Escrito por Kid on Mar 30, 2004
Recebi muitos elogios por causa do post sobre os góticos, mas também recebi muitas reclamações. As pessoas ficaram com uma impressão errada de mim. Eu disse que odiava os góticos? Foi um erro de digitação, minha gente. Eu ADORO os góticos. Sério mesmo, amo de coração.
Nesses últimos dias resolvi elevar minha devoção pelo goticismo a um nível nunca antes alcançado por ninguém: eu descobri a verdadeira ESSÊNCIA DO GOTICISMO! Sim, amiguinhos vampiros. Eu achei o que vocês procuravam esse tempo todo. Agora você poderá adquirir todo esse conhecimento, e não mais pagará mico quando algum coleguinha seu ler meu blog e arrumar um motivo pra encher seu saco.
Então, você quer ser gótico?

Ok. Mas a primeira coisa que precisa aprender é que a bela e transcendental filosofia gótica se basea - exclusivamente - em estética. Então se livre desse boné, ele não é nem um pouco gótico.

A propósito, se livre de qualquer peça de roupa que não seja de cor preta. Você é um vampiro deprimido, e esse tipo de pessoa não costuma usar roupinhas coloridas.

Isso mesmo, bom garoto. Agora entraremos num outro quesito importante: música!

11 em cada 10 góticos concordam que Blink 182 é uma das coisas menos góticas do mundo. Se você possui algum CD da alegre banda, jogue fora. Ofereça-os em sacrifício aos deuses pagãos nórdicos, à mãe natureza, ao Conde Drácula, sei lá.
Vá à loja de CDs mais próxima da sua casa. Não vá de ônibus, isso é totalmente anti-gótico. Ao invés disso, espere pelo dia mais quente do ano, vista três camisetas pretas e cinco calças (pretas também, pra combinar) e vá caminhando até a tal loja de discos. Adquira o CD mais gótico que seus olhos góticos encontrarem.

Esse é um ótimo CD. Ele foi premiado três vezes consecutivas por revistas especializadas como melhor álbum gótico do milênio. Suas belas canções o ajudarão a percorrer o longo caminho de ser tornar um gótico. Mas se bem que já estamos na metade mesmo.

Isso mesmo. Sinta o goticismo penetrando o seu ser (não se preocupe, você vai conseguir sentar no dia seguinte). Sinta o ódio, a raiva, a depressão, a dor de barriga. No último caso, vá ao banheiro. E porra, eu não mandei você jogar esse boné fora, caralho? Que merda de gótico é você?

Hunf… Ok, ok.
Agora você precisa de TATUAGENS. Você não será um gótico de verdade enquanto não tiver tatuagens. Mas não vá em estúdios de tatuadores, isso é para os consumistas. Faça suas próprias tatuagens góticas com pincel marcador.

Perfeita tatuagem! Extremamente sinistra. Com apenas
Agora, seus cabelos. Vamos dar uma gotizada neles.

Sinta a essência do goticismo tomando conta da sua cabeça - literalmente.

Fenomenal! Ninguém diria que esse revoltado garoto gótico há apenas alguns minutos atrás era fã de Blink 182 e usava roupas felizes. Mais um cliente satisfeito.
Agora, o passo fundamental:
Gótico que é gótico precisa tentar se suicidar, nem que seja ao menos uma vez.

Se você obteve êxito, meus parabéns! Agora você é um gótico! Dê alô ao Cão por mim, a propósito.
Se não conseguiu da primeira vez, continue tentando! O corpo humano não é assim tão resistente quanto parece. Envenenamento, enforcamento, salto livre de um prédio de onze andares… Há muita variedade. Escolha a opção que combine melhor com seu estilo gótico de ser.
Agradecimentos ao Trunks, modelo fotográfico profissional e meu irmão nas horas vagas
[ Update ] O RAC é feio.
(Mas ao menos agora eu coloquei o link direitinho)
Escrito por Kid on Mar 29, 2004
Eu tou ferrado.
Lembram da alemã bissexual beliscadora de bumbuns?
Poisé.
Hoje, no MSN:
- Oi, Becca!
- Oi, Izzy!
- E aí, tudo bom? Você vai pra festa do Chris no sábado?
- Não posso, estou de castigo desde a última festa… Cheguei tarde demais em casa.
- Ah, que pena… Eu queria ver você…
- Ah, não vou poder, Izzy… A não ser que você venha me ver algum dia na minha escola.
OPA!
- Ahn… erh… Claro!
- Ok, eu saio às X horas. Vou te esperar lá amanhã, ok?
AMANHÃ?!?!
- Ahn… Claro!
- Beleza então. Te vejo amanhã, brazilian dude ^_^
Beleza, né?
Eu não sei onde é a escola dela. Não conheço a cidade. Não sei andar de ônibus. Não tenho dinheiro. Não sei como vou voltar. E se já é complicado falar com um ser do sexo oposto em português, imagina em inglês.
Mas eu MORRO antes de perder essa chance =P
Escrito por Kid on Mar 27, 2004

Porra mermão! Tu é burro ou o quê? Jogar garrafa de vidro do décimo oitavo andar? Filho duma égua!
Ok.
E eu fui pra uma festinha ontem (um aquecimento ritualístico para o tradicional fim de semana em Toronto).
Estava lá, cuidando dos meus próprios assuntos e conversando com uma canadense que beliscou minha bunda e que já estava parcialmente inebriada. De repente, pelas câmeras de vigilância do prédio, vemos uma dupla de policiais adentrando o recinto. Era óbvio qual era o apartamento para onde eles estavam indo.
Todo mundo fica quietinho. Eu estava sentado no sofá, ao lado de uma outra menina, com um violão na mão. Então achei que seria seguro continuar segurando-o. Eles podiam achar que eu era apenas um menino bonzinho tocador de violão.
Os tiras canadenses chegaram chutando o pau da barraca. Entraram no apê, falaram uns palavrões, deram tiros pra cima, reviraram os sofás em busca de maconha, deram um tapa na cabeça do meu irmão, roubaram a cerveja do Chris e conectaram no MSN do PC da sala pra saber se seus amiguinhos tiras estavam online.
Exagero, claro. Exceto a parte dos palavrões.
- Ok, who of you dipshits was throwing beer bottles off the balcony? You fuckheads are trying to kill someone?
É isso mesmo. Algum filho da puta tinha jogado SETE garrafas de cerveja da varanda do apartamento do Chris. Ah, mencionei que o apartamento era uma cobertura no DÉCIMO OITAVO ANDAR? Não me admiro que os policiais estavam supondo que estávamos tentando matar algum canadense lá embaixo. Ah, e também jogaram um trenó do irmão menor do Chris.
Um trenó.
Quando ouvi o lance das garrafas, eu me lembrei de uns caras que misteriosamente SUMIRAM da festa. De uma hora pra outra, uns 4 ou 5 caras decidiram ir embora correndo. Então eu entendi. Os filhos da puta gostam de jogar coisas pelas varandas e deixar os anfitriões das festas pagaram o pato. Filhos da puta!
O fato de uma garrafa, e apenas uma, cair de apartamento é perfeitamente explicável. Mas sete garrafas e o trenó fizeram os tiras acreditar (devidamente sugestionados pelos vizinhos maldosos. Canadenses são péssimos vizinhos) que quem quer que estivesse jogando as garrafas estava fazendo propositalmente, e com intenção de machucar alguém lá embaixo.
Isso é tentativa de assassinato, segundo os policiais nos avisaram.
(Imaginem minha pulsação na hora)
Sem contar que eu e um outro cara éramos os únicos maiores de idade numa festa onde MENORES estavam ingerindo álcool. Nós éramos responsáveis pelos guris.
(Imaginem minha pulsação na hora, só que acelerada três vezes)
Me virei pro Daniel e perguntei se alguém REALMENTE tinha jogado as garrafas, porque eu não acreditava que alguém pudesse ser tão Joselito. Quando fui avisado que policiais estavam subindo ao apartamento, achei que fosse por causa do barulho. Dezoito andares, caralho. Como o cara joga garrafas de vidro do alto de dezoito andares?
O policial, ao me ouvir conversando em português com o Daniel, fez uma cara feia e disse, autoritariamente:
- Hey, english!
Se houvesse um livro com todos os xingamentos do mundo, eu precisaria de três exemplares dele para expressar a onda de fúria assassina que senti naquele momento. Como assim, english? Eu não sou canadense, seu merda!
Comecei a explicar pra ele que eu morava aqui a apenas poucos meses, e não sabia falar inglês ainda. Em seguida, me virei pro meu irmão e comecei a dialogar com ele rapidamente, gesticulando e tudo mais. Os policiais se sentiram meio intimidados por não saber sobre o que estávamos falando.
Eles provavelmente pensaram que éramos espiões brasileiros enviados pelo nosso presidente em Buenos Aires para destruir o canadian way of life jogando garrafas de vidro pela janela.
Enfim, os tiras mandaram Chris (dono do apê) e outro moleque descer ao térreo e recolher os caquinhos de vidro. E ficou por isso mesmo.
E eu ainda estou meio tonto/sonolento por causa da festa.
Escrito por Kid on Mar 26, 2004
Fim de semana em Toronto. Elevador, garagem, carro, rua, clube, festa, música, dança, mulheres, bebida, fumaça, carro, rua, blitz policial, garagem, elevador, colchão, controle remoto, comerciais em inglês, escuro, silêncio, solidão.
Fading out of reality.
O resultado da promoção volta pra Oshawa junto comigo na segunda feira.
Se eu voltar.
Tchau, gente.
E um pequeno brinde pra vocês:
Kid & Trunks - EverlongUm cover do Foo Fighters pra você, porcamente gravado com meu violãozim Washburn e o microfone do PC, em homenagem à minha amiga Renata do fórum Cocadaboa (Calma, Marques. A sua tá indo aí também)
Clicar com o botão direito, salvar como…
Rezem um pouco que o download funciona.
Tou cansado, cara.
Edit rapido pra dizer:
Escrito por Kid on Mar 25, 2004
[ GRANDE PROMOÇÃO HBD! ]
Você tem o Hoje é um Bom Dia nos seus favoritos e o visita mais que sites de putaria?
Você fala sobre o Hoje é um Bom Dia para seus amigos, primos, esposas e amantes?
Você lê o Hoje é um Bom Dia todos os dias, incluindo fins de semanas, feriados e dias chuvosos?
Você é um grande fã do HBD?
Então essa promoção não é para você.
…
Calma, não precisa cortar os pulsos. Eu tava só brincando, porra.
Seguinte, outro dia percebi que tenho direito a cinco contas de redirecionamento de e-mail pelo meu domínio. E eu pensei comigo mesmo “Porra, pra que diabos eu ia precisar de cinco redirecionamento de e-mails?“.
A resposta veio num estalo: Vou oferece-los para meus leitores para que eles pensem que eu me importo com eles!
Então é isso. Poste nos comentários porque você acha que eui deveria dar um seu_nome_aqui@hojeeumbomdia.com pra você. Mas não se esqueça, sua opinião não me vale nada. Só quero ver quem serão os mais engraçadinhos.
As cinco melhores respostas serão agraciadas com formidáveis e-mails personalizados e super exclusivos. Pense na inveja que aqueles seus amigos pobres vão sentir - você tem um e-mail do HBD!
Vamos, o que você está esperando?
E resolvi aloprar de vez. O autor do melhor comentário, além de ganhar um super e-mail, terá o direito de postar um texto aqui no HBD. Já pensou? Sua voz será ouvida por milhões. Sua opinião rodará esse mundão. Você usará essa influência para comer muitas menininhas.
Comenta logo, antes que eu mude de idéia.
Escrito por Kid on Mar 24, 2004
[ Update ] Tou meio entediado, então resolvi aprontar uma legal aqui.
Amanhã de madrugada, precisamente à meia noite (horário do Brasil), entrará no ar uma promoção aqui no HBD. Não quero entrar em detalhes senão perde a graça, mas adianto que OS PRIMEIROS A VISITAR O BLOG ESTARÃO CONCORRENDO A UM PRÊMIO EXCLUSIVO. Sério mesmo. Duvida? Então aparece aqui amanhã, à meia noite, mané.
E agora lê meu post, vai.
…
O Outlook é a causa de todos os problemas da Humanidade.
Duvida? Acompanhe meu raciocínio.
Você é daquelas pessoas que vê uma filosofia mística e transcendental em apresentações de Powerpoint e as envia pra todo mundo do escritório? Você acredita que se não der um forward naquele email, terá azar por 43 anos? Ou quem sabe, você quer ajudar aquela menina com câncer e por isso vai enviar aquela mensagem pra oitenta pessoas, porque estará colaborando com meio centavo cada vez que passa o email adiante?
Ok, passe no caixa e pegue seu atestado de burrice. Mas não demore. Tem poucos no estoque.
Nada contra as pessoas burras. Elas são a maioria, e como tal merecem respeito - afinal, como maioria, elas invariavelmente chutarão sua bunda, a menos que você saiba lutar kung fu, coisa que duvido. Não se luta mais kung fu como antigamente.
Combinado. Envie os malditos emails pra quem você quiser, o tempo é seu e você o desperdiça da forma que o aprouver. Mas será que seria pedir muito que você apagasse da mensagem os endereços das pessoas que já receberam o email?
Sério, cara. Outro dia me mandaram algumas daquelas imagens engraçadas que o mundo inteiro já viu, menos essa pessoa que está enviando pra você. A impressão que tive é que o email tava de viagem pela internet inteira. Tinha aproximadamente 10 mil emails no corpo da mensagem, eu precisei segurar o pagedown por uns 10-15 segundos. Não é exagero.
Pena que eu apaguei o email prontamente - se não me falha a memória era alguma liçãozinha de moral mixuruca contada por gatinhos coloridinhos, e isso consta com alta prioridade na minha lista de “coisas que devem ser deletadas antes de lidas”. Então, vocês não poderão sentir o mesmo prazer (eu disse prazer? Eu quis dizer “ãnsia de vômito”) que eu senti ao ver aquele e-mail.
Não é a toa que essas imagens se popularizam com tanta rapidez. E também não é a toa que trabalho em escritório é sempre mal-feito.
A essa altura do campeonato vocês estão pensando “Mas o que diabos essa porra tem a ver com o Outlook, Quíde?“, eu vos digos “Acalmem-se, merda. Tô chegando lá.”
Essa é solução decisiva para resolver os problemas da humanidade:
Sem os Outlooks, os mandadores-compulsivos-de-emails teriam que DIGITAR manualmente o email de cada destinatário. Sem a função de contatos, você tem idéia do trabalho monstruoso que eles teriam? Sem seu passatempo favorito, esse pessoal ia ter que voltar sua atenção pra alguma coisa mais produtiva, como checar itens no estoque, calcular despesas mensais da empresa, arquivar duplicatas, controlar os níveis de radiação na água das nossas torneiras…
Se esse pessoal utilizasse melhor o tempo que eles perdem mandando emails engraçadinhos pros companheiros de cubículos, o mundo seria o melhor lugar - porque nos livraríamos da incompetência E, de quebra, dos emails com fotos de flores e gatinhos, ou gatinhos deitados em flores.
Ah, utopia…
E gatinho é o caralho, mermão!
Peguei a imagem no Google e, como tenho muito caráter, resolvi deixar a URL da pessoa que produziu a nauseante figurinha, para que a coitada receba algum reconhecimento…
…ou da próxima vez lembro de editar a figura antes de mandar pro servidor.
Escrito por Kid on Mar 22, 2004

Outro dia eu eu tava pensando na expressão “orgulho da cor” que os negões aqui na América (e de praticamente qualquer lugar, aliás) adoram falar. Como esses filhos da puta ainda têm a coragem de chamar alguém de racista?
Coragem, não. Petulância. Os caras têm ORGULHO de pregar a segregação racial, e chamam os brancos de racistas.
Esse tipo de atitude apenas separa mais ainda as pessoas, porque dá a entender que há alguma diferença entre elas por causa da quantidade de melanina na sua pele. E além disso, porque “orgulho” da cor? Porque alguém deveria se orgulhar da sua cor? O que essa cor fez por você? Ok, ela protege você do sol. Mas um filtro solar faz a mesma coisa, e você não vê ninguém andando por aí com uma camisa com dizeres “SunBlock é foda! Yeah!“.
Se você parar pra pensar, (vamos lá, tente. Não dói.) “orgulho de ser negro” na verdade implica em uma auto-depreciação. É a mesma coisa que “orgulho gay”. É você admitir que sua situação pode até ser inferior do que a da maioria das outras pessoas (ou merecer menos respeito), mas tem orgulho disso mesmo assim. É como se o cara estivesse dizendo “Eu posso não ser branco, mas tenho orgulho de ser negro!”. Ou seja, ele acaba incentivando o racismo, ainda que inadvertidamente.
Qualquer coisa que ajude a aumentar a distância entre as pessoas é racismo. Os pretos, além de não perceber isso, contribuem.
Quer um exemplo? Nesse post usei propositalmente os termos “negões” e “pretos”. Se eu tiver algum leitor negro, a essa altura do campeonato ele já está revoltadíssimo. Agora pergunte a você mesmo: eu fiz alguma coisa errada?
Preto e negro são sinônimos, porra. Se você parar pra pensar, a palavra “negro” tem uma conotação ainda mais depreciativa que um simples “preto”, além de ser bem menos usado. Você tem uma blusa preta ou uma blusa negra? Um carro preto ou um carro negro? Nos Estados Unidos, a palavra é uma só: black, seja cars, seja people.
Experimente chamar seu amigo negro de “preto”. Ele ficará furiosíssimo - e sem motivo algum.
O racismo virou uma banalização, simplesmente pelo fato de que os negros (e eu me refiro especificamente aos brasileiros) reclamam demais. Eles querem ter motivos para dizer que os brancos são preconceituosos.
Há um tempo atrás houve uma confusão envolvendo a rede Globo, porque um personagem de uma novela cujo nome não lembro chamou outro de “preto safado”. A comunidade negra ficou chocada, e alegou racismo da parte da emissora.
E aí vai a melhor parte: Eles alegaram racismo porque, na cabeça deles, chamar alguém de “preto safado” significa uma associação das duas palavras. É como se você estivesse deixando implícito que a pessoa é safada por ser negra. Ou seja, “fazer acepção de pessoas por causa de sua cor de pele, ou associar a raça a uma conotação depreciativa” (essa é a definição de racismo. Lembrem-se dela, vou usa-la mais tarde nesse mesmo texto).
Na minha opinião, isso faz tanto sentido como dizer “Olha que carro vermelho rápido!“, associando a cor do carro à sua velocidade. “Ele é rápido porque é vermelho!“.
Mas nenhum exemplo é melhor para demonstrar esse pensamento seletivo dos negros que o sistema de cotas de universidade. Pelo amor de Deus, que lógica poderia defender a facilitação do ingresso universitário a pessoas de cor negra?! Eu não vejo negros chamando as faculdades de racistas - e elas ESTÃO sendo.
“Fazer acepção de pessoas por causa de sua cor de pele…”
Acho que nem preciso gastar linhas explicando essa parte. Os negros merecem acesso facilitado por quê? Pela cor da sua pele? Alguém chame a Ku Klux Klan, temos novos recrutas bem aqui.
“…ou associar a raça a uma conotação depreciativa.”
Essa é mais capciosa, mas vocês concordarão comigo. O que o sistema de cotas diz é mais ou menos o seguinte:
- Você é neguinho? Porra, que pena. Eu sei que pra você é mais difícil entrar numa faculdade, então que tal se eu fizer um vestibular “café com leite” pra você?
Não sei vocês, mas se eu fosse negro, eu ficaria muito PUTO com isso. O sistema de cotas seria um anúncio público da ineptude dos negros em geral. Eles estão chamando os negros de BURROS, na cara deles, e não estou vendo ameaças de processos.
Um ATOR, numa situação FICTÍCIA, chama UM negro de safado, e a merda pega no ventilador. Aí as faculdades decidem colocar chapéus de burros em todos os negros do país, e ninguém corre para consultar seus advogados.
E por que, você me pergunta? Porque essa atitude racista, conquanto tão depreciativa quando qualquer outra, os beneficia. Cadê aquele discurso de “orgulho de ser negro” quando o Estado tem pena de você e decide que você não tem condições intelectuais para disputar uma vaga com nós, os branquelos?! Se você é negro e defende as cotas, você é um safado.
E não moro no Brasil, então seu advogado vai ter que gastar bastaaaaaante ligação internacional…
E em pensar que os negros vivem reclamando de preconceito… Pura hipocrisia.
[ Update merecido ] Marcio Coeli, o artista que produziu esse meu layout foda, está de casa nova, e com domínio próprio. Passa lá e diz que mandei um alô pro menino.
Escrito por Kid on Mar 21, 2004

“Uma dissertação sobre Senhor dos Anéis” ou “Motivos pelos quais odeio Senhor dos Anéis e os fãs-infernais-de-Tolkien”
Se você é um neo-fã idiota de Tolkien, nem leia esse post. Ou leia e fique com bastante raiva, certo? Combinado.
Se há um filme (ou uma série, whatever) que eu odiarei para sempre, é Senhor dos Aneis. Não bastassem os motivos pessoais que me levam a nunca querer assistir a porcaria do terceiro dos filmes (infelizmente assisti os dois primeiros), ainda há um lado mais profundo.
Pra começo de conversa, o quê aquela porra de Anel fazia? Pelo que pude entender através do filme, seu usuário se tornava invisível. Nada de raios de fogo pela bunda, nada de visão de raio X, tampouco garra de adamantium. O cara ficava invisível, ponto final. Alguém poderia me explicar então em qual contexto o Anel tornava seu usuário “poderoso”? O cara simplesmente ficava invisível. Tá, ele poderia entrar no banheiro das elfas ou roubar pastel na padaria do Condado, mas o que mais?
Imagina o usuário do Um Anel encurralado em uma guerra praticamente perdida.
- Puta merda, fudeu geral aqui. Felizmente eu trouxe o Um Anel, que não fará absolutamente nada além de me tornar invísivel. Mesmo que todos os meus companheiros tenham morrido e eu seja o último que restou do pelotão, agora essa guerra tá no papo! É nóis!
O cara põe o Um Anel e fica invisível. Então, parte pra cima dos orcs com sua espadinha.
- Ei, - diz um orc mais esperto - vocês estão vendo aquela espada voando?
- Ah, é alguém usando a porra do Um Anel. Bora pra cima!
O cara é invisível, mas é só um. Se o Anel nada faz além de conceder invisibilidade, o que o torna tão cobiçado?!
Tudo bem. Isso aí fica a crédito do Jota Erre Erre, que talvez tenha sido realmente um escritor do caralho. Minha cisma não é com a trama do filme/livro em si, e sim com o hype que ele gerou.
Falem a verdade: quantos aqui conheciam Tolkien antes do lançamento do primeiro filme? Quantos de vocês leriam Senhor dos Anéis antes do lançamento do filme? Não fodam, vocês têm preguiça de ler meus posts longos, imagina então aquele calhamaço de cinquenta mil páginas.
Vou ainda além: a menos que você seja um jogador de RPG, duvido que você soubesse o que era um elfo. Se você nunca jogou Warcraft na vida, o termo “orc” também era desconhecido pra você. Assuntos que antes renderiam a você o status de nerd na escola agora viraram lugar comum. As pessoas mudaram de opinião. Porque? Porque agora é “cool”. Elfos, orcs e anéis mágicos, que antes eram passatempo de “geeks”, agora virou filme na telona.
E o que dizer de O Hobbit? O livro existia antes mesmo de SdA, e quantos estúdios quiseram filma-lo? Aí Sociedade do Anel/Duas Torres entram em cartaz, são indicados ao Oscar, vendem milhões de DVDs, bonequinhos, videogame, brinquedinho de McLanche Feliz… Antes que você perceba, dois grandes estúdios (New Line e United Artists) estão brigando na justiça pelo direito de rodar o filme sobre as aventuras de Bilbo e seu Anel Fodão. Ei, mas o livro já existia a milhões de anos. Porque ninguém nunca se interessou nele?
Isso irrita. Desde que ouvi falar em Senhor dos Anéis pela primeira vez, em 1997, numa mesa de RPG, eu procuro os livros. Nunca encontrei, nem mesmo nas maiores livrarias de Fortaleza na época. Em 1999, no extinto portal putaquepariu.com (que evoluiu para a-arca.com.br, com quase a mesma equipe), saiu a notícia de que Senhor dos Anéis viraria filme. Minha busca recomeçou, tão infrutífera como da vez anterior. Já hoje em dia, é possível achar exemplares do livro até mesmo em banca de revista.
Aliás, a revista Caras fez uma promoção que presenteava os novos assinantes com os três volumes do livros. Tolkien na REVISTA CARAS, porra? Isso é descer o nível, ein? O que diabos uma revista de fofoca tem a ver com literatura estrangeira?
- Nada, porra! - responderiam os editores da revista. - Mas resolvemos ir na onda do filme (porque de repente um bando de manés se interessou em ler os livros) e sem dúvida ia dar dinheiro!
E mesmo que eu conseguisse encontrar o livro (porque Senhor dos Anéis NUNCA foi três livros como vemos hoje, era um livro e seu apêndice), o que diriam meus amiguinhos de colegial se me vissem lendo-o? Eu seria o grande babaca da escola.
Isso me irrita. Pessoas que NUNCA ouviram falar em Tolkien se tornam, de uma hora pra outra, grandes fãs do autor, simplesmente porque um de seus livros virou filminho de verão. Pessoas que nunca abriram um livro na vida e de repente se acham grandes conhecedores/críticos de literatura estrangeira. Produtores que nunca deram a mínima pra um livro idiota sobre anões e um dragão, agora se envolvem em uma disputa jurídica pelo direito de filmar a história.
Mas nada é pior que os neo-fãs de Tolkien. Eu, como jogador de RPG e Magic, sempre fui familiar com o conceito de fantasia medieval (uma contribuição tolkeniana aos jogos, diga-se de passagem). Acredito que Senhor dos Aneis seja um bom livro (só li O Hobbit, e gostei pra caralho) mas, como qualquer pessoa equilibrada, eu sei ouvir críticas sobre minhas preferências. Se alguém me diz que RPG é coisa de nerd, eu vou perguntar ao idiota porque ele pensa isso, e talvez dar-lhe um soco no estômago por ser tão superficial. Uma discussão saudável e construtiva.
Agora, experimente criticar Senhor dos Aneis perto de um neo-fã de Tolkien. Você receberá uma palestra sobre a origem da história, sobre todo o universo criado pelo seu autor, sobre as influências desencadeadas pelo livro… Se ele mesmo parasse pra pensar um pouco, ele perceberia que o único motivo pelo qual ele conhece a historinha dos hobbits é porque virou um grande filme. Caso contrário, ele continuaria chamando jogadores de RPG de nerds.
Enfim, Senhor dos Anéis é mais uma coisa legal que deveria ter permanecida desconhecida.
Vou comprar uma metralhadora no eBay e matar cinquenta fãs de SdA e um palhaço.
…
Você provalvemente pensou “Um palhaço?! Porque um palhaço?!”
Tá vendo? Ninguém se importa com os fãs de Senhor dos Anéis.
A propósito, meu servidor de imagens foi dar uma voltinha e até agora está desaparecido. Sugestões?
Escrito por Kid on Mar 20, 2004
Me dá um T!
Me dá um O!
Me dá um R!
…
Erh… é, eu vou pra Toronto de novo.
Me diz uma coisa: qual a utilidade da tecla Insert?! Além de fazer você apagar seus próprios textos por acidente, claro.
Aposto que já aconteceu com você. Você tá lá na maior boa, escrevendo um texto sobre os góticos e tudo mais, e de repente percebe que cometeu um terrível erro ortográfico lá atrás. Você usa o cursor do mouse para selecionar o erro e então aperta o Backspace para manda-lo pro quinto dos infernos.
Só que o Insert fica bem do lado do Bequispêice, esse maldito. Se você é sagaz e sabe digitar sem olhar para o teclado como eu, (se bem que esse é o motivo dos erros pra começo de conversa…), você uma vez ou outra você aperta o Insert ao invés do Backspace. Aí você decide acrescentar mais algumas palavras ali.
O que você não sabe é que, além de não ter corrigido o erro, você pressionou a porcaria do Innsert. Aí justo na hora que você decide digitar sem olhar pro monitor (parece até que todo o Universo conspirou contra você), você sai apagando tudo que tinha na frente.
E pra avacalhar mais, o erro continua lá
Por que os designers de teclados colocaram o Insert, uma tecla tão nociva, logo ao lado de uma de tanta utilidade? É quase como colocar um botão de lançamento de uma ogiva nuclear logo ao lado de, sei lá, digamos, um botão de Coca-cola numa máquina de refrigerante, só que pior, porque Coca-cola é uma merda.
Porque não colocaram do lado do Scroll Lock, outra tecla inútil? Aposto que ninguém ia apertar por acidente. Você alguma vez já apertou um Print Screen sem querer? Aposto que não. E se apertou, você é tão burro que nem merece estar lendo isso aqui. Xô.
Eu poderia pensar em mil locais onde os designers poderiam ter colocado a tecla Insert, mas o melhor mesmo é nas próprias bundas deles.
Arranque sua tecla Insert e viva feliz!
Escrito por Kid on Mar 19, 2004
São três da manhã, eu não tenho porra nenhuma pra fazer, e o Chris me chamou no MSN pra gente ir dar um rolé pelo bairro.
A pé.
As três da manhã.
Tentem fazer isso aí no Brasil.
Edit: Duas ou três? Esse horário do blogger tá louco. Confio mais no meu relógio.
Escrito por Kid on Mar 17, 2004

Como ousa falar mal da minha cultura e modo de vida, seu merda?
De vez em quando eu posto um texto agressivo e pejorativo pra criar uma polemica. O comportamento natural dos leitores que se sentem ofendidos com o post é lotar a caixa de comentários com xingamentos e argumentos tentando me provar que eu estou errado.
Pouco sabem eles que tudo que eu posto no meu blog é apenas opinião pessoal, e opiniões não estão necessariamente certas ou erradas, porque são apenas opiniões.
Quando surge alguém que, ao invés de ficar totalmente revoltado, faz um comentário inteligente sobre meus textos, eu penso que nem todas as pessoas do mundo são idiotas, e que há alguma esperança no final das contas. Danner, meu filho, você tá de parabéns. Qualquer outro gótico teria simplesmente me mandando pra puta que pariu.
Infelizmente, isso não acontece com frequência. Então eu continuo achando que uma bomba nuclear deveria explodir algum dia desses, porque as pessoas em geral não prestam.
Escrito por Kid on Mar 16, 2004
Pessoas que merecem ter suas bagaças chutadas ou Um post que vai render muito bafafá

Procure “gótico” no Google Imagens e esse garoto feliz aparecerá, como num passe de mágica.
Góticos.
Não há um “grupo” que se apegue mais a um rótulo que os góticos.
Na verdade há, mas pra promover ainda mais o ódio dos leitores que curtem esse negócio de morbidez, vou dizer que não.
Pra começo de conversa, o que é ser gótico? Pergunte isso para seu amiguinha metida a vampira (sim, porque geralmente góticos são mulheres, e eles acham que vampiros existem memso). Depois pergunte para alguma outra. E depois para algum outra. Alguma definição bateu? Duvido muito.
Góticos são pessoas que precisam desesperadamente de uma identidade ideológica; ainda que essa “ideologia” - por assim dizer - seja exclusivamente baseada em estética e não tenha qualquer influência na maneira como essa pessoa vive sua vida.
O canal #goticos, da brasnet, trás o seguinte tópico:
O que, em nome de toda a criação, significa “languidamente romântico”? “Uma eterna busca?” O que eles estão buscando?! Um significado para a expressão “gótico”, eu imagino.
Já o tópico do #gothic diz:
Engraçado, estive no canal durante meia hora fazendo perguntas, e não obtive resposta alguma. Bela maneira de difundir a cultura gótica. Em contrapartida, bastou digitar algo inocente como “todos os góticos merecem uma morte dolorosa e lenta”, e fui banido. Ué, eles não gostam de morte e sofrimento?
Banindo qualquer um que se atreva a criticar o goticismo, eles provam que não suportam críticas sobre seu “modo de vida”. Qual a finalidade do debate, se você se coloca num ponto intocável?!
Ok, querem mais exemplo? Vamos lá.
Quando eu morava em São Luís, eu tinha um amigo, o Humberto. O cara era gente fina. Ele tinha uma namorada: Michelli, a gótica. Eu até ia com a cara dela, porque quando fomos apresentados ela não agia como uma puta beligerante. Até aí tudo beleza.
Num belo dia de domingo, eu estava no IRC e o Humberto apareceu online no canal onde geralmente a turma se reunia pra reclamar da vida e fazer planos pro fim de semana. Na época esse negócio de diarinho virtual tava na moda, então Humberto anunciou aos amigos que sua namorada em breve estaria postando em seu blógue um texto sobre sua vida gótica.
Ênfase para a expressão “sua vida gótica”.
Meu detector de babaquice disparou imediatamente. Vida gótica!? Será que eu sou o único que percebi que havia alguém ali tentando se fazer passar por algo que obviamente não é? Uma dessas não pode - aliás, não deve - passar em branco. Ainda na diplomacia (afinal, a idiota era namorada de um de meus melhores amigos), alfinetei, de leve:
- Vida gótica? Porra, ela tem uma vida como outra qualquer, ué.
Antes que eu pudesse melhorar o argumento - e deixar óbvio que eu estava apenas tentando trazer a tal gótica a um debate sobre a suposta “vida gótica”, Humberto dispara:
- Seu idiota, ela está aqui do meu lado lendo isso!
Fui repreendido como se houvesse xingado a menina de algo totalmente exdrúxulo, como por exemplo, digamos, “égua-lambe-selos”.
Tentei reestruturar minha proposta, mas já era tarde. Eu pisei no calo da menina, que por coincidência é um mal que ela divide com todos os pseudo-ideológicos pelo mundo afora: sua não-muito-firme convicção. Não dava mais pra tentar estabelecer diálogo. A menina ligou o modo ultra-bitch, e começou a me agredir cada vez mais.
- Bem que eu não tinha ido mesmo com a sua cara. Você não passa de um babaca, blá blá blá…
Então ela realmente merecia um chute em toda a sua bagaça.
Só nos primeiros golpes, já tive uma pequena amostra da personalidade (ou falta de) da tal Mixeli: ela era uma lambisgóia dissimulada, na falta de um termo mais pejorativo. Suas linhas seguintes vieram recheadas de xingamentos, mais revelações da real opinião que ela tinha a meu respeito, agressões contra minha namorada da época… isso só pra citar as mais corteses.
Toda essa explosão simplesmente porque eu coloquei em xeque a sua “ideologia”, ou, parafraseando a própria Mixeli, “seu modo de vida”. A reação dela, por si só, já prova toda a premissa desse post: pessoas que adotam ideologias dúbias o fazem simplesmente porque não têm personalidade própria. Que perdem toda a compostura se alguém põe em dúvida suas crenças.
Pra dar um exemplo simples, cito uma experiência pessoal. Desde os dez anos de idade, aproximadamente, eu falo inglês. Claro que os matutos com quem eu estudava achavam isso uma grande proeza, e portanto não acreditavam em mim. Eu simplesmente mandava um “vá se foder” em inglês e pronto, fim de papo. Eu provei a eles que eu não apenas dizia que sabia falar inglês, eu SABIA FALAR INGLÊS.
Se a menina ERA uma gótica, porque se revoltar tanto quando eu a contradisse? Ela simplesmente provou o que eu já pensava: ela não era gótica porríssima nenhuma, e apenas usava esse “alcunha”, por assim dizer, porque é cômodo adotar uma personalidade quando você não tem nenhuma. E Deus proteja aqueles que descobrirem seu segredo!
Retornando a pergunta, o que é ser gótico? Pelo pouco que sei da tal subcultura, góticos eram uns poetas viados que não gostavam de nada na suas vidas, portanto sentiam uma atração pela morte e tal. Pessoas realmente perturbadas, que viviam vidas miseráveis, daí a atração que o “outro lado” despertava em suas pobres mentes distorcidas.
Agora voltemos à tal Mixeli. Uma menina de classe média alta, que cursava terceiro ano científico, que tinha um namorado, que assistia TV a cabo, que ia ao shopping nos fins de semana… Sou só eu, ou qualquer outra pessoa pode perceber que essa menina vive uma vida como qualquer outra menina no mundo? Ah, claro, ela usava maquiagem para parecer mais clara, usava batons escuros e vestia roupas que pareciam figurino de uma peça teatral do século XVII.
Em outras palavras, sua “ideologia” não ia mais longe do que a forma que a menina se vestia.
Resumindo, todo o movimento que ela defendia com unhas e dentes não se basea em nada mais que estética.
Góticos me dão vontade de vomitar.
Escrito por Kid on Mar 16, 2004
A vida de um operador no #weblogger
(Em tempo: o Weblogger concede um espaco de 720kbytes pros blogueiros encherem seus diarinhos com imagens meigas que eles recebem por email. Tendo isso em mente…)
:darlanzinHu: q keh dizeh issu: “Foi ultrapassado o limite quem é de 720kb por weblog.”
:darlanzinHu: ???
:@Kafei: Porra!
:@Kafei: o que vc acha que isso significa?
:@Kafei: pense um pouquinho…
:@Kafei: eu sei que vc consegue!
E neguinho ainda acha que eu sou ignorante…
Escrito por Kid on Mar 14, 2004

Me ve um martini. Shaken, not stirred.
E eu sai com a banda ontem. Fomos a um bar/pub chamado… ahn, nao lembro como o bar/pub se chamava. Era um bar/pub underground (literalmente, porque o estabelecimento era no sub-solo), e coisas undergrounds (nos dois sentidos) geralmente sao divertidas e valem a pena ser visitadas.
Se ha algo que amaldicoarei pelo resto da vida (alem dos programas de TV brasileiros e a burrice universal generalizada) sao os genes que herdei dos meus pais. A combinacao genetica que eu recebi (sem pedir, portanto tenho todo o direito de reclamar) me presenteou com um rosto de crianca imberbe de 14 anos de idade. E as leis de Ontario proibem firmemente que criancas de 14 anos entrem em bares/pubs. Mesmo exibindo tres documentacoes diferentes, todas com fotografias e datas de nascimento, os segurancas me dao aquele olhar de “Aonde voce pensa que vai, garotinho? Essas strippers tem idade de serem suas maes adolescentes!“.
Como voce deve ter percebido, esse teclado tambem nao esta configurado com acentos. Enfim…
…sentei numa mesa com o Netto enquanto o Bruno dava uma volta pra “sacar o ambiente”, ou qualquer coisa que o valha. Netto compartilhou comigo detalhes de suas aventuras no solo canadense enquanto eu tentava queimar um panfleto do bar/pub na vela que estava em cima da mesa. Num acesso incrivel de estupidez, quase queimei minha propria mao, entao deixei a vela de lado.
(Em minha propria defesa, devo acrescentar que o panfleto em questao trazia a ilustracao de uma mulher nua de perfil; portanto, minha distracao foi nada mais que uma manifestacao da minha masculinidade, e nao retardamento mental)
Alguem ligou o telao que havia atras de nos (ou ele jah estava ligado a muito tempo e eu nao percebi), e estava passando Aquelas palhacadas encenadas que os americanos adoram, tambem conhecidas como “luta livre”

Um lutador de luta livre, no meio de seu fatality
Impressionante o fato de que os caras pagam ate cem dolares num ingresso pra assistir isso ao vivo, e ainda acreditar que eh tudo de verdade. Os golpes sao obviamente encenados.
Veja essa imagem aih acima. Quem, no meio de uma luta, ia plantar uma bananeira em cima de seu adversario?

EU!
Minhas brincadeiras de luta com meu irmao quando tinhamos 10, 11 anos eram mais verossimeis que o tal profissional wrestling. Mas os gringos sao mesmo chegados a coisas de mentirinha. Veja o presidente deles, por exemplo.
Acabei dormindo no sofa, e a namorada de um dos meninos se encarregou de tirar mais fotos humilhantes de mim.
(Na outra vez que saimos, dormi no carro na viagem de volta e, segundo fui posteriormente informado, a mesma “fotografa” pos sua camera digital pra funcionar e imortalizou o momento em um arquivo JPG).
E eu nao bebi nada ontem ![]()
Ou ao menos acho que nao…
Escrito por Kid on Mar 12, 2004
Hoje eu nao tava muito afim (ou a fim) de ficar em casa e resolvi ir pro trampo com meu pai. Ele foi chamado pra consertar uma maquina de leitura de raio X num hospital no centro de Toronto. Decepcionei-me quando descobrimos que nada mais era que um pedacinho de papel travando o leitor da maquina. Esses canadenses idiotas…
Fomos a Maior Livraria do Mundo, que ficava proximo ao hospital. Senti-me tentado a comprar a colecao completa de Lord of the Rings, mas essa serie me tras recordacoes que eu prefiro esquecer. Alem do mais, ja me contaram o final mesmo.
Meu pai cometeu o erro de parar o carro muito proximo a uma porta na parede do estacionamento, entao algum canadense espirituoso escreveu “No Brains!” na sujeira do carro, que e o equivalente a “Oh, seu jumento!“.
Sexta feira. Fim de semana. Amanha volto pra Toronto pra sair com o pessoal. Club Phoenix. Mulheres e bebida. Oh, yeah.
Escrito por Kid on Mar 10, 2004
Eu não disse? A banda já tá chamando atenção!

A primeira ameaça de processo da banda!
E minha terceira! Que orgulho!
Tradução: A sua fenomenal banda está tocando muito alto. Por isso, contratamos esse advogado pra escrever essa cartinha e tentar impor moral, já que seria impossível que nós, uns canadenses de merda, convencessemos você a parar de ensaiar.
Escrito por Kid on Mar 9, 2004

Meu discman mp3player.
A vinda pro Canadá começa a dar lucro.
Escrito por Kid on Mar 8, 2004
Oh, meu Deus. Aqui estou eu novamente, amiguinhos.
Escrevo-vos diretamente de um apartamento no decimo setimo andar de um predio, em algum lugar em Toronto. A farra do fim de semana foi FODA.
Primeiro, fomos a uma boate chamada Mana. Musica eletronica nunca foi meu forte, entao nao havia muito que eu pudesse fazer alem de ficar perto do pessoal, conversando. A unica coisa legal que aconteceu era que eventualmente, uma menina mais “animada” apertava o peito da outra. Nada de mais (ou demais, sei la).
No dia seguinte, o destino era outro: Phoenix, uma casa de shows em outro bairro. Mas havia um probleminha: eu havia esquecido meu passaporte em casa! Com essa minha cara de guri de 14 anos, seguranca algum me admitiria dentro das premissas do clube. Entao fomos mais cedo ao Phoenix tentar passar uns papos no seguranca. Eu trazia na carteira mais de 5 documentacoes diferentes, todas com nome completo, fotografia e data de nascimento, mas a questao era: os canadenses aceitariam as IDs brasileiras?
Gracas a Deus, aceitaram.
Os moleques voltaram pra fazer “comprinhas” (bebidas em clubs sao caras demais), e em seguida partimos em direcao ao lugar. Logo na fila, ja deu pra sacar a qualidade do Phoenix: loiras, ruivas, morenas, japonesas… todas fenomenais. A noite prometia =P
Bem, la dentro era praticamente igual a qualquer outra boate no mundo, com a diferenca que era rock night. O que me agradou, porque eu fico totalmente apatico ouvindo qualquer outro tipo de musica.
E as mulheres. Canadenses por todos os lados. Uma em particular chamou minha atencao: uma loirinha identica a Baby Spice, uma daquelas inglesas que venderam uma porrada de discos ha uns anos e agora sumiram da face da terra.
A noite seria transmitida ao vivo a uma popular estacao de radio da cidade. Isso aumentava a animacao da turba.
A musica tocava alta, as mulheres passavam se esfregando no pessoal… Uma boate como outra qualquer.
Pulando entre uma musica e outra, acabamos parando perto de umas menininhas bastante “sociais” (entre elas, outra japonesinha fenomenal). Nao vou entrar em detalhes =P
Em algum momento, alguém me ofereceu um copo. Bebi, e foi o mesmo que beber perfume, creio que era whisky. Doeu um pouco a cabeça, mas enfim… \o/
E as go go girls! Em um dado momento, subiram duas go go girls no palco, vestidas de diabinhas, de lingerie e o diabo. Não é preciso mais detalhes.
Em outra area do club, tocava dance e techno. Eu e os caras saimos para dar uma voltinha, e la vi uma cena que NUNCA sera apagada do meu cortex:
Ao redor de uma mesa, dancavam 5 meninas; uma mais linda que a outra. Uma delas, porem, chamava atencao mais que as demais. A menina estava totalmente caracterizada de estudante colegial, com gravatinha, mochilinha nas costas e tudo. Sua saia tinha nada mais que cinco centimetros de comprimento (sem exagero), exibindo sua calcinha. A menina estava visivelmente alcoolizada.
…
No proximo fim de semana, o programa sera em outro club, com outras bebidas, e outras companhias.
Toronto RULEIA.
Escrito por Kid on Mar 5, 2004
Em alguns momentos estarei saindo de casa com rumo a Toronto, onde uma festa numa boate de brasileiros me aguarda.
Vou ouvir musica alta, zoar com os amigos, azarar as menininhas indefesas, reclamar quando levar um fora e voltar pra casa rindo dentro do carro, ouvindo rock pesado e possivelmente embriagado.
Ou seja, voltar a viver como a tres anos atras. Exceto a parte do alcool, ja que eu nunca fui de beber.
Bem, pra tudo tem uma primeira vez. Viva o Canada!
E todos voces se fodam com muita forca.
Tchau! Vejo voces depois! o/
Escrito por Kid on Mar 5, 2004
Um amigo meu estava ocioso e decidiu descobrir senhas do MSN através das dicas que os usuários configuram. As dicas são basicamentes as próprias respostas, pra qualquer pessoa que conheça o usuário: “O nome da minha mãe”, “o time que eu torco”, “minha cor favorita”… Enfim, basta uma pergunta bem localizada e o próprio idiota revela sua senha, sem nem ao menos saber que está fazendo isso.
Precisar de dica pra se lembrar da própria senha já é uma coisa retardada, e algumas pessoas levaram a categoria a um novo nível.
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As cinco maiores construções fictícias imaginárias da cultura popular. Com um bônus não-imaginário
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