Escrito por Kid on Sep 30, 2004

[ Update CONSTRANGIDO ] Sim, constrangido. Sinto-me mal em expôr mais essa traquinagem do Menino Sem Vida.

Coitado, mermão. Eu achava que o fim do poço tinha chegado. Eu achava que tudo que ele já tinha aprontado era o nível máximo de escrotice, o cúmulo da inveja, o mais alto patamar de joselitice, o extremo da baitolagem. Extremo.

Eu achava que tinha acabado. O cara plagiou cinco posts meus, roubou um diálogo que eu tive com minha namorada, disse que meu quarto era dele, editou minhas imagens… Tá bom, né? Não é possível que tenha mais.

Veja só, me enganei.

O HateD pegou uma foto do Tutorial de Dark Art e mandou pra um amigo dizendo que era ele, quando criança.

Prestem atenção: ele pegou uma foto que eu divulguei no meu blog, mandou pra um amigo e DISSE QUE ERA ELE QUANDO CRIANÇA. Sério, que tipo de vida é essa?

Ele usava essa foto como avatar no MSN, e agora eu entendi porque.

PELO AMOR DE DEUS MALUCO, o que diabo mais você espalhou por aí? Sério, não leia mais meu blog. Na boa. Isso não tá te fazendo bem. Você encontrou no HBD algo pra preencher uma existência sem propósito, sem saber que o que tenho, você mesmo adquirir facilmente: basta desligar o PC e se dirigir até a sua porta.

Saia e viva. Repita comigo: “Eu não sou o Kid. Eu não tenho um quarto bacana. Eu não tenho uma namorada gringa. Eu não tive uma conversinha engraçada no MSN com a dre. Eu não fiz caretas engraçadas quando tinha 8 anos. Não tenho criatividade e ninguém gosta de mim.



[ Update impossível de descrever ] Acharam que tinha acabado? HateD nos surpreende mais uma vez com a falta de graça que é sua existência infeliz. Na ausência de inteligência, humor, sarcasmo, enfim, qualquer conteúdo que seja, ele copiou um chat entre o Frost e a Dre e substituiu o nome de um deles pelo próprio.

O cara que ser eu, quer ter meus amigos, quer ter meus inimigos, que ter meu quarto, usa a minha descrição no Orkut para se descrever, pega algo que aconteceu com minha namorada e diz pros amigos que aconteceu com ele…

Porra. Tou com medo de continuar mexendo nessa safadeza sem fim e descobrir que o moleque se masturba gritando meu nome, ou manuseando fotos minhas. Ou encontrar imagens dele trepando com uma boneca(o) inflável com uma foto minha colada na cabeça (da[o] boneca[o] ou dele, sei lá). De desvio de personalidade pra sexualidade duvidosa é um pulo. Eu, ein. Vou parar de mexer nesse negócio.

Meu, na moral. Se mata. Você não tem uma vida mesmo, vai estar perdendo o quê?



[ Update inacreditável ] Puta que pariu, ele copiou minha descrição do Orkut.

Raphael Varela

about me:Descrever-se é uma característica dos que faltam em personalidade” - Norman Johnston

Adivinha só?

PLAGIAR TAMBÉM.

O mais triste é que essa citação NÃO EXISTE. Eu a criei. “Norman” e “Johnston” são nomes de dois personagens de livros do Michael Crichton (Esfera e Linha do Tempo). Eu tava com preguiça de escrever algo sobre mim e inventei isso.

Ou seja, até sem querer ele me plagiou. A forma que ele encontrou de descrever a própria pessoa foi usar algo que eu criei. O cara vive à minha sombra, se agarrando a pedacinhos da minha existência, tentando ser “o mais Kid” possível.

DOENTE.



Atendendo a pedidos, separei os posts pra não misturar os comentários. E adicionei umas considerações. Leia o post de novo.

A Thali chamou minha atenção para algo curioso. Dêem uma olhada nisso aqui.

Legal, né? Pra quem tinha a dúvida: Não, não é meu fotolog. É de um moleque que pegou meu MSN há algum tempo e sempre vinha conversar comigo. Reconheci o nick dele lá. O filho da puta tava roubando meus textos há um tempinho e tomando crédito por eles, chegando ao cúmulo de editar algumas imagens e pôr o nome dele.

Nem falo nada. Não é nem necessário aloprar.

O filho da puta é tão descarado que, nessa foto, ele critica alguém que roubou uma imagem dele. Veja só:

“tirei essa foto faz mór kra jah

MAS ALGUEM COPIOU NÉ ???

-.-

você sabe muito bem que é com vc que eu to falando sua filha da puta!

lazarenta fura zóio da porra!

maldita..

tomara que vc morra

sofra muito

tenha uma morte lenta e muito dolorosa

mwahahahahahahahaha

arrombada :X”

Incrível. O infeliz me rouba textos e edita minhas imagens (coisa que não é a primeira vez que vejo por aí, mas nenhuma me revoltou dessa forma), levando crédito por tudo, pagando uma de malandrinho-que-escreve-legal entre os amiguinhos. Ele se acha no direito de reclamar de quem faz igual com ele e, no intervalo, fica batendo papo comigo no MSN.

Sério, me digam que é brincadeira. Cara de pau tem que ter limite, isso não é posível.

O cara teve a pachorra de copiar O TÍTULO DO HBD. Porra, roubar um texto eu até entendo: é necessário um cérebro, senso crítico e alguma noção de humor para concatenar idéias e criar algo que as pessoas gostem. Escrever não é fácil, caso contrário, não teríamos HateDs dando Ctrl C por aí.

Mas porra mermão, UMA FRASE? Tu não consegue criar UMA ÚNICA FRASE ENGRAÇADINHA pra pôr lá em cima? Juntar quatro ou cinco palavras que formem uma sentença criativa é demais para você?

Pior que é plagiador burro. Não satisfeito em roubar um ou dois post, ele saiu roubando uma porrada de textos. E plagiar um site popular não é algo muito lá muito inteligente.

Isso não é tudo: ele plagiava MEUS COMENTÁRIOS TAMBÉM. No post de Dragon Ball Z, há um comentário lá que estava aqui numa data anterior (o do Hellwings, que recebeu um post). Pra que plagiar um comentário, você me pergunta?

Pra poder plagiar a chutação de bagaça também.

Por todos os pirulitos do mundo! O cara copiou o Comentário Comentado de Dragon Ball Z pra quê? Qual a finalidade de reproduzir em seu flog algo que aconteceu com outra pessoa!? Falta de personalidade/criatividade/vergonha na cara? Ou será que foi pra pra dar uma de malvadinho pra cima dos visitantes do flog? Pra que todos pensassem “nossa, como ele é sagaz, humilhou o cara! Quero ser igual ao HateD quando crescer!

E se você pensa que a identificação dele comigo é doentia e a forma como ele utiliza coisas minhas pra aparecer é patética, espere só até ver que ele mandou a foto do meu quarto pra um fotolog dizendo que era o quarto dele.

O cara usava trechos da MINHA VIDA (meus textos, a briga de um post, minhas aulas de português para minha namorada, uma foto do meu quarto) para construir a própria identidade virtual. Baseada na minha pessoa. Ele estava me SIMULANDO.

Jesuis. Não se trata apenas de inveja de intelecto: o cara quer ser Quide.

Dá pena, diz aí.

A galera mais revoltada detonou os comentários do flog com as acusações de plágio. Ao invés de mostrar algum caráter e apagar os textos roubados ou ao menos retratar-se, ele provou que é um covarde de merda: apagou todos os comentários. Mas acho que não demorará muito para lotarem de novo.

Não arcou com as consequências da merda que aprontou. É, fio. Vai ter que comer muito feijão pra ser Quide.

Sim, ele postava umas coisas próprias lá. Mas não passam de comentários imbecis sobre fotos do próprio imbecil, junto com combinações incongruentes de letras, formando aquelas risadinhas escrotas de internet. Ou seja, ele preenchia o espacinho dele com textos que um macaco poderia escrever arremessando merda num teclado.

Esses são os “textos” dele, se é que podemos chamar assim. Aí, no meio da lixarada, aparece um texto com um pouquinho mais de conteúdo, que não aparenta nem de longe ter sido escrito pela ameba que é o dono do flog. Quem ele queria enganar, na boa?

Imagino até que deve ter mais escondido por aí.

Recado pro HateD: vai plagiar a velha, seu lazarento falso do caralho. Vou hoje falar com o dono do server onde o HBD é hospedado para bloquear seu IP. Parabéns, você foi o primeiro leitor banido da página. E veja que isso não aconteceu por causa de uma discussão, e sim porque eu não vou permitir que você fique se aproveitando de mim. Você merecia ser forçado a assistir Uma Odisséia no Espaço quarenta vezes.

Um abraço.

E valeu, Thali.


Escrito por Kid on Sep 30, 2004


Outro dia eu fui fazer uma pesquisa qualquer no Google e, clicando daqui e dali, caí numa página de fãs de 2001 - Uma Odisséia no Espaço. Pra você ver como essa internet é non-sense. Tou procurando um joguinho qualquer e acho uma homepage (já perceberam que houve em dia não existem mais “homepages”?) de paga-paus de um filme que foi lançado há uns trinta anos, cujo diretor morreu há uns cinco e o autor é considerado, ao lado de Asimov, o criador da ficção científica como a conhecemos.

Filme chato dos infernos

Se você teve a felicidade de não sofrer a tortura chinesa que é assistir esse filme, eu resumo pra vocês: o filme começa com uma cena longuíssima mostrando nada além de umas porras de macacos doidos. Cai um misterioso tijolão preto do céu. Os macacos aprendem algumas coisas úteis como usar ferramentas matar seus semelhantes. Cinquenta bilhões de anos depois, cientistas punheteiros encontram outro tijolão misterioso na lua, que talvez era o mesmo, eu não lembro. Corta pra 18 meses depois, com uma nave que parece um vibrador. Ela tá indo pra Júpiter, talvez por que não tinha nada pra fazer por estas bandas. O computador da nave pira o cabeção e mata um dos astronautas. O outro tenta desligá-lo. O computador pede pinico, implorado para não ser desativado. Então, sem o menor aviso, o infeliz espectador é bombardeado por 20 minutos com animações que devem ter sido produzidas sob efeito de LSD, ou que têm a finalidade de simular os tais. Aí o astronauta que ainda tá vivo aparece um quarto com decoração vitoriana, e ninguém sabe como ele foi parar lá. Ele envelhece rapidamente. Aparece um bebê do nada, mas a essa altura você já desistiu de entender o que está acontecendo. Pela graça de Nossa Senhora, acaba o filme.Obviamente, não consigo lembrar de muita coisa. Não é culpa minha; eu tenho um defeito que é não conseguir prestar atenção quando estou dormindo.

Mas em uma coisa vocês podem confiar: o filme é um lixo. Poucos filmes na história da sétima arte conseguem ser ruins o bastante para provocar dor física, e 2001 é um dos que podem subir nesse pódio. Assisti-lo é um desafio à sanidade. Primeiro, porque até hoje não conseguiram achar um significado claro praquela porcaria. Lá pelo meio do filme você tem a esperança de que haverá uma explicação para certos detalhes na película, como aquele tijolão e os macacos malucos no começo. Sobem os créditos no final e não há qualquer explicação para a porra dos macacos, ou mais importante ainda, porque diabos o Kubrick fez uma cena com três horas de duração para eles.

Aí você me fala “mas Quide, seu burraldaço, tudo depende de interpretação! Os macacos significam blá blá blá blá” e eu te digo “foda-se sua interpretação, ela não passa de uma hipótese e não é necessariamente o que o diretor quis mesmo dizer. Então cale a boca“. Não considero um filme bom se precisam passar trinta anos tentando entender o que o diretor não soube explicar.

Há, numa contagem otimista, umas cinco ou seis linhas de diálogo em todo o filme. Isso deve dar mais ou menos uns 20 minutos de conversação, num filme de cento e sessenta minutos. Você poderia imaginar que imagens vale mais que mil palavras, mas isso não se aplica para esse filme. Eu trocaria todas aquelas imagens, em especial a cena de 20 minutos com as alucinações lisérgicas, por uma única frase que explicasse do que diabos se trata essa bagaça. Mas isso se deve a um outro defeito grave que tenho: se vou assistir um filme, fico muito satisfeito quando ele faz algum sentido. Caso contrário, eu tenho vontade de jogar ácido nos olhos.

Entretanto, desafiando toda a lógica - ou bom gosto -, essa bomba é considerada um grande clássico. Não consigo aceitar que um filme que ninguém entendeu - ou gostou - quando foi lançado possa ter se tornado um ícone pop. Segundo os sites que li, todos os críticos avacalharam o filme assim que chegou aos cinemas. E isso era no tempo que críticos cinematográficos não eram baitolas que criticam todos os filmes que a gente gosta.

Algum tempo depois, os críticos mudaram de idéia inexplicavelmente e passaram a elogiar o filme, chegando ao exagero absurdo e descarado de chama-lo de “esplêndido“.

(Além de um esplêndido desperdício de tempo e de um esplêndido instrumento de tortura, não vejo em que sentido da palavra esse filme se encaixa.)

Que tipo de gente acha um filme “esplêndido“? Quando li isso, imaginei um jornalista boiola com pantufas roxas e um poodle a tiracolo. “Ai menina, esse filme novo do Kubrick, você viu? Esplêndido! Tem uns macaquinhos fashion no começo, um luxo!

Eu tenho uma teoria para essa virada de casaca dos críticos. Acho que todos eles dormiram na sala de exibição no lançamento. Sem saber exatamente o que escrever, eles criticaram - como fazem sempre que não sabem o que falar de um filme. Algum tempo depois, ao ver que todo mundo tinha ODIADO a porcaria, eles pensaram “Opa, se ninguém gostou, é porque foi bom!” e então mudaram os publicações.

Ou isso, ou então o Kubrick deu o roscóvis para os críticos do New York Times. O número de críticas que o filme recebeu deve ser diretamente proporcional ao diâmetro do ânus do diretor - que por sua vez é inversamente proporcional à qualidade dos filmes. Perceba que no português eu sou fraco, mas na matemática eu çou fera.

Antes de escrever o texto, procurei algumas críticas na internet, para ter uma noção do teor de devoção cega que algumas pessoas têm por esse filme. Uma das críticas que achei na internet:

“2001: A Space Odyssey is an absolutely magnificent film. Though I realize that many find it dull or boring, I can only say this: try again, and bring yourself to the movie. It’s not a film that ladles up its ideas for your consumption. It is there to ignite your imagination and curiosity… to inspire you to dig for insights. Even if it were absolutely devoid of content, it is deservedly at or near the apex in the pantheon of visualized narratives.

Olha só a tradução das partes grifadas:
“Eu sei que muitos acharão o filme BOBOQUINHA ou CHATO PRA CARALHO

E, o pior:
“Mesmo que fosse completamente vazio de conteúdo, ele merece estar no topo do panteão de narrativas visualizadas”

Mas ein? O cara tem a completa consciência de que o filme tem potencial para ser considerado chato ou sem graça. Jogando no lixo qualquer resquício de bom senso, ele ainda diz que, mesmo que o filme não tivesse significado nenhum, merece ser chamado de “foda”.

Por mil e quinhentos caranguejos, por que diabos o filme mereceria ser chamado de foda se não tivesse nenhum sentido (coisa que ele realmente não tem)? Dá vontade de espancar o cara que falou isso com uma torradeira, pra ver se assim os miolos dele pegam no tranco.

Continuando a crítica, leio:

“I want to make one thing perfectly clear… this film cannot be definitively explained.”

Ora, pelo amor dos santos. Vá tomar no cu, meu amigo, que tá passando da hora. Se eu quiser passar quase três horas vendo algo que não dá pra entender, eu ligo a TV num canal que esteja fora do ar e assisto o chuvisco. Pelo menos não tem viadinho metido a entendedor-dos-mistérios-por-trás-dos-filmes idolatrando esse chuvisco.

Essa crítica boioloa solidifica minha última hipótese: houve uma completa lavagem cerebral nos críticos que desceram o pau (em mais de um sentido) no pobre Stanley. Prenderam as pálpebras dos caras com pinças e os fizeram assistir três sessões de Uma Odisséia no Espaço, num método semelhante ao visto em Laranja Mecânica. Que, por sua vez, também é do Kubrick. E que também é considerado um grande clássico, apesar de não fazer lá tanto sentido e ter sido criticado no lançamento.

Perceberam o padrão? Isso comprova que o hábito do Kubrick de mudar a opinião de críticos com seu ânus não foi um fato isolado.

Tou afim de ler o livro, deve ser uma beleza. Mas o filme não vale o disco em que está gravado. A experiência de assistir 2001 é tão divertida quanto ver a mãe sendo devorada por tigres.

Torne o mundo um planeta melhor: compre o DVD de 2001 - Uma Odisséia no Espaço e frite-o no microondas.


Escrito por Kid on Sep 29, 2004

Atendendo a pedidos de leitores…

Becca - “Desisto de dizer isto”
Clique com o botão direito e… Ah, não é possível que você não saiba como salvar um arquivo.


Aumentem o volume pra poder ouvir. O som tá meio baixo, porque meu microfone é uma desgraça. No fundo, dá pra perceber que eu falei algumas coisas, mas praticamente não dá pra ouvir minha voz. A transcrição do áudio:

[ Becca, com um sotaque BIZZARO ] Disgjsgjtu… I forget the second part again

[ Kid ] “De dizer isto”

[ Becca ] That’s the one… (suspira) “Di dizê ishtu”

Coitadinha.

O que eu não faço por vocês.


Escrito por Kid on Sep 27, 2004

Ensinando português pra gringa, volume 1

O legal de namorar alguém de outro país é que INEVITAVELMENTE a pessoa assimilará a sua cultura. É batata, não tem pra onder correr. Quando se menos esperar, esses canadenses estarão fazendo arrastões e colocando anúncios de golpe no jornal.

A Becca está me saindo uma perfeita gringazinha treinada, pronta pra ir passar férias (leia-se “ser assaltada“) no Rio: Adorou guaraná, viciou em pastel, já sabe falar “por favor“, “obrigado“, “me dá um beijinho” e “vá se foder” (sim, até nossas brigas são multiculturais), entre outras frases de uso constante.

Ontem mesmo eu tava num chat de áudio com o Lab, meu amiguinho de Manaus, e a patroa. Ela, pra fazer aquela média, desfiou seu conhecimento da língua portuguesa. Cada frase era acompanhada de risadas minhas e do Lab, o que deixava a pobrezinha muito sem graça. Mas ela é alemã e não desiste, que nem a gente. E então continuou a tentar falar português (com aquele sotaque gringo que todos conhecemos e amamos), para a minha diversão.

Ri pra caralho, amigos. É curioso ver alguém se enrolando todo pra falar algo que para nós é tão simples. Todos deviam ter uma namorada alemã para poder rir na cara dela quando ela fala “beijinho“. O mundo seria um lugar mais feliz.

Certa vez, escrevi num papel várias palavras simples. Partes do corpo, verbos mais utilizados, nomes de comidas, xingamentos, essas coisas que nós brasileiros precisamos no dia a dia. Aí ela queria que eu ensinasse a ela como se fala “say this“, para que ela pudesse falar enquanto apontava pra uma palavra na lista, e assim me perguntar a pronúncia dela.

- It’s “diz isto“, baby.

- Dis… disjgistu?

- Ahn… Almost that.

- No, c’mon! I know I didn’t say it right. I wanna learn. Digjsjgstu?

- Hmm… not really, sweetie.

- Ah, dammit! I give up. How do you say “give up”?

- Desisto.

- Disjgistu?

- Yeap.

-

- What?

- It’s the same fucking word.

- No, it’s not. One of them is “diz isto“, the other one is “desisto“.

-

- It’s not the same word!

- Fuck this shit. I disjgistu.


Escrito por Kid on Sep 27, 2004

Cansado de passar HORAS tentando pegar uma música, porque o arquivo não baixa nem sob reza braba pra São João do Tauape? De saco cheio de pegar arquivos com chiados, interrupções, mensagens satânicas e propagandas subliminares? Ou simplesmente mora no Canadá e tá com medo de usar o Kazaa porque essa porra tá dando cadeia?

Seus probrema se acabaro-se.



Limewire é o nome do negocinho. A patroa vivia recomendando o programa, mas eu tinha preguiça demais de instalar. Quando soube que nego foi pro xilindró por causa do Kazaa, desisti de usar aquela porra para sempre e resolvi ouvir os conselhos da alemã.

Um dos inúmeros motivos pelos quais o Limewire é indecentemente bom é porque TODOS OS ARQUIVOS NELE BAIXAM. Acabou aquela putaria de selecionar 10 arquivos na telinha de resultados de busca para conseguir baixar UM mp3 - que ainda vinha corrompido. Claro, tem gente por aí que tem orgasmos só de pensar que sacaneou um coitado que foi baixar uma música e não conseguiu nada que um arquivo com vinte minutos de chiados.

Aliás, a integridade dos arquivos da rede do Limewire é celestial. Instalei o programa ontem e baixei trinta e sete músicas, só nessa madrugada, e nenhum arquivo veio com problema. Isso é incrível.

E o motivo pelo qual compartilho essa informação com vocês é simples: quanto mais gente usando o programa, mais arquivos estarão disponíveis para download. As chances de achar a música que você quer aumentam. E você terá um programa de p2p que FUNCIONA. Todo mundo ganha.

Olhaí, já fiz minha boa ação do ano. E quando eu morrer, vou poder dizer que algo o HBD fez uma boa contribuição para a humanidade.


Escrito por Kid on Sep 24, 2004

E aí o Trunks manda um joguinho pra mim. Ele estava empolgadíssimo. Ele me disse que era o melhor jogo que ele já tinha jogado na vida.

Levantei uma sobrancelha. Meu gosto por jogos costuma ser bem diferente do que meu irmão tem. Eu geralmente gosto de jogos interessantes, desafiadores, onde você possa resolver seus problemas descarregando munição no rosto de alguém. Ele, por sua vez, gosta de jogos chatos.

Mas, como eu não estava fazendo nada mesmo©, aceitei o envio do game. E foi assim que conheci System Shock 2, o melhor jogo que você vai pôr as mãos em toda sua vida. E se você pensa diferente, você está errado.


A capinha do jogo e tal


O primeiro desafio foi entender que porra de estilo de jogo era esse. System Shock combina elementos de tiro em primeira pessoa, adventure e RPG. Explicando em outras palavras, você enche o cu de inimigos com balas, desvenda mistérios espalhados convenientemente pelos cantos do mapa e ganha pontos de experiência, ficando mais forte a cada fase. É claro que os inimigos também ficam mais fortes a cada mapa, gerando uma interessante corrida evolutiva e muita frustração quando você percebe que continua na mesma, não importa quantos pontos gaste em Força.

A história é convincente, embora meio clichezada. Você estava na viagem inaugural da primeira nave espacial mais rápida que a luz. Mas, como sempre, algo tem que dar errado, senão não teria jogo. Você acorda com barulhos de explosão. Há sangue em todo canto, até no teto. Você se pergunta como o sangue chegou no teto. A única arma que você tem no começo do jogo é um ineficiente chave inglesa (leia-se “um pedaço de ferro completamente inútil e que não oferece nenhuma ameaça pros bichões“), que garante que você morrerá umas 3 vezes até pegar o jeito no game. Espere até pegar uma pistolinha e aí sim o negócio começa de verdade. Até lá, conforme-se em sacudir o pedaço de ferro pra todo lado na esperança de que os ETs se assustem e fujam correndo.

O que não acontece. Falo por experiência própria.

O ponto alto do jogo é a experiência imersiva. Já joguei trocentos títulos diferentes, vários deles considerados “os fodões”, mas NENHUM chega perto de System Shock no quesito envolvimento com a história. Não sei como esses caras conseguiram isso, mas você se sentem realmente dentro daquela nave, lutando com os ETs que querem comer seu fígado. A música é reativa: durante a exploração da nave, a música é suave, calma, o que aumenta sua tensão. Você pensa “esses putos colocaram essa musiquinha bunda pra me fazer relaxar, para então arrancar meus olhos quando eu menos esperar!

Durante um tiroteio com os bichos feios, a música de tensão muda pra um tecno pesado. E depois, de volta para a música calma. É foda demais, amiguinhos. Parece um filme: quando a música mudar, você já sabe que o chumbo vai comer.

Ao longo do jogo, você recolhe diários digitais dos tripulantes mortos. Pressionando uma tecla, você ouve a narração dos diários, com as vozes originais dos seus donos, explicando certos detalhes sobre o ambiente e o que aconteceu. A atuação é fenomenal, você sente o desespero dos manés que a essa altura já viraram comida de alien faz tempo. Há histórias paralelas que se desenvolvem a cada novo diário achado. A mais memorável era a da menina do laboratório químico que tava dando a bunda pra um outro cientista e decidiu dar um basta na putaria, quebrando o coraçãozinho de seu colega de trabalho.

E os sustos! Em todos os sites onde li sobre o jogo, os autores diziam que a experiência de jogar System Shock era literalmente assustadora. A sugestão dada pelos caras é que você jogasse num quarto escuro com fones de ouvido. A promessa é de pulos da cadeira e calças mijadas. O jogo é espantosamente imersivo; mas eu achei que havia um certo exagero nas descrições dos caras. Quando o primeiro fantasma apareceu e minha cueca tornou-se ligeiramente mais úmida que antes, eu percebi que estava errado.

O troço é apavorante mesmo. Em um momento você está dando cliques por aqui e ali para explorar os objetos deixados no chão - ninguém nunca guarda nada nesses jogos, é tudo espalhado pelo chão - e sem mais nem essa, um fantasma se materializa na sua frente, falando sozinho. Ele não sabe que está morto, e reclama que uma das máquinas da nave está com defeito. Segundos depois, a imagem desvanece e o cara some pra sempre.

Não pense que todos os sustos serão provocados por fantasminhas inofensivos. Há ameaças reais escondidas na nave, que decidem aparecer quando você menos espera, ou quando você estiver recarregando a sua arma, ou quando você não tiver uma arma. Ou seja, eles aparecem pra te foder mesmo. Nas primeiras fases, os inimigos são os próprios astronautas, infectados por algum tipo de hospedeiro a-là Alien - O Oitavo Passageiro, ou então os robôs de segurança da nave (lembra dos robozões de Matrix Revolutions?), que entraram em pane e agora vão atirar em qualquer coisa que aparecer na frente deles (leia-se “você“).

A inteligência artificial do jogo é bastante desafiadora. Existem, por exemplo, câmeras espalhadas por cada centímetro da nave. Desative ou destrua as câmeras rápido, ou elas disparam a porra de um alarme (de almoço) que atrai todos os ETs num raio de cinquenta quilômetros pra onde você está (pra te comer, mas não é no sentido bíblico da palavra. O que, entretanto, aumentaria o público homossexual do jogo).

E caso isso aconteça quando acontecer, acredite em mim, você se fodeu.

Uma das coisas que me incomodou no jogo é o PLOC PLOC PLOC dos passos do personagem. Parece que o cara tá usando tigelas de cereal matinal viradas pra baixo como sapatos. Eu estava com a esperança de que eu pudesse talvez comprar os tênis de algum dos ETs, ou então arrancar meus pés e substitui-los com travesseiros, mas não tive essa sorte. Tive que aguentar as passadas irritantes de forma heróica.

E falando em passadas, prepare-se: você terá que andar bastante. Os puzzles no jogo são complexos; mas não aquele tipo de complexo que é tão difícil que você sente vontade de arremessar a caixa do CD pra cima e acertá-la com um tiro. Alguns enigmas no jogo exigem que você retorne DUAS FASES INTEIRAS para ativar um mecanismo cuja chave você foi encontrar lá na frente. E então um caminho alternativo aparece, levando-o para um setor que você não poderia alcançar de outra forma.

Enfim, o jogo é foda demais. Há muito para se falar sobre a jogabilidade, que é de longe a melhor que já vi num game. Mas agora eu tou com fome e tem alguém batendo aqui na porta.

Ah, sim: você pode baixar o jogo aqui. Para baixar o jogo, você precisa digitar um código. O tal código aparecerá numa imagenzinha de confirmação, logo acima da área onde você deve digitá-lo.

Tou explicando porque mandei esse link pra várias pessoas e, impressionantemente, ninguém conseguiu entender o procedimento para baixar o jogo. Vão lá e não me decepcionem.

[ Update ] Último post da semana. Tou indo hoje à noite pra uma festa em Toronto e não sei nem quando volto. Vamos ver se algo impressionante e merecedor de um post acontece.


Escrito por Kid on Sep 23, 2004

Você tá aí em casa, de papo pro ar, totalmente entediado e tá afim de encher o saco de alguém na internet? Seus problemas se acabaram (ou pelo menos, esse)!

Chegou a fenomenal Semeadores da Discórdia, a mais supimpa comunidade desse tal de Iorgute.

A idéia é bela em sua simplicidade: escolhemos uma comunidade temática, entramos nela e vamos TOTALMENTE contra a maré. É tão fácil que até o RauL entenderia.

Por exemplo, se a comunidade é “Eu Odeio o João Kléber“, a gente entra lá e defende o hômi. Não que ele mereça. Por mim, João Klebér pode se explodir bonitamente. Acontece que a gente temos que ser mau.

(Sim, é “mau” mesmo, pra ficar bem errado. Não precisa corrigir, seus baitolas. Foi proposital.)

Se a comunidade é “Eu amo a Marimoon“, a gente se cadastra nela e alopra a coitada - que não tem nada a ver com a criação da comunidade de paga-paus, mas entra na alça de mira do mesmo jeito porque a gente somos muito mau e não estamos aí pra ninguém. Foderam com a gente lá na porra da maratona, alguém vai ter que pagar.

Bora maluco, se cadastra logo. Aproveitem que ainda não tou cobrando a inscrição. Depois de outubro, é 75 reais em três vezes no cartão.

O que? Tu não tem convite pro Orkut, malandro?

Que pena, tu ia se divertir pra caralho com a gente.


Escrito por Kid on Sep 21, 2004

Da série “Grandes posts do passado” ou “Foda-se se você já viu, tem gente que ainda não

Porra, se há uma coisa em que o Brasil lidera - além da corrupção, mau desenvolvimento, violência urbana, desemprego, analfabetismo, exploração infantil, venda de CDs piratas ou qualquer outro tipo de pilantragem - é o ranking mundial de fotologs. De acordo com o site fotolog.net, existem 174,720 brazucas mostrando a cara na rede. Isso, há dois segundos atrás. Enquanto você lê essas linhas, uma menina gótica se cadastrou para postar fotos escurecidas no Fotoshop*, aquele grupinho de playboys abriu uma conta para postar as fotos da “night” e a Tia Zuleica entrou no site para mostrar as fotos das sobrinhas aos familiares que moram longe. Hoje em dia, até quem não tem câmera digital tem seu próprio fotolog.

Temos muito que aprender dos alemães, que têm apenas 1334 flogs. Ou dos franceses, que não chegam nem aos mil álbuns virtuais. Porra, devíamos ser como os pobres coitados que moram nas Guianas, que não têm NENHUM fotolog. Mas isso é porque lá não tem nem pilha, que dirá câmera fotográfica.

Os brasileiros são narcisistas por natureza (não sei porque, pois somos feios pacaráio). Como se já não bastasse colocar a cara feia na internet, eles ainda insistem que todos tenhamos algo a dizer sobre as fotos - “comenta no meu fotolog pliiiiis…

Como qualquer outra coisa que tenha nosso dedo no meio, a onda do fotolog já começou a ser vandalizada pelo “jeitinho brasileiro” (TINHA QUE SER): já existem na praça esquemas para adquirir contas pagas do fotolog.net (sim, tem gente que paga pra colocar foto na internet…) por um precinho mais “camarada”. Beirando a legalidade, é claro, como manda nossa tradição. Brasileiro quando não está criando fotologs, está aplicando golpe - outra especialidade nacional.

Além dos fotologs brasileiros, existem os fotologs de brasileiros que moram no exterior - e me incluo nesse grupo. Some estes aos diarinhos fotográficos que se encontram no território brazuca e você perceberá que controlamos aproximadamente 43 trilhões de fotologs ao redor do mundo - e olhe que estou jogando por baixo, porque todos sabem que na verdade o número de flogs tupiniquins tende ao infinito e não cabe na calculadora do meu relógio de pulso Casio.

Pra você ter uma idéia de como a gente domina esse esquema, procure um fotolog de algum lugar bem bizarro como, digamos, a Lituânia. Você nem sabe onde fica a Lituânia, seu inculto, mas saiba que dos parcos 16 fotologs lituanos, apenas TRÊS não são de brasileiros safados como eu e você.

(O que os caras tão fazendo lá, você me pergunta? Tirando fotos, claro. Deixa de ser burro.)

Isso acontece porque brasileiros são os seres mais espalhados ao redor do mundo, perdendo apenas para os judeus e meus CDs. Tem brasileiro em TUDO QUANTO É LUGAR DA GALÁXIA. Tenho plena convicção de que no dia que explodir um homem bomba num local exdrúxulo, como o Azerbaijão ou Tangamandápio, um brasileiro estará entre as vítimas. Se cair um avião num deserto, ele vai atingir um brasileiro que tava passeando por lá, tirando fotos pra colocar no seu flog.

Na Guatemala tem brasileiro; nas ilhas Fiji tem brasileiro; na Croácia tem brasileiro; na caverna do Osama tem um brasileiro; até nesse planeta novo que descobriram mês passado já tem brasileiro. Tá se escondendo do cobrador da parcela da geladeira.

E ele levou sua Cybershots pra tirar foto de tudo lá.

*Escrito errado propositalmente, porque o Blogger coloca um link automaticamente na palavra correta.

Não, eu não vou divulgar meu fotolog.


Escrito por Kid on Sep 19, 2004

Rapidinhas

Na verdade é só um monte de link.

O domínio hojeeumbomdia.com está perto de acabar. De acordo com meus cálculos, dia 20 de outubro eu perco o endereço pontocom. Se algum dia você não estiver conseguindo entrar no HBD, seja esperto e digite yuriii.com/hbd. Esse será o endereço por ora. Se acostumem logo com ele. Acho que em menos de uma semana, re-compro a parada.

Feliz aniversário, amigolito!

Blog bom. Entrou pro Róu de Blogs ali do lado.

Conselhos novos!


Escrito por Kid on Sep 18, 2004

Eu estava motivado a nunca mais comentar comentários. Eu achava que, a essa altura do campeonato, todo mundo que tenha mais que quatro neurônios teria percebido que a) brigar porque alguém falou mal de algo que você gosta é estupidez, e b) falar merda no HBD só rende uma exposição pública da sua burrice. Entretanto, algumas pessoas mostram-se incapazes de entender conceitos tão simples e voltam aqui continuamente para tentar provar que a minha OPINIÃO PESSOAL está errada.



Obviamente existem aqueles fãs do desenho que lêem meus devaneios e pensam “haha, esse cara é engraçado. Mas ele nem gosta do que eu gosto. Coitado dele, não sabe o que está perdendo. Mas é a opinião dele, fazer o quê?” Pena que são exceção à regra do fanatismo. A geral pensa “O quê?! Ele não gosta de Dragon Ball Z?! Isso muito me enfureceu. Vou postar um comentário provando que ele está ERRADO em não gostar do desenho. Afinal, ele é baseado na cultura japonesa! Se ele não gosta disso, certamente é um babaca!!

Na verdade foram, dois comentários. Sim, o jumentão ficou mesmo revoltado em saber que alguém do outro lado do mundo não gosta de DBZ. É realmente um ultraje esse negócio de gosto pessoal, gente que acha que tem direito de não gostar das coisas que a gente gosta.

Para fins de melhor coesão, postarei a lixarada toda como se fosse apenas um comentário.

Vamos então para o MELHOR e mais imbecil comentário já feito neste diarinho virtual. Peguem a pipoca e o refrigerante, esse aqui é bom pra caralho. Ele dividirá a história dos comentários comentados em duas partes, antes de Hellwings e depois de Hellwings.

Pq vc nao critica um desenho q vc assiste sempre? Vc nao deve ter visto nem 2 episodios…

Vc é engracado, nao pelo fato de suas piadas nao, mas pela tentativa de ser…

Pega um desenho que a galera gosta (quem nao gosta nao assiste, mas tb nao critica), e tenta falar mal.

Pq vc nao fala mal do He-man, q vc gostava tanto qdo era crianca?

É mole, um cara se acha certo, em meio a trocentos que gostam da animacao… Vai entender.

Nao adianta, no meio de tanta gente, tem q ter alguem ruim da cabeca…

AH, Goku nao é apenas o cara mais FODA do UNIVERSO, e o desenho nao roda inteiramente em torno dele. Caso vc nao saiba, há uma historia por tras da batalhas com bolas de nergia do tamanho do Amazonas. Há tb historias até infantis, o q leva graca ao desenho. E é esse o diferencial. Goku pode ser o cara mais FODA do UNIVERSO como vc disse, mas ele nao largou a inocencia do primeiro Dragon Ball que saiu.

Existem outros tantos personagens, todos carismaticos. Não é a toa que a série Dragon Ball (Dragon Ball, Dragon Ball Z e Dragon Ball GT) durou cerca de 10 anos, consquistando fãs até hj. Então, larga de ser otario e resmungue de algo que tenha sentido (menos politica e religiao, que nao faz sentido algum)…

Chega, nao vou esquentar a cabeca com o que APENAS uma pessoa pensa a respeito.

Dragon Ball Rules!!

hellwings | Email | Homepage | 09.17.04 - 5:14 pm | #

(Esfrega as mãos e estala o pescoço)

Em primeiro lugar, eu vi mais de dois episódios do negócio. Felizmente consegui parar de assistir o desenho quando notei uma sensível queda no meu nível intelectual e na minha noção de bom senso. Há algumas pessoas que assistem demais esse lixo, prejudicando o próprio cérebro permanentemente. Alguns deles chegam a postar comentários babacas em blogs de pessoas que dizem não gostar do desenho, veja só você.

Se minha tentativa de humor já é suficiente para fazê-lo rir, meu trabalho aqui está feito. Se a finalidade é divertir, eu já atingi meu objetivo - ao contrário de você, que tentou fazer uma crítica inteligente e me aparentou ser um membro de uma sociedade de autistas.

É bastante fácil perceber quando alguém não sabe como criticar. Se o sujeito começa a fazer suposições imbecis sobre você, é batata: ele não sabe do que diabos está falando. De onde você tirou que eu assistia He-Man, meu amigo? A escolha foi a pior possível. Eu odiava quase todos os desenhos da minha infância: He-Man, Thundercats, Cavaleiros do Zodíaco… quem me conhece pessoalmente sabe que eu não estou mentindo. O único que eu assistia era Simpsons, por causa de seu humor ácido e sarcástico. Ou talvez também porque seu roteiro não se limite a mostrar personagens musculosos ultra-poderosos se esmurrando durante meia hora.

Eu não me acho “certo”, meu amigo. E que diferença faz se a maioria gosta desse lixo? Desde quando a maioria sabe o que é bom? Tudo que a maioria faz é discriminar, setando padrões (FALHOS) do que é certo e errado, e colocar imbecis no poder. Não é à toa que alguém um dia disse “a unanimidade é burra”. Eles estava pensando justamente nos fãs de Dragon Ball Z.

E mais um detalhe: de onde diabos você tirou a conclusão que os fãs de DBZ são alguma maioria? Da sua própria bunda?

Para fins de cálculo, digamos que existam UM BILHÃO de fãs de Dragon Ball Z. Obviamente é um número bastante exagerado, assim como o desenho que você adora. Mas vou dar essa colher de chá pra você e imaginar que existam um bilhão de fãs do Goku. Em estatísticas geralmente se excluem pessoas “não-normais”, como doentes mentais ou similares. Para fim de amostragem, procura-se limitar a seleção dos participantes do estudo àqueles que têm mente sã. Entretanto, uma vez que todo o grupo que estou analisando é composto por doentes, vamos ter que mudar essa regra.

Então, vamos partir de 1,000,000. Obviamente esse número tende a cair cada vez mais. Afinal, pessoas eventualmente se tornam adultas, começam a pensar e deixam de gostar de coisas que têm como público alvo crianças de 10 anos. Mas vamos arredondar para um bilhão mesmo.

Tomei a liberdade de fazer um pequeno gráfico que mostra como você está errado ao supor que eu sou apenas “um” que não gosta da porcaria desse desenho.



A matemática não mente. Para cada fã de Dragon Ball Z, existem 5 pessoas que têm cérebros.

Eu sou um dos 4,999,999 ao redor do planeta que não idolatram as aventuras de Goku como se fossem algum tipo de relíquia sagrada milenar. Assim como os outros 4,999,999, eu não vejo nada de tão especial na porcaria desse desenho que me leve a BRIGAR com um desconhecido simplesmente pelo fato de que essa pessoa acha o desenho um lixo. Vocês não são nenhuma maioria.

Então, seguindo sua própria lógica, você é que está errado. Nós, os cinco bilhões, estamos na maioria.

Sim, o desenho tem histórias paralelas. Agora, me explica como isso dá sentido ao desenho, ou refuta o que eu escrevi sobre ele? Notei que você não tinha como argumentar os pontos que satirizei no texto (sim, se você não percebeu, era um texto de humor) e começou a apontar “coisas legais” que o desenho tem (legais, é claro, na SUA concepção de fã de desenho japonês tosco).

Mais adiante, o sujeito dá mais provas claras de sua imbecilidade. Ele é tão babaca que acha que todos dividem o mesmo conceito de “carisma” que ele. Ele, em sua inocência, acredita que todos gostam de tudo que ele gosta.

Se você quer saber, acho aquele Mestre Kame tão carismático quanto uma esponja velha. E aí? Por que sua opinião é mais válida que a minha?

Assim como vários outros retardados, este grandíssimo imbecil tentou consolidar o seu ponto de vista usando para isso tiradas GENIAIS como “o desenho é baseado na cultura japonesa, bobão!“, como se isso tivesse três gramas de teor de argumentação.

Aí, adivinha só? Eu tou pouco me fodendo pra cultura japonesa. E daí que o desenho é baseado numa tradição oriental que reza lenda de macacos que ficam gigantes quando vêem a lua? Isso por acaso deu mais sentido ao anime? Não, continua imbecil. E seu argumento continua vazio, porque eu não critiquei a cultura pra começo de conversa. Falei apenas que o desenho é chato, demorado, e sem sentido.

Eu tou pouco me fodendo pra cultura japonesa, meu amigo. E você também, certamente. A única cultura japonesa que você e milhões de babacas alienados acompanha é anime/mangá, e apenas por causa do recente hype que esse material tem causado. Há dez anos atrás ninguém sabia que diabo era isso, e daqui a dez anos, ninguém saberá. Sua cultura se resume ao que está em voga.

No fim do comentário, ele diz que “não vai esquentar a cabeça porque alguém não gosta do desenho“. Adivinha só, babacão? Você já se esquentou. O fato de que eu - um cara que você nunca viu na vida, cuja opinião não altera em nada a sua - não gosta de Dragon Ball Z foi demais para aguentar. Você não pôde se conter a pensar “veja só, ele tem uma preferência pessoal diferente da minha. Nunca parei pra pensar nisso, mas existe gente lá fora que talvez não divida os mesmos gostos que eu“. Não, não. Isso seria maduro demais. Ao invés disso, você sentiu a necessidade de comentar (DUAS VEZES) para defender um desenho animado de críticas que, como você mesmo parece acreditar, partiram de alguém que nada mais é que “alguém na multidão”. Embora na sua cabeça eu seja “apenas mais um”, minhas críticas foram tão cruéis que fizeram você crer que o desenho precisava ser defendido.

Pior que escrever um monte de lixo é fechar tudo com essa lorota de que não ficou com raiva, talvez na tentativa de parecer o “superior” na discussão. Na verdade todo o seu comentário provou indubitavelmente que você se esquentou, e muito. Não se xinga alguém quando não se está com raiva, filhote.

Tudo que eu falei no texto é que não gosto do desenho, e que ele não faz sentido. Os caras me vêm com trezentas abobrinhas diferentes, como “o desenho tem personagens carismáticos (que é um eufemismo pra “baitola“)” ou “DBZ é baseado em cultura oriental”, como se essas afirmações de alguma forma mágica justificassem os dinossauros, as viagens no tempo, os robôs, os trinta capítulos que um personagem demora terminar uma frase, ou seja, todos os motivos que me levam a não achar o desenho legal.

Essa porra continua sem sentido, e eu continuo não gostando. Esses argumentos que vocês tiram da própria bunda têm tanta lógica quanto os episódios dessa porcaria que vocês defendem.

E meu objetivo mais uma vez foi atingido: mostrar que, se eu falo mal de alguma coisa, a baixa maturidade dos fãs daquilo se mostrará abundante nos comentários. Claro, existem exceções. Mas sempre tem aqueles dois ou três que queimam o filme de todo o resto.

Valeu, filhote. Acredite, se eu quisesse gente concordando com o que eu escrevo, não sairia falando mal de tudo.

Vamos, escreva mais merda no link aí embaixo.

E aos chorões que ficam naquela ladainha de “Quide, isso já tá chato, escreva algum post pra divertir a gente…“: Fodam-se. Vai jogar paciência e fecha o blog. Esse post não é pra entreter você enquanto o chefe vou dar uma volta lá no RH. É uma resposta direta a um imbecil que pensa que a opinião dele é a mais válida do que a de cinco bilhões de pessoas.

[ Update ] Sim, eu sei que 1,000,000 não é um bilhão. Acontece que no site onde fiz o gráfico, não cabe mais casas. Então deixei um milhão/cinco milhões para manter a proporção no gráfico, e acabei errando na hora de digitar o resto do post. Claro que devia ter atentado para esse detalhe antes e explicado, para impedir professores de matemática de rir da minha cara. Bah, foda-se. Façam de conta que tem um 1,000,000,000 lá em cima. Reclamem com eles. E com minha mãe, que não me dava Biotônico Fontoura quando eu era guri.


Escrito por Kid on Sep 16, 2004



Eu simplesmente não entendo DragonBall Z. Eu sou incapaz de compreender como esse programa passou tanto tempo no ar - em mais de uma emissora - se tornando sucesso absoluto entre guris por todo o país apesar de não fazer nenhum sentido que seja, e como os criadores dessa porcaria têm a moral de sair de casa sem que transeuntes joguem coisas pesadas neles.

Pelas poucas vezes que assisti, saquei que o desenho não vai muito além de personagens desproporcionais com trezentos quilos de músculos voando de um lado pro outro, atirando bolas mágicas de energia colorida, cada uma explodindo uma área do tamanho de Goiânia mas que, no entanto, não provocam nem mesmo um arranhão na pessoa em que ela foi atirada.


Não vai machucar ninguém, desista.


Sim, não posso me esquecer dos berros. Em DragonBall Z ninguém fala, a comunição é estabelecida na base da gritaria. Até pra sussurar aqueles putos abrem o berreiro.

A linha nessa porra de desenho é provavelmente a coisa mais previsível jamais imaginada pela mente humana, com exceção do filme Titanic (”nossa senhora, um filme sobre o mais famoso naufrágio na história, como será que acabará isso?”):

Há um personagem com nome perigosamente pornográfico para crianças de 13 anos saírem gritando pela escola: Goku. Ele é todo fodão e tal. Aliás, ele não apenas é fodão, mas ele é o mais fodão DO UNIVERSO. Exagero é a palavra-chave nesse lixo, então dizer que o cara é o melhor lutador do país ou do mundo não é suficiente. Tem que ser DO UNIVERSO.

Apesar de ele ser o cara mais forte do cosmo (portanto tornando a competição injusta para qualquer um que esteja dirigindo qualquer coisa menos agressiva que um tanque de guerra americano), os criadores enfiam pela nossa goela a mesma história todos os episódios: Alguém mais forte que o rapaz Goku chega, chuta as bagaças de todo mundo (”todo mundo” aqui tem significado literal. Ele tem que matar TODAS AS PESSOAS DO MUNDO) e, se possível, explode o planeta no final.

De onde o cara mais forte apareceu, considerando que o Goku era supostamente o cara mais forte do plano existencial, eu sinceramente não sei. Provavelmente surgiu de algum desses lugares inventados ou inexistentes, como Tangamandápio, Suriname ou uma comunidade legal no Orkut.

Essa é toda a premissa do desenho: Caras mais fortes chegando e chutando bagaças. É que nem no seu tempo do primário, com exceção que você não voava.

Opa, ia esquecendo: O padrão do “cara mais forte” nunca muda. Alguns dos perfis de inimigos mostrados na série foram:

a) Um alien

Eles são sempre malvados.

b) Um robô

Bando de filho da puta que estão sempre apenas esperando para dominar geral.

c) Um, tcharã, ROBÔ ALIEN.

Nossa, me diz se isso não é criativo pra caralho. Além de lançar mão dos maiores clichês da história do cinema, eles uniram os dois produzindo um fantástico novo estereotipo.

d) O filho de um personagem que veio, olha só que original, DO FUTURO.

Porra, os caras já colocaram ETs e andróides no negócio. Se o objetivo é fazer o mínimo sentido possível, por que não ir até o fim? Adicionando viagens temporais no desenho, seus criadores asseguraram-se de passar longe de qualquer coisa que se assemelhe a coerência.

Se bem que, num desenho com bolas roxas de energia espiritual e super macacos gigantes espaciais, viagem no tempo parece algo trivial.

E não podemos esquecer, é claro, da clássica reviravolta “inimigo-que-vira-amigo”. Não me levem a mal, é até um tema interessante, quando não acontece quarenta vezes por episódio. Se torna muito óbvio (assim como o resto do desenho): se o Goku tá chutando a bagaça de alguém no episódio de hoje, é bem provável que amanhã eles estarão treinando juntos para salvar a Terra do terceiro “cara mais forte”, que aparecerá ainda nessa semana. Aí aparece o cara ainda forte da semana, um robô samurai bissexual mutante mãe solteira atriz e modelo de Netuno, e tenta destruir a Terra de novo. Semana que vem ele tá treinando junto com os outros dois.

Sem contar que eles mostram a história da forma mais lenta possível, talvez (CERTAMENTE) para encher linguiça. De meia hora (a duração um capítulo de DBZ), 3 minutos são utilizados para explicar qual bunda o Goku e sua gangue está chutando (ou quem está chutando as suas). O resto é preenchido com explosões atômicas e gritos, que servem para distrair os espectadores da falta de lógica de tudo aquilo. Demora um ano para os personagens do desenho conseguirem matar alguém; é impressionante. Talvez se eles não lutassem com o cara por apenas 40 segundos e passassem o resto do capítulo gritando entre si, dizendo que será impossível derrotá-lo, os resultados seriam mais alentadores. É irritante demais. Sabe quantos personagens de Dragon Ball são necessários pra trocar uma lâmpada? Só um, mas demora três episódios.

E eu tenho uma teoria que explica esse estranho fenômeno dos inimigos virando caras legais: Perceba que a essa altura do campeonato, a população da Terra já foi morta (e ressuscitada) umas quinze vezes. Os caras maus estão cansados dessa putaria. Eles percebem que não tem sentido tentar destruir um planeta de habitantes imortais e com tão poderosos defensores. Qual o propósito de matar gente que não pára de voltar à vida? Acho que é por isso que metade dos bandidos que aparecem no desenho se tornam mocinhos.

- Ah, foda-se esta porra. Esses terráqueos não morrem, caralho. Vamos jogar videogames e esperar o próximo panaca destruidor de planetas chegar. Passa o sorvete aí.

Os caras maus se tornam bons apenas porque não têm nada melhor pra fazer. Não é incrível? Os criadores do desenho abandonaram qualquer esperança de dar sentido a essa porcaria e nem se preocupam mais em dar motivações aos personagens.

Formidável.


Escrito por Kid on Sep 14, 2004

Sessão fotográfica, maluco!

Descolei uma câmera fotográfica e saí tirando fotos pelas redondezas. Conheçam agora a intimidade deste que vos escreve. Invada a privacidade deste blogueiro sem futuro que diverte vocês diariamente. Entre nos meus aposentos, veja minhas tralhas, arrume minhas cuecas e deixe a conta em cima da mesinha quando sair.

Não que alguém tenha pedido pra ver essas fotos babacas que eu tirei com a câmera digital da minha patroa, mas eu preciso de tempo para digitar o próximo post polêmico que abalará as estruturas da sociedade brasileira e que deixará mais gente com raiva de mim.

Sem mais farofagens, vamos logo ver essas porras.



Meu empoeirado porém luxuoso e aconchegante quartim. À esquerda, minha cama de casal sempre bagunçada. É lá que eu não durmo, porque passo o dia inteiro irritando pessoas na internet e arrumando confusão virtual.

À sua direita você pode ver meu PCzinho vagabundo, entretanto equipado com um invejável monitor de cristal líquido de quinze polegadas. Excetuando-se o monitor, todo o resto do computador pode ir direto pra lata do lixo. Pentium III 662mhz com dois HDs de, sei lá, uns 20 giga, e um Windows XP totalmente fodido por cracks, spywares, vírus, doenças sexualmente transmissíveis e sapinho.

É sentado com a bunda nessa poltrona marrom que eu provoco pessoas ao redor do mundo, trocando duradouras experiências de vida e arrecadando xingamentos contra minha santa mãezinha. E ainda arrumo tempo colocar um errinho aqui e ali nos meus posts, pra divertir a molecada.

Em cima da cama, pode-se ver um tabuleiro de HeroQuest, o popularíssimo jogo nerd que encantou gerações e destruiu bolsos (era caro pra cacete). Comprei numa loja de usados por dois míseros dólares e só brinquei duas vezes. Tá aí, de enfeite, porque eu tou com preguiça de guardar em algum outro lugar.

Vocês que tenham um nível de percepção mais desenvolvido talvez tenham notado a presença dela.

Obviamente não poderia deixar de mencioná-la. A insígnia máxima do País da Putaria, nossa bela bandeirola nacional. Comprei outro dia quando fui trabalhar com meu pai (arrá, dessa vocês não sabiam). Coloco-a na janela para a rua inteira saber com quem é que estão lidando. À noite, enrolo-me com o pendão da república para ter belos sonhos patrióticos. E quando vou comprar aspirina na farmácia, enrosco-a no corpo porque, como vocês sabem, todo mundo adora os brasileiros. Capaz de me darem um desconto né, sei lá.

Sim, meus livrinhos! Na estante branca ali atrás há algumas publicações que li e recomendo (Ou vendo. Interessados, deixem comentários.) mas vocês não podem ver, porque a cadeira está bloqueando todos. Rainbow 6, Presa, a coleção inteira de Operação Cavalo de Tróia, o Apanhador no Campo de Centeio, Caçada ao Outubro Vermelho (um dia ainda termino de ler essa porra), dois livros do Veríssimo cujos nomes me esqueço agora, StarGate (o pior livro já impresso desde que Gutemberg teve a brilhante idéia de iniciar a História da letra impressa com uma bíblia) e, vejam só, uma bíblia. Metade desses títulos são em português, a outra metade em inglês, 75% em códigos da Matrix, um terço em letras ao contrário e o resto eu só olhei a capa.



Quide, o seu blogueiro favorito e agora com cabelo comprido.

Ou quase. Em 19 anos de vida essa foi a melhor fotografia que já tirei. Se você considerar que meu pai já foi fotógrafo e que eu tive câmeras em casa durante duas décadas, é possível imaginar que não foram poucas tentativas de sair bem na foto. Se você beber um pouco, afastar-se do monitor, espremer os olhos e chacoalhar a cabeça, dá quase pra me achar bonito. Quase.

Atrás da minha cabeça é possível ver uma cama desarrumada, um deck de Magic (que em breve ganhará também o seu próprio post), um telefone e um travesseiro com uma baitolíssima fronha de borboletinhas azuis. Alguém tem que falar pras mães pararem de comprar esse tipo de coisa pros filhos.

As espinhas foram porcamente removidas com o Foton Shopping, deixando manchas irregulares que ficaram pior do que o defeito da pele original. Preciso aprender a mexer nessa porra de Foton Shopping. Oh, well. Não vou pegar nenhuma de vocês mesmo. Devia ter deixado as perebas intactas. E aqui, com minha costumeira cara fechada de poucos amigos e dor de barriga. Se não me engano, eu estava realmente com dor de barriga quando tirei essa foto. Ou então minha atuação é tão boa que eu tapeei a mim mesmo.



Uma sensacional foto panorâmica do estacionamento do meu prédio. Clica aí para vê-la em seu esplendor. No meio da foto, Dana, minha cunhadinha de cinco anos. Ou sete, vai saber. Números não são mesmo o meu forte. Bonitinha ela, né? Um amor de menina.

Às vezes tenho vontade de segurá-la pelos pés e bater sua cabeça na parede pra ver se com um traumatismo ela continua gritando na minha orelha quando estou assistindo filme na casa da patroa.



Voltemos ao meus aposentos. Em cima da mesa vocês podem ver, entre uma maçaroca de fios, meu fiel companheiro mp3 player. Eu me casaria com ele, se a entrada USB não fosse tão apertada. Ao seu lado, a webcam geniosa que só funciona quando quer. Na caixinha azul, uns docinhos. À direita, quase saindo da cena, um pedaço do meu Gameboy, que não quis aparecer na foto nem dar declarações. É um viado mesmo.

Na estante branca, uma fotografia antiga de família. Ao lado, uma pilha de CDs que eu em breve transformarei em freesbies. Embaixo, algo que parece ser uma cueca suja, ou um par de meias. Ali perto ficam meus bonequinhos de Mage Knight, outro jogo de RPG caro que eu comprei e acabei nem brincando direito. Percebam na parede um de meus quatro posters de Matrix.

(Nerd é o teu pai, aquele corno.)



Mais uma versátil foto panorâmica. Desta vez, da parte de trás do estacionamento do prédio. Estou com preguiça de explicar essa foto, então olhem para ela e imaginem um texto descritivo aqui embaixo.

Imprimam a foto, enrolem ao redor da cabeça e imaginem que estão no Canadá. O efeito será curioso.

E acabaram as pilhas da câmera.


Escrito por Kid on Sep 13, 2004



Desde que vi essa imagem na assinatura do Kenshin Br no fórum HBD, fiquei perplexo. O que seria isso?

Tive que criar um tópico perguntando. O usuário da tal bizarra imagem explicou do que se tratava, mandando um link onde eu poderia baixar um vídeo do tal indivíduo (que na imagem estaria supostamente dançando).

O rapaz é David Brent. Eu tava com muita preguiça de ler o site, mas aparentemente é um ator num seriado inglês. A curiosidade aumentava a cada minuto, mas a preguiça impedia-me de ler o site. A agonia crescia. Quem é este indivíduo? O que ele faz? Será dor de barriga o mal que o aflige? Manga com leite mata? Por que aquele viado pulou em cima do corredor brasileiro?

Atormentado por dúvidas existenciais, espirituais e por que não dizer sexuais, baixei o vídeo. Mas eu não tinha Real Player, então tive que pegá-lo. A porra do programa demorou mais do que o vídeo pra baixar.

Mas ele finalmente chegou, junto com uma pizza que eu tinha pedido meia hora antes. Já tava fria, uma merda.


Degradante


Esse vídeo foi uma das coisas mais deprimentes que já vi na internet: durante uns 40 segundos, o tal carinha requebra no meio de um círculo de colegas de trabalho, fazendo uma careta suspeita, murmurando uma musiquinha chata e agitando os braços de uma forma que se assemelha um pouco com o ritual de acasalamento das seriemas mancas em Papua Nova Guiné, que vi no Discovery Channel, canal 42.

É o tipo de coisa que faria um pai deserdar o filho e jogá-lo dentro de um poço de lama com jacarés se o pegasse fazendo. A lacônica porém versátil dança do maluco Brent e o movimento uniforme retilínio de sua pança me deixaram profundamente constrangido. Eu senti vergonha por ele.

Começa como uma dança “normal” (logo no início você poderia definir a cena assim). Aí desce algum espírito satânico no cara, e ele começa um movimento que pode ser interpretado como uma tentativa - frustrada - de sambar. Em seguida o maluco passa a murmurar uma melodia profana que assustou até meu cachorro. Os indivíduos que presenciam a irreal cena fitam o sujeito com uma expressão no rosto que diz claramente “O que diabo esse louco está fazendo?!“. Indiferente aos olhares críticos das pessoas de bom senso, o dançarino continua a humilhar o nome da própria família com aquela performance burlesca/homoerótica.

Aconselho que baixem, assistam, e mandem pros amigos e família. É o tipo de coisa que faz você se sentir melhor como um ser humano.


Escrito por Kid on Sep 11, 2004

Meu querido diário:

Fui dar aulas de matemática pra patroa outro dia e fiz uma descoberta mais chocante que encontrar o pai beijando o carteiro:

OS CANADENSES NÃO CONHECEM REGRA DE TRÊS.

Sim, é a dura realidade. Não sei como um país pode se tornar desenvolvido sem o domínio dessa importante (e BÁSICA, porra!) relação aritmética. Pior que isso, o nível da matemática que eles ensinam pro (equivalente ao) terceiro ano aqui é baixíssimo. Minha namorada trouxe pra casa uma tarefa que consistia em achar porcentagens. Nenhuma complicaçãozinha, nenhuma pergunta capciosa, nenhuma daquelas questões que você JURA que está certa até o professor esfregar o erro nas suas fuças.

Uma das questões da menina era “Quantos porcentos de 300 fazem 50?” Simples assim.

Sai resolvendo a questão aplicando a versátil regrinha de três. Demorei uns trinta segundos para achar a resposta. Pelo método dela, seria muito mais demorado.

Ela me olhava, pasma. “O que diabo você fez?

Expliquei que, usando três números, poderíamos achar o quarto, que no caso é a porcentagem procurada. Ela reclamou, dizendo que só há dois números: o 300 e o 50. Falei que o cerne no problema está em equivaler 300 a 100%, e assim achar quantos porcento são 50. Regrinha de três simples. Ela, com um olhar confuso, me perguntou de onde saíram os tais 100%.

E aí perguntei se ela conhecia aquele modelo matemático. Ela disse que nunca viu na vida, e que não entendeu nada do que eu fiz. Falou que o método “certo” de resolver aquilo envolve uma fórmula que ela não lembra.

Claro que eu tive que humilhar. Falei pra ela que no País da Putaria, moleques de quarta série resolvem isso nas suas tarefas escolares. E a quarta série aqui é equivalente ao nosso jardim da infância. Nossos pivetes resolvem brincando equações que ela, uma quase-formanda do segundo grau, tem dificuldade em solucionar. Então ela se sentiu REALMENTE rebaixada. Haha, nós chutamos bagaças.

Ela me contou que os professores aqui ensinam diversas fórmulas diferentes para vários problemas que a nossa regrinha de três dá conta facilmente. O método de ensino daqui, ao contrário do que é ensinado no nosso amado país, não treina os estudantes para usar o pensamento lógico. Ao encontrar um problema um pouco diferente do convencional (como foi o caso da questão do 300 e 50), eles não sabem o que fazer.

As provas dela consistem em probleminhas de achar frações, números decimais e porcentagens. Cada um com sua equaçãozinha e analogias, como FOIL: First Out, Inside Last. Eles decoram isso para saber em que ordem começam a resolver as equações.

As provas deles, que para nós seriam a coisa mais fácil do mundo, tomam mais de uma hora desses autômatos treinados para seguir normas. Ao ensinar a patroa, percebi que eles não são acostumados a achar saídas lógicas para os problemas: eles só sabem aplicar fórmulas.

Porra, na moral, por que o Brasil é tão fodido? Revoltei-me agora. Pelo contato que tive com estadunidenses e canadenses, já saquei há muito tempo que eles não têm qualquer jogo de cintura, não têm aquela esperteza malandra que nos é tão familiar. O tal “jeitinho brasileiro” que está no nosso sangue é algo que foge à compreensão deles.

Enfim, mal posso esperar pra começar a estudar aqui. E vejam só, levarei nossa fama para a escola. Serei o “brasileiro que sabia calcular”. A regra de três dominará. Vou cobrar esses vadios para ter aulas particulares comigo.

E se meus instintos não me enganam, meu contato com o sistema educacional canadense ainda renderão muitos posts.


Escrito por Kid on Sep 9, 2004

Olha como as pessoas gostam de mim.

Meus fãs supremos (aqueles que adoram me zoar) saíram cadastrando meu e-mail e nick em fóruns por aí afora. Obviamente não podia ser nada de bom.

“Oi, meu nome é xxxxxx, conhecido como Kid, resido em Oshawa canadá e escrevo o blog www.hojeeumbomdia.com, mas vamos ao que interessa.

Vou para o Brasil final do ano, e queria estar bem fortão de definido para a praia e para pegar muita mulher. Quero pelomenos uns 45cm de braço e uns 63 de coxa. Nunca malhei na vida e queria que vocês passasem uns exercicios HIT para eu fazer em casa, tenho um alter de 3kg e uma barra para fazer flexões e um Ab-swing. Nao me importa se terei que usar esse anabolizantes que se compra nos shoppings o que eu quero é ficar bombado! Espero que vocês me ajudem amigos, lombrigado.

Abraços, Kid.

( Me adicionem no MSN para podermos discutir melhor ( xxxx@hotmail.com )”

Postaram mais algumas coisas, mas apenas esse aí chegou à minha atenção. E aí um monte de fisiculturista boiola clica no link do HBD e já chega aqui pensando que sou viado.

Sinto decepciona-los, mas o gayzinho que está postando no fórum de vocês com meu nome não sou eu. E aposto uma bala juquinha que é a turma do fórum Cocadaboa. Olha o tipo de gente com quem eu me meto; não poderia esperar nada melhor.

O problema de ter uma “casa visível” é que os filhos da puta sabem onde jogar as pedras.


Escrito por Kid on Sep 9, 2004

Jack frost diz:

olha essa carinha

Super_Kid diz:

fhsdkfhldfkshfjklas

Jack frost diz:

sério, olha

Jack frost diz:



Super_Kid diz:

pare seu fdp hdauahfdkflhlfhhfahhfk

Super_Kid diz:

tipo

Jack frost diz:

na moral, veja isso:

Jack frost diz:

olha como ela engraçada

Super_Kid diz:

dhsafkslfaklfjklsflasfjhfjkldfklsa

Jack frost diz:

HhahahAhahahahahahahajhk;jsdl;fkfdg

Jack frost diz:

veja como conseguimos nos divertir com isso

Jack frost diz:

ninguém acreditaria que somos depressivos

Super_Kid diz:

ahahaa

Super_Kid diz:

ngm MESMO

Super_Kid diz:

nós encontramos felicidade num smile de um programa de bate papo

Super_Kid diz:

quao retardado é isso?

Jack frost diz:

acho que a gente procura tanto alguma coisa pra se divertir

Jack frost diz:

que qualquer besteira basta

Super_Kid diz:

é

Jack frost diz:

e pensar que minha mãe me acorda ao meio dia e eu tenho vontade de morrer e continuar dormindo

Super_Kid diz:

amigo

Super_Kid diz:

qnd isso acontecer

Super_Kid diz:

tenha esperança na vida

Super_Kid diz:

acredite no melhor

Jack frost diz:

nao adianta

Super_Kid diz:

faça planos pro futuro

Jack frost diz:

tudo só vai piorar

Super_Kid diz:

e olhe para isso ->

Jack frost diz:

UAEHAUHAEUHAEUAHEUAEHAEE

Jack frost diz:



Super_Kid diz:



Super_Kid diz:

AHAHAAH cheque mate

Jack frost diz:

hAHEUEHAUAEHUEA

Jack frost diz:

XEQUE mate

Super_Kid diz:

SHIT

Super_Kid diz:

um X aloprou minha piada

Super_Kid diz:

porém eu ainda tenho um trunfo para fazer vc rir

Super_Kid diz:



Jack frost diz:

AHUSHIAHISOQTWE@WEYGHEQWDBAJDBQY*(&^878789

Eu não sei nem o que dizer.


Escrito por Kid on Sep 7, 2004


Que babaquice.



Eu queria saber o que há de tão legal em apontar um erro de digitação deste que vos escreve. Eu tenho quase certeza que, na mente de gente retardada, me corrigir proporciona um prazer orgásmico. Procês terem uma idéia, teve um aí que disse que tirou um PRINT SCREEN de um erro meu. Ele se deu ao trabalho de REGISTRAR um mísero erro de digitação.

Parabéns, maluco. Manda uma cópia pra Academia Brasileira de Letras, eles não vão conseguir acreditar.

Caso vocês não saibam, eu também cometo erros de grafia/digitação. Pode parecer incrível, claro, mas eu sou apenas um ser humano. Sei que essa não é a imagem que vocês têm, afinal, pra ter orgasmos só por apontar um erro bobo, vocês devem estar se imaginando corrigindo o próprio Deus. Mas, adivinha só?

Eu sou apenas um blogueiro preguiçoso demais para revisar um texto duas vezes antes de publicar.

Sinto muito estragar a fantasia de vocês.

Mas, pra promover a diversão de meus queridos leitores, vou salpicar errinhos (propositais ou não) por ali e aqui. Assim vocês poderão ficar felizes porque conseguiram corrigir o Quide.

[ Update ] Hoje é sete de setembro, dia em que comemoramos a transferência da nossa metrópole de Portugal para os Estados Unidos. Viva a independência que não temos!


Escrito por Kid on Sep 5, 2004





Sim, esse é meu prédio. Catei essa imagem no Google. Se eu fosse esperto, teria pensado nisso antes e usado essas imagens para ilustrar o post da mudança. Como sou burro, vou ter que postar as imagens do nada e bolar um texto nada a ver para acompanha-las.

Eu sempre soube que o Google é foda, mas porra, achar uma foto da própria casa (apartamento, como queiram) lá é demais pra minha cabeça.

[ Update ] Opa, corrigi um erro de digitação antes que notassem-no. Que dia de sorte, ai ai ai.


Escrito por Kid on Sep 4, 2004

Sarah contra-ataca.

Pq vcs nao dao uma olhada no blog canadiando.zip.net e tomem o post de hoje como um exemplo? Tem tudo a ver com oque estamos discutindo aqui.

Sarah | Email | 09.03.04 - 12:09 pm | #

E eu fui ler o tal blog.

Como a Sarah não se identificou direito, defendeu e divulgou o tal blog, vou considerar que ela é a esposa do cara. E que, assim como ele, acabou de chegar aqui.

“Desde que chegamos em Kanata temos sido muito bem recebidos pelas pessoas e melhor ainda quando nos apresentamos como Brasileiros. E como uma palavra magica que quebra as barreiras da falta de intimidade e faz com que os canadenses se sintam muito proximos da gente. Vou escrever os 4 casos aconteceram conosco aqui em Kanata:”

Os quatro casos mencionados foram um taxista, uma garçonete, uma agente imobiliária e um vendedor. Nos quatro casos, os canadenses em questão agiram cordialmente, de forma amigável, bastante receptiva.

Para nós, brasileiros, pode ser INCRÍVEL que uma garçonete ou um vendedor sejam educados e tratem bem sua clientela. O que o mané aí esqueceu (ou simplesmente não sabe) é que aqui, qualquer tipo de empregado tem que ser O MAIS EDUCADO POSSÍVEL. Uma reclamação de um freguês manda o cara direto pro olho da rua (sem perdão mesmo), então a educação para com o consumidor é impressionante. Chocante para nós, costumeiro para eles.

Um “novato” chega aqui e acha isso fenomenal. Como o autor do blog em questão, ele acha que todo mundo gosta dele porque ele é brasileiro. Deixa eu jogar um balde de água fria em você: não é. As pessoas aqui são educadas, é só isso. Se não forem, se fodem. Ponto.

Pare de sonhar. Ninguém tá te tratando bem porque você é brasileiro. Esse pessoal não se interessa e não sabe porra nenhuma sobre o Brasil, além de que aqui é quente, tem Carnaval, e que nosso futebol chuta bagaças de todos. Tudo o que passe disso são más concepções: já me perguntaram se no Brasil todo mundo anda com AK-47 no meio da rua, se tinham muitos macacos perto da minha casa, se eu já tinha visto um microondas… Os caras pensam que somos uns índios guerrilheiros.

O Canadá é um dos países mais multiculturais do mundo, segundo a ONU. Imigrante, esse pessoal já tá cansado de ver. Você não é nenhuma novidade para eles. Iguais a você, chegam outros trezentos - se não mais - todo dia. A ilusão de que acham você interessante é uma furada. Esse povo tá acostumado a ver gente de outros países. Eles são educados simplesmente porque são.

Não se deixe enganar pelo aparente interesse que eles têm quando você fala que é de outro país: é pura educação. Conhecer um estrangeiro para eles é uma trivialidade. Não há nada de sensacional.

Lendo um pouco mais o blog do cara, descubro que não faz NEM UM MÊS que ele tá aqui. Ou seja, ele não tem convivência com canadenses. Ele não tem um círculo de amizades composto por habitantes locais. Ele sabe tanto sobre a cultura canadense quanto uma ameba vesga sabe.

Suas impressões sobre o país são apenas aquelas que alguém que mal chegou no país pode ter: ele comenta que não se vêem gatos, e que esquilos são bonitinhos. Posso afirmar com convicção que isso eu poderia apurar sem nem ter precisado vir para cá; fotos bastariam para construir essas impressões.

Mas no entanto a Sarah - inteligentíssima - preferiu tomar como verdade a opinião dele, que está aqui há um mês, que não tem convívio com canadenses, e que acha que eles são caras legais e que amam brazucas porque uma garçonete foi educada com ele. É deprimente e hilário ao mesmo tempo.

E a inocência continua.

“assim como a Ana Celia e o Alessandro em Toronto, eles nos ajudaram e deram dicas importantes para o comeco de nossas novas vidas aqui… Eles sao o exemplo da imagem dos brasileiros (embaixadores) aqui no exterior e por isso somos tao queridos no mundo.”

Sabe, não sei se alopro ou se rio. Tenho pena desse mané quando a ilusão se desfazer e ele perceber que para um canadense, imigrante é tudo igual. Eles já estão cansados de verem-nos, não é nenhuma novidade.

Somos tão queridos no mundo“. Essa frase em particular desperta pena. Esse é o tipo de gente que, no dia que receber um mal tratamento de um gringo, vai correr pra casa chorando. Seu sonho morreu.

Agora deixa eu te explicar uma coisinha que seu “amigo” não sabe ainda, Sarah: há quem não goste de imigrantes. Que acham que não devíamos estar aqui. Há aqueles que usarão sua nacionalidade como um argumento numa discussão, como se o fato de que você não nasceu neste país fosse uma espécie de desvantagem, uma falta grave. Pessoas que vão rir na sua cara e no íntimo te considerar burro porque você errou uma pronúncia. Pessoas que vão corrigir seus erros no idioma com arrogância, como se você fosse obrigado a sabê-lo com fluência. Pessoas que, conversando com amigos, vão se referir a um membro da sua família como “aquele imigrante filho da puta“. Pessoas (policiais, ressalto) que vão simplesmente proibir você de falar em português quando eles estiverem por perto.

Eu passei por tudo isso, minha filha. Você e seu amigo, ao que me parece, não. Isso significa que você ainda não sabe porra nenhuma. Nem mais que uma porra, nem menos que uma porra. Nada. Você mal chegou aqui, foi bem tratada por uma garçonete, e acha que eu tou errado em criticar uma velha filha da puta que me ofendeu ao usar meu país como uma possível forma de me ameaçar.

E perceba, não odeio canadenses. Entendo que existem os filhos da puta, mas existem os legais também.

Eu tinha vontade de escrever mais que isso, mas são quase três da matina e eu tenho que pegar a patroa (que é quase canadense, olhe só) no trabalho. Então vai só isso aí mesmo.

Finalmente: não, o post do seu bloguinho não tem nada a ver com a discussão aqui. Lá, você regozija o fato de que foi bem tratada por um taxista e uma corretora imobiliária, chegando à brilhante conclusão que eles amam você. Aqui eu simplesmente expressei meu descontamento com uma velha desgraçada e xenófoba que eu desejo no meu íntimo que morra.

E lembre-se que eu tenho mais experiência com esse povo do que você. Isso significa que, seja lá o que eu falar sobre esses filhos da puta que são esses canadenses sem vergonhas, minha opinião é mais tarimbada que a sua. É triste, é arrogante, mas é a verdade nua e crua. Você não sabe o suficiente sobre o país e o povo pra ter uma opinião. E muito menos pra criticar a opinião de alguém que já está aqui há muito mais tempo que você. Enquanto suas declarações forem sobre esquilos e gatos, eu saberei que você está analisando o país da forma mais superficial possível.

Boa sorte na sua nova vida no Canadá, e tenha desde já a certeza que com essa sua inocência, você vai se decepcionar. “Chapéu de otário é marreta“, já dizia o poeta. E se você alguma vez for defender um canadense ao invés de um compatriota, vai apanhar na rua.

Tiro onda dos problemas da nossa nação, aponto os defeito, critico as mazelas do nosso povo? Sim, porque não sou cego. Agora, achar que uma velhota tá certa em aloprar com um país sobre o qual ela não sabe porra nenhuma, e crer fielmente que canadenses são legais porque foi bem tratada por uma garçonete… faça-me o favor. Vá por mim: confie aqui no seu amigo do País da Putaria.

Nosso país, como alguém nos comentários sabiamente falou, é que nem nossa família: a gente pode falar mal (porque conhecemos). Os outros, não.

Beijinho.

[ Update ] Pensando bem, beijinho pra todas.


Escrito por Kid on Sep 3, 2004

Vamulá!

Meu…eu acho super ridiculo da parte de vcs vir pro Canada e ofender os canadenses sobre oque eles acham dos estrangeiros que habitam o pais deles, pq os brasileiros se nao fazem igual fazem pior ou vai me dizer que brasileiros nao vivem falando mau dos “gringos” ? Po, se nao gosta dos canadenses volta pro Brasil, de la vc tem todo direito de falar mau deles, enquanto estiver no pais deles um pouco de concideracao seria o minimo que vc deveria ter…e olha que eu sou brasileira, estou no Canada, tem coisas aqui que eu nao gosto e nao ‘e por isso que vou ofender os canadenses publicamente na internet, por isso acho que vc deveria maneirar nas suas criticas!

Sarah | 09.01.04 - 10:49 pm | #

Lendo outros post do seu blog eu quero te fazer 2 perguntas: vc ‘e machista e rascista? ou vc est’a revoltado pq aparenta ter 12 anos? ( sem ofensa).

Sarah | Email | 09.01.04 - 11:20 pm | #

Me sinto meio mal em chamar a Sarah de “jumenta”, porque não é pra tanto. Afinal, ela apenas tava dando uma opinião pessoal. O negócio é que a imagem padrão diz “jumentos”, não há nada que eu possa fazer.

(Além, é claro, de abrir o Photoshop e criar outra imagem, mas porra, que preguiça do caralho, e veja quantas vírgulas nessa frase, um horror.)

Normalmente eu não me preocuparia em responder uma crítica tão inofensiva, mas como em seguida ela mostrou suspeitar que eu seja machista ou racista, resolvi responder.

Ok, sobre falar mal de canadenses:

O fato de que brasileiros “falam mal de gringos” não justifica o fato de eles falarem mal da gente. Brasileiros não vão com a cara de gringos - vou supor que você se referiu aos americanos - simplesmente porque eles se metem onde não são chamados e manipulam o mundo.

Não somos apenas nós que não gostamos deles. Nos últimos anos veio surgindo um ódio generalizado pelos pobres habitantes da Terra do Tio Sam. Esse fenômeno que foi comprovado nas últimas Olimpíadas, quando a delegação americana foi bonitamente VAIADA na cerimônia de abertura.

Já os gringos falam mal dos imigrantes simplesmente porque não gostam de dividir “sua terra” com eles. A lógica imbecil é bastante simples: eles acham que possuem o pedaço de rocha onde seus KFCs e McDonalds estão plantados, simplesmente porque nasceram lá. Em contrapartida, alguém que não tenha nascido lá “não pertence” àquele lugar, e não deveria nem estar morando nos Estados Unidos, pra começo de conversa.

Claro que eles se esquecem que seus antepassados também não “pertenciam” àquele lugar, e por isso tiveram que o tomá-lo à força dos nativos. Claro, esse detalhezinho histórico eles passaram pra baixo do tapete. Se há “gringos” na América, é simplesmente porque uma cambada de imigrantes chegou lá e impôs moral em cima dos verdadeiros americanos.

Vai ver eles têm medo que façam a mesma coisa com eles, sei lá…

Outro detalhe é que não vejo como o lugar onde eu moro influencia minha capacidade de criticar alguém. Não preciso voltar pro Brasil para falar mal de quem quer que seja. Falar bem porque moro aqui, descer o pau quando estivesse visitando a terra natal? Isso seria hipocrisia.

E finalmente, te digo que você deveria dar-se por satisfeita com o teor, digamos, “adocidado” do tal post que te revoltou. Quem me conhece sabe que aquele post NÃO FOI UMA CRÍTICA. Quando eu critico, geralmente a baixaria é maior.

E veja bem: o blog é meu. Isso implica em dizer que eu, e mais ninguém, controla o que será publicado aqui. Ninguém mais.

Trocando em miúdos, isso significa que eu ofendo quem eu quiser, quando eu quiser, pelos motivos que me aprouver. Isso simplesmente porque o blog é meu.

Porra, o que seria de mim se eu não pudesse escrever alguma coisa aloprando alguém que me fez raiva? Eu teria que fechar o HBD. Fodam-se se as vítimas são canadenses, brasileiros ou iuguslavos: eu vou falar mal, porque é isso que eu faço. É por esse motivo que alguns gostam de mim (e outros tantos me odeiam, mas isso não vem ao caso).

E não, não sou machista nem racista. Canadense não é uma raça.

Um detalhe que eu devo ressaltar:

“nao ‘e por isso que vou ofender os canadenses publicamente na internet, por isso acho que vc deveria maneirar nas suas criticas!

Ou seja, eu não devo criticar canadenses PORQUE VOCÊ NÃO CRITICA? Que bela lógica, ein?

Não é porque você faz uma coisa que ela é automaticamente a decisão certa a se tomar. Infelizmente para os canadenses, eu não sou você.

Pensei até em corrigir os inúmeros erros de grafia nos seus comentários, mas como ando errando pra caralho ultimamente (mesmo que sejam apenas erros de digitação em sua maioria), tou sem moral pra apontar vacilos. Assim, deixarei que meus leitores - todos profissionais em normas de ortografia - zoem você. Eles adoram ficar procurando erros nos textos alheios, isso vai fazer o dia deles.

Abracinhos procê, Sarah.