Escrito por Kid on Jun 30, 2004

Pessoas imbecis nos fazem ter que explicar coisas óbvias. Lembram quando eu matei a Dona Arlinda? Apesar de não passar de uma zoação, muita gente acreditou. Fui obrigado a postar um longo texto em seguida, chamando todos vocês de idiotas por terem caído numa lorota tão obviamente imbecil.

Achei que isso nunca mais ia acontecer. Achei que não fosse possível que as pessoas fosse tão ingenuas. Bem, errei. Vamos DE NOVO então.

Algumas vezes escrevo textos sérios, que relatam minha opinião pessoal sobre certos assuntos. Todos conseguem diferenciar esses. Porém, na maioria das vezes, escrevo textos humorísticos, ou seja, piadas, situações jocosas, coisas que nao devem ser levadas a sério. Coisas que são TÃO RIDICULAMENTE SEM SENTIDO que fariam qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico pensar “Ah, pra escrever isso, é lógico que ele tá de zoação!

Presumindo que meus leitores têm um nível mínimo que QI, eu sempre supus que ninguém teria dificuldade em diferenciar um texto ENGRAÇADO de um texto SÉRIO. Mas aí vem gente e prova que eu estava errado quando pensei isso, como nossos amigos BRASILEIRO e Pity aí.

Se eu escrevesse mais textos sérios que textos cômicos, os leitores estariam acostumados a me levar a sério e realmente se confundiriam ao ler um texto “sem sentido”. Mas isso não acontece; escrevo um texto sério a cada cinco posts de humor, se não mais. Portanto, nem essa desculpa os jumentos podem dar. Seguem os comentários deles, intermediados por meus próprios comentários.

Acho que o frio do Canadá fez sua BURRICE aumentar.

Não vejo qualquer relação entre temperatura e intelecto. De onde você tira então que frio deixa alguém burro? Se sua lógica estivesse correta, o Brasil seria cheio de gênios - o que não é verdade. Você é um exemplo.

Vem aqui pro Brasil falar isso que você escreveu pra um chefe de família que ganha R$ 300 e trabalha 8 horas por dia, gasta mais 2 horas em ônibus lotado, vem aqui falar pra ele que você acha errado ter muitos feriados no Brasil.

Ok, eu falo pro cara sim. Mas eu posso explicar também que o post era só uma brincadeirinha pra fazer os outros rirem? Porra, lógico que não precisarei. Nem todo mundo é burro como você e, portanto, pode perceber isso por conta própria.

Agora ele decide revelar uma informação secreta desconhecida pela população mundial. A verdade está lá fora:

Só pra lembrar uma pequena diferença entre o Brasil e o Canadá se você ainda não percebeu as pessoas no Canadá ganham MUITO mais q as pessoas no Brasil

Nossa, sabia que eu nunca tinha percebido!? Obrigado por me informar sobre a situação financeira do país onde moro.

Mas, o que isso tem a ver com o post?

E agora ele prova a ignorância sobre o que fala:

…e só trabalham alguns dias a mais…

Errado. Só existem três feriados no Canadá: Dia da Rainha, Dia do Canadá (que é em primeiro de Julho agora, dia em que o blog não será atualizado porque passarei o dia inteiro comendo churrasco com a família da patroa à beira do lago Ontário) e Natal. Além disso, cada um dura um dia apenas. Logo, canadense trabalha bem mais. Pare de querer dar uma de coitadinho.

…tenho certeza q um Brasileiro que ganha R$ 300 trocaria todos os feriados por um salário “canadense”.

Tá, e eu tenho certeza que meu violão tá desafinado. O que isso tem a ver com a porra do meu post?

Só pra lembra você a maioria das pessoas do Brasil não tem Internet e nem são sustentadas pelo Pai.

Ok sr. IBGE, se você tivesse se atido ao assunto do post, isso aqui seria mais produtivo. Como você não me fez esse favor, terei que ficar aloprando sua falta de habilidade em ater-se ao tema que abordei no texto - que era de humor, sabe?

Saia um pouco da Internet e vá viver a vida REAL, veja o que é trabalhar de verdade e não bem remunerado.

Eu não sabia que precisava-se fazer pesquisa de campo apenas para escrever uma piada. Achei que uma piada era um apanhado de situações non-sense sem qualquer relação com a realidade, que têm a única intenção de provocar risos e não análises sérias.

Caralho, você sem dúvida leu algum texto qualquer por aí e resolveu vir comentar sobre ele aqui no HBD. Nunca vi alguém falar coisas tão incoerentes a respeito de um texto como você fez com esse seu comentário.

Antes de escrever uma MERDA dessas pense um pouco.

Você pensou antes de escrever isso que mandou pra cá?

Eu acho que isso deveria até ser tirado do ar…

Nem o Japa de Lantejoulas, que conhece milhões de advogados e tem uma super Jaqueta Cegante, conseguiu tirar um texto meu do ar.

E, finalmente:

…nunca li um texto na Internet que falasse tanta MERDA de uma vez só.

Dá próxima vez, experimente ler seu próprio comentário.

Com um pouquinho de bom senso você até desistiria de publica-lo.

No mais, foda-se e mude seu nick. É uma vergonha para o meu povo. E depois foda-se mais um poquinho.

Uma outra pessoa que não entende piadas, mas até que essa aqui foi menos boboquinha que o BRASILEIRO. Eu disse MENOS BOBOQUINHA, não “mais inteligente”.

Não gostar de feriado é coisa mesmo de quem não faz nada

Eu não gosto de feriado? Você conclui isso como, lendo um texto humorístico e que obviamente não devia ser levado a sério?

Esqueçam o que eu falei sobre ser menos boboquinha. Só por essa pérola a menina já caiu 500 metros no meu conceito. É outra burra que não sabe interpretar textos.

já que está sempre descansado não entende que quem TRABALHA PRECISA descansar. Se eu não fizesse nada e ficasse o dia inteiro na internet tb não entenderia o porque dos feriados. Mas como eu trabalho entendo perfeitamente, e gosto, e quero que eles continuem alí.

PIADA. Era uma PIADA, pelo amor de Deus! Alguém POR FAVOR diga nos comentários que entendeu que o post era uma piada, ou vou ficar achando que todos os meus leitores são retardados.

No seu dia de folga cada um faz o que quer. No seu dia de folga (que eu entendi que é todo dia) vc fica na internet, alguém pode achar um absurdo ficar na internet, assim como vc acha um absurdo alguém curtir a família na praia, ouvindo música que vc não gosta e fazendo outras coisas que vc acha absurdo.

Você fala sobre minha crítica a respeito de forró e sanduíche natural?

Era uma piada, caralho. P-I-A-D-A.

Porra, leia esse post de novo e me diga que não é ÓBVIO que é uma piada.

“País religioso como o Brasil tem muitos feriados religiosos, quer vc concorde ou não, quer vc seja religioso ou não, quer vc seja da religião oficial ou não.”

Nossa!

Me ensina a falar coisas óbvias como se fossem conclusões brilhantes? Você fazendo parece super legal.

“E o Brasil não vai pra frente mesmo, mas não é por causa dos feriados. É outros motivos que vc, uma pessoa esclarecida, com certeza sabe.

E você, uma pessoa não esclarecida, não conseguiu sacar que culpar os feriados pelo atraso do Brasil era uma PIADA e não deveria ser levado a sério.

Ah, cansei. Fodam-se.

Leitores, por favor, xinguem esses indivíduos, porque nem pra isso tenho mais paciência. Ver neguim entendendo errado algo tão óbvio me dá vontade de bater a cabeça na parede.

[ Update ] Algumas pessoas fizeram comentários repetidos, e como não há necessidade de mantê-los só pra deixar um número alto aí na caixinha, apaguei-os. Não omiti a opinião de ninguém, nem mesmo de quem me criticou. Só removi os comentários duplicados.

Só pra deixar claro.


Escrito por Kid on Jun 29, 2004



jack frost diz:

odeio ser acordado

jack frost diz:

ele vai vir colocar o hd dele aqui

Super_Kid diz:

com qual finalidade?

jack frost diz:

deixar aqui no feriado

Super_Kid diz:

feriado?!

Super_Kid diz:

porra, OUTRO FERIADO?

jack frost diz:

são joão!

Mas que coisa! Parece que TODO DIA o pessoal tá se preparando pra um feriado aí no Brasil. Já foram uns cinco meses de feriados seguidos desde que comecei a contar, intercalados com uns dois ou três dias esporádicos de trabalho. Todo fim de semana tem gente se preparando pra um “feriadão”. E o que é pior, comemorar feriado no Brasil significa sair para praia suja pra comer frango e farofa com a família barulhenta, ouvindo música ruim. Que puta desperdício de energia ociosa.

Os feriados banalizaram a desocupação. Isso ofende os vagabundos profissionais, nós que dedicamos anos da nossa vida estudando a arte de não fazer porra nenhuma com muito estilo, desenvoltura e samba no pé.

E depois tem gente que não entende (ou diz não entender, dando uma de sonso) por que o Brasil não vai pra frente. Um país com centenas de feriados por semana não produz tanto quanto um que tem alguns poucos por ano, como o Canadá. Simples assim. Some a vadiagem (não confudir com viadagem, que é um problema mais grave) com problemas administrativos e temos o Brazil, país abençoado pelos bancos internacionais e bonito nos cartões postais.

Aqui fora, a chegada de um feriado de um mísero dia é aguardada por MESES. Neguim faz planos pro tal dia de folga como se fosse seu último dia na face da terra e que portanto tem que ser aproveitado ao máximo. E eles não passam o dia ouvindo forró, axé ou pagode numa praia lotada, comendo sanduíche natural com gosto de peido e gritando pros filhos ficarem apenas na “parte rasinha”. Que cultura fenomenal.

Mas o problema não é esse.

Acontece que as pessoas perderam a noção da vagabundice-arte! Com tantos feriados por dia, a magia se perdeu. Virou algo banal. Além disso, atualmente está acontecendo um tal de “resgate de valores morais das datas comemorativas ou o raio que o parta“, o que é simplesmente uma forma bonita de dizer “já que tu vai passar o dia de papo pro ar, ao menos entenda o motivo que causou esse dia e faça de conta que você se importa um pouquinho“.

Eu sou contra esse negócio. Feriados não foram criados para fazer-nos lembrar de histórias gloriosas do passado. Eles foram feitos para que tenhamos tempo de zerar aquele videogame emprestado ou como desculpa para ir pra praia mesmo que esteja chovendo. Portanto, enumerei algumas datas comemorativas cujos “significados históricos” desmistifiquei:

Páscoa - A fuga dos hebreus do Egito

Você é judeu? Não? Então pare de comemorar a libertação de um povo que você só conhece por piadas. A maioria de vocês aí tira onda de judeus até dizer chega. Por que então honrar uma tradição que é baseada num ritual siônico? Páscoa na verdade significa procurar em mercearias baratas o melhor custo/benefício em ovos de chocolates e comprar aqueles que cuja função preço/tamanho não tendam à sua falência.

Tiradentes - O herói da Inconfidência Mineira

Mané herói! Esse safado não fez absolutamente nada pelo Brasil. Ele se juntava com uns malandros, falavam mal da Coroa Portuguesa e depois saiam pra tomar umazinhas no bar do Seu Joaquim. Tomar cachaça com os amigos e falar mal do Poder Público é esporte nacional, não é nenhum ato de bravura. Até eu que não bebo consigo.

Numa dessas noitadas o nosso “herói” ficou devendo uma birita pra um outro maluquinho, e este ficou tão puto que resolveu xisnovear todo mundo. Mas eram todos importantes, ricos, de famílias influentes. Não se pode esquartejar alguém que tá sempre nas colunas sociais, não pega muito bem pro carraco. Já pensou os filhinhos do algoz sendo zoados na escola por causa disso?! Quê que é isso, não pode. Então resolveram pegar o MAIS POBRE E FODIDO do grupo de peraltinhas e tomaram-no como bode expiatório. Enforcaram-no em praça pública, como se fosse um grande evento social. Um espetáculo, dizem que teve até fogo de artifício e show de heavy metal melódico.

Achando que ele ainda não estava morto o bastante, os caras picotaram o defunto, jogaram sal na casa dele, mijaram em cima de seu cachoro e amararram os pedacinhos de seu heróico cadáver num foguetinho de São João.

Saudemos o herói que não fez nada e morreu de forma mais humilhante que peidar na mesa do jantar na casa da namorada.

Dia do Trabalho

Olha só, essa é boa. No dia do Trabalho, todo mundo enforca o serviço. Ironia ou o quê? Isso é o equivalente a espancar alguém no dia do seu próprio aniversário, com a vantagem que ninguém vai preso por agressão corporal. A ironia não pára por aí. Feriados são comemorados por vagabundos, só que todos sabem que vagabundos NÃO TRABALHAM. Como então comemorar esse dia?

Com essa fica provado que, além de vagabundo, o cara que inventou os feriados também tinha um puta senso de humor.

Declaração da Independência

Seguindo o mesmo modelo dos feriados non-sense, decidiu-se criar um pra comemorar algo que nunca aconteceu.

Dia de Finados - Uma homenagem aos que se foram

Estavam faltando alguns espaços vagos no calendário, e eles precisavam ser preenchidos com mais feriados. Mas as idéias estavam acabando, e a partir daí a coisa começou a virar putaria mesmo. O resultado disso foi a criação de um feriado para aqueles que sequer o podem celebrar. Com essa o inventor do dia dos vagabundos provou que não era um comediante qualquer, ele também tinha muito humor negro.

Natal - O nascimento de Jesus

Nascimento de Jesus porra nenhuma. Nunca se chegou a um consenso sobre a data de nascimento do Cristo. Muita gente sequer acredita que ele nasceu, pra começo de conversa. Além disso, a grande maioria de vocês não sabe nada sobre a história do “Salvador”, e aqueles que sabem não dão a mínima de qualquer forma. O Natal significa ir pra casa da avó comer peru comprado uma hora antes, conhecer o namorado feio da prima gostosa, ver o priminho menor quebrando o presente minutos após abrir o embrulho e dar “lembrancinhas” fuleiras e baratas praqueles parentes que você nem gosta muito, e acabar não recebendo nada deles - eles também não gostam de você, mas são mais espertos.

Parem de deturpar o verdadeiro sentido dos feriados com essas lorotas e vão vadear de verdade.


Escrito por Kid on Jun 27, 2004

Sobre capitalismo e idealismo

Ô discussão do caralho aí nos comentários do post de baixo. Marxistas revolucionários e capitalistas vendidos, CALMAÊ. Creio que posso ter passado uma idéia errada no post anterior.

Antes de mais nada, não sou nem socialista nem capitalista. Sou o Kid. Não sigo nenhum dos dois lados exclusivamente porque isso significa sempre pensar a mesma coisa, não importa qual seja a situação. Sou totalmente contra isso. Há coisas sobre quais a respeito sou capitalista, e há outras que me inclinam a pensar como um socialista. Não podemos trafegar sempre no mesmo lado da estrada. Ter uma ideologia é como responder uma pergunta antes que a façam.

O que isso tem a ver com o que eu escrevi?

Nada. Eu tentei passar uma idéia simples no post, mas ele gerou uma discussão que “fugiu” do meu controle. As pessoas começaram a tirar conclusões que não eram exatamete o que eu tentei passar com o texto, e a inferir nuances sobre minha personalidade que na verdade não correspondem com a realidade.

Falando a grosso modo, MUITA GENTE ENTENDEU ESSA PORRA TODA DE FORMA ERRADA, PRA VARIAR.

A gente abre os comentários e vê a reação que a galera teve:


CARALHO!!! O QUIDE NÃO QUIS O DINHEIRO!!! ELE É DOIDO, SERÁ QUE ELE NÃO VÊ QUE ESSE NEGÓCIO DE SER ANTI-CAPITALISTA NÃO TÁ COM NADA!?


Calmaê, Não é bem assim. Eu não sou anti-capitalista. Isso realmente é inútil, embora seja uma filosofia que muita gente afirma seguir. Ao contrário de como era nos tempos passados, recusar o convencional se tornou uma forma de se auto-afirmar, e por isso temos pessoas que por algum motivo vêem orgulho em se dizer “góticos”, ou “punks”, ou “socialistas”, ou seja lá o que estiver na moda.

Eu não sou contra o dinheiro. Não sou contra ganhar uns trocados por se fazer o que se gosta - porque seria?!

Acontece que não é o caso de simplesmente ganhar pra fazer o que se gosta. Se eu fosse colocar uma propaganda do Google aqui, eu teria que abolir uma característica do meu humor: os palavrões e a postura ácida-agressiva.

Mudar uma característica pessoal é algo difícil para qualquer um, simplesmente porque ninguém está muito interessado em mudar. Entretanto, mudanças são necessárias e saudáveis, pois elas ajudam no convívio social e aumentam sua habilidade de se tornar aceitável. Acontece que fazer tal mudança por dinheiro é uma coisa abominável. Um exemplo claríssimo de pessoas que “mudaram” por causa do dinheiro é a galerinha do Charlie Brown Jr (que mudam as letras das músicas sempre que aparecem na TV), KoRn (que com seu clipe Y’all Wanna Single conseguiu ser a banda mais hipócrita de todos os tempos) e Metallica (dispensa comentários).

Veja só você, bandas que tomaram atitudes que eu sempre critiquei. Bandas que, de alguma forma, deixaram o dinheiro guiar seu estilo. Essas bandas não desejaram se tornar mais aceitáveis por decisão própria, houve um claro um interesse financeiro por trás disso.

O mais irônico de tudo isso é que, pra ganhar a grana com as propagandas, eu teria que abandonar as coisas que me ajudaram a criar o meu público: os palavrões, o sarcasmo ácido, os ataques gratuitos e exagerados.

É como se eu tivesse usado isso ATÉ AGORA apenas para passar uma imagem de malvadinho e atingir um número X no contador de visitas. Agora que os objetivos foram alcançados, foda-se a maneira como eu agi até agora: Vamos eliminar tudo que me caracteriza como “escritor” para lucrar em cima do público que foi justamente essas coisas - que agora se tornaram indesejadas - que me ajudaram a cativar.

Não. Eu escrevo assim por um motivo simples: eu sou um chato. Desde pequeno, sempre gostei de apontar os defeitos dos outros, de fazer minha opinião falar mais alto, de meter o dedo na cara daqueles que eu (na minha falta de humildade) julgo estarem errados. Talvez meus leitores sejam são chatos como eu sou, e por isso se identificam comigo e com o que eu escrevo.

Não estou de forma ALGUMA me gabando de ser assim. Minha chatice só me rende problemas, tanto na vida real quanto na virtual. Por causa de meus “exageros”, meus pais foram intimados a comparecer um fórum de pequenas causas no Maranhão (um dia ainda conto essa história). Minha popularidade sempre foi das mais rasteiras, onde quer que eu chegasse, durante toda a minha vida. Claro, ninguém gosta de alguém que está sempre tentando, com todos seus esforços, provar que está certo e que todos em sua volta não sabem de nada.

Talvez, quem sabe, eu devesse falar menos palavrão. Talvez eu devesse ser mais legal com as pessoas. Talvez eu devesse admitir minha ignorância em alguns assuntos, admitir que eu não sei mais coisas do que os outros, dar o braço a torcer quando alguém aponta meus erros. Todos esses defeitos são características minhas, eles - infelizmente - me definem como pessoa. Esse é o Kid, tanto aqui quanto na vida real, e quem me conhece pessoalmente sabe que não estou mentindo ou exagerando. Talvez eu devesse mesmo mudar.

MAS NÃO VAI SER POR CAUSA DE DINHEIRO.

Eu ficaria MUITO lisonjeado se algum dia recebesse, digamos, um convite para escrever para um site de renome ou algo assim. Isso não seria se vender; meus escritos não deixam de ser uma forma de trabalho, e como tal estão à venda para qualquer um que queira pagar.

Mas EU não estou.

[ Update pra esclarecer uma dúvida antiga da galera ]

Quer dizer que eu não deveria ver o popup do mercado livre quando fecho o HBD?

Dave | 06.27.04 - 7:44 pm | #

Muita gente já me fez essa pergunta e eu sempre esqueci de responder. O pop up do Mercado Livre é por causa do sistema de Usuários Online (disponível gratuitamente no Interney.net), e portanto não recebo nada por essa propaganda.

[ Update Reloaded ] Não é da conta de ninguém mas foda-se, isso aqui é meu diarinho virtual.

2 meses

[ Update Revolutions ] No MSN:

A patroa diz:

You should be dating a Leo. 23 July - 22 August This mate is honest and loyal, with a sunny disposition. Though this lion has the tendency to be arrogant, sulky or smug, he/she is unrestrained in bed.

Não bastava ser gótica, minha namorada também é leitora de horóscopo.

EU JOGUEI PEDRA NA CRUZ.


Escrito por Kid on Jun 27, 2004

Outro dia me revoltei com a triste situação financeira que ando enfrentando. Meu pai simplesmente não me dá dinheiro, e não posso trabalhar até meu visto de imigração sair - seja lá quando isso vai acontecer. Assim, tenho que economizar cada centavo que aparece magicamente entre as almofadas do sofá.

Mas o sofá não produz centavos suficientes para que eu mantenha minha vida arraigada de luxos como pasta de dentes e encanamento. Sem outra solução, decidi fazer o impensável: Postar anúncios do Google no blog e ganhar uns trocados, uma forma mais complicada de dizer “me vender ao sistema“.

Sempre me orgulhei de escrever diariamente, divertir meus leitores, ter um bom número de visitas e, apesar de ser um completo vagabundo e irresponsável com tudo mais na minha vida, fazer o HBD sem ganhar N-A-D-A. Dá uma satisfação em saber que você está produzindo textos diariamente não para ganhar alguma coisa em troca, mas porque simplesmente gosta de escrever.

Isso acabou. O blog-arte não existe mais, o negócio agora é dinheiro. Os poucos blogs que valiam a pena ser lidos vão se render eventualmente. Esse sistema de anúncios do Google fará com os blogs o que os contratos milionários fizeram com o futebol: foder totalmente o coreto e diminuir os gols por partida, levando torcedores à loucura e a atos de violência contra o patrimônio público.

A primeira coisa que me passou pela cabeça foi: o que meus leitores vão pensar se eu assinar esse contrato com o Capetoso?! Foi-me oferecida a oportunidade de pôr propaganda no antigo HBD, na época que perdi meus princípios e usava palavras-chave do Google para ter muitas visitas. Acabei recusando a oferta com veemência: o cara queria que eu pusesse um POP UP e um redirecionamento pro site dele sempre que alguém abrisse o HBD. Aí não tem condições, meu amigo. Ele se ofereceu até pra pagar meu domínio recém adquirido, mas não tinha jeito. Eu vivia criticando pop ups. Hipocrisia, não MESMO.

Mas ainda que sendo uma propaganda discreta como a do Google, os leitores certamente iriam chutar minha bagaça. Alguém que escreve textos que beiram a legalidade em 20 países mudam completamente suas posturas quando dinheiro entra na jogada - vide o honorável MrManson, que ninguém nunca imaginou que fosse dar entrevista na TV parecendo um viadinho manso sósia do Renato Russo. Odeio Renato Russo, não posso ter esse destino.

Mas aí lembrei que o aniversário da Rebecca tá chegando e pensei “fodam-se esses merdas, não são eles que vão me dar dinheiro para comprar algo pra patroa”.

E decidi entregar minha alma ao dinheiro, me tornar COMERCIAL, abandonar o “escrever por gostar” e todas essas babaquices que vocêm certamente iriam comentar aqui, revoltados. Mas não são vocês que pagam a “conta do motel”.

E aí entrei no Google e fui preenchendo os dados. Nome real, endereço, telefone pra contato, cor favorita, posição sexual preferida, enfim, essas coisas que a gente pergunta pra uma mulher gostosa quando ela nos é apresentada. A vantagem de saber que o Google não me daria um tapa na cara foi crucial para preencher de todo o formulário sem precisar preocupar em defender o rosto.

Aí decidi negar minha natureza brasileira e ler o termo de compromisso do serviço, coisa que ninguém aí fez na vida, e nunca fará, ainda que fosse para salvar a própria.

Conteúdo do site

O site não pode incluir:

Conteúdo de hackers/crackers;

Drogas ilícitas e equipamentos que tenham relação com drogas;

Conteúdo pornográfico ou para adultos;

Conteúdo relacionado a jogos de azar ou cassinos;

Atos ou linguajar profanos em excesso;

Ódio, violência, intolerância racial ou ataques contra qualquer indivíduo, grupo ou organização
;


(…)

Mas ein? Mudar meu estilo pra poder usar meu “público” e ganhar uns trocados?

Voltei pro sofá pra pegar mais moedas.


Escrito por Kid on Jun 25, 2004

É isso aí, acabou a vagabundagem. Já que vou ser responsabilizado por várias demissões ao redor do Brasil e Suriname e quem sabe em planetas próximos, resolvi dar algo de valia aos meus leitores. Já vos ensinei a serem góticos e a viver para sempre, mas isso não foi suficiente. Tenho que levar um pouco mais de cultura a vocês.

E assim nasce um novo quadro do HBD, que será atualizado com frequência, ou não. Vai depender da minha disposição para digitar e do que eu comi no almoço do dia anterior. E pra não ficar parecendo que é novidade, vou atrelar alguns textos antigos aos Tutoriais (os que sigam a mesma “temática”, como o próprio Manual dos Góticos) e colocar a porra toda no menu lateral. Assim você os localizará com mais praticidade e fica mais fácil pra mandar por e-mail pros seus amigos sem citar meus créditos.

Enfim… ok, depois do Manual dos Góticos, acredito que tenho bilhares - e porque não dizer trilhares - de leitores “do mal”. Afinal, todo mundo que teve acesso àquele formidável compêndio da cultura visigoda percebeu que os materiais necessários pra virar um gótico estavam ao seu alcance. Mas de que adianta ser um gótico se você não pode MOSTRAR pra todo mundo que você é gótico?! Qual a graça de ser dark se você não pode ESFREGAR ISSO NA CARA DE TODOS QUE ESTÃO À SUA VOLTA COMO SE FOSSE UMA MEDALHINHA DE CAMPEONATO AMADOR DE FUTEBOL DE SALÃO?! Não tem graça nenhuma, amigos. É por isso que eu estou lançando o estupendo…

Manual Faça-sua-dark-art-você-mesmo!

Para você que é ignorante demais, dark art é aquele tipo de montagem sombria que meninas góticas geralmente colocam em seus fotologs, rodeadas de frases carregadas de depressão, melancolia e dor de barriga. Seguindo os simples passos deste tutorial, você será capaz de fazer imagens tão sombrias e satânicas que farão seus amiguinhos de internet dizerem “nossa, que foto sombria e satânica, kkkkkkkkk, rsrsrsrsrs :)!

Como já expliquei, não sou nenhum profissional em Photoshop. Meu conhecimento a respeito do programa não é nada além do que uma minhoca adestrada poderia saber. A despeito da minha falta de habilidade com edições gráficas - ou por isso mesmo -, sempre me gabei de usar o Paint para fazer todos os meus desenhinhos e convites de casamento. Acontece que, por mais formidável que o MS Paint seja, ele não faz milagres. Tentativas de fazer dark arts no Paint não dão os resultados mais fenomenais do mundo.


Não muito legal


Então, para fazer aplicar os recém-aprendidos conhecimentos de edição, tava na hora de arrumar um programinha melhor. No dia que o Joker (um amigo de fórum) me ensinou a fazer esse negócio de dark art, peguei o Photoshop 7.0.


Photoshop e você.


O cara mostrou ter uma paciência de Jó, porque ele teve que me ensinar TUDO. Eu nunca tinha mexido nessa porra antes, não sabia nem mesmo onde ficavam as ferramentas que ele me mandava utilizar. Se fosse eu, teria me mandado ir tomar no cu com força e comprar um manual, e coloca-lo no ânus com força equivalente caso não aprendesse. Porque eu sou um cara muito gentil e me importo com os sentimentos das pessoas

O fato de eu ter dito que nunca tinha mexido com Photoshop na vida atual ou em anteriores foi o motivo pelo qual muita gente me chamou de filho da puta mentiroso. Quando mostrei o primeiro resultado da minha experiência com o editor gráfico da Adobe®, ninguém conseguiu acreditar que um jumento que nunca havia mexido no programa antes fosse capaz de uma montagem tão supimpamente legal. Ficou bom demais para um iniciante, certo?

ERRADO, SEUS VIADOS DE MERDA. Uma dark art não é como dar saltos mortais triplos chupando cana e assobiando o hino nacional, simultaneamente, enquanto equilibra pratos de porcelana no queixo. Qualquer um pode fazer, não requer treinamento circense, não há o risco de quebrar a coluna e não engravida (pois ainda tou menstruando desde que comecei a fazer as montagens). Assim, até mesmo amebas como algumas pessoas que comentam aqui de vez em quando serão capazes de mostrar bons resultados.

Conforme vocês vagabundos e futuros desempregados (se continuarem acessando esse blog ao invés de fazer aquele relatório que a chefia pediu antes da hora do almoço) perceberão, fazer uma dárque arte não é nada complicado. Tanto é que serei capaz de ensinar como faze-la usando apenas um post, algumas imagens e uma caixa de fósforos. Aprendam essa porra e parem de me chamar de mentiroso, seus infelizes!

Vamos lá!

Pra fazer uma imagem dark art no Photoshop, ajuda muito se você tiver o Photoshop. Então, diriga-se ao seu carro, vá ao camelô mais próximo e compre uma cópia pirata do aplicativo. Nem pense em comprar o programa original. Que porra de brasileiro é você? No máximo, baixe no Kazaa ou peça emprestado - sem a mínima intenção de devolver, claro, como quando se pede livros/DVDs/mulheres/band-aids emprestados.

Eu poderia fazer um tutorial para ensinar tudo isso, mas tou com preguiça demais e preferi resumir numa frase. Caso você seja um mão-de-vaca miserável, pegue uma cópia do PS aqui.

Enfim, mãos à obra.

Antes de mais nada, você precisa de boas texturas. Texturas são o segredo nessa porra. Se alguém fizer uma boa dark art, meta o dedo na cara dela e diga que ela só conseguiu porque tinha boas texturas para trabalhar. Tendo boas texturas, 90% do trabalho já está feito, você já pode até desligar o PC e voltar só amanhã.

Sabendo que vocês são desocupados crônicos - nada mais explicaria vocês ainda estarem lendo isso -, aí vão algumas boas texturas pra vocês. Não importa quão boa sua dark art fique: ao dar essas fantabulásticas texturas estou realizando o trabalho todo por ti, tirando assim de você qualquer o mérito. Fique feliz em eu não estar cobrando por elas, algo qeu devia fazer. Salve tudo rápido antes que eu mude de idéia.



Salve todas essas porras no seu HD, porque nunca se sabe quando eu precisarei de espaço no armazenamento e posso deletar tudo sem avisar aos senhores.

Agora que você tem o programa e a textura, basta arrumar um modelo a ser darkartzado. Aí vai a foto de um blogueiro bonitão, sagaz e de óculos escuros, para você se inspirar (não NESSE sentido, seus pedófilos. Só tenho 12 aninhux).

Tou perdendo muito tempo fazendo gracinhas. Vamos logo!

1) Carregue a foto no Fotoxópi



O passo mais fácil e rápido de todo o processo. Aproveite o tempo livre para ir dar aquela mijada que tá te incomodando faz tempo. Limpe as mãos em seguida, pois os resquícios de urina nas mãos poderão atrapalhar sua habilidade em manusear o mouse, que é algo indispensável para a confecção da dark art. Resumindo:

Carregue a foto, mije, limpe as mãos para não foder o trabalho.

2) Enxugue as mãos e selecione a textura



Depois de assegurar que não há mijo nas suas mãos (percebam que esse detalhe é fundamental), abra uma das texturas no Photoshop. Escolha uma área qualquer e selecione com a ferramenta Retangular Marquee, ou seja, aquele trocinho que você arrasta em cima da figura e ele deixa uma caixa quadradinha e tracejada em cima da imagem. Dê um Ctrl C. Mande seu irmão menor se foder e diga que ele não usará o PC agora porque você está lendo o blog do Quide e aprendendo a fazer dark arts. Caso ele PENSE em chamar sua mãe, encha ele de porradas. Resumindo:

Resumo é o caralho, tá tudo explicadinho. Se você CONSEGUIU não entender algo tão simples, faça-me o favor de se jogar de um prédio. Confira aqui um infográfico que explica como executar essa tarefa, pois sei que você é muito burro e de nenhuma outra forma conseguiria captar a idéia.

3) Defenda-se dos socos do seu irmão e cole a imagem copiada em cima da minha cara



Eu ia escrever alguma coisa engraçada e que seria ao mesmo tempo a explicação do procedimento, mas o título do passo já cumpriu essa função.


Quide, seu miserável! A imagem colada está cobrindo sua cara, isso ficou uma merda!


Porra, neguim não tem paciência. Espere o próximo passo, animal!

4) Tire os dedos dos olhos e selecione mude a opção do layer



Selecione Overlay no menuzinho mostrado pela imagem. Atenda o telefone e mande a pessoa ir se foder, pois agora sua atenção está voltada inteiramente para aprender a fazer peripécias com o Photoshop.

5) Peça desculpas para a sua mãe e veja que maravilha a opção Overlay fez



Pronto, nem precisava de chilique. A menos que você seja deficiente visual, já tá dando pra sacar o efeito que a textura aplica na pele.

6) Ajeite essa porra



Usando o mouse, arraste a imagem para onde você deseja que ela fique. Em seguida, usando a borracha embaçada, vá apagando as beiradas da figura, deixando visíveis apenas as áreas que parecem uma ferida fedida e purulenta.

7) Sangue laranja não existe, né?



Após terminar o trabalhinho com a borracha, pressione Ctrl + U. Na janelinha que surgir, diminua o Hue para tornar a imagem mais avermelhada.

8) Seja criativo

Esses são os únicos passos que você precisa seguir. Recortar imagens, cola-las sobre a imagem desejada, aplicar um efeito de transparência e apagar as partes que você não precisa. Abra as outras texturas e repita os procedimentos. Com alguma sorte e muita reza, você conseguirá resultados legais.

Pronto. Se vocês forem pegos pelo chefe vadiando no serviço e rindo dos meus posts, ao menos já dei conhecimento suficiente para que vocês descolem um emprego de editor gráfico. Portanto, não me responsabilizem por nada.

Vamos lá, tentem as suas e postem os resultados nos comentários.

Ou não. Vão trabalhar, caralho!


Escrito por Kid on Jun 24, 2004

É isso aí, acabou a vagabundagem. Já que vou ser responsabilizado por várias demissões ao redor do Brasil e Suriname e quem sabe em planetas próximos, resolvi dar algo de valia aos meus leitores. Já vos ensinei a serem góticos e a viver para sempre, mas isso não foi suficiente. Tenho que levar um pouco mais de cultura a vocês.

E assim nasce um novo quadro do HBD, que será atualizado com frequência, ou não. Vai depender da minha disposição para digitar e do que eu comi no almoço do dia anterior. E pra não ficar parecendo que é novidade, vou atrelar alguns antigos aos Tutoriais e colocar a porra toda no menu lateral. Assim você os localizará com mais praticidade e fica mais fácil pra mandar por e-mail pros seus amigos sem citar meus créditos.

Enfim… ok, depois do Manual dos Góticos, acredito que tenho bilhares - e porque não dizer trilhares - de leitores “do mau”. Afinal, todo mundo que teve acesso àquele formidável compêndio da cultura visigoda percebeu que os materiais necessários pra virar um gótico estavam ao seu alcance. Mas de que adianta ser um gótico se você não pode MOSTRAR pra todo mundo que você é gótico?! Qual a graça de ser dark se você não pode ESFREGAR ISSO NA CARA DE TODOS QUE ESTÃO À SUA VOLTA COMO SE FOSSE UMA MEDALHINHA DE CAMPEONATO AMADOR DE FUTEBOL DE SALÃO?! Não tem graça nenhuma, amigos. É por isso que eu estou lançando o estupendo…

Manual Faça-sua-dark-art-você-mesmo!

Para você que é ignorante demais, dark art é aquele tipo de montagem sombria que meninas góticas geralmente colocam em seus fotologs, rodeadas de frases carregadas de depressão, melancolia e dor de barriga. Seguindo os simples passos deste tutorial, você será capaz de fazer imagens tão sombrias e satânicas que farão seus amiguinhos de internet dizerem “nossa, que foto sombria e satânica, kkkkkkkkk, rsrsrsrsrs :)!

Como já expliquei, não sou nenhum profissional em Photoshop. Meu conhecimento a respeito do programa não é nada além do que uma minhoca adestrada poderia saber. A despeito da minha falta de habilidade com edições gráficas - ou por isso mesmo -, sempre me gabei de usar o Paint para fazer todas as minhas edições gráficas e convites de casamento. Acontece que, por mais formidável que o MS Paint seja, ele não faz milagres. Tentativas de fazer dark arts no Paint não dão os resultados mais fenomenais do mundo.


Não muito legal

Então, para fazer aplicar os recém-aprendidos conhecimentos de edição, tava na hora de arrumar um programinha melhor. No dia que o Joker (um amigo de fórum) me ensinou a fazer esse negócio de dark art, peguei o Photoshop 7.0.


Photoshop e você.

O cara mostrou ter uma paciência de Jó, porque ele teve que me ensinar TUDO. Eu nunca tinha mexido nessa porra antes, não sabia nem mesmo onde ficavam as ferramentas que ele me mandava utilizar. Se fosse eu, teria me mandado ir tomar no cu com força e comprar um manual, e coloca-lo no ânus com força equivalente caso não aprendesse. Porque eu sou um cara muito gentil e me importo com os sentimentos das pessoas O fato de eu ter dito que nunca tinha mexido com Photoshop na vida atual ou em anteriores foi o motivo pelo qual muita gente me chamou de filho da puta mentiroso. Quando mostrei o primeiro resultado da minha experiência com o editor gráfico da Adobe®, ninguém conseguiu acreditar que um jumento que nunca havia mexido no programa antes fosse capaz de uma montagem tão supimpamente legal. Ficou bom demais para um iniciante, certo?

ERRADO, SEUS VIADOS DE MERDA. Uma dark art não é como dar saltos mortais triplos chupando cana e assobiando o hino nacional, simultaneamente, enquanto equilibra pratos de porcelana no queixo. Qualquer um pode fazer, não requer treinamento circense, não há o risco de quebrar a coluna e não engravida (pois ainda tou menstruando desde que comecei a fazer as montagens). Assim, até mesmo amebas como algumas pessoas que comentam aqui de vez em quando serão capazes de mostrar bons resultados.

Conforme vocês vagabundos e futuros desempregados (se continuarem acessando esse blog ao invés de fazer aquele relatório que a chefia pediu antes da hora do almoço) perceberão, fazer uma dárque arte não é nada complicado. Tanto é que serei capaz de ensinar como faze-la usando apenas um post, algumas imagens e uma caixa de fósforos. Aprendam essa porra e parem de me chamarem de mentirosos, seus infelizes!

Vamos lá!

Pra fazer uma imagem dark art no Photoshop, ajuda muito se você tiver o Photoshop. Então, diriga-se ao seu carro, vá ao camelô mais próximo e compre uma cópia pirata do aplicativo. Nem pense em comprar o programa original. Que porra de brasileiro é você? No máximo, baixe no Kazaa ou peça emprestado - sem a mínima intenção de devolver, claro, como quando se pede livros/DVDs/mulheres/band-aids emprestados.

Eu poderia fazer um tutorial para ensinar tudo isso, mas tou com preguiça demais e preferi resumir numa frase. Caso você seja um mão-de-vaca miserável, pegue uma cópia do PS aqui.

Enfim, mãos à obra.

Antes de mais nada, você precisa de boas texturas. Texturas são o segredo nessa porra. Se alguém fizer uma boa dark art, meta o dedo na cara dela e diga que ela só conseguiu porque tinha boas texturas para trabalhar. Tendo boas texturas, 90% do trabalho já está feito, você já pode até desligar o PC e voltar só amanhã.

Sabendo que vocês são desocupados crônicos - nada mais explicaria vocês ainda estarem lendo isso -, aí vão algumas boas texturas pra vocês. Não importa quão boa sua dark art fique: ao dar essas fantabulásticas texturas estou realizando o trabalho todo por ti, tirando assim de você qualquer o mérito. Fique feliz em eu não estar cobrando por elas, algo qeu devia fazer. Salve tudo rápido antes que eu mude de idéia.

Salve todas essas porras no seu HD, porque nunca se sabe quando eu precisarei de espaço no armazenamento e posso deletar tudo sem avisar aos senhores.Agora que você tem o programa e a textura, basta arrumar um modelo a ser darkartzado. Aí vai a foto de um blogueiro bonitão, sagaz e de óculos escuros, para você se inspirar (não NESSE sentido, seus pedófilos. Só tenho 12 aninhux).

Tou perdendo muito tempo fazendo gracinhas. Vamos logo!

1) Carregue a foto no Fotoxópi

O passo mais fácil e rápido de todo o processo. Aproveite o tempo livre para ir dar aquela mijada que tá te incomodando faz tempo. Limpe as mãos em seguida, pois os resquícios de urina nas mãos poderão atrapalhar sua habilidade em manusear o mouse, que é algo indispensável para a confecção da dark art. Resumindo:Carregue a foto, mije, limpe as mãos para não foder o trabalho.

2) Enxugue as mãos e selecione a textura

Depois de assegurar que não há mijo nas suas mãos (percebam que esse detalhe é fundamental), abra uma das texturas no Photoshop. Escolha uma área qualquer e selecione com a ferramenta Retangular Marquee, ou seja, aquele trocinho que você arrasta em cima da figura e ele deixa uma caixa quadradinha e tracejada em cima da imagem. Dê um Ctrl C. Mande seu irmão menor se foder e diga que ele não usará o PC agora porque você está lendo o blog do Quide e aprendendo a fazer dark arts. Caso ele PENSE em chamar sua mãe, encha ele de porradas. Resumindo:Resumo é o caralho, tá tudo explicadinho. Se você CONSEGUIU não entender algo tão simples, faça-me o favor de se jogar de um prédio. Confira aqui um infográfico que explica como executar essa tarefa, pois sei que você é muito burro e de nenhuma outra forma conseguiria captar a idéia.

3) Defenda-se dos socos do seu irmão e cole a imagem copiada em cima da minha cara

Eu ia escrever alguma coisa engraçada e que seria ao mesmo tempo a explicação do procedimento, mas o título do passo já cumpriu essa função.


Quide, seu miserável! A imagem colada está cobrindo sua cara, isso ficou uma merda!

Porra, neguim não tem paciência. Espere o próximo passo, animal!4) Tire os dedos dos olhos e selecione mude a opção do layer

Selecione Overlay no menuzinho mostrado pela imagem. Atenda o telefone e mande a pessoa ir se foder, pois agora sua atenção está voltada inteiramente para aprender a fazer peripécias com o Photoshop.5) Peça desculpas para a sua mãe e veja que maravilha a opção Overlay fez

Pronto, nem precisava de chilique. A menos que você seja deficiente visual, já tá dando pra sacar o efeito que a textura aplica na pele.6) Ajeite essa porra

Usando o mouse, arraste a imagem para onde você deseja que ela fique. Em seguida, usando a borracha embaçada, vá apagando as beiradas da figura, deixando visíveis apenas as áreas que parecem uma ferida fedida e purulenta.7) Sangue laranja não existe, né?

Após terminar o trabalhinho com a borracha, pressione Ctrl + U. Na janelinha que surgir, diminua o Hue para tornar a imagem mais avermelhada.8) Seja criativo

Esses são os únicos passos que você precisa seguir. Recortar imagens, cola-las sobre a imagem desejada, aplicar um efeito de transparência e apagar as partes que você não precisa. Abra as outras texturas e repita os procedimentos. Com alguma sorte e muita reza, você conseguirá resultados legais.

Pronto. Se vocês forem pegos pelo chefe vadiando no serviço e rindo dos meus posts, ao menos já dei conhecimento suficiente para que vocês descolem um emprego de editor gráfico. Portanto, não me responsabilizem por nada.

Vamos lá, tentem as suas e postem os resultados nos comentários.

Ou não. Vão trabalhar, caralho!


Escrito por Kid on Jun 24, 2004

Apesar de não ter nenhum motivo para isso, eu me orgulho de ser brasileiro. Não falo de forma pessimista assim pelo estado caótico do nosso país. A falta de motivos para orgulho patriótico é simples: o país existe independente de você. Você não é responsável por nada das coisas boas que existem em solo nacional (que convenhamos, se limitam às belezas naturais). Fazemos pouco ou mesmo nada para contribuir com a nação. Portanto, como podemos ter orgulho de algo que não fizemos? Não faz sentido. Se orgulhar do lugar onde você nasceu é pura burrice. Ainda mais quando você nasceu no Brasil.

Mas sou um burro também, porque por algum motivo me orgulho de ser brasileiro. Engraçado que isso não acontecia antes de eu ter vindo pra cá. Descobri aos poucos que brasileiros são o povo mais sagaz que já caminhou nessa Terra, com exceção, claro, dos Koopa Tropas. Alguns deles tinham até asas, não há como competir com isso.

Mas semana passada, pela primeira vez desde que cheguei aqui, senti VERGONHA de ser brasileiro. E tudo por causa disso aí.



No último fim de semana, fui alugar um filme com a patroa numa locadora aqui perto. De repente, não mais que de repente, avistei o DVD de Cidade de Deus na prateleira dos “Top 10″, os filmes mais alugados do momento. O orgulho patriótico burro - se orgulhar por causa de um filme - me fez sair chutando tudo em meu caminho até alcançar a caixa do DVD, apanha-la e ler a descrição tosca em inglês no verso.

A alemã chegou logo atrás. Contei a ela que era um filme brazuca, que foi indicado ao Oscar, pá e tal. Ela se demonstrou extremamente interessada em aluga-lo.

Foi aí que de repente, me bateu uma extrema vergonha do lugar de onde venho. Enquanto favelas, tráfico à plena luz do dia, crianças cometendo assassinatos e fights pulíça X malandros se tornaram coisas comuns para nós, aos olhos de um cidadão de um país desenvolvido são coisas impensáveis.

Não me entendam mal. Não sou daqueles brasileiros ufanistas, que idolatram o país e falam bem dele em toda oportunidade. Pelo contrário. Nunca tive vergonha de contar pro pessoal aqui que viver no Brasil era uma putaria sem tamanho, uma aventura emocionante. Aliás, eu fazia isso fazia com uma certa empolgação até.

- Quer dizer que vocês deixam as portas de casa destrancadas aqui?!

- É sim. Vocês não fazem isso no Brasil?

- Porra, tu é louco rapá? Até trancando os caras entram, roubam tua TV, assaltam tua geladeira, cagam no chão da sala, passam a mão na bunda da tua mãe e te dão um chute só de sacanagem. Se deixar a porta aberta eles tiram os parafusos das dobradiças e levam ela também.

Contar esse tipo de coisa para alguém cujo o maior problema com criminalidade que ele conhece é shoplifting (neguim safado roubando em lojas, ainda que tenha dinheiro pra pagar) é curioso. Os caras arregalam os olhos, não conseguem acreditar de jeito nenhum.

O problema é que imagens falam mais que mil e duas palavras. O que o filme mostra é um país acabado, pobre, violento, feio. Pra quem mora lá, é fácil entender que o Brasil não é bem assim.

Não vou ficar com aquela babaquice de dizer que “o país é grande, bonito, tem potencial, blá blá blá…“, disso todos vocês já sabem. Sei que muitos me taxarão, mas não preciso ficar justificando minha opinião. O país é fodido, ponto final. As pessoas não colaboram, ponto final. As imagens REAIS do nosso país envergonham alguém que as mostre a um estrangeiro, ponto final.

Há certas coisas que os gringos simplesmente não conseguem conceber. É inútil explicar que aquilo não é a realidade no Brasil inteiro, que a violência exagerada se limita às cidades maiores e todas as outras desculpas que inventamos pros turistas. Alugando esse filme, a única imagem que eu estaria dando do meu país seria a de um traficante entregando uma arma pra um moleque e mandando-o escolher qual dos amiguinhos ia matar. Inconscientemente, minha mulé ia me ver como um pobre coitado que fugiu de um país onde traficantes mandam. Não por “burrice gringa” da parte dela - a generalização que fazemos para nos defender disso -, mas por falta de uma imagem mais lisonjeira. A legenda “Based on a True Story” estampada na caixa do filme não ajuda em nada. Como eu vou dizer que aquilo é exagerado se o filme é baseado numa história real?

Não sou contra fazer filmes que mostrem a realidade do nosso país. E certamente não sou contra a divulgação internacional deles. Acontece que, para os gringos, certos nuances da nossa cultura (como por exemplo, gente pobre e feia sentada numa calçada tomando cerveja e tocando samba enquanto um neguim corre no background atrás de uma galinha) são equações de quinto grau: eles olham, olham, olham e não entendem. Eles não estão acostumados com pobreza e feiúra, e ninguém vê com bons olhos o que não entede.

Não que eu desvalorize características da nossa herança cultural - e mesmo que fizesse: qual o motivo para valorizar? - mas acontece que você não pode esperar que pessoas que nunca viram uma favela na vida compreendam esse tipo de problema. E aí as pessoas começam a olhar pra você com uma certa pena, como se você fosse alguém inferior que eles por causa do lugar onde cresceu. É inconsciente e não há como evitar. E isso eu não quero.

O melhor que posso fazer para passar uma boa imagem do Brasil pra ela é negar a realidade geral do filme e procurar no Google imagens bonitas das praias do Rio de Janeiro.

Isso, confiem em mim, não é motivo de orgulho nenhum.


Escrito por Kid on Jun 23, 2004

Pronto, seus merdas. Taí a super-ultra-mega tirinha a tanto tempo prometida. Leiam, amem, decorem as falas, mostrem pros amigos, imprimam e carreguem na carteira.

PUTAQUEPARIU MERMÃO!
Corre Trânques!


E eu sei que alguém certamente falará, a despeito do último quadrinho da tirinha:


Porra! Só isso? Só dois personagens? Cadê o final da história? Cadê o resto do pessoal? Quem matou Lineu?Por que não apareci ainda? Visita meu blog?

Só digo uma coisa: leia o último quadrinho da tirinha, CARALHO.

Porra, que preguiça de pôr o link lá no menu ao lado. Alguém quer a senha do HBD pra ajeitar isso pra mim?


Escrito por Kid on Jun 22, 2004

Opa, opa, opa: pára TUDO. Temos aqui um lançamento em PRIMEIRA MÃO, excrusividade HBD.

Depois de tanta encheção de saco, taí o que vocês tanto queriam: chegou o FÓRUM HOJE É UM BUNDINHA! Formidável, não?


Putaquepariu, não consigo acreditar.


Sim, acredite. Um luxo. Tem até uma área especial só pra brigas!


Caralho Kid, você é um peraltinha.


Sim, sim. Não seria o fórum do Quidemeister se não tivesse gente se xingando lá. Vamos vamos, escolham seus pseudônimos forísticos e entrem na brincadeira. Agora mesmo é que você não vai conseguir trabalhar. Tá fodido, vai ser demitido igual a mim.

Agora, pra quê eu inventei de pôr esse negócio no ar, ainda não sei. Pra mim vai servir como inspiração para posts, porque sem dúvida o que vai rolar de gente pedindo pra ter sua bagaça bonitamente chutada não vai ser brincadeira. Ô, beleza.

Agora pra vocês, não sei pra que vai servir. Vocês que queriam esse troço, arranjem aí um uso para ele.

Para acessar o fórum, clique no banner GIF pululante do topo do blog. Ou decore a URL, merda.

E vamos que vamos.

Agradecimentos honrosos e especialíssimos (mais uma vez) ao Yuri, hoster, designer, jogador de futebol, rapper, principal acionista da HBD Industries, instalador de fóruns phpBB e agora dono da minha alma.


Escrito por Kid on Jun 22, 2004

Eu nem sempre fui um vagabundo, sabe. Houve uma época na minha vida em que eu acordava cedinho de manhã, tomava um banho (ok, essa parte nem sempre), caminhava sonolento até a parada de ônibus - inevitavelmente lotado - e batia ponto numa empresa. Trabalhei quase um ano como operador do CPD de uma grande empresa de metalurgia do Maranhão.

(O dono era amigo da minha mãe e praticamente me empurrou pro emprego, pronto.)



O lugar onde eu “trabalhava” era parecido com esse aí, porém um pouco mais espaçoso. Digo “trabalhava” porque na verdade eu não trabalhava, eu ESFORÇAVA-ME AO MÁXIMO PARA NÃO FODER MUITO COM A EMPRESA.

Mas esse esforço era em vão. Bom, na verdade eu nem lembro de me esforçar muito - esse era o problema.

Enfim, independente das minhas tentativas contrárias, eu fazia merdas que fariam até mesmo o cara mais atrapalhado e inútil do mundo olhar pra mim revoltado e dizer “Caralho mermão, sai daí, deixa que eu faço!” Se chefe tivesse idéia das merdas que eu fazia quase todo dia, eu teria ido pra rua muito antes.

Existem seis níveis de cagada no emprego, que listei abaixo em ordem crescente de magnitude destrutiva:

1) Aquele vacilo pequeno, que pode ser escondido facilmente;

2) O errinho que é percebido por alguns, mas pode ser consertado antes que o chefe volte;

3) A pisada de bola estrondosa que todos percebem mas que, com sorte e ajuda dos astros, ainda pode ser remediada;

4) A merda astronômica que causa prejuízos irreparáveis e demissões;

5) A catástrofe apocalíptica que destrói a empresa além de provocar queimaduras de terceiro grau, processos e mortes;

6) As coisas que eu fazia quando trabalhava - também conhecido como Fator Quide(sgraça).

Meu trabalho não era muito complicado, mas ainda assim eu conseguia foder tudo e todos em minha volta. Parecia que um campo de energia negativa provocada por Vênus rodeava minha aura mística transcendental, provocando um sem-número de contratempos e putarias. Não era culpa minha não.

Uma de minhas funções era operar o sistema de controle de distribuição de material, designando rotas para os caminhões que entregavam ferro e aço aos pontos de construção ao redor da cidade. No programa, os bairros eram representados por números de 001 até 023, se não me falha a memória. Quando eu ia cadastrar uma nova entrega, digitava um desses números. O nome do bairro que seria o destino do material saía impresso numa folha, junto com a relação do inventário.

Pra começo de conversa, como eles atribuem uma tarefa dessas A MIM!? Qualquer pessoa que leia este diário virtual dificilmente me deixaria a cargo de sequer fritar um ovo, e nos os culpo. Se o chefe lesse o HBD nada disso teria acontecido.

Entretanto, vejam que a tarefa em questão era bastante simples, bastava prestar um pouco de atenção. Infelizmente, tal faculdade mental é uma desconhecida para mim.

Então eu de vez em quando (leia-se COM FREQUÊNCIA ASSUSTADORA) errava o número dos bairros e ocasionava a entrega de material em endereços errados ou inexistentes. Uma vez mandei um caminhão cheio de barras de aço pra um bairro que ficava praticamente numa cidade vizinha. Os caras chegam lá só pra descobrir que, onde deveria estar a construção de uma escola, funcionava uma padaria.

Minha outra função era ainda simples: eu deveria pegar as segundas-vias das compras efetuadas pela empresa e grampear nelas os canhotos das terceiras-vias. Aquilo tudo ia pro contador, para que ele controlasse o fluxo de grana dentro da compania. Um serviço SIMPLES. Ninguém seria capaz de foder algo tão trivial. Quer dizer, ninguém além deste que vos escreve. Um serviço simples não significa que eu não vou descobrir uma forma de faze-lo de maneira errada.

Uma vez, no fim do dia, após ter grampeado mais de DUZENTOS canhotos, percebi que havia anexado-os à PRIMEIRA VIA, ao invés da segunda. Eu teria que tirar todos os grampos, descer ao almoxarifado, procurar as segundas-vias do dia e regrampear tudo. Mas era minha hora de ir embora, porra. Sem consternação, passei uma liga elástica em volta dos papéis e entreguei na mesa do meu supervisor.

- Aê chefia, tudo beleza.

Outra vez, fui pedido para destruir as duplicatas antigas (as que tinham mais de um ano). O supervisor deixou bem claro que eu devia prestar muita atenção na data das duplicatas antes de rasga-las. Eles precisavam arquivar as mais recentes, a perda de uma delas não podia ser cogitada. Os documentos estavam todos dentro de um grande saco de lixo. Fui pegando, olhando a data e, dependendo dos números, rasgando ou colocando na caixa ao lado. Aí as influências góticas malignas se mobilizaram pra foder comigo mais uma vez. Eu ainda não tinha meu kit Merlin2004 Plus na época, infelizmente.

Havia muito mais duplicatas antigas que recentes, então quase todas que eu pegava, rasgava. Era o seguinte: Meter a mão no saco, pegar um papel, olhar a data, coçar o saco, rasgar. Acontece que, quando se começa a fazer uma coisa repetidamente, o cérebro liga o piloto automático e desliga a atenção.

Assim, a etapa “olhar a data” acabou sendo eliminada do procedimento.

Quando me dei conta, havia rasgado TODOS os papéis dentro do saco, com exceção de duas que ainda sobraram no fundo. Peguei os papéis consternado: nenhum deles era uma duplicata recente, o que significava que eu havia rasgado TODAS as outras.

Sem exasperação, fui até o armário de material de escritório, apanhei um monte de papel de duplicata e joguei no meio das que ainda não estavam rasgadas. Nunca fiquei sabendo qual foi a surpresa do meu supervisor ao descobrir que, onde deveriam estar as duplicatas recentes, nada havia além de duas antigas e papéis em branco. Aquela era minha última semana no trampo, e eu não vi o cara até meu último dia porque ele tava viajando.

Isso sem mencionar as incontáveis vezes que eu ia lanchar numa padaria próxima e, quando voltava ao prédio, dava DE CARA com o chefe, com as mãos cheias de quitutes e guloseimas. Isso me irritava demais. TODO MUNDO ia lanchar numa boa e nunca era pego no flagra. Bastava eu pôr o pé na rua e a porra do chefe por algum motivo tinha que sair da sua sala e dar uma volta pelo complexo. As salas ficavam acima do depósito de material, e volta e meia (leia-se SEMPRE QUE EU RESOLVIA SAIR PRA FAZER UMA BOQUINHA), ele ficava dando voltas lá por baixo. E era batata, sempre esbarrava com ele na entrada, trazendo pastéis e refrigerante nas mãos.

Havia muito mais merda, por exemplo, a bagunça que eu fazia com os cobradores. No sistema de cobrança, eu deveria atribuir certas duplicatas a certos cobradores. Eu sempre errava, designando as cobranças erradas para os cobradores errados. O que acontecia era que, como o cara não estava designado para efetuar aquela cobrança que eu registrei com o nome dele na máquina, ele não ia. E o devedor não pagava.

Falando em não pagar, o erro mais aloprante era sem dúvida o que eu fazia na hora de registrar pagantes e devedores. Na lista de devedores, um Enter em cima de um nome significava que o indivíduo já havia pago seus débitos, e seu nome era removido da lista. Como eu fazia sempre com pressa pra acabar logo, acabava dando Enter em nomes errados. Esse vacilo causava prejuízo à empresa (pois o sistema entendia que o fulano já havia pago algo que na verdade não pagou), e deixava puto o cliente que havia pago sua dívida, mas cujo nome não havia sido “Enterizado” por mim. Um formidável erro duplo.

Meu Deus, agora que escrevo essas memórias, percebo que não produzi nada naquele lugar - pelo contrário, só avacalhei. Seria melhor para a empresa se eles me pagassem para NÃO ir trabalhar.

É de se admirar que eu eu tenha passado quase um ano lá, tempo mais do que suficiente para destrui-la. Mais admirável ainda é que isso não aconteceu.

Yuri, eu sei que você vai avacalhar esse post. Então, antes de comentar, dê uma olhadinha nesta bela animação que fiz especialmente para você. É só pro Yuri, ok? Não clique no link se você não for ele, tá? Combinado.


Escrito por Kid on Jun 21, 2004

Eu gostava mais do Mário…..

Lis | Homepage | 06.20.04 - 3:42 pm | #

Çeus pobrema siaca báruci, Lis!!

Não se revolte. Graças a você, o encanador saltitante voltou para o banner do topo, e em grande estilo: voando e em cores!

Puta que pariu, deu o maior trabalho colorir cada letra dessa palavra. Nunca mais faço isso de novo.

Enfim, estou muito entediado, então aceito sugestões de vocês para eleger o próximo personagem videogamístico a pulular no banner do HBD. Deixem suas opiniões nos comentários. Se alguém der uma sugestão bacana, honrarei o indivíduo colocando o personagem da sua escolha lá em cima, e um linquezinho ali do lado. Claro, depende do tipo de animação que o cara quiser que eu ponha. Pra fazer esse banner animado, tenho que editar QUADRO POR QUADRO, e isso dá um trabalho dos demônios. Então, nada de pedir coisas muito complexas, porque eu sou desocupado mas nem tanto.

Vamos, vote logo. Afinal, você não está fazendo nada mesmo®.


Escrito por Kid on Jun 20, 2004

Apesar de ser um cara muito impaciente com pessoas imbecis, eu acredito que ser burro é um direito que vos assiste. Um dia a ONU declarará que todo ser humanon tem direito a ser um bastardo ignorante, ao menos em relação a alguma coisa, ou ao menos em algum ponto da sua vida. Isso vai deixar muita gente feliz, pois afinal elas terão uma desculpa para justificar sua própria estupidez.

Certo, todo mundo tem direito de ser burro. Mas acontece que tem gente cujo baixo raciocínio ofende e ABUSA da nossa boa vontade. Um exemplo claro de gente que se agarra firmemente ao seu direito de ser estúpida são pessoas que lêem horóscopo.

O que leva alguém a acreditar numa babaquice tão estúpida e obviamente ridícula como astrologia? Falta de perspectiva de vida, ausência de senso de realidade, ignorância pura? Já fui estudante de Bacharelado em Física, mas o motivo que leva alguém a acreditar em astrologia é algo está muito além da minha compreensão.

Astrólogos ganham (muito) dinheiro porque eles aliviam a consciência das pessoas. Eles convenceram multidões a acreditar que rochas e bolas gasosas que giram a bilhões de quilômetros de distância do nosso planeta são os responsáveis pelos seus fracassos pessoais. Eles dão conforto às pessoas que não querem acreditar que são mais feias que bater em mãe na missa, ou que não têm nenhuma habilidade útil ao mercado de trabalho. Os astrólogos deram a conveniente ilusão de que a feiúra e a ineptude dessas pessoas nada tem a ver com seus fracassos. Isso é culpa de Saturno e seus aneis, aqueles filhos da puta.

E numerologia então? Nada pessoal, Undes(23x+78y)³+(34x-7y)=10.

“As letras do seu nome representam 1, 2, 3 e 4. Somando tudo atinge-se 10, o que explica toda a desgraça que acontece na sua vida desde o dia em que você nasceu. Para mudar esse péssimo quadro astral, mude seu nome pra Josephynu. Caso não faça efeito, use dois Y’s.”

Porra, é deprimente e vergonhoso para mim como membro da raça humana saber que tem gente que acredita nessa merda.

Existem (muitas) revistas especializadas em esoterismo, prova de que há muita gente aí fora que se interessa em saber a posição de Netuno em relação a Marte, e em como isso afetará sua vida amorosa. Mesmo nenhum conhecimento astrológico, eu posso dizer com 97,8% de certeza em que isso afetará sua vida: em porra nenhuma, meu filho. Os movimentos de corpos celestes ao redor do Sol não são o motivo pelo qual você perdeu seu emprego ou sua namorada, isso aconteceu porque tu é prego, e o fato de que você acredita em horóscopo é a confirmação da sua preguice. Caso encerrado.

Não é necessário um diploma em astronomia para sacar logo de cara que horóscopo não passa de um esquema ridículo e extremamente ilógico para arrancar dinheiro de pessoas burras. Basta ler algumas “previsões” astrológicas:

(e para não pensarem que inventei algo tão sem sentido, taí o link)

Escorpião

Plutão está em contato com Mercúrio, simbolizando intuição, sensibilidade à flor da pele, conhecimento e sabedoria, mas também podendo indicar a tendência a se preocupar excessivamente, ruminando velhas encucações, escorpiano.

Como exatamente Plutão poderia estar em contato com Mercúrio, se esses são os planetas mais separados de todo o sistema solar?! Será que a tal astróloga não poderia ter usado alguma lógica e escolhido Vênus e Marte, ou Saturno e Júpiter? Que diferença ia fazer? O cara que tá lendo a previsão tá pouco se lixando para o nome dos planetas, ela quer saber se vai arrumar um emprego ou se aquela mina vai dar pra ele.

“…, simbolizando intuição, sensibilidade à flor da pele, conhecimento e sabedoria…”

O que os dois planetas tem a ver com essas características em particular, nem o Google sabe. O astrólogo estabelece relações arbitrárias entre as posições dos corpos celestes e a maneira como isso influenciará uma pessoa. Nada do que eles alegam faz o menor sentido, o que acaba impedindo que você diga “seu viado, você está inventando isso!“. Óbvio, se você não compreende, não pode apontar a farsa.

Mas não nos detenhamos nesse ponto, essa não é a questão principal.

Reparem como previsões zodíacas são extramemente AMPLAS: elas geralmente englobam uma miríade de interpretações, o que na minha concepção significa “atirar desesperadamente pra todo lado“. Apostando em vários possíveis resultados, a chance de acertar ao menos um deles é altíssima. Pra confirmar minha teoria, vem o “mas também podendo indicar a tendência de…” Previsões sempre têm o “mas também podendo significar…”, o que prova de uma vez por todas a estratégia por trás de previsões astrológicas: sair chutando alopradamente.

Escolha dois planetas quaisquer, estabeleça alguma relação entre eles (ou estão perto demais, ou estão longe demais, ou estão girando muito rapidamente, ou estão tortos) e saia atribuindo consequências do alinhamento deles, sempre envolvendo mil e uma interpretações. com alguma sorte, alguma vai acabar se adequando a alguém. Pronto, acabei de desvendar a lógica por trás das previsões astrológicas. Querem ver?

Vênus e Netuno estão formando um ângulo de 90 graus com Fobos, uma das luas de Marte. Isso não é bom, pois significa pobreza na família, incêndio na sua casa, queda na bolsa de valores e descarrilamento de trens. Mas também pode siginificar que você vai arrumar um emprego melhor, ou ganhar um prêmio na loteria, ter mais visitas pro seu blog ou achar uma nota de cinco reais no chão. Entretanto, tal alinhamento astronômico também representa ser infectado com o vírus HIV, ser atropelado por um triciclo e ter perda total num acidente automobilístico usando um carro emprestado e sem seguro e com os faróis queimados, o que aumenta a multa. Logo, tal alinhamento no sistema solar o expõe a toda sorte de putarias e infortúnios, embora também possa trazer boas supresas e vibrações - pois é. Para anular os efeitos nocivos dos astros, não deixe de adquirir o super especial kit Merlin2004 Plus, com 13 cristais mágicos místicos sobrenaturais e coloridos, que energizarão seus portais transcendentais mandando a influência negativa diretamente para a puta que pariu

Porra, ficou bem mais convincente e científico que essa merda que eu achei na internet. Foda-se o blog, vou ser um astrólogo gótico.

[ Update ] Alguém pediu o link do Manual dos Góticos aí nos comentários. Não tou conseguindo lembrar quem foi, então não vou dar o link não.

Hoje tá um dia bonito pra caralho, que bacana. Vou dar uma volta.


Escrito por Kid on Jun 19, 2004

Sobre o post dos leitores fantasmas…

Vi que muita gente disse que não comenta por achar que eu não leio todos os comentários, então “não vai fazer diferença”.

Cês tão loucos? Me mostre um blogueiro que não lê cada comentário em seu blog, e eu te mostrarei um blogueiro que não sabe ler - essa é a única explicação para isso. Todo blogueiro adora dar um reload no seu diarinho e ver que o número de comentários, que antes era X, agora é X + 1. Todo dia de manhã, antes mesmo de checar meus emails e dar a indefectível mijadinha matinal (seguida da inevitável mijada nas bordas da privada), venho ler o que vocês escreveram nessa caixinha de javascript aí embaixo. Leio todos, não tenha dúvida disso. Até me familiarizo com os nicks de comentadores mais frequentes, como o Undes2478x + 78943y, André! ou RauL (também pudera, é impossível não notar o RauL com seu discurso Caps Lockizado e sua gramática não-convencional).

Outros disseram que não comentam porque “sabem” que eu não vou responder. Antigamente, quando dinossauros dominavam a Terra, minha vó dava salto mortal e o blog não era tão visitado, era mais fácil dar um “tratamento VIP” pra cada leitor. Atualmente a coisa “saiu de mão” um pouquinho e, se eu fosse responder cada um, os comentários lotariam de mensagens minhas. Mas prometo que tentar dar um “feedback” pra galera que marca presença aí nos comentários. De qualque forma, meu e-mail tá aí, e os poucos que se aventuraram a me adicionar no MSN receberam a devida atenção. Gosto muito de conhecer gente nova, essa é sem dúvida a coisa mais legal a respeito de ter uma certa exposição.

Entretanto, não se ofenda se eu bloquear você: não é nada pessoal contra ninguém. Acontece que geralmente eu fico em dois ou três chats ao mesmo tempo - quem me conhece não me deixa mentir -, e quando isso acontece, prefiro ficar visível apenas pros amigos mais “íntimos” - ou seja, aquele pessoal desenhado ali na seção Tirinhas. Faço isso por causa de um bug no MSN (acho que é um bug, pois acontece com alguns amigos meus também) que trava completamente o programa sempre que alguém manda uma mensagem pop up (aquela aba que “salta” do ícone na tray), ou entra/sai de chats. Assim, prefiro evitar a frustração de ver o messenger completamente travado e limitar meus interlocutores. Excetuando-se isso, não vejo qualquer motivo pra bloquear ninguém - exceto, claro, se você for simplesmente chato demais. E não faço isso por “estrelismo”. Quem gosta de conversar com chatos?

E é isso aí. Não pense que seu comentário passará despercebido, porque não passa. E voltemos à programação normal.

Falando em programação normal, achei NOVE episódios de Chaves para download no eDonkey. Formidável!


Escrito por Kid on Jun 18, 2004

Coming Soon…

As tirinhas mais sem sentido da internet brasileira estão chegando. Clique nas carinhas no menu ao lado pra conhecer alguns dos personagens.

E sem chilique, que mais personagens virão. Quem sabe até você terá um papel na trama.

Ou não, sei lá.


Escrito por Kid on Jun 17, 2004

Quem não tem cão caça com gato ou Em caso de falta de criatividade, recicle posts antigos

Sexta-feira, 8 de agosto de 2003 no blog antigo. Não vou linkar, tou com preguiça. Cliquem ali no menu do lado e facilitem minha vida.

É, o post tá um pouco grande. Aliás, acho que é o maior post que já escrevi. Vocês sabem que eu tento ao máximo evitar isso. Mas vocês também sabem que geralmente eu consigo ser até um pouco engraçadinho, então acho que vale a pena ler. Ou não. Bah.

Se tiverem preguiça, pulem direto para o final do post, onde há uma bela lição de moral a ser aprendida e passada às gerações vindouras.

Eu estava ontem de manhã assistindo um noticiário local daqui de São Luís. O apresentador ressaltava com empolgação as GRANDES realizações do governo estadual; dentre elas, a implantação de outdoors na orla marítima maranhense, alertando os banhistas sobre os perigos do mar.

Nos outdoors, havia(m?) dizeres em português e em inglês. O cameraman deu um bom close nas placas, o que me permitiu constatar, pasmo, os enunciados nos outdoors:

Em português:

“Atenção banhistas, não ULTRAPASSE os limites demarcados quando estiverem nadando”

E em inglês:

“Attenttention swimers, you don´t can ultrapass the limits whime swimming”

Puta que os pariram.

Em primeiro lugar, seria legal se o cara que escreveu essas porras tivesse algum conhecimento básico de gramática (portuguesa, ao menos; a parte em inglês a gente esculhamba depois).

“…Banhistas, não ULTRAPASSE os limites…”?

Porra, o cara já ouviu falar em concordância? Você sabe, tornar o verbo adequado à pessoa da oração. Escrever errado numa listinha de compras, cartão de aniversário ou blog ainda é admissível, mas numa placa paga pelo governo estadual? Se fosse apenas uma placa com o erro, tudo bem. Acontece que TODAS as placas traziam o grotesco desrespeito contra a língua portuguesa.

Vocês sabem muito bem que eu não sou lá tão rígido em relação a regras gramaticais, adaptando-as quando acho necessário. Porra, eu mesmo já cometi altos erros aqui no Hoje é um Bom Dia (principalmente por causa da merda desse teclado). Mas a gente tem que ter alguma noção. O cara me vem com “Banhistas, não ULTRAPASSE“… Quê que é isso, meu amigo.

Tinham mais era que prender o rapaz responsável pela redação dos avisos nas placas e enfiar-lhe uma cartilha de alfabetização bunda adentro, em praça pública.

E como se estuprar a língua portuguesa não fosse o bastante, o elemento decide então atacar a língua inglesa. Uma puta covardia, pois a coitada tava no canto dela, sem mexer com ninguém. O meliante não tinha nenhum motivo para colocar o inglês nessa história. O estado do Maranhão é um dos mais fodidos do Brasil (perdendo apenas pro seu vizinho, Piauí) e imaginar que existem turistas americanos nas praias maranhenses para ler as placas é uma piada de mal gosto. Enfim…

Não podemos culpar o indivíduo por não saber inglês, tendo em consideração que ele desconhece até mesmo as regras gramaticais mais básicas da língua nativa. Mas bem que ele poderia ter apelado pra um tradutor automático, já que seus parcos conhecimentos não incluem o domínio da língua inglesa. Não que os tradutores automáticos exibam grande qualidade em suas traduções, mas qualquer coisa seria melhor que essa aberração que o cara colocou no outdoor.

E além disso, o que dizer a respeito de “attenttention”? E “whime”? Imagino que o whime seria um “while” disfarçado por um erro de digitação. E “attenttention”… Talvez (leia-se CERTAMENTE) o cara que estava pintando as placas não prestou “attenttention” e esqueceu que já havia pintado o “tten”. Aí ele pintou essa sílaba de novo, criando assim esse formidável neologismo. Incompetência criativa, quem diria.

E não são só erros ortográficos. A frase inteira não faz lá muito sentido, tamanha foi a atrocidade que o funcionário do governo cometeu ao redigi-la. Duvido muito que um turista (no Maranhão, HAHAHAHAHAHAHAHA) entenda o que a placa quis dizer.

O Tuego outro dia falou sobre o fato de às vezes termos os conhecimentos necessários para trabalhar em certas áreas do mercado, mas somos rejeitados por não ter diploma. No caso, ele se referia à informática. Esse carinha que escreveu o outdoor deve ser um dos milhões de brasileiros que têm cursinhos (vagabundos) de inglês no currículo, mas que não saberiam nem pedir uma latinha de refrigerante se estivessem nos EUA.

Porém, ele tem diploma. Então, tá contratado. E vai escrever plaquinha sem sentido em ingrêis.

Agora já sei o que um gringo vai fazer no Maranhão: morrer afogado.

[ Moral da História ]

- Quem faz cursos de inglês tá perdendo tempo e dinheiro;

- Ianques que vão a São Luís estão correndo risco de vida;

- Eu sou chato e critico todo mundo;

- Quem pulou direto para cá não sabe sobre o que eu escrevi.

- Quem já conhecia o post e não o leu por causa disso não sabe que ele foi modificado em vários trechos e que portanto é uma versão remasterizada.


Escrito por Kid on Jun 17, 2004

Apenas uma pessoa percebeu que o Super Mario rodopiante do banner do topo não existe mais. Enjoei dele, e portanto ele foi demitido. Em seu lugar coloquei um Koopa Trooper voador, vindo diretamente do mesmo jogo que originou o antigo animador-de-banner, pra ficar aí em cima fazendo cooper infinito.

Trezentos leitores por dia, e apenas a Lis percebeu a diferença no layout. Que triste isso, a gente tenta fazer uma mudança pra agradar e ninguém nota - a menos que a gente fale, claro. E como comprovação da minha teoria, um monte de gente vai comentar dizendo que percebeu, mas não quis falar nada a respeito. Quer apostar?

(E agora, só porque eu falei isso, ninguém vai mais dar essa desculpa. Nossa, vocês são muito previsíveis mesmo.)

A propósito, eu estava muito entediado esses dias e, pra passar o tempo, pus o GIF Movie Maker em ação. Peguei uma porrada de imagens em sites de videogames e fiz dois trilhões de GIFs animados. Portanto, o personagem dançante/rodopiante no banner será mudado periodicamente (leia-se quando eu enjoar desse aí).


Escrito por Kid on Jun 15, 2004

Mais um encontro com a polícia canadense. Mais um susto, mais demonstração de abuso de autoridade, mais uma decepção.

Conforme eu já comentei neste meu querido diarinho, eu tenho uma sorte do caralho que fez com que minha namorada se mudasse para um prédio próximo à minha casa. Por ironia do destino, ela agora mora no mesmo prédio em que eu a conheci - onde houve aquela primeira festa, que foi justamente quando tive meu primeiro “contato” com as gentis autoridades canadenses. Puta coincidência do cacete, vou te contar.

Enfim.

Passei a tarde ontem com ela e o pessoal, e à noite fui deixa-la em seu prédio. Voltei andando para o condomínio onde moro. Ao passar pela rua do Chris - o outro guitarrista da minha banda -, vi duas viaturas policiais com as sirenes ligadas. Como qualquer brasileiro que é um filho da puta curioso e adora ver a desgraça alheia, desviei meu itinerário em direção à rua do Chris.

À luz baixa, dava pra ver pessoas na frente de uma garagem, ouvindo música e bebendo cerveja. Quatro policiais estavam no lugar, discutindo com os caras. Não dava pra ver QUEM estava discutindo com os policiais, mas tive a impressão de ter ouvido a voz da mãe do Chris. Ela estava gritando com o policial. Continuei no meu caminho.

Antes de eu ter saído para deixar a patroa em seu domicílio, já estava acertado que eu e meu irmão iríamos dar um rolê pela cidade com o Chris. Cheguei, fiz um formidável Nissin Miojo (na verdade, seu equivalente canadense) e fui à casa do amigo. Ele estava na garagem do vizinho, Bob, tomando cerveja e ouvindo música. Chegando lá, explicaram-me o que havia acontecido: uma vizinha filha da puta tinha ligado para a polícia por causa do barulho. Os policiais não podiam fazer muita coisa, pois ainda não eram onze da noite (horário a partir do qual não se pode fazer algazarra). Os tiras foram embora.

Bob e a mãe do Chris estavam visivelmente embriagados. Bob nos chamou para a casa, para mostrar alguns trabalhos dele com madeira. Mesas, armários, essas coisas.

De repente, ouvimos gritos. Chris vai até a porta da frente para saber o que tinha acontecido. Ele volta correndo e pede ajuda para Bob, explicando que a polícia havia voltado, e que estavam prendendo sua mãe.

Corremos todos para a porta, para tentar ajudar. Qual não foi minha surpresa ao ver não um, nem dois, nem três, mas QUATRO viaturas. Alguns segundos depois, mais duas viaturas chegaram ao local, bloqueando completamente a estreita rua do condomínio. A mãe do Chris estava algemada, e sendo levada para dentro de um dos carros.

Quando saímos, os tiras olharam todos para nós. Eram mais ou menos vinte policiais. Um deles estava à paisana, mas com a indefectível Glock 9mm pendurada no cinto, e um olhar muito safado. Chris estava revoltadíssimo, e gritando contra os policiais. Um dos tiras se aproximou e explicou que estavam prendendo a mãe dele porque ela tentou atacar um deles. Eu até poderia acreditar nisso, se eu não tivesse visto o que aconteceu logo em seguida.

Bob se aproximou do círculo de policiais, para tentar intermediar a situação caótica. Ele estava ainda alterado pela bebida, o que me deixou em estado de alerta. Eu SABIA que alguma merda ia acontecer. O viado do Chris não tava nem aí, gritava com os policiais, falava palavrão, esse tipo de coisa. Ele começou a se mostrar alterado, então corri pra frente dele na débil tentativa de segura-lo caso ele pensasse em fazer alguma merda - e digo “débil” porque ele mede mais ou menos 1,85m, e pesa umas três vezes o meu peso. De qualquer forma, achei melhor ao menos tentar impedir que ele complicasse a situação.

No meio do círculo, Bob tentava argumentar com os policiais. Em um dado momento, ele levantou os braços, o que eu entendi como uma forma de mostrar rendição, e que queria apenas conversar.

Foi o que bastou. Diante de nossos olhos supresos, o círculo de policiais fechou-se contra Bob. A frase “you’re under arrest!“, que eu ouvi incontáveis vezes nos filmes, pareceu muito mais séria e chocante sendo proferida a dois metros de distância de onde eu estava. No chão, os policiais esforçavam-se para dominar Bob, que devia ter lá seus dois metros de altura e uns 150 quilos. Entre os gritos dos policiais, ouvi-o dizendo “i’m not resisting, i’m not resisting!“. Um policial segurava seu braço nas costas, e ameaçava quebra-lo.

Os dois policiais que estavam mais próximos de nós viraram as costas para a turba que lutava contra o homem caído, e posicionaram-se de frente para nós, como forma de impedir qualquer tentativa de ajuda. Até parece que eu ia me meter no meio.

Quando Bob já estava totalmente imóvel próximo ao meio fio, um policial apareceu DO NADA e fez algo que ninguém conseguiu acreditar: meteu um pontapé na altura da barriga do prisioneiro, que já estava totalmente dominado pelos policiais.

A revolta foi geral. Nesse ponto, vários vizinhos já estavam observando a cena. Alguns tentaram dialogar com os policiais, mas foi em vão. Bob foi levado para a viatura, que partiu em seguida. Quando a coisa acalmou, percebi que um dos policiais ERA O MESMO que tinha ameaçado a mim e aos meus amigos naquela primeira festa. Ele me viu, e me reconheceu também. O olhar dele foi sinistro.

Hoje à noite vou à casa do Chris para saber no que deu toda aquela putaria.

Uma coisa é certa: não é apenas no Brasil que os policiais fazem o que bem entendem.


Escrito por Kid on Jun 15, 2004

Uma pequena homenagem aos leitores-fantasmas.

Outro dia eu fui ver meu contador e percebi, um tanto quanto orgulhoso, que o HBD já ultrapassou a média de 300 visitas por dia. Sou contra essa onda de blogueiro hipócrita que diz que “não se importa com o número de visitas nem com comentários“. Isso é balela. Existem pessoas que não dão muita importância ou que talvez já se acostumaram com o “estrelato”, mas dizer que não tá nem aí é forçar a barra. É mentiroso qualquer um que diga que não sente uma pontinha de orgulho em ver os números no contador de acesso. Quem não gosta de receber atenção? Qualquer um que não se importasse com visitas e comentários não os colocaria no blog, ponto final. Mas esse não é o assunto do post.

A média de visitas do HBD acaba de ultrapassar as três centenas. Isso significa que a cada dia, trezentas ou mais pessoas diferentes lêem ou ao menos abrem o HBD. As visitas são contabilizadas a cada IP, portanto entrar cinco vezes não fará o Nedstat indicar cinco visitas. Fiquei um tantinho mais animado quando descobri este detalhe. A qualquer um que duvide, desafio que faça o teste. Foi o que fiz para descobrir, dei vários reloads no HBD e fui checar o Nedstat. Sempre tive curiosidade pra saber se múltiplas visualizações contavam múltiplos acessos.

Enfim, acabei fugindo do tema novamente.

Percebo que o número de pessoas que comenta é bastante baixo, se comparado ao número de pessoas que entram no blog. Se eu tivesse uma média de trinta comentários por post (e já tou sendo muito otimista), isso significaria que, para cada dez pessoas que lêem o HBD, apenas uma sente vontade de tecer um comentário sobre o texto. As vezes essa uma pessoa comenta em outro post, e em outro, e em outro, até que seus comentários se tornem frequentes e eu me acostume com seu nick e até chegue a conhecer seu blog.

Os outros nove leitors, talvez por timidez, falta do que falar ou até mesmo preguiça (de comentar) apenas abrem o blog, lêem minhas bobagens e em seguida retornam às suas atividades internéticas. Por vontade própria, permanecem anônimos para mim. Eles conhecem um tanto sobre minha vida, mas não sei absolutamente nada sobre eles: não sei seus nomes/nicks, seus blogs, onde moram, como chegaram ao HBD… Não por desin