarão que estou no auge da minha criatividade.

E como sempre, vão se foder e sejam felizes.

Não necessariamente nessa ordem.


Escrito por Kid on Feb 13, 2004

Achei muita velharia bacana no HD antigo, e as mais legais foram essas gravaçõezinhas que fiz com meu irmão antes de vir embora.

Kid e Trunks - Synthetic

Versão cover da música do Spineshank. Precisou de uns três ou quatro takes que chegar nessa versão final aí. O Daniel deu uma desafinada legal, mas o violão ficou impecável. Não fode, você não sabe tocar mesmo.

Kid e Trunks - Sleeping Awake

Versão cover da música do P.O.D., da trilha sonora de Matrix Reloaded. Acho que acertamos de primeira. Nessa o Daniel desafinou MESMO, mas fodam-se todos vocês, não é uma gravação profissional.

Tá esperando o quê? Pega as músicas, caralho.


Escrito por Kid on Feb 12, 2004

E com vocês, meu antigo PC.

Era uma bagunça, mas eu sabia onde cada coisa ficava. Pra falar a verdade, eu só perdia meus objetos pessoais quando minha mãe se metia a organizar o ambiente e mudava tudo de lugar. Quando isso acontecia, era stress na certa.

O Controle

O controle remoto da TV a cabo. Era totalmente desnecessário, porque o quarto era pequeno e se eu estendesse o braço com o controle na mão, já estava praticamente tocando na tela da televisão. Bastava usar os dedos mesmo. Mas sabe como é, nós assinávamos aquele pacotes com três milhões de canais, era impraticável usar a setinha do aparelho para procurar o canal desejado.

O Pikachu



Foi um presente de natal dado por amigos brasileiros que moram em Nova York, em 1999. Além de ter o formato do famoso rato da bunda elétrica, ele também é um prático despertador. O alarme era fenomenal: Um rockzinho com a “voz” ao Pikachu no fundo. Tinha até solo de bateria, sensacional. Infelizmente o mecanismo do alarme acabou sendo danificado - inexplicavelmente - e a música não tocava mais.

O Grampeador



Esse grampeador está na família a mais de 10 anos - sem zoeira. Quando morávamos num apê em Londrina (é no Paraná, seu burro), em 1992, tudo de que me lembro era da cortina verde da sala - que eu sempre me perguntava se aguentaria meu peso, até que um dia descobri que não - e esse grampeador, que era originalmente azul. Eu cortava aquelas capinhas de revista que vinham em anúncios de assinatura das revistas da Editora Abril, depois pegava vários papeizinhos do mesmo tamanho e grampeava, fazendo livrinhos em miniatura. Aí eu fazia de conta que era os cadernos dos meus bonequinhos. Meu pai ficava puto porque eu manufaturava muitos caderninhos por dia, acabando com todos os grampos dele. Aí um dia a fábrica acabou, porque meu pai escondeu o grampeador. Ele reapareceu magicamente anos depois, quando eu já não tinha mais interesse nele.

Grande infância eu tive.

O Globo



Esse globo marcou minha estréia como diretor de cinema. Um dos meus vizinhos tinha uma filmadora, então não demorou muito para que tivéssemos a idéia de filmar nosso próprio curta-metragem. Infelizmente não lembro de nada que diga respeito ao roteiro do filme - se é que tinha algum - e, mesmo que lembrasse, não diria pra vocês; a não ser que eu registrasse o script num cartório antes. Este fantástico globo do nosso querido planeta era um dos objetos do cenário, que peguei emprestado de João Victor, um outro vizinho. Ele nunca mais pediu o globo de volta, e eu nunca devolvi.

Ou seja, nota-se que eu sou um brasileiro muito tradicional.

As Cartas de Magic



Ah, minhas cartas avulsas de Mégique… Faturei muitos trocados com essas cartas. Eu as levava ao shopping, onde todo sábado uma turma de mais ou menos cinquenta guris se reunia para perder dos jogadores mais experientes. Essas cartas eram as famosas “cartas de troca”, que não tinham valor nenhum e eram usadas para engabelar os pobres novatos. Eu uma vez vendi uma pilha de 30 cartas por 5 reais, sendo que o triplo delas não valia nem a metade disso.

O Porta-Canetas



Um porta-canetas artesanal que uma vadia uma ex-namorada comprou durante uma viagem que fizemos ao interior, no Carnaval do ano de 2002. Ah, o carnaval de 2002… Que grandíssima orgia rolou naqueles quatro dias. E ainda reclamam quando eu chamo o Brasil de País da Putaria…

O Sistema de Som do Período Paleozóico



Isso que vocês estão vendo é uma das caixas de um aparelho de som antiquíssimo que meu pai desenterrou de algum lugar. Através da arte da gambiarra, a boom box (como os gringos chamam esse tipo de aparelho) servia como caixa de som do meu PC. E fazia uma barulheira dos infernos. Quando o winamp tocava Slipknot, os vizinhos não dormiam.

O Telefone



Quando eu morava no Brasil e tinha uma vida social um pouco mais ativa, o Telefone era de grande serventia. Eu vivia usando-o, a bem da verdade. Seja pra combinar um cinema na tarde de domingo, ou pra discutir com a ex-namorada, ou pra falar bobagens com o Fivio

O telefone que tenho atualmente, apesar de ser um modelo altamente tecnológico e cheio de modernices, não tem utilidade alguma. Exceto para ligar para a patroa, algo que agora será desnecessário já que estou me mudando para o prédio dela*. Se eu quiser falar com a gótica, vou até o andar dela.

Aliás, ELA virá até o meu. Ora, mais.

O Gabinete



Althon XP 1,2 Ghz com 526 512 de RAM. Essa é a descrição do meu melhor amiguinho de todos os momentos, meu companheiro das madrugadas, meu fiel escudeiro. Com ele vivi muitas aventuras: promovi discórdia no IRC, provoquei discussões intermináveis em fóruns, mandei balas virtuais nos rabos virtuais de nerds por todo o mundo… O destino nos separou - o PC foi vendido ao irmão do Márcio dias antes da minha viagem ao Canadá. Mas as mémorias ficarão para sempre…

Quer dizer, eu vendi os pentes de memória também.

Mas o HD ficará para sempre, porque eu o trouxe. Aliás, era nele que estava essa foto do meu velho PC.

Ah, meu velho PC… Estamos unidos no pensamento para sempre, meu querido.

*Sobre a tal mudança: ela será efetuada neste próximo sábado. Ou no domingo, agora esqueci. Fui eu que resolvi tudo com a agente do aluguel, mas eu tava prestando mais atenção num trocinho que ela tinha em cima da mesa do que nas negociações. Sabe aqueles negocinhos de metal com pesos e barrinhas, que você dá um peteleco e eles ficam se mexendo até o fim dos tempos, graças às inexoráveis leis da física? Poisé, ela tinha um desses. E essa porra provavelmente me fez tomar todas as decisões erradas quando eu tava falando com a mulher sobre o aluguel.

Maldita física.

Só de pensar nessa mudança, já me sinto cansado. Seremos apenas nós dois - meu pai e eu, o vagabundo-mor - para levar todas as tralhas do Sarasota Village, o condomínio onde moro, para o Summit Place, o prédio mais alto de Oshawa - veja aí como eu sou chique pra cacete. Felizmente os dois lugares são separados por menos de quinhentos metros.

Enfim, a internet só será instalada no apê na quarta feira. Portanto, não esperem atualizações do HBD até lá.

Não é minha culpa, ein.

E vou aproveitar a mudança pra me vingar das velhinhas. A propósito, já contei o final da história?


Escrito por Kid on Feb 12, 2004

Meu carrim, mané
Chevy Venture. Cool, huh?


A polícia canadense é eficiente pra caralho.

Estávamos eu e meu pai chegando em Oshawa, saindo da Freeway 401 (ou, como dizemos, friuêi fó-ou-uan)…

(sempre que tou nessa rodovia, me lembro da cena de pega-pega de carros em Matrix Reloaded. É idêntica, porém com menos albinos atirando armas automáticas. Também não é muito comum ver negões brigando com espadas japonesas em cima de caminhões. Mas, tirando isso, é igualzinha.)

…e meu pai desceu a offramp (ófe-rêmpe) muito depressa. Um guardinha rodoviário notou a rápida aproximação do nosso Chevrolet Venture e o interceptou agilmente com seu carrinho de polícia cujo modelo desconheço. Não gosto de carros. Não sou daqueles caras que podem ver um carro descer uma ladeira a 200 por hora e ainda identificarem o ano de fabricação só por terem visto um detalhe no painel. Se tirarem meus óculos, eu não conseguiria diferenciar o carro do meu pai de uma kombi. A menos que eu estivesse usando lentes. Mas eu tenho medo de usar lentes porque um professor da quinta série teve uma certa alergia e quase perdeu os olhos.

Enfim, não gosto de carros.

O mister officer desce de seu carrinho desconhecido e caminha em direção ao nosso. Meu pai já começa a preparar todo o enrolation. Não seria difícil ludibriar o camarada, já que a puliça constuma ser leniente com imigrantes. Porra, não temos a obrigação de saber as leis de trânsito daqui, seus viados.

O tira bate no vidro do carro.

- Hello sir. are you aware that you were doing over 80 on the freeway exit?

Meu pai começou a desdobrar um inglês tosco para deixar claro que ele era imigrante e não estava entendendo muito bem. Não foi tão difícil. O inglês do meu pai não é lá essas coisas.

- Ok. Did you drink, sir?

- Ahn… no.

- Ok then! You can go. Sorry for the trouble.

E foi-se embora em seu carro desconhecido.

Porra! Fenomenal! É na base da confiança então?

- Aí malandro, tu bebeu?

- [Hic cup] (chuta a latinha pro lado) Eu não, chefia! [hic cup] Tô bonzinho, olhaí! [faz um joinha]

- Ok cupadi. Te manda!!


Escrito por Kid on Feb 11, 2004

Não vale a pena ser sincero.

Não digo baseado nas minhas prórias experiências em dizer para as pessoas exatamente o que eu tenho em mente. Por mais que eu tenha me fodido fazendo isso (e acreditem, eu me fodi fazendo isso), não a isto que estou me referindo. Bem, também, mas apenas num nível subliminar. Vocês nem vão perceber.

Deixem pra lá.

Estou me referindo àquelas “revelações” que a gente faz às vezes, em momentos de descontração. Aquelas mancadas que você se arrepende de ter dito, segundos após ter dito. Aquela gafe que deixa tensão no ar.

2001. Terceiro ano científico. Certa feita, estávamos na sala de aula quando um jovem nos brindou com uma filosofia pessoal. Um pensamento que nunca devia ter sido compartilhado entre “amigos” de colegial. Digo “amigos“, porque as pessoas que conheci no meu tempo de colégio eram verdadeiros sanguessugas malditos do quinto círculo infernal. Apenas dois ou três se salvam, até porque recentemente vim descobrir que uma delas também não valia nada.

Esse rapaz pronunciou-se de uma forma terrivelmente perigosa naquele dia. Foi algo que ele certamente não diria se tivesse pensado um pouquinho mais e tivesse se dado conta que uma sala de aula é um campo minado - passos errados não têm perdão. Engraçadinhos aguardam qualquer deslize para usar mão de táticas de duplo-sentido, transformando uma afirmação inocente em uma declaração pública de homossexualidade. Trocadilhos são armas baixas, mas não há ética entre esses covardes. Coitado do pobre Éder. Esse é um erro que ele nunca mais cometerá.

- Sabe o que eu tava pensando aqui?

As pessoas chatas nunca esperam os outros dizerem “O quê?“. Talvez porque elas têm consciência da sua chatice e sabem que seus interlocutores não estão interessados em ouvir. Quando pessoas interessantes dizem “Sabe o que eu tava pensando aqui?“, todo mundo faz questão de saber o que é que ele tava pensando lá. Essa fala antecede grandes revelações, pérolas de sabedoria. Já os chatos não. Eles dizem isso quando ninguém tem nada melhor pra falar.

E o pobre Éder, desconhecendo seu destino, continou.

- Dar a bunda deve ser algo muito bom.

Silêncio total no ambiente. Não acreditávamos no que estávamos ouvindo! O cara tava admitindo sua pederastia de peito aberto? Antes que pudéssemos zoar, ele então fez questão de explicar o porquê dessa conclusão:

- Nunca ouvi falar de ex-viado. Se eles não desistiram, é porque logicamente dar a bunda deve bom.

Infelizmente, naquela época nós não nos importávamos com discursos sobre lógica. Se ele soubesse que esse momento de sinceridade lhe custaria sua vida social naquele ano (ainda estávamos em Abril), o coitado não teria saído de casa naquele dia. Foi zoado até o final do ano letivo - e até mesmo depois, porque os caras que fizeram recuperação com ele ainda não tinham esquecido. Acho que até hoje ninguém esqueceu.

E é por isso que digo que sinceridade é um desvio de personalidade. Mintamos todos!

E AGORA eu tou me referinfo às vezes que me fodi tentando ser sincero.


Escrito por Kid on Feb 10, 2004

Tava lendo blogs por aí e em um deles, o blogueiro fazia a seguinte enquete: Qual a música mais triste do mundo?

Entre as músicas concorrentes ao prêmio nada lisonjeiro (porra, música triste?), estava Vento no Litoral, dos menininhos alegres do Legião Urbana.

Eu nem queria clicar no link da letra da música, mas sabe como é internauta viciado. É como se a mão tivesse vida própria. Cliquei e comecei a ler a letra.

Li duas frases, e a melancolia me invadiu. Eu me lembrei que a tempos atrás, eu ODIAVA Legião Urbana, até que conheci ela. Aí passei a odiar MAIS AINDA, mas de pirraça, só pra irrita-la; tanto que o lendário post criticando a bandinha do Russo foi escrito justamente com essa finalidade, deixa-la irritada. Eu tinha essa mania. Tenho, aliás.

E aí estou eu, na frente do computador, lendo a letra da tal música melancólica e pensando pela 146748º vez “mas o que diabo foi que aconteceu?” Eu estava ouvindo uma música qualquer no winamp, mas por alguns instantes foi como se eu estivesse num completo silêncio, e comecei a me lembrar daquelas tardes chuvosas no longíquo ano de 2001 - e fazendo uma dobradinha com 2002.

Na época eu ouvia a tal música e pensava em mil coisas que não existem mais. Hoje eu li a letra e nem sei o que pensar. A tristeza é inevitável e cansa.

Antes que eu fosse tomado totalmente por uma onda depressiva, parei a música que estava tocando e coloquei um rock qualquer. Aumentei o volume do winamp ao máximo, depois o das caixinhas e, finalmente, cliquei num botão no teclado que eleva o áudio geral do windows. Tudo nas alturas, batendo dentro da cabeça.

Eu queria que o som fizesse uma limpeza na minha cabeça. Queria esquecer essa porra toda, acordar no outro dia achando tudo legal, e achando que minha vida tá uma beleza, que eu não perdi nada.

Eu definitivamente preciso dormir mais.


Escrito por Kid on Feb 10, 2004

já fazia tempo que eu tinha vontade de escrever sobre risadas de internet.

Sim, as terríveis risadas de internet. A nossa única forma de expressar reações cômicas. O seu amigo conta uma história “engraçada” e você - quase sempre por educação, porque seu amigo é muito sem graça - desliza a mão por cima do teclado, batendo em quaisquer teclas que cruzarem o caminho dos seus dedos. Uma risada virtual.

Por causa do meu tempo de escravidão ao IRC, eu era/sou um usuário de risadas de internet. Há dois problemas com as risadas de internet.

1º Elas não são realistas.

Sejamos francos: você alguma vez viu alguém produzindo um ruído parecido com “ahusiahsiahishaihsuiahishaihsiahisuai” durante uma risada? Fora de um manicômio, eu quero dizer. Não, né? Claro que não. Essa risada não existe. Nem a “hiosahoisaohsoahisohaisoao“. Elas não são compatíveis com as gargalhadas que damos no mundo real. Elas não passam de vogais e consoantes que se repetem infinitamente como as dízimas periódicas. E dízimas periódicas são o extremo oposto de uma coisa engraçada. Portanto, as “risadas periódicas” são paradoxais. E sem graça.

Vários estilos de risadas virtuais já foram catalogados, mas eles geralmente seguem um padrão. O indivíduo posiciona seus dedos em teclas arbitrárias e as pressiona repetidamente. Quanto mais engraçada for a história contada, mais teclas ele pressiona. Já ouvi falar de uma anedota tão engraçada, mas tão engraçada, que todos os participantes do chat mandaram risadas periódicas simultaneamente, provocando um crash na rede. Eu queria saber que piada foi essa. Deve ter sido do caralho.

2º Elas são viciantes.

As risadas periódicas agem como uma droga. Se você for muito exposto, não importa qual sua opinião sobre elas, você acaba cedendo. Você usa a primeira vez, sabendo que não é legal. Mas acaba virando um hábito. Você não consegue parar. E o pior, existe o efeito tolerância. Depois de algum tempo, um mero “ahsauiosa” não satifaz. Você precisa espancar o teclado e mandar um “aaiasaiushausiiahsuiahsuiahsuaisa“. No estágio final, nem um “ashuaishiahsihaushiahisihaihsaihsiaiahsiahssiuahsiuahsihauishasiasis” supre suas necessidades. Os mais criativos tentam variações, como mudar as cores, sublinhar, mandar smilies, aplicar negrito, alternar maiúsculas e minúsculas, ou tudo isso junto. Isso não funciona. Cá entre nós, um “HUIAShiaUSAUhsiaB:) :) :P ;) :) ” passa a impressão de que você precisa de remédios controlados. Dá medo.

Você se tornou tolerante à risada periódica. Em outras palavras, você será o cara mais chato da internet, e todos evitarão contar coisas engraçadas quando você estiver presente. Com o tempo seus amigos perceberão que não é necessário que contem coisas engraçadas. Qualquer coisa que digam terá como resposta um “HUIAShiaUSAUhsiaB“. Você se tornará um pária. Que vergonha, mermão.

Existem pessoas que se tornam famosas por causa de risadas periódicas. O Lebrão, do Fórum Cocadaboa, se tornou uma celebridade simplesmente porque ele é incapaz de falar duas palavras sem enfiar risadas no meio. É um caso perdido.

Eu felizmente estou me livrando das risadas periódicas. Hoje eu consigo apenas digitar um simples “AHAHAHAHAH” quando alguém me manda um link com aquele flash engraçado. Mas foi uma longa jornada.

E o primeiro filho da puta que mandar um comentário do tipo “HUAISOAUISHIASHIASoAHusohIShOISoisoiHIsoihiiOA” será sumariamente editado.

Não reclamem que eu não avisei.