Escrito por Kid on Sep 30, 2004
[ Update CONSTRANGIDO ] Sim, constrangido. Sinto-me mal em expôr mais essa traquinagem do Menino Sem Vida.
Coitado, mermão. Eu achava que o fim do poço tinha chegado. Eu achava que tudo que ele já tinha aprontado era o nível máximo de escrotice, o cúmulo da inveja, o mais alto patamar de joselitice, o extremo da baitolagem. Extremo.
Eu achava que tinha acabado. O cara plagiou cinco posts meus, roubou um diálogo que eu tive com minha namorada, disse que meu quarto era dele, editou minhas imagens… Tá bom, né? Não é possível que tenha mais.
Veja só, me enganei.
O HateD pegou uma foto do Tutorial de Dark Art e mandou pra um amigo dizendo que era ele, quando criança.
Prestem atenção: ele pegou uma foto que eu divulguei no meu blog, mandou pra um amigo e DISSE QUE ERA ELE QUANDO CRIANÇA. Sério, que tipo de vida é essa?
Ele usava essa foto como avatar no MSN, e agora eu entendi porque.
PELO AMOR DE DEUS MALUCO, o que diabo mais você espalhou por aí? Sério, não leia mais meu blog. Na boa. Isso não tá te fazendo bem. Você encontrou no HBD algo pra preencher uma existência sem propósito, sem saber que o que tenho, você mesmo adquirir facilmente: basta desligar o PC e se dirigir até a sua porta.
Saia e viva. Repita comigo: “Eu não sou o Kid. Eu não tenho um quarto bacana. Eu não tenho uma namorada gringa. Eu não tive uma conversinha engraçada no MSN com a dre. Eu não fiz caretas engraçadas quando tinha 8 anos. Não tenho criatividade e ninguém gosta de mim.”
[ Update impossível de descrever ] Acharam que tinha acabado? HateD nos surpreende mais uma vez com a falta de graça que é sua existência infeliz. Na ausência de inteligência, humor, sarcasmo, enfim, qualquer conteúdo que seja, ele copiou um chat entre o Frost e a Dre e substituiu o nome de um deles pelo próprio.
O cara que ser eu, quer ter meus amigos, quer ter meus inimigos, que ter meu quarto, usa a minha descrição no Orkut para se descrever, pega algo que aconteceu com minha namorada e diz pros amigos que aconteceu com ele…
Porra. Tou com medo de continuar mexendo nessa safadeza sem fim e descobrir que o moleque se masturba gritando meu nome, ou manuseando fotos minhas. Ou encontrar imagens dele trepando com uma boneca(o) inflável com uma foto minha colada na cabeça (da[o] boneca[o] ou dele, sei lá). De desvio de personalidade pra sexualidade duvidosa é um pulo. Eu, ein. Vou parar de mexer nesse negócio.
Meu, na moral. Se mata. Você não tem uma vida mesmo, vai estar perdendo o quê?
[ Update inacreditável ] Puta que pariu, ele copiou minha descrição do Orkut.
Raphael Varela
about me: “Descrever-se é uma característica dos que faltam em personalidade” – Norman Johnston
Adivinha só?
PLAGIAR TAMBÉM.
O mais triste é que essa citação NÃO EXISTE. Eu a criei. “Norman” e “Johnston” são nomes de dois personagens de livros do Michael Crichton (Esfera e Linha do Tempo). Eu tava com preguiça de escrever algo sobre mim e inventei isso.
Ou seja, até sem querer ele me plagiou. A forma que ele encontrou de descrever a própria pessoa foi usar algo que eu criei. O cara vive à minha sombra, se agarrando a pedacinhos da minha existência, tentando ser “o mais Kid” possível.
DOENTE.
Atendendo a pedidos, separei os posts pra não misturar os comentários. E adicionei umas considerações. Leia o post de novo.
A Thali chamou minha atenção para algo curioso. Dêem uma olhada nisso aqui.
Legal, né? Pra quem tinha a dúvida: Não, não é meu fotolog. É de um moleque que pegou meu MSN há algum tempo e sempre vinha conversar comigo. Reconheci o nick dele lá. O filho da puta tava roubando meus textos há um tempinho e tomando crédito por eles, chegando ao cúmulo de editar algumas imagens e pôr o nome dele.
Nem falo nada. Não é nem necessário aloprar.
O filho da puta é tão descarado que, nessa foto, ele critica alguém que roubou uma imagem dele. Veja só:
“tirei essa foto faz mór kra jah
MAS ALGUEM COPIOU NÉ ???
-.-
você sabe muito bem que é com vc que eu to falando sua filha da puta!
lazarenta fura zóio da porra!
maldita..
tomara que vc morra
sofra muito
tenha uma morte lenta e muito dolorosa
mwahahahahahahahaha
arrombada :X”
Incrível. O infeliz me rouba textos e edita minhas imagens (coisa que não é a primeira vez que vejo por aí, mas nenhuma me revoltou dessa forma), levando crédito por tudo, pagando uma de malandrinho-que-escreve-legal entre os amiguinhos. Ele se acha no direito de reclamar de quem faz igual com ele e, no intervalo, fica batendo papo comigo no MSN.
Sério, me digam que é brincadeira. Cara de pau tem que ter limite, isso não é posível.
O cara teve a pachorra de copiar O TÍTULO DO HBD. Porra, roubar um texto eu até entendo: é necessário um cérebro, senso crítico e alguma noção de humor para concatenar idéias e criar algo que as pessoas gostem. Escrever não é fácil, caso contrário, não teríamos HateDs dando Ctrl C por aí.
Mas porra mermão, UMA FRASE? Tu não consegue criar UMA ÚNICA FRASE ENGRAÇADINHA pra pôr lá em cima? Juntar quatro ou cinco palavras que formem uma sentença criativa é demais para você?
Pior que é plagiador burro. Não satisfeito em roubar um ou dois post, ele saiu roubando uma porrada de textos. E plagiar um site popular não é algo muito lá muito inteligente.
Isso não é tudo: ele plagiava MEUS COMENTÁRIOS TAMBÉM. No post de Dragon Ball Z, há um comentário lá que estava aqui numa data anterior (o do Hellwings, que recebeu um post). Pra que plagiar um comentário, você me pergunta?
Pra poder plagiar a chutação de bagaça também.
Por todos os pirulitos do mundo! O cara copiou o Comentário Comentado de Dragon Ball Z pra quê? Qual a finalidade de reproduzir em seu flog algo que aconteceu com outra pessoa!? Falta de personalidade/criatividade/vergonha na cara? Ou será que foi pra pra dar uma de malvadinho pra cima dos visitantes do flog? Pra que todos pensassem “nossa, como ele é sagaz, humilhou o cara! Quero ser igual ao HateD quando crescer!”
E se você pensa que a identificação dele comigo é doentia e a forma como ele utiliza coisas minhas pra aparecer é patética, espere só até ver que ele mandou a foto do meu quarto pra um fotolog dizendo que era o quarto dele.
O cara usava trechos da MINHA VIDA (meus textos, a briga de um post, minhas aulas de português para minha namorada, uma foto do meu quarto) para construir a própria identidade virtual. Baseada na minha pessoa. Ele estava me SIMULANDO.
Jesuis. Não se trata apenas de inveja de intelecto: o cara quer ser Quide.
Dá pena, diz aí.
A galera mais revoltada detonou os comentários do flog com as acusações de plágio. Ao invés de mostrar algum caráter e apagar os textos roubados ou ao menos retratar-se, ele provou que é um covarde de merda: apagou todos os comentários. Mas acho que não demorará muito para lotarem de novo.
Não arcou com as consequências da merda que aprontou. É, fio. Vai ter que comer muito feijão pra ser Quide.
Sim, ele postava umas coisas próprias lá. Mas não passam de comentários imbecis sobre fotos do próprio imbecil, junto com combinações incongruentes de letras, formando aquelas risadinhas escrotas de internet. Ou seja, ele preenchia o espacinho dele com textos que um macaco poderia escrever arremessando merda num teclado.
Esses são os “textos” dele, se é que podemos chamar assim. Aí, no meio da lixarada, aparece um texto com um pouquinho mais de conteúdo, que não aparenta nem de longe ter sido escrito pela ameba que é o dono do flog. Quem ele queria enganar, na boa?
Imagino até que deve ter mais escondido por aí.
Recado pro HateD: vai plagiar a velha, seu lazarento falso do caralho. Vou hoje falar com o dono do server onde o HBD é hospedado para bloquear seu IP. Parabéns, você foi o primeiro leitor banido da página. E veja que isso não aconteceu por causa de uma discussão, e sim porque eu não vou permitir que você fique se aproveitando de mim. Você merecia ser forçado a assistir Uma Odisséia no Espaço quarenta vezes.
Um abraço.
E valeu, Thali.
Escrito por Kid on Sep 30, 2004

Outro dia eu fui fazer uma pesquisa qualquer no Google e, clicando daqui e dali, caí numa página de fãs de 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Pra você ver como essa internet é non-sense. Tou procurando um joguinho qualquer e acho uma homepage (já perceberam que houve em dia não existem mais “homepages”?) de paga-paus de um filme que foi lançado há uns trinta anos, cujo diretor morreu há uns cinco e o autor é considerado, ao lado de Asimov, o criador da ficção científica como a conhecemos.

Filme chato dos infernos
Se você teve a felicidade de não sofrer a tortura chinesa que é assistir esse filme, eu resumo pra vocês: o filme começa com uma cena longuíssima mostrando nada além de umas porras de macacos doidos. Cai um misterioso tijolão preto do céu. Os macacos aprendem algumas coisas úteis como usar ferramentas matar seus semelhantes. Cinquenta bilhões de anos depois, cientistas punheteiros encontram outro tijolão misterioso na lua, que talvez era o mesmo, eu não lembro. Corta pra 18 meses depois, com uma nave que parece um vibrador. Ela tá indo pra Júpiter, talvez por que não tinha nada pra fazer por estas bandas. O computador da nave pira o cabeção e mata um dos astronautas. O outro tenta desligá-lo. O computador pede pinico, implorado para não ser desativado. Então, sem o menor aviso, o infeliz espectador é bombardeado por 20 minutos com animações que devem ter sido produzidas sob efeito de LSD, ou que têm a finalidade de simular os tais. Aí o astronauta que ainda tá vivo aparece um quarto com decoração vitoriana, e ninguém sabe como ele foi parar lá. Ele envelhece rapidamente. Aparece um bebê do nada, mas a essa altura você já desistiu de entender o que está acontecendo. Pela graça de Nossa Senhora, acaba o filme.Obviamente, não consigo lembrar de muita coisa. Não é culpa minha; eu tenho um defeito que é não conseguir prestar atenção quando estou dormindo.
Mas em uma coisa vocês podem confiar: o filme é um lixo. Poucos filmes na história da sétima arte conseguem ser ruins o bastante para provocar dor física, e 2001 é um dos que podem subir nesse pódio. Assisti-lo é um desafio à sanidade. Primeiro, porque até hoje não conseguiram achar um significado claro praquela porcaria. Lá pelo meio do filme você tem a esperança de que haverá uma explicação para certos detalhes na película, como aquele tijolão e os macacos malucos no começo. Sobem os créditos no final e não há qualquer explicação para a porra dos macacos, ou mais importante ainda, porque diabos o Kubrick fez uma cena com três horas de duração para eles.
Aí você me fala “mas Quide, seu burraldaço, tudo depende de interpretação! Os macacos significam blá blá blá blá” e eu te digo “foda-se sua interpretação, ela não passa de uma hipótese e não é necessariamente o que o diretor quis mesmo dizer. Então cale a boca“. Não considero um filme bom se precisam passar trinta anos tentando entender o que o diretor não soube explicar.
Há, numa contagem otimista, umas cinco ou seis linhas de diálogo em todo o filme. Isso deve dar mais ou menos uns 20 minutos de conversação, num filme de cento e sessenta minutos. Você poderia imaginar que imagens vale mais que mil palavras, mas isso não se aplica para esse filme. Eu trocaria todas aquelas imagens, em especial a cena de 20 minutos com as alucinações lisérgicas, por uma única frase que explicasse do que diabos se trata essa bagaça. Mas isso se deve a um outro defeito grave que tenho: se vou assistir um filme, fico muito satisfeito quando ele faz algum sentido. Caso contrário, eu tenho vontade de jogar ácido nos olhos.
Entretanto, desafiando toda a lógica – ou bom gosto -, essa bomba é considerada um grande clássico. Não consigo aceitar que um filme que ninguém entendeu – ou gostou – quando foi lançado possa ter se tornado um ícone pop. Segundo os sites que li, todos os críticos avacalharam o filme assim que chegou aos cinemas. E isso era no tempo que críticos cinematográficos não eram baitolas que criticam todos os filmes que a gente gosta.
Algum tempo depois, os críticos mudaram de idéia inexplicavelmente e passaram a elogiar o filme, chegando ao exagero absurdo e descarado de chama-lo de “esplêndido“.
(Além de um esplêndido desperdício de tempo e de um esplêndido instrumento de tortura, não vejo em que sentido da palavra esse filme se encaixa.)
Que tipo de gente acha um filme “esplêndido“? Quando li isso, imaginei um jornalista boiola com pantufas roxas e um poodle a tiracolo. “Ai menina, esse filme novo do Kubrick, você viu? Esplêndido! Tem uns macaquinhos fashion no começo, um luxo!”
Eu tenho uma teoria para essa virada de casaca dos críticos. Acho que todos eles dormiram na sala de exibição no lançamento. Sem saber exatamente o que escrever, eles criticaram – como fazem sempre que não sabem o que falar de um filme. Algum tempo depois, ao ver que todo mundo tinha ODIADO a porcaria, eles pensaram “Opa, se ninguém gostou, é porque foi bom!” e então mudaram os publicações.
Ou isso, ou então o Kubrick deu o roscóvis para os críticos do New York Times. O número de críticas que o filme recebeu deve ser diretamente proporcional ao diâmetro do ânus do diretor – que por sua vez é inversamente proporcional à qualidade dos filmes. Perceba que no português eu sou fraco, mas na matemática eu çou fera.
Antes de escrever o texto, procurei algumas críticas na internet, para ter uma noção do teor de devoção cega que algumas pessoas têm por esse filme. Uma das críticas que achei na internet:
“2001: A Space Odyssey is an absolutely magnificent film. Though I realize that many find it dull or boring, I can only say this: try again, and bring yourself to the movie. It’s not a film that ladles up its ideas for your consumption. It is there to ignite your imagination and curiosity… to inspire you to dig for insights. Even if it were absolutely devoid of content, it is deservedly at or near the apex in the pantheon of visualized narratives“.
Olha só a tradução das partes grifadas:
“Eu sei que muitos acharão o filme BOBOQUINHA ou CHATO PRA CARALHO”
E, o pior:
“Mesmo que fosse completamente vazio de conteúdo, ele merece estar no topo do panteão de narrativas visualizadas”
Mas ein? O cara tem a completa consciência de que o filme tem potencial para ser considerado chato ou sem graça. Jogando no lixo qualquer resquício de bom senso, ele ainda diz que, mesmo que o filme não tivesse significado nenhum, merece ser chamado de “foda”.
Por mil e quinhentos caranguejos, por que diabos o filme mereceria ser chamado de foda se não tivesse nenhum sentido (coisa que ele realmente não tem)? Dá vontade de espancar o cara que falou isso com uma torradeira, pra ver se assim os miolos dele pegam no tranco.
Continuando a crítica, leio:
“I want to make one thing perfectly clear… this film cannot be definitively explained.”
Ora, pelo amor dos santos. Vá tomar no cu, meu amigo, que tá passando da hora. Se eu quiser passar quase três horas vendo algo que não dá pra entender, eu ligo a TV num canal que esteja fora do ar e assisto o chuvisco. Pelo menos não tem viadinho metido a entendedor-dos-mistérios-por-trás-dos-filmes idolatrando esse chuvisco.
Essa crítica boioloa solidifica minha última hipótese: houve uma completa lavagem cerebral nos críticos que desceram o pau (em mais de um sentido) no pobre Stanley. Prenderam as pálpebras dos caras com pinças e os fizeram assistir três sessões de Uma Odisséia no Espaço, num método semelhante ao visto em Laranja Mecânica. Que, por sua vez, também é do Kubrick. E que também é considerado um grande clássico, apesar de não fazer lá tanto sentido e ter sido criticado no lançamento.
Perceberam o padrão? Isso comprova que o hábito do Kubrick de mudar a opinião de críticos com seu ânus não foi um fato isolado.
Tou afim de ler o livro, deve ser uma beleza. Mas o filme não vale o disco em que está gravado. A experiência de assistir 2001 é tão divertida quanto ver a mãe sendo devorada por tigres.
Torne o mundo um planeta melhor: compre o DVD de 2001 – Uma Odisséia no Espaço e frite-o no microondas.
Escrito por Kid on Sep 29, 2004
Atendendo a pedidos de leitores…
Becca – “Desisto de dizer isto”Clique com o botão direito e… Ah, não é possível que você não saiba como salvar um arquivo.
Aumentem o volume pra poder ouvir. O som tá meio baixo, porque meu microfone é uma desgraça. No fundo, dá pra perceber que eu falei algumas coisas, mas praticamente não dá pra ouvir minha voz. A transcrição do áudio:
[ Becca, com um sotaque BIZZARO ] Disgjsgjtu… I forget the second part again ![]()
[ Kid ] “De dizer isto”
[ Becca ] That’s the one… (suspira) “Di dizê ishtu”
Coitadinha.
O que eu não faço por vocês.
Escrito por Kid on Sep 27, 2004
Ensinando português pra gringa, volume 1
O legal de namorar alguém de outro país é que INEVITAVELMENTE a pessoa assimilará a sua cultura. É batata, não tem pra onder correr. Quando se menos esperar, esses canadenses estarão fazendo arrastões e colocando anúncios de golpe no jornal.
A Becca está me saindo uma perfeita gringazinha treinada, pronta pra ir passar férias (leia-se “ser assaltada“) no Rio: Adorou guaraná, viciou em pastel, já sabe falar “por favor“, “obrigado“, “me dá um beijinho” e “vá se foder” (sim, até nossas brigas são multiculturais), entre outras frases de uso constante.
Ontem mesmo eu tava num chat de áudio com o Lab, meu amiguinho de Manaus, e a patroa. Ela, pra fazer aquela média, desfiou seu conhecimento da língua portuguesa. Cada frase era acompanhada de risadas minhas e do Lab, o que deixava a pobrezinha muito sem graça. Mas ela é alemã e não desiste, que nem a gente. E então continuou a tentar falar português (com aquele sotaque gringo que todos conhecemos e amamos), para a minha diversão.
Ri pra caralho, amigos. É curioso ver alguém se enrolando todo pra falar algo que para nós é tão simples. Todos deviam ter uma namorada alemã para poder rir na cara dela quando ela fala “beijinho“. O mundo seria um lugar mais feliz.
Certa vez, escrevi num papel várias palavras simples. Partes do corpo, verbos mais utilizados, nomes de comidas, xingamentos, essas coisas que nós brasileiros precisamos no dia a dia. Aí ela queria que eu ensinasse a ela como se fala “say this“, para que ela pudesse falar enquanto apontava pra uma palavra na lista, e assim me perguntar a pronúncia dela.
- It’s “diz isto“, baby.
- Dis… disjgistu?
- Ahn… Almost that.
- No, c’mon! I know I didn’t say it right. I wanna learn. Digjsjgstu?
- Hmm… not really, sweetie.
- Ah, dammit! I give up. How do you say “give up”?
- Desisto.
- Disjgistu?
- Yeap.
- …
- What?
- It’s the same fucking word.
- No, it’s not. One of them is “diz isto“, the other one is “desisto“.
- …
- It’s not the same word!
- Fuck this shit. I disjgistu.
Escrito por Kid on Sep 27, 2004
Cansado de passar HORAS tentando pegar uma música, porque o arquivo não baixa nem sob reza braba pra São João do Tauape? De saco cheio de pegar arquivos com chiados, interrupções, mensagens satânicas e propagandas subliminares? Ou simplesmente mora no Canadá e tá com medo de usar o Kazaa porque essa porra tá dando cadeia?
Seus probrema se acabaro-se.

Limewire é o nome do negocinho. A patroa vivia recomendando o programa, mas eu tinha preguiça demais de instalar. Quando soube que nego foi pro xilindró por causa do Kazaa, desisti de usar aquela porra para sempre e resolvi ouvir os conselhos da alemã.
Um dos inúmeros motivos pelos quais o Limewire é indecentemente bom é porque TODOS OS ARQUIVOS NELE BAIXAM. Acabou aquela putaria de selecionar 10 arquivos na telinha de resultados de busca para conseguir baixar UM mp3 – que ainda vinha corrompido. Claro, tem gente por aí que tem orgasmos só de pensar que sacaneou um coitado que foi baixar uma música e não conseguiu nada que um arquivo com vinte minutos de chiados.
Aliás, a integridade dos arquivos da rede do Limewire é celestial. Instalei o programa ontem e baixei trinta e sete músicas, só nessa madrugada, e nenhum arquivo veio com problema. Isso é incrível.
E o motivo pelo qual compartilho essa informação com vocês é simples: quanto mais gente usando o programa, mais arquivos estarão disponíveis para download. As chances de achar a música que você quer aumentam. E você terá um programa de p2p que FUNCIONA. Todo mundo ganha.
Olhaí, já fiz minha boa ação do ano. E quando eu morrer, vou poder dizer que algo o HBD fez uma boa contribuição para a humanidade.
Escrito por Kid on Sep 24, 2004
E aí o Trunks manda um joguinho pra mim. Ele estava empolgadíssimo. Ele me disse que era o melhor jogo que ele já tinha jogado na vida.
Levantei uma sobrancelha. Meu gosto por jogos costuma ser bem diferente do que meu irmão tem. Eu geralmente gosto de jogos interessantes, desafiadores, onde você possa resolver seus problemas descarregando munição no rosto de alguém. Ele, por sua vez, gosta de jogos chatos.
Mas, como eu não estava fazendo nada mesmo©, aceitei o envio do game. E foi assim que conheci System Shock 2, o melhor jogo que você vai pôr as mãos em toda sua vida. E se você pensa diferente, você está errado.

A capinha do jogo e tal
O primeiro desafio foi entender que porra de estilo de jogo era esse. System Shock combina elementos de tiro em primeira pessoa, adventure e RPG. Explicando em outras palavras, você enche o cu de inimigos com balas, desvenda mistérios espalhados convenientemente pelos cantos do mapa e ganha pontos de experiência, ficando mais forte a cada fase. É claro que os inimigos também ficam mais fortes a cada mapa, gerando uma interessante corrida evolutiva e muita frustração quando você percebe que continua na mesma, não importa quantos pontos gaste em Força.
A história é convincente, embora meio clichezada. Você estava na viagem inaugural da primeira nave espacial mais rápida que a luz. Mas, como sempre, algo tem que dar errado, senão não teria jogo. Você acorda com barulhos de explosão. Há sangue em todo canto, até no teto. Você se pergunta como o sangue chegou no teto. A única arma que você tem no começo do jogo é um ineficiente chave inglesa (leia-se “um pedaço de ferro completamente inútil e que não oferece nenhuma ameaça pros bichões“), que garante que você morrerá umas 3 vezes até pegar o jeito no game. Espere até pegar uma pistolinha e aí sim o negócio começa de verdade. Até lá, conforme-se em sacudir o pedaço de ferro pra todo lado na esperança de que os ETs se assustem e fujam correndo.
O que não acontece. Falo por experiência própria.
O ponto alto do jogo é a experiência imersiva. Já joguei trocentos títulos diferentes, vários deles considerados “os fodões”, mas NENHUM chega perto de System Shock no quesito envolvimento com a história. Não sei como esses caras conseguiram isso, mas você se sentem realmente dentro daquela nave, lutando com os ETs que querem comer seu fígado. A música é reativa: durante a exploração da nave, a música é suave, calma, o que aumenta sua tensão. Você pensa “esses putos colocaram essa musiquinha bunda pra me fazer relaxar, para então arrancar meus olhos quando eu menos esperar!”
Durante um tiroteio com os bichos feios, a música de tensão muda pra um tecno pesado. E depois, de volta para a música calma. É foda demais, amiguinhos. Parece um filme: quando a música mudar, você já sabe que o chumbo vai comer.
Ao longo do jogo, você recolhe diários digitais dos tripulantes mortos. Pressionando uma tecla, você ouve a narração dos diários, com as vozes originais dos seus donos, explicando certos detalhes sobre o ambiente e o que aconteceu. A atuação é fenomenal, você sente o desespero dos manés que a essa altura já viraram comida de alien faz tempo. Há histórias paralelas que se desenvolvem a cada novo diário achado. A mais memorável era a da menina do laboratório químico que tava dando a bunda pra um outro cientista e decidiu dar um basta na putaria, quebrando o coraçãozinho de seu colega de trabalho.
E os sustos! Em todos os sites onde li sobre o jogo, os autores diziam que a experiência de jogar System Shock era literalmente assustadora. A sugestão dada pelos caras é que você jogasse num quarto escuro com fones de ouvido. A promessa é de pulos da cadeira e calças mijadas. O jogo é espantosamente imersivo; mas eu achei que havia um certo exagero nas descrições dos caras. Quando o primeiro fantasma apareceu e minha cueca tornou-se ligeiramente mais úmida que antes, eu percebi que estava errado.
O troço é apavorante mesmo. Em um momento você está dando cliques por aqui e ali para explorar os objetos deixados no chão – ninguém nunca guarda nada nesses jogos, é tudo espalhado pelo chão – e sem mais nem essa, um fantasma se materializa na sua frente, falando sozinho. Ele não sabe que está morto, e reclama que uma das máquinas da nave está com defeito. Segundos depois, a imagem desvanece e o cara some pra sempre.
Não pense que todos os sustos serão provocados por fantasminhas inofensivos. Há ameaças reais escondidas na nave, que decidem aparecer quando você menos espera, ou quando você estiver recarregando a sua arma, ou quando você não tiver uma arma. Ou seja, eles aparecem pra te foder mesmo. Nas primeiras fases, os inimigos são os próprios astronautas, infectados por algum tipo de hospedeiro a-là Alien – O Oitavo Passageiro, ou então os robôs de segurança da nave (lembra dos robozões de Matrix Revolutions?), que entraram em pane e agora vão atirar em qualquer coisa que aparecer na frente deles (leia-se “você“).
A inteligência artificial do jogo é bastante desafiadora. Existem, por exemplo, câmeras espalhadas por cada centímetro da nave. Desative ou destrua as câmeras rápido, ou elas disparam a porra de um alarme (de almoço) que atrai todos os ETs num raio de cinquenta quilômetros pra onde você está (pra te comer, mas não é no sentido bíblico da palavra. O que, entretanto, aumentaria o público homossexual do jogo).
E caso isso aconteça quando acontecer, acredite em mim, você se fodeu.
Uma das coisas que me incomodou no jogo é o PLOC PLOC PLOC dos passos do personagem. Parece que o cara tá usando tigelas de cereal matinal viradas pra baixo como sapatos. Eu estava com a esperança de que eu pudesse talvez comprar os tênis de algum dos ETs, ou então arrancar meus pés e substitui-los com travesseiros, mas não tive essa sorte. Tive que aguentar as passadas irritantes de forma heróica.
E falando em passadas, prepare-se: você terá que andar bastante. Os puzzles no jogo são complexos; mas não aquele tipo de complexo que é tão difícil que você sente vontade de arremessar a caixa do CD pra cima e acertá-la com um tiro. Alguns enigmas no jogo exigem que você retorne DUAS FASES INTEIRAS para ativar um mecanismo cuja chave você foi encontrar lá na frente. E então um caminho alternativo aparece, levando-o para um setor que você não poderia alcançar de outra forma.
Enfim, o jogo é foda demais. Há muito para se falar sobre a jogabilidade, que é de longe a melhor que já vi num game. Mas agora eu tou com fome e tem alguém batendo aqui na porta.
Ah, sim: você pode baixar o jogo aqui. Para baixar o jogo, você precisa digitar um código. O tal código aparecerá numa imagenzinha de confirmação, logo acima da área onde você deve digitá-lo.
Tou explicando porque mandei esse link pra várias pessoas e, impressionantemente, ninguém conseguiu entender o procedimento para baixar o jogo. Vão lá e não me decepcionem.
[ Update ] Último post da semana. Tou indo hoje à noite pra uma festa em Toronto e não sei nem quando volto. Vamos ver se algo impressionante e merecedor de um post acontece.
Escrito por Kid on Sep 23, 2004
Você tá aí em casa, de papo pro ar, totalmente entediado e tá afim de encher o saco de alguém na internet? Seus problemas se acabaram (ou pelo menos, esse)!
Chegou a fenomenal Semeadores da Discórdia, a mais supimpa comunidade desse tal de Iorgute.
A idéia é bela em sua simplicidade: escolhemos uma comunidade temática, entramos nela e vamos TOTALMENTE contra a maré. É tão fácil que até o RauL entenderia.
Por exemplo, se a comunidade é “Eu Odeio o João Kléber“, a gente entra lá e defende o hômi. Não que ele mereça. Por mim, João Klebér pode se explodir bonitamente. Acontece que a gente temos que ser mau.
(Sim, é “mau” mesmo, pra ficar bem errado. Não precisa corrigir, seus baitolas. Foi proposital.)
Se a comunidade é “Eu amo a Marimoon“, a gente se cadastra nela e alopra a coitada – que não tem nada a ver com a criação da comunidade de paga-paus, mas entra na alça de mira do mesmo jeito porque a gente somos muito mau e não estamos aí pra ninguém. Foderam com a gente lá na porra da maratona, alguém vai ter que pagar.
Bora maluco, se cadastra logo. Aproveitem que ainda não tou cobrando a inscrição. Depois de outubro, é 75 reais em três vezes no cartão.
O que? Tu não tem convite pro Orkut, malandro?
Que pena, tu ia se divertir pra caralho com a gente.
Melhores textos
Fui pro casamento de um amigo meu na sequência de umas 30 horas sem dormir. Como se pode imaginar, eu me fodi todo. Leia isso aí.
Esta é a maior pérola do cinema asiático e sua vida será infeliz eternamente se você não parar o que está fazendo e ler este texto.
Me ajude a solucionar este mistério que assola a humanidade desde seu primórdio. Clique aí.
Se você é gamer e acabou de comprar um iPhone ou um iPod touch, é exatamente este link que você quer clicar. Manda brasa.
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