Escrito por Kid on May 31, 2004
Amiguinha nova, rapaziada. É a Dre, uma fedorenta que achei no Orkut. Aliás, ela que me achou, não sei de onde essa menina saiu. Ela é inteligente, gente boa e conhece todas as bandas undegrounds DO MUNDO.
E por isso vai ali pro menu do lado.
Escrito por Kid on May 31, 2004
Post bem grandão e polêmico, como há muito tempo eu não escrevia. Não tou pedindo pra você ler. Se tiver preguiça, dane-se. Vá “ler” o Kibeloco e salvar imagens para pôr no seu próprio blog.
E se for um fã de Korn, é melhor nem ler mesmo.

Korn. Uma banda pioneira no seu estilo. Um ícone do new metal. Uma das minhas bandas favoritas.
O grupo musical mais hipócrita que eu já vi na vida.
Opa, os fãs do Korn já devem estar pulando nas cadeiras (né não, xpl0d, ou Edu, ou lab, ou frost?). Calma, negada. Antes de mais nada é bom esclarecer que eu adoro Korn - como se vocês não soubessem. Arriscaria a dizer que é uma das minhas bandas favoritas, perdendo apenas pro Adema (cujo vocalista é irmão de Jon Davis, o lead singer do Korn) e pro A Perfect Circle. Acontece que há uma diferença entre um fã revoltado que ainda está até agora pulando na cadeira e eu: eu não deixo meu gosto pessoal se colocar na frente do meu senso crítico. O som dos caras é uma coisa; as atitudes escrotas que eles venham a cometer é outra. Não os conheço pessoalmente e portanto não tenho nenhum motivo para defende-los (ou não alopra-los).
Tenho certeza que todos aí já assistiram Y’all Wanna Single, o clipe mais recente do grupo. No vídeo, a banda critica a indústria musical, a maneira como produtores manipulam artistas para conseguir dinheiro e o monopólio de certos segmentos da mídia - no caso, estações de rádio e canais como a MTV - que são possuídas por gravadoras (e que de acordo com o que o clipe tenta passar, tocam apenas o que as gravadoras querem).
Enquanto eu assistia o clipe, deu uma vontade absurda de rir. Eu não sabia que o Jon Davis pagava uma de pseudo-punk-morte-ao-sistema. Ele tá querendo enganar QUEM!? A Dona Arlinda?
Antes de repassar (leia-se “ALOPRAR COMPLETAMENTE E SEM MARGEM PARA DESCULPAS FURADAS“) toda a ideologia rebelde que Jon e seus coleguinhas tentaram empurrar pra gente, vamos gastar alguns momentos para entender como funciona a indústria fonográfica.
Enquanto dure o contrato com sua banda-empregada, a gravadora exige que o grupo lance singles com uma certa frequência pré-determinada nos papéis* (que é exatamente o motivo do nome da música do Korn). O propósito do single é eventualmente virar um clipe (que é pago pela gravadora) e ser tocado em canais como MTV. A finalidade disso é divulgar o álbum que está por vir e assim dar lucro aos produtores (que são os caras por trás de toda a máfia musical).
Vale lembrar que há certos “padrões” a serem seguidos por músicos que querem ver seus clipes tocando na TV: um deles é a ausência de profanidade.
Não sabem o que é profanidade? É palavrão, caralho. Porra, cês são muito burro mermo.
Enfim.
O Korn escreveu uma música e filmou um clipe que expõe e critica todo o sisteminha que oprime e controla os artistas (os prazos, as exigências, etc.). O problema é que todo o processo de gravar/divulgar um clipe serve aos propósitos do próprio um sistema que eles supostamente condenam.
Não é apenas isso. No clipe, a banda auto-censurou os palavrões. Entendam que auto-censura é ainda PIOR do que censura convencional.
Bandas como Limp Bizkit lançam clipes com palavrões, sabendo que podem não ser exibidos. Dependendo da influência da banda, a MTV (pra citar um exemplo de meio de veiculação) dá uma “colher de chá” e edita os palavrões, deixando lacunas escrotas na letra da música.
Isso é se deixar manipular. O Fred Durst entende que faz parte do “comércio” que ele participa, então não pode fazer nada além de aceitar e ficar na dele. E ele também não é maluco para dizer “Ah, é? Então não vou mais autorizar a veiculação dos meus clipes na MTV!” O cara ganha dinheiro com esse sistema, e portanto fica na miúda. De quê adianta se revoltar, se você continua se submetendo àquilo que você se revolta contra?
Voltando ao ponto da censura: O que o Korn fez em Ya’ll Wanna Single foi gravar OUTRA VERSÃO da canção especialmente para o clipe, sem os palavrões. E por que uma banda se daria ao trabalho de entrar no estúdio e gravar a música novamente apenas para remover alguns palavrões?
Simples: relações públicas. Você pode falar mal da indústria que dá teu sustento e quebrar uma loja de CDs num vídeo, mas que os céus o perdoem se você falar palavrão. Não é bom para a imagem da banda. O que não é bom para a imagem da banda se reflete nos números de vendagem de discos.
Não é decisão do artista remover palavrões de suas músicas. É instrução DOS PRODUTORES.
Assim, surge uma nova versão da música, manipulada pelos interesses de quem lucra com o trabalho da banda. E o Korn ACEITOU isso (tanto que gravou outra versão mais light) para que seu clipe pudesse ir ao ar.
Ou seja, Jon Davis fala palavrão e “se rebela contra o sistema” mas, no momento que isso se contrapõe aos interesses de quem o financia (que é exatamente quem ele critica), ele recua.
(Resumirei o assunto, pois meu irmão já está gritando ali do outro quarto, me desafiando para uma partida do formidável Cáunterstráique. Além disso, o post tá ficando grande demais. Minha criatividade está sendo manipulada pela preguiça de vocês, talvez eu deva gravar um clipe destruindo uma loja de CDs para protestar.)
Minha cisma com os caras do Korn é por eles terem criticado o “sistema” ao menos tempo que se sujeitam a ele. Todo o propósito de gravar um single/clipe é cumprir agendas pré-determinadas por produtores (ou seja, o esquema condenado pela música). A auto-censura dos palavrões é uma manipulação. A própria exibição do vídeo não tem qualquer outro objetivo senão divulgar o novo trabalho - o que consequentemente dá lucros indecentes aos produtores da banda (aqueles que financiam a “máfia” que o Korn diz odiar). O clipe não tem a menor intenção de acusar a palhaçada que acontece no mercado fonográfico, apenas contribui para que ele se perpetue. Pura merda hipócrita.
O mais irônico é uma frase que aparece na tela do vídeo em um certo momento: “As gravadoras queriam mudar este clipe. Nós não.” Como se um artista sujeito à uma gravadora tivesse esse tipo de autonomia.
A verdade é simples: se você toma parte em um sistema, concorda com os termos e age conforme as regras impostas, você não tem o direito de reclamar. É como o pessoal que há algum tempo tava provocando rebuliço no Orkut, quando descobriram que suas informações pessoais se tornaram domínio do Google. Se assinou o contrato, você concordou. Se não gosta, saia. Mas usufruir do sistema e fazer pose de revoltado-ideológico-revolucionário é sinmplesmente babaquice.
…
Tão achando o esquema ruim? Eu tenho a solução: largue a gravadora e monte um selo próprio, menor e independente, mas onde você terá mais controle sobre sua banda. Você não terá que gravar singles de tempos em tempos (essa é a maior “revolta” da banda no clipe, vide o nome da música), não terá que se sujeitar às vontade de produtores, não participará do processo de monopolização e não terá que dar dinheiro às gravadoras opressoras.
Opa, mas aí você não será tão tocado na TV e não ganhará tanto dinheiro. Nesse caso, foda-se o discurso “vamos-mostrar-pra-todo-mundo-o-que-acontece-nos-bastidores-e-que-nós-odiamos-isso“. O que importa é a grana, não é mesmo, Davis?
*Essa obrigação de se fazer música “por fazer”, apenas para cumprir prazos, é alvo de crítica de fãs de estilos mais “undergrounds”, como metaleiros. Por essas e outras, eles erroneamente taxam o estilo como “comercial”. Mal sabem eles que estão sendo tão ou mais idiotas que algum fã de Korn que nem ao menos tente entender esta crítica e vão apenas me ofenda nos comentários por ter atacado sua banda favorita. Mas a briga “mainstream x underground” é assunto pra outro post…
Ou não. Nem venham ficar cobrando.
Escrito por Kid on May 29, 2004
Ih, já tinha até me esquecido da história do japinha.
Na verdade não, pois o fela da puta do Frost (e vai ficar sem linkzinho em cima do nome como castigo, humpft) ficava comentando em todos os post a revelação a respeito do japinha - o que me obrigou a fazer algo que nunca fiz na história do HBD: apagar comentários.
O desgraçado despertou o ditador que há em mim. Se um comentário seu desaparecer do nada, é porque eu não fui com a cara dele e mandei um delete no painel de controle do Haloscan. A culpa não é minha, ele deu o pontapé inicial para que isso acontecesse. A culpa é totalmente dele.
…
Vamulá. Há alguns posts atrás, apresentei a vocês Jackie Chan cover, o japa sem noção. Se você acha que expor-se ao mundo usando ombreiras e latejoulas não é falta de senso de ridículo, o que esse cara fez com certeza mudará sua opinião sobre gente maluca.
Imagine que você tem um blog. Imagine então que alguém não goste dos textos que você publica lá. Nada mais comum; quem expõe idéias (na internet ou em qualquer lugar) tem que ter em mente que será alvo de críticas. Quem me conhece já sabe como eu lido com tais leitores: eu me divirto com eles e compartilho a diversão com vocês. Mas tem gente que não tem tanto senso esportivo…
Vamos forçar o envelope: e se alguém não se contiver a críticas e TE AMEAÇAR DE MORTE pelos comentários do seu blog? Depois de rir da pessoa que te ameaçou, o que você faria?
Rir mais um pouco? Chamar amigos para rirem também? Ter pena da pessoa? Alopra-la em um post super carinhoso?
Ou talvez…
DENUNCIA-LA À POLÍCIA E ENFIAR-LHE UM PROCESSO JUDICIAL NO SEU ÂNUS CRÍTICO?
Claro que não. Todos sabem que as pessoas são muito “corajosas” na internet, e que não se deve levar a sério tudo que se lê nela. Além do mais, seria uma perda de tempo mobilizar o sistema judiciário para correr atrás de alguém que discordou de algo que você falou em seu diarinho virtual. E sem dúvida, alguém que usa a internet para dizer que vai matar você não pode ser levado a sério. Você sabe, há um monitor e um modem entre você e a pessoa que está tentando te matar. A menos que ele saiba como te matar usando o cursor do mouse, você pode ficar tranquilo.
Mas tudo isso foi jogado na privada pelo japa quando ele decidiu mover uma ação contra o intimidante comentador assassino.
No Orkut estava rolando uma discussão sobre o que fazer com comentadores chatos. A grande maioria dos participantes do debate alegou ignorar os malas. Eu dei meu tostão à discussão, explicando o tratamento VIP que dou aos leitores retardados. Afinal, eles merecem - nada mais divertido que ler o comentário de alguém que não entendeu o texto, porém ACHA que entendeu e ACHA que você está totalmente errado.
Eis que o Caubi Peixoto oriental adentra o recinto e clama atenção para contar sua peripécia:

“Eu processei alguém que disse nos meus comentários que ia me matar, e pus uma ficha criminal nele.”
…
Imagina aí o cara no escritório do advogado.

- Sabe o que é, dotô, tem um cara que tá me perseguindo.

- Nossa, isso é sério ein. Mas… ahn… senhor Tashimoda, você não gostaria de tirar essa jaqueta?

- Nah, eu adoro usa-la. Mas como eu ia dizendo, essa pessoa que está me perseguindo também disse que vai me matar!

- Isso é ainda mais grave! Mas… senhor Takeda, porque não tira essa jaqueta? Está um tanto quanto quente hoje…

- Nunca, é minha jaqueta favorita. Mas então, o que pode ser feito?

- Bem, nós poderemos mover uma ação contra o criminoso, baseados na lei número 456475839563626472469382, parágrafo 3784264929, seção 32849247829-6, página 6789, linha 4, à direita da mancha de café na coluna 3. E quando foi a última vez que ele o perseguiu ou ameaçou?

- Oh, foi ontem.

- Nossa! E o que exatamente ele fez, senhor Sushi?

- Ele entrou lá no meu blog e…

- Meoblógue? O que é isso? O nome da sua casa de shows onde você se apresenta como sósia do Caubi?

- Blog é o meu diarinho virtual, dotô. É um site na internet onde falo sobre minha complicada existência, sobre os desafios de conciliar uma vida como Jackie Chan cover e dublê do Jáspion.

- Tá zoando, né.

Nessa hora o japona fica brabo; percebam que sua expressão facial muda totalmente.
- Não, dotô. Isso é seríssimo. Como eu ia dizendo, ele me xingou de bobo e falou que ia me matar enforcado com as mangas da minha jaqueta lantejoulada.

- Mermão, olha na minha cara e diz que tu tá falando sério.

- Estou falando seríssimo! Quem brincaria com algo tão grave como isso? A propósito, eu estava pensando… se ele realmente me enforcar com as mangas da jaqueta, eu poderia alegar que ele também está se destruindo propriedade alheia, não é?

O advogado tosse e finge arrumar papéis em cima da mesa, convencido de que seu cliente é totalmente maluco.
- Bem…

- O senhor tem de compreender que não se encontram jaquetas lantejouladas em qualquer esquina.

- … ehr… sim, claro.

- É um prejuízo inaceitável.

*pensando numa desculpa para fugir do maluco. A janela do escritório está aberta e são apenas cinco andares até o chão.
- Hmmm… sim, naturalmente.
Sabe de uma coisa? Acho que eu deveria processar vocês também. Não inventem de criticar meus textos ou me ameaçar de morte nos comentários, a menos que queiram receber uma visita do meu advogado canadense. Claro, porque receber uma crítica ou ameaça de morte por comentários é algo ultrajante e inaceitável.
Alguém tem que pôr ordem nesse pardieiro virtual, mas que coisa.
Quer saber?
VOTE JAPA-LANTEJOULA PARA PRESIDENTE DA INTERNET! SÓ ELE ACABARÁ COM OS CRIMES BLOGUÍSTICOS!
Escrito por Kid on May 27, 2004

Post dedicado ao Speed, fã de ficção científica e do Michael Crichton como eu. Quando tive a idéia de escreve-lo, só conseguia pensar “Porra, o Speed deve ter odiado esse filme tanto quanto eu!“Nesse fim de semana assisti Timeline.

Fui a um churrasco de brasileiros em Toronto e, na dobradinha, o pessoal passou na locadora e fomos à casa de um deles assistir a película.O filme me deu vontade de queimar meu exemplar o ótimo Linha do Tempo - e só não o fiz porque (in)felizmente, esqueci o livro no Brasil, na casa da minha querida vovó. Já assisti várias outras adaptações cinematográficas das obras do Crichton (Jurassic Park, Mundo Perdido, Esfera), mas nenhuma ficou TÃO RUIM quanto Linha do Tempo. É trivial dizer que um livro é melhor que sua adaptação no cinema, mas no caso de LdT, os caras se esforçaram em manter esse chavão.
Antes de mais nada, digo que não odiei o filme simplesmente porque ele não é tão complexo quanto o livro. Não foi só por isso. O infeliz responsável pelo screenplay do filme conseguiu tornar DESINTERESSANTE uma história totalmente foda.
Lamentável, lamentável.
Além disso, resumiram a história ao máximo. Quando digo ao máximo, não estou exagerando. O filme é praticamente um videoclipe; trechos da trama que levaram DEZENAS de páginas para se desenvolver foram explicadas em cenas de SEGUNDOS de duração. Não estou falando de pequenos detalhes que passam desapercebidos no livro: explicações CRUCIAIS para o entendimento da história foram simplesmente zipados em cenas de poucos segundos (como a abertura do filme, com o velhote aparecendo no meio do deserto e sendo resgatado por um outro velhote).
Bem, imagino que a grande maioria não leu o livro, então elaborei uma pequena listinha que aponta os motivos para você não assistir o filme. Logo em seguida, uma lista que enumera os motivos para você assisti-lo.
1) O professor Johnston teve seu nome mudado para Johnson (?);
2) Christopher é FILHO do professor, ao invés de seu aluno;
3) Introduziram no grupo um personagem ridículo: um francês parecido com o Renato Russo, que serviu apenas para morrer com uma espada no bucho;
4) No livro, Robert Doniger (o dono da empresa que fez a máquina do tempo) era um personagem FODA - xingava a geral, metia o dedo na cara dos oponentes, falava o que pensava, era riquíssimo e sempre provava estar certo. No filme ele é um bunda mole.
5) Outro personagem que se perdeu totalmente foi o próprio professor Johnston. Além de ter seu nome mudado sem qualquer motivo, ele teve também sua nacionalidade mudada (no filme, o fizeram escocês), assim como sua personalidade. No livro, Johnston é um cara altamente frio e que não se altera, independente de quão fodida seja a situação. No filme, ele é um bundão.
6) No livro, os personagens usam um aparelho auricular que traduz o francês arcaico/latim que se usavam na época. No filme, os personagens franceses simplesmente passam a falar inglês de uma hora para outra.
7) No livro, um dos personagens (o mais inteligente deles) inventa uma maneira totalmente fodolística para entrar em contato com os carinhas que voltaram no tempo. Essa parte foi simplesmente apagado pela galera que escreveu o roteiro.
8) No filme os personagens passam apenas 5 horas na idade média. No livro, foram 36 horas. Além disso, no livro eles ficam COMPLETAMENTE SOZINHOS no passado. No filme, um fuzileiro naval contratado pela empresa estava lá pra dar uma mãozinha.
9) No livro, André Marek era especializado no uso de armas medievais. No filme, ele não faz nada que uma criança de 4 anos não consiga fazer com uma espadinha de plástico do He-Man.
10) A fenomenal sequência da luta (e conseguinte explosão) no moinho foi simplesmente APAGADA, que porra é essa?!
11) Kate Erikson é uma alpinista no livro. O que ela é no filme? Apenas mais um personagem sem nenhuma profundidade.
12) A luta na Capela da Morte Verde (onde Chris luta com um guerreiro louco de 2 metros de altura, e logo em seguida descobre a passagem secreta para o castelo de La Roque) foi também apagada. Puta sacanagem, era minha parte favorita no livro.
13) Muito dinheiro foi gasto para destruir mais um ótimo livro do Crichton. Porra, seus desgraçados, vocês não se conformaram em acabar com Jurassic Park e Mundo perdido?!!? Se lançarem o filme de Presa, eu compro outra cópia e mando pelo correio para o Crichton, como forma de protesto.
1) Depois de uma hora e meia ele acaba.
2) Ele não terá continuação.Acho que nem o japinha, que é extremamente sem noção, conseguiria gostar desse filme.
Escrito por Kid on May 26, 2004
Outro dia meu terrível cachorro pitbull escapou daqui de casa. Minha irmãzinha correu desesperadamente para impedir que o cão assassinasse cruelmente alguma das criancinhas canadenses que jogavam hockey aqui na rua. Fazendo um esforço hercúleo, ela conseguiu trazer de volta pra casa nosso perigoso rottweiler (ele é um mutante híbrido das duas raças, pitbull e rottweiler). Um vizinho ancião chatíssimo de oitenta anos gritou em direção à minha irmã, dizendo que da próxima vez que o filhote de Lúcifer fugisse de casa, ele chamaria a polícia.
Ah, e esse é o meu cachorro.
O matusalém tá certíssimo. Um cachorro desse porte é perigosíssimo, valha me Deus. Vou sugerir que ele chame não apenas os tiras, mas também a Polícia Montada, a Legião Estrangeira e a Interpol (pra dar cobertura na perigosa missão de apreender o canino).
Só pra provocar, vou dar uma voltinha com o Bud lá perto da casa do velho. Porém, preciso da ajuda de vocês: Se ele disser que ligará pra polícia, o que devo responder?
E a pergunta que não quer calar: será que o japinha tem cachorro?!
Escrito por Kid on May 25, 2004
Como irritar alguém no MSN
Coeli diz:
Me ajuda aí
Super_Kid diz:
O que houve, amiguinho?
Coeli diz:
Você sabe qual o nome do cara que fez matrix?
Super_Kid diz:
Irmãos Wachtozxrwvtyx
Coeli diz:
Não porra, o cara principal
Super_Kid diz:
?
Coeli diz:
o personagem principal, caralho
Super_Kid diz:
Ah, sei sim
Coeli diz:
Então…?
Super_Kid diz:
Então o que?
Coeli diz:
Qual o nome dele, porra?
Super_Kid diz:
Nome de quem?
Coeli diz:
DO CARA DO MATRIX PORRA
Super_Kid diz:
Ah. Neo.
Coeli diz:
Mas isso é o nome dele no filme
Coeli diz:
Quero saber o nome verdadeiro dele
Super_Kid diz:
Thomas Anderson. não lembra? o smith só chamava ele assim.
Coeli diz:
caralho kid
Super_Kid diz:
RELÔU MÍSTER ÉNDERÇOM!
Coeli diz:
merda kid
Coeli diz:
NA VIDA REAL!
Coeli diz:
Esquece ele como ator
Super_Kid diz:
se eu esquece-lo como ator, nao lembrarei o nome dele
Coeli diz:
putz
Super_Kid diz:
o que foi? lembrou o nome dele?
Coeli diz:
não porra tu é chato demais
Coeli diz:
Perguntei pro frost
Coeli diz:
;/
Super_Kid diz:
que merda, vc nao confia nos meus conhecimentos?!?
Super_Kid diz:
tou magoado
Super_Kid diz:
vc as vezes nao tem consideracao, viu
Coeli diz:
Eu to te perguntando e tu fica enrolando uma pergunta simples e direta
Super_Kid diz:
enrolando nada
Super_Kid diz:
me respeite ;(
Coeli diz:
E afinal, o que o japa fez?!?!
Super_Kid diz:
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Escrito por Kid on May 24, 2004
Pra não dizerem que eu não tenho consideração com vocês, aí vai uma explicação.
Por motivos de força maior, provavelmente não estarei postando nos próximos dias.

Bê quatro dois! Bê oito dois! Go go go! Sai da frente, bot féla da puta!
Obrigado pela compreensão. Agradecemos a preferência. Voltem sempre.
E enquanto isso, o Japa lustra as lantejoulas - inadvertido de que suas desventuras serão expostas ao mundo inteiro em breve…
Escrito por Kid on May 22, 2004

Quarta, 14 de abril de 2004, 15h28. Fabiano Augusto, o garoto-propaganda das Casas Bahia, recebeu o Prêmio Jovem Brasileiro, em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, na terça-feira.
Fabiano foi considerado, pelo segundo ano consecutivo, o artista que mais se destacou em 2003.
No fim do ano passado, o ator entrou para o casting de Marlene Mattos. A empresária, agora na Band, têm planos de levar o rapaz para a emissora.
A pergunta que não quer calar: POR QUE, OH CÉUS?!
Eu particularmente me incomodei muito com a utilização do termo “artista” nesse texto - tanto que coloquei uma tag de negrito nessa palavra para não deixar dúvidas. O fulaninho não canta, não dança, não atua (fazer propaganda e interpretar um papel são duas coisas beeeem diferentes), não pinta, não toca qualquer instrumento, não faz escultura, não escreve música. Ainda que faça qualquer uma dessas atividades, não é por isso que ele está sendo reconhecido.
Em exatamente que planeta ele poderia ser considerado um artista?! O cara aparece na TV, fala sobre preços de supostas ofertas exclusivas e imperdíveis e dá um sorrisão a lá Curinga. Trinta segundos e acabou o comercial. Não é nem mesmo ele que escreve as linhas que fala. Que porra de arte ele está desempenhando, alguém se importaria em explicar pro burrinho aqui?
Odeio generalizar e por culpa “na mídia“, mas esse moleque das Casas Bahia é o exemplo perfeito de alguém que não faz PORRA NENHUMA e ganhou popularidade exagerada e injustificada porque está sob os holofotes.
…
Nunca recebi prêmio nenhum. Humpft.
E enquanto isso o japinha tá lá no Orkut, aprontando suas sem-noçõeslidade. Em breve vocês saberão o que foi que esse japa aprontou.
Escrito por Kid on May 21, 2004
Aê, seus desocupados. Aposto que vocês sempre ficaram curiosos para saber como é o meu quarto e tudo mais.
Hmmm… Pensando bem, acho que não. Ninguém quer saber como é o meu PC e nem ver a bagunça da minha mesa. Mas eu vou mostrar assim mesmo, porque eu não respeito a vontade de vocês.

Aí está meu PCzinho. Um Pentium III com 512mb de RAM que sobrou do trampo do meu pai. O véio surrupiou a máquina brasileiramente, trouxe aqui para casa e montou no meu quarto.
Agora analisemos os itens que podem ser achados na mesa.

Stargate, o livro. Sabem aquela lenda que reza que o livro sempre é melhor que o filme? Esqueçam. Stargate conseguiu quebrar esse tabu. É o livro mais ridículo em que já pus minhas mãos. Não valeu os oitenta centavos (comprei numa loja de usados).

Minha wristband.
Não sabem o que é uma wristband?!
É uma espécie de bracelete, mas de pano e elástico. Serve pra reduzir a tensão do pulso quando tocamos guitarra. E a bandeirola do Brasil era um pequeno adereço de um gorrinho que eu comprei no aeroporto Sampa, quando estava vindo pra cá. Rasguei o gorro e costurei a bandeira na wristband.
Sim, eu tenho outros talentos além de escrever bobagens e irritar pessoas na internet.

Meu Game Boy Advance SP. Alguém me deu de presente de aniversário no ano passado. Uma das coisas mais bacanas que já ganhei - infelizmente, não se pode dizer o mesmo da pessoa que me presentou, devido ao fato de que tal pessoa é uma fela da puta sem-valor e mentirosa, que merece ser aflingida por centenas de cortes com uma gilette enferrujada e, em seguida, ser esfregada em sal, urina e álcool.
E não me perguntem quem é a pessoa a menos que queiram ter o mesmo destino dela.

Minha carteirinha. Não há mais nada que se possa falar sobre ela.

Restos de um lanchinho que fiz enquando digitava algum post para vocês.

Minha poderosa caixinha de som do PC. Como meu quarto é no segundo andar, basta abrir a janela e aumentar o som. O condomínio é muito calmo, então a música ecoa pela rua, tirando a paz dos vizinhos.
É isso.
Escrito por Kid on May 20, 2004
Mais um post de utilidade pública. Da última vez forneci joguinhos aos vagabundos que lêem estas linhas. Agora tá na hora de dar algo realmente útil a este povo que “nunca está fazendo nada mesmo”.

DISCLAIMER: Desenvolvi toda a teoria por trás desse manual há centenas de anos. Pensei muito se deveria ou não publicar minha idéia revolucionária aqui. Viver para sempre é algo super legal, mas eu não quero vocês perambulando pela Terra lá pelo ano 3457. Vocês vão bagunçar tudo no futuro, aposto a senha do Hoje é um Bom Dia. E o pior é que as pessoas que leêm o manual nunca desistem de segui-lo, como aconteceu com a Dercy Gonçalves ou a Dona Arlinda. E além disso, ainda não patenteei o negócio e tem muito plagiador safado por aí.
De qualquer forma, ando meio sem criatividade pra escrever textos (namorar uma alemã gótica ninfomaníaca não é fácil, pessoal) então serei obrigado a postar meu manualzim.
…
Então você quer viver para sempre, huh? Mas você precisa entender que viver para sempre pode nem sempre ser tão bacana quanto pareça. Tou seguindo minha teoria há algumas centenas de anos e posso dizer que é um tanto chato saber que nunca vai morrer. Mas aí vai, o problema é de vocês.
O que é uma “coincidência“? Estatisticamente falando, uma coincidência é um evento que tem poucas chances de acontecer. Por exemplo, ganhar na loteria. É uma coincidência que os números sorteados sejam os mesmos que você marcou no papelzinho. Portanto, são poucas as chances de que você ganhe na Mega-Sena.
O que isso tem a ver com a minha fabulosa teoria?
TUDO, porra. Feche esse winamp, agora a coisa fica complica e se você não prestar atenção, não adiantará nada.
Meu manual se baseia no princípio da Inviabilização Probabilística (inventei esse nome agora e vou registrar em cartório, não roubem). Acompanhem o raciocínio: Coincidências são eventos com baixas probabilidades de acontecerem. Isso implica em dizer que, ao tornar alguma coisa uma coincidência, você estará DIMINUINDO as chances de que ela ocorra. Por mais estranho que possa parecer, é simples lógica dedutiva/matemática. Esse raciocínio te dá o poder de controlar as forças do Universo.
Calma, segure o riso. Toda a teoria é embasada em exercícios lógicos. Ou você acha que eu ia inventar algo assim, do nada? Mas que coisa.
Vamos supor que haja 20% de chances de que você seja atropelado por um caminhão de lixo amanhã quando estiver saindo de casa (cuidado, ein). Suponhamos que você acordar de manhã e diga “HOJE EU SEREI ATROPELADO POR UM CAMINHÃO DE LIXO“. Você acabou de transformar o seu futuro acidente numa coincidência. Como uma coincidência é um evento de baixa probabilidade, as chances de que seu atropelamento acontecessem desceram para 15%.
Entenderam o racioncínio? Se todos os dias você fizer declarações sobre possíveis formas de morrer, você transforma cada uma delas numa coincidência e, assim, reduz as chances de que elas ocorram.
“Vou tomar um tiro na testa.”
“Vou ser empurrado do telhado de um prédio de 30 andares.”
“Uma bomba explodirá no meu escritório hoje.”
“Esse avião vai cair.”
Simples. Redução estatístitica por meio de inviabilização probabilística. É o nome chique eu eu vou dar pra essa parada quando lançar o livro. Vocês tiveram o privilégio de ler o manual digrátis e antes de sua publicação. Mas vocês vão ter que comprar o livro também, porra.
Atualizei o blog, eliminei o problema da morte humana e, ao mesmo tempo, ensinei meus leitores a controlar forças ocultas do Universo. E olha que eu fiz tudo isso namorando com uma gótica (algo que requer muita concentração e esforço)
Há variações dessa fórmula que permitem qualquer pessoa quebrar o continínuum espaço-tempo, se livrar da Matrix ou até mesmo invadir meu blog, mas as consequências poderiam ser desastrosas. Prefiro manter segredo a respeito dessas técnicas.
Tomara que o japinha não leia esse post. Eu não ia querer um cara como aquele sendo um representante do nosso século no futuro. Se bem que dizem que colonizaremos o espaço nas próximas décadas, ao menos os trajes necessários ele já tem.
[ Update ] E venho por meio desta parabenizar minha amiguinha Luana, a leitora número 1 do HBD, que tá fazendo aninhos hoje. Senta no bolo, Lu!
Escrito por Kid on May 19, 2004
Vocês sabem o que é isso?

Não, não é um Jackie Chan cover. Isso seria ridículo demais até pro japinha.
(Hum… Pensando bem, vai ver até seja. Eu não ponho a mão no fogo por esse cara.)
Isso, amigos, é o retrato da falta de bom senso. É a personificação da expressão “sem noção”. Este sujeito levou a Joselitice ao nível mais extremo jamais alcançado por um ser humano. Digo isso não apenas pela foto (que por sí só já o faria merecedor do prêmio MALUCO DO SÉCULO), mas pela presepada que esse distinto rapaz aprontou na internet.
…
Deixem de ser curiosos, pô. Já já eu explico o que o japinha aí fez. Mas antes, vamos contemplar essa bela fotografia.
Um japa com um terno de LANTEJOULAS e ombreiras, de bracinhos cruzados, fazendo sua melhor expressão malvadinha. Segundo seu perfil no Orkut, essa foto foi tirada em ocasião de um BOOK FOTOGRÁFICO.
Vamos dar uma pausa para conter a vontade irresistível de gritar “BICHONA! BICHONA MALUCA!”
Vou ser sincero com vocês: já tive muitas fotos escrotas na vida, assim como todo mundo aí. É direito de cada brasileiro ter ao menos cinquenta fotos extremamente ridículas. Vejam só:

Essa é uma das minhas melhores fotos ridículas, e foi tirada recentemente. Percebam a inocência do pobre garotinho que dormia no banco traseiro depois de uma noitada em Toronto, enquanto filhos de putas sem costumes metiam o dedo na cara dele e imortalizavam o momento num arquivo .JPG.
Porém, ao contrário do nosso amigo nipônico, eu tive o bom senso de ESCONDER tal imagem dos olhos públicos, e só revelei-a para provar meu ponto: a de que TODO MUNDO TEM FOTO ESCROTA.
E fiz isso por um motivo simples: sem dúvida algum retardado ia chegar e dizer “SEU PORRA! ZOANDO O COITADINHO POR CAUSA DE UMA FOTO ESCROTA?! APOSTO QUE ALGUÉM ALGUM DIA JÁ TIROU UMA FOTO SUA DEPOIS DE UMA BALADA, VOCÊ TODO ACABADÃO NO BANCO DE TRÁS DO CARRO! NÃO CHUTE A BAGAÇA DO POBRE JAPA SÓ POR CAUSA DE SUAS LANTEJOULAS!!”
Ou seja, antecedendo um hipotético comentário boboca, fui obrigado a expor esta minha patética figura. Olha os ultrajes pelos quais vocês me fazem passar. Sem noção.
PORÉM, há uma diferença entre essa minha foto e a do garotão japonês: a minha foto não foi tirada VOLUNTARIAMENTE. Fui vítima de um fotógrafo sem escrúpulos (leia-se “o baixista da minha banda”) num momento de fraqueza. Eu não PAGUEI para que minha triste e sonolenta figura fosse gravada para sempre em pixels. E, ainda que eu fizesse tais coisas, certamente não teria escolhido uma fantasia de explorador-espacial-de-seriado-de-TV-dos-anos-sessenta.
Bom, talvez sim, mas apenas se a do Homem Aranha estivesse lavando. Caso contrário, é apenas mau gosto mesmo.
Entretanto, se o eixo da Terra desviasse alguns graus de seu ângulo original e isso desencadeasse eventos cataclísmicos que me obrigassem a tirar uma foto com uma fantasia similar a essa no topo do post, eu teria a consciência de que ninguém mais no planeta se interessaria em ve-la, e portanto esconde-la-ia da humanidade, não colocando a foto na internet.
E não venham reclamar sobre o tamanho da frase acima. Sei usar pontos finais, mas escrever uma frase com tantas linhas era um desafio pessoal. Deixem-me ser feliz.
Voltando à história, o cara é um maluco. O japa da foto (que já me arrependo de estar veiculando no blog) deve ter acordado um dia e pensado:
- Sabe como é, não tou fazendo nada mesmo*, que tal se eu fosse lá no estúdio do Takumura, vestisse um traje espacial e tirasse uma foto com a maior cara de malvadão? Depois eu poderia coloca-la na internet para que todos vissem e me zoassem. Puta merda, que idéia do caralho.
Poisé. Percebe-se que o cara não tem lá muito bom senso. E olha que vocês ainda não sabem o que foi que ele aprontou.
E nem vão saber tão cedo, porque tou com preguiça de digitar o resto da história. Tenham paciência.
*Olhaí. Se ele soubesse a URL do Hoje é um Bom Dia, essa desgraça poderia ter sido evitada. A culpa é inteiramente de vocês, que não divulgam o blog por aí. Tenham pena do coitado, pelo amor de Deus.
Escrito por Kid on May 17, 2004
Outro dia eu tava falando pra vocês sobre coisas safadinhas da internet, e citei o Gator. Eu ACHAVA que não havia nada mais safado que o Gator. Para meu desprazer, descobri que estava errado. Meu conceito de safadeza mudou nos últimos dias.
Meu IE já estava agindo nas últimas semanas como uma puta mal-paga: não queria trabalhar nem fodendo. Se eu abrisse mais de 3 janelas do navegador, o IE travava. Se eu clicasse em um link para comentários de algum blog, o IE travava. Se eu digitasse uma URL muito rápido, o IE travava. Se eu fosse ao banheiro, quando eu voltava o IE estava - adivinhem - TRAVADO.
E o que com certeza liderou a lista “Motivos para dar um tiro no computador“: um dos spywares redirecionava pro Lycos QUALQUER ENDEREÇO QUE EU DIGITASSE.
E na bundinha, Lycos, não vai nada?
Resolvi dar um basta nessa situação insustentável e fiz o que qualquer pessoa sensata faria: rodei um Spybotzim - mas apenas após perceber que bater na máquina não resolvia o problema.
Mais de 400 spywares foram mandados de volta à casa de seu pai, o Belzebu. Por alguns segundos, o IE voltou a agir como uma moça de família. Não demorou muito e ele pôs uma sainha curta, uma blusinha decotada e mandou a primeira mensagem de “o explorer.exe foi dar a bundinha lá na esquina e volta só quando estiver bem cansadinha“.
Ah, mermão. Assim não tem jeito.
Iniciar/Painel de Controle/Adicionar ou Remover Programas
Vamo lá, cupadi.
Saí deletando todos os programas cujos nomes não me eram familiares. com certeza devo ter deletado um monte de coisa que não davia, mas foda-se. Não mandei ninguém fazer programas com nomes desconhecidos. E eram muitos, acreditem. Cassinos online, discadores, programas anti-spyware (?), um monte de tralha. Depois de brigar contra centenas de milhares de unistall wizards, cheguei ao spyware mais safadinho da história, o chefão de todos eles:

Que putaria, um spyware que diz que não adicionará mais spywares no seu PC. Isso é quase tão irônico quanto as janelas de pop-ups anunciando anti-pop-ups. Pare pra pensar: é quase como se a Brahma (ou qualquer outra marca de cervejas) entrasse no mercado dos seguros contra acidentes de trânsito.
Ou não, sei lá.
Clico tranquilamente no NÃO e prossigo.

O spyware manda uma lista de motivos pelos quais você não deveria apaga-lo. Ele fecha a lista quase chorando (e veja que safadeza na escolha das palavras): “Você tem certeza que deseja PERDER todas essas EXCLUSIVIDADES??????? Você tá louco?!”
Perder?! Pra perder, eu precisaria ter ganho primeiro. A única coisa que ganhei com essa porra foi dor de cabeça e um IE vadio. E além do mais, como essa porra tem a petulância de se intitular exclusiva, se ela INVADE meu PC sem que eu tenha tido o menor esforço para obte-la?! Exclusivo o cacete oras, qualquer um pode ter essa merda. A única exclusividade que eu desejo é a de poder EXCLUIR essa porra. Mas que raiva. Oh, Jesuis.
Lasco-lhe um clique no SIM enquanto mordo minha unha do pé.

Ah, vai tomar no olho do foréfis. Outra janela. E perceba o tom tragedista:
“CUIDADO MERMÃO! Você quase me desinstalou. Ufa, que descuidado você. Clique logo no Cancelar e eu faço de conta que nunca tivemos essa discussão”
Ao menos ele avisou que é o último aviso. Clico no SIM, INFELIZ e prossigo minha vida.
NÃO! Como que dando a cartada final, o programa utiliza seu último suspiro para abrir o IE e manda-lo para a página do programa (impressionante que nessas horas o IE funciona).

DID YOU UNINSTALL BY MISTAKE? CLICK HERE
Vejam que consideração. É muito provável que você adore o programinha fedorento e tenha desinstalado POR ENGANO. Claro.
Devido à extrema boa vontade dos caras para conosco, os “usuários” da merda (”usuários“, porque quem nos usa são eles, e não o contrário), resolvi deixar a rabugentice de lado e dar meu recadinho para os caras.

Escrito por Kid on May 16, 2004
Perceberam que não tenho mais aquele banner escroto lá em cima?
Perceberam?
Poisé. Não, não usei códigos safados pra arrancar a propaganda. Ela não está mais lá em cima porque não sou mais um favelado do blogspot. O Yuri me cedeu encarecidamente um espaço no host dele. Cá estamos nós, num servidor mais robusto e tcha-rarã.
Portanto, atualizem seus bookmarks, links e anotações na agenda. O hojeeumbomdia.blogspot.com cairá no esquecimento de todos. O endereço agora é www.hojeeumbomdia.com (sempre foi, mas vocês insistiam em entrar pelo .blogspot.com.)
O mirror é http://yuriii.com/hbd. Decorem esse também, crianças. Meu domínio .com estiloso expira em agosto, e não sei se vai rolar bufunfa pra renova-lo.
E hoje não tem post porque vou assistir filme.

Escrito por Kid on May 14, 2004
Num chat coletivo qualquer no MSN:
- Oi tudo bom?
- Tudo beleza!
- Aí, tu é gente boa pra caralho, mermão! Me dá teu e-mail pra eu te adicionar aqui na minha listinha de amiguxos fofos!
CARALHO! Eu já tou cansado dessa merda. Sempre que vou apresentar pessoas virtualmente através do chat do MSN, alguém manda essa pérola. “Me dá teu e-mail pra eu te adicionar…” Já ensinei a maneira prática e mais discreta de fazer isso, mas vocês SE RECUSAM A APRENDER.
Se vocês soubessem o ódio que sinto quando alguém fica passando e-mail por chat, vocês não fariam isso com tanta frequência. Aliás, me engano. Vocês fariam com mais frequência, só pra me irritar. Que bando de filhos da puta sem costumes.
Porra! Será que sou o único que sabe utilizar as funções do MSN, que usa a cabeça, que sabe ser prático?! PelamordiDeus, pessoal.
Aprendam de uma vez por todas, porque não vou mais ficar ensinando:

Um GIF animado pra educar vocês
Pronto! Não tem mais desculpa pra ser burro.
O próximo que ficar pedindo e-mail por chat será deletado da lista, banido dos comentários, forçado a ouvir pagode por quatro horas e amaldiçoado até a décima quinta geração.
Escrito por Kid on May 13, 2004
Porra, vocês são chatos demais. Sempre, sempre que eu posto um texto antigo, todo mundo reconhece de cara. Chega a ser impressionante. Tou começando a achar que se republicar um texto do meu primeiro blog, de 2001, vai ter neguinho chiando. Nem eu mesmo lembro de certos textos que postei no meu antigo blog, mas que coisa.
Acho que vocês estão muuuuuito ociosos. Ficar decorando posts em blog não é uma coisa saudável, não. Preocupado com a saúde mental dos meus amados leitores, aqui vai o…
Post Utilidade Pública HBD - Super Joguinhos
Isso mesmo. Quem não adora um bom joguinho? Vocês bem que estão precisando se distrair um pouquinho. Aí vão algumas dicas minhas:

O grande clássico que animou minha infância está de volta. A Rockstar Games, produtora do fenomenal joguinho de apologia ao roubo de carros e assassinatos em primeiro grau, liberou (ui!) a versão completíssima do primeiro GTA, inteiramente de grátis e sem custos adicionais. Vai lá e pegue sua cópia antes que eles se arrependam.

Faltam-me palavras para descrever esse jogo. Quando eu fazia sétima série, um primo meu comprou a versão original desse jogo (não tínhamos o Kazaa para infrigir direitos autorais na época). Espertamente, roubei-lhe o CD e joguei até que a mídia ficasse totalmente arranhada. Um dia desses eu estava procurando imagens do jogo para matar o saudosismo, e veja a grande supresa que o Google me dá.

Se eu zerei, você tem que zerar também. Joguinho freeware, pequeno, com tema do Chaves. Tem até as musiquinhas do seriado, em formato mp3, para acrescentar realismo à jogatina. Se vocês querem saber, acho que deveriam até lançar uma versão pro Playstation 2. E o link pra download tá lá embaixo, em algum post do passado. Larga a mão de ser preguiçoso e procura, malandro.
Pronto. Vão jogar e deixem eu postar os textos remixados em paz.
(E acreditem, com joguinhos tão supimpas como estes, não vou ter muito tempo pra criar novos textos.)
E não reclamem!

Humpft!
Escrito por Kid on May 13, 2004

Se tem um filme ridículo nesse mundo, é Independence Day.

Eu me lembro como se fosse ontem. Era 1996, se não me engano. Eu estava combinando de ir ao cinema com meus amiguinhos da escola (algo que NUNCA dava certo) e o grande filme do momento era Twister. Esse sim era um filme bacana.Ligo pro pessoal, mas os féla-da-puta foram unânimes: todos queriam assistir Independece Day! Como eu sou um cara muito feliz - e por mais divertido que ver a Terra sendo destruída seja -, não tava no clima de ver bilhões de pessoas virando fumaça. Ok, Twister não é exatamente um filme alegre, mas… Não me interrompam e vão tomar no cu.
Não tive outra escolha: fui ao cinema assistir o tal filme-catástrofe. E tome babaquice!
Meu Deus, a palavra “exagero” faz algum sentido para os excelentíssimos senhores roteiristas de ID4? Naves do tamanho de CIDADES? Porra! Não sou nenhum PhD em física, mas sei que existe uma coisinha interessante chamada Lei da Ação e Reação. Pra uma nave enorme como aquela se sustentar no ar, seria necessário um empuxo IMORAL. Esse empuxo seria criado com jatos de ar, ou fogo, ou peidos, ou o cacete, não me interrompa de novo. E essa força seria arrasadora para a vida aqui embaixo. Ou seja, quando a nave sobrevoasse uma cidade - e tão baixo como mostra o filme -, os prédios seriam reduzidos a ruínas. E nós, a purê de batatas.
Uma cena que me incomoda muito é a em que os ETs destroem o Empire States Building. Em primeiro lugar, o prédio é legal e não tava fazendo nada com ninguém, porra! Mas o pior não é isso. Foda-se a porra do prédio. O negócio é que, quando o prédio vira confete, o fogo se espalha pela cidade como se alguém tivesse liberado vapor de gasolina entre os prédios.
Tenho raiva de filme exagerado. A implicância é tanta que chego a me sentir incomodado na cadeira no cinema. Não tem como evitar de virar para a pessoa que está ao lado e dizer “ei, isso não é possível!“, ainda que a pessoa seja uma desconhecida. A vontade que tenho é de espancar o roteirista com um livro de física do primeiro grau.
Mas esse é só o começo da putaria. Os ETs se comunicam por telepatia.

É, telepatia. Tenho certeza que você não lembrava.E me digam, por favor me digam, como diabos um ser humano conseguiria pilotar uma nave alienígena? Os produtores também se viram diante essa terrível dúvida. Mas aí alguém muito inteligente, que provavelmente estava pagando por metade da produção do filme e portanto não poderia ser contrariado, veio com a solução:
- Ei, que tal se a gente colocasse um papelzinho em cima dos controles da nave e dissesse pro público que tudo que é necessário para pilotar um artefato alienígena de tecnologia inimaginável é seguir as indicações das setinhas?
(silêncio na sala)
- Vai ser isso e pronto. Caralho, eu sou inteligente.
Bill Pulman como presidente dos EUA?! Bill Pulman?! Porra, se era pra aloprar de vez, colocassem o Star Wars Kid na Casa Branca! Ou o Macáuli Calquin, seja lá como se escreve seu nome. Qualquer coisa, menos Bill Pulman. Aí já é pegar pesado.
Os produtores pensaram que talvez nós fôssemos um pouco mais idiotas, e foram adiante:
- Os ETs são ultra poderosos, estão em vantagem numérica, se comunicam por telepatia e estão prontos para chutar nossas bundas. Todo nosso poderio militar não faz nada além de cócegas nas sua naves gigantescas. Mas somos americanos e Deus nos deu o poder de chutar a bunda de quem quer que seja, precisamos de uma solução para essa porra.
- Já sei, já sei! - diz um estagiário da Universal Studios, ansioso por dar sua contribuição à cinematografia - Os heróis poderiam bolar UM VÍRUS QUE INFECTASSE O SISTEMA OPERACIONAL QUE CONTROLA A SUPER NAVE MÃE DO CARALHO. Talvez alguma coisa nos moldes do w32.Blaster, aquele filho da puta que nem o Norton pega. Assim, os HDs dos ETs iriam pro saco, as naves iriam cair, os verdinhos morreriam e o dia seria salvo.
- Ok, tive uma idéia - diz o produtor - Façam com que um personagem AMERICANO crie um vírus que foda com o sistema operacional dos ETs. Aí coloque esse cara numa nave alienígena pilotada por alguém da Força Aérea AMERICANA (!!). Eles voarão até a nave-mãe e, de alguma forma, não me pergunte como, eles inserem o vírus no HD dos alienígenas. Aí a nave deles explode, os ETs se fodem e tudo o mais. Mas verifique se a cena da explosão vai caber no nosso orçamento. Se não, a gente vai pelo plano B.
- P-plano B? - diz o estagiário, cabisbaixo.
- Isso, plano B. Se a cena do Empire States tiver detonado os últimos centavos do orçamento, a solução será desafiar os ETs para um jogo de basquete.
- Hum… - diz um segundo produtor, anotando alguma coisa em um palmtop - ETs, jogo de basquete… É uma idéia interessante.
- Quero royalties, seu filho da puta. Ah, não esqueçam de mostrar cenas de povos do mundo inteiro pulando de felicidade diante às naves derrubadas. Tentem encaixar o Hino Americano em algum lugar, também. E agora eu vou pro meu trailler. Não me interrompam, porque estarei ocupado pensando como colocarei mais dinheiro na minha conta bancária.
E meu pai, 4 ou 5 anos depois, vai e compra o DVD do filme.
Pelo amor de Deus.
Escrito por Kid on May 12, 2004
Coisas safadas da internet observadas sob uma ótica diferente
Spam:
Todos odeiam spam, é um consenso mundial. Por isso, falar mal de spam já até perdeu a graça. Mas o que nunca paramos pra pensar é que o spam é, em primeira instância, um serviço de utilidade pública. Digamos que o produto anunciado no seu e-mail seja aquele removedor laser de verrugas genitais que você sempre precisou. Já parou pra pensar na humilhação de ter que chegar no caixa da loja de eletrodomésticos com a caixa do PerebaRemovator2000? Ninguém quer que suas nojeiras genitais sejam expostas ao mundo dessa maneira. Comprando o produto anunciado no e-mail, você se poupa da humilhação.
Pop up:
Uma variação um pouco mais safadinha do spam. O pop up não se restringe a estuprar sua caixa de mensagens: ele persegue você através do desktop, “cobrindo” as páginas que você tenta ler. Quem de vocês nunca estve navegando num site de putaria e foi soterrado por milhões de janelas que tentam convencer você a comprar pílulas para aumentar seu… ahn… instrumento? Novamente, é um serviço de utilidade pública. Os criadores do site pensam “ora, se ele precisa recorrer a pornografia, vai ver a mãe-natureza não foi muito generosa com ele. Vamos ajudar esse pobre coitado!” Que grande demonstração de altruísmo.
Gator:
Ah, não. Não há como defender esse programa. O Gator é uma das coisas mais safadas do mundo, perdendo apenas para a Sylvia Saint e pra esse aumento mais recente no salário mínimo brasileiro. O spyware se instala na sua máquina sem autorização expressa e fica lá, digerindo recursos preciosos do seu sistema e não servindo para praticamente coisa alguma, a não ser te encarar com o olhar MAIS DESCONFIADO DO MUNDO:

É bicha, aposto
Olha a cara do maldito. Parece que ele está bisbilhotando suas coisas. Aliás, essa deve ser a única função dele: fuçar seu HD em busca de informações importantes como sua senha do banco ou seus vídeos da Heather, do IDeepThroat.
E nem pense em desinstalar o safado!

Tá vendo aí? fique longe do Uninstall, pois o crocodilozinho sabe suas senhas. Se você ao menos cogitar a possibilidade de arrancar o maroto do seu HD, ele vai te sacanear pesado. É praticamente uma extorsão, uma prática mafiosa: “ou você me deixa no meu cantinho, ou acidentes podem acontecer com suas senhas“.
Que horror.
Escrito por Kid on May 11, 2004
Comentário do blog do Coeli.
E ai veyo?!?! Como fasso pra usar o Orkut, nem sei bem o que é isso? é um programa, é um site, que porra que é?
por: junior - [ Email ] - 07.05.04 - 10:22
Fiquei sabendo que o Orkut saiu na chamada de capa de uma popular revista teen adolescente. Vocês sabem, é uma daquelas publicações mensais que fala pras menininhas que bandas são legais e quais não são mais, e que responde dúvidas sexuais de grandíssima importância como “meu namorado gozou na minha orelha, devo tomar a pílula do dia seguinte?”
Isso é o que acontece quando uma coisa legal é apresentada à massa: avacalha. Perceba que o moleque não sabe nem o que é o serviço de redes de relacionamento (porra, ele não sabe ao menos usar uma cedilha), mas isso não diminui sua vontade de ingressar no Orkut. O cara não entende o que é o Orkut - o que implica em dizer que ele não sabe o que fará lá - mas ele se dá ao trabalho de perguntar a alguém como faz para acessar o serviço. A matéria na revista faz o negócio parecer “legal“, aí todo mundo quer estar lá. Bah.

O slogan do Orkut diz “Join orkut to expand the circumference of your social circle.” Que conceito distorcido de vida social eles têm, ein? Ficar na frente de um computador batendo papo com pessoas que você nunca viu na vida mas que, de acordo com sua própria avaliação, constam como “amigas” ou até mesmo “melhores amigas”. Não me levem a mal, tenho vários amigos virtuais que me desapontaram bem menos que os reais. Mas considerar isso “vida social” é de foder.
Por essas e mais algumas tantas, o único motivo pelo qual eu entro naquele troço é pra promover brigas. É divertidíssimo ver que há pessoas que realmente levam a sério tudo que está acontecendo ali dentro. Muitas pessoas já disseram que eu faço isso “pra ter visitas no meu blog“, não sabendo que essa sempre foi minha atitude na internet: entrar em salas de IRC e irritar as pessoas. Qualquer um que me conheça há algum tempo sabe que não estou mentindo. Eu já fazia muito antes dos diarinhos virtuais serem inventados, e nego vem dizer que eu quero chamar atenção pra “ganhar bastantes leitores”.
Isso pra não mencionar os Freuds que discorrem sobre minha personalidade em longos textos que parecem análises psiquiátricas. Uma menina uma vez traçou meu perfil psicológico, baseado em nada mais que os textos que escrevo no blog. E fechou o diagnóstico dizendo que faço isso para bombar meu contador de acessos.
Se alguma dessas amebas parasse para pensar, chegaria à óbvia conclusão de que ninguém gosta de um chato. Eu não vou ganhar um bocado de leitores por causa disso. Irritar pessoas na internet não me torna popular. As pessoas lerão minhas mensagens no Orkut e me odiarão sem ao menos me conhecerem, e não clicarão no meu link. Pra que visitar o blog de alguém que você não gosta?! Porra, PENSEM.
Ontem mesmo pensei em remover a URL do meu blog lá do perfil do Orkut, apenas pra calar a boca desse tipo de imbecilóide que leva a internet a ferro e fogo. O problema é que isso poderia parecer uma atitude covarde, similar ao ato de criticar um blog e não deixar o próprio endereço. Pessoas diriam “Ah, o Quide tá com essa putaria porque ninguém sabe onde ele se esconde. Que medroso!” Entre medroso e chato, prefiro ser o chato.
Ontem a ridícula situação ultrapassou as barreiras do bom senso e eu fui obrigado a dar uma boa risada (e mandar o link da mensagem para meus amiguinhos de MSN). Um blogueiro conhecido, cujo nome não divulgarei porque eu tenho pena dele e isso já seria chutar cachorro morto, disse que “ao invés de fazer inimigos, eu devia procurar fazer amigos no Orkut, porque é disso que eu tou precisando“.
Eu preciso de amiguinhos virtuais, estão ouvindo? Eu preciso disso, porque minha chatice é provocada pela falta de vida social. Estranhos que eu nunca vi na vida e para mim nada mais são do que letrinhas na tela de um computador são a solução para mim.
Ok, admito, pode não ser lá um hábito muito “saudável”. Mas e daí? Vocês aí fora fumam, bebem e trepam sem camisinha. Meu vício não vai me dar um acidente de trânsito, cirrose ou sífilis. É apenas uma brincadeira, encher o saco dos outros. Deixem de levar a internet tão a sério, pelo amor de Deus.
Escrito por Kid on May 10, 2004

ESTE POST NÃO CONTÉM SPOILERSE eu fui pro cinema nesse fim de semana.

Van Helsing. Filme novo do Hugh Jackman, aquele cara que interpretou o Wolverine, vocês sabem.O filme poderia ter sido legal, se alguém tivesse se preocupado em escrever um roteiro. A trama do filme é tão rasteira, mas tão rasteira, que chega a dar pena dos atores. Faltando apenas trinta minutos para o desfecho da película, parece que eles não fizeram nada para alcançar seu objetivo. O filme simplesmente passa na tela. Me disseram que a duração do filme era apenas uma hora e meia, mas pareceu mais de cinco horas.
Personagens que poderiam ter sido FODAS no filme, como o Mr. Hyde (de O Médico e O Monstro, seu inculto) aparecem no filme APENAS para morrer. E uma morte muito sem graça, se me permitem adicionar.
Outra coisa que me irritou deveras foi o “Fator Tarzan”: SEMPRE, e literalmente SEMPRE que alguém estava em perigo no filme, Van Helsing (ou algum outro personagem secundário) aparecia do nada se balançando em cordas e livrava o pobre infeliz de seu destino cruel nas garras de um lobisomen, ou nas presas de um vampiro, ou de uma ponte que caía, ou de um uma bomba atômica. Até pra matar um inimigo o protagonista apelou pra técnica do Rei da Selva.
Obviamente a alemã e suas amiguinhas góticas vibraram do começo ao fim. Enquanto isso, eu tentava ver as horas no escuro, me amaldiçoando por ter jogado fora o relógio que minha ex me deu (ele tinha uma luzinha verde bacana.)
Momento Nerd-Chato-Que-Aponta-Os-Erros-Dos-Filmes:
Lá pela 4º hora do filme, um personagem é mordido por um lobisomen - detalhe importante: era uma noite de lua cheia. A mulézinha gostosa que contracena com ele (aquela personagem clássica que odeia um carinha, mas que em algum ponto no filme acaba inevitavelmente dando para ele) explica que ele só virará um lobisomen na próxima noite de lua cheia, que seria dali a dois dias.
Aula de astronomia básica: existem quatro fases lunares (respectivamente: crescente, cheia, minguante, nova). Elas se revezam em um período de um mês, o que significa que cada fase lunar dura uma semana. Como seria possível que não houvesse lua cheia durante dois dias, se era a semana de lua cheia? Se aquele dia fosse o último da lua cheia, a próxima só apareceria no mês seguinte.
Seus merdas, vocês não sabem de nada!
Escrito por Kid on May 8, 2004
- Caralho, acho que, se o Chaves quisesse, ele arrebentava a Dona Florinda.
- Nunca, seu burro! A Dona Florinda era foda, ela chutava a bunda do Seu Madruga todo dia. Como este batia no Chaves - com a mesma ou às vezes maior freqüência -, isso significa que ela seria capaz de detonar o Chaves.
- Tá, mas eu ainda acho que o Chaves poderia concentrar toda sua burrice num único ataque obliterador e assim mandar a velha coroca pro espaço.
- É, faz sentido. Mas acho que nunca saberemos com certeza.
- É mesmo. Ai, ai.
Nunca, uma ova! Chegou o fenomenal…
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Uma cambada de desocupados pegou algumas imagens do popular seriado que alegrou nossa infância e fez esse joguinho de luta muito bacana. Cada personagem tem seus próprios movimentos especiais, e qualquer ser pensante que tenha assistido TV durante os anos noventa reconhecerá os cenários onde as porradas acontecem. Muito bacana. O único ponto fraco do game é que, para jogar contra um oponente humano, você precisa de um joystick. Custava ter configurado controles no teclado, seus inúteis?!
Não deixem de conferir o arquivinho de texto com os controles, senão você não vai conseguir ao menos começar a partida.
E perceba no screeshot que eu estava chutando a bunda da Dona Florinda. Ou seja, o Chaves é mesmo o mais fodão.
Destaque
As cinco maiores construções fictícias imaginárias da cultura popular. Com um bônus não-imaginário
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