Escrito por Kid on Jun 30, 2004

Pessoas imbecis nos fazem ter que explicar coisas óbvias. Lembram quando eu matei a Dona Arlinda? Apesar de não passar de uma zoação, muita gente acreditou. Fui obrigado a postar um longo texto em seguida, chamando todos vocês de idiotas por terem caído numa lorota tão obviamente imbecil.
Achei que isso nunca mais ia acontecer. Achei que não fosse possível que as pessoas fosse tão ingenuas. Bem, errei. Vamos DE NOVO então.
Algumas vezes escrevo textos sérios, que relatam minha opinião pessoal sobre certos assuntos. Todos conseguem diferenciar esses. Porém, na maioria das vezes, escrevo textos humorísticos, ou seja, piadas, situações jocosas, coisas que nao devem ser levadas a sério. Coisas que são TÃO RIDICULAMENTE SEM SENTIDO que fariam qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico pensar “Ah, pra escrever isso, é lógico que ele tá de zoação!”
Presumindo que meus leitores têm um nível mínimo que QI, eu sempre supus que ninguém teria dificuldade em diferenciar um texto ENGRAÇADO de um texto SÉRIO. Mas aí vem gente e prova que eu estava errado quando pensei isso, como nossos amigos BRASILEIRO e Pity aí.
Se eu escrevesse mais textos sérios que textos cômicos, os leitores estariam acostumados a me levar a sério e realmente se confundiriam ao ler um texto “sem sentido”. Mas isso não acontece; escrevo um texto sério a cada cinco posts de humor, se não mais. Portanto, nem essa desculpa os jumentos podem dar. Seguem os comentários deles, intermediados por meus próprios comentários.
“Acho que o frio do Canadá fez sua BURRICE aumentar.”
Não vejo qualquer relação entre temperatura e intelecto. De onde você tira então que frio deixa alguém burro? Se sua lógica estivesse correta, o Brasil seria cheio de gênios – o que não é verdade. Você é um exemplo.
“Vem aqui pro Brasil falar isso que você escreveu pra um chefe de família que ganha R$ 300 e trabalha 8 horas por dia, gasta mais 2 horas em ônibus lotado, vem aqui falar pra ele que você acha errado ter muitos feriados no Brasil.”
Ok, eu falo pro cara sim. Mas eu posso explicar também que o post era só uma brincadeirinha pra fazer os outros rirem? Porra, lógico que não precisarei. Nem todo mundo é burro como você e, portanto, pode perceber isso por conta própria.
Agora ele decide revelar uma informação secreta desconhecida pela população mundial. A verdade está lá fora:
“Só pra lembrar uma pequena diferença entre o Brasil e o Canadá se você ainda não percebeu as pessoas no Canadá ganham MUITO mais q as pessoas no Brasil…”
Nossa, sabia que eu nunca tinha percebido!? Obrigado por me informar sobre a situação financeira do país onde moro.
Mas, o que isso tem a ver com o post?
E agora ele prova a ignorância sobre o que fala:
“…e só trabalham alguns dias a mais…”
Errado. Só existem três feriados no Canadá: Dia da Rainha, Dia do Canadá (que é em primeiro de Julho agora, dia em que o blog não será atualizado porque passarei o dia inteiro comendo churrasco com a família da patroa à beira do lago Ontário) e Natal. Além disso, cada um dura um dia apenas. Logo, canadense trabalha bem mais. Pare de querer dar uma de coitadinho.
“…tenho certeza q um Brasileiro que ganha R$ 300 trocaria todos os feriados por um salário “canadense”.”
Tá, e eu tenho certeza que meu violão tá desafinado. O que isso tem a ver com a porra do meu post?
“Só pra lembra você a maioria das pessoas do Brasil não tem Internet e nem são sustentadas pelo Pai.”
Ok sr. IBGE, se você tivesse se atido ao assunto do post, isso aqui seria mais produtivo. Como você não me fez esse favor, terei que ficar aloprando sua falta de habilidade em ater-se ao tema que abordei no texto – que era de humor, sabe?
“Saia um pouco da Internet e vá viver a vida REAL, veja o que é trabalhar de verdade e não bem remunerado.”
Eu não sabia que precisava-se fazer pesquisa de campo apenas para escrever uma piada. Achei que uma piada era um apanhado de situações non-sense sem qualquer relação com a realidade, que têm a única intenção de provocar risos e não análises sérias.
Caralho, você sem dúvida leu algum texto qualquer por aí e resolveu vir comentar sobre ele aqui no HBD. Nunca vi alguém falar coisas tão incoerentes a respeito de um texto como você fez com esse seu comentário.
“Antes de escrever uma MERDA dessas pense um pouco.”
Você pensou antes de escrever isso que mandou pra cá?
“Eu acho que isso deveria até ser tirado do ar…”
Nem o Japa de Lantejoulas, que conhece milhões de advogados e tem uma super Jaqueta Cegante, conseguiu tirar um texto meu do ar.
E, finalmente:
“…nunca li um texto na Internet que falasse tanta MERDA de uma vez só.”
Dá próxima vez, experimente ler seu próprio comentário.
Com um pouquinho de bom senso você até desistiria de publica-lo.
No mais, foda-se e mude seu nick. É uma vergonha para o meu povo. E depois foda-se mais um poquinho.
…
Uma outra pessoa que não entende piadas, mas até que essa aqui foi menos boboquinha que o BRASILEIRO. Eu disse MENOS BOBOQUINHA, não “mais inteligente”.
“Não gostar de feriado é coisa mesmo de quem não faz nada”
Eu não gosto de feriado? Você conclui isso como, lendo um texto humorístico e que obviamente não devia ser levado a sério?
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Esqueçam o que eu falei sobre ser menos boboquinha. Só por essa pérola a menina já caiu 500 metros no meu conceito. É outra burra que não sabe interpretar textos.
“já que está sempre descansado não entende que quem TRABALHA PRECISA descansar. Se eu não fizesse nada e ficasse o dia inteiro na internet tb não entenderia o porque dos feriados. Mas como eu trabalho entendo perfeitamente, e gosto, e quero que eles continuem alí.”
PIADA. Era uma PIADA, pelo amor de Deus! Alguém POR FAVOR diga nos comentários que entendeu que o post era uma piada, ou vou ficar achando que todos os meus leitores são retardados.
“No seu dia de folga cada um faz o que quer. No seu dia de folga (que eu entendi que é todo dia) vc fica na internet, alguém pode achar um absurdo ficar na internet, assim como vc acha um absurdo alguém curtir a família na praia, ouvindo música que vc não gosta e fazendo outras coisas que vc acha absurdo.”
Você fala sobre minha crítica a respeito de forró e sanduíche natural?
Era uma piada, caralho. P-I-A-D-A.
Porra, leia esse post de novo e me diga que não é ÓBVIO que é uma piada.
“País religioso como o Brasil tem muitos feriados religiosos, quer vc concorde ou não, quer vc seja religioso ou não, quer vc seja da religião oficial ou não.”
Nossa!
Me ensina a falar coisas óbvias como se fossem conclusões brilhantes? Você fazendo parece super legal.
“E o Brasil não vai pra frente mesmo, mas não é por causa dos feriados. É outros motivos que vc, uma pessoa esclarecida, com certeza sabe.”
E você, uma pessoa não esclarecida, não conseguiu sacar que culpar os feriados pelo atraso do Brasil era uma PIADA e não deveria ser levado a sério.
Ah, cansei. Fodam-se.
Leitores, por favor, xinguem esses indivíduos, porque nem pra isso tenho mais paciência. Ver neguim entendendo errado algo tão óbvio me dá vontade de bater a cabeça na parede.
[ Update ] Algumas pessoas fizeram comentários repetidos, e como não há necessidade de mantê-los só pra deixar um número alto aí na caixinha, apaguei-os. Não omiti a opinião de ninguém, nem mesmo de quem me criticou. Só removi os comentários duplicados.
Só pra deixar claro.
Escrito por Kid on Jun 29, 2004
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jack frost diz:
odeio ser acordado
jack frost diz:
ele vai vir colocar o hd dele aqui
Super_Kid diz:
com qual finalidade?
jack frost diz:
deixar aqui no feriado
Super_Kid diz:
feriado?!
Super_Kid diz:
porra, OUTRO FERIADO?
jack frost diz:
são joão!
Mas que coisa! Parece que TODO DIA o pessoal tá se preparando pra um feriado aí no Brasil. Já foram uns cinco meses de feriados seguidos desde que comecei a contar, intercalados com uns dois ou três dias esporádicos de trabalho. Todo fim de semana tem gente se preparando pra um “feriadão”. E o que é pior, comemorar feriado no Brasil significa sair para praia suja pra comer frango e farofa com a família barulhenta, ouvindo música ruim. Que puta desperdício de energia ociosa.
Os feriados banalizaram a desocupação. Isso ofende os vagabundos profissionais, nós que dedicamos anos da nossa vida estudando a arte de não fazer porra nenhuma com muito estilo, desenvoltura e samba no pé.
E depois tem gente que não entende (ou diz não entender, dando uma de sonso) por que o Brasil não vai pra frente. Um país com centenas de feriados por semana não produz tanto quanto um que tem alguns poucos por ano, como o Canadá. Simples assim. Some a vadiagem (não confudir com viadagem, que é um problema mais grave) com problemas administrativos e temos o Brazil, país abençoado pelos bancos internacionais e bonito nos cartões postais.
Aqui fora, a chegada de um feriado de um mísero dia é aguardada por MESES. Neguim faz planos pro tal dia de folga como se fosse seu último dia na face da terra e que portanto tem que ser aproveitado ao máximo. E eles não passam o dia ouvindo forró, axé ou pagode numa praia lotada, comendo sanduíche natural com gosto de peido e gritando pros filhos ficarem apenas na “parte rasinha”. Que cultura fenomenal.
Mas o problema não é esse.
Acontece que as pessoas perderam a noção da vagabundice-arte! Com tantos feriados por dia, a magia se perdeu. Virou algo banal. Além disso, atualmente está acontecendo um tal de “resgate de valores morais das datas comemorativas ou o raio que o parta“, o que é simplesmente uma forma bonita de dizer “já que tu vai passar o dia de papo pro ar, ao menos entenda o motivo que causou esse dia e faça de conta que você se importa um pouquinho“.
Eu sou contra esse negócio. Feriados não foram criados para fazer-nos lembrar de histórias gloriosas do passado. Eles foram feitos para que tenhamos tempo de zerar aquele videogame emprestado ou como desculpa para ir pra praia mesmo que esteja chovendo. Portanto, enumerei algumas datas comemorativas cujos “significados históricos” desmistifiquei:
Páscoa – A fuga dos hebreus do Egito
Você é judeu? Não? Então pare de comemorar a libertação de um povo que você só conhece por piadas. A maioria de vocês aí tira onda de judeus até dizer chega. Por que então honrar uma tradição que é baseada num ritual siônico? Páscoa na verdade significa procurar em mercearias baratas o melhor custo/benefício em ovos de chocolates e comprar aqueles que cuja função preço/tamanho não tendam à sua falência.
Tiradentes – O herói da Inconfidência Mineira
Mané herói! Esse safado não fez absolutamente nada pelo Brasil. Ele se juntava com uns malandros, falavam mal da Coroa Portuguesa e depois saiam pra tomar umazinhas no bar do Seu Joaquim. Tomar cachaça com os amigos e falar mal do Poder Público é esporte nacional, não é nenhum ato de bravura. Até eu que não bebo consigo.
Numa dessas noitadas o nosso “herói” ficou devendo uma birita pra um outro maluquinho, e este ficou tão puto que resolveu xisnovear todo mundo. Mas eram todos importantes, ricos, de famílias influentes. Não se pode esquartejar alguém que tá sempre nas colunas sociais, não pega muito bem pro carraco. Já pensou os filhinhos do algoz sendo zoados na escola por causa disso?! Quê que é isso, não pode. Então resolveram pegar o MAIS POBRE E FODIDO do grupo de peraltinhas e tomaram-no como bode expiatório. Enforcaram-no em praça pública, como se fosse um grande evento social. Um espetáculo, dizem que teve até fogo de artifício e show de heavy metal melódico.
Achando que ele ainda não estava morto o bastante, os caras picotaram o defunto, jogaram sal na casa dele, mijaram em cima de seu cachoro e amararram os pedacinhos de seu heróico cadáver num foguetinho de São João.
Saudemos o herói que não fez nada e morreu de forma mais humilhante que peidar na mesa do jantar na casa da namorada.
Dia do Trabalho
Olha só, essa é boa. No dia do Trabalho, todo mundo enforca o serviço. Ironia ou o quê? Isso é o equivalente a espancar alguém no dia do seu próprio aniversário, com a vantagem que ninguém vai preso por agressão corporal. A ironia não pára por aí. Feriados são comemorados por vagabundos, só que todos sabem que vagabundos NÃO TRABALHAM. Como então comemorar esse dia?
Com essa fica provado que, além de vagabundo, o cara que inventou os feriados também tinha um puta senso de humor.
Declaração da Independência
Seguindo o mesmo modelo dos feriados non-sense, decidiu-se criar um pra comemorar algo que nunca aconteceu.
Dia de Finados – Uma homenagem aos que se foram
Estavam faltando alguns espaços vagos no calendário, e eles precisavam ser preenchidos com mais feriados. Mas as idéias estavam acabando, e a partir daí a coisa começou a virar putaria mesmo. O resultado disso foi a criação de um feriado para aqueles que sequer o podem celebrar. Com essa o inventor do dia dos vagabundos provou que não era um comediante qualquer, ele também tinha muito humor negro.
Natal – O nascimento de Jesus
Nascimento de Jesus porra nenhuma. Nunca se chegou a um consenso sobre a data de nascimento do Cristo. Muita gente sequer acredita que ele nasceu, pra começo de conversa. Além disso, a grande maioria de vocês não sabe nada sobre a história do “Salvador”, e aqueles que sabem não dão a mínima de qualquer forma. O Natal significa ir pra casa da avó comer peru comprado uma hora antes, conhecer o namorado feio da prima gostosa, ver o priminho menor quebrando o presente minutos após abrir o embrulho e dar “lembrancinhas” fuleiras e baratas praqueles parentes que você nem gosta muito, e acabar não recebendo nada deles – eles também não gostam de você, mas são mais espertos.
Parem de deturpar o verdadeiro sentido dos feriados com essas lorotas e vão vadear de verdade.
Escrito por Kid on Jun 27, 2004
Sobre capitalismo e idealismo
Ô discussão do caralho aí nos comentários do post de baixo. Marxistas revolucionários e capitalistas vendidos, CALMAÊ. Creio que posso ter passado uma idéia errada no post anterior.
Antes de mais nada, não sou nem socialista nem capitalista. Sou o Kid. Não sigo nenhum dos dois lados exclusivamente porque isso significa sempre pensar a mesma coisa, não importa qual seja a situação. Sou totalmente contra isso. Há coisas sobre quais a respeito sou capitalista, e há outras que me inclinam a pensar como um socialista. Não podemos trafegar sempre no mesmo lado da estrada. Ter uma ideologia é como responder uma pergunta antes que a façam.
O que isso tem a ver com o que eu escrevi?
Nada. Eu tentei passar uma idéia simples no post, mas ele gerou uma discussão que “fugiu” do meu controle. As pessoas começaram a tirar conclusões que não eram exatamete o que eu tentei passar com o texto, e a inferir nuances sobre minha personalidade que na verdade não correspondem com a realidade.
Falando a grosso modo, MUITA GENTE ENTENDEU ESSA PORRA TODA DE FORMA ERRADA, PRA VARIAR.
A gente abre os comentários e vê a reação que a galera teve:

CARALHO!!! O QUIDE NÃO QUIS O DINHEIRO!!! ELE É DOIDO, SERÁ QUE ELE NÃO VÊ QUE ESSE NEGÓCIO DE SER ANTI-CAPITALISTA NÃO TÁ COM NADA!?
Calmaê, Não é bem assim. Eu não sou anti-capitalista. Isso realmente é inútil, embora seja uma filosofia que muita gente afirma seguir. Ao contrário de como era nos tempos passados, recusar o convencional se tornou uma forma de se auto-afirmar, e por isso temos pessoas que por algum motivo vêem orgulho em se dizer “góticos”, ou “punks”, ou “socialistas”, ou seja lá o que estiver na moda.
Eu não sou contra o dinheiro. Não sou contra ganhar uns trocados por se fazer o que se gosta – porque seria?!
Acontece que não é o caso de simplesmente ganhar pra fazer o que se gosta. Se eu fosse colocar uma propaganda do Google aqui, eu teria que abolir uma característica do meu humor: os palavrões e a postura ácida-agressiva.
Mudar uma característica pessoal é algo difícil para qualquer um, simplesmente porque ninguém está muito interessado em mudar. Entretanto, mudanças são necessárias e saudáveis, pois elas ajudam no convívio social e aumentam sua habilidade de se tornar aceitável. Acontece que fazer tal mudança por dinheiro é uma coisa abominável. Um exemplo claríssimo de pessoas que “mudaram” por causa do dinheiro é a galerinha do Charlie Brown Jr (que mudam as letras das músicas sempre que aparecem na TV), KoRn (que com seu clipe Y’all Wanna Single conseguiu ser a banda mais hipócrita de todos os tempos) e Metallica (dispensa comentários).
Veja só você, bandas que tomaram atitudes que eu sempre critiquei. Bandas que, de alguma forma, deixaram o dinheiro guiar seu estilo. Essas bandas não desejaram se tornar mais aceitáveis por decisão própria, houve um claro um interesse financeiro por trás disso.
O mais irônico de tudo isso é que, pra ganhar a grana com as propagandas, eu teria que abandonar as coisas que me ajudaram a criar o meu público: os palavrões, o sarcasmo ácido, os ataques gratuitos e exagerados.
É como se eu tivesse usado isso ATÉ AGORA apenas para passar uma imagem de malvadinho e atingir um número X no contador de visitas. Agora que os objetivos foram alcançados, foda-se a maneira como eu agi até agora: Vamos eliminar tudo que me caracteriza como “escritor” para lucrar em cima do público que foi justamente essas coisas – que agora se tornaram indesejadas – que me ajudaram a cativar.
Não. Eu escrevo assim por um motivo simples: eu sou um chato. Desde pequeno, sempre gostei de apontar os defeitos dos outros, de fazer minha opinião falar mais alto, de meter o dedo na cara daqueles que eu (na minha falta de humildade) julgo estarem errados. Talvez meus leitores sejam são chatos como eu sou, e por isso se identificam comigo e com o que eu escrevo.
Não estou de forma ALGUMA me gabando de ser assim. Minha chatice só me rende problemas, tanto na vida real quanto na virtual. Por causa de meus “exageros”, meus pais foram intimados a comparecer um fórum de pequenas causas no Maranhão (um dia ainda conto essa história). Minha popularidade sempre foi das mais rasteiras, onde quer que eu chegasse, durante toda a minha vida. Claro, ninguém gosta de alguém que está sempre tentando, com todos seus esforços, provar que está certo e que todos em sua volta não sabem de nada.
Talvez, quem sabe, eu devesse falar menos palavrão. Talvez eu devesse ser mais legal com as pessoas. Talvez eu devesse admitir minha ignorância em alguns assuntos, admitir que eu não sei mais coisas do que os outros, dar o braço a torcer quando alguém aponta meus erros. Todos esses defeitos são características minhas, eles – infelizmente – me definem como pessoa. Esse é o Kid, tanto aqui quanto na vida real, e quem me conhece pessoalmente sabe que não estou mentindo ou exagerando. Talvez eu devesse mesmo mudar.
MAS NÃO VAI SER POR CAUSA DE DINHEIRO.
Eu ficaria MUITO lisonjeado se algum dia recebesse, digamos, um convite para escrever para um site de renome ou algo assim. Isso não seria se vender; meus escritos não deixam de ser uma forma de trabalho, e como tal estão à venda para qualquer um que queira pagar.
Mas EU não estou.
[ Update pra esclarecer uma dúvida antiga da galera ]
Quer dizer que eu não deveria ver o popup do mercado livre quando fecho o HBD?
Dave | 06.27.04 – 7:44 pm | #
Muita gente já me fez essa pergunta e eu sempre esqueci de responder. O pop up do Mercado Livre é por causa do sistema de Usuários Online (disponível gratuitamente no Interney.net), e portanto não recebo nada por essa propaganda.
[ Update Reloaded ] Não é da conta de ninguém mas foda-se, isso aqui é meu diarinho virtual.
[ Update Revolutions ] No MSN:
A patroa diz:
You should be dating a Leo. 23 July – 22 August This mate is honest and loyal, with a sunny disposition. Though this lion has the tendency to be arrogant, sulky or smug, he/she is unrestrained in bed.
Não bastava ser gótica, minha namorada também é leitora de horóscopo.
EU JOGUEI PEDRA NA CRUZ.
Escrito por Kid on Jun 27, 2004
Outro dia me revoltei com a triste situação financeira que ando enfrentando. Meu pai simplesmente não me dá dinheiro, e não posso trabalhar até meu visto de imigração sair – seja lá quando isso vai acontecer. Assim, tenho que economizar cada centavo que aparece magicamente entre as almofadas do sofá.
Mas o sofá não produz centavos suficientes para que eu mantenha minha vida arraigada de luxos como pasta de dentes e encanamento. Sem outra solução, decidi fazer o impensável: Postar anúncios do Google no blog e ganhar uns trocados, uma forma mais complicada de dizer “me vender ao sistema“.
Sempre me orgulhei de escrever diariamente, divertir meus leitores, ter um bom número de visitas e, apesar de ser um completo vagabundo e irresponsável com tudo mais na minha vida, fazer o HBD sem ganhar N-A-D-A. Dá uma satisfação em saber que você está produzindo textos diariamente não para ganhar alguma coisa em troca, mas porque simplesmente gosta de escrever.
Isso acabou. O blog-arte não existe mais, o negócio agora é dinheiro. Os poucos blogs que valiam a pena ser lidos vão se render eventualmente. Esse sistema de anúncios do Google fará com os blogs o que os contratos milionários fizeram com o futebol: foder totalmente o coreto e diminuir os gols por partida, levando torcedores à loucura e a atos de violência contra o patrimônio público.
A primeira coisa que me passou pela cabeça foi: o que meus leitores vão pensar se eu assinar esse contrato com o Capetoso?! Foi-me oferecida a oportunidade de pôr propaganda no antigo HBD, na época que perdi meus princípios e usava palavras-chave do Google para ter muitas visitas. Acabei recusando a oferta com veemência: o cara queria que eu pusesse um POP UP e um redirecionamento pro site dele sempre que alguém abrisse o HBD. Aí não tem condições, meu amigo. Ele se ofereceu até pra pagar meu domínio recém adquirido, mas não tinha jeito. Eu vivia criticando pop ups. Hipocrisia, não MESMO.
Mas ainda que sendo uma propaganda discreta como a do Google, os leitores certamente iriam chutar minha bagaça. Alguém que escreve textos que beiram a legalidade em 20 países mudam completamente suas posturas quando dinheiro entra na jogada – vide o honorável MrManson, que ninguém nunca imaginou que fosse dar entrevista na TV parecendo um viadinho manso sósia do Renato Russo. Odeio Renato Russo, não posso ter esse destino.
Mas aí lembrei que o aniversário da Rebecca tá chegando e pensei “fodam-se esses merdas, não são eles que vão me dar dinheiro para comprar algo pra patroa”.
E decidi entregar minha alma ao dinheiro, me tornar COMERCIAL, abandonar o “escrever por gostar” e todas essas babaquices que vocêm certamente iriam comentar aqui, revoltados. Mas não são vocês que pagam a “conta do motel”.
E aí entrei no Google e fui preenchendo os dados. Nome real, endereço, telefone pra contato, cor favorita, posição sexual preferida, enfim, essas coisas que a gente pergunta pra uma mulher gostosa quando ela nos é apresentada. A vantagem de saber que o Google não me daria um tapa na cara foi crucial para preencher de todo o formulário sem precisar preocupar em defender o rosto.
Aí decidi negar minha natureza brasileira e ler o termo de compromisso do serviço, coisa que ninguém aí fez na vida, e nunca fará, ainda que fosse para salvar a própria.
Conteúdo do site
O site não pode incluir:
Conteúdo de hackers/crackers;
Drogas ilícitas e equipamentos que tenham relação com drogas;
Conteúdo pornográfico ou para adultos;
Conteúdo relacionado a jogos de azar ou cassinos;
Atos ou linguajar profanos em excesso;
Ódio, violência, intolerância racial ou ataques contra qualquer indivíduo, grupo ou organização;
(…)
Mas ein? Mudar meu estilo pra poder usar meu “público” e ganhar uns trocados?
Voltei pro sofá pra pegar mais moedas.
Escrito por Kid on Jun 25, 2004

É isso aí, acabou a vagabundagem. Já que vou ser responsabilizado por várias demissões ao redor do Brasil e Suriname e quem sabe em planetas próximos, resolvi dar algo de valia aos meus leitores. Já vos ensinei a serem góticos e a viver para sempre, mas isso não foi suficiente. Tenho que levar um pouco mais de cultura a vocês.
E assim nasce um novo quadro do HBD, que será atualizado com frequência, ou não. Vai depender da minha disposição para digitar e do que eu comi no almoço do dia anterior. E pra não ficar parecendo que é novidade, vou atrelar alguns textos antigos aos Tutoriais (os que sigam a mesma “temática”, como o próprio Manual dos Góticos) e colocar a porra toda no menu lateral. Assim você os localizará com mais praticidade e fica mais fácil pra mandar por e-mail pros seus amigos sem citar meus créditos.
Enfim… ok, depois do Manual dos Góticos, acredito que tenho bilhares – e porque não dizer trilhares – de leitores “do mal”. Afinal, todo mundo que teve acesso àquele formidável compêndio da cultura visigoda percebeu que os materiais necessários pra virar um gótico estavam ao seu alcance. Mas de que adianta ser um gótico se você não pode MOSTRAR pra todo mundo que você é gótico?! Qual a graça de ser dark se você não pode ESFREGAR ISSO NA CARA DE TODOS QUE ESTÃO À SUA VOLTA COMO SE FOSSE UMA MEDALHINHA DE CAMPEONATO AMADOR DE FUTEBOL DE SALÃO?! Não tem graça nenhuma, amigos. É por isso que eu estou lançando o estupendo…
Manual Faça-sua-dark-art-você-mesmo!
Para você que é ignorante demais, dark art é aquele tipo de montagem sombria que meninas góticas geralmente colocam em seus fotologs, rodeadas de frases carregadas de depressão, melancolia e dor de barriga. Seguindo os simples passos deste tutorial, você será capaz de fazer imagens tão sombrias e satânicas que farão seus amiguinhos de internet dizerem “nossa, que foto sombria e satânica, kkkkkkkkk, rsrsrsrsrs :)!”
Como já expliquei, não sou nenhum profissional em Photoshop. Meu conhecimento a respeito do programa não é nada além do que uma minhoca adestrada poderia saber. A despeito da minha falta de habilidade com edições gráficas – ou por isso mesmo -, sempre me gabei de usar o Paint para fazer todos os meus desenhinhos e convites de casamento. Acontece que, por mais formidável que o MS Paint seja, ele não faz milagres. Tentativas de fazer dark arts no Paint não dão os resultados mais fenomenais do mundo.

Não muito legal
Então, para fazer aplicar os recém-aprendidos conhecimentos de edição, tava na hora de arrumar um programinha melhor. No dia que o Joker (um amigo de fórum) me ensinou a fazer esse negócio de dark art, peguei o Photoshop 7.0.

Photoshop e você.
O cara mostrou ter uma paciência de Jó, porque ele teve que me ensinar TUDO. Eu nunca tinha mexido nessa porra antes, não sabia nem mesmo onde ficavam as ferramentas que ele me mandava utilizar. Se fosse eu, teria me mandado ir tomar no cu com força e comprar um manual, e coloca-lo no ânus com força equivalente caso não aprendesse. Porque eu sou um cara muito gentil e me importo com os sentimentos das pessoas
O fato de eu ter dito que nunca tinha mexido com Photoshop na vida atual ou em anteriores foi o motivo pelo qual muita gente me chamou de filho da puta mentiroso. Quando mostrei o primeiro resultado da minha experiência com o editor gráfico da Adobe®, ninguém conseguiu acreditar que um jumento que nunca havia mexido no programa antes fosse capaz de uma montagem tão supimpamente legal. Ficou bom demais para um iniciante, certo?
ERRADO, SEUS VIADOS DE MERDA. Uma dark art não é como dar saltos mortais triplos chupando cana e assobiando o hino nacional, simultaneamente, enquanto equilibra pratos de porcelana no queixo. Qualquer um pode fazer, não requer treinamento circense, não há o risco de quebrar a coluna e não engravida (pois ainda tou menstruando desde que comecei a fazer as montagens). Assim, até mesmo amebas como algumas pessoas que comentam aqui de vez em quando serão capazes de mostrar bons resultados.
Conforme vocês vagabundos e futuros desempregados (se continuarem acessando esse blog ao invés de fazer aquele relatório que a chefia pediu antes da hora do almoço) perceberão, fazer uma dárque arte não é nada complicado. Tanto é que serei capaz de ensinar como faze-la usando apenas um post, algumas imagens e uma caixa de fósforos. Aprendam essa porra e parem de me chamar de mentiroso, seus infelizes!
Vamos lá!
Pra fazer uma imagem dark art no Photoshop, ajuda muito se você tiver o Photoshop. Então, diriga-se ao seu carro, vá ao camelô mais próximo e compre uma cópia pirata do aplicativo. Nem pense em comprar o programa original. Que porra de brasileiro é você? No máximo, baixe no Kazaa ou peça emprestado – sem a mínima intenção de devolver, claro, como quando se pede livros/DVDs/mulheres/band-aids emprestados.
Eu poderia fazer um tutorial para ensinar tudo isso, mas tou com preguiça demais e preferi resumir numa frase. Caso você seja um mão-de-vaca miserável, pegue uma cópia do PS aqui.
Enfim, mãos à obra.
Antes de mais nada, você precisa de boas texturas. Texturas são o segredo nessa porra. Se alguém fizer uma boa dark art, meta o dedo na cara dela e diga que ela só conseguiu porque tinha boas texturas para trabalhar. Tendo boas texturas, 90% do trabalho já está feito, você já pode até desligar o PC e voltar só amanhã.
Sabendo que vocês são desocupados crônicos – nada mais explicaria vocês ainda estarem lendo isso -, aí vão algumas boas texturas pra vocês. Não importa quão boa sua dark art fique: ao dar essas fantabulásticas texturas estou realizando o trabalho todo por ti, tirando assim de você qualquer o mérito. Fique feliz em eu não estar cobrando por elas, algo qeu devia fazer. Salve tudo rápido antes que eu mude de idéia.

Salve todas essas porras no seu HD, porque nunca se sabe quando eu precisarei de espaço no armazenamento e posso deletar tudo sem avisar aos senhores.
Agora que você tem o programa e a textura, basta arrumar um modelo a ser darkartzado. Aí vai a foto de um blogueiro bonitão, sagaz e de óculos escuros, para você se inspirar (não NESSE sentido, seus pedófilos. Só tenho 12 aninhux).
Tou perdendo muito tempo fazendo gracinhas. Vamos logo!
1) Carregue a foto no Fotoxópi

O passo mais fácil e rápido de todo o processo. Aproveite o tempo livre para ir dar aquela mijada que tá te incomodando faz tempo. Limpe as mãos em seguida, pois os resquícios de urina nas mãos poderão atrapalhar sua habilidade em manusear o mouse, que é algo indispensável para a confecção da dark art. Resumindo:
Carregue a foto, mije, limpe as mãos para não foder o trabalho.
2) Enxugue as mãos e selecione a textura

Depois de assegurar que não há mijo nas suas mãos (percebam que esse detalhe é fundamental), abra uma das texturas no Photoshop. Escolha uma área qualquer e selecione com a ferramenta Retangular Marquee, ou seja, aquele trocinho que você arrasta em cima da figura e ele deixa uma caixa quadradinha e tracejada em cima da imagem. Dê um Ctrl C. Mande seu irmão menor se foder e diga que ele não usará o PC agora porque você está lendo o blog do Quide e aprendendo a fazer dark arts. Caso ele PENSE em chamar sua mãe, encha ele de porradas. Resumindo:
Resumo é o caralho, tá tudo explicadinho. Se você CONSEGUIU não entender algo tão simples, faça-me o favor de se jogar de um prédio. Confira aqui um infográfico que explica como executar essa tarefa, pois sei que você é muito burro e de nenhuma outra forma conseguiria captar a idéia.
3) Defenda-se dos socos do seu irmão e cole a imagem copiada em cima da minha cara

Eu ia escrever alguma coisa engraçada e que seria ao mesmo tempo a explicação do procedimento, mas o título do passo já cumpriu essa função.

Quide, seu miserável! A imagem colada está cobrindo sua cara, isso ficou uma merda!
Porra, neguim não tem paciência. Espere o próximo passo, animal!
4) Tire os dedos dos olhos e selecione mude a opção do layer

Selecione Overlay no menuzinho mostrado pela imagem. Atenda o telefone e mande a pessoa ir se foder, pois agora sua atenção está voltada inteiramente para aprender a fazer peripécias com o Photoshop.
5) Peça desculpas para a sua mãe e veja que maravilha a opção Overlay fez

Pronto, nem precisava de chilique. A menos que você seja deficiente visual, já tá dando pra sacar o efeito que a textura aplica na pele.
6) Ajeite essa porra

Usando o mouse, arraste a imagem para onde você deseja que ela fique. Em seguida, usando a borracha embaçada, vá apagando as beiradas da figura, deixando visíveis apenas as áreas que parecem uma ferida fedida e purulenta.
7) Sangue laranja não existe, né?

Após terminar o trabalhinho com a borracha, pressione Ctrl + U. Na janelinha que surgir, diminua o Hue para tornar a imagem mais avermelhada.
8) Seja criativo
Esses são os únicos passos que você precisa seguir. Recortar imagens, cola-las sobre a imagem desejada, aplicar um efeito de transparência e apagar as partes que você não precisa. Abra as outras texturas e repita os procedimentos. Com alguma sorte e muita reza, você conseguirá resultados legais.
Pronto. Se vocês forem pegos pelo chefe vadiando no serviço e rindo dos meus posts, ao menos já dei conhecimento suficiente para que vocês descolem um emprego de editor gráfico. Portanto, não me responsabilizem por nada.
Vamos lá, tentem as suas e postem os resultados nos comentários.
Ou não. Vão trabalhar, caralho!
Escrito por Kid on Jun 24, 2004

É isso aí, acabou a vagabundagem. Já que vou ser responsabilizado por várias demissões ao redor do Brasil e Suriname e quem sabe em planetas próximos, resolvi dar algo de valia aos meus leitores. Já vos ensinei a serem góticos e a viver para sempre, mas isso não foi suficiente. Tenho que levar um pouco mais de cultura a vocês.
E assim nasce um novo quadro do HBD, que será atualizado com frequência, ou não. Vai depender da minha disposição para digitar e do que eu comi no almoço do dia anterior. E pra não ficar parecendo que é novidade, vou atrelar alguns antigos aos Tutoriais e colocar a porra toda no menu lateral. Assim você os localizará com mais praticidade e fica mais fácil pra mandar por e-mail pros seus amigos sem citar meus créditos.
Enfim… ok, depois do Manual dos Góticos, acredito que tenho bilhares – e porque não dizer trilhares – de leitores “do mau”. Afinal, todo mundo que teve acesso àquele formidável compêndio da cultura visigoda percebeu que os materiais necessários pra virar um gótico estavam ao seu alcance. Mas de que adianta ser um gótico se você não pode MOSTRAR pra todo mundo que você é gótico?! Qual a graça de ser dark se você não pode ESFREGAR ISSO NA CARA DE TODOS QUE ESTÃO À SUA VOLTA COMO SE FOSSE UMA MEDALHINHA DE CAMPEONATO AMADOR DE FUTEBOL DE SALÃO?! Não tem graça nenhuma, amigos. É por isso que eu estou lançando o estupendo…
Manual Faça-sua-dark-art-você-mesmo!
Para você que é ignorante demais, dark art é aquele tipo de montagem sombria que meninas góticas geralmente colocam em seus fotologs, rodeadas de frases carregadas de depressão, melancolia e dor de barriga. Seguindo os simples passos deste tutorial, você será capaz de fazer imagens tão sombrias e satânicas que farão seus amiguinhos de internet dizerem “nossa, que foto sombria e satânica, kkkkkkkkk, rsrsrsrsrs :)!”
Como já expliquei, não sou nenhum profissional em Photoshop. Meu conhecimento a respeito do programa não é nada além do que uma minhoca adestrada poderia saber. A despeito da minha falta de habilidade com edições gráficas – ou por isso mesmo -, sempre me gabei de usar o Paint para fazer todas as minhas edições gráficas e convites de casamento. Acontece que, por mais formidável que o MS Paint seja, ele não faz milagres. Tentativas de fazer dark arts no Paint não dão os resultados mais fenomenais do mundo.

Não muito legal
Então, para fazer aplicar os recém-aprendidos conhecimentos de edição, tava na hora de arrumar um programinha melhor. No dia que o Joker (um amigo de fórum) me ensinou a fazer esse negócio de dark art, peguei o Photoshop 7.0.

Photoshop e você.
O cara mostrou ter uma paciência de Jó, porque ele teve que me ensinar TUDO. Eu nunca tinha mexido nessa porra antes, não sabia nem mesmo onde ficavam as ferramentas que ele me mandava utilizar. Se fosse eu, teria me mandado ir tomar no cu com força e comprar um manual, e coloca-lo no ânus com força equivalente caso não aprendesse. Porque eu sou um cara muito gentil e me importo com os sentimentos das pessoas
O fato de eu ter dito que nunca tinha mexido com Photoshop na vida atual ou em anteriores foi o motivo pelo qual muita gente me chamou de filho da puta mentiroso. Quando mostrei o primeiro resultado da minha experiência com o editor gráfico da Adobe®, ninguém conseguiu acreditar que um jumento que nunca havia mexido no programa antes fosse capaz de uma montagem tão supimpamente legal. Ficou bom demais para um iniciante, certo?
ERRADO, SEUS VIADOS DE MERDA. Uma dark art não é como dar saltos mortais triplos chupando cana e assobiando o hino nacional, simultaneamente, enquanto equilibra pratos de porcelana no queixo. Qualquer um pode fazer, não requer treinamento circense, não há o risco de quebrar a coluna e não engravida (pois ainda tou menstruando desde que comecei a fazer as montagens). Assim, até mesmo amebas como algumas pessoas que comentam aqui de vez em quando serão capazes de mostrar bons resultados.
Conforme vocês vagabundos e futuros desempregados (se continuarem acessando esse blog ao invés de fazer aquele relatório que a chefia pediu antes da hora do almoço) perceberão, fazer uma dárque arte não é nada complicado. Tanto é que serei capaz de ensinar como faze-la usando apenas um post, algumas imagens e uma caixa de fósforos. Aprendam essa porra e parem de me chamarem de mentirosos, seus infelizes!
Vamos lá!
Pra fazer uma imagem dark art no Photoshop, ajuda muito se você tiver o Photoshop. Então, diriga-se ao seu carro, vá ao camelô mais próximo e compre uma cópia pirata do aplicativo. Nem pense em comprar o programa original. Que porra de brasileiro é você? No máximo, baixe no Kazaa ou peça emprestado – sem a mínima intenção de devolver, claro, como quando se pede livros/DVDs/mulheres/band-aids emprestados.
Eu poderia fazer um tutorial para ensinar tudo isso, mas tou com preguiça demais e preferi resumir numa frase. Caso você seja um mão-de-vaca miserável, pegue uma cópia do PS aqui.
Enfim, mãos à obra.
Antes de mais nada, você precisa de boas texturas. Texturas são o segredo nessa porra. Se alguém fizer uma boa dark art, meta o dedo na cara dela e diga que ela só conseguiu porque tinha boas texturas para trabalhar. Tendo boas texturas, 90% do trabalho já está feito, você já pode até desligar o PC e voltar só amanhã.
Sabendo que vocês são desocupados crônicos – nada mais explicaria vocês ainda estarem lendo isso -, aí vão algumas boas texturas pra vocês. Não importa quão boa sua dark art fique: ao dar essas fantabulásticas texturas estou realizando o trabalho todo por ti, tirando assim de você qualquer o mérito. Fique feliz em eu não estar cobrando por elas, algo qeu devia fazer. Salve tudo rápido antes que eu mude de idéia.

Salve todas essas porras no seu HD, porque nunca se sabe quando eu precisarei de espaço no armazenamento e posso deletar tudo sem avisar aos senhores.Agora que você tem o programa e a textura, basta arrumar um modelo a ser darkartzado. Aí vai a foto de um blogueiro bonitão, sagaz e de óculos escuros, para você se inspirar (não NESSE sentido, seus pedófilos. Só tenho 12 aninhux).
Tou perdendo muito tempo fazendo gracinhas. Vamos logo!
1) Carregue a foto no Fotoxópi

O passo mais fácil e rápido de todo o processo. Aproveite o tempo livre para ir dar aquela mijada que tá te incomodando faz tempo. Limpe as mãos em seguida, pois os resquícios de urina nas mãos poderão atrapalhar sua habilidade em manusear o mouse, que é algo indispensável para a confecção da dark art. Resumindo:Carregue a foto, mije, limpe as mãos para não foder o trabalho.
2) Enxugue as mãos e selecione a textura

Depois de assegurar que não há mijo nas suas mãos (percebam que esse detalhe é fundamental), abra uma das texturas no Photoshop. Escolha uma área qualquer e selecione com a ferramenta Retangular Marquee, ou seja, aquele trocinho que você arrasta em cima da figura e ele deixa uma caixa quadradinha e tracejada em cima da imagem. Dê um Ctrl C. Mande seu irmão menor se foder e diga que ele não usará o PC agora porque você está lendo o blog do Quide e aprendendo a fazer dark arts. Caso ele PENSE em chamar sua mãe, encha ele de porradas. Resumindo:Resumo é o caralho, tá tudo explicadinho. Se você CONSEGUIU não entender algo tão simples, faça-me o favor de se jogar de um prédio. Confira aqui um infográfico que explica como executar essa tarefa, pois sei que você é muito burro e de nenhuma outra forma conseguiria captar a idéia.
3) Defenda-se dos socos do seu irmão e cole a imagem copiada em cima da minha cara

Eu ia escrever alguma coisa engraçada e que seria ao mesmo tempo a explicação do procedimento, mas o título do passo já cumpriu essa função.

Quide, seu miserável! A imagem colada está cobrindo sua cara, isso ficou uma merda!
Porra, neguim não tem paciência. Espere o próximo passo, animal!4) Tire os dedos dos olhos e selecione mude a opção do layer

Selecione Overlay no menuzinho mostrado pela imagem. Atenda o telefone e mande a pessoa ir se foder, pois agora sua atenção está voltada inteiramente para aprender a fazer peripécias com o Photoshop.5) Peça desculpas para a sua mãe e veja que maravilha a opção Overlay fez

Pronto, nem precisava de chilique. A menos que você seja deficiente visual, já tá dando pra sacar o efeito que a textura aplica na pele.6) Ajeite essa porra

Usando o mouse, arraste a imagem para onde você deseja que ela fique. Em seguida, usando a borracha embaçada, vá apagando as beiradas da figura, deixando visíveis apenas as áreas que parecem uma ferida fedida e purulenta.7) Sangue laranja não existe, né?

Após terminar o trabalhinho com a borracha, pressione Ctrl + U. Na janelinha que surgir, diminua o Hue para tornar a imagem mais avermelhada.8) Seja criativo
Esses são os únicos passos que você precisa seguir. Recortar imagens, cola-las sobre a imagem desejada, aplicar um efeito de transparência e apagar as partes que você não precisa. Abra as outras texturas e repita os procedimentos. Com alguma sorte e muita reza, você conseguirá resultados legais.
Pronto. Se vocês forem pegos pelo chefe vadiando no serviço e rindo dos meus posts, ao menos já dei conhecimento suficiente para que vocês descolem um emprego de editor gráfico. Portanto, não me responsabilizem por nada.
Vamos lá, tentem as suas e postem os resultados nos comentários.
Ou não. Vão trabalhar, caralho!
Escrito por Kid on Jun 24, 2004
Apesar de não ter nenhum motivo para isso, eu me orgulho de ser brasileiro. Não falo de forma pessimista assim pelo estado caótico do nosso país. A falta de motivos para orgulho patriótico é simples: o país existe independente de você. Você não é responsável por nada das coisas boas que existem em solo nacional (que convenhamos, se limitam às belezas naturais). Fazemos pouco ou mesmo nada para contribuir com a nação. Portanto, como podemos ter orgulho de algo que não fizemos? Não faz sentido. Se orgulhar do lugar onde você nasceu é pura burrice. Ainda mais quando você nasceu no Brasil.
Mas sou um burro também, porque por algum motivo me orgulho de ser brasileiro. Engraçado que isso não acontecia antes de eu ter vindo pra cá. Descobri aos poucos que brasileiros são o povo mais sagaz que já caminhou nessa Terra, com exceção, claro, dos Koopa Tropas. Alguns deles tinham até asas, não há como competir com isso.
Mas semana passada, pela primeira vez desde que cheguei aqui, senti VERGONHA de ser brasileiro. E tudo por causa disso aí.

No último fim de semana, fui alugar um filme com a patroa numa locadora aqui perto. De repente, não mais que de repente, avistei o DVD de Cidade de Deus na prateleira dos “Top 10″, os filmes mais alugados do momento. O orgulho patriótico burro – se orgulhar por causa de um filme – me fez sair chutando tudo em meu caminho até alcançar a caixa do DVD, apanha-la e ler a descrição tosca em inglês no verso.
A alemã chegou logo atrás. Contei a ela que era um filme brazuca, que foi indicado ao Oscar, pá e tal. Ela se demonstrou extremamente interessada em aluga-lo.
Foi aí que de repente, me bateu uma extrema vergonha do lugar de onde venho. Enquanto favelas, tráfico à plena luz do dia, crianças cometendo assassinatos e fights pulíça X malandros se tornaram coisas comuns para nós, aos olhos de um cidadão de um país desenvolvido são coisas impensáveis.
Não me entendam mal. Não sou daqueles brasileiros ufanistas, que idolatram o país e falam bem dele em toda oportunidade. Pelo contrário. Nunca tive vergonha de contar pro pessoal aqui que viver no Brasil era uma putaria sem tamanho, uma aventura emocionante. Aliás, eu fazia isso fazia com uma certa empolgação até.
- Quer dizer que vocês deixam as portas de casa destrancadas aqui?!
- É sim. Vocês não fazem isso no Brasil?
- Porra, tu é louco rapá? Até trancando os caras entram, roubam tua TV, assaltam tua geladeira, cagam no chão da sala, passam a mão na bunda da tua mãe e te dão um chute só de sacanagem. Se deixar a porta aberta eles tiram os parafusos das dobradiças e levam ela também.
Contar esse tipo de coisa para alguém cujo o maior problema com criminalidade que ele conhece é shoplifting (neguim safado roubando em lojas, ainda que tenha dinheiro pra pagar) é curioso. Os caras arregalam os olhos, não conseguem acreditar de jeito nenhum.
O problema é que imagens falam mais que mil e duas palavras. O que o filme mostra é um país acabado, pobre, violento, feio. Pra quem mora lá, é fácil entender que o Brasil não é bem assim.
Não vou ficar com aquela babaquice de dizer que “o país é grande, bonito, tem potencial, blá blá blá…“, disso todos vocês já sabem. Sei que muitos me taxarão, mas não preciso ficar justificando minha opinião. O país é fodido, ponto final. As pessoas não colaboram, ponto final. As imagens REAIS do nosso país envergonham alguém que as mostre a um estrangeiro, ponto final.
Há certas coisas que os gringos simplesmente não conseguem conceber. É inútil explicar que aquilo não é a realidade no Brasil inteiro, que a violência exagerada se limita às cidades maiores e todas as outras desculpas que inventamos pros turistas. Alugando esse filme, a única imagem que eu estaria dando do meu país seria a de um traficante entregando uma arma pra um moleque e mandando-o escolher qual dos amiguinhos ia matar. Inconscientemente, minha mulé ia me ver como um pobre coitado que fugiu de um país onde traficantes mandam. Não por “burrice gringa” da parte dela – a generalização que fazemos para nos defender disso -, mas por falta de uma imagem mais lisonjeira. A legenda “Based on a True Story” estampada na caixa do filme não ajuda em nada. Como eu vou dizer que aquilo é exagerado se o filme é baseado numa história real?
Não sou contra fazer filmes que mostrem a realidade do nosso país. E certamente não sou contra a divulgação internacional deles. Acontece que, para os gringos, certos nuances da nossa cultura (como por exemplo, gente pobre e feia sentada numa calçada tomando cerveja e tocando samba enquanto um neguim corre no background atrás de uma galinha) são equações de quinto grau: eles olham, olham, olham e não entendem. Eles não estão acostumados com pobreza e feiúra, e ninguém vê com bons olhos o que não entede.
Não que eu desvalorize características da nossa herança cultural – e mesmo que fizesse: qual o motivo para valorizar? – mas acontece que você não pode esperar que pessoas que nunca viram uma favela na vida compreendam esse tipo de problema. E aí as pessoas começam a olhar pra você com uma certa pena, como se você fosse alguém inferior que eles por causa do lugar onde cresceu. É inconsciente e não há como evitar. E isso eu não quero.
O melhor que posso fazer para passar uma boa imagem do Brasil pra ela é negar a realidade geral do filme e procurar no Google imagens bonitas das praias do Rio de Janeiro.
Isso, confiem em mim, não é motivo de orgulho nenhum.
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