Escrito por Kid on Nov 30, 2004

E sem mais delongas, dou-lhes aquilo a que esperavam ansiosamente: as palavras de sabedoria do mestre RaUL - que está atualmente nos EUA, aqui pertinho, quase virando a esquina.

Sei que muitos de vocês não conseguiam mais conter a antecipação, fazendo até mesmo promessas de favores sexuais caso eu publicasse o texto desse sensacional rapaz. A preguiça estava me dominando, confesso que não pretendia sequer postar essa pérola antes do ano 2034. Mas alguns extremistas chegaram a fazer horrendas ameaças por e-mail.



Sentindo-me compadecido do pobre animal, resolvi concordar com as exigências dos sequestradores antes que eles resolvesse cortar uma orelha do bichinho.

Então, aqui está a produção do nosso amigo semi-alfabetizado. Não é um mero texto, é praticamente uma lição de vida. Sem mais enrolação, vamos ao “testo” do Mestre.

OLA A TODOS!

PRIMEIRA MENTE GOSTARIA DE AGRADESSER, AO NOSSO COLEGA INSRAEL, QUE FOI CAMARADA E CEDEU ESTE ESPACO PRA UM TERCEIRO PESSOA, NO CASO EU, SENDO QUE, NA VERDADE O BLOGUE EH DELE, E POR TANTO ISSO, EH UMA BAITA DE UMA CAMARADAJEM POR QUE O BLOGUE SENDO DELE, NAO EH OUTRA PESSOA, QUE POSTA, MAS SIM EH ELE. CERTO?

Nota do Kid: Certo, Raul.

BOM VAMOS LOGO AO ASSUNTO

Nota do Kid: Sim, vamos, vamos.

ADVERTENSIA!!!!!!!!!!! ESTE TESTO PODE SER CONSIDERADO OFENCIVO POR ALGUNS POIS, TRATA, DE SEXO, UM ASSUNTO BEM DOS PESADO, PRINCIPALMENTE PROS CRENTE!

Nota do Kid:

QUEM RESOLVEL SEGUIR A DIANTE, ME ACOMPANHE.

NAO SEI SE JA ACONTECEU, COM VOCES, OS DE VOCES, QUE JA TEM UMA CERTA VIDA SEXUAL MUITO DA ATIVA, ISTO, EH, AQUELES DAS PESSOAS, DO BLOGUE, QUE JA FASEM SEXO, CASADOS OU NAO, SE JA ACONTECEU DE VOCES OLIAREM PRA UMA MINA E ACHAREM, ELA, UMA BAITA DE UMA GOSTOSA E MAS DAI, NO MOMENTO, DERRADEIRO, QUANDO VOCES JA ESTAO NOS “VAMO VER”, VOCES NA VERDADE, DESCOBREM, QUE NA VERDADE, A MINA EH UMA BAITA DE UMA ARREGASSADA, E VOCE VAI TER QUE EMFIAR A PERNA INTEIRA NA CHAVASCA DELA PRA, SE QUISER, SATISFASE-LA?

E VOCE QUE EH MULHER, OU ATEH MESMO BAITOLA, JA ACONTECEU DE VOCE, IR DAR PARA UM CARA QUE PENSOL, QUE TIVECE, O MAIOR XIMBANGO MASTER, E NA VERDADE, O CARA TINHA UM MINI-PERU SADIA????

A DENDO: EU FALEI QUE O ASSUNTO ERA PESADO! AVISEI DIVERSAS VESES!

Nota do Kid: Falou mesmo.

BEM, DE ACORDO, COM OS ANOS, COM, O TEMPO, AS MULECADAS (GORISADA, COMO ELES CHAMAO EM PORTO ALEGRE) ENVENTARAM VARIAS TEORIAS SOBRE A BUÇA DAS MULHERADA, E OS PENIS DOS HOMENS, QUE ALGUMAS TEORIAS DAS TEORIAS DELES, SE PROPAGARÃO ATEH HOGE EM DIA, COM O PASSAR DOS ANOS.

O QUE ACONTESSEU EH QUE NAS TEORIAS, DAS MAIS DEFUNDIDAS (FUNDIDAS NO BOM SENTIDO, QUAUQUAUQUAU!) — AS TEORIAS DISEM QUE:: AS MULHER BAXINHA SAO TUDO APERTADINHA —- E AS MULHER AUTA, AS MULHER MAIS CAVALA, QUE ALGUNS, CHAMÃO ATEH DE “POLTRANCAS”, SÃO, AS MAIS “LARGA”, LA NA CONINHA, —- CERTO?????????

E O MESMO VALE PROS HOMEMS EM RELACAO AO BRAULEO, CERTO?????????????

ANA PAULA AROSIO - BAICHINHA E APERTADINHA????

ANA RICKMAN - 1 METRO E 20 SO DE PERNA - CAVALA ALARGADA, CERTO????

POIS EU LHES DIGO: ERRAAAADDDDIIIIIIISSSIIIIIIMMMOOO!!!

Nota do Kid: Essa frase foi editada para poder caber no seu monitor. A versão original do texto trazia 43 pontos de exclamação.

DIGO E RE-PITO: ERRADISSIMO!!!!!

Nota do Kid: Aqui também.

OS CARA MENOS MATUTO, MENOS HAULI, OS CARA MAIS CONHECEDOR DA VIDA BOUA, E EU ATE QUE ME GOSTO DE ME ENTITULAR UM DELES, CARA CONHECEDOR DA VIDA BOUA, SABEM MUITO BEM QUE A COISA, NAO EH, BEM ASIM!!!!!!!!!!!!

TODO MUNDO QUE JA COMEU UMAS MINA ALTA E UMAS MINA GNOMA AQUI, PODE IR NOS COMENTS E COMFIRMAR QUE ISSO NAO, EH, DE MANEIRA, ALGUM, VERDADE!!!!!!!!!!!!!!!! E AS MULHER E OS VEADO QUE JA DERAM PRA CARAS ALTOS E NAO ALTOS PODEM IR COMENTAR TAMBEM QUE NAO EH VERDADE ESSAS TEORIAS DO TAMANHO DOS PINTOS!!!!!!

ESISTEM MUITAS MULHER DAS MUITO DAS GIGANTE QUE SAO TUDO APERTADINHA, NA CONINHA, DIGO, LOJICO. E ASSIM COMO, ASSIM, ESISTEM VARIAS DAS GAROTA BACHINHA, QUE SAO UMAS PUTA DE UMAS ARREGACADAS DE PREXECA ABERTA!

O MESMO VALE PROS MANO, PROS HOMEM. TEM MUITO BACHINHO COM, UMAS BAZUCA, NO MEIO DAS PERNAS, POR AI, FIQUEM SABENDO!

Nota do Kid: Ehr… conhecimento da causa, Raul?

MAS ENTAO VOCES ME PERGUNTAO: RAUL, COMO QUE EU POÇO SABER SE A MINA QUE EU TO AFIM EH APERTADINHA OU EH UMA LARGA?

Nota do Kid: Tirou as palavras dos meus dedos.

COMO QUE EU SEI SE UM CARA EH PINTUDO OU NAO?

Nota do Kid: O Knux deve estar tomando notas nesse momento.

BEM, AI QUE, ENTRA TODO O SENTIDO DO MEU POSTE, (ENTRA NO BOM SENTIDO, QUAUQUAUQUAUQUA!)

EU E OS CARA MENOS MATUTO, MENOS HAULI, OS CARA DA VIDA BOUA, ALGUNS DELES SENDO QUE A MAIORIA ATEH, MESMO, SAO AMIGO OU CONHESSIDO DOS AMIGO MEU, VARIOS ATEH, DELES, NÓS BOLAMO UMA TEORIA QUE EH, TIRO E QUEDA NESTE ASSUNTO!

A TEORIA SE BASEIA NO SEGUINTE. PRESTEM ATENCAO!!!!!! PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!

Nota do Kid: Vendi os outros 300 pontos de exclamação desta frase e depositei o dinheiro numa conta de uma instituição de caridade que ajuda crianças que nasceram sem unhas nos pés.

ALTURA NAO EMPORTA!!!!!!!!! O QUE VOCE TEM QUE SABER, EH ANALIZAR, A “FORMA CORPORAL” DE QUEM VOCE QUER COMER OU DE QUEM VOCE QUER DAR PRA ESSA PESSOA, SE FOR MULHER OU GEY!!!!!!!

VEJA POR ESEMPLO, NESTE ESEMPLO, ESSA TIA AI:



TIA GOSTOSA

A POSTO QUE SE ELA FOSSE MAE DOS AMIGOS DE VOCES E DESSE MOLE VOCES TAVAO IAM TAR EH MUITO LOCO DE VONTADE DE COME-LA, CERTO?

POIS IÃO SE DAR MUITO MAUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!

ANALIZE AS FORMAS CORPORAL DA MULHER. VEJÃO COM CUIDADO!!!!!!, NESTA OUTRA FOTO: A SEGUIR:



OBISERVEN. OS OMBROS DA MULHER SAO TUDO FORTE. O NARIS EH GRANDE. OS DEDO SAO TUDO MUSCULOSO ATEH MESMO OS DEDOS! OS PEITAO SAO GRANDE MAIS SAO MEIO GORDO, NAO SAO SOH GRANDE E GOSTOSINHO.

Nota do Kid: Tive que corrigir um erro do Raul nessa frase. Originalmente ele tinha escrito “Observem”.

NARIS GRANDE, DEDOS GROSSO, OMBROS LARGO… TUDO NA GAROTA EH GRANDE E DESPORPORCIONAL.

CONCLUSÃO: ELA EH UMA BAITA DE UMA ARREGASSADA!!!!!!!!!! TUDO GRANDE = BUÇA GRANDE. TEIM LÓJICA, NÃO?

AGORA VAMOS PRA UM ESEMPLO PARA AS GAROTAS E OS QUEIMA ROSCAS:

VEJAO O STALONE COBRA, O CARA DO FILME ROCK, FAMOSO, LUTADOR, NO FILME.

ELE EH ALTO. MAS ANALIZE BEM A FORMA CORPOREAL DELE.

COM CUIDADO, PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!!!!

AS SOMBRANCELIAS DO CARA SAO LISINHA E FINA. OS LABEOS SAO TODOS DOIS DELICADINHOS E MALEAVEIS. OS OLHOS E ATEH MESMO O NARIS, ATEH MESMO, SAO PEQUENOS E PORPORCIONAL.

CONCLUSÃO:

E SOMBRANCELIA PEQUENA, NARIS PEQUENO, OLHOS PEQUENOS, TUDO PEQUENO… EH MAIS DO QUE OBVIO QUE ELE TEM UM MINI-PINDUQUINHO!!!!!!!!!!!!!!

ENTENDERAO A TEORIA?

Nota do Kid: Eu entendi. E tenho minha própria teoria a respeito de como você sabe tanto sobre pirocas…

ALTURA NAO EMPORTA!!!!!!!!!!!!!!!!! O SEGREDO PRA SABER O TAMANHO DAS CHOCHOTAS DAS MULHERES E DOS PENIS DO HOMENS EH —- SABER ANALIZAR AS FORMAS CORPORAIS!!!!!!!!

Nota do Kid: E tenho uma outra teoria que explica seu interesse em saber tamanho de pênis…

ATEH MAIS AMIGOS, BOA SORTE NA VIDA SEXUAL DE VOCES DE AQUI POR ADIANTE.

ESPERO QUE CONSIGAO CELECIONAR MELHOR SEUS PARCEIROS E PARCEIRAS DE AQUI POR ADIANTE, COM ESTAS DICASS !!!!!!!!!!!!!!!

ATEH MAIS, ABRAÇOS FRATERNAIS: RaUL!

E é isso. Espero que o nosso sábio amigo envie mais textos para nossa edificação. As portas do HBD estão abertas.

E espero também que da próxima vez ele hospede as fotos de antemão, porque foi um saco enviar essas porras todas pro ImageShack.


Escrito por Kid on Nov 29, 2004

Knux diz:

bebi…

e minha próxima lembrança depois disso é acordar em casa vestido de mulher…

Kid diz:

AHAHAHAHAHAHHAHAHAHAA

Kid diz:

e com uma camisinha encaixada no bumbum?

Knux diz:

bizaroo…

Knux diz:

nada disso…

Kid diz:

putz, o cara nao usou camisinha entao

se fodeu


Escrito por Kid on Nov 26, 2004



Em breve.


Escrito por Kid on Nov 23, 2004



jack frost diz:

odeio ser acordado

jack frost diz:

ele vai vir colocar o hd dele aqui

Super_Kid diz:

com qual finalidade?

jack frost diz:

deixar aqui no feriado

Super_Kid diz:

feriado?!

Super_Kid diz:

porra, OUTRO FERIADO?

jack frost diz:

são joão!

Mas que coisa! Parece que TODO DIA o pessoal tá se preparando pra um feriado aí no Brasil. Já foram uns cinco meses de feriados seguidos desde que comecei a contar, intercalados com uns dois ou três dias esporádicos de trabalho. Todo fim de semana tem gente se preparando pra um “feriadão”. E o que é pior, comemorar feriado no Brasil significa sair para praia suja pra comer frango e farofa com a família barulhenta, ouvindo música ruim. Que puta desperdício de energia ociosa.

Os feriados banalizaram a desocupação. Isso ofende os vagabundos profissionais, nós que dedicamos anos da nossa vida estudando a arte de não fazer porra nenhuma com muito estilo, desenvoltura e samba no pé.

E depois tem gente que não entende (ou diz não entender, dando uma de sonso) por que o Brasil não vai pra frente. Um país com centenas de feriados por semana não produz tanto quanto um que tem alguns poucos por ano, como o Canadá. Simples assim. Some a vadiagem (não confudir com viadagem, que é um problema mais grave) com problemas administrativos e temos o Brazil, país abençoado pelos bancos internacionais e bonito nos cartões postais.

Aqui fora, a chegada de um feriado de um mísero dia é aguardada por MESES. Neguim faz planos pro tal dia de folga como se fosse seu último dia na face da terra e que portanto tem que ser aproveitado ao máximo. E eles não passam o dia ouvindo forró, axé ou pagode numa praia lotada, comendo sanduíche natural com gosto de peido e gritando pros filhos ficarem apenas na “parte rasinha”.

Mas o problema não é esse.

Acontece que as pessoas perderam a noção da vagabundice-arte! Com tantos feriados por dia, a magia se perdeu. Virou algo banal. Além disso, atualmente está acontecendo um tal de “resgate de valores morais das datas comemorativas ou o raio que o parta“, o que é simplesmente uma forma bonita de dizer “já que tu vai passar o dia de papo pro ar, ao menos entenda o motivo que causou esse dia e faça de conta que você se importa um pouquinho“.

Eu sou contra esse negócio. Feriados não foram criados para fazer-nos lembrar de histórias gloriosas do passado. Eles foram feitos para que tenhamos tempo de zerar aquele videogame emprestado ou como desculpa para ir pra praia mesmo que esteja chovendo. Portanto, enumerei algumas datas comemorativas cujos “significados históricos” desmistifiquei:

Páscoa - A fuga dos hebreus do Egito

Você é judeu? Não? Então pare de comemorar a libertação de um povo que você só conhece por piadas. A maioria de vocês aí tira onda de judeus até dizer chega. Por que então honrar uma tradição que é baseada num ritual siônico? Páscoa na verdade significa procurar em mercearias baratas o melhor custo/benefício em ovos de chocolates e comprar aqueles que cuja função preço/tamanho não tendam à sua falência.

Tiradentes - O herói da Inconfidência Mineira

Mané herói! Esse safado não fez absolutamente nada pelo Brasil. Ele se juntava com uns malandros, falavam mal da Coroa Portuguesa e depois saiam pra tomar umazinhas no bar do Seu Joaquim. Tomar cachaça com os amigos e falar mal do Poder Público é esporte nacional, não é nenhum ato de bravura. Até eu que não bebo conseguiria.

Numa dessas noitadas o nosso “herói” ficou devendo uma birita pra um outro maluquinho, e este ficou tão puto que resolveu xisnovear todo mundo pra coroa portuguesa. Mas eram todos importantes, ricos, de famílias influentes. Não se pode esquartejar alguém que tá sempre nas colunas sociais, não pega muito bem pro carrasco. Já pensou os filhinhos do algoz sendo zoados na escola por causa disso?! Quê que é isso, não pode. Então resolveram pegar o MAIS POBRE E FODIDO do grupo de peraltinhas e tomaram-no como bode expiatório. Enforcaram-no em praça pública, como se fosse um grande evento social. Um espetáculo, dizem que teve até fogo de artifício e show de heavy metal melódico.

Achando que ele ainda não estava morto o bastante, os caras espacaram o defunto, picotaram-no, jogaram sal na casa dele, mijaram em cima de seu cachoro e amararram os pedacinhos de seu heróico cadáver num foguetinho de São João rumo à lua.

Saudemos o herói que não fez nada e morreu de forma mais humilhante que peidar na mesa do jantar na casa da namorada.

Dia do Trabalho

Olha só, essa é boa. No dia do Trabalho, todo mundo enforca o serviço. Ironia ou o quê? Isso é o equivalente a espancar alguém no dia do seu próprio aniversário, com a vantagem que ninguém vai preso por agressão corporal. A ironia não pára por aí. Feriados são comemorados por vagabundos, só que todos sabem que vagabundos NÃO TRABALHAM. Como então comemorar esse dia?

Com essa fica provado que, além de desocupado, o cara que inventou os feriados também tinha um puta senso de humor.

Declaração da Independência

Seguindo a regra dos feriados non-sense, decidiu-se criar um pra comemorar algo que sequer aconteceu.

Dia de Finados - Uma homenagem aos que se foram

Estavam faltando alguns espaços vagos no calendário, e eles precisavam ser preenchidos com mais feriados. Mas as idéias estavam acabando, e a partir daí a coisa começou a virar putaria mesmo. O resultado disso foi a criação de um feriado para aqueles que sequer o podem celebrar. Com essa o inventor do dia dos vagabundos provou que não era um comediante qualquer, ele também tinha uma veia pro humor negro.

Natal - O nascimento de Jesus

Nascimento de Jesus porra nenhuma. Nunca se chegou a um consenso sobre a data de nascimento do Cristo. Muita gente sequer acredita que ele nasceu, pra começo de conversa. Além disso, a grande maioria de vocês não sabe nada sobre a história do “Salvador”, e aqueles que sabem não dão a mínima de qualquer forma. O Natal significa ir pra casa da avó comer peru comprado uma hora antes, conhecer o namorado feio da prima gostosa, ver o priminho menor quebrando o presente minutos após abrir o embrulho e dar “lembrancinhas” fuleiras e baratas praqueles parentes que você nem gosta muito, e acabar não recebendo nada deles - eles também não gostam de você, mas são mais espertos e não gastaram dinheiro.

Parem de deturpar o verdadeiro sentido dos feriados com essas lorotas e vão vadear de verdade.


Escrito por Kid on Nov 21, 2004

A vocês que adoram mandar três convites de comunidades por dia pra mim no orkut:

Vão tomar nesses seus cuzinhos carentes de atenção. E com força. Enfiem algum legume nesses seus retos solitários e mantenham o mouse longe de links que levem ao meu perfil.

Eu não vou entrar na comunidade de vocês. Prefiro desenvolver câncer no baço que me submeter a participar de um grupo iniciado por você com o mero objetivo de angariar um numerozinho embaixo do logotipo da comunidade, pra que você possa sair na rua e comentar pro seus amigos do bairro “porra, minha comunidade tem duzentos membros!” Ponto final.

E digo mais: ninguém vai entrar nessa porra. Ao menos, ninguém que você não implorado pra clicar no botãozinho Join. Ou quem sabe oferecido favores sexuais em troca da participação ativa - olha o trocadilho - da pessoa na sua comunidade.

Se o grupinho virtual de vocês tivesse dois gramas de potencial, cinco microns de conteúdo, vocês não precisariam sair lotando a caixa de mensagens de ninguém com esse pedido patético de atenção, de aceitação. Parem de abrir comunidades pela simples vontade de ser dono de algo grande ou reconhecível na internet. É preciso CONTEÚDO para isso. Propaganda não substitui conteúdo, e não é necessário encher o saco de metade do orkut pra ter uma comunidade grande.

Querem um exemplo, seus panacas? No começo do ano, fundei a Onde está Deus? Abri-a e jamais, em ocasião alguma, falei sobre ela pra ninguém que seja. Deixei-a aberta lá. Nem tive a intenção de que virasse algo grande, afinal, pra discutir com crentes bitolados, eu já participava de fóruns mesmo.

Hoje ela é uma das maiores - senão a maior - comunidade de ateus no orkut em língua portuguesa, ao menos até o meu conhecimento. De vez em quando esbarro lá com velhos conhecidos meus, pessoas que eu não falava há meses, e em alguns casos, em anos. Até o fechamento desse post a comunidade tinha mais de 1800 membros.

E eu NUNCA mandei porra de convitinhos pra ninguém. Alguém via o link da minha comunidade, ia dar uma olhada, achava interessante e entrava. Do jeito que era pra ser. Da mesma forma que a OED foi pra frente por ter um assunto interessante, outras comunidades minhas não ultrapassaram os 300 membros. E foda-se se ninguém sequer as conhece.

Já pararam pra pensar que seria mais interessante iniciar uma comunidade se há realmente um assunto pra se discutir naquela porra? Parem de mandar convites pra porras de comunidades fã clube de fulano de tal. Não conheço seu amigo, não converso com ele, não quero ser amigo dele, não tenho trocado e não sou seu tio. Participar de um grupinho de baba ovos de alguma certa celebridade internética - e algumas sequer podem usar tal título - é algo tão edificante quanto mijar num mendigo. O que diabos pode surgir num grupo desses, afinal? Uma comunidade que gira em torno de uma pessoa, formada por pseudo-fãs da mesma? Um fã - de qualquer coisa que seja - é uma pessoa que está praticamente implorando pra levar um soco na cara. Um pseudo-fã então é alguém que merece no mínimo uma vasectomia caseira.

Me diga, e pergunto aqui com legítimo interesse de entender as motivações homossexuais de vocês, e não pensando em tirar uma onda de vossas caras: o que de tão interessante pode surgir de uma comunidade de fãs de um blogueiro, a ponto de que você pense que por algum motivo eu estarei interessado a participar? Porra! O que pode sair de algo que siga essas linhas, que não pode ser encontrado em dois quilos de merda de vaca? Será que participar de algo como essas porcarias a que vocês me convidam seria de qualquer forma mais desejável que um ataque de hemorróidas? Me recuso a compactuar com essa nova onda de megalomania internética, as comunidades fã-clubes. Não apenas me recuso, como prefiro que mijem na minha cara do que ser membro dessas nojeiras.

E não pensem que estou dirigindo isso pessoalmente a alguém. Não estou com raiva de ninguém em particular. Sequer leio os nomes de quem me manda essas porras. Só estou cansado de receber uns quatro pedidos desse por dia.


Escrito por Kid on Nov 19, 2004

Meu irmãozinho estava indo pro Brasil ontem. Supondo que o avião não tenha caído no Oceano Atlântico, ele já deve estar comendo a namorada dele a essa altura. Mas o post não é sobre a vida sexual do Trunks.

Um fenômeno curioso aconteceu nos últimos dias. Após a notícia da viagem do meu irmão, mais ou menos dez pessoas me adicionaram no MSN. Essas pessoas eram conhecidos com quem eu e meu irmão costumávamos sair lá no Brasil. Chamá-los de “amigos” seria forçar o sentido da palavra; eram “colegas”, e olhe lá. São aquele tipo de gente que você vê por aí, pergunta como estão as coisas, conta uma piadinha e em seguida segue seu caminho. Enfim, gente que na verdade não tá nem aí pra você.

E realmente é o caso. Doa a quem doer, na realidade esse pessoal que tirava fotos comigo nos encontros da galera e com quem eu formava bandos invadindo os cinemas da cidade estão pouco se lixando pra mim. Gente que aparentemente apreciava muito minha presença, mas que no entanto esqueceu de mim - e do meu irmão - no momento em que pisamos no aeroporto.

Não exijo a ninguém que morra de amores por mim. A bem da verdade, sou um cara chato, brigão, feio e nerd. Não é de se admirar que aqueles que se diziam meus amigos se esqueceram tão rapidamente de mim. E que se fodam, não preciso de nenhum deles.

Agora voltamos ao ponto principal do post. Esses gaiatinhos nunca mandaram um e-mail sequer pra saber como as coisas estavam - não saber meu endereço virtual não é desculpa, como o tal fenômeno provou. Nunca escreveram, apesar de vários deles terem meu endereço, ou do meu irmão - e apesar de terem prometido escrever ao menos uma vez. Nunca deram uma ligação sequer - não que eu esperasse que fossem ligar, mas enfim.

Deixaram claro (através da omissão) que não faziam qualquer questão de manter o contato comigo, ou com o Trunks. Beleza, não vou me jogar na frente de um ônibus por causa disso.

Mas aí, veja só você. Dois dias antes da viagem do garoto, uma dezena de “amigos” me adiciona no MSN. A pergunta que todos faziam era a mesma: “Quando o Trunks chega aqui?” Em seguida, perguntavam se eu também estava indo. A terceira pergunta não era exatamente uma pergunta, mas um pedido.

Sabe o que é, ouvi falar que um PS2/Mp3player/DVD player/boneca inflável aí custa apenas X dólares… queria ver se ele não podia trazer um pra mim…

Desse jeito mesmo, sem a menor cerimônia ou, menos ainda, vegonha na cara. Uns dois ou três ainda tentaram disfarçar o interesse real da conversa, perguntando rapidamente como eu estava, se estava frio aqui, que horas eram, etc. Você sabe, aquela enroladinha superficial de quem não está nem um pouco afim de travar uma conversa propriamente dita.

O pior é que nenhum deles estava sugerindo uma negociação entre nós. Eles não esperavam que eu pedisse que eles me pagassem pelas “encomendas”. Eles queriam como presente mesmo.

Eu já imaginava que algo assim aconteceria no dia que eu decidisse pisar em solo nacional novamente. É impossível receber um “amigo” (cof cof) vindo do exterior e não ver nesse evento a possibilidade de ganhar algum badulaque vindo de outro hemisfério. Tudo é barato, não é? Ora, que mal ele verá se eu pedir um videogame, ou um aparelho de som de última geração? Afinal, ele é meu AMIGÃO!

O que me deixa mais encafifado é que as pessoas pra quem eu REALMENTE levaria presentes - e com gosto - não pediram nada. Só há três pessoas aí a quem eu daria alguma coisa, e nenhuma delas jamais pediu nada. E esses conversavam comigo há meses, muito antes de saberem que meu irmão estava de viagem.

Após o acontecido, bolei uma pequena teoria em relação aos dez que me adicionaram no MSN. Eu não queria julgar ninguém, mas foi inevitável. E em menos de dois dias após o “fenômeno”, minha teoria se provou correta:

Nenhum daqueles que me adicionaram pra pedir coisas falaram comigo depois que eu disse que não estava indo com meu irmão. Nada mais lógico: pra que falar com um “amigo” se ele não tá trazendo nada do exterior pra você?

Foda, né.


Escrito por Kid on Nov 16, 2004

Um metaleiro apareceu no meu scrapbook esses dias.



Decidi dar uns minutinhos de atenção pro cara, uma vez que pode-se perceber claramente que se trata de uma pessoa razoável e que sabe debater.

Após analisar a mensagem desse incrível linguísta e avaliar cada um de seus (pseudo)argumentos, mandei minha réplica.

É engraçado como pessoas idiotas têm a tendência de serem maniqueístas. Pra eles, não existe meio termo: ou é bom ou ruim, ou é preto ou branco, ou é metaleiro ou só ouve coisas - consideradas por ele - ruins.

Enquanto ele estava apanhando para o teclado tentando digitar essa mensagem semi-inteligível, duvido que ele tenha parado pra pensar, em algum momento, que o fato de que eu ouço Korn não me impede de gostar de Cradle of Filth, ou Angra. Ao invés disso ele prefere supor que, já que eu gosto de new metal, certamente gostava também de funk e hip hop.

É claro que ele tentou dar uma conotação negativa aos estilos, como quem estivesse dizendo “esses estilos são uma merda, logo, você tem mal gosto!” Mas o que o senhor crítico musical aí esqueceu é que na mesma mensagem ele reclamava do meu “preconceito” com o estilo que ele gosta - sendo que não tenho nenhum.

Se tem uma coisa que tá em moda, é hipocrisia. Vou te contar.

Exigir lógica e pensamento crítico em um debate é pedir demais pra metaleiros.


Escrito por Kid on Nov 14, 2004



Como alguns sabem, estou estudando agora. Na verdade já faz quase 3 semanas, mas a preguiça não tava me deixando escrever. Tou numa escola especial, pra pegar o certificado do - equivalente ao - segundo grau.

Fazia muito tempo que eu não estudava. Moro aqui há onze meses, mas não estudo faz uns cinco ou seis anos. Claro, eu frequentava uma faculdade federal e estava matriculado no CEFET do estado onde morava, mas daí a estudar é um salto muito grande. Salto esse que, por sinal, a preguiça não me permitiu dar.


Primeiro dia de aula, o entusiasmo é contagiante


A escola é dividida basicamente em três grupos. O grupo A é composto por skinheads, que tradicionalmente odeiam pretos* e estrangeiros. Já o grupo B é formado por negões de 2 metros metidos a rappers, que odeiam brancos e roqueiros. Há inclusive um integrante deste grupo lendo meu palm nesse momento, por cima do meu ombro. Se manda, porra. Sim, é você mesmo, pare de ler meu texto.

E o grupo C é composto por mim, que não sou branco o bastante para ser aceito pelos neonazistas, nem bronzeado o bastante pra receber aprovação dos rappers. E a cor da minha pele não é o único problema. Meu gosto musical me põe como inimigo dos rappers, enquanto minha nacionalidade não me torna querido entre os neo-nazistas.

Brasileiro sofre, vou te contar.

Mas, por algum motivo que desconheço, os skinheads gostaram de mim. Todo dia, nos intervalos, me junto a eles no pátio da escola. Chris (um tatuador que sempre usa as mesmas calças camufladas, os mesmos suspensórios e o mesmo gorro com uma suástica bordada) é o contador de piadas preconceituosas oficial. Todo dia ele aparece com uma maldosa anedota diferente sobre negros, mexicanos, negros mexicanos, cubanos, e por aí vai. Aí todos riem, se viram pra mim e dizem “Yeah, but, yo, Brazil is alright, dude. Carnaval, Ronaldinho, Max Cavaleira, beaches, bitches, yeah!” e todos concordam enfaticamente. A propósito, dois dos skinheads são fãs de Angra e Sepultura.

As aulas são divertidíssimas. E, como eu já havia previsto, tive problemas nas aulas de matemática. Numa atividade sobre porcentagens e juros, simplifiquei todos os cálculos com a nossa famosa regrinha de três - que praticamente pulava direto pra resposta dos problemas, de tão simples que eram. A professora me deu meio ponto pelas atividades e disse que da próxima vez quer ver mais do que apenas os resultados. Deu vontade de enfiar o caderno na garganta dela.


Escrevendo este post


A propósito, esse foi o primeiro post totalmente escrito no Palm, na escola - exceto, claro, pela adição das imagens. Se eu já não estudava antes, imagina só agora.

Mas é bom ter algo pra fazer. Eu já tava cansado de passar o dia inteiro na frente do PC, tendo que lidar com vocês e tal. É bom chegar em casa sabendo que tem alguma atividade pra fazer, algo útil pra terminar. Não que eu faça as atividades que eles passam; chego em casa, jogo a mochila no sofá do meu quarto e venho pro PC. Mas é bom ter algo pra fazer.

Logo no primeiro dia de aula, escaneei a sala e me apresentei pros que aparentaram ser mais amigáveis. A desculpa da nacionalidade é ótima pra puxar assunto. O professor falava uma coisa, eu virava pra menina do lado - não me sento perto de macho - e, dando uma de desentendido, perguntava “o que diabos ele falou?“. A menina, pacientemente, repetia o que o professor falou. Aí eu dava o bote:

- Se você não entender o que eu falo, tenha paciência. Meu inglês ainda não é muito bom…

E forçando no sotaque latino, pra deixar a estratégia ainda mais infalível. De dez em dez tentativas, a reação foi a mesma: um sorriso surpreso, acompanhado pela pergunta:

- Nossa, é mesmo? você é de onde?

Xeque-mate.

- Sou brasileiro.

Pronto. A calcinha da menina já estava molhada a essa altura. Brasileiros têm uma fama FENOMENAL no exterior, vocês não fazem idéia. Volta e meia essas revistinhas femininas fazem a repetitiva enquete “qual o país mais sexy do mundo“, e o resultado é invaríavel: somos nós. E minhas coleguinhas de sala obviamente lêem tais revistinhas, pra minha sorte.

E nego ainda acha ruim quando digo que sou do País da Putaria.

E isso resume as duas primeiras semanas de aula. Vejamos o que o futuro trará.

*Antes que alguém corra pros comentários pra me chamar de “racista”, explico: a palavra “negro”, em inglês, é considerada EXTREMAMENTE racista. No momento em que escrevi este post, uns quatro malucos negros se revezavam, perto de mim, observando o que eu escrevia. Em nome da minha integridade física, achei melhor omitir o termo pseudo-racista.

E vai se foder, “preto” é uma cor e nada mais. Palavras têm o sentido que damos para elas, e se você quer atrelar um significado negativo à palavra “preto”, quem está sendo realmente racista aqui?

“Negro” é apenas um eufemismo medroso que nunca é utilizado em outros casos. Quando foi a última vez que você usou uma blusa negra, ou foi atropelado por um carro negro? Não me façam escrever outro post sobre pseudo-racismo.


Escrito por Kid on Nov 13, 2004

Se tem uma coisa que eu mudaria no mundo, é esse negócio de pena de morte.

Não vão pensando que a partir dessa linha, lerão um post emocionado em defesa dos direitos humanos: alguém que mereceu ir pro corredor da morte tem mais é que se foder de todas as formas que a palavra permita. A questão é justamente o quesito “se foder“, que na minha opinião não está sendo empregado com o rigor que a ocasião pede. Alguém que seja condenado à morte - a menos que você acredite em inferno - tá passando dessa pra melhor. Leva uma furadinha de agulha - ou um choquezinho - e pronto, tiram de suas costas o peso que é a existência. Não, não. Assim é bom demais.

A punição teria que ser algo um pouco mais severa. Analisando as possibilidades, cheguei à punição perfeita para essas pessoas que acham que são tão importantes que podem sair por aí cometendo assassinatos em primeiro grau.

E essa solução se chama ShitThrowerPlus 9000.

A idéia é tão simples que não sei como não pensaram nisso antes. O condenado senta-se numa cadeira, estrategicamente posicionada num lugar que seja fácil pra limpar e bem ventilado - porque apenas o réu deve sofrer, e não seus carrascos. Então, a ShitThrowerPlus 9000 é trazida para o lugar. Máscaras de oxigênio são distribuidas aos que estão assistindo a execução. A máquina é ligada, o condenado fecha os olhos e o nariz.

Então, quando o criminoso menos esperasse, uma bola de merda atingiria sua cara a duzentos quilômetros por hora - ou 125 milhas por hora, porque ele é americano. Se ele tiver sorte, os fragmentos de milhos ou feijão não atingirão seus olhinhos.

E se atingirem, foda-se. A merda era dele mesmo, não é culpa do Estado.


Escrito por Kid on Nov 10, 2004

[ Pausa pro Jabá ] Ele foi enxotado do seu servidor, esquecido pela sociedade e estuprado por nativos africanos, mas como é brasileiro e nunca desiste, meu amiguinho está de volta.

Saldo do aniversário


Todd McFarlane’s Neo


O action figure de Matrix Revolutions, produzido pelo criador de Spawn. Pra quem não sabe, o McFarlane produz uma linha de bonequinhos de filmes, astros de rock, etecétera e tal. Os brinquedos são de altíssima qualidade, e os da linha Matrix não podiam ser diferente. O Neo de brinquedo tem cabeças removíveis: uma é a normal, a outra é com os olhos totalmente fodidos graças ao Bane/Smith, e a terceira cabeça é com uma faixa sobre os olhos fodidos. Tá enfeitando a mesa do PC. Gostei tanto que vou comprar o do Morpheus e o de um APU, aqueles robôs gigantescos do último filme.


The Matrix


Um DVD clássico, que eu surpreendentemente não tinha. Dispensa comentários.


Palm Pilot Zire 21


Desde que eu era guri, queria ter um Palm Pilot. O mais próximo que tive disso era um caderninho de anotações da Tilibra com o escudo do Flamengo na capa com uma BIC amarrada no arame. Agora, meu sonho de infância foi realizado: tenho um computador de bolso.

As possibilidades são infinitas: posso escrever posts numa fila de banco, o que será útil quando eu tiver dinheiro ou criatividade pra escrever. Posso agendar compromissos importantes, o que será bastante útil quando eu tiver algum. Posso instalar e-books, o que será muito legal quando eu conseguir achar um site que disponha (bons) e-books grátis. Peguei também programas que gerenciam apresentações e tarefas escolares, algo que precisarei quando decidir fazer alguma. Porra, dá até pra baixar joguinhos pro negócio. Instalei um xadrezinho, o que me fez lembrar que sou uma merda no jogo. Instalei Pokemon (com um emulador do Game Boy), o que rapidamente me fez perceber que esse jogo só tinha graça quando eu tinha 15 anos. Enfim, o negócio tem potenciais infinitos, dos quais eu não preciso nem da metade.

Mas é meu.


Camisa do Slipknot


Com essa exata estampa. Incrível, eu nem planejava procurar a imagem da camiseta, mas essa foi uma das primeiras que apareceu nos resultados. Formidável.


Ruffles


Batata frita é meu VÍCIO, então a namorada incluiu no pacote uma Ruffles tamanho família. Durou quase um minuto inteiro.

É, até que foi um bom aniversário. Uma vez que meu pai é um pão duro miserável, todos esses presentes foram dados pela patroa.

Porra, e eu no mesmo dia fico bêbado e pego a melhor amiga dela. Não bastava ser qualquer amiga, tinha que ser a melhor.

Puta que pariu, vou pro inferno MESMO.


Escrito por Kid on Nov 8, 2004



Primeiro porre a gente nunca esquece.

Sexta feira foi, como todo mundo já sabe, meu feliz aniversário. Lá pelas sete da noite, Andy e seus coleguinhas - a maioria deles estudam comigo - me chamaram pra uma festinha em minha homenagem. Me arrumei e fui à casa do cara, saltitando pelas ruas gélidas canadenses no meu trenchcoat a la Matrix que vocês já devem conhecer.

Ao chegar lá, percebo que quase todos já estão bêbados, e os que ainda estão sóbrios estão trabalhando nisso. Logo de cara, o anfitrião me dá um abraço e estende uma garrafa de vodca em minha direção, desejando um happy birthday.

Como qualquer um que me conhece sabe, eu não bebo. Quer dizer, bebo um pouquinho de nada, praticamente não se leva em consideração. Não gosto do sabor de álcool, sou um maricas mesmo. Mas o Andy, que já tinha a voz pastosa àquela altura, fez um desafio que me deixou pensativo.

“Porra, Izzy. Tu já tem vinte anos nos coro e nunca ficou bêbado? Manucu, rapaz. Vira essa porra!”

Minha indecisão deve ter sido transparente, porque ele então mudou o teor do discurso, tentando ser mais convincente.

“Vamulá, eu viro uma, e você vira uma, beleza?”

Pensei com meus botões e decidi que não poderia ser tãããão ruim. Andy virou a garrafa, tomando um gole profundo. Tive medo que ele exigisse que eu imitasse o seu gesto, ingerindo aquela mesma quantidade da bebida. Bah, foda-se. Mandei tudo às favas, tomei a garrafa da mão dele e entornei-a na boca, despejando o conteúdo ardente na minha garganta.

A sensação foi similar a beber perfume. A aquela porra queimou minha garganta, então lembrei das instruções da patroa (que não estava presente, mas que já tinha me dado aulas sobre bebedeira): “se queimar, engole duma vez!

Foi o que fiz. Evitando ao máximo encostar a língua na bebida alojada nas minhas bochechas, inclinei a cabeça pra trás e deixei o líquido fluir. Devo ter feito de alguma forma atrapalhada, porque um pouco da vodca saiu pela minha boca e molhou meu cavanhaque. A geral deu um berro, enlouquecida. Só de lembrar do gosto daquele negócio, me dá vontade de vomitar.

Fui sentar na cama do cara, onde me aguardavam a Jess (irmã do meu guitarrista) e a Katie (a famosa diabinha). Ambas me abraçaram e me deram um selinho, algo que achei bastante convidativo. Talvez elas estavam calorosas assim porque era meu aniversário, e vai ver que há uma regra não-escrita que diz que meninas devem liberar pra aniversariantes, ou algo assim. O clima de libertinagem era contagiante. Foi impossível não pensar “porra, já pensou se eu fico bêbado e acabo fazendo merda com essas meninas aqui?” Tentei espantar tais pensamentos da mente, afinal, apesar de ser um bom brasileiro safado e chegado à uma boa putaria, tenho uma namorada e gosto pra caralho dela.

Mal sabia eu que meus medos se concretizariam muito em breve.

A bebida não tinha feito o menor efeito. Eu ainda conseguia pensar e conversar normalmente, mesmo após três, quatro, cinco goles da vodca. Apesar do gosto de perfume na boca, eu não estava sendo alterado pela bebida.

Mas também não conseguia mais beber de jeito nenhum. Nas vezes seguintes em que a garrafa foi oferecida a mim, virei-a, mas sem engolir uma gota sequer, fingindo que estava bebendo. Eu pensei que o Andy bêbado não notaria a diferença, mas me enganei bonitamente: se há algo em que um bêbado presta atenção, é o nível da bebida na garrafa. E ao não perceber variação nele, mesmo após eu tomar dois ou três goles, ele percebeu que o negócio não ia descer mais. Então, trouxe uma caixa de suco de laranja da geladeira.

Ele encheu um copo até a metade com vodca, e completou o resto do suco de fruta. Em seguida, estendeu o copo pra mim e falou, rindo como um bobo, que se eu não tomasse, ia espalhar pra todo mundo que eu era viado. A voz dele já estava completamente mudada, era um pouco difícil acompanhar o que ele dizia. Não querendo desapontar meu anfitrião, tentei beber a mistura.

Sem chance. O negócio tava concentrado demais. Então, a cada pequeno gole que eu tomava, completava o espaço deixado no copo com mais suco. E repeti o procedimento, até que a concentração de álcool no drink ficasse aceitável. Eu já não sentia a queimação inicial; talvez por que o teor alcoólico já era baixo demais, ou talvez porque eu já estava acostumado com a sensação.

Todos em minha volta já estavam completamente caídos, com exceção do Andy, da Katie e eu mesmo. Apesar de já ter bebido uma grande quantidade de vodca (e lembrando que eu não bebo nem cerveja, ou seja, não tenho a menor resistência contra bebida), ainda conseguia pensar e falar coerentemente. Ou ao menos eu achava que sim.

O mesmo não podia se dizer dos meus colegas. A grande maioria dos convidados estava ou caídos no chão, ou no sofá, ou na cama. Andy, ainda acordado, tentava colocar um DVD do Marilyn Manson (com caixa e tudo) dentro de um videocassete, enquanto a Katie sugeria que caminhássemos até o MrSub, lanchonete onde minha patroa trabalha, pra visita-la. Aceitei, e deixamos os bebuns pra trás.

Na metade do caminho, percebi que eu estava cambaleando e tropeçando sem o menor motivo. E sei lá por que razão, aquilo parecia engraçado. A Katie ria, e eu ria. Um se apoiava no outro, caminhando meio que sem rumo na avenida Taunton.

Não lembro quem começou, se fui eu ou ela. Tenho impressão que foi ela, mas não posso afirmar com certeza. Quer dizer, se alguém algum dia descobrir, essa será a desculpa: ela começou.

Só lembro que, do nada, nós dois estávamos nos atracando nervosamente num beco escuro no meio do caminho. E o pior: ela é justamente a menina de quem o Andy gosta.

Vou pro inferno mesmo.

E tudo parecia engraçado, então eu continuava rindo. Minhas risadas eram abafadas pela boca dela, que também começou a rir. Então sobreveio-me uma vontade irresistível de mijar, e por muito pouco não mijo em cima da minha companheira inebriada. Quando voltei pra perto dela, tive a impressão de estar crescendo - por um instante, eu parecia mais alto do que era. E a Katie, cada vez menor. E isso também era engraçado.

Essa sensação se repetiu depois que cheguei em casa, horas depois, e vim pro computador. Nerd bêbado é foda, ao invés de dormir como os bêbados normais, vai checar e-mail. Sentado na cadeira, eu conseguia até mesmo VER o monitor, a mesa, o teclado e tudo a minha volta ficar mais baixo, enquanto eu crescia. E quanto mais alto eu ficava, menos capacidade de manter o equilíbrio eu tinha.

Sempre conversei com amigos - supostamente - bêbados no MSN, mas não foi o caso. Não tive vontade de conversar com ninguém, só vim pro computador. Não lembro nem quem tava online. Fiquei na frente do PC por uns três minutos, sem saber o que fazer. Então abri Paciência e comecei a jogar com o dedo.

(Sim, eu tenho um monitor touchscreen, morram de inveja.)

Mas as coisas não pareciam mais tão engraçadas quando eu estava sozinho. O jogo ficou tedioso, então fechei o programa e fui pra cozinha comer Ruffles. No meio do caminho senti vontade de mijar pela milésima vez. É senso comum que álcool causa efeitos curiosos no sistema urinário, mas eu não sabia que essa reação acontecia tão rápido. Achei que demorasse algumas horas, sei lá. Sou um cabacinho de bebidas mesmo.

Acordei na manhã seguinte sentindo um horrível mal estar, aliado a uma irresistível vontade de vomitar, ainda mijando pra caralho e curioso pra saber como deve ser ficar bêbado MESMO - do tipo que se mija ainda com as calças ao redor da cintura, cai no chão e dorme com a cara em cima de um pedaço de pizza.

Falta muito pra eu chegar lá. Pelo menos não fiquei com dor de cabeça.

Lições aprendidas:

- Vodca é ruim, mesmo misturada com suco de laranja;

- Ficar bêbado é engraçado pra caralho;

- Não conte pra sua mãe que você ficou bêbado, mesmo que tenha sido a dois dias atrás e que você deixe claro que não fará isso de novo;

- Quando for vomitar no outro dia, não se apóie nas beiras da privada. Caso faça isso, limpe o vômito da mão depois.


Escrito por Kid on Nov 6, 2004

Conversa entre um amiguinho e um ex-amiguinho

[ Ex-amiguinho ] Porra, aquele seu amigo zoou o meu amigo!

[ Amiguinho ] Ehehe, eu vi. Morri de rir.

[ Ex-amiguinho ] Porra! Como esse seu amigo viado tira onda do meu amigo?

[ Amiguinho ] Tirando, ué. Pergunta pra ele.

[ Ex-amiguinho ] Porra, ELE NEM O CONHECE! Como você pode sacanear alguém que nem conhece?! Isso é falta de caráter!

[ Amiguinho ] Maluco, não é você que tem um fotolog pra zoar mulheres que você nunca viu na vida? Como você pode acusar o meu amigo de ser um mau caráter por fazer a mesma coisa que você faz com os outros?

[ Ex-amiguinho ]

Conversa entre um ex-amiguinho e eu

[ Ex-amiguinho ] Quide, seu viado! Você plagiou um post meu!

[ Eu ] Eduar… digo, ex-amiguinho, eu não plagiei nada. Sei que você postou, há quase dois anos, um post com o mesmo tema. Mas isso não é plagiar, é apenas usar o mesmo assunto.

[ Ex-amiguinho ] Não quero saber! Você copiou sim! Você me plagiou!

[ Eu ] Porra maluco. Lembra que você criticava ele por ter te acusado de plágio quando, segundo você, tu apenas escreveu um post parecido com um dele? Como é que agora você vem fazer a MESMA COISA?

[ Ex-amiguinho ]

Conversa entre um ex-amiguinho e eu, um pouco mais recente

[ Ex-amiguinho ] Porra, Quide! Como você OUSA chamar um post meu de “besta”?

[ Eu ] Ora, eu achei ele besta.

[ Ex-amiguinho ] Mas… mas… que afronta! Qual era a necessidade que você tinha de fazer esse comentário lá no meu blog? Pra que você critica meu post de “besta“? E a nossa amizade, você não levou em consideração?!

[ Eu ] Pera lá. Não era você que, mesmo sabendo que eu não gosto de postar fotos por aí - não é a toa que não divulgo meu flog -, colocou um monte de foto minha no seu fotolog, zoando com a minha cara? Qual era a necessidade disso, ex-amiguinho?

[ Ex-amiguinho ] Ahn, ehr… Claro que tinha necessidade, todos acharam engraçado.

[ Eu ] Tá, então você acha que tem direito de postar fotos ridículas minhas na internet, com o objetivo de fazer os outros rirem. Mas se eu critico um post seu - uma criticazinha boba, veja bem -, sou eu quem não tem consideração pela (atualmente extinta) amizade?

[ Ex-amiguinho ]

Vou te contar, tem gente que só não é mais hipócrita por falta de espaço.


Escrito por Kid on Nov 4, 2004

[ Update ] Sim, hoje é meu aniversário. Obrigado a todos que escreveram comentários ou scraps no Orkut. Eu queria poder responder um por um, mas tou numa correria aqui em casa, e a eterna preguiça me impede. Valeu, cambada.

E aguardem o post sobre meu primeiro dia na escola.

…..

E o negócio de assustar guris acabou. Foi divertido no começo, mas lá pelos últimos dias eu não aguentava mais ver pivetes gritando na minha frente. Minha vontade era de sair chutando todos que eu via pela minha frente. Infelizmente, a política do Cullens Gardens não permite que os funcionários arrebentem os clientes na porrada. Inventaram a desculpa de que “é ruim pra publicidade do restaurante“.

Esqueci de mencionar que, em um dos dias de labuta, tive a chance de abandonar a roupa de macaco e trabalhar com a turma, na casa mal assombrada. Segue uma foto com descrições dos meus coleguinhas de trabalho:



Hm, as setas explicam tudo. Não preciso bolar nenhuma piadinha pra descrever a fotografia.

Sem contar a surpresinha que eu tive algumas vezes que fui verificar o guestbook do restaurante:





No campo que perguntava “você jantou no nosso restaurante?“, ambos conterrâneos responderam que não. E o motivo? “É muito caro“, assinaram ao lado.

Porra, os caras viajam dez mil quilômetros - muito provavelmente de avião, algo não muito barato - para um país de primeiro mundo pra chegar aqui e dizer que não jantaram porque é muito caro? Brasileiro é uma desgraça mesmo, puta que pariu. Que me lembre, eles eram os únicos na lista que não comeram no lugar por mesquinharia. Os demais assinantes do guestbook alegaram falta de tempo ou que não estavam com fome - o que não é necessariamente verdade, mas ao menos salva da humilhação de ser conhecidos como muquiranas internacionais.

Mas enfim. Os quinze dias que passei usando um disfarce de símio foram cansativos, embora incrivelmente divertidos. Dentre tudo que aconteceu nessas duas semanas, nada se compara a uma triste cena que tive o prazer de não apenas presenciar, mas instigar.

Lá estava eu, paradinho no meu cantinho, esperando a próxima leva de crianças passar. Um grupo grande se aproximou. Travei as pernas na plataforma de madeira, pra ficar completamente imóvel, e diminui o ritmo da respiração. Com o rabo do olho, vi o pessoal se aproximando.

Era um grupo regido por uma proporção razoável de criança/adulto. Liderando a turba, caminhava um garotinho de não mais de 4 anos, que usava uma fantasia de abóbora. Era um barato a fantasia do moleque: arames davam a forma arredondada ao corpo da fantasia, que era basicamente uma esfera de pano alaranjado. Na cabeça, um chapeuzinho verde, que deveria representar o talo da leguminosa. O garoto caminhava saltitante pela trilha, sem saber o que o futuro lhe reservava. Coitado.

Então, a pequena abóbora saltitante parou na minha frente. Senti nas pernas os reflexo de pular em direção à criança e assusta-la bonitamente, mas todas as outras estavam muito atrás. A porra do guri-abobora saia correndo desembestado pela trilha, deixando seus companheiros - cujos disfarces eu ainda não conhecia - pra trás. Seria melhor esperar todos alcançarem o pivete e assim, assustar todos ao mesmo tempo. Pacientemente, esperei.

Em pouco tempo, a abóbora anã ambulante foi alcançada pelos outros diabinhos. E digo diabinhos no sentido literal do título, porque os moleques estavam usando justamente fantasias de príncipes da malevolidade. Logo atrás dos enviados das profundezas infernais, seus progenitores - visivelmente cansados de andar com as criaturas satânicas pra cima e pra baixo na trilha. Então, uma vez que todos os diabinhos - e a abóbora - estavam no alcance de minhas ondas assustadoras, era hora do show.

É tudo uma questão de timing: você não pode assustar os guris no momento que eles olham pra vocês. Assim que eles olham pra qualquer coisa num passeio como esse, a suposição comum é de que tudo ali é “de verdade” e está apenas esperando o momento de pular em cima deles. O lance é esperar uns dois ou três segundos em completa imobilidade, para fazer-los ter “certeza” de que você é apenas um boneco numa fantasia. Então, naquele momento mágico quando os pivetes estão se perguntando - geralmente em voz alta mesmo - “será que ele é de verdade?“, você pula de sua estase e berra agressivamente em sua direção, fazendo as crianças cagarem-se involuntariamente e seus pais pagarem terapia (também involuntariamente, porque é caro pra cacete) pros traumatizados, pelos anos a seguir.

Então, eu já tinha esperado o bastante, e era hora de pular. Dei um berro gutural e agitei meus braços em direção aos pequeninos. A maioria deu um pulo pra trás, alguns soltaram as sacolinhas de doces no chão e correram em direção aos pais, e os mais velhos tentaram futilmente fingir que não tinham se assustado. Voltei à posição original e ouvi as costumeiras risadas dos pais. Após ver os próprios filhos tomando o susto de suas vidas, os caras caiam na gargalhada, e ficavam desafiando os moleques a apertarem minha mão. Vou te contar, que negócio sádico essa tal de paternidade.

Mas enfim. Percebi que, por algum motivo, o grupo não continuara a caminhada ao longo da trilha. Eles olhavam pra baixo, rindo desesperadamente como se estivesse vendo a coisa mais engraçada do mundo. Um dos adultos puxou uma câmera digital e tirou várias fotos. As mães, por sua vez, davam uma risada que era um misto de “olha que bonitinho/putaqueopariu, esse aí se fodeu!

A máscara não me permitia um ângulo muito amplo de visão, então abaixei a cabeça inteira pra ver o motivo de tantas risadas.

A abóbora estava estatelada no chão. Do jeito que ela tinha caído, estava parecendo mais uma tartagura do que um ser humano, com perninhas e bracinhos se agitando freneticamente. Em questão de segundos a criança começou a chorar. Os pais, ainda em êxtase, tiravam milhões de fotos com suas câmeras digitais. A pobre tartaruguinha laranja se levantou e correu em direção à mãe. Percebi que a pobre criancinha tinha aterrissado justo numa poça de água.

A mãe, num ato estranho, se afastou da criança que corria em sua direção. Ela parecia enojada; e preocupada com as próprias calças, que haviam sido tocadas pela abóbora chorona. A mãe bateu a perna da calça insistentemente, e então cheirou a mão. Depois, pegou um lencinho do bolso e passou na área que havia sido tocada pela pobre criança.

Então percebi que a poça no chão não era água. A abóbora tinha se mijado!

Os pais se manifestaram de forma dividida; alguns compartilhavam gargalhadas daquelas que fazem você perder o fôlego, enquanto a outra metade se compadecia pela pobre criança.

A cena era tétrica. O moleque chorava como um condenado e ameaçava tirar as calças recém-urinadas, ainda quentinhas. A sua suposta mãe tentava se livrar dos respingos de xixi que manchavam sua calça. Uns adultos tinham compaixão da pobre alma mijada, outros riam, e as crianças que acompanhavam a caravana riam mais ainda.

Não aguentei. Mesmo sabendo que não podia me mexer - pra tentar pegar os próximos que vinham descendo a trilha -, enterrei o rosto nas mãos e comecei a rir, e alto. Ao verem minha reação, os adultos que já estavam rindo riram mais alto ainda. E eu não conseguia nem sentir pena da porra do guri que se mijou.

Mas enfim, o trabalho acabou. Tou esperando a grana, e pensando no que devo gasta-la. Idéias?


Escrito por Kid on Nov 3, 2004

Sobre aquela quedaça do Fidel Castro - que só fui ver recentemente graças ao milagre do streaming da globo.com - só tenho uma coisa a dizer.


Escrito por Kid on Nov 1, 2004

Algum indivíduo com um apuradíssimo senso de humor e invejável inteligência atacou meu site de maneira vil. Nunca imaginei que pudesse ser vítima de tão terrível calúnia, mas o impensável aconteceu: usando meu nickname, alguém postou a url www.hojeeumbomdia.rg3.net (que não linkarei por pura preguiça), alegando ser o novo endereço do HBD.

O que os desavisados não sabem é que o endereço acima redireciona seu navegador pra um site de baitolas. Você clica no endereço esperando voltar à mesma página - um motivo a menos pra alguém clicar nele, afinal, ele já está aqui. Enfim… - e é inadvertidamente exposto a um portal homossexual.


Sou muito esperto“, pensa meu sagaz ofensor


Que técnica ímpar a desse sujeito, associar a imagem de seu desafeto à homossexualidade. Estou chorando até agora, porém um tanto quanto impressionado pela criatividade do meu atacante. Desde a terceire série eu não via uma ofensa tão sagaz, chamar seu oponente - ainda que indiretamente - de bicha.

Senti a vontade de revidar ao modo pré-primário de ser, utilizando o curinga “é a mãe!“, pra bater no rapaz usando a sua mesma estratégia. Mas aí eu lembrei que sou um adulto e que consigo pensar em meios melhores de ridicularizar alguém - usando argumentos, por exemplo -, sem precisar regredir à minha infância para usar armas que eram apontadas contra mim na época, que por sinal eram exatamente as mesmas que me faziam voltar chorando pra casa, jurando que um dia seriam usadas por mim para ofender alguém, ainda que apenas através da internet.

Parabéns, amigão. Ao menos como terapia o HBD serviu pra você. Se você agora se sente mais seguro com sua própria masculinidade, sinto que um dever cívico foi cumprido aqui.

(Mas lembre-se, dar a bunda pros seus amigos continua sendo uma característica homossexual. Você terá que fazer mais do que se passar por mim nos meus comentários para se livrar desse estigma. Isso é, supondo que você queira se livrar.)

A despeito de um estilo de redação claramente diferente do meu (o cara usou até smiles nos comentários, veja você), meu agressor pensou estar cometendo indubitavelmente a farsa do século. Todos os meus leitores iriam entrar na URL e cair num site gay. Se formos um pouco mais longe, poderemos especular qual era o objetivo do moleque: Somando um mais um, o resultado em que os meus leitores chegariam é simples:

O que o Kid está querendo dizer é que ele é gay!”

O que não deve ter passado pela cabeça do rebelde é que, se eu quisesse que alguém soubesse algo assim, não precisaria criar um domínio grátis, criar um index.html com um script de redirecionamento, nem divulgar o tal link nos comentários: eu teria apenas falado no blog. Se olharmos por essa ótica, o plano do cara não foi muito longe no quesito lógica.

A outra hipótese é que ele não estava querendo levar ninguém a pensar que eu era gay, mas apenas pregar uma peça nos visitantes do HBD. Neguim clica no link achando que lerá minhas bobagens e cai num site de viados (como se ninguém nunca tivesse sido direcionado sem querer - alguns querendo - pra um site dessa categoria, mas ignoremos esse detalhe). Que terrível artimanha, ein. O que o cara esqueceu de pensar é que isso não seria sequer um ataque contra mim, pois obviamente eu sei que não sou o autor dos comentários. Quem se “foderia” (e perceba as aspas que reduzem o teor da palavra a um mero cheirinho irônico) seriam os leitores.

Ou seja, nem me atacar o mané sabe direito.

Porra, seja um pouco mais inteligente, meu amigo. Todo o trabalho que você teve pra pôr em prática essa gracinha não me parece ter rendido muito. Se muito, duas ou três pessoas podem ter acreditado que se tratava de mim nos comentários (é um número relativamente alto, eu sei, mas lembrem-se dos “lerdinhos” que lêem essa página). Na pior das hipóteses, você me deu um assunto pra escrever. E até agradeço, uma vez que minha falta de inspiração pra atualizar o site já se tornou notória.

Se vocês querem que eu seja sincero, me bate uma pena chegar em casa e ver que há alguém aí do outro lado que se prende de tal forma à minha pessoa ao ponto de se dar ao trabalho de escrever algumas linhas de código e abrir uma conta num servidor gratuito num esforço fútil de chamar minha atenção. Ou, como pode ser o caso, uma tentativa - frustrada - de me sacanear.

Da próxima vez, faça uma montagem comprometedora, crie um e-mail parecido com o meu pra brincar no MSN, tente hackear meu site, sei lá. Faça algo INTELIGENTE, mais desafiador. Ou ao menos engraçado, já seria o bastante. Eu pelo menos pensaria “porra, esse aí aloprou mesmo“.

Só não fique dependendo que o próprio alvo da sua traquinagem dê as idéias pra você.

Só pra não perder o hábito: vai tomar no cu, vai. Ou ao menos arrumar algo pra fazer.