Escrito por Kid on Mar 31, 2005

Muito tempo livre + Posts-Its coloridos + Cola + Uma idéia que vi por aí


Seis dólares.
Duas horas.
Um tubo de cola.
6 Folhas de 40cm x 25cm (pra formar o painel)
256 post-its.
Um mosaico super nerd de quase um metro quadrado.


Escrito por Kid on Mar 29, 2005
You scored as atheism. You are… an atheist, though you probably already knew this. Also, you probably have several people praying daily for your soul.

Instead of simply being “nonreligious,” atheists strongly believe in the lack of existence of a higher being, or God.

atheism

96%

Satanism

88%

agnosticism

75%

Buddhism

58%

Paganism

58%

Christianity

25%

Judaism

13%

Islam

13%

Hinduism

0%

Which religion is the right one for you? (new version)
created with QuizFarm.com

Nada que eu já não soubesse. O único erro do teste (um que me incomoda muito, diga-se de passagem) é o popular deslize de definir ateísmo como uma crença. Ateísmo não envolve crença, e sim a ausência de uma. Ateu não é o sujeito que crê que Deus não exista, é o cara que não crê que Deus exista.

“Mesma coisa” o caralho. Faz diferença sim, filhotes. Esse negócio de dizer que ateus acreditam na não-existência de Deus é uma safada jogadinha semântica (muito comuns em fóruns cristãos, aliás) pra tentar rotular o ateísmo como uma religião, quando na verdade está bem longe disso.

Qual o objetivo de comparar o ateísmo com uma religião? Sinceramente não sei. Mas os crentes adoram fazer isso.

Ateísmo não é uma religião, ao contrário do certos cristãos tentam nos convencer. Você não se torna adepto de uma religião simplesmente por não acreditar no Deus de uma outra religião – caso contrário, todos teríamos centenas de religiões, cada uma negando o(s) deus(es) de outras.

O argumento cristão é que o ateísmo, assim como religiões, envolve grupos de estudo que discutem obras de autoridades no assunto, debatem suas idéias acaloradamente, e acham que sua opinião está sempre certa. Acontece que essas características são tão vagas, que transformariam qualquer atividade em grupo em uma religião. De acordo com essa análise, até um partido político pode ser considerado uma crença religiosa.

O que eles se esquecem, obviamente, é que o fator principal que define uma religião (a crença no sobrenatural) está ausente no ateísmo. Mas usar racionalismo não é uma marca registrada deles de qualquer forma, relevemos.

E a forma como o teste deixou ateísmo e satanismo bastante equivalentes (alcançar um alto valor em um o dá automaticamente um alto valor no outro), não me resta dúvidas de que ele foi escrito por um cristão. Há uma diferença gritante entre as duas correntes: o satanista (ao menos o dogmático; há o satanismo filosófico, que não é uma religião) acredita que Deus exista, já o ateu não.

Nada a ver uma coisa com a outra, não? Uma comparação como essa só poderia ter sido mesmo feita por esse povo crê piamente que falta de fé no Senhor não tem nada a ver com pensamento lógico, só pode ser obra do Capiroto mesmo. “Hoje eles não vêem motivo racional pra acreditar em Jeová, amanhã estarão sacrificando bodes para Lúcifer!

Humrum.

Não importa muito, anyways. Esse testezinho foi só pra ganhar tempo e terminar as continuações do post-novela.

E nem reclamem.


Escrito por Kid on Mar 28, 2005

(continuando…)

Eu e a patroa rodávamos em círculos no escuros, pelados, sem saber o que fazer. Aliás, corrijo-me: ela ainda estava de calcinha e sutiã, e assim eu era o único realmente pelado – o que me causava uma estranha sensação de exclusão.

A patroa rodava em círculos, murmurando “holy shit, she’s here, holy shit, she’s here, now what?” A vontade foi de dizer “a culpa é sua, porra“, mas era um pouco tarde demais para isso, e além do mais ela não fala português. Com os pés, tateei o chão em busca das minhas roupas.

Não que se vestir fosse resolver a situação completamente. Ainda que ambos estivéssemos com roupas, ainda teríamos que explicar o que diabos estávamos fazendo no quarto da sogra. Sair sem ser visto seria impossível até mesmo pro mais ninja dos ninjas, pois o apartamento é pequeno e consiste apenas de um corredor ligando a sala aos quartos e a cozinha. De uma forma ou de outra, eu teria que inventar uma explicação de porque eu estava no quarto dela.

Dos males, o menor. Vestir-se ao menos reduziria a gravidade do problema.

Que situação“, pensei enquanto pegava minha camisa entre os dedos dos pés para só depois perceber que se tratava da camisola da sogra. Se tudo isso tivesse acontecido em outro cômodo da casa, já seria uma considerável comoção. Estar pelado no quarto da dona da casa só agravava o que já era uma irremediável condição.

A patroa, que a partir de agora julgo infinitamente mais esperta que eu (já que meu cérebro se desligou totalmente e a única coisa em que eu conseguia pensar era achar minhas roupas e inventar uma desculpa pra explicar à sogra o que diabos eu estava fazendo no quarto dela), disparou pra fora do quarto. Tentei acompanhá-la com a vista, mas pra ver o caminho que ela tomou, eu teria que sair do quarto. Normalmente é uma tarefa fácil, mas vocês se surprendeeriam com a forma que falta de roupas complica até mesmo o mais simples intento.

Então, como eu ia dizendo, a maldita se mandou e eu fiquei no quarto sozinho. Trezentos palavrões subiram à minha mente, enquanto eu tentava entender porque diabos ela me deixou sozinho na situação. voltei pra perto da cama e voltei a procurar minhas roupas, com o coração batendo na garganta (puta sensação horrorosa, quem conhece sabe), sempre de olho na porta – na vã esperança de que encarar a porta produziria forças mágicas que impediriam a sogra de abri-la e ver minha assustada piroca.

Estou me alongando muito na narrativa, mas não se confundam: desde o momento em que levantamos-nos da cama até este em que descrevo agora, não se passaram nem 10 segundos. Por um lance de sorte, a véia decidiu fazer alguma coisa no computador (é minha suspeita, a bem da verdade não sei ao certo porque ela não foi direto ao quarto) e com isso, ganhamos tempo pra formular uma fuga sensacional que, se lograsse êxito, sem dúvidas entraria nos anais da história de fugas sensacionais.

Examinei a cama novamente. A armação tubular do móvel sustentava-se a menos de cinco centímetros do chão. Sou magrinho, mas aí é querer demais. Praguejei os fabricantes da cama enquanto tentava achar uma saída para a situação. Talvez se eu…

De repente, um ruído na maçaneta da porta do quarto.

Eu, que estava abaixado junto à cama, espalmeando o chão em busca da minha calça, me senti como o caminhoneiro que desceu um barranco pra dar uma cagada e foi pego no flagra por outro cagão.

A porta se abre lentamente.

Eu estava de costas pra porta, então ao menos virei-me de frente pra impedir à sogra a visão de minha bunda nua. Palavras subiram novamente à minha mente; uma torrente de possíveis explicações para o fato de que eu estava nu no quarto da sogra.

A porta abriu-se o suficiente para que eu visse um vulto indistinguível na entrada da porta, segurando a maçaneta.

E eu, pelado e de cócoras, segurando o que julgava ser minhas calças, jurei a mim mesmo que nunca mais treparia no quarto da mãe de uma namorada.

(continua no próximo episódio…)


Escrito por Kid on Mar 27, 2005

Taí.

www.hbdia.com

Me enchi dessa esculhambação e comprei um domínio próprio.

Cabou a putaria de ficar mudando de endereço. Decorem esse e acabou. É curtinho e .com, do jeito que vocês gostam.

E infinitas desculpas por ter enchido o saco de vocês com 50 mudanças de endereço em menos de uma semana. Devo ter batido algum recorde.


Escrito por Kid on Mar 25, 2005

Não costumo expor minhas desventuras sexuais aqui no blog, mas semana passada aconteceu uma parada tão tragicômica que seria um crime não compartilhar a experiência com vocês. E além do mais, a única coisa mais honorável que rir das próprias desgraças é fazer os outros rirem com elas.

Então.

(Mamãe, se você estiver lendo meu blog, pare aqui)

Tava eu ontem aqui no apê, naquele tédio dos infernos. Trunks monopolizou o PS2, então só me sobrava a internet ou a TV. Meu bolso estava totalmente vazio, então sair de casa não estava nos meus planos. Felizmente, lembrei-me que um amigo estaria dando uma festa. Ligo pro cara, confirmo minha ilustre presença e, após ponderar sobre tomar ou não tomar banho, decido que seria uma perda de tempo. Ligo pra namorada, informo o programa da noite e, após receber a confirmação da presença dela, volto pro PC pra xingar alguém no orkut.

Acontece que minha namorada sofre do mesmo mal que aflige milhões – por que não dizer BILHÕES – de namoradas mundo afora: ela simplesmente desconhece o significado da palavra “pontual”. As duas horas que ela deve ter gasto pra se arrumar comprometeram o programinha da noite. Quando ela chegou aqui, já tava tarde demais pra ir à festa do moleque.

Já que não tinha mais jeito, optei pro plano B: assistir um filme na TV a cabo. The Punisher (É chato, não percam seu tempo assistindo. Um dia escrevo uma resenha.) tava passando, e na hora pareceu uma opção interessante.

Casal de namorados assistindo TV sozinhos no quarto, já viu: mão aqui, mão ali, daqui a pouco já estávamos quase tirando a roupa um do outro. Mas acontece que meu quarto não tem tranca na porta, e todo mundo tava aqui em casa. Joguei um balde de água fria na animação da patroa ao explica-la a realidade, e voltei minha atenção para o filme novamente.

Os hormônios já estavam controlando a pobre alemã, que não se deu por rogada.

- Ah, vamos lá pra casa. Não tem ninguém lá.

Ahhh, as palavrinhas mágicas. Desliguei a TV, joguei o controle remoto pro lado e pulei da cama como que impulsionado por molas. Nem perdi meu tempo calçando meias ou sapatos. Tomei a mão da menina e corremos alegremente pelo corredor do prédio, quase saltitante de felicidade, em direção ao elevador.

(Vou pular as explicidades do que aconteceu no elevador, ninguém precisa saber de detalhes sórdidos.)

Mal chego na casa da mulé, e ela já tá tirando a roupa. Sem reclamações do meu lado. “Quando em Roma…” pensei, enquanto afrouxava o cinto. Aí aconteceu uma parada que foi o primeiro dominó da reação em cadeira cadeia.

- Ah, vamos pra cama da minha mãe.

Parei pra avaliar a opção. Após ter descoberto que o colchão da mãe é muito mais confortável que o seu próprio, a gótica não perde uma oportunidade de dormir (ou fazer qualquer outra coisa) na cama da progenitora. Pesei os riscos mentalmente. Já passava das doze da noite; considerando que sua mãe sai do trabalho às 10:30 e que demora menos de meia hora pra chegar em casa, tanto eu quanto a namorada imaginávamos que a sogra deveria ter ido pra casa do namorado, numa cidade vizinha. Ou seja, ela não voltaria mais pra casa naquela noite. “Beleza então“, pensei em voz alta enquanto jogava a camisa do Slipknot num canto do quarto. A patroa setou o alarme pra tocar às seis da manhã, para que não houvessem dúvidas de que eu estaria de pé e indo pra casa bem antes da véia chegar em casa.

E estávamos lá, naquele bem-bom que todos que têm uma vida sexual ativa conhecem. Eis que no auge do momento, uma desgraça imprevista acontece. Ambos ouvimos um barulho vindo da porta da frente. Nós dois sabíamos do que se tratava, embora estivéssemos mentalmente desejando que não fosse verdade. Deitado em cima da namorada, eu conseguia sentir a tensão no ar, refletida nas batidas aceleradas do seu coração gringo. A antecipação era palpável e roubava meu ar.

Após segundos que pareceram uma eternidade e nenhuma confirmação ou conclusão a respeito do barulho que ouvimos, estávamos quase respirando aliviados. Foi quando ouvimos um barulho de batida na porta.

Horrorizado como alguém que acaba de levar um susto naquelas animações de flash, percebi que alguém acabara de entrar no apartamento. Pulei da cama (peladíssimo) como se o colchão tivesse dado-me uma mordida na bunda. O quarto estava imerso numa densa escuridão, o que me impossibilitava de catar minha cueca do chão. Apenas os dígitos do relógio de cabeceira eram visíveis. Minha cabeça entrou em pane; o pensamento rodava em círculos tentando definir quem poderia estar no apartamento àquela hora.

Não havia dúvidas.

Era mãe da namorada.

(to be continued…)


Escrito por Kid on Mar 24, 2005

http://yuri.elo.com.br/hbd

Definitivo.

Desculpas a todos essa putaria de hoje. Esse vai e vem de servidores estressou até a mim, que dirá os pobres leitores.

Deixa eu explicar pra quem não entendeu a confusão. O domínio do Yuri – como eu havia avisado – expirou. Acontece que eu, burraldaço, esqueci de avisar a todos que os arquivos do blog continuavam direcionando pra ele. Ou pior, esqueci de consertar isso. Somando a esse probleminha, o Criandosites resolve dar pau e deixou o domínio fdp.com.br indisponível durante a manhã inteira. Ou seja, o HBD tava absolutamente escondido da vista pública.

Depois de vais e vens, e com a imprescindível ajuda do Yuri, pus tudo nas ordens. Devo ter perdido uns 30% de visitas e o equivalente em dinheiro, mas o que importa é que tá tudo direitinho aí procês.

Vou tentar recompensa-los com posts.

A quem possa interessar: o www.hbd.fdp.com.br continua valendo. Mas aqueles que prefiram usa-lo, fiquem de sobreaviso: ele é grátis, portanto, não tão confiável quanto o server do Yuri.

Mais uma vez, foi mal aí.

Churumelas postas de lado, continuemos com a programação normal.


Escrito por Kid on Mar 22, 2005

O jogo desta semana (ou mês, sei lá quando atualizarei essa seção novamente) foi uma grande sensação na minha escola no meu tempo de colegial. Infelizmente para nós, jamais aprendemos ou nos importamos em pronunciar seu nome corretamente, e este game ficou marcado nas nossas infâncias com “O jogo do hotel”. A culpa do jogo não é o fato de que ele é totalmente em japonês, mas sim que ele foi lançado antes da chegada dessa modinha fedorenta de “otakus”, gente que decora os roteiros de animes, usa smiles como ^^ e que daria a bunda para um oriental apenas para ter um pouco de japonês em si. Assim sendo, como ninguém dava a mínima pro idioma nipônico, ficamos sem saber do que diabos se tratava o jogo, e tivemos que usar a imaginação pra teorizar sobre o que se tratava a história.

Syodai Nekketsu Kouha Kunio kun, conforme descobri há uns dois dias atrás, conta a história de dois moleques de colegial que mataram aula pra ir curtir na cidade. Obviamente, a merda pega no ventilador e nossos heróis se vêem às voltas como todo tipo de gente estranha, com habilidades fantásticas como cair no chão e desaparecer após levar dois murros. Obviamente, na época não sabíamos de nada disso. Então, pra nós, eles não eram moleques colegiais e sim OS CARAS DE BRANCO.

(E como se trata de um jogo de 2 players, essa resenha teve a participação ilustre de Trunks, como CARA DE AZUL.)


Conforme você pode ver no screenshot acima, há um bando de caras de branco. Meu personagem está entre eles, mas são todos japoneses e estão usando as mesmas roupas (que poderiam ser uniformes colegiais, o que corroboram o que li na internet sobre o jogo), não há forma de diferenciar um do outro. Legendas aparecem na parte inferior da tela, que ajudam bastante caso você saiba ler japonês, ou que serão ignoradas caso contrário.

Os caras entram no trem e me deixam sozinho no que parece ser a menor estação de metrô do mundo.


Trunks, o cara de azul, aparece magicamente na aventura. Há alguma explicação em japonês para o fato de porque ele apareceu, então novamente tive que usar minha imaginação para elucidar esse mistério. Sem mais essa nem aquela, somos interpelados pelos CARAS DE VERDE, o que nos permite pela primeira vez testar o complexo sistema de luta do jogo, que consiste em andar pra perto do oponente e apertar Y até que ele caia ou diga algo em japonês e saia de cena.

Os caras de verde não ofereceram muita dificuldade; antes que me desse conta já havia chutado suas bagaças japonesas e prossegui no joguinho.


…e aí chegamos na parte que explica o pseudônimo do jogo. Muita gente não tinha paciência com o idioma oriental e desistia rápido do jogo. A única coisa que se absorveu do game é que parte dele se passa num hotel, logo o jogo foi rebatizado com o nome alternativo de “Jogo do Hotel”. Lição de história à parte, voltemos à resenha.

O Cara de Branco está deitado numa cama que parece tão confortável quanto um tijolo. Sem mais nem essa, entram no quatro Cara de Azul e Caras de Branco números 2 e 3.


Algum de nós fala alguma coisa. Algum outro responde alguma outra coisa. Após esse revelador diálogo, o jogo continua.

Eu e Trunks passamos a explorar os outros quatros no mesmo andar, apenas pra descobrir que eles são tão fedorentos quanto o nosso: além das duas camas e uma porta, não há nada digno de comentário. Tudo bem, quartos de hotel são tudo igual mesmo. Mas custava ter ao menos usado uma textura diferente pras camas, ou colocado-as em posições diferentes?


Como você pode ver nesse shot, estou equipado com um útil pedaço de pau, encontrado em um dos quartos. Algo totalmente normal, pois como todos sabem há muitos pedaços de pau espalhados em pontos aleatórios de hotéis reais.

Perceba também que o life de Trunks está sensivelmente menor. Isso aconteceu quando eu estava testando os botões de ataque e ele estava – por muito azar, coitado – no meio da trajetória do pedaço de pau, que foi inadvertidamente arremessado quando apertei o Y. Novamente aí, podemos ver o quanto esse jogo é realista: ser atingido por um pedaço de pau, essa arma formidável, quase o matou.

Após praguejar em várias direções, Trunks se acalmou e decidimos pegar o elevador e explorar outros arredores.


Felizmente os números do elevador são legíveis, o que permitiu se movimentar baseado em uma decisão real ao invés de puro acaso na hora de escolher as opções. Infelizmente, é o único caso em que isso acontece no jogo inteiro.


Chegamos ao terceiro andar. Encontramos dois sujeitos de azul, um deles já se posicionando de forma suspeita atrás de Trunks. Alguém (o mais foda é que não dá pra saber nem quem está falando) fala alguma e, a julgar pelo ponto de exclamação, posso pensar que foi um xingamento. Antes que percebamos, já estávamos trocando sopapos e pauladas.


A imagem mostra que Trunks foi facilmente subjugado pelo oponente de azul, que é visto caminhando em cima da cara do meu pobre irmão. Algo que, estranhamente, tirou menos life do que a paulada que eu dei nele previamente. Isso deu um outro sentido à expressão “quem precisa de inimigos quando seu irmão tem um pedaço de pau e não sabe qual botão o arremessa“.

Após levar mais algumas caminhadas na face, Trunks morre – o que no jogo significa que seu bonequinho desapareceu.


Após o trágico falecimento/desaparecimento do meu irmão, a raiva toma conta do meu bonequinho de branco, e então espanco os inimigos.

Após mandar os oponentes pro limbo dos inimigos que desaparecem após suas derrotas, voltei pra explorar os outros quartos, na tentativa de encontrar alguma coisa mais útil que um pedaço de pau.


Achei em cima da cama esta pedra, que por um erro de gráfico se assemelha muito com um convencional travesseiro. Caso eu esteja enganado e se trate realmente de um travesseiro, é o travesseiro mais pesado do mundo, que requer dois braços arqueados em cima da cabeça para levantar, e que pode ser inclusive utilizado como arma (e como descobri no futuro, causando mais danos que o pedaço de pau.

Escondendo-me atrás da segurança que um travesseiro de trinta quilos confere ao seu portador, sai do quarto em busca de mais pessoas aleatórias para espancar.


E as vítimas não custaram a aparecer. Perceba a barrinha de life azul, logo abaixo da minha própria. Essa barrinha corresponde ao life da garota em minha frente. Esse estrago que quase a matou foi provocado por um único arremesso do travesseiro, e um murro na cara.

Mas o jogo virou rapidamente. As vítimas se organizaram – uma delas até se armou com um pedaço de pau que ela mesmo produziu através de artes mágicas – e vieram ao meu encalço. sabendo que não poderia conter a massa, fiz o que qualquer um faria:


Roubei a mala de uma das meninas e dei no pé rapidim.

Mas a menina jogou o pedaço de pau na minha cabeça, o que me despachou deste mundo pro outro.


Ou melhor, do corredor pro quarto. Acompanhando a temática realista do jogo, você nunca morre. Você desmaia e acorda no seu quarto. Com isso Trunks, que tinha “morrido” fazia tempo, pôde se reunir a mim. Armados com travesseiros e paus, retomamos a jornada em busca de uma conclusão sobre o que diabo esse jogo se trata.

O que não foi nada fácil. Em um certo momento do jogo, Trunks é interpelado por um sujeito, que faz uma pergunta crucial para o andamento do jogo:


Tirando os raros momentos em que o jogo tenta fazer de conta que há uma história rolando no pano de fundo, o jogo é porradaria pura. Nada de pegar um item e levar pro outro lado ou cumprir missões. Só porrada.


Enfim. Syodai Nekketsu Kouha Kunio kun é um jogo bacaninha, a despeito dos gráficos simples, da completa falta de realismo e da história imcompreensível. Eu ia pôr a ROM aqui, mas aí foderia minha banda, então se virem e procurem no Google.