Escrito por Kid on Sep 29, 2006
[ Super update extremamente emocionante ] Meus papéis de imigração FINALMENTE saíram. Depois de DOIS ANOS DE ESPERA ANSIOSA, temos em mãos os papéis que tiraram nosso sono e ameaçaram nosso futuro.
Acho que vou me demitir hoje, torrar minha grana inteira (uns 300 dólares) comemorando com todos meus amigos, e procurar um emprego melhor amanhã. Sério.
Não consigo nem acreditar que essa porra saiu.
…
Rapidinhas antes do post do show, que TÁ SAINDO, TÁ SAINDO. Se Chinese Democracy e Duke Nukem Forever podem demorar dez anos pra serem lançados (SE forem lançados), porque eu não posso passar uma semana escrevendo um post?
…
Tava caminhando com a namorada de volta pra casa dela e de repente a visão periférica capta o movimento ondulatório de um ser sem membros que rastejava calçada abaixo em nossa direção. Me abaixo e apanho o bichinho, que parecia estar bastante apressado pra chegar em algum lugar. Ignorando os protestos da namorada, decidi ficar com o animal.


Sem saber com que tipo de bicho eu estava lidando, postei uma foto dela no FHBD e rapidinho nossos especialitas (acredite se quiser, temos lá especialistas em insetos e cobras e outras coisas que te matam) a identificaram como a Eastern Ribbon Snake, também conhecida como “garden snake”, e obviamente inofensiva.
Ainda estamos decidindo um nome legal, por enquanto é só “the snake”. Sugestões?
…
O que acontece quando dois amigos de longa data descobrem que ambos costumavam compartilhar o mesmo vício?

O vício volta.
Dave, um amigo habitante do terceiro andar, revelou recentemente ser um jogador de Magic. Daí pra uma viagem à loja de artigos nerds mais próxima pra gastar dinheiro com cartas foi um pulo. Here we go again…
Ontem já se foram 20 dólares em troca de um deck e dois boosters, porque voltar a jogar com um fichário composto basicamente de cartas - ruins - de 2-3 anos atrás (Apocalypse, Conjunção, Odisséia, Tormenta, etc) é deprimente.
Eu até conseguiria me manter longe do vício, mas cartas aqui são tão mais acessíveis que no Brasil que você até se sente mal em não comprar. Semana passada comprei 4 Palíncronos por CINCO dólares, enquanto no Brasil não há um dono de Palíncrono que ainda tenha dois rins.
E sábado já depois do trabalho vou participar de um torneio numa loja que fica, veja você, exatamente DO LADO de onde eu trabalho. E existe ainda uma outra loja a menos de cem metros de distância de lá.
O destino conspira pra que eu novamente me meta de cabeça no maravilhoso mundo nerd de dinheiro sumindo misteriosamente que é Magic.
…
Aê cambada de vagabundo - você já se imaginou ganhando dinheiro testando jogos, e todos os privilégios advindos dessa profissão dos sonhos (como por exemplo a liberdade de apontar e rir dos seus amigos com seus “trabalhos chatos”, ou de logar em Ragnarok e poder dizer que está trabalhando?)
Então, agora é a tua chance.
O Fórum HBD, que é um point notório dos nerds brasileiros que se prezam, está oferecendo uma oportunidade bastante interessante cortesia da Level Up Games. Hoje fomos contatados por um funcionário do site que está recrutando testadores de jogos que serão em breve lançados no Brasil. Um dos jogos que vocês poderiam ter ajudado a trazer pro País da Putaria, caso essa oferta tivesse chegado à minha mão antes, é o baladíssimo Rising Force, um MMO que está sendo cotado pelas revistas especializadas no assunto como o “mais provável a matar nerds asiáticos sem moderação”.
Então, tá afim de começar a ganhar uma graninha pelo que você já faz o dia inteiro enquanto sua mãe ameaça vender o computador pra que você finalmente comece a estudar pro vestibular?
Mais detalhes neste tópico. A área é fechada a membros, até porque queremos manter essa oferta entre os foristas mais confiáveis e com mais tempo de casa, mas ainda dá tempo de se cadastrar rapidinho (não há nem confirmação de email, invente um nick e uma senha e tu já tá dentro).
Agora deixa eu ir fazer umas compras, tomar um banho (hoje é quinta, né?), colocar mais umas anulações no meu novo deck, assustar minha madrasta com a cobrinha -piadistas a la Praça é Nossa serão banidos dos comentários - e terminar o post do show do Dragonforce, que agora terá até as fotinhas do da apresentação que recebi ontem.
No final do teu turno….
Escrito por Kid on Sep 27, 2006
Post sobre o show saindo em breve. Só queria dar um recadinho pra turma que leu meu post sobre a guerra dos videogames da Next Gen.
Lembra que eu comentei que meus receios em relação ao PS3 se deviam quase que exclusivamente ao já infame drive de Blu Ray? Então, cês acreditam se eu contar que a parada já começou a melar o futuro do PS3?
E olha que ele nem foi lançado ainda.
Ê, Sony. Quantas vezes você vai tentar Betamaxizar o mercado que você poderia estar controlando na palma da mão caso não fosse tão TEIMOSA?
Escrito por Kid on Sep 25, 2006
Aftermath do show do Dragonforce:

Eu conheci o Herman Li e bati um papo com ele e tirei fotos - tou só esperando o dono do celular aparecer online e mandar as pics - e o convenci a assinar um pedaço de papel (assim como outros dois membros da banda), você não.
Aliás, o safado tentou ainda passar um papinho na patroa, vê se pode! Devia estar achando que era groupie.
Só deixei porque era o Herman Li. Amanhã ou depois, um post de verdade sobre o show. Agora irei dormir com Through the Fire and Flames tocando mentalmente na cachola.
Escrito por Kid on Sep 22, 2006
Tou lá eu jogando LocoRoco na santa paz do senhor Jesus quando a namorada me chega toda faceira, com a mãozinha no cabelo e olhar à deriva, mó cara de inocente.
“Ô amor, mó tempão que a gente não vai num show, né”
“Show pra que, se eu tenho LimeWire?” foi o que pensei. Mas a mulé nem me deu tempo de exteriorizar minha opinião.
“…Dragonforce vai tocar em Toronto nesse domingo agora”
Opa, capturou minha atenção. Se há uma banda que eu gostaria de ver ao vivo, é aquela cujos guitarristas seriam capaz de põr o instrumento em chamas graças à sua velocidade digital quase mística. Mas quanto custaria um ingresso da parada? Após a compra do PSP, tou tentando economizar toda minha grana pra tirar minha carteira de habilitação e quiçá financiar um carrim. Se bem que me iludo, já que é bem sabido que os iminentes lançamentos de tanto o PS3 como o Wii me impedirão de economizar meu salário. Como se tivesse lendo minha mente, a Gótica continua.
“…Trinta dólares o ingresso, só…”
Hmm, ver uma apresentação ao vivo do Dragonforce por trinta pratas parece um negócio justo. Antes que eu pudesse matematizar mentalmente quando tinha no banco, a patroa finaliza.
“…e eu já comprei dois ingressos pra gente.”
Meu rosto tornou-se um 
Então tou indo lá. Moral da história - jogar LocoRoco dá sorte.
Escrito por Kid on Sep 20, 2006
Peraê que só um update não adianta. Tem gente que só entende algumas coisas quando a gente explica tudo BEM EXPLICADINHO.
Vamos recapitular - essa semana (ou semana passada, sei lá quando essa porra saiu), a modelo e gostosa de renome internacional Daniela Cicarelli foi flagrada fazendo algo que bilhões de pessoas fazem diariamente, embora raramente com pessoas de seu naipe. Eu, por exemplo, ainda não comi nenhuma Cicarelli, embora tenha esperanças pra esse Natal porque tou mandando uma cartinha caprichada pro Papai Noel num papel de carta perfumado do Ursinho Puff.
A notícia atingiu os subúrbios da internet pouco antes de eu chegar em casa vindo do batizado (católico, veja lá) do meu irmão caçula, o que garantiu que cinco ou seis colegas prestativos me informassem sobre a presepada da Cicarelli assim que eu apareci online no MSN.
Decidi, sei lá por que, que queria postar isso no HBD. Por um segundo imaginei que inevitavelmente os misóginos juvenis que habitam as periferias da internet (que ironicamente devem ter se acabado na mão inspirados por fotos da própria Cicarelli por não gozarem do privilégio de praticar sexo com outros seres humanos) apareceriam pra arbitrariamente taxar a mulé de “prostituta” ou “vagabunda” como se ela tivesse feito alguma coisa contra eles. Temos aqui uma cambadinha de virgens - e eu seria capaz de apostar sobre a virgindade de alguém que chama uma mulher de puta apenas por ela mostrar que gosta da coisa - criticando a vida sexual alheia. Olha que irônico!
E eu asserto com firmeza sobre a virgindade dos sujeitos porque JAMAIS conheci um homem de vida sexual ativa que tecesse esse tipo de comentário relativo a uma mulher que goste de sexo. Normalmente, isso é APRECIADO entre o grupo, e não o contrário.
Agora, me explica aqui um negócio que eu não consigo entender. Por que alguns homens têm o hábito de hostilizar mulheres que fazem EXATAMENTE o que eles querem que elas façam com eles? Se a mulé dá pra você (ou pra quem quer que seja), é vadia, vagabunda, praticante da mais suja categoria de meretrício e merecedora de nada além do mais profundo desrespeito. Se não dá, é no mínimo motivo de uma punheta furiosa no fim da noite, do tipo que faz parecer que o sujeito está canalizando a raiva no pau. E nem venha dizer que você jamais ficou revoltado contra aquela menina mais conservadora e com valores familiares notáveis que bloqueou todas as suas tentativas de apalpar os mamilos dela no cinema. Eu duvido que você tenha pensado “nossa, mas que menina mais conservadora e com valores familiares notáveis!“, ao invés de “é a última vez que convido essa desgraçada pra sair. Só de pensar que até paguei a entrada no cinema e a pipoca, e NEM UM PEITINHO eu ganho? Foda-se. Cadê o telefone da Juranda?“
Qualé então, caralho? Não há como agradar vocês. E o pior é que não fica só nisso; essa hipocrisia machista de vocês fodem as coisas pra TODO MUNDO. Acompanhe.
Vocês são tão burros a ponto de não entender que, cada vez que a Fernandinha se recusa a dar pra você, de repente não é nem porque ela não quer, mas por causa dessa corrente de pensamento machista que prega que sexo é algo que apenas homens podem apreciar, e que toda aquela que ouse desafiar essa instituição sagrada merece o mais profundo desprezo? Quanto mais se perpetua essa noção de que sexo casual é uma exclusividade masculina (o que definitivamente não é, a menos que você defenda a teoria que apenas homossexuais podem trepar casualmente), mais as mulheres se constragem e se reprimem, o que em contrapartida complica o trabalho daqueles que tentam obter acesso às suas vaginas. Sendo os babacas misóginos que vocês estão sendo apenas ajuda a dar continuidade a um pensamento fundado na época em que preceitos religiosos determinavam regras de comportamento.
O que você tem a ganhar ofendendo uma mulher cujo maior crime foi praticar um ato sexual num local público (NEWSFLASH, CABACINHOS - casais fazem isso o tempo todo)? Absolutamente nada.
Mas o resto de nós têm muito a perder. Então, cortem essa, faisfavô. E mais respeito com o mulheril que não está fazendo nada que vocês mesmos não adoram fazer (ou não ADORARIAM fazer, o que me parece ser mais o caso aqui).
E não me venham com essa desculpa enojante de “mas quide é assim que a sociedade vê as coisas e…” Não venha culpar a sociedade pelas suas idiotices. TODOS nós vivemos em sociedade e nem por isso esse tipo de preconceito é justificável; especialmente quando esse preconceito faz as mulheres terem MEDO de admitir que gostam de sexo, sob a punição de serem taxadas de vagabundas. Porra, o que demônios tem uma coisa a ver com a outra, seus infelizes? Me diz uma coisa - vocês acham que as excelentíssimas mãezinhas de vocês não gostavam da dança horizontal, e que vocês estão aqui pelo milagre da concepção imaculada? mermão, alguns de vocês apenas têm a sorte de que há vinte anos atrás, filmadoras digitais e celulares com câmeras não existiam, ou alguns de vocês se surpreenderiam com as coisas que vossas progenitoras devem ter feito na sua juventude.
Estou xingando a mãe de vocês, dizendo que elas eram promíscuas? Não. Estou dizendo que elas eram HUMANAS, e como HUMANAS, gostavam de foder. O prazer advindo do sexo é nada senão um mecanismo evolucionário que garante que os animais continuarão trepando e perpetuando a espécie.
E definitivamente não há nada de errado com isso.
…
Mas eu reitero - trepar em água do mar é uma parada nojenta. Aliás, se vocês querem saber de verdade, trepar na água é uma merda e a única vantagem proveniente da experiência é poder dizer pros amigos que ainda não fizeram isso e pensarão que é um negócio bacana.
Escrito por Kid on Sep 18, 2006
…E não é que pegaram a Daniela Cicarelli trepando na praia?
Pegaram não, melhor - filmaram. E youtubaram.
O vídeo não mostra nada demais (de mais?), a não ser a Cicarelli dando em plena luz do dia no meio de uma praia, à plena vista de um cinematógrafo amador e de qualquer pessoa que estivesse passando no momento com um par de olhos. Ao menos o vídeo responde a pergunta que assola a humanidade há pelo menos uns quatro dias - O que seria melhor que comer a Daniela Cicarelli? Comer a Cicarelli e ser filmado no ato, dessa forma dissipando da mente dos seus amigos qualquer dúvida em relação à proeza.
O que mais me admira é a tamanha coragem de um casal de fazer sexo em água do mar. Porra, crianças tomam banho ali naquela porra. Todo mundo sabe que bexigas infantis são programadas pra se aliviar sempre que o corpo da criança está envolto por água. Isso sem contar todas as outras porcarias que porventura estivessem boiando nas adjacências. Enfie a piroca numa caneca de soda cáustica e vômito de porco, é essencialmente o mesmo. Segundo os intérpretes visuais do FHBD, em um momento o sujeito esbanja malemolência e estilo e até decora seu instrumento com algumas algas indefesas que tiveram o azar de flutuar ali por perto. Putaquepariu.
Mas se bem que alguém que já deu pro Ronaldinho não deve lá ter muitas frescuras.
[ Update ] Seus cabaços, “puta” é quem trepa por dinheiro. Qual o problema de uma mulher gostar de sexo, seus bandos de suburbanos com pensamento machista de merda? Sim, é engraçado e inusitado o fato de que a Daniela Cicarelli foi flagrada trepando numa praia (note que ninguém dá a mínima pro sujeito que a comeu), mas daí taxar a mulher de vagabunda é um salto lógico que apenas uma pessoa que nunca teve seu pênis dentro de outro ser humano poderia fazer.
Poupem-me, vai.
Escrito por Kid on Sep 15, 2006
Nerds de todas as faixas etárias, religiões e guildas de World of Warcraft ao redor do mundo já preparam as carteiras (suas ou dos pais) em antecipação pela chegada da já célebre “Nova Geração” - sempre com maiúsculas porque o assunto é muito sério - de equipamentos eletrônicos de entretenimento visual interativo que fazem seu dinheiro e sua frequência de banhos diários desaparecerem misteriosamente. Alguns argumentariam que a tal Nova Geração, aguardada desde o momento em que o primeiro dono de um PlayStation 2 imaginou “…já pensou quando eu estiver comprando o PlayStation TRÊS?“, já chegou há algum tempo, juntinho com o lançamento do Xbox 360. Outros, partidários de uma competição mais equilibrada, decidiram que a Nova Geração só estará valendo quando os consoles da Sony e da Nintendo derem suas caras e o que rola no momento é um mero café-com-leite onde a Microsoft brinca sozinha contra as paredes. No entanto, a pergunta realmente importante não foi feita ainda: O que diabos você sabe a respeito desse negócio?
Como o assunto começa a se tornar pauta até nas rodinhas de bate-papo de brasileiros (que obviamente deveriam ser os últimos a se preocupar com a tal Next Gen, uma vez que o preço na etiqueta de um desses novos videogame poderia sustentar uma família de quatro membros por doze anos incluindo visitas frequentes ao Beto Carreiro World), nada mais justo que um dossiê meu, de nerd para nerds, sobre a parada. Após ler este texto, você estará suficientemente informado pra tomar decisões a respeito de que console você implorará sua mãe pra liberar o cartão pra você comprar em 18 vezes sem entrada e sem juros pra pagar a primeira parcela só em 2890 no calendário Maia, e contra qual console você mostrará repúdio público em fóruns na Internet.
E como há repúdio em relação a videogames na Internet! A julgar pelo que algumas pessoas postam por aí sobre a Microsoft ou a Nintendo ou a Sony ou a Brastemp seja lá qual a empresa particular que eles particularmente odeiam neste dia em particular, você imaginaria que os presidentes das tais companias estupraram parentes do sujeito após passar duas semanas consecutivas ligando pras casas deles e desligando em seguida e/ou tocando Los Hermanos nas caixas de som do computador e segurando o telefone bem na frente. Ao contrário de todos os outros textos sobre a Next Gen que você encontra por aí, neste aqui eu vou tentar evitar aquele fanboyismo nojento típico de neguim que age como se uma determinada empresa videogamística desse razão e significado pra sua existência sebosa. Tratamos com FATOS aqui, porra, e não com opiniões retardadas vazias de qualquer embasamento real, alimentadas unicamente pela sua vontade em atingir prazer sexual molestando-se com controles do seu console favorito.
Como vocês devem saber (e se não sabem, não consigo imaginar o que diabos você faz lendo este site), ano que vem a briga nas prateleiras e em leilões do eBay será travada entre o Xbox 360 - já disponível atualmente -, o PlayStation 3, que deve chegar em novembro se eu não estiver horrivelmente enganado, e o Wii, até pouco atrás conhecido como “Revolution”, a próxima tentativa da Nintendo de se redimir de tudo que veio aprontando nos últimos dez anos (começando pela aberração que foi o Nintendo 64. E se alguém me explicasse o que diabos eles estavam pensando quando lançaram o Rumble Pak, eu agradeceria).
Vamos entender um pouco melhor sobre cada um dos videogames que muito em breve estarão disputando seu dinheiro.
Xbox 360
Reza a lenda que a Microsoft tem hábito de tentar corrigir com Relações Públicas e slogans o que eles fodem absurdamente na área técnica, e o Xbox 360 não é uma exceção. O próprio nome do console é uma jogadinha safada de marketing; segundo a IGN (um respeitado site de videogames que você provavelmente já conhece), a idéia por trás do “trezentos e sessenta” é não deixar o console soar tecnicamente inferior ao PlayStation TRÊS, que era o efeito o que eles receavam que um título como “Xbox 2″ carregaria. Em minha modesta opinião eu recearia que o novo Xbox pareceria tecnicamente inferior ao PS3 porque é realmente tecnicamente inferior ao PS3, mas eles são os profissionais milionários, não eu. Então passemos adiante.
O Xbox 360 veio para usufruir a imensa popularidade que o seu antecessor alcançou na América do Norte e em basicamente nenhum outro lugar no globo terrestre. Diz-se que no Japão (e você sabe que na Internet, a opinião japonesa é a única coisa que importa), o primeiro Xbox foi tão rejeitado que algumas pessoas têm medo de usa-lo até mesmo como calço de porta, receosos de que espíritos malignos que ocupam o interior do videogame causem câncer nos habitantes da casa.
Disponível desde o fim do ano passado, o Xbox 360 mostrou grandes inovações e melhorias em relação ao seu predecessor. Pra começo de conversa, o Xbox 360 não tem o tamanho de uma geladeira como o antigo Xbox, o que é um ponto positivo. A Microsoft deu uma melhorada no seu já excelente serviço Xbox Live, que conecta jogadores através da Internet para jogar NFL 2006 quando deveriam estar estudando ou consertando a pia da cozinha. O console vem com um controle wireless (se você resolveu gastar um pouquinho mais com o Premium System) com alguns botões extras e novas funcionalidades bem vindas, como a possibilidade de acessar o sistema operacional do videogame no meio de um jogo, sem interromper a partida nem nada.
Mas estamos falando da Microsoft, e é óbvio que elogios não poderiam passar de um parágrafo. Rumores dizem que a finalização do Xbox 360 foi desesperadamente apressada pra coincidir com o Natal americano, e o fato de que muitas unidades vieram com problemas de fábrica (alguns até pegaram fogo) parece corroborar a crença de muitos que o Xbox 360 teve seus componentes colados com papel machê e cuspe.
O console já aproxima seu primeiro ano e, como veterano na corrida Next Gen, será por algum tempo o sistema com mais jogos disponíveis. Como o que importa no final das contas são os jogos, o novo Xbox 360 terá a seu favor o fato de oferecer o maior número de títulos.
PlayStation 3
Ah, o PS3. Há tanto pra falar sobre o videogame que eu não sei nem por onde começar. Aliás, sei sim - Blu-Ray.
Os nerds mais antenados devem estar ligados no Blu-Ray, o formato de mídia que supostamente virá pra enterrar o DVD. Pra substituir um formato tão bem sucedido e popular como o DVD, você imaginaria que o tal Blu-Ray é capaz de fazer ligações interurbanas de grátis, de lavar suas roupas e de convencer um Testemunha de Jeová a não bater na sua porta num domingo de manhã, mas a única melhoria do novo formato é, basicamente, maior armazenamento. Porque você sabe como estúdios precisam de 900 terabytes disponíveis num disco para encher de featurettes, making of e comentários de diretores que mais da metade dos consumidores sequer dá a mínima. Seja sincero aí, quando foi a última vez que você sentou pra assistir TODO o conteúdo do seu DVD extra de De Volta Para o Futuro? Eu sou fã doente da série desde os 13 anos, tenho o boxset e muito tempo nas mãos, e nunca assisti.
Mas que seja, espaço extra não é exatamente um “problema”, certo? Errado. Ele é um problema, se esse espaço extra vem com um custo exagerado e o fato da exclusividade da mídia. A situação em torno do Blu-Ray não é tão simples.
Resumindo a história, Blu-Ray custará CARO. A propósito, é por causa do leitor de Blu-Ray que o PS3 custará abusivos 600 dólares. Aí os burgueses que vocês são dizem “foda-se, minha tia mora nos EUA e vai trazer pra mim“. Se preço ainda não é um problema pra você, espere ouvir a próxima parte do probrema.
Entenda a “bigger picture”: a Sony está pegando uma tecnologia nova, cara, exclusiva e proprietária, CUJA AUTONOMIA, QUALIDADE E PENETRAÇÃO O MERCADO AINDA NÃO TESTOU, e tá anexando IRREVERSIVELMENTE ao PS3. O problema agora é que o destino do PS3 estará ligado, pro melhor ou pro pior, ao destino da mídia que ele usa. PSP e GameCube são um bom exemplo disso, mas eu falarei mais sobre isso mais tarde.
A grande vantagem anunciada pra contra-balancear o fato de que o PS3 custa parte do seu fígado é “ahhh, mas essa nova mídia é o futuro, cara! É um formato muito melhor, e no fim das contas valerá a pena porque você já terá um tocador de Blu-Ray na sua sala!” Aí surge a pergunta que ninguém parece estar fazendo:
O que acontece se o Blu-Ray não vingar, assim como, sei lá, TODAS AS OUTRAS TENTATIVAS DA SONY DE EXCLUSIVIZAR O FORMATO DE MÍDIA? Lembram do Betamax, que apesar de ser tecnicamente superior, não resistiu à popularidade do supostamente inferior VHS? Do MiniDisc, que foi a pior e mais mal executada idéia na história dos tocadores portáteis de música? Do LaserDisc, que mal durou mais de um ano? Do Memory Stick, que só é usado em aparelhos da Sony (o que faz donos de outros formatos de cartão de memória FUGIR de aparelhos da empresa como o diabo foge da cruz)? Ou, mais recentemente, do UMD, um disquinho cara-de-paumente entitulado “Universal Media Disc” apesar de ser utilizado em exatamente UM e apenas UM aparelho em todo o planeta, e que tem vendido tão horrivelmente que já está perdendo apoio de vários estúdios (o que de tabela fode o propósito de chamar o PSP de um toca-filmes portátil)?
Caso você não tenha entendido a lição de história acima, aqui vai a versão condensada - a Sony é teimosa pra caralho e se recusa a lançar hardware a menos que lance também mídia exclusiva pra ela. E todas as tentativas anteriores fracassaram em vários níveis de derrota, que vão desde “vergonhosa” a “espetacular”.
Agora voltemos pro PS3. Suponhamos que o Blu-Ray não agrade o público (por causa do preço, por causa da simples falta de motivo substancial pra abandonar o DVD em prol do upgrade) e que tenha o mesmo destino do UMD, do BetaMax, do LaserDisc, etc. O mercado não dá muita continuidade a um formato que não tem boa aceitação. Ao grampear uma etiqueta de 600 dólares no PS3, a Sony já começou a foder o futuro do Blu-Ray.
O tempo dirá. Se daqui há um ano você for surpreendido com uma manchete como “Vendas de Blu-Ray decepcionam Sony no segundo semestre de 2007“, ninguém vai poder dizer que não foi avisado.
Problemas de mídia postos de lado, os Sonistas poderão ao menos respirar aliviados a respeito do fato de que o controle do PS3 não será mais essa simulação de um sex toy, e sim uma re-invenção do Dual Shock, ou seja, será quase idêntico ao modelo atual de controles da Sony, mas sem o aspecto “Dual Shock” da coisa. Sim, porque caso você não saiba, a Sony perdeu uma batalha legal e foi obrigada a abrir mão da vibração do controle do PS3, novamente graças a sua colossal teimosia. Tendo isso em mente, dá até pra tecer uma teoria de por que eles abandonaram o formato planejado pro controle.
E pra não dizer que está parada no tempo, a Sony muito safadamente enfiou um sistema de detecção de movimento na última hora no controle do PS3. De acordo com demonstrações do aparelho, já dá pra saber que absolutamente ninguém será capaz de jogar por muito tempo sem que num momento de animação enfie a cara do seu bonequinho virtual na parede, ou caia de um precipício, ou algo assim. Esqueceram de avisar a Sony que gamers (especialmente os novatos) costumam mover os controles involuntariamente no meio de suas jogatinas, e que tentar enfiar jogabilidade que vá contra um instinto natural dos usuários do negócio é uma idéia quase tão idiota quanto a de criar uma nova mídia e usar a popularidade de um console pra botá-la pra frente.
O PS3 chega no finzinho desse ano. Veremos se meus receios foram infundados ou não.
Wii
A Nintendo acha que porque salvou sozinha o mundo dos videogames do crash dos anos 80, teria eternamente nos convencido a aceitar qualquer coisa que ela lançasse. Com esse tipo de pensamento vieram ofensas como o VirtuaBoy, o Nintendo 64 e o GameCube, que foram capazes de transformar antigos fãs em céticos em relação ao futuro da empresa que nos trouxe tanta alegria anos atrás.
Após tomar uma surra de pau mole na disputa da geração passada e ter que ver o GameCube (o console mais avançado de uma empresa veterana na área) apanhando pros sistemas de companias relativamente menos experientes, a Nintendo resolveu virar o jogo. E o Revolution foi anunciado.
O nome que incorporava a missão de renovação foi abandonado em favor do incrivelmente retardado “Wii”. Então, qual é a do Wii? A característica mais notável sobre o console é o controle. O Wiimote, como é chamado, tem um complexo sistema de detecção de movimento que permitirá ao jogador que, ao invés de apertar um botão pra brandir uma espada, realmente reproduza a ação de sacodir a lâmina no ar, provavelmente acertando familiares no rosto e/ou derrubando objetos que estiverem no raio de alcance do braço do infeliz. Só isso foi suficiente pra chamar minha atenção.
Antes que você faça aquela choramingada que todos os outros nerds do planeta fizeram ao ver o Wiimote pela primeira vez, deixe de ser viado. Haverá também um controle mais convencional, pra jogos que exijam uma jogabilidade menos “dinâmica”.
No momento sabe-se pouco sobre o Wii, além do fato de que ele custará míseros 250 dólares e que sai dia 19 de novembro, virá com o Wii Sports e terá outros 30 jogos disponíveis no lançamento. O preço, além do approach mais arcade, mais informal, combina com a decisão da Nintendo que não é exatamente agradar aos gamers hardcore e encher seus olhos com trezentos bilhões de polígonos renderizados em tempo real, e sim conquistar novos jogadores com jogabilidade inusitada e original. Pra não dizer que os jogadores mais veteranos não foram lembrados, o Wii permitirá que você baixe via Internet todos os jogos já lançados pela Nintendo. Ou seja, você poderá jogar Duck Hunt, Super Mario World, Mario Kart Double Dash no mesmo aparelho.
Minha opinião semi-imparcial sobre a nova geração é que o PS3 está caminhando pro mesmo destino de outros produtos da Sony que teimaram em trazer suas mídias exclusivas. O Wii, apesar de trazer esse estigma que a Nintendo cultivou por mais de uma década, me parece extremamente promissor, um ar de novidade numa cena que não viu muitas mudanças de jogabilidade desde a introdução do controle direcional digital (que, aliás, foi uma invenção da própria Nintendo). E o Xbox 360, pelo que tou vendo até agora, será o “não fede nem cheira” do grupo.
E eu acabarei comprando todos eles.
Escrito por Kid on Sep 12, 2006
Enquanto eu termino mais um post aqui (nem me venha com mimimi porque não é desculpinha furada, o texto tá quase pronto seus viados), gostaria de chamar atenção dos leitores pra um negócio que eu simplesmente não conseguiria deixar escondido de vocês.
Como todos vocês devem saber, o Fórum Hoje é um Bom Dia teve alguns contratempos mês passado. Por causa de, digamos, “diferenças irreconciliáveis”, uma confusão muito grande tomou conta do lugar e isso resultou na prematura (porém já quase esperada) destruição do nosso fórum.
Este post não é pra apontar dedos, como você deve ter suspeitado. É pra trazer à sua atenção o fato de que você está deixando de participar de uma comunidade virtual de gente muito, mas muito foda. Acompanhem esta breve aula de história sobre o FHBD.
No dia 5 de agosto do Ano de Nosso Senhor 2.006, com ponto pra dividir as casas de milhar igual a minha professora me obrigava a fazer na terceira série, o InvisionFree notou diversas irregularidades no FHBD. Até então, nosso querido fórum (que já estava se tornando um puta fórum) precisava se sujeitar aos termos de compromisso bem restritivos de um serviço grátis, mas isso não nos trazia muita preocupação até o dia que o InvisionFree puxou o tapete e nos botou pra rua.
(In)felizmente, eu estava viajando no dia (nota - a viagem foi uma bosta), e não pude acompanhar ao vivo o drama de trezentos foristas tentando a todo custo manter vivo o espírito do fórum. Eu sei que usei uns termos bem baitolas pra descrever o que aconteceu, mas é bem por aí mesmo - com medo de ver a galera já tão bem entrosada debandando, alguns foristas se responsabilizaram em abrir um FHBD temporário, pra acomodar o pessoal enquanto eu não dava as caras pra resolver a situação de forma definitiva.
O resultado do “atentado” contra o FHBD é que ficou muito fácil pra qualquer um com mínimos conhecimentos em inglês fechar um fórum no InvisionFree, contanto que este fórum cometa o crime de não ser totalmente em inglês. Poisé, foi isso que fodeu a gente. Por causa desse novo conhecimento, os FHBDs recém nascidos foram fechados na mesma velocidade em que foram abertos. Pelas contas dos foristas que acompanharam a putaria, houve mais de CINCO FHBDs enquanto eu estive fora. Um deles, aliás, criado por um forista que se passou por mim, talvez na tentativa de tornar o seu fórum mais legítimo perante aos foristas sem rumo.
Eu cheguei de viagem e, antes mesmo de pôr os pés em casa, fui informado da confusão pelo meu irmão. Passei a noite inteira tentando achar um lugar estável pra reestabelecer o HBD, mas uma coisa se tornava clara - não dava mais pra depender de servidores gratuitos.
Oferta de leitor caridoso com servidor e banda sobrando não faltou, mas acontece que eu já fui hospedado por caridade e, por mais agradecido que eu esteja, a idéia era justamente segurança. Servidor de favor pode um dia te pôr pra fora por qualquer motivos que seja, como já aconteceu com o próprio HBD. Resolvi meter a mão no bolso pra hospedar o FHBD e os nerds que tanto o amam.
Conversei com o pulpfiction, leitor das antigas que está começando a montar um serviço de hospedagem, e decidi que era ele mesmo que eu gostaria de “contratar” pra trazer o FHBD de volta do além. Resolvemos o negócio pelo MSN mesmo, e antes de eu ter enviado a grana, o cara já tinha setado o software do fórum pra mim, tudo bacaninha. Bastava configurar de acordo com o gosto.
Como eu havia literalmente acabado de conseguir o emprego novo, e já tinha feito duas viagens em duas semanas, a grana já tava curta e não queria me endividar logo de cara. Assim, setei um botão de doações pro FHBD, acompanhado de uma telinha que exibisse o valor coletado.

Olha que boniteza
Aliás, o Erik que prestativamente arquitetou essa telinha bacanosa pra gente. Valeu, fio!
Então, eu pus a parada na página principal do fórum, e pensei “bom, se mandarem uns 10 ou 20 dólares tá de excelente tamanho, já paga o servidor por este primeiro mês e eu me viro com os próximos”. A intenção era realmente aliviar um pouco as dívidas praquele mês (eu já estava de olho no PSP desde aquela época, sem contar as duas viagens bastante onerosas), eu não imaginei que receberia muito mais de 20 pratas para a causa do nosso fórum.
E mais uma vez, essa turma que eu tenho o orgulho de chamar de “leitores” me surpreende.
Clicaí pra ver maior
É isso aí mesmo. Em pouco mais de um mês de operação do FHBD, os frequentadores do lugar se mobilizaram a doar MAIS DE 170 DÓLARES. Muitos deixaram claro nos emails que acompanhavam a doação que a grana era especificamente para mim, e não necessariamente pro fórum (alguns nem membros do fórum são, mas conhecem as agruras de quem tem que pagar hospedagem todo mês), mas ainda assim eu decidi dedicar boa parte do dinheiro recebido ao fórum que esse pessoal aparentemente ama tanto.
Em pouco mais de um mês, o FHBD reuniu quase 1000 participantes que são tão nerds quanto você, tudo vidrado em brinquedinhos tecnológicos, MMORPGs, música, pornografia, enfim, tudo que você possa esperar. E isso pra não mencionar as meninas - lindas e tudo nerd também, a namorada que você pediu a Jesus Cristo! Aposto que você não encontra uma dessas no orkut.
E a ajuda com o fórum não se limitou a dinheiro, não. Além dos muitos foristas que têm vontade de colaborar mas não dispõem de cartões de crédito, muitos outros membros do FHBD mostraram seu apoio criando as diversas imagens que ilustram o layout do fórum, com uma assistência 24/7 em detalhezinhos técnicos que eu tenho o prazer de ignorar (como configuração de servidor, PHP e outras delícias), organizando vários concursos internos, propagandeando o fórum entre amigos e basicamente postando conteúdo interessante no fórum.
E ao contrário de fóruns furrecas que infestam a Intermerda, no FHBD não precisamos implorar pra que os foristas participem ativamente. Há conteúdo constante no nosso fórum, é até difícil acompanhar as putarias que rolam lá diariamente se você tem um emprego e uma namorada ou coleciona figurinhas do álbum do Campeonato Brasileiro.
O que você está esperando pra descobrir o que levou tanta gente a tirar dinheiro do bolso só pra garantir que estaria lá de novo amanhã? Cadastre-se já enquanto ainda não estamos cobrando pelo registro!
Escrito por Kid on Sep 11, 2006
Fogos de artifício, incentivos de amigos, uma câmera e um ânus.
O que poderia dar errado?
Pelo jeito, tudo.
Escrito por Kid on Sep 6, 2006
Dando uma olhada no mundo e na Intarnetch atualmente - tomando o devido cuidado de evitar passar muito perto do orkut, uma vez que cientistas de renome finalmente descobriram que retardadice é de fato espalhada pelo mundo virtual -, percebo que devo ter dormido durante uma reunião ou perdido algum memorando. É a única explicação pro fato de que eu não fui informado de que nos últimos anos, todos os seres humanos com acesso a clientes de torrent e codecs de divx devem obrigatoriamente venerar qualquer tipo de animação que tenha sido feita dentro do território japonês.
Meus esforços em entender o fenômeno (pesquisar “fenomeno” no Google, sem acento, e ver se o corretor ortográfico do sistema de busca compreende as nuances da pontuação portuguesa), foram infrutíferos. Com toda certeza, desenhos japoneses - conhecidos como “anime”, o que soa como um demônio romano com hemorróidas - são líderes mundiais em categorias prestigiosas como “cenas com flashes induzidores de ataques epiléticos” e “aberturas cantadas por mulheres que soam como um sujeito que teve as bolas explodidas por C-4″, sem contar no sucesso de crítica “lutas chatas na frente de linhas coloridas”, mas isso ainda não explica como a cultura Oriental em geral conseguiu invadir o nosso espaço. Se a Segunda Guerra Mundial me ensinou alguma coisa, é que japoneses tem uma pré-disposição para invasões inesperadas e para afundar navios de guerra arremessando aviões neles. A História nos deu uma lição sobre a insidiosa prática nipônica de atacar quando menos se espera, mas nós a ignoramos.
Existe um grupo responsável pela expansão da japanofilia em nosso hemisfério. Tal grupo responde pelo nome “otaku”. Falo japonês tão bem quanto falo japonês, então desconheço o significado “oficial” do termo e, francamente, eu nem quero saber. Uma tradução livre mais adequada poderia ser “adolescentes desprovidos de identidade cultural que pensam que espremer os olhos e fazer o símbolo da paz em toda foto que tiram é algo legal”.
Para entender melhor a complexidade da situação, precisamos compreender todas as facetas do fenômeno e identificar as raízes do problema. Mas antes de mais nada, você deve se fazer uma pergunta - quem é um otaku?

Esta mulher é moderadora de um fórum sobre Inuyasha
Qualquer pessoa pode ser um otaku. A nomenclatura arcaica exigia que um sujeito passasse horas e horas em canais obscuros na Undernet, trocando terabytes de vídeos de desenhos japoneses sobre samurais e ninjas e meninas que se transformam em gatos, se dando por satisfeito até mesmo por assistir animes em outras línguas e sem nenhuma legenda (para um anime, se tornar “mais incoerente ainda” é uma impossibilidade prática, então assistir o mesmo desenho em português ou em javanês faz pouca diferença), contanto que ele os assistisse por um mínimo de cinco horas por dia. Nos dias de hoje é mais fácil ser aceito no meio dos otakus, e a falta de critérios mais rígidos tornou o fenômeno extremamente popular.
Quem pode ser um otakus? Eu receio que esta frase tenha se tornado redundante atualmente, e que a forma mais sensível devesse ser “quem NÃO É um otaku”? Qualquer pessoa pode ser um otaku. Sua mãe, seu vizinho, seu contador, sua professora de geografia, seu cachorro, ninguém está a salvo. Até você pode ser um otaku - se você alguma vez comprou uma peça de roupa dolorosamente ridícula apenas porque havia um ideograma japonês em algum lugar nela, a japanofilia já ceifou sua vida, assim como ceifou muitas outras que se aventuraram a assistir um episódio de Naruto porque “todo mundo tá assistindo cara!!!“

Este rapaz é considerado o mais prolífico cosplayer da atualidade, tendo sido fotografado vestido como mais de 2678 personagens de desenhos animados japoneses
O otaku comum é um sujeito branco, de classe média alta, e tem entre 14 e 18 anos de idade. Embora espécimes mais velhos tenham sido encontrados, considera-se que o desvio japanófilo tende a desaparecer quando a pessoa começa a ter obrigações adultas de uma pessoa normal, como um trabalho fixo e o interesse por temas que não sejam diretamente relacionado a animação japonesa. O otaku também coleciona aquelas revistinhas horríveis que exigem que você jogue toda sua dignidade na lata do lixo e as leia ao contrário e passa horas aprendendo frases triviais em japonês que ele prontamente usará erroneamente quando se encontrar com outros otakus na loja de artigos japoneses do shopping, pra debater sobre a última vídeo-montagem de Naruto, proclamada como a melhor vídeo-montagem dentre as 367 outras que eles uploadearam no YouTube ontem à noite. Otakus são - por via de regra - absolutamente inexperientes em qualquer atividade que requer destreza com o sexo oposto, tornando 135% deles virgens eternos.
Um outro hábito característico do grupo é a mania de adicionar sufixos como “chan”, “kun” e outras palavras de origem satânica aos seus próprios nomes, em uma tentativa desesperada de se aproximar mais ainda da cultura nipônica. Nos fóruns otakus, locais amplamente reconhecidos por cidadãos de bem como “o ânus da Internet” é bastante comum ver participantes formando imensas famílias de faz-de-conta, adotando e declarando-se como tios, pais, sogros e irmãos de outros membros do fórum, catalogando esta árvore genealógica de mentirinha nas suas assinaturas. Como se sabe, isso é uma ridícula e deprimente forma encontrada pelos párias de simular o convívio social que eles não têm na vida real.
Qualquer otaku que se preze jamais seria surpreendido sem trazer no seu mp3 player ao menos 400 mb de j-rock, um estilo que é o equivalente musical de merda de bebê recém nascido. Os mais versados abrangem em suas coleções musicais o J-pop, e é sabido que pop é exponencialmente pior que rock qualquer seja sua forma.
A predileção otaku por j-rock é apenas rivalizada pela sua predileção por pirocas veiosas e/ou representações gráficas de pirocas veiosas desvirginando pequenas estudantes. O que levaria alguém a se masturbar vendo tais desenhos está acima de minha compreensão, mas por outro lado, muito do que os otakus fazem está acima da minha compreensão. O perturbador vídeo do link anterior é motivo mais do que suficiente pra chegar à conclusão de que otakus tem um profundo despeito pela humanidade e tudo que consideramos sagrado.
E como esquecer o cosplay? Para os que não conhecem o termo, cosplay é o que acontece quando anos de abandono e falta de convivência social encontram um cartão de crédito e um site de fantasias de personagens de desenhos animados. Abandonando de vez qualquer último resquício de dignidade que tenha sobrevivido a maratonas consecutivas de OVAs de Evangelion, o otaku não apenas se veste como um personagem fictício de seus desenhos favoritos, mas sai em público trajando essa atrocidade. Há diversos sites e fotologs dedicados a veicular imagens de pessoas que se sujeitam voluntariamente a esse tipo de humilhaçào pública. Sinta-se à vontade para pesquisar sobre o assunto, averiguar as fotos e rir com maldade dessas pessoas.
Otakus, como todo grupinho ignorante de subcultura pseudo-alternativa, se vêem no direito de rotular os outros de forma bastante preconceituosa, julgando-se com a autoridade de desprezar aqueles que em sua opinião não merecem ostentar o título de adorador de animes. Uma subcategoria dos otakus são os otakus posers, ou seja, todo aquele que não se masturbe ao menos cinco vezes por dia lendo fan-fics de Full Metal Alchemist ou que não tenha serialmente pensado em vender todos os seus pertences e mudar-se para o Japão. Para o resto do mundo, otakus posers são apenas pessoas que gostam de alguns desenhos japoneses. Para os otakus, qualquer sujeito que assista animes apenas como hobby casual e não como religião é sem qualquer sombra de dúvidas um mal caráter que merece a pior morte imaginável - o que me faz lembrar que a sociedade em geral raciocina de uma forma bastante injusta. Um sujeito pode ser um cidadão de bem, pagar seus impostos em dia, frequentar a Igreja e até dedicar seu tempo livre a fazer Mapas de Team Fortress de graça pros amigos. No entanto, basta ele fazer sexo com UM cavalo e a sociedade dará as costas para ele.
Agora você pode ser considerado um profissional no tema otaku. O que fazer para impedir o avanço dessa nova onda?
Resista. Otakus são conhecidos por ter uma atração patológica pelo defunto formato Real Video (assim como uma atração patológica por desenhos de tentáculos estuprando gatos antropomórficos). Como todos sabemos, o Real Player é um terrível software programado por Osama Bin Laden em pessoa, em mais uma tentativa de destruir a liberdade ocidental e instalar spywares que colocam “funcionalidades” não-requisitadas no seu navegador, como a excelente “funcionalidade” de mudar a sua página inicial e a “funcionalidade” de ser o pior player na história dos players. Enquanto você estiver longe desse software, anime não poderá tocar você. Cruzes e alho talvez ajudem também.
Ajude. Um otaku pode não ser uma pessoa como eu e você no sentido ético da palavra, e portanto não ser agraciado pelos Direitos Humanos que a sociedade mundial preza tanto. No entanto, isso ainda não é motivo para serrá-los no meio com uma moto-serra enferrujada. Faça como Jesus faria e os ame ou ande sobre água ou reparta pães ou expulse mercadores de um templo ou inicie um feriado mundial para celebrar seu nascimento ou algo assim. ENTRETANTO, se seu amigo otaku aparecer em sua residência com um convite extra praquela AnimeCon exclusiva, saiba que nenhum júri no planeta o condenaria por remover a coluna vertebral dele com uma lixa de unhas ali mesmo.
Espalhe a palavra. Mostre esse texto para todos os seus amigos, otakus ou não. O poder é de vocês, já dizia Capitão Planeta. Juntos podemos trazer essa invasão japonesa a um fim relativamente não-trágico.
Abaixo o anime!
Escrito por Kid on Sep 6, 2006
A quem possa interessar, estou re-abrindo o cadastro de novos usuários no FHBD.
É a sua chance, mané.
…
Post novo saindo em meia horinha.
Escrito por Kid on Sep 3, 2006
Se é pra pôr fim de vez nessa confusão que já está torrando a paciência de todo mundo há meses, aí vai:
Retratação mútua
“Na noite de 4/5 de agosto o dono de um fórum foi notificado que seria processado se continuasse o assédio dos foristas a uma pessoa dona de um blog. Depois de dois mails a pessoa se recusou a responder a mais mails do dono do fórum. O mail da pessoa foi postado no fórum, um gesto que não se poderia medir em termos de suas conseqüências. A pessoa dona do blog se irritou por ser mencionada como alguém que sempre reclama e mencionou o motivo da troca de correspondência entre esta pessoa e o dono do fórum.
Nesta noite havia dois tópicos abertos sobre a pessoa dona de um blog. No dia seguinte, cinco. A pessoa resolveu reportar o fórum para seu host, InvisionFree. Havia grupos estudando maneiras de fechar seu blog. O dono do fórum estava viajando. Durante esta semana houve uma série de ataques à pessoa que fechou o primeiro fórum. Todos os outros criados devem ter sido fechados por robôs ao identificar a sigla do primeiro fórum.
Houve muitos ataques pessoais, insultos, montagens fotográficas pornográficas, ameaças forjadas de processos de direitos autorais. Se o dono do fórum admite ser impossível controlar a garotada, deve ser mesmo.
O dono do fórum e a pessoa dona do blog entraram em acordo de respeito mútuo. Ela sente muito ter mencionado que dava dinheiro ao dono do fórum. No contexto foi humilhante. Era um segredo que esta pessoa havia guardado até a noite de 4/5 de agosto. Não se dão mais porém farão o máximo para manter cortesia mútua.”
Ela exigiu uma assinatura, então aí vai - Israel Nobre. Estou “assinando” virtualmente a “retratação” que você tanto queria. Feliz?
…
Não vou citar nomes, mas aí vai um recado pra você - Pronto. Cabou. Cansei. Estou pedindo desculpas publicamente por toda a confusão que aconteceu. Por favor, pare de perseguir meus leitores, ou de enviar ameaças aleatórias a pessoas que mal têm conexão com a história, ou de (pasmem) contatar familiares dos mesmos, que não têm absolutamente nada a ver com a discussão. Estou postando a “retratação” que você tanto fazia questão há a semanas porque não quero mais ver pessoas irrelacionadas à putaria sendo arrastadas pra dentro desse dramalhão. Uma coisa é brigar, outra coisa é envolver inocentes na sua briga.
Pronto? Pronto. Se houver mais algo que você acha que é extremamente ofensivo contra você, você sabe meu email. Servindo bem pra servir sempre. I should know, trabalho num restaurante.
E que seja o fim dessa confusão, de todos os lados. Tão ouvindo bem, FHBD?
Escrito por Kid on Sep 2, 2006
Piada oportunista da vez
“Mal mandaram um brasileiro pro espaço, já sumiu um planeta”
Essas piadinhas Kibe-Loco-style são geralmente bem sem vergonha, mas essa até merecia publicação.
Aliás, vou até verificar o site do cara pra ver se já apareceu lá.
[ Edit ] Ahahaha, SABIA.
Escrito por Kid on Sep 1, 2006
Deixa essa gripe fedorenta me deixar em paz que eu termino um post bacaninha, tá?
Combinado.
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As cinco maiores construções fictícias imaginárias da cultura popular. Com um bônus não-imaginário
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