Escrito por Kid on Nov 30, 2005
Ô Flora, me explica um negócio?

De acordo com o trechinho que você deve ter copiado e colado de um site mórmon (”Cremos ser a Biblia a palavra de Deus, desde que esteja correta a sua tradução, tambem cremos ser o Livro de mormon a palavra de Deus“), me parece correto concluir que o LIVRO DE OLRO e a Bíblia tem o mesmo valor pros mórmons. Posso estar errado, afinal eu já me enganei demais e até achava que o Neo não morreria no fim de Matrix Revolutions, mas nesse caso aqui me parece uma questão simples de interpretação.
Vejamos: você diz (seguindo a corrente de pensamento mórmon) que a Bíblia é a palavra de Deus, e que o Livro de Mórmon é também a mesma coisa (Guarde a sua cisma com a palavra “também” pra depois, já já comento sobre isso). Não houve nessa frase nada que indique que um é mais importante do que o outro. Se eles dissessem “Bom, a bíblia é a palavra de Deus e tudo mais, mas veja que o Livro de Mórmon tem DESENHOS no começo!“, eu concluiria que eles dão mais importância à bíblia faz de conta deles.
Em contrapartida, se os caras dissessem “Aê, o Livro de Mórmon é o maior barato e tudo, mas você já viu que a bíblia é mais pesada e que – consequentemente – é uma arma mais eficiente contra os infiéis que não aceitam ser evangelizados?“, eu concluiria que a bíblia é mais importante pra eles.
Mas não é o caso. O trecho que você pôs aí diz apenas que a Bíblia é X, e em seguida diz que o Livro de Mórmon também é X. Logo, a Bíblia = Livro de Mórmon, ao menos no que diz respeito à importância espiritual (afinal são ambos uma mensagem de Deus, porra).
Julgando esta ser uma interpretação bastante acertada, respondi você com essa conclusão nos comentários. Achei ter sido cordial, até. Você me surpreendeu com esta resposta:

Bem, aparentemente a palavra “também” mudou de sentido após minha saída do Brasil, e você acha que eu ainda não aprendi o novo significado.
Se você usa a palavra “também” pra traçar um paralelo entre duas palavras ou idéias, sou obrigado a concluir que ambas tem o mesmo sentido ou valor. Mais ou menos assim:
2 + 2 é igual a 4.
1 + 1 + 1 + 1 TAMBÉM é igual a 4. (Perceba o NEGRITO e as LETRAS MAIÚSCULAS)
Se as duas afirmações são verdadeiras, eu posso dizer então que…
2 + 2 é igual a 1 + 1 + 1 + 1.
Tá certo? Se errei aí, por favor circule o erro com uma caneta vermelha igual minha professora de matemática costumava fazer.
Acho extremamente engraçado como você se fecha à discussão dizendo que tem certeza que sua religião é a correta, e que por isso não vale a pena debater nada. Eu poderia dizer que isso é uma atitude pedante, arrogante e bastante unilateral, mas não há necessidade pra isso, né?
Bem, certamente você parece estar bastante segura em relação aos seus conhecimentos religiosos, mas não ao gramáticos. Não vou estragar sua surpresa, mas pesquisaí a diferença entre “por que” e “porque”. Vou dar só uma dica: você não sabe usar nenhuma das duas palavras.
Aliás, “axo” também que “naum” se põe cedilha em palavras como “comece”, mas eu reprovei português em todos os meus anos letivos ímpares então posso estar errado.
Aliás, qual sua religião? Pela raiva com que imagino que você escreveu esse comentário, chutarei que você é mórmon. Acertei? Caso afirmativo, você também acredita em Papai Noel e/ou coelho da Páscoa?
E se não for pedir muito, explique-me nos comentários abaixo (em menos de 5 linhas e sem usar a palavra “caralho” ou “geladeira”) por que motivo exatamente você acha que eu desconheço a religião mórmon. O que, caso você não tenha percebido, é uma clara calúnia e portanto espere ouvir de meus advogados em breve.
Obrigado.
Escrito por Kid on Nov 30, 2005
[ Update ] As esmolinhas feiosas são provisórias. Tou esperando o anunciante mandar umas que não pareçam ter sido feitas em quatro segundos no Paint.
Acredite, ninguém odeia mais a aparência delas do que eu.
Outro dia no MSN eu tava conversando com o frost, e o assunto em pauta era a minha preocupação em escrever com mais frequência (tipo duas ou até mesmo três vezes por dia) pra dar aos leitores algo mais pra ler enquanto o chefe está no andar debaixo conferindo o estoque.
O frost mandou emoticons emocionados (ou gays, dependendo de quão liberal e moderno você é) e disse que achava “bonita” essa relação que eu tenho com os meus leitores. Claramente ele falou de forma sarcástica, questionando a minha preferência sexual ou até mesmo alguma coisa mais séria, como a superiodade de Star Wars acima de todos os outros filmes já concebidos na história da sétima arte.
Mensagens caluniosas a parte, eu realmente tenho um certo orgulho de nutrir um carinho pelos visitantes deste sitezim. E não é pra menos.

Recebi essa doação horas após a primeira de hoje.
Sério, vocês são foda demais. E nego ainda tem a ousadia de dizer que vocês me pagam pau?
Tá enganadíssimo, seja lá quem fala isso.
Eu que pago mó pau pra vocês. É sério.
Brigado mesmo, tanto aos que estão tirando uma graninha suada do bolso pra me ajudar, quanto pra galera que gostaria mas não pode. Alguns podem até se chatear da minha repetição de agradecer a cada depósito que fazem, mas dar meu singelo “obrigado” após cada doação é o mínimo que eu posso fazer (o máximo seria postar umas fotos da gótica de bikini que eu tenho por aqui, mas vocês não tão me pagando tanto assim – ainda).
Eu poderia até escrever alguma coisa do tipo “mimimi, meu blog tem mil visitas diárias, se cada um de vocês me mandasse um realzinho só por mês, eu teria um salário blogueiro de quinhentos dólares mensais!“, como certos indivíduos fazem por aí, mas isso é presunção demais. É como se eu julgasse que vocês têm a OBRIGAÇÃO de me manter, ou de pagar pelos posts que eu escrevo por simplesmente gostar de escrever.
Nunca pensem que o negócio é por aí. O blog é gratuito e contribui quem quer (ou quem pode). Novamente, muitíssimo obrigado pela boa vontade de vocês em ajudar este pobre blogueiro que recentemente perdeu sua renda internética e que ainda não pode trabalhar no exterior.
Maldito Adsense traidor :(
Vocês são, sem qualquer dúvida, a melhor comunidade* internética que eu já vi na vida. Jamais pensei que leitores de um blog se comprometeriam tanto em ajudar o dono do site. Pode ter certeza que vocês se tornarão conhecidos pela blogosfera por causa disso.
*Pense no sentido que essa palavra tinha antes do Orkut; foi a essa conotação que eu me referi.
Escrito por Kid on Nov 29, 2005
[ Update ] E as contribuições, surpreendentemente, continuam! Vocês são foda mermo.

Pediu-se anonimato, e aí está. Acho bastante peculiar a modéstia desse pessoal – ajudam, mas não querem que ninguém saibam quem são. Louvável.
Vocês que tentem adivinhar quem são os benfeitores.
Aos que possam ter pensado em contribuir mas ficaram com vergonha de depositar apenas dois reais – deixem de bobagem. Qualquer ajuda de vocês é bem vinda igualmente.
E a quem possa interessar, aí está o saldo de todas as doações que recebi.
Do fundo do meu coraçãozinho: obrigado. Ainda invento um jeito de recompensar vocês, podem esperar. Nem que seja malabarismo no sinal.
Ô galerinha do mal, vocês lembram quando o RauL, nosso mestre espiritual, postou um link pra um site mórmon onde você podia solicitar um Livro de Mórmon – a bíblia faz-de-conta dos caras – totalmente de grátis e sem gastos adicionais referentes a envio nem nada?
“Pra que você quereria um Livro de Mórmon“, vocês devem estar se perguntando enquanto correm desesperados para fazer o primeiro comentário neste post, como as bichas loucas que são. A questão é que é de grátis e sem custos adicionais, portanto não importa a utilidade, eu vou descobrir uma pra ele. E sim, o livro chegou ontem. Já tinha até esquecido do que se tratava.

Só depois de fazer o primeiro rasgo no pacote é que tive a idéia de informar vocês através de meios fotográficos.

E aí está, o Livro de Mórmon. Mal posso esperar pra ler este maravilhoso artefato sagrado que me ensinará com profundidade detalhes de um monte de coisas que nunca aconteceram.
Essa internet é realmente sensacional. Alguns cliques num site e pronto, recebo um livro em casa! E grátis! E não um livo qualquer, este livro tem FIGURAS COLORIDAS.

Esse é o Jesus mais feio que eu já vi estampado numa bíblia. Um estranho misto de sem terra com pedreiro com tio que vende pipoca na pracinha.

Joseph Smith, o malandrinho que escreveu esse livro e em seguida disse pra galera que era senão a tradução fiel de placas de ouro que ele encontrou por aí e que jamais foram vistas novamentes.
Vou começar a ler e ver no que dá. Peça o seu Livro de Mórmon também!
Escrito por Kid on Nov 27, 2005
- Kid, sexo é tão bom assim como dizem?
- Ô, se é cara.
- É mesmo?
- Sim, é muito bom mesmo.
- Melhor que punheta?
- Vixi, bem melhor. Melhor que trinta e quatro punhetas.
- :(
Um diálogo parecido com este acima aconteceu semana passada, via MSN, com um leitor deste site. Ele comenta frequentemente aqui.
Apenas eu sei a identidade do rapaz. Tentem descobrir quem é o sujeito.
(Cuidado na hora de postar comentários com risadinha, você pode estar se entregando.)
[ Update ] Por que será que só depois de postar textos como esse eu me lembro que minha mãe lê o HBD? Oi mamãe.
Escrito por Kid on Nov 25, 2005
[ Rapidíssimas ]

Sério que tem essa chilenada toda lendo o HBD, ou é maluquice do contador mal programado?
Contatem-me, quero saber mais sobre esse país de vocês. A menos que vocês sejam brasileiros morando no Chile, e nesse caso meu interesse é consideravelmente menor. Lugar de brasileiro é no Brasil, seus traidores da pátria.
Há um ano eu decidi deixar o cabelo crescer. Depois de todo esse tempo, depois de até postar uma comparação entre cabelos curtos e cabelos compridos, depois de ter minhas madeixas involuntariamente descoloridas pela namorada – e ter que aguentar minha lista toda perguntando se eu pintei o cabelo. Vão ser curiosos assim na puta que pariu -, essa porra tá no comprimento que eu originalmente desejei.
O que ninguém me avisou é que depois que o cabelo passa da linha do queixo, se torna impossível comer miojo. A menos que eu faça um risco na parede oposta e mantenha meus olhos sempre fixos naquele nível, a cada garfada metade da minha cabeleira mergulha alegre dentro do prato.
E não é só com miojo, não.
Um valioso conselho: antes de comprar um fone de ouvido Sony pela maravilhosa facada de 70 dólares (se confortando que ao menos estará comprando algo de qualidade pela primeira vez na vida), esteja seguro que o fone não agredirá violentamente suas orelhas, tornando o uso prolongado uma verdadeira tortura romana.
E caso isso aconteça, não jogue o recibo fora.
Mas se você tem cabelo comprido, ao menos ninguém verá as feridas.


Nenhum valor é pequeno demais, bobinhos.
Obrigado pra ambos. Não passarei fome neste Natal!
Criarei o Hall da Fama em breve, ali embaixo da área das esmolinhas. De que outra forma você poderia ter seu próprio nome no HBD (a não ser, é claro, que você brigue comigo, ou me plagie, ou seja um ex-amiguinho, ou faça algo imbecil no orkut, ou mande uma caricatura minha)?
Os infelizes que conversam comigo no MSN em momentos de carência sabem – porque eu faço questão de me gabar sobre isso – que além de ter cinco computadores (num apê de apenas DOIS quartos), todos eles são equipados com monitores de cristal líquido sensível ao toque. Coisa muito fina, parece o laboratório de um super-vilão maluco do leste Europeu que planeja explodir a Terra mas que imbecilmente conta todo o plano ao James Bond, dando ao herói tempo suficiente para que ele escape de suas armadilhas envolvendo dinamite e tubarões e ainda cague em cima de seus planos na saída.
Mesmo se você subtrair o fator extra-cool do toque de tela, já dá pra me considerar um daqueles nerds chatíssimos que gozam nas calças ao recitar as especificações de seus super-computadores de última linha comprados especificamente pra jogar Half Life 2. O toque de tela apenas adiciona o “…e filhinho de papai rico” ao “nerd chato”.
Bem que eu queria, viu. O caso é que meu pai é técnico de informática com especialização em troços hospitalares. O que quebra lá, os mano jogam fora, e acaba vindo parar aqui em casa. Com toda sua malandragem brasileira, o velho conserta os monitores outrora sucateados e pronto – sucesso instantâneo entre os amiguinhos que vem (ou vêm, sei lá) aqui em casa e me vêem (esse aí eu tenho certeza, é vêem mesmo) jogando Command & Conquer sem o mouse, só tocando na tela. Claro que a jogabilidade fica comprometida (afinal, com touchscreen não tem clique direito), e sempre que eu tento enviar meus soldadinhos do ponto A ao B acabo acidentalmente explodindo minha própria base, enviando mensagens racistas ao oponente e incendiando meu computador, mas a idéia é a estética mesmo.
O problema é que uma cusparada acidental no monitor (resultado natural de uma piadinha espirituosa; quem aí nunca encheu o monitor de saliva) causa espamos epiléticos no cursor do mouse, que fica eternamente preso pela cusparada, até que eu resolva limpar a seboseira com o que quer que esteja na mesa do PC naquele momento.
Da última vez foi um post it.
Essa aí nem foi tão rapidinha, vai.
Já que resolveram me dar presentinhos de Natal via Paypal, acho que seria uma boa recompensá-los com uma fenomenal resenha HBD. Os filmes que tenho em mente são: Cubo, O Quinto Elemento e Dungeons and Dragons. Sempre tive vontade de resenhar este último, devido à minha forte crença de que é o pior filme já realizado por um estúdio americano e que ele foi produzido por alguma organizaçào cristã americana com o único objetivo de difamar o sagrado nome do RPG. Decerto, qualquer coisa remotamente associada com aquele filme merece ostracismo, então de uma certa forma os crentes venceram esse round.
Escolham sabiamente. Ouvirei as sugestões, ou não. É sempre assim.
Resenha de SNES é que nem trepar – divertido pra caralho, mas requer tanto esforço físico que no fim você tá acabado – e o pior, ninguém reconhece seu, ahn, trabalho.
Baixar a ROM, jogar por pelo menos uma hora – pra destilar o ódio pelos idealizadores do jogo -, tirar centenas de screenshots, selecionar as que se encaixam melhor no post, redimensionar tudo, hospedá-las… e só então começar a escrever o texto. É 594% mais trabalhoso do que simplesmente tirar onda com a cara de um infeliz alaetório.
Por isso é a seção menos atualizada do site. Mas não se preocupem, vou fazer um esforcinho pra atualizar isso mais frequentemente.
Aliás, vou trabalhar agora que nem policial brasileiro: agilizo mediante a propina.
E vocês que me pedem insistentemente pra resenhar SMW não devem ter entendido a finalidade das resenhas. Leiam-nas algumas trocentas vezes novamente.
Escrito por Kid on Nov 25, 2005
Aposto que tu tá aí sem fazer nada de bom, e além disso putaço porque não tem um post decente aqui no blog hoje.
Ora, isso não é motivo pra não se divertir no playground virtual que é a Internet, meu caro!
Conheça o Bolão Edu – uma acirrada competição online onde os participates apostam sobre assuntos de futuros posts do Edu em busca de pontos que não valem pra nada.
(Curiosamente, acertar as previsões é mais fácil do que parece.)
Confie em mim, é emocionante. Seria mais emocionante ainda se o autor tivesse algum resquício de originalidade e variasse um pouco seus temas previsíveis, assim impedindo que ao menos um apostador SEMPRE acerte.
Mas dá pra se divertir, até porque você não está fazendo nada melhor.
Escrito por Kid on Nov 24, 2005
Desde que comecei a postar a respeito do meu (não tão) recém-adquirido palm, um bocado de leitores passou a me disparar por MSN centenas de perguntas a respeito do computador portátil. Depois do terceiro pedido (ou exigência, dependendo do seu bom humor em encarar as coisas) de um tutorialzinho, decidi largar a preguiça e dar ao povo o que ele quer.
E por isso aí vai o…
Vamos começar com o básico, um FAQzinho.
Pra começo de conversa, o que é um palm?
“Palm” é o nome genérico para aparelhos mais propriamente conhecidos como PDA, ou personal digital assistant. Não precisa nem de tradução, pois é bem óbvio que isso significa “Assistente Pessoal Digital”. Ou seja, praticamente uma secretária que você não pode comer.
Os aparelhinhos herdaram o nome da fabricante mais conhecida, a Palm – que no passado já se chamou US Robotics, 3Com e PalmOne -, tipo o que aconteceu com gilete, nescau e outras populares marcas que se tornaram sinônimos do produto que elas vendem. Vale lembrar que há PDAs que não são palms, como por exemplo os Pocket PCs.
Parece complicado de entender? Nem é, você que é burro. A diferença entre palms e pocket pcs é que palms são os equipamentos mais populares, mais baratos e menos robustos. Pocket PCs são menos populares, mais caros e mais robustos. Palms estão pro Pocket PC assim como um PC está pra um Mac. Sacou?
Há uns sete anos, os palms faziam pouco além de guardar seus contatos (telefones, endereços, emails, preço de programas incluindo oral e anal, essas coisas básicas), mas atualmente um PDA é basicamente uma extensão do seu PC desktop. Você pode ver fotos, assistir filmes, ouvir músicas, navegar na internet – ou ler páginas offline -, perder tempo com joguinhos e muito mais. Não é a toa que palms se tornaram o desejo de consumo de nerds ao redor do mundo, que na falta de dinheiro pra adquirir o brinquedinho high tech passaram a vender seu corpo ou pedir esmolas em seus diários virtuais – ou às vezes até mesmo ambos.
Mas o negócio vale a pena mesmo?
Rapaz, e como vale. Desde que comprei meu palm, as poucas vezes em que saí de casa sem ele pareciam intermináveis. Qualquer espera ociosa (longa fila no banco, viagem demorada de ônibus, camareira do motel que demora pra arrumar o quarto enquanto você espera no taxi com sua namorada tentando evitar o olhar do motorista no retrovisor) parece interminável depois que você se acostuma com o potencial multimídia desses bichinhos. Outro dia mesmo eu fui pro super mercado com meu pai e, na volta, paramos no posto pra abastecer. Não devemos ter demorado nem dez minutos lá, mas eu me mordia de raiva por ter esquecido o palm em cima da mesa do PC – especialmente porque eu havia acabado de baixar nele um episódio inédito de South Park.
E isso é apenas um dos usos. Colocar fotos no palm o transforma em um excelente álbum fotográfico virtual, que é uma mão na roda quando você está com seus amigos e quer mostrar pra eles o último ensaio do Kate’s Playground – aquele que você baixou no Limewire mas eles não conseguiram pegar. Há literalmente centenas de jogos pra palm por aí, pra agradar aos mais variados gostos, e isso sem considerar os emuladores que você pode instalar (Mega Driver, SNES, Nintendinho, Atari 2600, e por aí vai).

Queria lembrar quem foi o indivíduo que vaticinou que eu “desperdiçaria dinheiro se comprasse um palm”, imprimir essa imagem em tamanho real, cola-la na tampa de uma caixa contendo trinta escorpiões e enviar para a casa dele
Baixar filmes na internet adquire um novo significado quando você pode passá-los pra um dispositivo portátil – e com certos programas, você pode até mesmo ripar DVDs da sua coleção pessoal (ou aqueles que você pegou do seu vizinho, que a essa altura provavelmente esqueceu que estão com você). Um palm serve também como mp3player, uma vez que você pode desligar a tela para economizar bateria e deixar o som rolando (ou ouvir musiquinha enquanto usa outra função do aparelho).
Enfim, dá pra fazer coisa pra caralho. Se você usa seu PC como principal fonte de entretenimento (jogos, música, filmes, textos, pornografia), provavelmente se sentirá bastante satisfeito com um palm.
Rapaz, esse negócio é a melhor coisa já inventada desde a fita isolante. Vou lá na loja comprar.
Opa, vai com calma rapá. Antes de sacar o cartão de crédito (ou um 38) pro balconista da loja de eletrônicos mais próxima, você tem que saber QUAL aparelho se encaixará melhor nas suas necessidades. Nesse quesito, palms se assemelham bastante com computadores – a maioria das pessoas, por não entender muito do assunto, pode acabar comprando um modelo bastante oneroso sem sequer precisar de todos os recursos incluídos no pacote.
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Essas são basicamente as únicas especificações que realmente fazem diferença pro povão. O pessoal com melhor memória deve lembrar que o modelo que eu queria antes era o Zire 72, por causa da câmera. O que me motivou a escolher o TE2 é que uma câmera de 1.2 megapixels não é lá essas coisas todas, então não valeria 100 dólares a mais.
Não pensem que os 132mhz a mais do Zire 72 fazem grande diferença. Já conversei com donos do aparelho e pelo que apurei, não há grande vantagem.
Serviu pra tirar alguma dúvida, ou foi mesmo pra nada?
Algum outro dia ensino como instalar emuladores e filminhos.
…
Caralho, meu pai agora tem orkut. Não dou nem três dias pra ele começar a me pedir copos dágua por scrap.
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Fui pro casamento de um amigo meu na sequência de umas 30 horas sem dormir. Como se pode imaginar, eu me fodi todo. Leia isso aí.
Esta é a maior pérola do cinema asiático e sua vida será infeliz eternamente se você não parar o que está fazendo e ler este texto.
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