Escrito por Kid on Jun 29, 2006
Mesmo quando não estamos sendo atacados por estupradores armados de flanelas embebidas em clorofórmio num beco atrás do Bom Preço, passamos muito tempo dormindo. E isso é um desperdício do caralho, 50% pior até do que quando meu pai acidentalmente submergiu meu Game Boy Advance SP em suco de maracujá. E olha que aquilo foi um desperdício tanto de um GBASP como de suco de maracujá, embora alguns acreditem que havia sido Sprite Light, e não maracujá. Já outros acreditam que não foi um nem outro, e que eu inventei essa história pra completar a cota de duas piadinhas no parágrafo inicial. Entretanto, eu tenho o GBASP fodido pra provar, então vão se foder.
Contabilize o tempo que gastamos em atividades diárias imprescindíveis - 6 ou 7 horas de trabalho, umas 2 horas gastas em refeições, talvez umas outras 2 em excreção (alguns têm problemas intestinais sérios, vocês sabem) e as 10 horas de internetagem: aí já vão vinte horas. Com mais as 8 horas obrigatórias que eu ouço dizer que todo mundo precisa dormir por noite, você verá que no final sobram -4 horas. Imagino que essas horas negativas acumulam no fim da sua vida como o tempo que você ficou devendo a Satanás. E aí, quando você for pro inferno (não porque roubava dinheiro da coleta na igreja, nem porque comeu a namorada do amigo quando este saiu pra um Live Action de Lobisomen, e tampouco por causa daquela vez em que você mandou pra alguém aquele link de um flash com testes de aptidão que na verdade dão um susto miserável em uma infeliz vítima. Você irá pro inferno porque não praticava a verdadeira religião, ou seja, a cientologia), Lúcifer te fará lavar o carro dele todo domingo, embaixo de chuva, por umas duas ou três eternidades.
Não é a toa que todo mundo vive sem tempo pra jogar Worms comigo quando eu estou disposto a dar uma homérica surra em vocês. Estamos jogando nossas vidas fora com esse negócio de dormir. Quando foi que deixamos “médicos”, com seus “diplomas” e “vários anos de treinamento intensivo em instituições de educação superior”, ditar o que nossos corpos REALMENTE precisam? Se eu acho que posso me manter comendo uma mistura de massinha de modelar, papelão molhado e e cartuchos velhos de SNES, quem terá a presunção de dizer que eu estou errado? Eu tenho o direito constitucional de decidir o que é saudável pra mim e o que me matará lentamente. E se isso não está na constituição, bem, o direito de usar o orkut também não está naquela porra. E quando foi que isso te impediu de mandar criar profiles falsos pra sacanear tua ex-namorada?
Isso não seria um post do HBD se eu não estivesse dando uma solução pra todos os seus problemas, então naturalmente vocês imaginam que este parágrafo dará alguma sugestão de como passar o tempo de uma forma mais produtiva que se transformar num peso de papel por oito horas. Acontece que a minha solução não se aplica pra vocês, em parte porque eu moro em um lugar onde eu não preciso esconder meus objetos de valor ao pôr o pé na calçada.
(Isso também não seria um post do HBD se eu não esnobasse a vida imigrante, então considerem-se satisfeitos)
O que eu ando fazendo agora (tá, fiz uma vez só, mas planejo repetir a dose sempre que a galera estiver disposta) é sair de madrugada com a câmera no bolso, tirando fotos da agitadíssima vida noturna de uma cidade interiorana como Oshawa. Lembram o papo de invadir piscinas de condomínios alheios e amiguinhas de calcinha e sutiã? Então, foi isso.

Esse é o Five Points Mall, um shopping bem fuleirinho que fica praticamente no QUINTAL do meu prédio. O Five Points é a parada obrigatória sempre que os amigos se reúnem, em parte porque basta você pôr o pé fora do prédio e você já está quase lá, e também porque é o local mais próximo que conta com um supermercado 24 horas.

Arthur, Barb, e uma garrafa semi-vazia (estou me sentindo pessimista hoje) de limonada que eu dei de presente pra amiga, que estava com sede. Caso você não tenha percebido por causa da baixa resolução da imagem, Barb é insanamente gostosa. E caso seja necessário explicitar, eu (e o resto da escola) já pegamos em sua bunda gringa.
Achei que vocês precisavam saber desse detalhe.

Pra Jenn (lembram, do prom?), uma foto de todo mundo deitado na grama ficaria legal pra caralho. Assim como a idéia de que eu era branco, a foto acima nos provou errados. Veja que o imbecil do Arthur não teve sequer a decência de tirar a alcinha da câmera da frente da lente, um jumento completo.
Sim, eu estava descaradamente encarando as peitolas da Barb, já que não tinha como disperdiçar aquele ângulo em que eu me encontrava. Vi até um mamilo, acho.

Vejaí a menina escolhendo sua limonada, se é que alguém conseguirá ver qualquer outra coisa nessa foto além das pernas que a saia de 5 centímetros de comprimento sequer tentou cobrir.
O resto das fotos contém mais quantidades deste que vos fala, e ninguém quer realmente ver isso.
Apenas lembrem-se que, enquanto vocês perdem seu tempo dormindo pra acordar cedo e ir trabalhar, há um cearense tirando fotos no meio do mato com mulheres gostosas no Hemisfério Norte.
Pensem nisso hoje a noite enquanto recarrego minhas pilhas pra mais tarde.
Escrito por Kid on Jun 27, 2006
Eu nunca achei que iria dizer isso na vida, mas ultimamente estive realmente ocupado demais pra atualizar o blog. Trabalho, idas pra Toronto, jogo do Brasil - cá entre nós, essa Copa a gente não ganha nem fodendo -, saídas com a molecada da região às duas da manhã pra tirar fotos no meio da floresta e invadir piscinas alheias (e se o segurança do condomínio não tivesse aparecido na hora H, ao invés deste post, o blog estaria atualizado com delirantes fotos de minhas amiguinhas gringas tomando banho de piscina de calcinha e sutiã)…
Se há algum tempo eu reclamava de não ter absolutamente nada pra fazer, agora eu estou transbordando opções. E a vontade de postar, embora ainda viva ardente no meu peito cearense, acaba ficando em último plano. Afinal de contas, o blog deixou de ser um trabalho e voltou a ser hobby, e pra essas coisas acaba nunca sobrando tempo.
Mas sem stress. Já já atualizo essa bagaça, já tenho três posts pela metade esperando a finalização.
E se amanhã o segurança filho da puta não aparecer em momentos inoportunos…
Escrito por Kid on Jun 23, 2006
O fim de semana se aproxima, e você já está bolando formas de convencer sua mãe a te dar os dez reais que você precisa pra pagar o ingresso do XI Congresso de Pessoas que Usam o Google Como Corretor Ortográfico. E é nesse é o momento que você ergue as mãos aos céus e amaldiçoa a própria sorte pelo fato de que você não tem um emprego, e também porque a Convenção não reconhece uniões estudantis e portanto não aceita meia-entrada.
Por mais que eu quisesse postar sobre trabalho (e ultimamente eu queria mesmo, você precisava ver), eu sempre chegava à inevitável conclusão de que escrever sobre trabalho num blog endereçado a vagabundos é como discutir sobre os efeitos especiais de Matrix Revolutions com um caco de telha. Calculo que enquanto 60% de vocês nunca trabalhou, 34% encontra-se tentando fugir de oportunidades de emprego que se formam perigosamente no horizonte, 28% não perceberia que as porcentagens nessa frase estão errada se eu mesmo não dissesse isso, e os dois últimos de vocês se preparam pra comentar dizendo que trabalham sim, e que eu deveria saber disso porque você já havia mencionado seu trabalho em outros comentários que eu provavelmente nem li.
Já que vocês têm tanta experiência de trabalho quanto um PSP tem bons jogos, darei alguns conselhos inúteis e comentários pertinentes baseados nas minhas próprias aventuras pelo impiedoso mercado de trabalho.
A primeira e única coisa que você precisa saber é que todo ser humano neste planeta absolutamente odeia o próprio emprego. Não pense por um momento que atores pornôs, beta-testers de jogos da Blizzard ou até mesmo picolezeiros são exclusões da regra - se você precisa fazer alguma coisa para receber dinheiro, e chamemos essa “alguma coisa” de X (sendo X um número real diferente de zero), você odiará X com todas as forças que as leis da física permitam.. E não é à toa, já que X é o que torna sua vagabundagem incompatível com o seu amor pelo dinheiro.
Se você pensou em dizer que não odeia seu trabalho, é porque é inocente demais pra supor que minha teoria não tem corolários e outras artimanhas que me permitem corrigi-la de pronto sem jamais precisar admitir abertamente que ela estava errada. Ou isso, ou você está acessando o HBD do trabalho e tem medo de expressar sua opinião verdadeira porque sabe que será impossível esconder seus planos de explodir o prédio da empresa uma vez que todos conhecerão seu ardente desejo de ver todos seus amigos (e inimigos) de trabalho amontoados numa massa disformes de defuntos em chamas.
O que eu quero dizer é que, se você não odeia seu emprego, é apenas uma questão de tempo.
Não posso falar muito sobre os supostos trabalhos de vocês, então explicarei detalhadamente o que e por que eu odeio meu emprego.
Como todos devem saber, vendo picolés pra sustentar meu vício de McDonalds, brinquedos tecnológicos e jogos eletrônicos. De uma certa forma, vender picolés no Canadá é quase como vender gelo pra esquimó (e obrigado ao Pedro por me dar essa analogia que eu uso tanto). O lado bom do trabalho é que ele me dá uma chance de fazer algo que normalmente evito de qualquer forma - me exercitar. É quase como se eles estivessem me pagando pra que eu me mantenha em forma. Uma academia ao contrário.
As vantagens que me permitem tolerar o trampo ficam por aí. Os outros aspectos do trabalho, eu apenas odeio mesmo.
Em primeiro lugar, trabalhar com crianças é um inferno. Não um inferno qualquer como o de Dante, e muito menos como o falsamente propagandeado no filme O Inferno de Dante, mas um inferno especialmente cruel onde demônios de 12 ou 13 anos de idade que têm como passatempo te espancar com lancheiras de Pokemon recheadas de pedras. Não sei exatamente o que eu odeio mais - a gritaria desesperada que todas as crianças de uma rua fazem quando me vêem, os 50 minutos que eles demoram pra decidir que sorvete eles querem, ou o fato de que eu não posso calar os infelizes na base de tapas como eu gostaria. A impotência diante da gurizada me dá uma leve tristeza.
Em segundo lugar, o pagamento fuleiro. Não me levem a mal, com o pagamento de um dia de trabalho (eles pagam todo dia), eu compro qualquer jogo de Nintendo DS que eu quiser, mas pros padrões canadenses isso é o equivalente a trabalhar num porão chinês costurando Nikes falsificados a cinquenta centavos por dia. Meu emprego é uma bosta no que diz respeito a pagamento porque eu só recebo por comissão. É, negadinha. Teoricamente eu poderia trabalhar o dia inteiro e não receber nada. Tá, nunca aconteceu, mas eu preciso de motivos pra justificar as desculpas que dou toda semana pra faltar o trabalho pelo menos duas vezes.
Em terceiro lugar, e como não podia faltar, eu absolutamente odeio a chefia da Frosty Freeze. São dois sócios - Sean (ou Shawn, há duas grafias pro mesmo nome e eu não sei qual é a dele) e Joe. Joe é um cara gente finíssima, do tipo que você talvez até pagaria a entrada dele no cinema se ele tivesse esquecido a carteira em casa ou algo assim. Mas o Sean/Shawn, ahh, este sujeito é um excelente exemplar de filho da puta. O cara aparenta estar sempre de mau humor, costuma falar mal de alguns empregados quando estes não estão no escritório, e o pior de tudo, ele é fã de Ivete Sangalo (isso mesmo, você leu certo) e faz questão de ter os CDs da mulé tocando no escritório sempre que possível. Ou seja, sempre.
E acima de tudo, a chefia é exigente. Outro dia o Sean/Shawn/Xon tava me enchendo o saco porque alguém ligou pra reclamar que eu estava andando rápido demais numa determinada rua - no futuro, lembrarei de reduzir minha velocidade atual de dois quilômetros por hora. Este filho da puta (o que ligou, e não o Xon. Mas ambos dividem um patamar semelhante de filha da putice) decidiu que valeria a pena ir atrás do telefone do escritório da Frosty Freeze e registrar uma reclamação formal contra a minha honorável pessoa simplesmente porque ele decidiu que vencer os 10 metros de distância que nos separavam seria um favor muito grande a se pedir.
- Ô Izzy, não quero ouvir mais esse tipo de reclamação, beleza? Da próxima vez, ande mais devagar.
- Xon, o único motivo pelo qual eu andei um pouco mais rápido hoje é porque eu tava usando uma camiseta preta, o sol tava a pino e a rua desse sujeito não tem árvores. Eu estava cozinhando lá. Só apressei o passo até encontrar uma sombra.
- Bom, não podemos fazer nada em relação ao sol. Você tem que andar devagarzinho mesmo assim.
Me deu vontade de mandar o desgraçado pra puta que pariu. Oh, me desculpe por não querer fritar embaixo do sol do meio dia dentro de uma camiseta preta enquanto o pequeno Billy gasta meia hora decidindo se quer o sorvete que me renderá 30 centavos, ou o que me renderá 25 centavos.
…
Mas hey, ter dinheiro faz a diferença entre sair da EBgames de mãos vazias, ou sair de lá com dois jogos novinhos pro DS.

A propósito, alguém aí quer jogar Mario Kart online, ou vocês pobres lascados não têm routers wifi?
Venham vender picolé aqui.
Escrito por Kid on Jun 19, 2006
Amigos, tenho uma declaração bombástica pra digitar aqui neste espacinho no Blogger - acredite se quiser, eu sou um violento e depravado espancador de garotas indefesas. Derivo minha satisfação através do costumeiro hábito de descer o sarrafo em minhas namoradas até que elas caiam no chão ensanguentadas.
E eu compreendo sua surpresa, porque até esta manhã nem eu mesmo sabia disso.
De acordo com as notícias que recebo no meu radinho de pilha, o mais novo hobby da minha ex-noiva é espalhar entre sua patota de amiguinhos que eu, este blogueiro que vos escreve, BATIA nela. De duas, uma - ou a esquizofrenia que afligia minha ex-sogra começa a atacar a menina, desenvolvendo belos mas clinicamente perigosos universos imaginários em sua mente, ou alguém viu uma foto minha no orkut (talvez uma em que eu estou de braços dados com uma gringa loira de olhos azuis?), o despeito bateu forte, e a necessidade de me difamar gratuitamente se fez urgente.
Digo isso porque dois fatores marcaram o fim do meu noivado - o fato de que a menina me traiu a sangue frio em menos de uma semana após minha viagem ao Canadá, e o fato de que ela decidiu pôr um fim no negócio dias após a minha descoberta do chifre. Nenhuma dessas etapas me faz pensar que a menina teria algum motivo pra me odiar a ponto de que calúnias sobre abuso físico se tornem uma vingança justificável. Se qualquer coisa, EU deveria odiar a menina, e não o contrário. Afinal de contas, ela foi a responsável pelo período mais emo da minha existência, e isso é suficiente pra odiar quem quer que seja.
Mas eu não a odeio. Sinto, talvez, uma certa pena porque na real a menina é uma coitada (ela estuda Letras, meu deus do céu, uma pessoa que tomou a decisão de passar 4 anos estudando Letras aloprou a si mesmo há muito tempo), mas ódio é um sentimento muito forte. Digamos assim - eu não me desesperaria se soubesse que o parachóque de caminhão de lixo descontrolado pegou-a desprevinida e enfiou-se em seguida numa parede de concreto recheada de explosivo plástico e tubarões.
Mas meus sonhos são assunto pra outro post.
Qual não foi então minha surpresa ao ouvir a respeito dessas alegações. Especialmente porque a história aconteceu logo no dia seguinte após a ex ter tirado um tempinho pra dar uma olhada no meu perfil do orkut (ahhh, e em pensar que ainda teve nego que amaldiçoou aquela nova função!). Chamem-me de presunçoso, mas tudo que sei é que a menina viu meu perfil, e no dia seguinte ouço falar que ela alega ter sido espancada por mim. Tô achando (com razão) que alguém não gostou muito de me ver pegando alguém melhor.
Mas a questão deste post não é o desejo de vingança difamatória da namorada, e sim, a falta de criatividade dela. Falar que era saco de porrada do ex-namorado é uma história clichê demais. A lorota é usada com tanta frequência que, além de não provocar mais nenhum choque (“Ah, você também levava porrada quando o Kid chegava bêbado dos campeonatos de Magic no shopping? Junte-se ao clube!”), apenas pessoas realmente ingênuas acreditariam que alguém levava porradas do seu parceiro costumeiramente e ainda assim manteve um relacionamento de quase quatro anos.
Igualzinho quando eu acreditei nas velhas e similares alegações dela de que o ex-ex-namorado dela dava-lhe uns tabefes aqui e ali. E o boboca aqui, como muitos outros, caiu.
Ahhh, Priscila, nem criativa você consegue ser. Manucu.
Aqui vão alguns fatos bem mais humilhantes (e mais verídicos) que você poderia espalhar sobre mim. Registro aqui os motivos de vergonha porque, quando você ou alguma outra namorada resolver me atacar sem a necessidade de mentir, ao menos eu mesmo já expus tudo pra todo mundo e não será nenhuma novidade, o que talvez impeça uma ou duas pessoas de apontar pra mim rindo.
Vamos acabar logo com isso.
1) Eu ainda gosto das Spice Girls.
Consigo até SENTIR o pouco respeito que vocês sentiam por mim diminuindo.
Não é novidade pra ninguém que quando eu tinha lá meus doze ou treze anos (como muito outros moleques encarando a puberdade) eu me considerava mó fã das inglesas, por motivos que não incluem apenas as músicas que elas gravavam. Entenda-se “fã” como “tinha um poster do grupo no quarto e pegava os CDs emprestados dos amigos, na esperança que eles esqueceriam que emprestaram pra você, o que nunca acontecia). Eu poderia culpar a fúria hormonal de um moleque cuja mais próxima experiência sexual foi quando aquela desconhecida na piscina do clube esbarrou nas minhas costas tentando pegar uma bola, mas devo admitir com o rosto avermelhado que até hoje de vez em quando ponho umas canções das meninas inglesas no palm pra ouvir no caminho do trabalho.
Tudo bem, não é exatamente um som pra bater cabeça. Mas eu nem poderia mesmo que quisesse - preciso prestar atenção pro ambiente, pra poder abaixar o volume quando alguém passa por perto.
2) Linkin Park já foi minha banda favorita.
Ahh, tá rindo do quê, mané?
Eu tinha 15 anos, dá um tempo. Música pra mim naquela época - num fenômeno que pelo jeito se repetirá pra todas as gerações desde 1980 - era o que estava no top 10 da MTV (com exceção de Shakira). Se o Cazé ou qualquer outro VJ retardados (daquela notória safra de VJs retardados que a MTV começou a contratar em meados de 2000) não estivesse anunciando a banda com a exaltação que poucos dedicariam até mesmo a uma divindade, não era digno de meus ouvidos.
Novamente - eu tinha 15 anos, qualé. Eu não estava pronto pra arte propriamente dita, do tipo que envolve verdadeiro talento, conhecimento musical teórico, influências de respeito, você sabe, essas coisas que todo mundo diz entender mas na verdade apenas se acha culto porque ouve Radiohead.
Antes de me ostracizar, lembrem-se que tem gente que até hoje ainda ouvem os caras.
Ou pior ainda, tem gente que ouve Green Day.
3) Eu nunca joguei um Final Fantasy na vida. Nenhum. E nem quero.
Pronto, falei. Enquanto 9 entre 10 nerds melam as cuequinhas lembrando-se das aventuras de Cloud, Tifa, Aerith, choram lembrando que um desses personagens morre no meio do jogo, masturbam-se mutuamente narrando a respeito de como Sephiroth era o melhor vilão da história da História, eu não consigo esboçar nenhuma reação à menção do jogo. Nenhuma, a menos que total indiferença seja uma reação.
Há umas semanas aí tive a oportunidade de, por não ter nada melhor pra fazer, aceitar um convite forçado pra assistir Advent Children na casa de uma amiga nerd que anda toda de preto por aí, carrega uns trinta pentagramas ao redor do pescoço e acredita em vampiros. Os olhos da nerdezada brilhavam de emoção, suas calças visivelmente enrigecidas de pura excitação, e eu só conseguia ver malucos com cabelo colorido, um dragão imenso, e alguém que carregava uma espada que se dividia em sete, como se isso desse algum tipo de vantagem no meio de uma batalha.
Final Fantasy não é pra mim.
4) Eu mantenho um site onde frequentemente alopro minha própria família, amigos, namorada, e porra, até eu mesmo.
Vamos ser honestos, vai - não há muita coisa que você possa falar pra ofender um cara que assina um site como este. Eu não costumo perder piadas, mesmo que o alvo delas sejam amigos, familiares ou até eu mesmo. Pra quem ainda se lembra, descrevi graficamente uma fuga seminua do apartamento da namorada, causada pela chegada inesperada da sogra. O que você pode falar de mim que ultrapasse a imagem mental de um nerd imigrante correndo pelo corredor do prédio com a camisa na mão e a calça nos tornozelos?
Nem mesmo gostar de Spice Girls é tão degradante.
5) Eu gastei uma quantia superior ao PIB brasileiro em máquinas de dança.
Este item, por si só, já me daria motivos pra mudar meu nome legalmente. Já deixei a informação vazar sem querer em alguns comentários aqui no HBD, e felizmente poucos notaram e fizeram perguntas a respeito desse meu passado sombrio. Bom, agora já não é mais segredo - durante mais ou menos um ano, fim de semana pra mim se resumia a juntar toda a grana que eu achava pela casa e em seguida dirigir-me ao shopping mais próximo e depositar o dinheiro no bolso dos donos das máquinas de dança.
E o pior é que eu era realmente bom. Num dos momentos mais notórios dessa minha carreira de dançarino de Pump It Up, Coeli (que não sabia que estava conversando com um viciado no brinquedo) me desafiou a dançar “na frente de todo mundo nessas maquininhas baitolas aí”. Ainda que levemente ofendido, vi o potencial de lucro da situação e aumentei os riscos - sugeri que, se eu conseguisse jogar usando os dois pads da máquina, DE COSTAS, e ainda tirar uma pontuação alta na parada, Coeli teria que comprar um booster de Magic pra mim. E eu ganhei, o que nos trás ao próximo item desta lista de vergonha e humilhação…
6) Eu era um jogador semi-profissional de Magic
Conheço o público deste blog. Muitos de vocês já devem ter aberto a caixa de comentários pra digitar algo como “ô mas qual o problema com Magic, hoje mesmo joguei com meu vizinho durante 14 horas consecutivas“, se sentindo ofendidos que eu esteja menosprezando o seu esporte favorito. Mas pare comigo e pense - quando foi a última vez que você viu uma mulher que não estivesse em formato .jpg? Foi há mais tempo do que a última vez que você tomou banho?
Vamos ser sinceros aí, sem hipocrisia: não há quase nada mais nerd que jogar Magic. E por uns dois anos, respirei o universo Magic - estudava regras, lia as histórias de fundo, comprava e trocava cartas virtualmente. É quase um milagre que eu tenha perdido a virgindade durante esse mesmo período. E agora que eu confessei que trepei pela primeira vez enquanto era um jogador hardcore de Magic, é capaz que muitos estejam já me taxando de mentiroso do caralho.
Pronto, chega. Vocês já têm motivos de sobra pra tirar uma onda com a minha cara nos comentários.
Porra, pra que eu escrevi isso mesmo? Ah, sim - bater em mulé eu não bato.
Escrito por Kid on Jun 15, 2006
O FHBD, muito pra meu orgulho, cresceu bastante e hoje posso dizer orgulhosamente que se tornou um fórum muito foda. Temos lá gente inteligente, gente que pensa que é inteligente, gente briquenta, gente talentosa, gente que não sabe desenhar casinha, e essa diversidade torna o lugar atraente e divertido.
Acontece que, após um ano de sua abertura, é impossível não acontecer uma certa “divisão” entre foristas antigos e foristas novatos. E como em qualquer lugar, os novatos muitas vezes ficam meio perdidos no meio de termos desconhecidos, memoráveis eventos passados e piadas internas.

Até agora. Inspirado pelo fórum do SomethingAwful, iniciei hoje a FHBDpedia, uma enciclopédia de termos familiares à turma, em formato wiki e escrita pelos próprios usuários do FHBD.
Como já me perguntaram antes, esclareço aqui - o FHBDpedia não é exclusivo ao fórum; verbetes relativos ao do blog (”manual dos góticos”, “japa de lantejoulas”, “bibliotecários”, o que vocês quiserem) são perfeitamente aceitáveis.
E estarei distribuindo vagas de admin pros leitores mais dedicados. Como sei que há muitos aqui viciados na wikipedia, achei que a idéia agradaria a vocês.
Divirtam-se.
Edu, antes que você apareça com seus amiguinhos pra bagunçar a parada, lembre-se qeu existe um negócio chamado “IP”. Espero que você tenha aprendido a lição após a genial idéia de se cadastrar com um nome falso no FHBD pra postar piadinhas de pré-primário a respeito de mim.
Ah, e não precisa se cadastrar pra escrever ou editar artigos.
Agora corram e criem artigos sobre si mesmo.
Escrito por Kid on Jun 13, 2006
Apenas após ter passado o fim de semana jogando SNES numa TV que deixa o Mario do tamanho da minha cabeça, posso terminar o post sobre o prom.
Logo de cara, o dia tava prometendo ser uma merda. Eu havia ganho o Nintendo DS no dia anterior, e uma maratona de 5 horas de Super Mario 64 DS (embora não tenham feito meus olhos sangrarem como o manual do jogo adverte) me deixaram com a vista cansada e uma puta dor de cabeça que parecia querer digivoluir pra uma daquelas enxaquecas miseráveis que tenho de vez em quando, do tipo que me deixa virtualmente cego e vomitando sem parar por no mínimo três horas. Acontece que eu já havia gasto muito dinheiro com essa festa (quase 12 dólares ao todo), e não seria uma mísera perda total de visão combinada com a falta da capacidade de manter sólidos na barriga que me faria sair no prejuízo.

Nintendo DS
Como paliativo, resolvi desligar o videogame, o computador e resguardar meus olhos para a torrente de flashes das câmeras descartáveis baratas que os formandos estariam carregando durante a festa. Matei o tempo desenhando, algo que eu não fazia desde os oito ou nove anos. E eu lembro exatamente por que parei - porque sou um péssimo desenhista.
O tempo passa rápido quando você não sabe desenhar bem, e antes que eu percebesse já eram cinco horas e eu havia esquecido propositalmente de tomar banho. A consciência bateu pesado e resolvi então ao menos lavar o cabelo, embora não fosse quarta-feira. Dei-me até ao luxo de fazer a barba, um hábito normalmente mantido apenas à base de choramingação da namorada. Feito o asseio, vesti-me e prendi o cabelo num ponytail, ou “rabinho de cavalo” pra vocês que não são bilíngues e precisam procurar tradução de letras de música no Google.
Pus aqueles tênis azuis que o público ama e fui à sala desfilar pros pais, já que apenas olhos exteriores à minha cabeça poderiam detectar falta de arrumação na parte de trás da calça e tal. Ao ver o sapato azul, minha madrasta torceu o nariz de uma forma que eu tenho certeza que a fisiologia do corpo humano não poderia permitir.
- E esse sapato aí? - perguntou ela.
Levantei as mãos pro céu como um centroavante que acabou de meter o pé na canela do jogador adversário a menos de cinco centímetros da grande área na final do campeonato da gázea.
- A Becca que escolheu. Ela disse que ficaria legal, foi idéia dela.
- Mas que coisa feia da porra. Vá calçar um sapato de homem - interviu meu pai.
Supus que com “sapato de homem” ele quis dizer “calçado social mais adequado pra uma festa formal como a formatura da sua namorada”, mas com 50% menos gentileza.
- Que sapato? Só tenho outros dois: um tênis marrom mais velho que a primeira temporada de Star Trek e uma bota preta. E não acho que a ponta de metal vai combinar com a minha gravata.
- Mmpjgprhumpf - disse meu pai, pausando o DVD no momento que o Leonardo di Caprio abria os braços na proa do Titanic e levantando-se do sofá. Ele desapareceu dentro do quarto e saiu de lá com um par de seus próprios sapatos sociais, que eram dotados de uma
cafoníssima fivelinha de metal que eu imaginei que a calça esconderia bem.
- Vê se dá em você - ele falou.
Dava. E a fivela estava stealthmente escondida pela perna da calça, como eu previ. O sapato estava levemente sujo, mas nada que uma escovada semi-competente não ocultasse.
Já todo arrumado, toca pra casa da namorada. Tavam lá os avôs da mulé, umas tias e uma mulé cujo parentesco permanece incógnito até agora, mas eu arriscaria dizer que ela era uma vizinha que se acha amiga da família. Prom é um momento altamente aguardado, é praticamente um rito de passagem aqui na Gringolândia. Todo mundo naquela choradeira, naquele clima “oh meu deus, eu peguei essa menina no colo, e agora ela tá crescida e indo pro prom acompanhada do namorado brasileiro, onde foi que erramos“. Ficamos todos no jardim, comentando a respeito de como a patroa cresceu rápido porque de acordo com seus parentes mais velhos, aparentemente o tempo passou pra ela mais rápido do que pra todas as outras pessoas do mundo. Enquanto isso, a namorada se arrumava.
A patroa fez a maior questão de promover suspense em relação ao vestido dela, como se fosse vestido de noiva. Quando ela finalmente apareceu na porta da frente usando seu vestido azul, percebi que ele era exatamente idêntico a todas as fotos que as amigas delas me mandaram após eu prometer que não diria pra namorada.
Mais choradeira dos parentes e muitos rolos de filme depois, estávamos a caminho do Tosca Hall, lugar alugado pela escola pra receber a gurizada. Não quis destruir a ilusão juvenil da turma que se preparava pra festa, portanto não expliquei pra eles o que o nome do salão significa em português.

O Tosca Hall
Dei aquela passeadinha marota pelo lugar, encontrando com amigos, conhecidos e aquela gente que você não conhece, mas sempre vê no shopping ou no cinema porque a cidade é um ovo e todo mundo sempre vai pros mesmos lugares. Bati um papinho informal e sem compromissos com a moçada, enquanto checava compulsivamente o medidor de carga das pilhas da câmera. Gadjet novo, não tava acostumado ainda com o consumo da parada.

Casey e Collin, dois semi-viados
Sabe aquele cara que todo mundo tem quase certeza que é boiola, e os últimos 10% de dúvida só se mantém porque o cara um dia disse que sonha em comer a Elisha Cuthbert? Então, Casey e Collin são bons exemplo desse tipo de gente de sexualidade misteriosa. Os caras são aqueles amiguinhos da mulherada que nunca pegaram ninguém na vida (e se a lenda for verídica, ambos já ficaram com o Dustin, o viado-mascote da galera), mas que até agora não tiveram coragem de confessar que são chegados em manjubas, o que deixa todo mundo confuso.

Jenn, Namorada, Lauren e a Barriga do Dave
Depois de socializar com a turma do lado de fora, começou a esfriar e decidimos entrar no salão. Logo na entrada, uma velha coroquíssima me olhou de alto a baixo e, notando a protuberância na minha calça, se excitou logo.
- Posso saber o que o senhor tem nas calças ein ein ein por favor ein? - tossiu a múmia.
- Minha câmera digital - respondi, com pouca esperança de que alguém em seus duzentos anos compreendesse o linguajar tecnológico.
- Hmmmm, tá certo. - e puxou o convite da minha mão. Ela conferiu a autenticidade do convite, que era nada além de um pedaço de cartolina com Wordarts protegido pela revolucionária técnica inpirateável de “anotar um número no verso”. Ela conferiu o número, me devolveu o convite e voltou-se pro próximo da fila.

“Isreal” Nobre
O papel acima estava afixado num mural com os nomes das mesas e dos convidados. Creio que já mencionei aqui antes essa obsessão gringa em escrever/pronunciar meu nome errado, e aí está a prova final de que eu não estava mentindo. Até quando eu passo meu nome pra eles em escrito, os caras me fazem o favor de escrever errado essa porra. É como se eles estivessem dizendo pra mim “ahn, não gosto do seu nome do jeito que é, acho que se eu mudar a ordem das letras ficará melhor.”
O resto da noite passou muito rápido. O jantar foi bem fraquinho (muquiranas da porra), e eu me dei à liberdade de roubar o peito de frango do prato da namorada enquanto ela discutia com as amigas a respeito dos vestidos alheios. Umas meninas da organização foram lá pra um púlpito e começaram a dar algum discurso muito sem sentido a respeito da graduação da molecada, sobre começo de vida adulta, blá blá blá. Não prestei a menor atenção, porque uma menina que sentava na mesa da frente da gente tava visivelmente usando cinta liga por baixo do vestido e eu não consegui tirar os olhos da perna dela o tempo todo.

Slideshow peterjacksoniano
Algum idiota do comitê de organização da festa julgou que seria uma boa idéia fazer um slideshow de duas horas com fotos tiradas durante o ano letivo, embaladas ao som de bandas consagradas como Blink 182 e Linkin Park e RBD e sei lá mais o que vocês ouvem ultimamente, só sei que tocaram todas essas merdas durante o slideshow. Lá pelas tantas eu não me aguentei e berrei “Ok we get it, you guys took a lot of pictures”. As risadas resultantes me deixaram mais satisfeito que o peito de frango fininho que eles tiveram coragem de nos servir. A namorada por sua vez não conseguiu apreciar o gracejo e cravou as unhas no meu braço, como se isso fosse liberar o poder das Sands of Time e rebobinar o jogo, impedindo a minha piadinha pertinente.
Depois da porra desse slideshow que me deixou com sono, um DJ (que pelo que me consta é aluno da escola, olha que merda) ocupou seu posto. Chutaram-se as mesas pro lado e a galera começou a dançar. Vinte e dois minutos depois o salão estava praticamente vazio, porque todo mundo preferia se mandar pra festas não organizadas pela escola onde o consumo de álcool não era apenas liberado, mas encorajado e por que não dizer obrigatório. O prom acabou meio que antes de começar.
Alguém nos convidou pra ir pra umas das trezentas festas que estariam rolando em Oshawa naquela noite, mas eu já tava cansadaço, o frango não desceu muito bem e tínhamos que acordar cedo na manhã seguinte pra viagem. Viemos pra casa.
Em resumo, prom é basicamente tudo que você já viu nos filmes e mais um pouquinho que não apareceu na edição final porque os produtores queriam manter a censura 14 anos.
Ou não, depende de que filmes você assistiu.
Escrito por Kid on Jun 11, 2006

Tou meio ocupado hoje.
Post novo só amanhã, molecadinha.
Escrito por Kid on Jun 8, 2006
Olá, moçada! Não, não morri nem nada. Era só preguiça de passar pelo blog mesmo.
Tou um tanto quanto apressado pro trabalho, então vocês vão ter que esperar por amanhã (ou sábado) pelo post sobre a festa de formatura. Mas pra não dizer que esse post foi totalmente inútil, aí está o videoclipe que o Trunks montou com os vídeos e fotografias dessa viagem.
Se seu navegador tem viadagem com vídeos embutidos do youtube, vá direto na fonte.
Antes que perguntem: O nome da música do clipe é “Make Damn Sure”, to Taking Back Sunday. Sim, a namorada estava usando uma blusinha que dizia “Rio de Janeiro”. Não, a garota que esperneia ao ser jogada no lago (aquele era o Lago Ontario, e não um mar como pode parecer) não era a patroa, e sim uma amiga/sósia dela.
E se isso não o satisfaz, aqui estão um monte de fotos do negócio. Daqui pra amanhã posto mais umas 500 fotos lá.
Agora fofoquem a respeito de o quanto eu engordei nos últimos meses enquanto vou vender uns picolés e já volto com um post melhor que este.
Escrito por Kid on Jun 3, 2006

A formatura foi foda. Tão foda que acabei perdendo minha gravata, vista pela última vez nessa foto aí.
Tou na casa da namorada e já de saída pros Sandbanks. Joguei umas fotinhas da festa no FHBD, pra matar a curiosidade de quem não quer esperar até quarta feira pelo post sobre o prom e a viagem.
Bom, vou me mandando. Vou tentar não sentir muita saudade de vocês.
Escrito por Kid on Jun 1, 2006
A menos de um dia do famigerado prom, ainda nem comprei sapatos. E nem comprarei. Deixa eu explicar.
Quando fui com a namorada e suas amigas comprar a indumentária pra festa de formatura - imagine o suplício de ter que comprar roupa com não apenas uma mulher mas um exército delas, uma mais insatisfeita com o preço da Loja X que a outra, o que justifica dar cinco voltas no shopping -, vi-me com um dilema nas mãos: vale realmente a pena pagar 60 pratas num sapato que eu SEI que jamais usarei novamente na vida? Não frequento igrejas, não pretendo me casar dentro dos próximos dez anos. Preciso de um sapato social tanto quanto preciso de um chute no meio dos testículos.
Então comecei a pensar em alternativas. A namorada foi mais rápida e puxou da prateleira um tênis azul extremamente metrossexual, o que já me causou de pronto uma torcida de 90 graus no meu nariz. Tênis azul é o tipo de coisa que eu imagino uma bicha metida a socialite usando nas “baladas” da “night”.
Mas o tênis é a metade do preço do que um sapato social me custaria. E boiola ou não, ao menos eu poderei usa-lo em outras ocasiões, ao contrário do sapato social que acumularia poeira dentro do meu armário ao lado da caixa do PS2 e da minha bíblia. Sob aprovação do gosto da namorada, comprei o tênis.
Vou de roupa social e tênis, bem no estilo anarco-punk que os gringos tanto fingem gostar quando vêem na MTV.
Daqui a 24 horas, veremos se o público aprovará meu vestuário ou me lançará olhares reprovatórios como “quem deixou esse pobretão de merda entrar aqui?“
No sábado partiremos pros Sandbanks. Dêem uma olhada no lugar. Volto na terça ou quarta com um post fotográfico a respeito da viagem.
Comentário paralelo ao texto, mas não menos importante - acabo de ganhar um Nintendo DS (com Super Mario 64 DS, naturalmente, além de outros dois jogos) da namorada. Não, não é nenhuma data especial. Ela apenas viu alguns dias após eu ter comentado que queria um, achou o preço razoável e comprou.
Me diz se essa não é pra casar.
[ Update ]
Olha o sapatim aí.

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