Escrito por Kid on Oct 31, 2005

Desmarque a consulta no dentista. Pare de cutucar as unhas do pé. Apague o baseado. Desligue a TV. Ponha as calças e mande a “massagista” embora. Cancele todos os seus compromissos pelos próximos dias.

Agora que você está completamente livre, marche em direção ao camelô mais próximo, desembolse a quantia necessária e adquira uma cópia paraguaia de Shadow of the Colossus, o melhor jogo já lançado no mundo até pelo menos a semana que vem.

SotC é um jogo minimalista dos mesmos criadores de ICO, um jogo com um visual excepcional que se sagrou um sucesso de críticas no longíquo ano 2001. Digo “minimalista” porque o jogo é chocantemente simples: A premissa dele é que você deve encontrar 16 bichões imensos (daí COLOSSUS, pescou, pescou?) e matá-los como parte de um ritual que reviverá sua amada. Não há inimigos menores pra enfrentar no caminho, não há puzzles, não nada dessas coisas que geralmente lota outros jogos do gênero. Você monta no seu cavalinho, acha o colosso, mata, passa pro próximo.

Parece chato? Sim, porque você é um imbecil que não sabe apreciar detalhes. Shadow of the Colossus é, comecemos pelo lado visual, uma experiência incomparável. Não há, em nenhum outro jogo, paisagens como as vistas em SotC. A direção artística do jogo é uma coisa de outro mundo. O mapa, que é imenso, pode ser visto até a linha do horizonte. Montanhas que você vê lá ao longe e pensa que são apenas uma textura de fundo são na verdade exploráveis. Os efeitos de luz são perfeitos. E eu poderia ficar falando dos detalhes visuais até cansar, ou acabar os motivos pra elogia-los. Pelo jeito, não será esse último.

Geralmente eu não ligo pra coisas como gráficos ou arte, mas nesse jogo esses elementos são tão fodas que você não tem como se sentir sensibilizado, mesmo que você se chame Paulão, dirija uma Scania e espanque homossexuais no seu tempo livre. Eu diria que esse jogo acorda o apreciador de arte em cada um.

Mas então, a história é o seguinte: seu personagem aparece na sequência de abertura cavalgando por dias até chegar a um castelão imenso. O cara chega lá, e você descobre que ele trazia em seu cavalinho um saco de batatas. Mas espere! Uma segunda inspeção revela não se tratar de um saco de batatas, e sim de uma menina relativamente gostosa. A menina está morta. O cara a deposita num altar de pedra, e então um ser do além que assistia tudo caladinho resolve se manifestar. O ser, que se chama Dormin e fala de sim mesmo no plural (acho que foi uma moda passageira entre deuses, leia Gênesis), dá um sinal de vida e fala com o moleque, dizendo que ele está em uma terra amaldiçoada e tudo. O rapazinho não se intimida e explica que a mulé dele bateu as botas e que ele está com saudade de sua respectiva buceta, então pede pro Dormin ressucitá-la. O bicho explica que não é assim, basta chegar e pedir, não. Pra conseguir acessar o poder que fará sua amada des-morrer, o herói (que nem tem nome, agora que paro pra pensar) terá que encontrar e matar os 16 colossos que dão nome ao jogo.

E começa a sua aventura.

Sabe, o grande forte desse jogo é o apelo emocional. Durante toda a sua aventura, seu personagem está completamente sozinho nessa terra estranha, e chega um ponto no jogo em que você realmente sente essa solidão. É uma experiência que não dá pra descrever, você vai ter que jogar mesmo.

E os colossos, então?!


Se você achava que alguns vilões da série Zelda eram grandes, você precisa reconsiderar. SotC exibe os maiores inimigos que um console já colocou na sua TV. O menor colosso que você encontrará no jogo é do tamanho de um elefante, enquanto os maiores têm a altura de um arranha-céus (como pode ser visto na foto acima).

Lutar contra um bichão desse tamanho não é apenas um exercício de ação, mas também de puzzle-solving. Pra ao menos começar a meter porrada num colosso, você tem primeiro que descobrir COMO vai subir nele, e COMO vai machucá-lo. Assim que você consegue escalar um monstrão, a música muda de tom, e a tensão é palpável. Qualquer erro de planejamento e você despencará até o chão. O clima de “caralho, agora fudeu” é mantido até o último segundo de cada batalha. Confie em mim mim, você nunca experimentou nada igual num console.

Compre rápido, antes que alguém conte o final da história pra você. Que, a propósito, vale uma menção honrosa como o MELHOR fim de um jogo. Quase chorei, e não é exagero :( Qualquer um que tenha uma namorada consegue se identificar com o fim da história. E isso é tudo que posso dizer sem estragar a formidável história.

Só não dou ao jogo uma nota 145 porque as escalas de notas são de base decimal. Apesar de ser um pouco curto (eu zerei no dia seguinte. Trunks me deu de presente de aniversário antecipado), SotC consegue exatamente o que propõe: encher seus olhos (com os mais belos gráficos saídos de um PS2) e seus coraçõezinhos com uma aventura “larger-than-life”. Qualquer outro RPG de agora em diante parecerá fraco em comparação.

Resumindo o post, o jogo é excelente. A única coisa ruim em relação a SotC é essa resenha, escrito por algum viadinho que provavelmente confundiu o jogo com seu vibrador favorito. O cara, claramente um homossexual reprimido pela preconceituosa sociedade em que vivemos, usa termos pedantíssimos e uma redação de monografia de filosofia só pra falar de jogo, é de provocar ânsia de vômito. Não há nada mais asqueroso do que ler um texto escrito por alguém cujo único objetivo é falar difícil pra tentar impressionar.


Escrito por Kid on Oct 30, 2005

E promessa é dívida.


O que eu não faço por vocês…


Escrito por Kid on Oct 30, 2005

Atualizar no fim de semana é foda.

Esperem um pouquinho.


Escrito por Kid on Oct 27, 2005

Ahhhhhhhhhhh, o show do Slipknot… Foda, foda, e foda. Com algumas inevitáveis pitadas de situações engraçadas, só pra ficar melhor ainda no post.

O Air Canada Centre abriria às sete, mas já estávamos escolados com os últimos shows em que fomos e preferimos chegar lá com ao menos uma hora de antecedência.

Não surpreendentemente, a fila dava uma volta no quarteirão. Aproximamos-nos dos últimos colocados e estes foram imediatamente promovidos para penúltimos. Em poucos segundos, o que era uma massa de desconhecidos parecia ser composta de amigos de longa data. Todo mundo conversando, rindo, vaticinando suas profecias à respeito do show (”vão tocar isso, mas não vão tocar aquilo. Você vai ver só”).

Depois de ter passado meia hora do lado de fora num frio de petrificar os mamilos, uma prestativa funcionária do lugar nos informa que nossos ingressos davam o direito de esperar pela abertura dos portões do lado de dentro do Air Canada Centre. Demos adeus à plebe e corremos em direção ao nosso lugar de direito.

Assim que adentramos o recinto, Trunks viu um maluco ao longe e disse “Olha ali, eu vi aquele cara na MuchMusic!” (o equivalente canadense da MTV). Não vi o indivíduo, então imaginei que ele estava se referindo a um VJ ou coisa que o valha. A patroa do meu lado berrou “Chriiiiiiiis!!!111one” diretamente dentro do meu canal auricular, abriu os braços e saiu correndo em direção do moleque.

No fim das contas, descobri que o rapaz era um amigo do colégio que tinha chegado beeem cedo, tipo cinco horas antes dos portões exteriores abrirem. Ele era um dos poucos que já estavam lá na hora que a cambada da televisão chegou pra entrevistar os fãs, e acabou sendo entrevistado.

O que ele não esperava, no entanto, é que a VJ pedisse pra ele tirar o macacão que ele tinha feito justamente pra ocasião e LEVASSE A PARADA PRO BACKSTAGE PRA SER AUTOGRAFADA PELA BANDA. Não havia nada afiado no meu bolso, então não pude matar o indivíduo por pura inveja ali mesmo.

Em pouco tempo os portões abriram e aconteceu o que justifica a falta de fotos neste posts: os seguranças estavam tomando as câmeras da galera, grudando uma etiqueta numerada e entregando um recibo pros respectivos donos buscarem seus itens na saída. O porquê desta incrível viadagem não foi explicado.

A namorada se desfez também de uma correntinha que pendia do bolso traseiro e, após praguejar um pouco, entramos no estádio.

Pros 98% de vocês que não sabem o que é o Air Canada Centre:


O estabelecimento é pro Canadá o que o estádio da Gávea é pro Brasil - a casa do time mais popular do país, os Toronto Maple Leafs. Na entrada, uma imensa faixa anuncia orgulhosamente os anos em que o time ganhou o campeonato nacional. Vale lembrar que a última vez em que os Leafs sagraram-se campeões foi o longíquo anos de 1967. Pra você ter uma idéia de como faz tempo pra caralho, nem tínhamos ido à Lua ainda e Nixon ainda era presidente.

Primeira decepção da noite: os assentos, na fileira 26, eram um pouco mais acima do nível do mar do que gostaríamos. Pus a mão na cabeça e gritei desesperado “Aww fuck, look at this shit! We’re all up in the nosebleeds!”, mas um dos seguranças riu, apontou pras cadeiras da fileira 60 (praticamente encostando nos holofotes do estádio) e disse “No, THAT’S the nosebleeds

(Nosebleed é uma expressão inglesa que ironiza a qualidade de um assento, insinuando que o mesmo é tão alto que a falta de oxigênio faz seu nariz sangrar)

Resignamos-nos ao nossos assentos (que depois da comparação do segurança, não pareceram tão ruins assim) e em pouco tempo o Unearth, a primeira banda irrelevante que faria a abertura do show, começou a se apresentar. A platéia reagiu moderadamente durante os 30 minutos que a banda levou pra passar seu repertório.

Foi nessa hora que o primeiro indivíduo acendeu seu baseado. Seguindo-o como robôs, as outras trezentas milhões de pessoas no estádio puxaram seus isqueiros e acenderam simultaneamente o seu próprio cigarrinho ou cachimbo (fumar maconha em cachimbo é mais chique). Dava pra achar uma moeda no chão, se eu conseguisse ver o chão através da espessa fumaça branca.

Após ter tragado uns quatro ou cinco baseados indiretamente, Unearth deu tchau pra platéia e tirou seus instrumentos do palco. As I Lay Dying, a segunda banda irrelevante, entrou uns quinze minutos depois. Pela primeira vez eu parei de olhar pro palco e vi a confusão da galera lá no chão.

Por uma diferença de poucos dias, perdemos a oportunidade de comprar ingressos no chão. A diferença? Não tem mosh pit (ou rodinha punk) nas cadeiras :( :( :(

Nas palavras do Humberto, rodinha punk “É o único local que você pode bater em qualquer pessoa, cair de tapa, dar pontapés, pegar em bundas femininas e ainda sair sorrindo como se nada tivesse acontecido!

E dessa vez, ao contrário dos outros shows onde eu fui um membro ativo da pancadaria, eu teria que ver tudo por cima.

Meia hora depois, os membros da segunda banda irrelevante removeram suas irrelevantes bundas do palco. Os roadies do Slipknot caíram matando feito urubu em carniça, e uma cortina branca foi baixada, sem dúvida pra que não descobrissemos o encantamento mágico que produz a bateria do Joey.

A urina pressionava as paredes da bexiga insistentemente, dando aquela terrível sensação de precisar mijar com urgência. Acontece que eu não queria sair da cadeira de jeito nenhum, pois calculava que jamais conseguiria passar por todo mundo, sair do estádio, voltar ao saguão, achar os banheiros e me aliviar a tempo de voltar pro começo da apresentação. E além do mais, no meu íntimo eu suspeitava que aquela cortina cairia daquela forma dramática que vi nos vídeos de shows do KISS.

Decidi que ainda ia demorar pra organizarem tudo. Num reflexo, pulei da cadeira e corri em direção à saída do estádio. Já no saguão, a sola das minhas botas cantavam feito pneu a cada guinada que eu dava pra não esbarrar com alguém no meio do caminho. O tempo tava contadíssimo, não dava pra me enfiar de cara em alguém sem perder o começo do show. Talvez em outra ocasião.

No banheiro, um desespero: todas as privadas estavam ocupadas, e só havia um mictório disponível: um que estava ladeado por dois outros caras. Não me sentiria a vontade manipulando os próprios genitais tendo dois caras ao meu lado fazendo o mesmo, então resolvi esperá-los…

…até que vi o banheiro designado para deficientes.

Sem nem pensar duas vezes, corri em direção ao cubículo reservado aos aleijados e me aliviei. Me senti um pouco culpado, então para que a lembrança não atormentasse minha consciência, decidi mijar as paredes. Em retrospecto, foi bem pior que o desrespeito contra o símbolo estilizado do homem na cadeira de rodas, então ficou tudo bem.

Voltei em disparada, sentindo as últimas gotas de mijo molharem as pernas (por algum motivo, não usei cuecas naquele dia) e sentei-me de volta em minha cadeira.

Como se estivessem esperando por mim, as luzes do estádio se apagaram. Dois segundos depois, como previsto, a cortina branca caiu e as luzes do palco se acenderam. Começa o show.

Alguns vão estranhar que boa parte do post é apenas contando o que aconteceu antes da apresentação da banda. Acontece que, como muitos de vocês já devem ter percebido, a experiência de assistir sua banda favorita ao vivo (pela segunda vez) é praticamente impossível de descrever sem fazer comparações pornográficas. Se você já viu sua banda favorita num palco, você sabe o que eu senti. Com a diferença que no seu caso provavelmente não houve um solo de bateria suspensa três metros no ar e rodando com o baterista na horizontal, então eu acho que saí ganhando e que você fede.

As únicas decepções do show foi a ausência do James, que quebrou a mão num acidente de moto, e o fato de que a banda não tocou Vermilion. Tenho motivos sentimentais pra gostar daquela música, snif.

E eu serei o primeiro a admitir. Muitos falam que metade do Slipknot está ali pra constar, e nada como um show ao vivo pra fazer você perceber isso. Deixo a wikipedia falar no meu lugar:

Slipknot is also accused of creating positions within the band for the sole purpose of increasing the total number of members; for example, no other popular bands hold a position for a sampler, even if samples are included in the music. The band and fans claim that they have these extra members to create a unique sound, such as their two extra percussionists to add drum fills. However many critics argue that the extra members add little to the music, especially in a live setting.

E é pura verdade. Quando você vê que há DOIS percussionistas, um DJ e um sampler (pra que diabos se precisa de um sampler com lugar fixo na banda?!), e que no meio do show os supracitados abandonam suas posições pra ficar correndo no meio do palco, se pendurando nos instrumentos suspensos e girando metros acima do chão, plantando bananeira e etc, e que a música continua EXATAMENTE A MESMA - senão melhor - você percebe que o único motivo pelo que eles estão ali é estético.

Mas atire a primeira pedra quem nunca pôs uma gravata.

Resumidamente, o show foi foda. Pra completar, Trunks me pagou dois Big Macs e a namorada me comprou um gorro com o nome da banda bordado na frente. E eu quase perdi o último trem de volta só pra pra voltar correndo à plataforma e pegar um terceiro Big Mac que o irmão havia esquecido no chão, ainda dentro da caixinha e tudo.

Sem emoção não se vive.


Escrito por Kid on Oct 25, 2005

Rapidinhas que nem são tão rapidinhas assim


Serei eu o único internauta brasileiro que assiste Bullshit!?

Bullshit! é um programa relativamente velho da dupla de mágicos Penn e Teller, não tão conhecidos no Brasil. No programa, que passa no canal pago gringo Showtime, os caras expoem e atacam o lado imbecil de certas nuances da vida americana, como o programa de controle de armas, o discurso vegetariano, a obsessão com saúde, a vigilância governamental, sociedades de direitos dos animais e essas merdas todas.

O programa mescla ceticismo com reportagem investigativa, salpicando uma boa dose de anarquismo e putaria por cima da combinação. O estilo do programa é bem “digo-mesmo-e-pronto-vai-encarar?” - sem hesitar, um dos apresentadores (o Teller quase nunca fala, e quando o faz é off-camera) chama um indivíduo de farsante, um outro de hipócrita, um terceiro de ignorante… Tudo, claro, baseado em bons argumentos e um cuidadoso escrutínio da vida dos entrevistados. No episódio entitulado “Holier Than Thou“, o que se traduz mais ou menos como “Mais santos que o resto da galera”, a dupla impiedosamente ataca Gandhi, Madre Teresa e Dalai Lama. Parece impossível? Com a ajuda de alguns historiadores menos dispostos a engolir mitos de bondade sobre-humana, não é.

Resumindo, o programa é mais ou menos o que o Michael Moore faria se ao invés de filmes, escrevesse programas pra TV paga e não precisasse pagar uma de bom moço pra manter a censura longe da própria bunda gorda.

Aqui há uma lista de todos os episódios. Abra o Limewire e vai pegando. Se você gosta do HBD, com certeza vai adorar Bullshit!

(Escrevi o post supondo que o programa não passa no Brasil. Caso passe, esqueçam)

Primeiras fotos do Cullen Gardens:


Numa clareira no meio dessas árvores, um brasileiro espreita.


Staff Room, onde a magia acontece.


Em foto até que fica legal.

Agora, experimenta andar por aí com um tênis mais velho que a taça Jules Rimet, cheio de buracos, pisando em tudo quanto é poça dágua. Depois que a sua meia esquerda absorver o primeiro litro de água, você vai desejar que o outono vá pra puta que pariu.


Aê, já contei que vou ganhar um irmãozinho?

Contei agora. O primeiro Nobre canadense - ao contrário do que eu imaginava - não será o meu filho, e sim o do meu pai.

Daqui pra janeiro tá nascendo Kevin Alguma Coisa Nobre, sendo “Alguma Coisa” o sobrenome da mãe dele. Meio estranho admitir, mas eu não sei o sobrenome da minha madrasta. E olha que ela já tá aqui há quase um ano.

Porra, não me disseram que a infância passava tão rápido. Tenho idade pra ser pai desse moleque (consequentemente, meu pai tem idade pra ser avô do próprio).

Já pensou? Quando meu novo irmão canadense tiver a minha idade, terei o dobro da dele. Terei quase a idade do meu pai agora!

Tou ficando velho :(


Falando em ficar velho, meu aniversário é dia 5. Vão me dar o que, bando de vagabundos?


No trabalho, conheci uma canadense - lindíssima, diga-se de passagem. O tipo de mulé que você só vê em revistas, e faz você ter raiva de ser comprometido - que me passou o MSN de duas brasileiras que moram aqui nas proximidades e frequentam a mesma escola que ela. O que é uma certa raridade, pois nesse tempo todo que morei nesta cidade conheci poucos brazucas.

O tempo dirá se elas são gente boa, ou patricinhas escrotíssimas como as últimas intercambistas brasileiras que conheci por estas bandas, mais ou menos há um ano.

Postei (em dezembro) dizendo que tinha ido com elas a Toronto, mas nunca contei a desgraça que foi ter saído com aquelas meninas. Cobrem-me qualquer dia desses e eu escrevo um post.


Bom, xeu ir dormir que tá ficando tarde. Show do Slipknot hoje, sabe como é.

Morra de inveja aí.


Impressão minha ou o RauL cometeu uma terrível contradição nos comentários do post abaixo?!

Um motivo a mais pra não acreditar nessa história mal-contada de anjos e placas de ouro.


Escrito por Kid on Oct 24, 2005

[ Update ] Hahaha, por essa eu não esperava. Um leitor que não quis se identificar - embora eu já suspeite de quem poderia ser - já hackeou a conta de email do pobre crente. Não passaram nem duas horas desde que eu postei o email do infeliz.

Não dou nem uma hora pra pegarem o perfil dele do orkut.

Vamos ver se assim a crentaiada aprende.


Por ser o dono da Onde Está Deus?, o que ao que tudo indica é a maior comunidade de ateus do orkut, sou alvo constante de crentes e suas mensagens evangelizantes. Naturalmente odeio esse tipo de encheção de saco, então coloquei um disclaimer no começo da descrição da comuna:


Acontece que crentes devem passar tanto tempo lendo suas bíblias que sobra pouco tempo pra ler qualquer outra coisa. A crentaiada faz questão de ignorar o aviso com veemência, e vivem enchendo minha caixa com tentativas baratas de conversão e xingamentos.

Como aconteceu ontem à noite.

Bom Dia, Meu Caro (leia até o final por favor)

Sua comunidade é ofensiva aos Crentes como eu. Creio que sem duvida foi em um momento infeliz que a Senhor fez tal comunidade, me proponho a te mostrar todas as faces da Nossa amada Igreja Renascer em Cristo. Que é nada mais que uma grande sonho do Nosso amado Apostolo Estevam e nossa querida Bispa Sonia.

Sei que se conhecer os nosso serviços sociais, vai mudar de idéia, sou convertido a apenas 3 meses, antes era Espírita kardecista e tinha o kardecismo muito bem definido no meu coração, mas quando você se abre e tenta entender o que motiva tanta gente a estar na Renascer você acaba por conhecer a verdade, e a verdade liberta, e desde minha conversão me envolvi em vários ministérios da nossa igreja como: Expresso da Solidariedade onde levamos alimentos e agasalhos para o pessoal de rua e de comunidades mais carentes, a Caleb Casa Lar que são 20 Casas Lar para a terceira idade ou nosso 25 centros de recuperação de dependentes químicos ou O núcleo de Heliópolis é um dos maiores da América Latina e atende milhares de famílias carentes, com atividades específicas para as crianças e para a terceira idade e ainda a Fundação Renascer não só valoriza as mais variadas formas de arte como também estimula o seu desenvolvimento principalmente na música, no teatro e na dança, e por ultimo Os cursos profissionalizantes da Fundação Renascer foram criados para aumentar as oportunidades de trabalho nas comunidades carentes. Se o Senhor se interessar estou a disposição para levá-la para conhecer pessoalmente nossas instalações.

Agradeço desde ja atenção dispensada.

Sem mais

Marcelo Alves Buono
Mail – mabuono@ibest.com.br
msn – icetzn@hotmail.com

A burrice das pessoas não me surpreende mais. Além do fato de que o cara acha que a existência de um grupo de ateus “ofende” a crença dele, ele acha que me falar sobre os serviços sociais que uma igreja patrocina me convencerá que Deus realmente existe. Lógica 1, crentes malucos 0.

Como não podia deixar de ser, enviei uma cordial resposta o indivíduo.

Olá, caro crente maluco e que não se deu ao trabalho de ler o aviso na descrição da comunidade.

Aviso desde já que não há nada na minha comunidade que ofenda cristãos. Absolutamente NADA. Desde os primórdios da comuna, eu estabeleci regras claras de respeito mútuo. Eu mesmo já bani diversos ateus que entravam lá apenas para ofender gente que divide a sua crença. Ou seja, a menos que você tenha inventado um significado novo pra palavra “ofender”, a Onde está Deus é totalmente respeitosa não apenas para com a sua, mas com todas as crenças.

Caso você não saiba, eu tenho todo direito de não acreditar na sua religião ou no seu deus (com d minúsculo mesmo). Você, sim, é que está desrespeitando meu direito constitucional de liberdade de culto (ao impor sua crença em mim).

Tenho mais vontade de tomar sucrilhos usando soda cáustica como leite do que conhecer sua igreja. Fui cristão por mais de dez anos, e posso dizer com 145% de certeza que não há nada na sua igreja que seja novidade para mim.

Apesar disso, aceito prazeirosamente o seu convite, porque eu estava mesmo precisando de uma oportunidade de ir ao Brasil rever uns amigos. No fim deste email, há informações sobre minha conta bancária. Uns cinco mil reais estão de bom tamanho: dá pra ir, comprar gasolina o bastante pra incendiar ao menos umas quatro igrejas no processo, e voltar ainda sobrando troco pra assistir Saw 2 e escrever uma resenha no meu site.

Agradeço desde já.

Ah, e os serviços sociais que sua igreja presta não a tornam verdadeira. Isso é fugir do ponto. E pessoalmente, acho os “queridos” - e auto-proclamados - apóstolo e bispa dois grandíssimos picaretas. Gente da mesma estirpe que Edir Macedo, R.R. Soares, Jim Bakker, ou seja, pseudo-religiosos que fizeram fortuna explorando a fé de pobres coitados como vossa senhoria.

E finalmente, procure ler a descrição da comunidade antes de mandar emails para seu dono. Abomino proselitismo com todas as minhas forças. Devido a esta sua mensagem sou obrigado a pedir que você se dirija à loja de materiais de construção mais próxima, compre um metro de viga transversal - comumente utilizada na construção de paredes - e em seguida enfie-a com toda força necessária em seu próprio ânus.

Se seus olhos saltarem das órbitas, não se assuste, é uma consequência natural do procedimento.

Dê um alô pra São Pedro em seguida e passar bem.

Às vezes ser mau é muito bom.

Pera. “Às vezes”? Às vezes é o caralho. É bom ser mau e pronto.


Escrito por Kid on Oct 22, 2005


Pre-Order
Chave fonética: “Priórdê
Ling. Ing, s.f., plur.: pre-orders
Origem etimológica: Prefixo “pre”, sign. “anterior”, e base “order”, sign. “pedido ou requerimento”.

Thus,

“Pre-order” = “Pedido anterior”.

Pre-order é fazer solicitação de um produto antes do seu lançamento oficial. Paga-se a vista e geralmente um pouco mais do que o valor natural do produto caso já estivesse em circulação, e a loja se responsabiliza em separar uma cópia do item desejado ao pré-comprador. Em alguns casos, o pre-order garante ao consumidor acessar o produto com alguns dias de antecedência - o que é bastante útil caso o comprador deseje provocar inveja em amiguinhos de internet, dizendo “vejam, eu tenho e vocês não” em letras garrafais de cor vermelha. Tal atitude pode ou não acompanhar a publicação de foto(s) do produto no blog de seu dono.

Costuma-se apelar para o pre-order em uma de duas situações: se o produto é muito requisitado (como por exemplo, o último livro da série Harry Potter), ou se os varejistas não costumam adquirir muitas cópias do item (como jogos de videogame).

(Star Wars Battlefront II, por ser a continuação do mais vendido jogo de SW de todos os tempos, se enquadra nas duas condições)

Ou seja, faz-se pre-order pra não ter que disputar o produto desejado a tapas em cima do balcão, nem acampar na porta da loja uma semana antes do lançamento.


Escrito por Kid on Oct 22, 2005

Descobri hoje que a namorada fez o pre-order de Star Wars Battlefront II há mais de um mês, pro meu aniversário.

Essa é pra casar


Escrito por Kid on Oct 19, 2005


Referendo, referendo, referendo, referendo… mas puta que o pariu. Não dá pra entrar no orkut, ou num fórum, ou num blog e não encontrar ao menos meia dúzia de indivíduos vociferando em Caps Lock a respeito de suas opiniões anti/pró armas.

Inevitavelmente, recebi uma porrada de pedidos pra ilustrar minhas opiniões à respeito do plebiscito que decidirá se o comércio de armas pode ser proibido ou não.

Sim, o COMÉRCIO, seus grandíssimos imbecis. O governo não está literalmente tirando o seu direito de ter uma arma, porque afinal de contas a) você não precisará entregar a que já tem, e b) se ainda quer ter uma, compre antes do resultado da votação. Eu, que nem moro no país e sequer acompanho as notícias a respeito disso, consigo entender a sutil, mas existente diferença entre “proibir o uso” e “proibir a compra”. Vale lembrar que, teoricamente, o uso já tá proibido desde 1994, se não me engano. Porte de armas (ou seja, sair com um cano por aí) é apenas para policiais, militares e agentes de segurança.

Aí que a gente percebe que neguim gosta mesmo é de fazer estardalhaço. A grande maioria dos sujeitinhos montando frente anarquista contra a medida do governo nunca viu uma arma, nunca teve uma arma, nem nunca teve a intenção ou dinheiro pra comprar uma, mas aderiu à confusão como se estivesse realmente lutando por um direito. Direito? Que direito? A maioria desse pessoal que tá armando confusão internet afora não tem nem idade pra assistir filmes em que apareçam armas!

Ah, vá se foder. Se o governo canadense proibisse a venda de Ferraris - ou de qualquer coisa que eu nem posso nem me interesso em comprar, e cuja propriedade não me faria diferença porque já há uma lei que me proíbe usa-las por aí -, eu não ia escrever um email de quatro parágrafos e em seguida jogaria no orkut tentando provar a todos que isso reduz meus direitos como cidadão.

E o argumento de que o “desarmamento” é o primeiro passo pro estabelecimento de uma ditadura? Claro, né, porque o cenário político atual é exatamente o mesmo da Alemanhã pré-Segunda Guerra, ou da Rússia soviética! Faça-me o favor. Esse pseudo-argumento, também conhecido como “falácia non causa pro causa” (Google aí pra vocês) ou “burrice”, é a prova cabal de que esse pessoal não entende nem os motivos a respeito do que está defendendo.

Sem contar naquela comparação infeliz de que “mas carro/faca/taco de baseball/qualquer outro objeto levemente pesado ou afiado também mata gente, vamos proibi-los também, duh! Será mesmo que ese povinho não entende a diferença entre um objeto que PODE ocasionar morte se utilizado de forma diferente do que é natural, e um que é projetado e construído com essa única intenção? Eles realmente acham que dá no mesmo, ou estão sendo pagos para fazerem papel de idiotas?

O outro lado, o pessoal do SIM é ainda mais chato. Alimentados pela propaganda populista da Globo, neguim vai apoiar a proibição porque acha que com isso, as mortes por armas de fogo no Brasil acabarão de um dia pro outro - isso quando não estiverem votando no sim porque o ator da novela falou que essa é a melhor opção. Drogas são proibidas e nem por isso se usa menos. Pensem nisso antes de me chamar de facínora desumano só porque não vejo a longo prazo essa mesma solução que vocês tão vendo.

Depois da proibição, você vai continuar sem ter uma arma. Que “direito” você está perdendo? Acordem.
Depois da proibição, neguim vai continuar tomando tiro na cara por motivos desnecessários. Ou vocês acham que bandido compra arma em loja? Acordem vocês também.

Calem a boca ambos os lados. Acho engraçadíssimo que brasileiro só elege picareta desde foi dado o direito de voto, mas de repente todo mundo acha que entende de política. Todo mundo acha que entende de consequências socio-culturais a longo prazo.

Minha opinião? Dêem uma arma pra cada brasileiro, e deixem o problema se resolver sozinho por meio de seleção natural. Já que o cerne da questão parece ser o fato que “civil não tá preparado pra se defender usando arma mesmo, quer arma pra quê?“, depois da minha sugestão em menos de dois meses só sobrariam os civis que SABEM usar.

Darwin não pode estar errado.

Mas, falando sério mesmo? Foda-se o Sim da Globo e foda-se o Não dos estudantes de filosofia metidos a anarquistas. De qualquer jeito, todo mundo sabe que o Brasil não vai sair do buraco nunca mesmo.

PS.: Ao contrário do que vocês imaginam, eu também tenho que votar no referendo. Isso acontece porque nosso país obriga seus habitantes a cumprir todas as obrigações cívicas ainda que não tenhamos jamais a intenção de voltar a morar no Brasil. Assim como todos os imigrantes, continuo sendo obrigado a votar (em referendo, em eleição normal e o escambau), a justificar a ausência da votação caso esta ocorra, me alistar, etc etc.

Vá tomar no cu, ein.


Escrito por Kid on Oct 19, 2005

Nunca fui de levar muitos foras. Não que isso signifique que eu sou um fenomenal comedor: é que simplesmente eu não tentava muito.

Não tem nada a ver com baixa auto-estima por questões estéticas. Já vi muita gente dizendo que não tenta se aproximar do sexo oposto porque “é feio“. Isso é burrice. Mulheres gostosas são predispostas a dar para caras feios e desdentados; isso é um fato comprovado cientificamente. Quantas vezes você já viu no shopping um casal formado por uma mulher fenomenal, de braço dado com um cara que parece um experimento científico que deu totalmente errado, um saco de bosta que pegou fogo e foi apagado com marteladas? Muitas vezes, eu aposto. Se eu ganhasse um centavo para cada vez que vi um cara horroroso pegando uma mulher capa-de-revista, poderia pagar uma cirurgia plástica para vários deles.

A questão é pura timidez. Apesar de gostar de me expressar, essa habilidade é completamente anulada quando estou na presença de um par de seios. É um assombro que eu tenha conseguido arrumar uma namorada, e ainda por cima não me comunicando na minha língua natal.

Mas então, sobre foras. Na minha vida inteira, só dei dois foras, simplesmente porque não consigo dizer “não“. Por mais impegável que fosse a garota, ela pode ter certeza que estaria se agarrando comigo no sofá mais próximo por causa da minha falta de capacidade de negar um beijo. Dizer um não era algo muito constrangedor.

Até o dia que fiquei - por pena - com uma garota tão terrível, que minha política sobre “nãos” mudou. Descobri que dar um fora não é tão constrangedor, e talvez seja mais aceitável, caso a garota tenha um bigode maior que o seu, ou que tenha um mau hálito que derreteria barras de cadeia. Ou que tenha ambos, como a tal menina sebosa que eu peguei numa festa. Talvez o mais correto fosse dizer que ela me pegou.

Mas uma vez eu peguei um fora muito escroto. É irônico como essas piores coisas acontecem justamente com aqueles que evitam faze-las. Esse negócio de carma é uma furada.

Estava eu com uma patotinha num shopping lá em São Luís. Apareceu do nada uma garota; era bastante bonitinha. Não linda, é um exagero - digamos que ela marcava um 7 na minha escala, o que se traduz em “Essa aí eu até apresentava pra mamãe“. A bem da ocasião, eu tinha a tiracolo um cara que era primo do vizinho de um conhecido da tal menina. Acionei o colega para que este chamasse a tal garota para o meio da turma, o que facilitaria a entrada da minha língua em sua boca, ou em algum outro local de sua preferência. Talvez, com alguma sorte, até afastaria suas pernas uma da outra. Sonhar não custa nada.

Porra, Kid” falou o amigo “Você não quer conhecer essa menina, confie em mim. Ela é mó enjoadinha, uma patricinha do caralho

Amiguinho” respondi, com espiritualidade “Ela pode ser enjoada como suco de manga e uma patricinha do órgão genital que lhe aprouver, não me importo. Não quero me casar com ela, você sabe. Chame logo essa vadia pra cá

O cara chamou. Apresentação, beijinho de um lado e do outro. Deu pra perceber NITIDAMENTE que o cara tava certo: a menina tinha uma cara de enjoada que os quilos de maquiagem não conseguiam disfarçar.

Não houve diálogo. A menina se virou para o amigo e, com uma sutileza que me impressionou, falou:

- Porra, Flávio. Olha pra quem você me apresenta. Me poupe.

Uma facada no olho teria sido menos chocante. Meu, o que custava a mulé deixar pra me avacalhar quando eu estivesse longe? Pisou no orgulho com força. Voltei pra casa literalmente cabisbaixo, chutando latinha na rua e relembrando a expressão no rosto da menina.

Moral da história: pena é o caralho. Da próxima vez que uma menina feia vier pedir pra ficar com você, meta uma faca no olho dela. Elas fazem isso com você.


Escrito por Kid on Oct 17, 2005

Há uns dois dias, fui convidado para um chat com a turma do HMD. Ao entrar no chat, fui recepcionado com um “um post nosso teve mais comentários que os seus, nhé nhé nhé!“, o que no meu melhor julgamento é uma forma extremamente madura de se dirigir a alguém.

Eu ainda não tinha lido o tal post tão bem sucedido, então uma vez na vida resolvi ler o blog dos meninos. O texto em questão era uma ácida desconstrução da banda Good Charlotte, ou Charllote, ou Charllotte, ou seja lá como realmente se soletra o nome desta desgraça. Após já ter visto umas 5 grafias diferentes, desisti de descobrir a verdadeira e já penso em criar a minha própria. Gúd Txár-lot.

Achei sensacional! O assunto do post é tão original, exceto pelo fato de que eles já apelaram pra mesmíssima estratégia duas vezes antes. Aliás, é sobre a tal “estratégia” que eu falarei mais lá na frente.

No fundo do post do lintu (que é um cara que eu considero, então tente levar na esportiva porque ao contrário do que possa parecer, a crítica não é contra você.), quase mil comentários se aglomeravam numa das maiores flame wars que eu já vi num blog com menos de 5 visitas diárias.

Dei uma lida rápida nos comentários, pra entender o que exatamente tava pegando.

“afff kra good charlote eh mto bom, vcs naum sabem de nada111!!! nunk nem ouviram as musicas e sai falando aih”

“kkk qui blog ridiculo meu, ondi jah si viu, fala mau de good cccharllotttte, odeio vcs e se fodam e xauuu~~~”

“ahhh seus pagodeiros vcs naum sabem o que eh musica boa! vaum ouvir avril lavigne!!!11″


Imagine os três comentários acima repetidos 600 vezes, com os mais variados erros ortográficos ou de bom senso, e você terá uma imagem mental da putaria que se estabeleceu ali. A única vez que vi uma situação similar foi quando eu, no jardim de infância, disse que um coleguinha meu “tinha cara de cocô“. Ao que ele respondeu, adequadamente, que eu “fazia xixi na calças” (sic), e fez a sala toda explodir numa enorme confusão infantil (em vários sentidos que a palavra “infantil” carrega).

E a julgar pelo “um post nosso teve mais comentários que os seus, nhé nhé nhé!“, só posso concluir que os autores do blog sentem um certo orgulho de ter conseguido provocar a revolta de pessoas que provavelmente reagiriam de forma similar se recebessem a notícia que Pokemon foi cancelado. Não apenas orgulho, mas eles parecem sentir que qualquer pessoa que não atinja a mesma proeza (intitulada por alguns como “fama”) é portadora de inveja e digna de pena.

Os caras devem estar certos, afinal, eles têm sprites de Mario World espalhados pelo blog! Alguém que teve uma idéia tão original e nunca antes vista não pode jamais estar errado. Estou com inveja, pois.

Porém, há salvação para mim. Basta eu pôr em prática o MANUAL HMD DE COMO POSTAR, artefato precioso em que finalmente consegui pôr as mãos. Passarei o conhecimento adquirido para os leitores, para que vocês nunca sofram a vergonha e indignidade de não ter um post com menos de 28 mil comentários de crianças imberbes.

Passo número 1: Pense em uma banda.
Por via de regra, qualquer banda serve. Por pior que seja o grupo escolhido, tenha certeza que haverá ao menos cinco fã-clubes registrados no Google. Porém, você ganha mais pontos se escolher uma banda cuja idade média dos fãs não passe pra casa dos dois dígitos. Se você quer um post de sucesso mesmo, um entre cada três fãs da banda que você quer difamar tem que obrigatoriamente usar fraldas.

Passo número 2: Fale mal da banda escolhida.
Parece muito simples, né?

E é mesmo. Falar mal de uma banda é uma das coisas mais fáceis de se fazer, porque você está protegido pelo escudo do Gosto Pessoal. Pouco ou nenhum conhecimento musical é necessário para trucidar o trabalho de outrem, porque afinal de contas, é o seu gosto pessoal, e ele deve ser verdade absoluta. Nem mesmo Beethoven poderia se proteger de um “eu não gosto de suas músicas!

Para escrever o texto, basta dizer “A banda X é ruim”. Pronto. É só isso. Pra dar mais volume ao post, bata a cabeça no teclado e publique o que vier. Não fará diferença. A mensagem principal já foi dada.

Passo número 3: Espalhe o texto estrategicamente.
Aqui está a alma do negócio - a propaganda. E não se trata apenas de qualquer propaganada: é na propaganda tendenciosa que reside o seu sucesso.

Logue na sua conta do orkut, acesse a área de busca de comunidades e procure X, sendo X a banda-alvo. Entre na comunidade, abra um tópico - ajuda bastante se você adotar o estilo de escrita dos fãs da banda - e exponha o texto, como se você estivesse extremamente revoltado e que fosse capaz de arrancar os olhos do autor do texto com os próprios dedos mindinhos.

Esse é o grande segredo do sucesso - oportunismo. Pra que esperar que seu texto atinja notoriedade ou polêmica apenas pelo potencial do conteúdo dele? Por que submeter seu post à análise imparcial, se você pode expô-lo apenas para aqueles que serão atingidos por ele?

E é basicamente isso. Há os passos adicionais, que se resumem a “repita o procedimento quantas vezes desejar, sem escrúpulos ou preocupação em produzir algo diferente“, “negue a prática do manual até as últimas consequências” ou a sempre popular “acuse qualquer crítico de estar com medo da sua ‘fama’ cada vez maior” mas esses são opcionais.

Sigam os simples passos deste manual (de cortesia da bondosa galera do Hoje é um Mau Dia, sem link porque afinal de contas eles são muito famosos e não precisam de visitas vindas daqui) e não há limite para o número de criancinhas que você revoltará! Por que afinal de contas, quem quer leitores quando o que interessa mesmo são os números no Haloscan?


Escrito por Kid on Oct 16, 2005



Tomaí o link pra versão em alta definição
.

Hoje eu e o Trunks começamos a trabalhar no Cullen Gardens, aquele restaurante numa cidade vizinha cujas grandes atrações são respectivamente uma casa e uma trilha mal assombradas, onde canadenses e brasileiros tentam o máximo possível mandar criancinhas catarrentas chorando pra casa.

Lembram quando ano passado eu fiz uma criança vestida de abóbora se mijar? Então. O santo da criança devia ser forte, porque hoje, ao invés da familiar fantasia de macaco, tou vestido de uma abóbora carnívora gigante.

Coisa fina o negócio, preciso comprar pilhas pra câmera pra arrumar uma foto procês.

Mas então. O motivo da troca é porque alguém apareceu mais cedo e pegou minha fantasia por engano. Pra não perder o dia, peguei a de abóbora.

E foi aí que o karma me deu um chute nas bolas.

Eu não sabia, mas a estação onde eu deveria ficar era decorada com um caldeirão que produzia fumaça de gelo seco, pra dar aquele efeito quase hermes-e-renatiano de névoa barata. Acontece que a máscara, que já bloqueia bastante a respiração e visão, acaba eventualmente se enchendo de fumaça. Depois de meia hora, eu tava tossindo loucamente e não conseguia manter os olhos abertos sem que torrentes de lágrimas rolassem pela minha cara.

Tentei segurar bravamente, mas não tinha como. Em frente a uma multidão de pivetinhos, despi-me da fantasia, joguei tudo num canto e saí correndo com os olhos completamente avermelhados, a cara molhada de lágrimas e tossindo feito um tuberculoso que acabou de fumar três baseados seguidos.

Enrolei a gerente (que queria que eu continuasse trabalhando a despeito da cegueira e choradeira que o gelo seco causou), me escondi no staff room pelo resto da noite, dando uma chance pros olhos se recuperarem. Passei o resto do tempo assistindo Simpsons no palm.

[ Update ] Puta que pariu, tinha escrito “atranções” e “criançinhas”. O primeiro ainda dá pra disfarçar de erro de digitação, mas o segundo é imperdoável :S


Escrito por Kid on Oct 14, 2005

Poucas vezes na vida temos a sorte de nos envolver em uma complicadíssima teia burocrática, mas a experiência deixa lembranças pro resto da vida.

Apresento o meu drama.

Meu passaporte expirará em julho do ano que vem. Para tirar um novo, será necessário mostrar meu comprovante de alistamento ou certificado de reservista.

Como uma mísera linha de texto pode comportar uma complicação que se extenderia por muitas páginas? Vou tentar resumir a confusão, dando ênfase aos pontos principais.

Ato 1:

Quando eu morava no Brasil, me alistei - atrasado, um ano após ter completado 18 e pagando multa - mas não cheguei a me apresentar por motivos de saúde. No fim do mesmo ano, me mudei pro Canadá. Ou seja, não tive como resolver o problema, nem tenho o certificado de reservista, e (teoricamente) não posso me alistar de novo. Isso porque normalmente um brasileiro morando no exterior pode se alistar através do consulado, mas isso se nunca tiver se alistado antes.

Fecham as cortinas, interlúdio.

Ato 2:

Resolvi adotar o método científico de investigação para arrumar informações sobre meu problema. Ou seja, fiz perguntas no orkut.

Encontrei algumas pessoas que estavam na mesma condição que eu. Fui informado que não há nenhum registro que eu me alistei no exército, porque este só é efetuado após a apresentação. Assim sendo, é limpeza me alistar por uma segunda vez, afinal eles não têm como descobrir mesmo.

Ok então. Liguei pra uns advogados brasileiros de imigração aqui só pra garantir, e eles disseram que o consulado é uma bagunça do caralho, e que a melhor opção era realmente me alistar novamente. A alternativa seria voltar pro Brasil no período de alistamento, o que é financeiramente inviável.

Então, decidido. Vou me alistar de novo pelo consulado e cruzar os dedos. Cadê a documentação necessária? Carteira de identidade, passaporte, original da certidão de nascimento…

Pára tudo. Perdi a porra da minha certidão de nascimento.

Fecham as cortinas, interlúdio.

Ato 3:

Poisé, não acho minha certidão nem com macumba braba. Já tentei. Me pintei todo de preto, acendi velas aromáticas, matei duas galinhas, pendurei uma no PC e outra no ventilador do teto. Ao contrário do prometido, minha certidão não se materializou na minha frente. Eu devia ter desconfiado da credibilidade de uma macumbinha passada via scrapbook, mas em retrospecto teria sido melhor pensar nisso ANTES de matar as galinhas.

Segundo me informei, precisarei de uma procuração para nomear um amigo meu lá no Ceará a ir no cartório onde fui registrado para tirar minha segunda via. Mas, antes, preciso entrar em contato com o consulado para que eles me digam exatamente o que eu preciso fazer.

Fecham as cortinas, interlúdio. Essa parte será mais longa, portanto vá logo ao banheiro logo.

Ato 4:

Seja lá quem projetou o sistema de mensagens do consulado brasileiro em Toronto deve ter feito isso com a intenção de tornar cada funcionário daquela porra o mais inacessível possível. É mais fácil contatar um náufrago escrevendo bilhetes, amarrando em pedras e jogando no mar, do que falar com alguém nesse consulado.

O negócio é o seguinte: acessando a página do consulado, percebi meio consternado qu todos os setores atendem pelo mesmo número. Ao ligar pra lá, descubro que se trata de um serviço automatizado (leia-se VAGABUNDO) de distribuição de ramais. A voz automática fala algumas bobagens sobre os horários de atendimento e os diversos setores, e em seguida as vozes dos funcionários responsáveis por cada setor se apresentam, um por um. Depois de cada apresentação, a voz automática retorna e pergunta “É essa a pessoa que você está tentando contatar? Caso sim, digite o número que ela informou“.

Acontece que os imbecis que gravaram suas mensagens de apresentação NÃO FALAM O NÚMERO DE SEUS RAMAIS. Sem entender nada, desligo e ligo novamente. Veio a confirmação: de todos os seus setores do consulado, apenas UMA pessoa teve a decência de dizer “…, meu ramal é XXX”. O resto deve ter imaginado que a seleção de ramais era automática e não disse nada além do próprio nome.

Liguei para a única pessoa que deixou o ramal e, SURPRESA!, ela não atende. Estive ligando desde a hora em que o consulado abriu (duas horas atrás), e até agora nada.

Fim. Fecham as cortinas.

Sem alistamento, sem certidão, sem procuração, sem conseguir falar com a galera do consulado, sem a menor idéia do que fazer. Seja lá qual for o plano, preciso ter tudo isso resolvido até no máximo em julho. Senão, a confusão aumenta exponencialmente.

E agora estou aqui, digitando isso pra postar no blog na esperança que ao menos um entre as centenas de leitores tenha alguma idéia do que este blogueiro fodidíssimo deva fazer.


Escrito por Kid on Oct 13, 2005

Em 1999, quando viajei para o hemisfério norte pela primeira vez, fui agraciado com a maravilhosa ignorância gringa a respeito do nosso querido país. O pai da Kendra, uma amiguinha minha de Ohio, frequentemente disparava perguntas como “você já viu uma TV?“, “tem hambúrguer no seu país?“, “como vocês fazem as necessidades no seu país?“, entre outras. Não que a relativa burrice gringa em relação ao terceiro mundo fosse uma novidade para mim, mas o choque de presenciá-la em primeira mão foi uma experiência única.

Logo quando cheguei no Canadá, fui abordado por gringos curiosos com perguntas similares. Muitas delas, admito constrangedoramente, vindas da própria namorada. “Tem McDonalds no Brasil? Você já ouviu falar num canal musical chamado MTV? Existem cinemas no seu país?” e muitas outras similares foram disparadas pela patroa nos primeiros meses de namoro.

Coitada, queria entender sobre minhas origens e tal :~

O máximo que esse povo daqui entende a respeito do hemisfério sul é resultado de imagens de umas propagandas de organizações de caridade, mostrando vilarejos esquecidos no cu da África do Sul e prometendo que por uma pequena doação sua, um moleque neguinho e raquítico poderá ir à escola. Nesse momento a câmera dá um close no tal moleque raquítico, que acaricia a protuberante barriga (sem dúvida habitada por parasitas) ao mesmo tempo em que as trinta moscas que repousavam no seu olho direito se mudam para o esquerdo.

Ou seja, não é uma imagem muito lisonjeira. Os caras pensam que o Brasil é uma desgraceira sem tamanho, e embora não estejam muito distantes da verdade, a coisa não tá tããão feia assim. Ao menos, não pra classe média-alta teoricamente educada e relativamente menos mal-sucedida que o resto do povão. Por enquanto a coisa não tá tão ruim pra “nós”.

Mas então. A ignorância deles é bastante compreensível, uma vez que a importância internacional do Brasil chega próximo da relevância dos resultados das quartas-de-final do campeonato nigeriano de arremesso de ferraduras. Um cazaquistanês pensaria de nós o mesmo, que nós não sabemos porra nenhuma sobre o seu país.

Mas há dois tipos de ignorância: a ignorância sincera - ou seja, aquela que vem junto com a própria admissão da falta de conhecimento -, e a ignorância disfarçada, stealth e ninja, que tenta passar pela multidão como inteligência.

E é o caso do evento que me levou a escrever esse post.

Lendo o Fark, que é uma espécie de Ueba canadense, vi que postaram uma notinha a respeito do uso do álcool como combustível no Brasil. A nota tratava do assunto como se fosse a última notícia saída dos rolos de impressão dos jornais internacionais, a despeito do detalhe de que álcool é empregado no Brasil como combustível há, hmm, não sei, uns TRINTA anos.

Nos comentários do tal post, segue-se o festival de abobrinha disparada por gringo metido a sabichão. Como falei algumas linhas acima, burrice é até perdoável, mas burrice tentando se disfarçar de sagacidade é um abominável. Imagina aí um bando de gringo branquelo que nunca viu o Brasil nem na TV, e que provavelmente teria dificuldade de encontrar o país num mapa da América do Sul, mas metendo bedelhos com a suposta autoridade de um formando em Relações Internacionais.

Felizmente, alguns mais iluminados trouxeram à tona pelo menos o fato de que a discussão está algumas décadas atrasada. Esses me impedem de dizer que tudo que os gringos falaram na discussão foi de uma inteligência que rivaliza a de amebas causadoras de moléstias cutâneas. No entanto, essa foi praticamente a única coisa inteligente dita por um gringo pelo resto do debate.

O primeiro disparate foi de um gringo revoltado pelo fato que a Ford não produz carros movidos a álcool nos EUA, apenas no Brasil. O que é um pedido bastante curioso, se você levar em consideração que os EUA não são um país muito propício para o cultivo da planta tropical. Talvez eu seja muito inocente, mas me parece que fazem-se carros a álcool no Brasil porque tem álcool no Brasil.

Aí alguém diria “ah, mas os EUA não usam apenas o petróleo que produzem. Eles compram também. Se compram petróleo, poderiam muito bem comprar álcool!” Acontece que o grande motivo do uso do álcool no Brasil é justamente a origem local da substância, o que diminui os custos de produção. Importar por importar, melhor continuar importando o que já é utilizado mesmo. Reinventar a roda quase nunca dá certo.

Há, obviamente, a vantagem do álcool ser menos poluente. Acontece que não é hoje que os Estados Unidos começarão a tomar decisões baseadas em benefícios ambientais. Passemos adiante.

O segundo falou que no Brasil estão “destruindo a Floresta Amazônica pra plantar cana“. Até hoje eu pensava que a cana-de-açucar era plantada no Nordeste, que fica (jogando por baixo) a uns três mil km da Floresta Amazônica. Talvez eu e o mapa geográfico brasileiro estamos errados, mas vou cruzar os dedos.

O terceiro gringo metido a professor universitário com todas as respostas do universo mandou a espetacular “Brazil has been fueling their entire country with ethanol from sugar cane for over 20 years. Think they’re concerned about high oil prices and middle east stability? Doubt it.

Veja que o indivíduo inseriu cuidadosamente um absurdo por frase, tornando seu argumento excepcionalmente bem equilibrado no quesito “baboseira/linhas”.

Não, o Brasil não abastece “o país inteiro” com álcool. Os anos 90 foram marcados pelo fim do sonho do Pró-Álcool. O governo tirou os subsídios que tornavam a cana lucrativa pros fazendeiros, e estes descobriram que produzir açúcar dava mais dinheiro. Aliado a problemas de eficiência dos motores a álcool (quem aí já tentou dar a partida num carro a álcool no inverno paranaense?), isso fez com que ter um carro movido a etanol se tornasse praticamente um certificado de palermice. E sim, apesar da existência do combustível alternativo no Brasil, continua sendo aquele deus nos acuda quando o preço do petróleo sobe.

Um pouco mais abaixo, um gringo revelou que seu plano envolve carros movidos por outras alternativas como, por exemplo, ahn, deixa eu ver aqui, ENERGIA NUCLEAR.

Que idéia segura, inteligente e viável, ein? Centenas de milhares de mini-usinas nucleares ambulantes, abastecidas por combustível radioativo, e pra completar a brilhante solução, pilotadas por um punhado de gente que não tem responsabilidade suficiente pra cuidar de um tamagochi, que dirá de um motor movido a base de fissão nuclear.

A cada três comentários, um gringo diferente contribua na discussão alegando que “álcool é feio e bobo, porque gasta mais energia para ser produzido do que gera quando é queimado. Primeiro eu achei que a burrice era apenas um pensamento isolado, e não compartilhado pelo público geral. Pouco tempo descobri que a estupidez era regra, e não exceção. Mais e mais gringos apareciam na caixa de comentários do post alegando que álcool é inviável porque exige mais energia em sua produção do que gera quando é utilizado. Na cabeça deles, uma reação só “dá certo” se produz mais energia do que foi colocada nela inicialmente.

Enquanto isso, em algum lugar na Europa Lavoisier se revira no túmulo.

E quando eu achava que a baboseira ia passar impune, e já cogitava me cadastrar no Fark só pra responder os infelizes que falaram isso, aparece um conterrâneo que pôs os gringos em seus lugares.

“Of course ethanol consumes more energy to be produced than it generates. Here in Brazil we RESPECT the Laws of Thermodynamics.”

Simples, concisa, inteligente. A resposta do brasileiro foi praticamente um tapa na cara seguido de um “cala a boca, desgraçado. Você não sabe o que tá falando“.

Quase deu orgulho de ser brasileiro.


Mas apesar dos pesares, gringas continuam trepando que é uma beleza.

Há algo de bom nessa raça infeliz.


E já que (quase) falei de clichês brasileiros, me ajudem nessa difícil decisão: a namorada sugeriu que eu devia sair de jogador de futebol brasileiro no Halloween (basta um short verde AZUL! AZUL!, uma camisa da seleção e uma bola a tiracolo). Eu, entretanto, já tava decidido a comprar um macacão azul, uma camiseta e chapeuzinho vermelhoz, luvas brancas e encarnar meu personagem de 16bits favorito.

Os motivos da nerdice extrema? Querer realizar um sonho de infância e a falta de coragem pra encarar 10 graus de short e camiseta.

Decidam aí por mim. Jogador de futebol ou Mario?

A despeito da minha decisão, Trunks - que tá passando férias aqui em Oshawa - já decidiu sair de Luigi. A patroa combinou até mesmo de confeccionar uma caixinha com um ponto de interrogação (ou duas, dependendo da minha decisão final).


Escrito por Kid on Oct 13, 2005

Instalei o tal K-Lite Codec Pack e o Opera magicamente voltou a exibir vídeos.

Obrigado a todos os leitores que se fizeram úteis e recomendaram o pacotinho de codecs, seja lá o que demônios for isso e independente do que eles façam ou deixem de fazer no meu PC. O que importa é que resolveram o problema, e isso já me basta.

Aos que não deram nenhuma dica útil: vão se informar, porra! Um dia essa merda acontece com você, aí tu se fode por não saber resolver as paradas. Igual aconteceu comigo.


Em uma nota não-relacionada, hoje ao digitar um post futuro senti uma pontada violenta em dois dedos da mão esquerda. Por uns três segundos, mal consegui abrir a mão, e escrever o post virou uma tarefa impossível.

Seria a terrível L.E.R., que demorou anos pra me alcançar?


Escrito por Kid on Oct 12, 2005

Antes de mais nada, será que vocês poderiam me dar uma mãozinha com essa lata de lixo que eu chamo de PC?

No fim de semana, meu computador foi formatado. Teoricamente meu pai instalou tudo de novo direitinho, mas por algum motivo mágico os navegadores - tanto IE quanto Opera - não rodam vídeo nem fodendo. Sempre que abro uma página com um vídeo, os browsers simplesmente dão pau.

Alguém faz idéia do que diabos é isso?


Escrito por Kid on Oct 11, 2005

Cheguei de viagem, macacada.

Xeu organizar os negóço aqui, e já já tem post de verdade.


Escrito por Kid on Oct 7, 2005


Recebi esse comentário num post lá embaixo.

Quem é esse maluco?

Ô “Bob”, não sou nenhum mestre de lógica, mas pense assim: se as pessoas estão confundido você comigo, e você é o incomodado, não seria você que tem que mudar de nick? Se eu estivesse sendo confundido com alguém, é sinal de que o nome que eu estou usando é melhor reconhecido como o desse alguém, e não como o meu próprio nome. Sua reclamação é mais ou menos como se eu mudasse meu nome pra Mel Gibson e depois reclamasse com o ator da atenção que o meu novo nome atrai.

Voltando ao seu drama, não vou mudar minha alcunha internética - que já uso há quase dez anos - porra nenhuma. Sorry, mano. Peço-te cordialmente que foda-se.

Não quer que pensem que eu sou você? Que tal parar de usar meu nick? Acho que isso funcionaria.

Ahahaha, é cada uma. O cara passa a usar meu nome, é confundido comigo e quer que EU arrume outra forma de me identificar? Espero que a enfermeira descuidada que não prendeu as fivelas da camisa-de-força corretamente perceba o erro e leve Bob de volta pro seu quarto com almofadas nas paredes.


Escrito por Kid on Oct 6, 2005

Já que vou passar um tempinho fora sem atualizar o Hoje é um Bom Dia™, achei que deveria ao menos prestar um serviço a essa moçada que passeia isso aqui.

Se você é um internauta preguiçoso, do tipo que baixa e instala programas pra primeira pasta que vê pela frente (e às vezes não lembra nem o que instalou), ou que salva mil imagens repetidas em pastas diferentes e depois esquece onde as colocou, ou que - no pior das hipóteses - saí clicando no “Ok” das mensagens de alerta do seu PC apenas porque isso é a forma mais rápida de fazer a janelinha sumir da frente da Sylvia Saint, você deve estar ainda esperando seu navegador abrir para finalmente poder ler este parágrafo.

Esse tipo de comportamento descuidado torna seu computador mais cheio de erros que uma prova de Cálculo Diferencial III feita por um portador de síndrome de Down durante um terremoto. E pra se livrar desses erros, nada melhor que um programinha freeware que resolve tudim pra você.


Conheçam o EasyCleaner. Esse aplicativo minúsculo resolve em pouco tempo a maioria dos problemas que seu computador apresenta após meses de uso irresponsável. Com ele, você pode corrigir porcarias no registro do Windows (como programas que você instalou, deletou mas que o sistema ainda “pensa” que você usa), se livrar de programas indesejados que estão no Startup (o que acaba aumentando drasticamente o tempo que o Windows leva pra iniciar quando você liga o PC), deletar aquela porrada de arquivo duplicado que você tem espalhado no seu HD, entre muitas outras coisas.

Testei a parada e já tou notando a incrível diferença. Liberei quase um giga de puro lixo virtual, o Windows tá carregando mais rápido, uma maravilha.

Pegue o arquivinho milagroso e me agradeça depois.

E, pra completar, é freeware. “É uma coisa linda de Deus“, eu diria no melhor estilo Avaiana de Pau, mas como esse é o mesmo Deus que supostamente inventou a gonorréia, os acidentes de trem e a Tina Rocket-Bocket, “coisa linda de Deus” é algo paradoxal que não pode existir.


Escrito por Kid on Oct 6, 2005


By Borges.

Ficou bacana, não ficou?

De vez em quando algum leitor meu me manda alguma coisa desse tipo, e eu percebo quanto talento esses malandros têm. Se ao menos colocassem isso em prática, ao invés de ficar perdendo tempo lendo blog…

Diretamente de uma comunidade de programas pra palm:


Deve ser canadense, o coitado.

Ah, esqueci de avisar: tou viajando amanhã com a patroa pra um lugarzinho chamado Muskie Bay, tão underground que ninguém escreveu nada sobre ele no wikipedia ainda. Volto na segunda feira.

Ou seja, tou de férias do blog por alguns dias. Ou não, já que vou tentar escrever alguma coisa lá.