Escrito por Kid on Jul 31, 2006
Estava eu lá na casa da patroa quando Trunks me liga aflitíssimo. Após afastar o aparelho do ouvido e salvar meus tímpanos do dano temporário que a gritaria do irmão sem dúvida causaria, pude entender o que ele dizia.
Excitado e até tropeçando nas palavras, o moleque me explicava aos berros que o Dave havia encontrado arminhas de pressão (um artigo que até então eu julgava ser ilegal na gloriosa nação canadense) no shopping local. E não apenas isso, mas o preço era supostamente bastante acessível. Como há muito tempo (treze anos, pra ser mais exato) eu desejava ter em meu poder armas de pressão com as quais pudesse me defender as injustiças desse mundo, me arrumei às pressas e corri de volta pra casa.
De volta ao apartamento, Dave nos exibia orgulhoso o fruto de sua ida semanal ao shopping:

Duas P618, com pentes de nove tiros e umas duzentas balinhas de brinde, já que o fabricante deve saber que metade dessa quantia não dura até a ida de volta pra casa (dependendo da quantidade de gatos ou crianças de colo que você encontrará no caminho).
Eu e Trunks não precisávamos de mais nenhum motivo. Contamos as moedinhas e partimos em direção ao shopping, acompanhados do Dave, que já estava precisando de mais balinhas.
Chegando na loja que fornecia os brinquedos, pude ratificar que o preço era bastante sedutor. E assim, acabei exagerando um pouco na compra.

E nenhuma dessas é sequer a minha preferida. Meu xodó é minha S&W 40F com mira laser, rail mount (aquelas fendas ao redor do cano que permitem acoplagem de acessórios exagerados), silenciador e pente extendido.
E isso não é nada comparado aos meus amigos, que por sua vez compraram réplicas de M16s, que atiram numa velocidade muito, mas MUITO mais violenta. Sim, porque graças a nicknames e avatares de MSN propagandeando as aquisições, não demorou muito pra que a mania airsoft se espalhassem entre a minha turma. Em menos de uma semana, boa parte dos meus amigos (e dos amigos destes) compraram suas próprias armas. E antes que alguém pudesse notar, a molecada de Oshawa se tornou um bando de gun nuts, tipo aqueles texanos malucos que se vestem em camuflagem e vão descarregar armas automáticas no meio do nada, treinando pro dia fictício em que eles terão que depôr o governo à força ou acertar contas no colégio.
Um bando de moleques armados, uma conexão à Internet e uma câmera digital - não era de se surpreender que no mesmo dia, vídeos mostrando a gurizada levando tiros na bunda - e em outras partes variadas - fossem parar na minha conta no YouTube.
Por que afinal de contas, se a Internet não foi criada pra que adolescentes entediados divulgassem vídeos onde eles se machucam mutuamente, não sei pra que mais foi.
O que me entristece é que eu não tenho um gato.
Escrito por Kid on Jul 30, 2006
Só pra esclarer os viajantes, não fui eu quem postou aquele comentário no blog do Rafael Raphael.
Seja lá quem forjou minha assinatura virtual no blog do rapaz, ao menos faça direito da próxima vez.
Acabei de chegar de viagem e tou cansado pra cacete. Deixa eu me situar aqui e já já sai um post fresquinho (ou seja, que não tenha sido previamente postado cinco meses atrás).
Esperem aí.
Escrito por Kid on Jul 26, 2006
Peraí que eu vou falar.
A única coisa mais previsível que o surgimento de uma modinha de estação é a subsequente MODINHA DE ODIAR A MODINHA.
É batata. Seja lá qual seja o novo estilinho que a “mídia” (argh) tenta empurrar em cima dos mais sugestionáveis por meio de hipotizantes e satânicas ondas de TV, sempre vai ter a turminha metida a alterna (em outros tempos chamaríamos estes de COMUNISTAS SUJOS) que automaticamente odiará a modinha, por via de regra. Pode ser até que você simpatizasse com a nova onda, mas no momento que ela adquire o status oficial de MODINHA, é como se cada célula e organela e trompa de Falópio em seu ser se dedicasse 24 horas por dia a odiar a tal modinha com todas as forças possíveis, até que mal sobre energia pra respirar. E aí você odeia mais um pouco, porque na sua mente alterna é melhor morrer que habitar um mundo com pulseirinhas amarelas e garotos pseudo-deprimidos que usam óculos de aros grossos.
O motivo do ódio? Nenhum mesmo, na verdade. Raiva de modinhas é o ódio mais gratuito que possa existir, perdendo apenas para ódio dos judeus e ódio de mortadela, que eu vergonhosamente admito cultivar (não as mortadelas, mas o ódio por elas). A aderência de outrem a uma certa moda influencia tanto a minha vida quanto as oscilações da bolsa de valores da Nova Zelândia, então pra quê gastar esforços na árdua tarefa de odiar o fenômeno?
Odiar alguma coisa dá trabalho. Dá mais trabalho do que gostar, aliás. Se você adora, digamos…

CODY MATHERSON!!
…ou…

BUTCH YELTON AND THE UPBOUND!!!
…, ninguém te fará perguntas chatas do tipo “ahhhh meu mas como você não gosta deles?!” Tanto os outros fãs dos artistas acima te deixarão em paz, como as pessoas normais. No máximo perguntarão qual sua música favorita, e aí você lembra das duas únicas que conhece e pronto. Tudo fica bacana.
Mas não. Se você odeia, todos esperam que você tenha um BOM MOTIVO pra odiar seja lá o que for. Então você terá que ouvir todos os discos de seja lá qual banda você odeia, terá que entender como a carreira deles começou e tudo - só pra poder no fim dizer “ah, eles se venderam, sabe” achando que é a única pessoa no mundo que entende a mudança de artista independente pra artista contratado. Ou então “ah, eles nem sabem tocar, ouve aí essas musiquinhas deles!” como se isso tivesse impedido bandas de outras gerações de se tornar aclamadas por público e crítica. Vide Ramones.
E depois de toda a investigação, o indivíduo sentirá a necessidade de divulgar seus achados. Claro! Como todos vão saber que você é super subversivo se você não mostrar pra eles? Tome textos de dimensões monográficas pra justificar o seu desgosto com a forma que as modinhas dominam geral. Pra verificar esse fenômeno, basta passar por blogs aí afora.
Isso atingiu níveis imbecil nos últimos meses. Acho que é porque fomos atacados por várias tendências diferentes em pouco tempo. Um sacrifício virginal geralmente acalma a fúria dos deuses, mas quem disse que eu consigo convencer uma a vir aqui em casa? Eu explico que a virginidade delas está causando esses infortúnios, mas aí elas começam a choramingar dizendo que têm apenas 13 anos ou então dão outras desculpas furadas. Bah.
Mas ô, quase esqueci o que tava falando. O negócio é que de dois em dois meses, aparece aí alguma coisa nova com a que a “mídia” (porra, usei de novo) se enamora. Seja pulseiras Livestrong, seja emocore, seja bonezinhos de nomes impronunciáveis (ou não, é que eu queria usar “impronunciáveis” num texto), seja dar a bunda, whatever it may be. Se cinco mil aderem a essas ondas, pelo menos mil e duas pessoas irão automaticamente, sem o menor motivo aparente, odiar.

Zoar emos faz bem pra pele.
Tirar onda com grupinhos é tipo beber uma cervejinha. É bacana e com moderação não faz mal a ninguém, mas nego tende a exagerar. Quando se menos espera, é noite de Natal e seu tio está totalmente bêbado e decidiu que seria engraçado tentar subir no pinheiro enfeitado no canto da sala. Sua vovozinha de oitenta anos tenta acalmá-lo, mas acaba levando um sopapo no meio da cara diante de todos os familiares chocados. O tio bebum acaba vomitando em cima do seu priminho menor e do seu presentinho, um Power Ranger falsificado comprado no dia anterior pela sua mãe de um camelô porque, afinal de contas, o moleque só tem três anos e vai acabar comendo o boneco de qualquer jeito.
É aí que a piada começa a perder a graça. O ódio sem motivo acaba virando uma própria moda.
E entendam bem, não há motivo pra esse ódio todo. Digamos que um moleque usando Nike Shox, cinco pulseiras Livestrong e uma camisa do My Chemical Romance matasse seus pais, sua namorada, cagasse no seu peito e finalmente cortasse seus braços - de forma que você não pudesse limpar a merda. Foi premeditado.
Taí, esse é um bom motivo pra odiar um portador da moda, talvez até todos eles. E ainda assim seria um certo preconceito, porque os outros modistas não têm culpa de ter um assassino com os mesmos gostos que eles. “Não generalize, ôu!” diriam os outros emo. Mas estou fugindo do tema.
A questão é: quem aí tem uma história trágica assim pra justificar seu ódio?
E como citei lá em cima, o problema final é que os odiadores não se conformam com o bom e velho ódio e precisam propaga-lo - em toda sua insignificância - para o mundo. Como blogs são o último reduto de comunicatividade de pessoas descoladas, tome postagens sobre o porquê das pulseirinhas Livestrong serem sinônimo de viadagem, ou como é ridículo ouvir Good Charlotte, ou qualquer outra coisa super radical e anti-conformista. Multiplique o número de blogs falando do assunto por mil. Some quatrocentos. Divida por 4.5 e multiplique de novo por três milhões. O número que você pensou foi cinco, não foi?
É como se os hippies estivessem de volta, mas pior porque os hippies ao menos tomavam porrada de polícia naqueles tempos.
Não faltaram pedidos nas últimas semanas pra que eu ressucitasse o Manual dos Góticos numa (que seria clichezíssima) versão emo. Muitos pediram há uns meses que eu fizesse uma paródia com as pulseirinhas da campanha lá do câncer, ou seria lepra, eu não lembro agora. Todos se achando super descolados porque vêem as mazelas das modinhas e não as aceitam.
Não entendo como esse pessoal pode sempre pular no mesmo grupinho de ódio e ainda assim achar que está sendo super diferente por não adotar as modas. “Ai ai ai, olhem essas pulseiras, que gay né?” ou “Ai ai ai, olha esses emos, que bichinhas né?” ou “olha esses Von Dutch, que feio isso”. Todo mundo falando a mesma coisa ao mesmo tempo, todo mundo postando a mesma coisa ao mesmo tempo, todo mundo odiando a mesma coisa ao mesmo tempo, mas em seu íntimo se achando super individual. Como se estivessem gritando desesperadamente “olha pra mim, não sou afetado pelas dinâmicas de comportamento de grupo, hihi!” Nem que eu tentasse muito poderia criar uma paródia tão irônica quanto essa dicotomia dos odiadores de modinha.
E o irônico é que é impossível falar sobre o fenômeno dos odiadores de modinha sem se tornar, de um certo modo, um odiador dos que odeiam modinhas. Acabei de fundar meu próprio clube.
Enfim, parem de odiar as coisas, dá mais trabalho. E se realmente querem odiar, ao menos sejam originais e odeiem algo que não esteja tão em voga e que ninguém mais odeie.
Mortadela, por exemplo.
Escrito por Kid on Jul 24, 2006
Embora seja absolutamente normal odiar seu trabalho, quando você começa a desejar que um corpo celestial caísse em cima do seu escritório derretendo o corpo dos seus gerentes e criando uma cratera de alguns quilômetros de diâmetro, sei não, talvez seja a hora de procurar uma nova carreira.
E foi o que fiz. Na quinta-feira, decidi (enquanto vendia uma casquinha de caramelo pra um pivete que é freguês costumeiro) que já bastava daquela vida de vendedor móvel de sobremesas. Tava cansado do pagamento inconstante (receber por comissão é um lixo, aprendam), do trabalho cansativo, do chefe filho da puta, e principalmente das crianças berrantes e mal educadas. Após pesar as consequências da possível demissão - pindaíba terrível, mas sobrevivível -, concluí que tava na hora de largar aquele trabalho.
Sete horas antes do meu turno acabar, dei tchau pra molecada e praquela vizinhança e segui pro escritório da Frosty Freeze. Meu chefe, naturalmente, não gostou nem um pouco da minha chegada antecipada, mas o que ele poderia fazer? Me demitir?
A gerente me pagou o que me devia de mal grado, e eu virei as costas praquele lugar pela última vez. O dinheiro que eu fiz nos 2-3 meses trabalhando naquela merda veio a calhar, mas não se engane - era um trabalho asqueroso.
Com a mochila nas costas, 200 dólares no carteira (que, com o aniversário da namorada no horizonte, dificilmente durariam até o final do mês que vem), um monte de currículos desatualizados (seria precavido remover o trabalho anterior e nome do ex-chefe, pra evitar uma referência caluniosa) e nada pra fazer pelo resto do dia, decidi passar pelo centro inteiro entregando os currículos e requisitando emprego.
Meu principal alvo eram os restaurantes, um santuário para imigrantes com situações ainda não totalmente regularizadas. Esse tipo de estabelecimento, ainda por cima quando são lugares pequenos, geralmente exige uma única capacidade - o domínio, ainda que precário, da língua inglesa. Passando nesse requerimento, você ganhou o emprego.
Ao menos em teoria, né. Confiante, espalhei uns 10 currículos pelo centro comercial da pequena Oshawa e logo na sequência fui pro shopping com um amigo pra comprar umas airsofts (já já explico mais sobre isso aí também). Como o shopping fica a menos de 10 minutos de caminhada do centro, não precisei gastar mais dinheiro com transporte.
Não havia nem passado uma hora desde a minha chegada ao shopping quando meu irmão manda uma mensagem no celular mandando eu ligar pra ele imediatamente. “Nossa, alguém morreu“, pensei instintivamente.
Ligo pro moleque e, surpresa: Já havia emprego procurando por mim. A mensagem passada pelo irmão é que eu deveria estar lá num dos restaurantes que visitei em quatro horas, pra uma entrevista. Ou ao menos eu achava que era entrevista - quando cheguei no lugar no horário determinado, a galera apenas jogou um avental em mim e apontou pra uma pilha de pratos sujos que solicitavam um banho.
O trabalho é fenomenal. Eu sei que muitos aí ficam pensando “não é possível, tudo que esse moleque conta sobre a vida dele - até os detalhes mais irrelevantes - parece ser um conto de fadas! Vai te foder, Kid!“, mas eu estaria mentindo se dissesse que não estou adorando o novo trabalho. Em primeiro lugar, esse trampo matou a minha neurose de achar que não seria capaz de achar emprego até a legendária aprovação do processo de imigração (que já vai levando um ano). Em segundo, o emprego paga melhor (bem melhor) que as picolezadas. E finalmente, eu trabalho apenas TRÊS horas por dia. Sobra tempo até demais pra fazer qualquer outra coisa nos dias em que eu trabalho, um luxo que Frosty Freeze e seus turnos de longas 10 horas não me permitiam.
Isso por si só já me fez incrivelmente feliz por conseguir o emprego. O fato de que a galera com quem eu trabalho é sensacionalmente gente boa apenas ajudou. Quando a chefia não está por lá, a cozinha vira uma putaria - nego cantando, dançando, jogando comida uns nos outros e fazendo várias outras peraltices que fazem o tempo passar mais rápido do que você esperava. E isso sem contar a comida grátis - na ausência do patrão, os funcionários tomam a liberdade de preparar comida pra si mesmos sempre que dá na telha. Ontem observei maravilhado uma das garçonetes depositar um prato cheio de nuggets de frango na minha mesa, dizendo “there ya go, new guy“. E não, não havia sido um pedido que um freguês recusou - eu testemunhei a confecção dos meus nuggets, que eram exclusivamente para a minha pessoa.
O pagamento é toda segunda. Comecei na sexta, e hoje já tem um paycheck me esperando lá.
Aliás, tenho que tomar um banho e ir trabalhar. Imagino que o novo trabalho gerará toda uma saga de posts envolvendo estripulias na cozinha do restaurante.
Escrito por Kid on Jul 23, 2006
Demiti-me na última quinta-feira, e na sexta já tava empregado de novo. E dessa vez, trabalhando menos e recebendo um salário beeem mais generoso.
Felicidade total.
Hoje à noite quando voltar do trampo explico tudo bem direitinho.
Escrito por Kid on Jul 20, 2006
Faça silêncio e preste bastante atenção. Ouviu? Você está ouvindo isso? É o som de mil nerds chilicando em uníssono.
Há algum tempo atrás o HBD era mais conhecido pelos posts polêmicos que acabavam invariavelmente provocando confusão e ódio generalizado de um monte de gente que eu jamais verei na vida, mas que a julgar pelas mensagens furiosas, desejavam nada menos do que me ver morrendo lentamente porque eu critiquei sua banda ou filme favoritos. Era muito bacana chegar aqui e ler os mesmos trezentos comentários (alguns com mais erros gramaticais que os outros), cada um me explicando que eu não posso ter uma idéia negativa sobre algo que eles gostam. Este tópico inteiro num fórum em que linkaram o texto sobre Dragon Ball Z é basicamente uma coleção daqueles comentários.
Infelizmente eu comecei a trabalhar e a sair mais de casa, e o tempo dedicado à escrita de textos cuidadosamente arquitetados pra fazer centenas de pessoas esmurrar os teclados em fúria começou a diminuir. Pensei que nunca mais experimentaria o êxtase de abrir o Opera, carregar a caixa de comentários do blog, e descobrir que fiz 150 novos inimigos sem nem sair de casa. Até que tive a idéia de pegar um post antigo, dar uma “remixada” nele (adicionar uma piadinha nova aqui, outra ali, talvez apagar uns trechos desnecessários, uma recauchutada total) e postar novamente só pra ver se esse Vale a Pena Ver de Novo causaria o furor cômico de antigamente.
Para minha satisfação, o resultado não foi diferente. E aqui estou, sentando em cima de 100 e cacetada de comentários furiosíssimos, esperando uma retratação. Vamos a ela.
sem comentarios, post ridiculo,DBZ eh um animê mtu bom, na minha opnião um dos melhores, c vc n gosta naum assista… e para de plagiar o verdadeiro dono do post… Kid Sux…DBZ ROXX!!!! Aliás, isso eh um desenho animado, n tem q ter coerencia pra ser bom… n tem q ter pistolas e tanques ao inves de “bolas de energia” e “gritos”, entaum c toca, o nome eh Dragon Ball Z, e não “Animê sem graça q copia o mundo real”…post ridiculo
Não há muito nesse post que precise ser refutado, afinal de contas o sujeito teve todo o cuidado de redigir sua opinião de uma maneira que não seria levada a séria por ninguém. A única coisa digna de menção neste comentário é que o sujeito não entendeu a piadinha do NickDX, que ironizou dizendo que eu havia copiado o post de Dragon Ball Z do HateD. Os leitores mais novatos não devem conhecer a história, então taí o link da confusão. Se você não quer ler o post inteiro pra entender a piada do NickDX, taqui o resumo - o tal HateD plagiou alguns textos meus (incluindo o do desenho animado), e eu hackeei o flog dele.
Como essa é uma questão que não ficou devidamente explicada, achei que agora seria uma boa hora.
Moving on.
Eh… tipo… primera vez que entrei nesse blog…
claro… ele tem um otimo layout, tem um certo ar, confesso, de um blog inteligente e interessante, mas tb confesso… não tem anda de bom, apenas um algumas palavras cretinas de um nerd mal amado…
tanta coisa bacana pra escreve e o cara vai escreve ue dragon ball z eh uma merda… olha sendo ou não sendo… ele foi umas das animações que mais teve audiencia no mundo inteira, e isso ja basta pra ele não ser uma porcaria por completo.
achar erros nas coisas eh normal… a biblia tem erros, o portugues tem erros, a matematica tem erros… nada eh “perfeito”…
Portanto, sendo o seu blog uma bosta e ou dragon ball z sendo tb, eu to cagando pros dois…
O primeiro de muitos idiotas que apela pra falácia dos números. Acuado no canto da parede e sem muitas idéias na cabeça, a última resistência do fã do desenho é dizer que ele fez sucesso no mundo inteiro (sem citar nenhum dado, claro), e que isso significa então que DBZ é alguma coisa de qualidade indiscutível.
Guess what? Continua sendo um desenho imbecil, clichê, repetivivo, e sem graça. E se você é crente, há até um personagem chamado Senhor Satã. Não me importa se o desenho vendeu horrores ao redor do mundo - eu geralmente formo minha própria opinião sem consultar relatórios de vendas.
E o mais sensacional é ele tentar me explicar de que Dragon Ball tem seus erros assim como a bíblia também tem erros, como se eu considerasse a bíblia uma fonte de verdade absoluta. O tiro saiu pela culatra, fio.
Ah, e eu gostaria que você me apontasse um “erro” da matemática. Não culpe a ciência inteira só porque você ainda não sabe somar números de dois dígitos de cabeça.
Francamente, procurar sentido e coerência em um desenho animado japonês pré-adolescente é coisa de retardado.
(principalmente vindo de um fã declarado de matrix). enfim…
Esse foi um comentário particularmente retardado. É o equivalente de você comentar que uma mulher é bastante feia, e alguém retorquir criticando-o por estar procurando beleza em alguém que parece ter sido jogada de um prédio em chamas. Deformada ou não, ela continua feia, a minha afirmação inicial (”ela é feia”) permanece. O argumento não faz nem cosquinhas na premissa do post.
E pra não deixar barato, o autor do comentário jogou uma crítica a um filme que eu gosto pra tentar me atingir no rebote, na esperança que eu me comportaria como alguém que vai abrir o berreiro porque um desconhecido revelou não gostar de algo que eu gosto. Malvadaço!
Complementando o post, tente entende de cultura japonesa antes de criticar algo e é por mensagens inplicitas nos desenhos deles q apos ter perdido 2º guerra e levado 2 bombas atomicas na cabeça q eles tem o PIB de 7,5 trilhos de dolares e sao a 2º maior economia do mundo com juros de 0,25% ao ano
Eu ainda estou tentando entender o que Dragon Ball Z tem a ver com bombas atômicas ou produto interno bruto do Japão.
Porra cara, hahuahuuha tu é muito retardado..no minimo teu pai te comia quando dava dragonball! huahuuhauhauh ninguem pode ser tao racalcado com um desenho assim!(bom ate tem um cara aki q odeia naruto assim, mas isso ja e outra historia!)
hauhuauhuh vai te fude biba!
Aprendam, porque de agora em diante:
Não gostar de um desenho animado = atestado inegável de sodomia incestual.
O Mario bros ai ta conseguindo o que queria, varios POSTS.
Soh tenho uma coisa a dizer: pra um cara que perde tempo escrevendo bobagem em um blog com skin do mario bros, nem um suspiro da pra ser levado a serio.
O anormal fala que a historia e “original” quando traz personagens do futuro, mas no seu perfil usa a piada mais velha que a dercy gonçalves dizendo “ta lendo o verso da caixa de cereal”.
Chega, tu nao merece mais o mínimo da minha atencao, vou coçar meu joelho que ganho mais.
Tenho certeza que esse post nao vai pro ar.
Eu adoro quando um sujeito começa dizendo que não levou nada do que eu escrevi a sério, mas teve a atenção de postar um comentário pra responder o que eu falei. Se você está se torcendo todo porque eu critiquei seu desenho animado favorito, é bastante óbvio que você levou o texto a sério, campeão. E não pense que você foi o primeiro a apelar pra essa psicologia reversa bastante óbvia e imatura de me desafiar a publicar seu comentário.
Criticar é facil. Dificil é fazer melhor. Estou ancioso pra ver seu mega seriado sem cliche nenhum e que todo mundo goste. Boa sorte.
Embora pareça um argumento válido, o “achou ruim, faz melhor!” se posiciona sem dificuldade no pódio das respostas mais idiotas que você pode dar quando recebe uma crítica. Uma opinião não precisa de tal validação; se assim fosse, ninguém poderia não gostar de um filme ou livro. Opiniões pessoais seriam artigos de luxo de cinestas e autores. Como nunca produzimos obra semelhantes, estaríamos então condenados a adorar tudo que lemos ou assistimos. E isso não condiz com a realidade. Quer um exemplo?
Você obviamente não gostou do meu texto. Entretanto, ainda não vi um texto seu, e de acordo com a sua lógica, você tem então obrigação de adorar o que eu escrevi. Viu como é fácil usar o seu argumento contra você mesmo?
Não vou elogiar mto menos falar mal dessa critica algumas palavras juntas formando frases e assim em diante uma critica como essa talvez merecece uma outra critica em cima.. “critica para a critica” o “desenho” pode nao ser bom mas talvez merecece pelo menos uma critica bem feita, pois bem, olhando por outro lado nao esperaria algo interessante vindo de alguem com nick de “Kid” só uma coisa que gostaria de saber se possivel.. qual sua idade? talvez a idade mental nao “bata” com a fisica… Talvez seja a causa do ato.
Não consigo responder com seriedade alguém que apelou pra batidíssima manobra de traduzir meu nickname (que adotei quando tinha uns 11, 12 anos) e portanto concluir que tudo o que eu falei está errado.
Não ter bom gosto e assistir Dragon Ball Z é perdoável; fazer um comentário idiota, quase; não saber argumentar, não.
Que idiota!!
Enquanto vc assitiu tudo, analisou , tirou conclusões, falou mal, o autor ta rachando de ganha dinheiro , e vc ? AUhUAHuHA
Bom ou não, fez sucesso no mundo inteiro e vc ?
UAHuHAuhUAHuHA
Tava demorando pra alguém apelar de novo pra falácia dos números. Me perdoe por tirar uma conclusão baseada nas minhas opiniões sobre desenho, ao invés do suposto sucesso imenso que ele faz e da riqueza do seu criador.
VAI SE FUDER NESSE PONTO DE VISTA TODO ANIME E DESENHO SÃO UMA MERDA ? PQ TODOS SEGUEM ESSA RISCA !! NADA É CONVINCENTE… !!! NADA A VER O QUE ESSE MANEH ESCREVEU AE…. E ELE TEM UMA HISTÓRIA MELHOR PRA POR AE PRA GENTE ASSISTIR ? UMA TRAMA MELHOR ? SE TIVER VAI LÀH FAZ O PRIMEIRO ANIME BRASILEIRO E LEGAL !! QUE O MUNDO INTEIRO IRIA GOSTAR SOH PQ EH UMA MERDA !! IGUAL DB,DBZ,DBGT !! SEM NOçÃO NUM TEM O QUE ARUGMENTAR FICA QUIETO NUM POEM UM TEXTO PODRE ASSIM RIDICULARIZANDO O DESENHO !!
VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FALAR MAL DO DESENHO QUE EU GOSTO A MENOS QUE FAÇA UM TAMBÉM, PORQUE EU ACHO QUE É ASSIM QUE OPINIÕES FUNCIONAM E TOU ESCREVENDO TUDO EM MAIÚSCULAS PORQUE ISSO É MUITO SÉRIO!
Que post horrível..
Para começar com as proprias palavras do autor: “Pelas poucas vezes que assisti”.
Que comentario ignorante…
Se percebe mesmo lendo essa crítica o desconhecimento da trama e o que Dragon Ball representa…
Só uma sugestão, para vc poder comentar é preciso no mínimo entender sobre o assunto…
Que trama?
Você está se referindo àqueles episódios em que o Goku e cia treinavam pra lutar contra o vilão X, que estava prestes a detonar o mundo inteiro, ou àqueles episódios em que o Goku e cia treinavam pra lutar contra o vilão Y, que estava prestes a detonar o mundo inteiro, ou àqueles episódios em que o Goku e cia treinavam pra lutar contra o vilão Z, que estava prestes a detonar o mundo inteiro?
Não me deixem mais passar tanto tempo sem escrever um texto que provoque um grupo tão grande.
Escrito por Kid on Jul 14, 2006

Eu simplesmente não entendo DragonBall Z. Eu sou incapaz de compreender como esse programa passou tanto tempo no ar - em mais de uma emissora - se tornando sucesso absoluto entre guris por todo o país apesar de não fazer nenhum sentido que seja, e como os criadores dessa porcaria têm a moral de sair de casa sem que transeuntes joguem objetos pesados neles.
Pelas poucas vezes que assisti, deu pra sacar que o desenho não vai muito além de personagens desproporcionais com trezentos quilos de músculos voando de um lado pro outro, atirando bolas mágicas de energia colorida, cada uma explodindo uma área do tamanho de Goiânia mas que, no entanto, não provocam nem mesmo um arranhão na pessoa em que ela foi atirada.

Não vai machucar ninguém, desista.
Sim, não posso me esquecer dos berros. Em DragonBall Z ninguém fala, a comunição é estabelecida na base da gritaria. Durante praticamente todo o seriado, os personagens conversam como se cada interlocutor estivesse a trinta quilômetros de distância uns dos outros, e usando fones de ouvido. Até pra sussurar aqueles putos abrem o berreiro.
A trama nessa porra de desenho é provavelmente a coisa mais previsível jamais imaginada pela mente humana, com exceção do filme Titanic (”nossa senhora, um filme sobre o mais famoso naufrágio na história! Imagino o que acontecerá nesse filme“):
Há um personagem com nome perigosamente pornográfico para crianças de 13 anos saírem gritando pela escola: Goku. Ele é todo fodão e tal. Aliás, ele não apenas é fodão, mas ele é o mais fodão DO UNIVERSO. Exagero é a palavra-chave nesse lixo, então dizer que o cara é o melhor lutador do país ou do mundo não é suficiente. Tem que ser DO UNIVERSO.
Apesar de ele ser o cara mais forte do cosmo (portanto tornando a competição injusta para qualquer um que esteja dirigindo qualquer coisa menos blindada que um tanque de guerra americano), os criadores enfiam pela nossa goela a mesma história todos os episódios: Alguém mais forte que o rapaz Goku chega, chuta as bagaças de todo mundo (”todo mundo” aqui tem significado literal - o vilão tem que matar TODAS AS PESSOAS DO MUNDO pra ao menos levantar uma sobrancelha de Goku) e, se possível, explode o planeta no final.
De onde o cara mais forte apareceu, considerando que o Goku era supostamente o cara mais forte do plano existencial, eu sinceramente não sei. Provavelmente surgiu de algum desses lugares inventados ou inexistentes, como Tangamandápio, Suriname ou uma comunidade legal no Orkut.
Essa é toda a premissa do desenho: Caras mais fortes chegando e chutando as bagaças dos heróis, que gastaram os próximos trinta episódios se recompondo da sensacional coça que levaram do recém-chegado, o que culminará num episódio mela cueca (ou seja, a luta final se extenderá por pelo menos quatro capítulos) em que Goku finalmente mata o vilão. É que nem no seu tempo do primário, com exceção que você não voava.
A cara de pau dos roteiristas do anime não conhece limites. Sabendo que a trama é tão profunda quanto um pires, os caras sabem que não poderiam jamais ser diretos com a história, porque afinal de contas ninguém gostaria de assistir um desenho com quarenta segundos de duração. Na falta de um conteúdo de verdade pra preencher a duração de um episódio, cada ação desinteressante e de pouca importância é minuciosamente explorada em segmentos extremamente desnecessários. Os criadores do desenho poderiam literalmente fazer um episódio em que Goku não faz nada além de jurar algum outro personagem de morte enquanto penteia o cabelo, e isso não seria nem um pouco pior do que o que já acontece no seriado.
Dos mais ou menos vinte e cinco minutos de duração um capítulo de DBZ, três minutos (ou menos) são utilizados para explicar qual bunda o Goku e sua gangue está chutando (ou quem está chutando as suas). O resto é preenchido com explosões atômicas, gritos, e uma quantidade desapontantemente minúscula de sangue, porque afinal de contas ainda é um desenho direcionado a pré-escolares. Demora um ano para os personagens do desenho conseguirem matar alguém; é impressionante. Talvez se eles não lutassem com o cara por apenas 40 segundos e passassem o resto do capítulo gritando entre si, dizendo que será impossível derrotá-lo, os resultados seriam mais alentadores. É irritante demais. Sabe quantos personagens de Dragon Ball são necessários pra trocar uma lâmpada? Só um, mas demora três episódios.
Opa, ia esquecendo: O padrão do “cara mais forte” nunca muda. Alguns dos perfis de inimigos mostrados na série foram:
a) Um alien
Eles são sempre malvados. Hollywood não mente.
b) Um robô
Bando de filho da puta que estão sempre apenas esperando para dominar geral. Repetição é a chave do sucesso; não importa se o vilão da semana passada era um robô. Os expectadores querem ver algo com que já estão familiarizados, e não serem apresentados a conceitos novos e originais.
c) Um, tcharã, ROBÔ ALIEN.
Nossa, me diz se isso não é criativo pra caralho. Além de lançar mão dos maiores clichês da história do cinema, eles uniram os dois produzindo um fantástico novo estereotipo. “Novo”, é claro, é usado aqui sem muita responsabilidade.
d) O filho de um personagem que veio, olha só que original, DO FUTURO.
Porra, os caras já colocaram ETs e andróides no negócio. Se o objetivo é fazer o mínimo sentido possível, por que não ir até o fim? Adicionando viagens temporais no desenho, seus criadores asseguraram-se de passar longe de qualquer coisa que se assemelhe a coerência.
Se bem que, num desenho com bolas roxas de energia espiritual e super macacos gigantes espaciais (Macacos gigantes espaciais. Repita essa frase algumas vezes até que você compreenda as implicações de assistir um desenho animado que consta com macacos gigantes espaciais.), viagem no tempo parece algo tão trivial quanto ir à padaria da esquina e descobrir desesperado que não há mais margarina.
E não podemos esquecer, é claro, da clássica reviravolta “inimigo-que-vira-amigo”. Não me levem a mal, é até um tema interessante, quando não acontece quarenta vezes por episódio. Se torna muito óbvio (seguindo o padrão do desenho): se o Goku tá chutando a bagaça de alguém no episódio de hoje, é bem provável que amanhã eles estarão treinando juntos para salvar a Terra do terceiro “cara mais forte”, que aparecerá ainda nessa semana. Aí aparece o cara ainda forte da semana, um robô samurai bissexual mutante mãe solteira atriz e modelo de Netuno, e tenta destruir a Terra de novo (e provavelmente conseguirá, não que isso seja algo que já não acontece praticamente todo dia no universo de Dragon Ball Z).
E semana que vem ele tá treinando junto com os outros dois.
Tenho uma teoria que explica esse estranho fenômeno dos inimigos virando caras legais: Perceba que a essa altura do campeonato, a população da Terra já foi morta (e ressuscitada) umas quinze vezes. Os caras maus estão cansados dessa putaria. Eles percebem que não tem sentido tentar destruir um planeta de habitantes imortais e com tão poderosos defensores. Qual o propósito de matar gente que não pára de voltar à vida? Acho que é por isso que metade dos bandidos que aparecem no desenho se tornam mocinhos.
- Ah, foda-se esta porra. Esses terráqueos não morrem, caralho. Vamos jogar videogames e esperar o próximo panaca destruidor de planetas chegar. Passa o sorvete aí.
Os caras maus se tornam bons apenas porque não têm nada melhor pra fazer. Não é incrível? Os criadores do desenho abandonaram qualquer esperança de dar sentido a essa porcaria e nem se preocupam mais em dar motivações aos personagens.
Formidável.
Escrito por Kid on Jul 11, 2006

Comprei hoje. Eu até prometeria escanear pra vocês, mas vocês sabem que eu nunca cumpriria essa promessa.
Escrito por Kid on Jul 8, 2006
Me diz aí - existe algo pior que garganta inflamada?
Não, não existe. Se seu corpo fosse um torcedor da seleção brasileira na Alemanha - que ainda não voltou pra casa -, inflamação na garganta seria um hooligan te atingindo embaixo do cinto com um soco inglês de chumbo. Uma moléstia que faz com que engolir alimentos se torne uma tarefa dolorosa só pode ter sido cuidadosamente manufaturada por Satanás em pessoa.
Normalmente o pior que uma doença poderia trazer é dor e mal estar, mas no caso da garganta inflamada, dor é uma coadjuvante. Como se não bastasse a sensação de ter engolido um porco espinho armado com lâminas de barbear, uma garganta inflamada faz com que sua boca salive intensamente. E isso provoca um de dois resultados possíveis - ou você precisa deixar um baldinho por perto pra expelir o excesso de cuspe, ou, se a mãe da namorada está por perto, você dá uma de macho e engole a saliva na marra. Seria uma alternativa moleza, se não fosse as inevitáveis ânsias de vômito que horas engolindo em seco acabam provocando. Não conheço a explicação oficial pra o fenômeno, mas que acontece, acontece. Após umas duas horas nesse engole-engole infeliz, o estômago se revolta e põe tudo pra fora.
Procê ter uma noção do drama, vomitei umas duas vezes desde que acordei, e ainda nem comi nada.
E foi aí que lembrei-me que nos tempos de guri a mãe e/ou avó tinham milhares de receitas caseiras de remédios milagrosos de eficácia que dependia de muita superstição. Uma dessas misturas, que tinham como alvo gargantas fodidas como a minha, constituia a combinação de X partes de limão com Y partes de mel; o famoso “Limão com Mel”, remédio rudimentar imortalizado como nome de banda de forró da minha terra.
Cansado de sentir dores lacinantes na garganta, marchei em direção à cozinha pra preparar a mistureba.

Espremi o “suco” do limão na colher, completei com uma modesta quantidade de mel, e meti na goela.
Demorou uns dois segundos pro meu cérebro processar o que tinha acabado de acontecer.
Pra quem nunca teve o prazer de experimentar a receita acima, não tente. A azedice do limão demorou um pouco pra finalmente se fazer notável, mas aqueles dois segundos foram a última trégua que a fruta me deu.
Meus olhos instantaneamente fecharam-se. A língua, ofendida pelo suco azedo e decepcionada com o fato de que o mel não realizou seu trabalho adocicante, mandou o sinal pro estômago de que aquela mistura não era bem vinda. E eu comecei a sentir aquela familiar sensação na garganta de quem está prestes a pintar as paredes da cozinha com o almoço.
Com apenas um olho semi aberto, comecei a procurar freneticamente algo pra aliviar o gosto terrível na boca. Espalmei as mãos no balcão da cozinha, procurando por qualquer coisa, e as costas da minha mão encontraram o tubinho de mel, o que o enviou pro chão. Ainda lutando contra a nausea, mandei o mel pro inferno e voltei-me pra geladeira.
Senti aquele ardorzinho característico na garganta, e sabia que se não colocasse a mão na boca, iria vomitar dentro da geladeira.
Dentro da geladeira, havia verduras, molho de tomate, mostarda, uma porra de condimentos pra churrasco. Nada doce. O único olho que eu conseguia manter aberto já estava ficando mareado de lágrimas. Se eu soubesse que limão puro era TÃO azedo, não teria me arriscado nesse mundo de auto-medicação. Da próxima vez, lembro de consultar a Wikipédia.
Já era. Não havia nada ao meu alcance que pudesse neutralizar o jato quente de comida semi-digerida que eu estava prestes a violentamente expelir da boca e/ou nariz. Larguei a geladeira aberta mesmo e, sabendo que não haveria tempo de alcançar o banheiro, posicionei-me diante da pia e preparei-me pro suplício que é invocar comida do estômago.
Abri a boca e senti aquele gostinho ácido se aproximando. Senti as contrações na garganta. Essas sensações provocaram um mal estar ainda mais pronunciado, e pela primeira vez na história alguém sentiu vontade de vomitar porque estava prestes a vomitar. Talvez eu vomitasse duas vezes.
E aí lembrei do sorvete.
No dia anterior meu pai tinha comprado uma caixa de sorvete de cheesecake de morango. Não acho que haja cheesecake no Brasil (eu ao menos nunca havia visto), então basta explicar que é um bolo com recheio macio, quase como um pudim (mas menos uniforme) e com a base feita de biscoito. Uma parada saborosíssima, e o sorvete desse sabor não deixa a desejar.
Podendo jurar que estava sentindo o vômito correndo pelo esôfago, dei meia volta e estendi a mão pro refrigerador. Extraí de lá a caixa do sorvete, e virei-me pra gaveta pra tirar uma colher. Pra meu horror, não havia nenhuma colher, ou ao menos garfo pra quebrar o galho. Estavam todos na máquina de lavar louças. E a única colher disponível estava ainda manchada pela experiência com o limão, e nem fodendo eu estaria pondo aquela merda na boca de novo.
Sem sequer pensar duas vezes, meti a mãozona dentro do sorvete. Meus dedos protestaram contra o contato gelado com a guloseima, então tirei uma porção que julguei suficiente pra contra-atacar a ânsia e enfiei na boca. Pra ter mais certeza da eficácia, meti uma segunda mãozada dentro do sorvete e mandei pra baixo, e na correria a falta de precisão me fez manchar as lentes dos óculos com sorvete.
A ânsia diminiu e em pouco tempo desapareceu, como que por mágica.
Foda-se limão com mel. Minha avó me sabotou.
Escrito por Kid on Jul 5, 2006
Hahhaha, mas que porra!
A Semeadores da Discórdia aparece no Fantástico e ninguém me fala nada?
Escrito por Kid on Jul 2, 2006




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